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- Boletim da Sta. Cruz - Nº 57 [Português]
ENGLISH - FRANÇAIS - DEUTSCH - ESPAÑOL - ITALIANO + PAX BOLETIM DA SANTA CRUZ Nº 57 - MARÇO DE 2023 Caríssimos amigos e benfeitores, A Providência nos privou do Rev. Pe. Joaquim, membro da comunidade fundada pelo Rev. Pe. Jahir Britto, em Candeias, Bahia. O Pe. Joaquim fez seus estudos em Avrillé. Ele cuidou de muitas missões no Brasil e no Paraguai. Foi um diretor espiritual muito apreciado. Foi professor de História no Mosteiro da Santa Cruz e se preparava para ensinar no Seminário Imaculado Coração de Maria (perto do mosteiro). Ele deu um belo exemplo de conformidade com a vontade de Deus durante sua doença, pondo na parede de seu quarto, no hospital, palavras semelhantes às de São Geraldo Magela, dizendo que ali só se fazia a vontade de Deus. Que nossa gratidão e a de todos os que receberam graças por meio de seu apostolado se una às nossas orações pelo repouso de sua alma. Quase que ao menos tempo, por graça de Deus, um novo sacerdote foi dado à Santa Igreja. O Reverendo Padre Elias Tortio Guiao, ordenado para a Congregação do Rev. Pe. Chazal, é filipino e exercerá seu apostolado nas Filipinas. O dia da ordenação foi o dia da festa de Nossa Senhora de Lourdes. “Um grande sinal apareceu no céu: uma mulher revestida de sol, a lua a seus pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas”. Eis aí a salvação: Ela vem por Nossa Senhora. O sacerdócio deve ser posto nas mãos de d’Ela. O sacerdote deve deixar-se conduzir por Nossa Senhora. Deixar-se conduzir por Ela é deixar-se conduzir pelo Espírito Santo. Desejamos ao Rev. Pe. Elias que ele seja fiel, que seja prudente, que seja paternal e maternal para com as almas, como salientou o Pe. Chazal no sermão da primeira missa do Pe. Elias. O sacerdote deve ser uma mãe que engendra as almas para o céu; que sabe perder o seu repouso e dar sua vida para a salvação das almas. + Tomás de Aquino, OSB DOUTRINA A finalidade do sacerdócio “As palavras que o sacerdote pronuncia sobre a Sagrada Eucaristia constituem a reatuação do sacrifício de Nosso Senhor e, ao mesmo tempo, constituem este Sacramento extraordinário, admirável, misterioso e divino da presença de Nosso Senhor Jesus Cristo na Eucaristia, para entregar-Se-nos como alimento. O coração, a essência e a finalidade da ordenação sacerdotal é o Santo Sacrifício da Missa. É exatamente isso que diz o Concílio de Trento. A finalidade do sacerdócio é consagrar, oferecer, administrar: consagrar a Eucaristia, fazer vir Jesus – que é Deus – a nossos altares, oferece-Lo de novo a Deus Pai pela salvação das almas e dá-Lo às almas. Que coisa tão admirável e sublime, ao mesmo tempo que simples! Quando o sacerdote pronuncia as palavras da Consagração, ele faz descer ao altar o Filho de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ainda que o sacerdote seja uma pobre criatura, pequena e insignificante, por suas palavras tem o poder de fazer com que o Criador de todas as coisas e Redentor do universo, Nosso Senhor Jesus Cristo, desça. Assim como a Santíssima Virgem pôde fazer descer a Seu ventre o Filho de Deus através de Seu fiat, o sacerdote cada vez que pronuncia as palavras da Consagração, faz descer a nossos altares o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo, com Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Tal é o poder do sacerdote, poder incrível e inimaginável. Que Nosso Senhor haja concedido esse poder a algumas criaturas, é um ato de Sua onipotência e de Sua grande caridade para conosco, com a finalidade que se aplique a Sua Redenção.” D. Lefebvre Que essas palavras nos façam refletir sobre o grande presente que foi dado ao mundo pela ordenação do Rev. Pe. Elias, bem como sobre a grande perda que sofremos pelo falecimento do Rev. Pe. Joaquim FBVM. Que Deus tenha ao P. Joaquim em Sua glória e auxilie ao P. Elias no cumprimento de seu múnus sacerdotal. CRÔNICA 2022 - 7 de outubro: vestição das Irmãs Maria Madalena e Maria Emanuel. A cerimônia se realiza no mosteiro das irmãs, presidida por D. Tomás de Aquino. Estiveram presentes, vindos de longe, familiares das novas noviças. - 8 de dezembro: vestição do nosso Ir. Dionísio. 2023 - 3 de janeiro: viagem de D. Prior em companhia de Ir. Bernardo a Candeias, BA, para visitar o Pe. Joaquim FBMV, que se encontra gravemente doente de câncer. D. Prior aproveita a ocasião para conferir o Sacramento do Crisma a muitos fiéis que assistem à Santa Missa no Mosteiro de Nossa Senhora da Fé. - 8 a 18 de janeiro: acampamento para meninos, sob a direção do nosso oblato secular Ir. Rafael. - 16 a 30 de janeiro: viagem missionária de D. André a Manaus. - 8 a 15 de fevereiro: visita do Rev. Pe. Chazal, fundador e superior da Companhia de Maria, à qual pertence o Padre Elias, que está conosco há aproximadamente um ano. - 10 a 14 de fevereiro: viagem missionária de D. André aos Estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul, onde ele atende as Irmãs Escravas de Maria e de vários fiéis da Resistência. - 11 de fevereiro Festa de Nossa Senhora de Lourdes: ordenação sacerdotal do Rev. Pe. Elias Guiao, Filipinas. Ele deverá passar ainda um tempo no Brasil, depois do quê, irá para seu campo ordinário de apostolado, que é a Austrásia, sob a direção do Rev. Pe. Chazal. - 16 de fevereiro: falecimento do Rev. Pe. Joaquim FBMV. Grande foi a tristeza de todos ao perder um sacerdote tão piedoso como bem formado e apostólico. Rezemos por sua alma e esperemos que, do Céu, ele nos ajude nestes tempos difíceis por que passa a Santa Igreja e o mundo. Nesse mesmo dia, recebemos de um generoso benfeitor bancos para o nosso galpão, que serve de igreja para as Missas com maior presença de pessoas. - 18 a 20 de fevereiro: retiro de Carnaval, organizado pelo Rev. Pe. Deivid Nass, em nossa escolinha. NOTA DO CELEIREIRO Caros amigos e benfeitores, várias medidas foram tomadas ultimamente para conseguirmos alguma ajuda financeira vinda do próprio terreno do nosso mosteiro: uma pequena horta muito bem estruturada feita pelo Pe. Elias, filipino, para nosso consumo; um arrendamento de grande extensão de terra a um vizinho, fiel da Resistência, para plantio de frutas a serem comercializadas; corte de quase todos os nossos eucaliptos para venda; arrendamento de pequena área para uma outra horta, a ser feita por um outro vizinho nosso. Ademais, nossa escolinha está conseguindo vários benfeitores, exclusivos para arcar com seus diversos gastos. Contudo, essas entradas ainda ficam aquém do que é necessário para manter o conjunto das coisas que devemos levar à frente, o que nos obriga a recorrer à generosidade e à caridade de mais benfeitores. Por isso, pedimos-lhe sua ajuda para podermos manter de pé nossa vida monástica, cujo valor sobrenatural, para todo o mundo, excede tudo o que podemos imaginar. Que Deus lhes pague em cêntuplo. D. João Batista, OSB + AJUDE NOSSAS OBRAS Manter a vida monástica e o apostolado de nossos padres BANCO DO BRASIL - 001 Ag.: 0335-2 Conta Corrente: 73512-4 Mosteiro da Santa Cruz CNPJ: 30.177.471/0001-30 Pix: mostsantacruz@gmail.com Manter nossa escolinha de crianças e adolescentes BANCO BRADESCO - 237 Ag.: 1332 Conta Corrente: 9449-8 Mosteiro da Santa Cruz CNPJ: 30.177.471/0001-30 Nossas irmãs beneditinas CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - 104 Ag: 0061 Conta Poupança: 64629-0 (Op. 013) CPF: 195.583.685-04 Maria Monica M de Brito Ou PIX: 11915837405 Kevenny Emanuelle S N de Lima Informar doação para as irmãs: 71 999922405 Doações estrangeiras www.mosteirodasantacruz.org/doacaointernacional PayPal santacruzpaypal@gmail.com CONTATO Mosteiro da Santa Cruz – Secretariado Caixa Postal 96582 Nova Friburgo-RJ 28610-974 BRASIL mostsantacruz@gmail.com www.mosteirodasantacruz.org UT IN OMNIBUS GLORIFICETUR DEUS
