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O Padre e a Menina
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 01 de agosto de 1968. Na semana em que estavam reunidos bispos e frades, e até no mesmo dia em que foi publicado um “documento base” a ser debatido na II Conferência geral do episcopado da América Latina em Bogotá, saiu publicado num canto de jornal, sem nenhum destaque, um pequeno tópico de fait-divers a que quase ninguém deu atenção, embora também envolvesse um padre, que, como ninguém ignora, é hoje o mais jornalístico dos person
há 21 minutos3 min de leitura


Reformas e Reformas
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 03 de agosto de 1968 A palavra "reforma" sempre teve, sobretudo na cultura católica, a significação primeira de restauração; isto é, de recuperação ou volta ao estado de integridade do qual alguma coisa se afastara por degradação de seus elementos. Nos séculos XIV e XV, fervilharam na Igreja projetos e ideias de reformas em vista dos abusos praticados pelos clérigos e do relaxamento geral dos costumes. O Concílio de Viena (1311-1312
há 38 minutos4 min de leitura


Um movimento que começa a surgir em vários pontos
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 22 de agosto de 1968 Logo depois do dia de lançamento de PERMANÊNCIA, recebi de Belo Horizonte uma carta que nos trouxe grande conforto e que não posso deixar de transcrever na íntegra: “Meu caro Corção: Andava há tempos pensando em escrever-lhe, não só para levar-lhe o meu aplauso (...) mas para sugerir-lhe a necessidade de nos arregimentarmos todos quantos, embora desejando as reformas necessárias para a Igreja, não concordamos co
24 de jun.3 min de leitura


Tudo é Cinza
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 05 de setembro de 1968 Dizem os físicos que o Universo agoniza de um mal chamado entropia crescente e morrerá de uniformidade. O mundo da vida e sobretudo o do espírito representam um jato, um movimento ascensional criador, um ímpeto que bem merece o nome que lhe deu um filósofo: élan vital; mas o que agora se vê, nesse mesmo mundo do espírito, nos leva a crer que há uma corrente, uma torrente que contraria o ímpeto vital, que puxa
19 de jun.4 min de leitura


A Necessidade dos Contrastes
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 07 de setembro de 1968 Escrevi anteontem sobre a Revolução Preto e Branco e sobre o seu inevitável desenlace: o cinzento universal. Esta é a tendência do progressismo católico que se manifesta pelo apagamento de todos os sinais que exprimiam a visibilidade da Igreja. “A Igreja é sinal e instrumento de nossa salvação.” Encontrei tempos atrás, numa casa religiosa, diversos padres excitados que só diziam a propósito de tudo e de nada:
17 de jun.3 min de leitura


Carta aberta a D. Sebastião Baggio
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 14 de setembro de 1968 Recebi a seguinte carta aberta de alguns amigos que pedem sua publicação. E não somente publico como também subscrevo a carta seguinte: “Nós leigos católicos, atentos ao que em torno de nós se passa, vimos manifestar a V. Ex.ª a estranheza que sentimos diante da atuação da Sra. Branca Melo Franco Alves, nomeada para integrar o Conselho dos Leigos do Vaticano. Por muitos lados, essa senhora mostrou sua incompet
22 de mai.4 min de leitura


A crise universitária
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 28 de setembro de 1968 A crise universitária, na verdade, não passa de uma das muitas manifestações de uma crise mais profunda e de nossa civilização. Nenhum de nós, professores, reitores, homens de governo, é culpado deste fenômeno, mas pode tornar-se culpado, gravissimamente culpado, se se omitir na parte da resistência que lhe cabe. Fala-se muito de reformas da universidade, e eu acredito piamente que há necessidade de algumas, m
13 de mai.3 min de leitura


Jackson de Figueiredo desfigurado
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 21 de novembro de 1968. Parece-me que o professor Amoroso Lima, em artigo publicado no “Jornal do Brasil” em 15 do corrente, levou um pouco longe demais, mesmo em relação a si mesmo, o desembaraço que há anos vem mostrando em relação às pessoas e aos fatos. Sim, exagerou. Em regra geral, quem escreve tem de se isolar das pessoas e das coisas na hora de escrever. Trazida à pressa, amontoado o botim, o salteador de ideias e fatos fech
6 de mai.4 min de leitura


O sábio pronunciamento do General Álvaro Cardoso
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 7 de dezembro de 1968. Dirá o leitor que estou em maré de admirações, mas os fatos são os fatos. Se duvida do que escrevi anteontem, vá a Quintino Bocaiúva ver a Fundação do Bem-Estar do Menor: se duvida de minha alegria de hoje, leia a declaração do comandante da Infantaria Divisionária da 4.ª Região Militar, General Álvaro Cardoso. A propósito da prisão dos padres franceses, que vieram preparar aqui alguma coisa como o cochonlit d
29 de abr.3 min de leitura


"E muitas outras coisas diziam contra ele blasfemando” (Lucas XXII, 65)
Por Gustavo Corção, publicado n'O Globo em 28 de dezembro de 1968 A rigor, nós não fazemos outra coisa, no mundo, senão colaborar com aqueles que esbofeteavam Jesus, como se lê no mesmo versículo de Lucas de onde tiramos o título deste artigo. Sim, todos nós, com nossos pecados, com nosso desamor ou com os nossos esquecimentos, que às vezes são mais cruéis do que as formas mais agressivas do pecado, não fazemos outra coisa senão prolongar na história a paixão de Cristo. “Jes
17 de abr.3 min de leitura
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