Os Modernistas
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“Não se afastará, portanto, da verdade quem os tiver como os mais perigosos inimigos da Igreja.” Assim fala São Pio X na encíclica Pascendi Dominici Gregis. E por quê? Ele mesmo responde: “Em verdade, como dissemos, não já fora, mas dentro da Igreja tramam seus perniciosos conselhos; e, por isso, é, por assim dizer, nas próprias veias e entranhas dela que se acha o perigo, tanto mais ruinoso quanto mais intimamente eles a conhecem.”
Ora, os Papas da Igreja Conciliar são modernistas? Sim, e eles tramaram seus perniciosos conselhos nas próprias veias da Igreja durante o Concílio Vaticano II, corrompendo a noção de Tradição e mesmo a própria noção de verdade.
O Papa atual, assim como os cardeais e bispos, são eles modernistas? Sim, pois aceitam, em sua maioria, o Concílio Vaticano II, no qual se viu a aliança entre as falsas filosofias modernas e a Fé, aliança esta que constitui a raiz mesma do sistema modernista. As condenações de Pio XII a respeito da Nova Teologia e de seus propagadores foram ignoradas e o concílio e o pós-concílio ficaram impregnados pelos erros e pela mentalidade modernista. Trata-se, às vezes, de um modernismo difuso, quase inconsciente, mas que impede os bispos e os cardeais atuais de ver que Dom Lefebvre tinha e tem razão no seu combate.
Que a Fraternidade São Pio X, que recebeu e transmite a verdadeira filosofia e a verdadeira teologia, saiba evitar os inimigos “que se ocultam no próprio seio da Igreja” e que hoje creem ter vencido e desejam vencer a Fraternidade e toda a Tradição. Que Deus não o permita.
Mas devemos dizer que, infelizmente, a Fraternidade, nos seus últimos vinte e cinco anos, vem se aproximando imprudentemente de Roma e, em consequência, vem se enfraquecendo no combate contra os modernistas que ocupam o Vaticano. É de se temer que ela não consiga discernir e rechaçar todas as armadilhas que não deixarão de lhes ser armadas por ocasião das novas sagrações.
Tanto em 1988 como agora, Dom Lefebvre permanece o modelo de combate contra os mesmos inimigos que, desde o Concílio Vaticano II, assolam a Santa Igreja. Basta seguir o seu exemplo e, assim, não só se pôr ao abrigo dos ataques dos modernistas, mas também trabalhar para o aumento em número e em mérito dos fiéis.
Rezamos pela Fraternidade, à qual devemos tudo o que temos de melhor, pois foi de seu fundador que recebemos o sacerdócio bem como os ensinamentos que nos permitiram não naufragar na fé. Foi também de um de seus filhos no episcopado que recebemos o nosso.
Por todas estas razões, rezamos pela Fraternidade e desejamos de toda a nossa alma o bom êxito dessas sagrações, se forem feitas com o mesmo espírito de prudência e de fé de Dom Lefebvre.
+Tomás de Aquino O.S.B.