- Boletín de la Sta Cruz - Nº 56 [Español]
ENGLISH - FRANÇAIS - DEUTSCH - PORTUGUÊS - ITALIANO + PAX BOLETIN DE LA SANTA CRUZ Nº 56 - MARZO 2023 Queridos amigos y benefactores: La Providencia nos privó del Rev. P. Joaquim, miembro de la comunidad fundada por el Rev. P. Jahir Britto, en Candeias, Bahía. El P. Joaquim hizo sus estudios en Avrillé. Él cuidó de muchas misiones en Brasil y en Paraguay. Fue un director espiritual muy apreciado. Fue profesor de Historia en el Monasterio de la Santa Cruz y se preparaba para enseñar en el Seminario Inmaculado Corazón de María. Dio un bello ejemplo de conformidad con la voluntad de Dios durante su enfermedad, poniendo en la pared de su habitación, en el hospital, palabras semejantes a las de San Gerardo Majela, diciendo que allí solo se hacía la voluntad de Dios. Que nuestra gratitud y la de todos los que recibieron gracias por medio de su apostolado se una a nuestras oraciones por el reposo de su alma. Casi al mismo tiempo, por la gracia de Dios, un nuevo sacerdote fue dado a la Santa Iglesia. El Reverendo Padre Elias Tortio Guiao, ordenado para la Congregación del Rev. P. Chazal, es filipino y ejercerá su apostolado en las Filipinas. El día de la ordenación fue el día de la fiesta de la Virgen de Lourdes. "Una gran señal apareció en el cielo: una mujer vestida de sol, la luna a sus pies y sobre su cabeza una corona de doce estrellas". He aquí la salvación: Ella viene por la Virgen. El sacerdocio debe ser puesto en las manos de la Virgen. El sacerdote debe dejarse conducir por la Virgen. Dejarse conducir por la Virgen es dejarse conducir por el Espíritu Santo. Deseamos al Rev. P. Elías que sea fiel, que sea prudente, que sea paternal y maternal para con las almas, como subrayó el P. Chazal en el sermón de la primera misa del P. Elías. El sacerdote debe ser una madre que engendra las almas para el cielo; q ue sabe perder su reposo y dar su vida para la salvación de las almas. + Tomás de Aquino, OSB DOCTRINA El propósito del sacerdocio "Las palabras que el sacerdote pronuncia sobre la Sagrada Eucaristía constituyen la renovación del sacrificio de Nuestro Señor y, al mismo tiempo, constituyen este Sacramento extraordinario, admirable, misterioso y divino de la presencia de Nuestro Señor Jesucristo en la Eucaristía, para entregársenos como alimento. El corazón, la esencia y el propósito de la ordenación sacerdotal es el Santo Sacrificio de la Misa. Eso es exactamente lo que dice el Concilio de Trento. El propósito del sacerdocio es consagrar, ofrecer, administrar: consagrar la Eucaristía, hacer venir a Jesús - que es Dios - a nuestros altares, ofrecerlo de nuevo a Dios Padre por la salvación de las almas y darlo a las almas. ¡Qué cosa tan admirable y sublime, a la vez que simple! Cuando el sacerdote pronuncia las palabras de la Consagración, hace descender al altar al Hijo de Dios, Nuestro Señor Jesucristo. Aunque el sacerdote sea una pobre criatura, pequeña e insignificante, por sus palabras tiene el poder de hacer que el Creador de todas las cosas y Redentor del universo, Nuestro Señor Jesucristo, descienda. Así como la Santísima Virgen pudo hacer descender a Su vientre al Hijo de Dios a través de Su fiat , el sacerdote cada vez que pronuncia las palabras de la Consagración, hace descender a nuestros altares a Nuestro Señor Jesucristo, con Su Cuerpo, Sangre, Alma y Divinidad. Tal es el poder del sacerdote, poder increíble e inimaginable. Que Nuestro Señor haya concedido ese poder a algunas criaturas, es un acto de Su omnipotencia y de Su gran caridad para con nosotros, con la finalidad que se aplique a Su Redención." Mons. Lefebvre Que estas palabras nos hagan reflexionar sobre el gran regalo que fue dado al mundo por la ordenación del Rev. P. Elías, así como sobre la gran pérdida que sufrimos por el fallecimiento del Rev. P. Joaquim FBVM. Que Dios tenga al P. Joaquim en Su gloria y ayude al P. Elias en el cumplimiento de su oficio sacerdotal. CRÓNICA 2022 - 7 de octubre: vestidura de las Hermanas María Magdalena y María Emanuel. La ceremonia se realiza en el monasterio de las hermanas, presidida por Mons. Tomás de Aquino. Estuvieron presentes, venidos de lejos, familiares de las nuevas novicias. - 8 de diciembre: vestidura de nuestro H. Dionisio. 2023 - 3 de enero: viaje del Prior en compañía del H. Bernardo a Candeias, BA, para visitar el P. Joaquim FBMV, que se encuentra gravemente enfermo de cáncer. S. Excelencia aprovecha la ocasión para conferir el sacramento de la confirmación a muchos fieles que asisten a la santa misa en el monasterio de Nuestra Señora de la Fe. - 8 al 18 de enero: campamento para niños, bajo la dirección de nuestro Oblato secular H. Rafael. - 16 al 30 de enero: viaje misionero del P. André a Manaus. - 8 al 15 de febrero: visita del Rev. Pe. Chazal, fundador y superior de la Compañía de María, a la que pertenece el Padre Elías, que está con nosotros desde hace aproximadamente un año. - 10 al 14 de febrero: viaje misionero de P. André a los Estados de Mato Grosso y Mato Grosso do Sul, donde atiende a las Hermanas Esclavas de María. - 11 de febrero. Fiesta de Nuestra Señora de Lourdes: ordenación sacerdotal del Rev. P. Elias Guiao, filipino. Él deberá pasar aún un tiempo en Brasil, después del cual irá para su lugar ordinario de apostolado, que es Austrasia, bajo la dirección del Rev. P. Chazal. - 16 de febrero: fallecimiento del Rev. P. Joaquim FBMV. Fue grande la tristeza de todos al perder a un sacerdote tan piadoso como bien formado y apostólico. Recemos por su alma y esperemos que desde el cielo nos ayude en estos tiempos difíciles por los que pasa la Santa Iglesia y el mundo. Ese mismo día, recibimos de un generoso benefactor bancos para nuestro galpón, que sirve de iglesia para las Misas con mayor presencia de personas. - 18 al 20 de febrero: retiro de Carnaval, organizado por el Rev. P. Deivid Nass, en nuestra escuelita. NOTA