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O metaprotestantismo de alguns padres católicos
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 25 de julho de 1968. Antes de comentarmos os vários documentos originados em torno da IX Conferência dos Bispos, realizada na semana passada, convém volver a atenção para o manifesto dito de 350 padres capitaneados, ao que parece, pelo que diz o "Correio da Manhã", pelo bispo D. Valdir de Volta Redonda. Esse documento tem três partes principais. Na primeira, os redatores enumeram alguns fatos que constituirão os pontos de partida de
18 de out.4 min de leitura


A Infiltração Comunista no Mundo Católico
Por Gustavo Corção, publicada n’O Globo em 17 de agosto de 1968. Se os comunistas possuíssem um pouco mais de flexibilidade mental, e não tivessem sufocado a imaginação, teriam de desconfiar seriamente do enorme sucesso que alcançaram na infiltração que promoveram no mundo católico. Todos nós sabemos que foi durante a guerra, e mais especialmente na famosa resistência francesa, que os comunistas começaram a penetrar nos meios católicos. Dizem que muitos fizeram curso de semi
12 de out.4 min de leitura


Para a II Conferência Geral do CELAM
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo. Tenho diante de mim as "notas sobre o documento básico para a II Conferência Geral do CELAM", programada para 16 de julho próximo. O autor dessas notas que serão distribuídas pelos bispos é o Pe. Comblin, belga, atualmente em atividade de professor no Nordeste, sob o patrocínio de D. Helder Câmara, o conhecido Arcebispo de Olinda e Recife. Vejamos o que contêm essas notas destinadas aos senhores bispos da América Latina e, posteriorme
5 de out.4 min de leitura


Anarquismo
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 25 de maio de 1968. Sinto-me incapaz de imaginar, de esboçar sequer uma hipótese sobre o que vai acontecer em Paris e no mundo. A razão é muito simples: o que está em jogo nas desordens, nas greves, nas correrias estudantis que chegaram ao vergonhoso disparate de pendurar um retrato de Guevara nas paredes da Sorbonne, não tem nenhuma configuração doutrinária, nenhum plano. nenhum objetivo definido. Ao contrário, o que vemos é uma ex
26 de set.4 min de leitura


Reminiscências Astronômicas
Publicado por Gustavo Corção, n’O Globo em 30 de maio de 1968 Foi no terceiro ano da Escola que voltei à astronomia. Em 1918? Creio que sim. Mas não era à poética astronomia dos anéis de Saturno ou da nebulosa espiral de Andrômeda que eu voltava, e sim à geométrica e abstrata que toma as estrelas como pontos de referência para determinar as coordenadas geográficas. O símbolo se impõe: quando queremos saber com firmeza onde pisamos, devemos erguer os olhos para o céu. Em 1918,
18 de set.4 min de leitura


“O Sacerdote, um Homem Apartado”
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 1º de junho de 1968 Não sou eu quem o diz. Mais de uma vez insisti neste ponto fundamental da estrutura de nossa Igreja. Para começo de consideração, a própria Igreja, vista pelos seus membros como povo de Deus, é um povo apartado, e não como tanto pretendem hoje os protestantizadores, um povo-como-outro-qualquer. Se as fronteiras da Igreja, em lugar dos riscos convencionais ou das linhas visíveis, são meridianos que passam por dent
11 de set.4 min de leitura


Aberrações ensinadas pelos ISPAC em Belo Horizonte
Por Gustavo Corção, publicado n’o Globo em 08 de junho de 1968 O episódio brasileiro conta com muitos bispos sábios e veneráveis. Posso até afiançar, e poderia provar, que é uma pequena minoria a famosa ala de bispos esquerdistas ou progressistas que se inculcam como interessados pela melhoria de condições sociais, e que insinuam que todos os que deles discordam só o fazem para defender o status quo e para impedir as ditas melhorias sociais do Brasil. Torno a dizer: graças a
3 de set.4 min de leitura


Sem Respeito e Sem Pudor
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 29 de junho de 1968. Perdoe-me o leitor se volto à frase do Arcebispo que foi glosada em meu último artigo. Confesso que me sinto fascinado por ela. Ei-la em todo o seu esplendor: “Abra-se, enquanto é tempo, um corajoso e ilimitado crédito de confiança à juventude. Os jovens não admitem meia confiança”. Em nosso artigo último comentamos diversos aspectos dessa frase, mas esquecemos uma coisa muito importante. Sim, esquecemo-nos de l
26 de ago.4 min de leitura


A ilimitada confiança do Arcebispo
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 27 de junho de 1968 Em livro recentemente publicado, o Arcebispo de Olinda e Recife, entre várias outras considerações menos interessantes, nos convida a abrirmos um CRÉDITO DE ILIMITADA CONFIANÇA... A quem? Desafiamos a sagacidade do leitor para a decifração deste enigma. A quem, a que Entidade quer o Arcebispo que abramos um CRÉDITO DE ILIMITADA CONFIANÇA? O leitor que estivesse a dormir desde o Congresso Eucarístico, para cujo es
15 de ago.4 min de leitura


Amarrados aos próprios cadáveres
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 27 de julho de 1968. Peço ao leitor o grande obséquio de aguentar o meu obsessivo interesse por um documento que em si mesmo é pouco interessante, mas muito significativo do estado em que se acha uma parte de nosso clero. Refiro-me ao documento assinado por trezentos e cinquenta padres e entregue aos bispos reunidos na IX Conferência. Transcrevo outra passagem elucidativa da mentalidade desses sacerdotes: “A Igreja de Cristo se apre
7 de ago.4 min de leitura
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