Lux Mundi
- Mosteiro da Santa Cruz

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No dia 2 de fevereiro a Santa Igreja celebrou a festa da Purificação de Nossa Senhora. Nesta festa, ela nos lembra que Nosso Senhor é a luz do mundo: “Ego sum lux mundi” (Jo. 12,8). As orações da bênção das velas repetem, de diversas maneiras, essa verdade. A procissão das velas nos ensina que é Nosso Senhor quem ilumina todos os homens que vêm a este mundo. Aquele que não O segue anda nas trevas.
É por isso que o mundo moderno anda nas trevas e que, por suprema cegueira, crê estar na luz. As diversas revoluções ocorridas em toda parte, mas principalmente na Europa, e sobretudo a Revolução Francesa, precipitaram a Europa e depois o mundo nas trevas exteriores do ateísmo, da heresia, do cisma e da confusão das falsas religiões. O mundo hoje está mergulhado nas trevas e ainda ousa dizer que a Idade Média é uma idade de trevas. Idade de trevas é a nossa, mas a luz de Nosso Senhor brilha e sempre brilhará na Santa Igreja. Não na Igreja conciliar, que existe como um câncer na Igreja Católica. Como discernir o que são trevas e o que é luz na Igreja? Como discernir o que vem da Igreja Católica do que vem da Igreja Conciliar? Pela Tradição, pois é ela quem nos liga a Nosso Senhor, que é a verdadeira luz. A Tradição é o critério.
No Evangelho da festa da Purificação está dito: “(...) meus olhos viram a vossa salvação, que preparastes à vista de todos os povos: Luz para iluminar as nações e para a glória de Israel, vosso povo.”
Que povo é esse? A Igreja, verdadeira filha de Abraão e fiel Àquele que Abraão anteviu pela fé e se alegrou.
Que nações são essas? As nações católicas.
Só as nações católicas? Não. Todas as nações. Todas elas devem se submeter Àquele que é a luz que ilumina a todos os homens vindos a este mundo.
“Meus olhos viram”, exclama São Simeão. A salvação começa pela pregação. Pregar é mostrar. Quem recebe a verdadeira doutrina de Nosso Senhor - a doutrina da Igreja fundada por Nosso Senhor para que a levasse a todos os povos -, quem recebe esta verdadeira doutrina do verdadeiro Deus vê como Simeão. Ele vê pela fé, que é uma luz, luz obscura, certamente; mas esta luz da ciência de Deus é o princípio da vida eterna, da visão eterna de Deus.
É pela luz da fé que Nosso Senhor começa a reinar em nossas almas. Peçamos a Nossa Senhora que nos proteja contra as trevas do mundo moderno. Estas trevas se espalham por obra dos inimigos de Nosso Senhor que trabalham sem cessar para destruir, nos seus alicerces, as instituições nascidas dos princípios do Evangelho. Entre estes inimigos, ocupa lugares de mais destaque a Maçonaria, sobre a qual esperamos expor a doutrina da Igreja que a condenou. A Maçonaria é a Sociedade, por excelência, que se opõe a esta luz que é a Lux Mundi, luz do mundo, e não há outra que possa nos conduzir ao nosso verdadeiro fim, que é justamente a visão beatífica, ou seja, a luz eterna no seio da eterna Trindade.
+ Tomás de Aquino O.S.B.