DEL MAYORDOMO Queridos amigos y benefactores, Últimamente se han tomado varias medidas para conseguir alguna ayuda financiera del propio terreno de nuestro monasterio: una pequeña huerta muy bien estructurada hecha por el Pe. Elías, filipino, para nuestro consumo; un arrendamiento de gran extensión de tierra a un vecino, fiel de la Resistencia, para plantación de frutas a ser comercializadas; corte de casi todos nuestros eucaliptos para venta; arrendamiento de pequeña área para otra huerta, a ser hecha por otro vecino nuestro. Además, nuestra escuelita está consiguiendo algunos benefactores exclusivos para cargar con sus diversos gastos. Sin embargo, estas entradas están todavía por debajo de lo necesario para mantener el conjunto de las cosas que debemos llevar adelante, lo que nos obliga a recurrir a la generosidad y a la caridad de más benefactores. Por eso, le pedimos su ayuda para poder mantener en pie nuestra vida monástica, cuyo valor sobrenatural, para todo el mundo, excede todo lo que podemos imaginar. Que Dios les pague un céntuplo. P. Juan Bautista + APOYE NUESTRAS OBRAS - nuestra vida contemplativa y el apostolado de nuestros sacerdotes; - nuestras hermanas benedictinas; - nuestra escuela de niños y adolescentes; - el seminario de sacerdotes seculares junto al monasterio. Rece por ellos en su rosario y, si es posible, envíenos un donativo, especificando (si lo desea) la obra a la que desea ayudar. CUENTA EN E.E.U.U. 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- XXIII – A Pureza - Como se perde a pureza
A Pureza Como se perde a pureza III – Como se perde a pureza 1 – Com os maus pensamentos Fica sabendo que até com os pensamentos feios se pode macular a alma. No 9º mandamento Deus proíbe os pensamentos, as complacências e os desejos maus. Mas quando com tais pensamentos se comete pecado? Quando são procurados voluntariamente, ou se lhes dá ensejo, e não são repelidos. No entanto, se são logo repelidos, e não se fica satisfeito com os ter, então não só não há pecado, como se adquirem méritos para o Paraíso. Os demônios vistos por Frei Leão – Frei Leão, um dos primeiros companheiros de S. Francisco, viu um tropel de demônios que atiravam flechas contra certos religiosos; mas observou que tais flechas, em vez de fazer feridas, ricocheteavam para trás e iam ferir os próprios demônios, fazendo-os fugir desesperados. Entendeu então do Senhor que as flechas eram os maus pensamentos os quais, quando são repelidos em vez de chegar à alma, põem em fuga os demônios. Cuidado, pois, com os pensamentos feios, para não perder o tesouro da pureza. Assim que se vos apresentem, afastai-os logo, como faríeis se uma fagulha ou uma brasa vos caísse em cima. E se retornam? Torna-se a repeli-los. No estio quando há tantas moscas, sucede amiúde uma delas vos molestar no rosto. Vós a enxotais e ela, insolente, volta a molestar-vos. Então a expulsais com maior irritação. O que fazeis às moscas, fazei também aos maus pensamentos, e não vos maculareis a alma. 2 – Com os olhares “Os olhos são as portas da alma (diz Santo Agostinho); e por tais portas entra na alma o pecado”. Em nossos dias o vício corre livremente para fazer ver pelas ruas, e se mostra nas vitrines, nos botequins, nas lojas... Pinturas, gravuras, esculturas indecentes são amiúde os instrumentos do diabo para corromper as almas. Há um livro intitulado “A Caverna das Serpentes”, no qual se descreve um homem rodeado por toda parte de serpentes venenosas e répteis asquerosos. Essa caverna deve dar pavor! Pois bem, frequentemente vos poderíeis encontrar em semelhante caverna, se dais liberdade aos olhares; e o veneno das serpentes poderá dar-vos a morte. Cuidado, pois, com os olhos! Porque o demônio está em toda rua, em toda praça, em toda esquina, e a qualquer hora do dia ou da noite; e vos pode cair em cima para raptar-vos o grande tesouro da pureza e trazer-vos à ruína. Os santos consideravam os olhos como os mais perigosos inimigos, para manter-se continuamente em guarda. “Perdi um inimigo!” – O beato Jordão, geral dos Dominicanos. Perdeu um olho numa enfermidade. Um dia em que se achava com os seus religiosos, disse-lhes muito alegre: “Irmãos, rendei graças ao Senhor, pois perdi um inimigo”. 3 – Com conversas feias As conversas feias e maliciosas são as referentes a coisas que nem se devem citar. Tais conversas: a) Corrompem as almas; b) Amarguram o coração de Deus; c) Levam à condenação eterna. a) Corrompem as almas – Pois são elas que estragam os bons costumes, como diz São Paulo (1 Cor 15, 33). Quantos jovens, que antes eram anjos de pureza, viraram demônios por causa de conversas maldosas! Julgais que é preciso muita coisa para corromper uma alma? Podem bastar até poucas palavras, pode bastar um gesto, um gracejo, um chiste feio ou um equívoco. São Vicente Ferrer fala de uma pessoa que se conservou inocente até os 30 anos. Afinal, por ter ouvido umas palavras desonestas, perverteu-se de tal modo que, se o diabo tivesse corpo humano, não cometeria semelhantes iniquidades. Que dizer, pois, quando certos jovens ensinam a malícia a quem não a conhece? Diz São João Crisóstomo que aqueles que têm más conversas possuem na boca a língua do diabo: diaboli linguam habent. b) Amarguram o coração de Deus – As más conversas, ao corromper as almas, maltratam o coração de Jesus que tanto as ama, e que, para salvá-las, deu o seu sangue. Que desgosto, pois, que amargura, que golpe não darão ao divino coração aqueles que com más conversas corrompem e arruínam as almas?! c) Levam à condenação – Quem sabe quantos estão lá no inferno, por terem sido desonestos! E se tornaram tais pelas conversas com que macularam a própria alma e a dos outros, dando escândalo. “As palavras levam aos fatos”, diz São João Crisóstomo. A princípio de fala mal; depois vêm os maus pensamentos; depois as más ações. Assim se perde a virtude da pureza, e assim se é condenado. Cuidado, pois, com as conversas! Não faleis nunca desonestamente! E nunca faça como à peste das pessoas e dos companheiros que dizem palavras escandalosas! Estes, embora tenham belas maneiras, são lobos e demônios. Se vos suceder estar perto deles, podeis dizer-lhes: “Sois filhos do diabo, e quereis fazer o que deseja de vós o vosso pai” (Jo 7,44). 