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“O Sacerdote, um Homem Apartado”
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 1º de junho de 1968 Não sou eu quem o diz. Mais de uma vez insisti neste ponto fundamental da estrutura de nossa Igreja. Para começo de consideração, a própria Igreja, vista pelos seus membros como povo de Deus, é um povo apartado, e não como tanto pretendem hoje os protestantizadores, um povo-como-outro-qualquer. Se as fronteiras da Igreja, em lugar dos riscos convencionais ou das linhas visíveis, são meridianos que passam por dent
há 4 dias4 min de leitura


Aberrações ensinadas pelos ISPAC em Belo Horizonte
Por Gustavo Corção, publicado n’o Globo em 08 de junho de 1968 O episódio brasileiro conta com muitos bispos sábios e veneráveis. Posso até afiançar, e poderia provar, que é uma pequena minoria a famosa ala de bispos esquerdistas ou progressistas que se inculcam como interessados pela melhoria de condições sociais, e que insinuam que todos os que deles discordam só o fazem para defender o status quo e para impedir as ditas melhorias sociais do Brasil. Torno a dizer: graças a
3 de set.4 min de leitura


Sem Respeito e Sem Pudor
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 29 de junho de 1968. Perdoe-me o leitor se volto à frase do Arcebispo que foi glosada em meu último artigo. Confesso que me sinto fascinado por ela. Ei-la em todo o seu esplendor: “Abra-se, enquanto é tempo, um corajoso e ilimitado crédito de confiança à juventude. Os jovens não admitem meia confiança”. Em nosso artigo último comentamos diversos aspectos dessa frase, mas esquecemos uma coisa muito importante. Sim, esquecemo-nos de l
26 de ago.4 min de leitura


A ilimitada confiança do Arcebispo
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 27 de junho de 1968 Em livro recentemente publicado, o Arcebispo de Olinda e Recife, entre várias outras considerações menos interessantes, nos convida a abrirmos um CRÉDITO DE ILIMITADA CONFIANÇA... A quem? Desafiamos a sagacidade do leitor para a decifração deste enigma. A quem, a que Entidade quer o Arcebispo que abramos um CRÉDITO DE ILIMITADA CONFIANÇA? O leitor que estivesse a dormir desde o Congresso Eucarístico, para cujo es
15 de ago.4 min de leitura


Amarrados aos próprios cadáveres
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 27 de julho de 1968. Peço ao leitor o grande obséquio de aguentar o meu obsessivo interesse por um documento que em si mesmo é pouco interessante, mas muito significativo do estado em que se acha uma parte de nosso clero. Refiro-me ao documento assinado por trezentos e cinquenta padres e entregue aos bispos reunidos na IX Conferência. Transcrevo outra passagem elucidativa da mentalidade desses sacerdotes: “A Igreja de Cristo se apre
7 de ago.4 min de leitura


O Padre e a Menina
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 01 de agosto de 1968. Na semana em que estavam reunidos bispos e frades, e até no mesmo dia em que foi publicado um “documento base” a ser debatido na II Conferência geral do episcopado da América Latina em Bogotá, saiu publicado num canto de jornal, sem nenhum destaque, um pequeno tópico de fait-divers a que quase ninguém deu atenção, embora também envolvesse um padre, que, como ninguém ignora, é hoje o mais jornalístico dos person
29 de jul.3 min de leitura


Reformas e Reformas
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 03 de agosto de 1968 A palavra "reforma" sempre teve, sobretudo na cultura católica, a significação primeira de restauração; isto é, de recuperação ou volta ao estado de integridade do qual alguma coisa se afastara por degradação de seus elementos. Nos séculos XIV e XV, fervilharam na Igreja projetos e ideias de reformas em vista dos abusos praticados pelos clérigos e do relaxamento geral dos costumes. O Concílio de Viena (1311-1312
29 de jul.4 min de leitura


Um movimento que começa a surgir em vários pontos
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 22 de agosto de 1968 Logo depois do dia de lançamento de PERMANÊNCIA, recebi de Belo Horizonte uma carta que nos trouxe grande conforto e que não posso deixar de transcrever na íntegra: “Meu caro Corção: Andava há tempos pensando em escrever-lhe, não só para levar-lhe o meu aplauso (...) mas para sugerir-lhe a necessidade de nos arregimentarmos todos quantos, embora desejando as reformas necessárias para a Igreja, não concordamos co
24 de jun.3 min de leitura


Tudo é Cinza
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 05 de setembro de 1968 Dizem os físicos que o Universo agoniza de um mal chamado entropia crescente e morrerá de uniformidade. O mundo da vida e sobretudo o do espírito representam um jato, um movimento ascensional criador, um ímpeto que bem merece o nome que lhe deu um filósofo: élan vital; mas o que agora se vê, nesse mesmo mundo do espírito, nos leva a crer que há uma corrente, uma torrente que contraria o ímpeto vital, que puxa
19 de jun.4 min de leitura


A Necessidade dos Contrastes
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 07 de setembro de 1968 Escrevi anteontem sobre a Revolução Preto e Branco e sobre o seu inevitável desenlace: o cinzento universal. Esta é a tendência do progressismo católico que se manifesta pelo apagamento de todos os sinais que exprimiam a visibilidade da Igreja. “A Igreja é sinal e instrumento de nossa salvação.” Encontrei tempos atrás, numa casa religiosa, diversos padres excitados que só diziam a propósito de tudo e de nada:
17 de jun.3 min de leitura
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