4 – Com atos desonestos O 6º Mandamento diz: “Não praticar atos impuros”. O que quer dizer isto, vós o sabeis. Certos atos que fazem corar o Anjo da Guarda, e que não se praticariam ante os olhos da mãe ou do Superior, certos gracejos indignos e maliciosos, que infelizmente alguns jovens fazem entre si ou a sós, são pecados que jogam fora todo o grande tesouro da pureza, e tornam a alma repelente e asquerosa aos olhos de Deus. Esses pecados são os mais vis e os que fazem mais vergonha: até o demônio tem nojo dele! Tanto é verdade que quem os comete procura ocultá-los, dizendo intimamente: ninguém me verá! Esses pecados são os que mais dificilmente se revelam ao confessor: eles fazem a voz tremer e tapam a boca a muitos pobres jovens que, em vez de confissões, fazem sacrilégios! Esses pecados são os que atraem à terra a maldição de Deus e seus castigos tremendos. Por que mandou Deus o dilúvio universal nos tempos de Noé? Porque os homens eram desonestos. Por que fez chover nas cidades de Sodoma e Gomorra o fogo exterminador que as destruiu? Porque a gente de então era desonesta e escandalosa. Esses pecados, afinal, são o viveiro e a origem de todos os outros vícios. Os jovens que praticam coisas feias têm também todos os outros pecados: são desobedientes, irritáveis, impertinentes; xingam, maldizem, não rezam, dão escândalo, roubam, blasfemam... Esses pecados, enfim, são os que raptam tantas almas ao céu e povoam o inferno de condenados. Cuidado, pois, para não praticar atos desonestos, os quais, despojando-vos da graça de Deus, vos tornam semelhantes aos animais imundos. Lembrai que nós somos de Deus: ninguém é dono do seu corpo, o senhor dos corpos e das almas é Deus! Deveis tratar o corpo como coisa sagrada, porque realmente ele foi consagrado a Deus no Batismo e se tornou templo do Espírito Santo; e depois foi santificado da Sagrada Comunhão. Por isso não façais nunca e não tolereis nos outros coisas contrárias à modéstia. Lembrai ainda que Deus vê tudo. Como ousareis macular-vos na sua presença? Quando o demônio vos tentasse a praticar atos impuros, dizei entre vós: Deus me vê! Quando José, filho de Jacó, estava em casa de Putifar, foi tentado a fazer coisas desonestas. Mas o jovem repeliu a tentação, dizendo: “Como posso eu fazer esse mal e pecar ante os olhos de Deus?” e fugiu. Acusado injustamente, foi depois posto na cadeia; mas Deus fez logo ressaltar a sua inocência e a sua pureza; e o jovem foi constituído vice-rei do Egito. Conclusão É o tempo de concluir. Vistes o valor e os benefícios da bela virtude: deveis, pois, ser apaixonados dela. Notais como facilmente se pode perdê-la, e as desastrosas consequências de tamanha perda; deveis, então, fazer todo o sacrifício para conservá-la. Aqueles que dentre vós sempre a conservaram, Oh! que fortuna possuem! São semelhantes aos anjos! E se alguém a tivesse perdido? Oh! Que desgraça imensa! Mas para isso não haverá mais remédio? Sim! Há o remédio! Ei-lo: primeiro, uma boa confissão; depois fuga das ocasiões perigosas e a oração. Tende também uma grande devoção a Nossa Senhora e ao Anjo da Guarda, e frequentai os Sacramentos. Tais são os preservativos contra as recaídas. Assim reconquistado esse precioso tesouro, podeis ainda tomar-vos como Anjos, ter as carícias do imaculado cordeiro Jesus Cristo, ter a morte dos santos e ver e possuir para sempre Deus no Paraíso. (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)
- Comentários Eleison nº 823
Por Dom Williamson Número DCCCXXIII (823) – 22 de abril de 2023 VIGANÒ SOBRE A RÚSSIA Nossos líderes não veem o que está em jogo? Tudo o que Deus fez, o homem quer refazer. Em uma Igreja Católica onde pouquíssimos clérigos ainda têm o discernimento para ver, ou então a coragem de denunciar, por que o mundo que a rodeia está preparando seu próprio suicídio, um clérigo está expondo sem medo, mês após mês, as verdades essenciais. Aqui está, de forma resumida, a encorajadora Mensagem do Arcebispo Carlo Maria Viganò ao congresso da fundação do movimento internacional dos “Amantes da Rússia”, realizado em Moscou no mês passado. Quando um Bispo católico é consagrado Bispo, ele promete não chamar mau o que é bom, nem chamar bom o que é mau. Aqui, o arcebispo Viganò claramente chama maus os nossos atuais líderes mundiais, e bons os russos que os enfrentam. Pode-se ter certas reservas quanto a isto, mas é algo que em essência está correto. Se sua Mensagem não for ouvida, teremos que aprender da maneira mais difícil. Acontecimentos recentes demonstraram que o ateísmo materialista que assolou o Império Russo e o mundo a partir de 1917 – como anunciou a Santíssima Virgem Maria em Fátima – uniu-se nos tempos atuais ao liberalismo para constituir a ideologia globalista subjacente à Nova Ordem Mundial. Como o presidente Vladimir Putin apontou com razão em um recente discurso, esse é um projeto saído do Inferno, pelo qual o ódio à civilização cristã quer criar uma sociedade de escravos subservientes à elite de Davos. O objetivo é uma sociedade distópica, sem passado nem futuro, sem fé nem ideais, sem cultura nem arte, sem pais nem mães, sem família nem espiritualidade. Podemos nos surpreender se, depois de descristianizar o mundo ocidental, essa elite considerar a Rússia um inimigo que se deva derrubar? A Federação Russa é inegavelmente o último bastião da civilização contra a barbárie, e reúne em torno dela todas aquelas nações que não pretendem submeter-se à colonização do mundo pela OTAN, pelas Nações Unidas, pela Organização Mundial da Saúde, pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional. Assim, a recente farsa da covid – absolutamente criminosa em seus métodos – foi seguida de perto pela crise ucraniana. Tais emergências, uma após a outra, estão sendo deliberadamente fabricadas para destruir o tecido social e econômico das nações, dizimar a população mundial e concentrar o controle nas mãos de uma oligarquia que operou uma mudança de regime em todo o mundo. Os teóricos dessa convulsão têm nomes e rostos, começando por George Soros, Klaus Schwab e Bill Gates. Hoje eles declaram que a Rússia é o inimigo, mas, na verdade, eles consideram também os europeus, americanos, australianos e canadenses como inimigos, e os tratam como tais, perseguindo-os e empobrecendo-os. Desse modo, o “Estado Profundo” desencadeou a fraude eleitoral de 2020 nos Estados Unidos, que era indispensável para impedir a reeleição do presidente Donald Trump. Da mesma forma, em 2013, a “Igreja Profunda” conseguiu fazer com que o Papa Bento XVI renunciasse, e eleger em seu lugar uma pessoa que agrada a Nova Ordem Mundial, o jesuíta Jorge Mario Bergoglio. No entanto, enquanto os agentes do Fórum Econômico Mundial dentro dos governos ocidentais e dentro da Igreja conseguem manter os líderes mundiais na palma de suas mãos e forçá-los a agir contra o bem de seus próprios povos, suas revoluções, que tiveram tanto êxito no Ocidente, têm sido providencialmente detidas nas fronteiras da Rússia. O propósito declarado dessas revoluções perpetradas contra a humanidade é o estabelecimento de uma tirania infernal, na qual reina supremo o ódio a Deus e ao homem criado à Sua imagem. É o reino do Anticristo. Estamos travando a batalha desta época: devemos permanecer sob o manto da Santíssima Virgem, a gloriosa “Portadora da Vitória”, junto com o Arcanjo São Miguel. A vitória pertence a Cristo, e a todos os que escolhem alinhar-se sob o santo estandarte de Sua Cruz. Kyrie eleison.
- O anel de Polícrates
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 26-04-1973 ANOS atrás, nos primeiros do pontificado de Paulo VI, escrevi uma carta ao Papa. Começando por pedir-lhe a permissão de me inspirar em Santa Catarina de Sena para ter o atrevimento filial de falar-lhe sem vestir a nudez forte das palavras com o manto diáfano da hipocrisia. Queixei-me em seguida do que estava acontecendo na Igreja em nossas plagas. Entre muitas, queixava-me ao dolce Babo "de várias nomeações recentes vindas de Roma que não seriam piores se tivessem o sinete de Satanás". E terminava a carta com uma das fórmulas habituais de Santa Catarina: "Non dico più. Perdonate a me la mia grande presunzione. Umilmente v'addimando la vostra benedizione. Permanete nella dolce e santa dilezione di Dio. Gesù dolce, Gesù amore." Pedi a um bom amigo italiano que traduzisse o resto da carta e mobilizei a imaginação para encontrar meio de entregá-la na mão do Papa. FOI no tempo do Congresso Eucarístico em Bogotá. O Papa viria à Colômbia, e viria de avião. Subitamente acudiu-me a ideia de um infalível portador: o Lenildo! Sim, o intrépido e invencível lutador de O Estado de São Paulo ia a Roma para voltar a Bogotá no mesmo avião do Papa. Um avião é menor do que um palácio ou um navio. Além de tudo, digam o que disserem as estatísticas, o avião anda lá por cima das nuvens, solto, suspenso em coisa nenhuma e ainda por cima projetado numa velocidade demente. Haverá sempre um certo vínculo de medo comum que irmana os passageiros num destino comum, que reduz os desníveis das hierarquias. Em poucas palavras: num avião, o Lenildo poderia entregar minha carta nas próprias mãos do Papa. Dito e feito. Lenildo Tabosa, pouco depois da partida do avião, aproximou-se do Papa e entregou-lhe minha carta, mas logo viu que Sua Santidade a dobrava ao meio e a passava ao prelado que o acompanhava. Quando soube os pormenores da cena fiquei certo de que minha carta não foi lida jamais pelo Papa. O secretário por alguma abertura do avião atirou-a ao mar e explicou a S. S. que se tratava de um louco. ONTEM tive um sonho onde aparecia Polícrates, rei de Samos, sentado num trono e coroado com uma tiara. Estava preocupadíssimo com a guerra do Vietnam quando um prelado aproximou-se do trono e disse-lhe estas misteriosas palavras: "Santidade, está na sala de audiências, não sei como, um homem humilde e grisalho que se diz pescador e chamar-se Pedro. Ele insiste em querer falar com S. S. e diz que lhe traz de presente um peixe." INTRIGADO, o Papa Polícrates mandou entrar o humilde pescador que trazia numa rede um robalo de bom porte. Aproximou-se, beijou respeitosamente a mão de Polícrates, evitando, porém, beijar o anel que ostentava um estranho sinete. Entregando o peixe nas mãos do Papa, o pescador suplicou: "Leve-o Santíssimo Padre pessoalmente ao cozinheiro, e ordene que ninguém o abra, e que o sirvam assado e inteiro. Sua Santidade encontrará dentro do peixe o que perdera e procura." MAIS intrigado do que nunca, o Papa viu-se com o robalo nas mãos e notou que Pedro desaparecera. Levantou-se do trono e com grande admiração de quantos encontrava foi até a cozinha do palácio e recomendou ao cozinheiro que o assasse e o servisse inteiro. À HORA do almoço, com assombro dos servidores, Polícrates de Samos abriu o grande peixe, e com surpresa encontrou um envelope dobrado e o anel que havia perdido: reconheceu-o logo pelo sinete. Abriu a carta e leu: "... porque as últimas nomeações não seriam piores se tivessem o sinete de Satanás. Non dico piú. Per-donate a me la mia grande presunzione. Umilmente v'a-ddimando la vostra benedi-zione. Permanete nella dol-ce e santa dilezione di Dio. Gesta. dolce, Gesta, amore." CONSIDEROU então o anel que usava e perturbado trocou-o pelo que achara dentro do peixe, e então, com o rosto iluminado de santa resolução, deu ordens que lhe trouxessem o báculo de Pastor, e então todos os sinos de Samos começaram a badalar... Era o despertador... PASSEI o resto do dia pensando no insondável mistério do mal e da permissão divina. Lembrei-me do bispo que, na véspera dos festejas do 450º aniversário da desobediência de Lutero, me visitara para me pedir a colaboração. Não, leitor, agora não estou contando sonho nenhum, mas puras verdades já por mim passadas. Oxalá foram fábulas sonhadas! OUVINDO a proposta do bispo, três vezes tentei dissuadi-lo da absurda comemoração, três vezes ofereci-me — o meu carro estava na porta — para irmos juntos à redação dos jornais publicar uma nota aos fiéis, explicando que houvera um mal-entendido, e que as autoridades desta diocese recomendavam aos fiéis, não as festividades, mas dobradas orações pela conversão dos protestantes. Três vezes o bispo recusou-se alegando que era tarde, e finalmente "que os convites já tinham sido expedidos!" — "Então, Sr. Bispo, a honra da Igreja pesa menos do que os envelopes dos convites?" Houve um momento de constrangimento. Foi então que o Sr. Bispo, com um clarão de quem fizera uma descoberta, saiu-se com esta: — "Mas, professor, o senhor já pensou numa coisa? Se Deus consentiu que Lutero fizesse o que fez, então não pode ter sido tão mau..." SENTI o sangue afluir à cabeça, a sala parecia-me rodar, e as lágrimas vieram-me aos olhos. Por fim, de pé, só pude articular estas palavras: "Senhor Bispo, daqui em diante nossa conversa tornou-se impossível." Num gesto brusco, ele ergueu-se e sem se despedir de mim esgueirou-se pela porta que ficara entreaberta, e perdeu-se na noite, como se eu o enxotara. Sua Excelência não observou que eu chorava. VOLVO a pensar no insondável mistério da permissão de Deus, e ouvi Iavé responder a Satã: —"Entrego-te tudo o que pertence a Jó; só não admitirei que nele ponhas a mão. E Satã se retirou..." QUE permissões terríveis terá Deus concedido a Satã para sermos nós joeirados? Talvez esta de nos deixar reduzidos à condição de cães que conhecem a voz de seu Senhor, que sabem ladrar, que não são os "cães mudos" do profeta (Isaías, LVI, 10), mas cujos pastores, segundo o mesmo profeta, estão cegos e gostam de dormir. P.S. — Chamo a atenção do leitor para o número especial de PERMANÊNCIA todo dedicado ao Centenário de nascimento de Santa Teresinha. Vale à pena ler e reler muitos dos excelentes textos contidos nesse número.
- Comentários Eleison nº 822
Por Dom Williamson Número DCCCXXII (822) – 15 de abril de 2023 REFLEXÕES SOBRE A RESSURREIÇÃO Se os católicos vivessem sua vida ressuscitada interior, Ainda poderiam salvar um mundo que está afundando no pecado. “A Ressurreição”, diz o homem moderno, “oh sim, é uma ideia adorável, pois é um conforto para as almas mais frágeis pensar que pode haver algo depois da morte, especialmente algo bom, como algum tipo de céu; mas obviamente não é verdadeira. Depois que as pessoas morrem, elas não voltam à vida; a ciência sabe que isso simplesmente não acontece. A morte é o fim. Precisamos parar de sonhar. Devemos continuar com nossas vidas na terra e vivê-las ao máximo, tanto quanto pudermos, e aceitar que todos morreremos – e isso é tudo. Acabou. Não há mais nada”. É assim que muitos homens gostam de pensar, porque evidentemente é algo que lhes dá permissão, por assim dizer, para viverem a vida como querem, sem ter que preocupar-se com nada depois da morte. Eles não precisam preocupar-se com os Dez Mandamentos nem com Deus, nem com o Céu ou o Inferno, nem com a eternidade nem com qualquer outra coisa do tipo. Eles acreditam na ciência, na ciência que diz que tudo isso são bobagens religiosas que não podem ser provadas, e são somente tolices piedosas. Infelizmente para esse tipo de homem, não foi ele quem se criou a si mesmo no ventre de sua mãe, não foi ele quem construiu a estrutura da vida na terra em que nasceu, não foi ele quem estabeleceu as condições nas quais ele vive e morre. “Sabei que o Senhor, Ele é Deus: Ele nos fez, e não nós a nós mesmos. Somos o Seu povo e ovelhas do Seu pasto” (Sl. IC, 3). (Em relação à “ciência”, ela não consegue fazer uma formiga viver... quanto mais um ser humano.) E uma parte fundamental dessas condições de nossas vidas é que somos compostos de corpo e alma, e a morte consiste na separação de ambos. Então o corpo normalmente se decompõe e apodrece, como podemos observar, mas, gostemos disto ou não, a alma continua viva, porque é imortal, puro espírito, sem partes materiais que se desintegrem ou se decomponham. Nesse momento da morte, a alma se apresenta ao Juiz divino, e isso é algo que nem nós nem a ciência podemos observar, mas que está estabelecido em muitos lugares da Palavra de Deus (por exemplo, Mt. XXV, 46; Jo.V, 29). Se a alma vai para o Céu, ressuscita para a vida eterna; se vai para o Purgatório, ressuscita para a purgação dos pecados remanescentes até que esteja apta para o Céu; e se vai para o Inferno, ressurge da morte para cair em uma vida de castigos eternos. Em todo caso, a alma vive por si mesma sem seu corpo até que esse corpo se reúna a ela no fim do mundo, para a eternidade. “Bem”, diz nosso amigo moderno, “se essas são as condições em que me encontro aqui, não as aceito! Quando fui concebido no ventre de minha mãe, não fui consultado sobre se queria ou não nascer, e se tivesse sido consultado, teria dito NÃO para a opção de viver para sempre. Protesto! Não é justo!". Meu amigo, em primeiro lugar, é tarde demais para protestar. Você agora existe, sua alma existe, e ela só deixaria de existir se Deus a aniquilasse, o que Ele poderia fazer, mas jamais fará, como Sua verdadeira Igreja nos disse infalivelmente. E, em segundo lugar, é injusto protestar, porque o único propósito d’Ele ao dar-lhe a vida simplesmente como um presente, sem lhe consultar, era que você fosse para o Céu para desfrutar da felicidade eterna e inimaginável ao vê-Lo espiritualmente em toda a Sua glória deslumbrante. Ora, os animais brutos têm uma alma, mas é uma alma puramente material, incapaz de bem-aventurança espiritual; então, para você compartilhar de Sua bem-aventurança, Ele precisou fazer de você um animal racional com inteligência e livre-arbítrio. No entanto, se Deus lhe desse o livre-arbítrio, Ele e você correriam o risco de você usá-lo mal. Mas isso não seria culpa d’Ele. Na verdade, cada alma no Inferno se lembra, com muita clareza, de quão facilmente poderia ter-se salvado, se tão somente assim tivesse desejado, e essa memória é uma grande parte de seu tormento sem fim. Na vida, a ajuda de Deus sempre esteve “mais perto do que a porta” (ditado irlandês), só que a alma é que decidiu não querê-la. É verdade que a alma não foi consultada antes de ser-lhe dada a existência, sem possibilidade de não existir para sempre. Mas a possibilidade de ver Deus é tão magnífica, que é injusto protestar contra ela. Por isso, se fomos batizados, deveríamos ter ressuscitado com Cristo dos mortos espirituais para uma nova vida, como diz São Paulo. Esperemos que os católicos levem essa nova vida, e seu exemplo poderá salvar tudo o que ainda pode ser salvo em nosso pobre mundo. Kyrie eleison.
- XXIII – A Pureza - O que nos proporciona
A Pureza O que nos proporciona II – O que a pureza nos proporciona 1 – O amor e as bênçãos de Deus É esse o principal de todos os bens. Quando sabeis que o Senhor vos ama, e com um amor singular, que poderíeis desejar mais? Sabei que a pureza une consigo também as demais virtudes: as almas puras são ainda humildes, obedientes, caridosas, diligentes na prática dos seus deveres, e ama o Senhor. E uma alma que ama o Senhor é certamente mais do que amada por ele. Deus abençoa as almas puras e derrama sobre elas abundantíssimas graças; e não só sobre elas, como sobre suas famílias. Quantas vezes, nas calamidades públicas, foram por Deus poupadas as casas onde havia almas inocentes! Quando rezam, as almas puras obtêm de Deus tudo o que desejam: ela são, perante Deus, como as crianças perante sua mãe, a qual as satisfaz sempre e as cumula de carícias. 2 – A estima e os favores do homens Os rapazinhos puros e as meninas castas sempre foram e serão queridos por todo mundo, e admirados até pelos maus. Não ouvis, afinal, qual a linguagem do mundo perverso, quando se trata de algum jovem cuja pureza ele admira? Diz dele: “É um anjo!” “Parece uma Nossa Senhora!” - Dizem que o célebre pintor francês Hipólito Flandrin (+ 1864) tinha um semblante nem regular nem belo; e no entanto, quando estudava em Roma, era simpático a todo mundo tido em veneração, porque possuía uma alma cândida. E o povinho, quando o via, exclamava admirado: “Olha, parece uma Nossa Senhora!” A pureza e a inocência dos jovens, além da estima obtém ainda os favores dos homens bons e malvado. Um episódio na guerra hussita – Em 1432, uma tropa de bárbaros sequazes do herético João Huss, capitaneados por Procópio, sitiou a cidade de Naumburg (Saxônia) para destruí-la. Os habitantes, aterrorizados, davam-se por perdidos; todavia, tentaram um extremo recurso para obter graça do inimigo. Vestiram-se de luto todas as crianças e mandaram-na ao chefe dos hussitas a fim de implorarem a salvação da cidade. Procópio, embora homem crudelíssimo, à vista daqueles inocentes, enterneceu-se: acolheu o seu pedido, e levantou logo o cerco da cidade, devolvendo as crianças carregadas de cerejas. Para lembrar esse acontecimento, a cidade de Naumburg sempre celebrou, e ainda celebra, todo ano, a denominada festa das cerejas, com uma procissão feita por crianças que trazem ramos cheio de cerejas. Vedes como até dos homens perversos vêm favores àqueles que são puros e limpos de coração? Por isso disse o Espírito Santo: “Oh! Como é bela a geração das almas castas! Sua memória é imortal, pois é conhecida perante Deus e perante os homens: O quam pulchra est casta generatio cum claritate! Immortalis est enim memoria illius; quoniam et apud Deum nota est, et apud homines” (Sab 4,1). Mas o inestimável tesouro da pureza, nós o temos em vazo de barro, como diz São Paulo (2Cor 4, 7). Assim, é preciso usar todos os meios para conservá-lo. A fim de vos pôr em guarda, dir-vos-ei agora como se pode perder esse tesouro. (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)
- Comentários Eleison nº 821
Por Dom Williamson Número DCCCXXI (821) – 8 de abril de 2023 CARIDADE! A verdade é absolutamente indispensável, suprema! Sim, mas não é nada, se o amor não estiver presente. Caros leitores, você e eu podemos ser os maiores dos “restradcats” (“resistentes” católicos tradicionais), mas se não temos verdadeira caridade para com nossos semelhantes, então, nas palavras de São Paulo, “temos toda a fé para mover montanhas”, mas sem caridade somos um “gongo que soa ou um címbalo que retine... não somos nada...” (I Cor. XIII, 1–3). Caríssimos amigos, por acaso vocês já encontraram gongos ou címbalos na Internet? Se sim, é compreensível. Há uma citação de um profeta do Antigo Testamento (Zacarias XIII, 7) que Nosso Senhor aplicou à sua própria situação no Horto do Getsêmani (Mt. XXVI, 31), após a traição de Judas: “Ferirei o pastor para que as ovelhas se dispersem”. Nessa ocasião, Ele havia sofrido tantas agressões por parte dos servos do Templo, que todos os onze Apóstolos ficaram totalmente confusos, e abandonaram seu divino Mestre. Assim, como o Papa Bergoglio continua sendo hoje atingido pelo mesmo modernismo que atingiu seus cinco predecessores conciliares, lá se vão 58 anos – 1965 a 2023 – de profunda confusão no topo da Igreja; então, quem pode surpreender-se se as ovelhas católicas estiverem dispersas? Ou se elas se virarem umas contra as outras e começarem a se morder? Não é a nossa salvação eterna que está em jogo? Portanto, a tentação de nos voltarmos contra nosso próximo e começarmos a soar como um gongo ou um címbalo é clara... mas é necessário resistirmos a ela. Vamos tentar, por um momento, colocar-nos no lugar de Deus Todo-Poderoso. Desde a eternidade, Deus sabia que Adão e Eva cairiam, e que a humanidade só declinaria a partir de então, a menos que Ele interviesse para expressar Sua misericórdia por ela, antes e depois de Sua maior intervenção de todas, que foi naturalmente a Encarnação de Seu próprio Filho e a fundação entre os homens de Sua única e verdadeira Igreja. Essa Igreja, Ele decretou, se ergueria por cerca de 500 anos (o mundo antigo); triunfaria por cerca de 1000 anos (a Idade Média); e depois declinaria por mais 500 anos (o mundo moderno). Ao final desses aproximadamente 2.000 anos, Ele decretou não outro triunfo de 1.000 anos, mas, como Seu próprio Filho nos disse, o virtual desaparecimento de Sua Igreja: “Quando o Filho do homem vier, encontrará fé sobre a terra?” (Lc. XVIII 8). (Podemos não entender esse decreto de Deus, mas essa citação diz o que diz.) No entanto, como poderia a Sua Igreja desaparecer virtualmente se nela sempre tivesse havido bons Papas, Bispos e Padres? E sobretudo bons Papas, porque Ele mesmo edificou a Sua Igreja sobre Pedro (Mt. XVI, 18; Jo. XXI, 15–17). Segue-se que, no fim do mundo, seria o próprio Deus quem decidiria desde a eternidade permitir uma sequência de meia dúzia de Papas (objetivamente) maus, como os que temos visto desde o Vaticano II. Esses seis Papas em particular não foram culpa de Deus, mas de todos os seres humanos, especialmente dos sacerdotes católicos, que ao longo dos séculos construíram a apostasia mundial de hoje, a fim de expulsar o Criador de Sua própria criação e ocupar o Seu lugar. Contudo, a apostasia nunca poderia ter acontecido sem a permissão d’Ele. E foi o próprio Deus quem escolheu fazer Sua Igreja depender de Pedro, caso em que Ele obviamente previu como a própria permissão que deu para que houvesse Papas defeituosos dispersaria as ovelhas católicas. Desse modo, como Ele poderia não ter uma medida especial de compreensão e misericórdia para com elas, ao menos para com aquelas que não quisessem desfazer-se d’Ele? E, mesmo assim, não diz o Sagrado Coração: “Tenho compaixão da multidão” (Mc. VIII, 2)? Tendo em vista o que se acaba de dizer, seguindo o exemplo divino, não devem os “Restradcats” ter ainda mais compaixão, especialmente de nossos irmãos católicos (Gal. VI, 10)? E tenhamos em conta que muitos não católicos estão sendo levados pelos problemas aparentemente insolúveis do mundo de hoje a pensar em Deus, pelo que muitos deles poderão facilmente acabar entre os últimos que serão os primeiros, enquanto que se nós mesmos não praticarmos a caridade, poderemos facilmente contar-nos entre os primeiros que serão os últimos (Mc. X, 31). Nosso Senhor disse aos Seus Apóstolos que eles seriam reconhecidos como seguidores Seus pela caridade que teriam uns para com os outros (Jo. XIII, 35). Não há muitos de nós católicos tradicionais atualmente escandalizando as almas por nossa falta de caridade em relação aos outros? Responderemos por isso perante o tribunal de Deus, especialmente depois dos dons que recebemos d’Ele para manter a Fé nos dias de hoje. Kyrie eleison.
- A Ressurreição, por Gustavo Corção
Por Gustavo Corção publicado n’O Globo, em 21-04-1973 NO CAPÍTULO XV de sua primeira carta aos Coríntios, o Apóstolo começa por recomendar que se mantenham firmes no Evangelho que transmitiu e que ele mesmo recebeu; e repete o que tantas vezes pregou: "que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Sagradas Escrituras; que foi sepultado, que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Sagradas Escrituras, que apareceu a Cefas, e logo após aos doze. Depois apareceu uma vez a mais de quinhentos, dos quais muitos ainda vivem, e finalmente a ele mesmo, aborto que não merecia ser chamado apóstolo por haver perseguido a Igreja de Deus. E DAÍ, com veemência, começa o apóstolo a responder às dúvidas que parecem espalhadas na Igreja de Corinto por algum discípulo dos saduceus. Temos nos versículos 12 e seguintes a mais calorosa e patética pregação da ressurreição dos mortos: "Pois se de Cristo se prega que ressuscitou, como dizem alguns entre vós que não há a ressurreição dos mortos? Se não há a ressurreição dos mortos, então Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, vã é nossa pregação e vã a vossa Fé. Seremos testemunhas falsas de Deus, porque contra Deus testemunhamos que Cristo ressuscitou, o que não seria verdade se não há ressurreição dos mortos. Porque, se os mortos não ressuscitam, Cristo não ressuscitou; e se Cristo não ressuscitou vã é vossa Fé e ainda estais em vossos pecados; e até os que morreram em Cristo pereceram. E se é só nas coisas desta vida que temos a esperança firmada em Cristo, somos os mais miseráveis de todos os homens!" (I Cor. XV, 12-19). TODO esse jogo de dúvidas supostas é ardentemente desenvolvido por Paulo para concluir que as mais desgraçadas criaturas não são os homens que nunca ouviram o doce nome de Jesus e nunca ouviram as promessas de Deus. Não, os mais desgraçados dos homens são aqueles que receberam a palavra de Deus, que nela se alegraram e um dia, dando ouvidos às serpentes que andam no mundo, se acharam despidos, desarmados, despojados das esperanças do céu, como se tivessem sonhado e agora acordassem. Porque a vida, a vida presente, a vida conscientemente vivida reduz-se ao instante que medeia dois passos, toe, toe, ou entre duas pancadas do coração, tuc, tuc. Sonhamos a beatitude eterna na Terra dos Ressuscitados, onde o sol é a Glória de Deus, e acordamos toc, toc, a caminho da morte. Então comamos, bebamos e coroemo-nos de rosas porque amanhã morreremos. Acaso algum sábio pretenderá criticar esta maneira de aproveitar o fugitivo presente? Então indique-nos outro que seja melhor, que seja mais nobre ou mais santo. Se Cristo não ressuscitou, se é vã a nossa fé, não há de ser ela mesma que nos poderá encher o fugaz presente marcado pelo metrônomo que é o coração. Se é vil enchê-lo de prazer, vão será enchê-lo de falsa sabedoria. Se Cristo não ressuscitou, se amanhã morreremos sem esperança de ressurreição, então a vida inteira se torna um pesadelo em que estamos perdidos, desamparados, sem sabermos o que fazer entre cada duas pancadas do coração. QUE sentido terá então esta existência cuja consciência reprova e escarnece? Que sentido terá a vida desse monstro capaz de desejos tão altos, capaz de sentir o desejo da presença de Deus, ou na mais humilde das hipóteses, capaz de desejar esse desejo? E NÃO é só no céu e depois da morte que colocamos a alegria de nossa esperança. Agora e aqui mesmo, entre um tuc e outro tuc do cansado coração queremos que nosso instante tenha dimensões de eternidade. Se Cristo não ressuscitou como Deus mesmo nos diz em Sua revelação, então tudo é vão e enganador, e nem podemos dizer que sonhamos e acordamos. Sonhamos e continuamos a sonhar. * * * MAS o Apóstolo Paulo não era o que hoje se chama uma alma inquieta, ardente sim, mas ardente nas certezas da Fé, e só usou aqui o jogo das dúvidas para mostrar aos Coríntios que nessas vacilações nós nos tornamos os mais miseráveis dos homens. E por isso retoma logo o seu tom de apregoador do Absoluto: "Não. Cristo ressuscitou de entre os mortos como primícias dos que morrem. Porque, assim como por um só homem veio a morte, também por um só homem vem a ressurreição dos mortos. E já que em Adão todos morremos, em Cristo somos todos vivificados." E É A ALEGRIA exultante desta certeza que a Igreja canta a Festa das festas no ponto mais alto do ano litúrgico. O fruto desse júbilo litúrgico poderá ser o de acordar as almas preguiçosas que passam o amor inteiro vagamente alheias à esperança da ressurreição. Melhor fruto, porém, será o da confirmação enfática, festiva, daqueles que todos os dias veem na missa a morte e ressurreição de Cristo, e em cada ato de sua vida põem uma ação de graças e uma confiança nas promessas de Deus. * * * OS TEMPOS turvados que vivemos são tempos de instante confiança no homem, e, portanto, de desespero. Sim, é contra a Esperança que pecaram aqueles que se afastaram da Igreja e se entregaram de corpo e alma às preocupações temporais. Ainda que pareçam bem intencionados quando falam em direitos humanos, em terceiro mundo, em problemas sociais, logo se vê pelas infelizes soluções que escolhem a malícia do orgulho que se ergue contra Deus. NESTE mundo, enquanto ouvirmos a voz trovejante dizer: "Eis que faço novas todas as coisas", nossa bem-aventurança é a das lágrimas que choramos com saudade de Sião, nossa pátria verdadeira. "Ó tu, divino aposento, Minha pátria singular, Se só com te imaginar Tanto sobe o entendimento, Que fará, se em ti se achar Ditoso quem se partir Pera ti, terra excelente, Tão justo e tão penitente Que, depois de a ti subir Lá descanse eternamente."
- Comentários Eleison nº 820
Por Dom Williamson Número DCCCXX (820) – 1 de abril de 2023 PROSPERIDADE? CUIDADO! Moisés existiu há muito tempo, está ultrapassado. Adeus? Quem pensa assim está caminhando para o Inferno! Se a impiedade é a grande praga da qual o mundo está sofrendo agora, um remédio é ler não apenas o Novo Testamento da Bíblia, mas também o Antigo Testamento, porque um e o mesmo Deus foi o principal escritor (usando os escritores humanos como instrumentos) de ambos os Testamentos, que juntos constituem, por assim dizer, Sua única autobiografia. Seus inimigos tentam criar uma barreira entre a justiça de Jeová no A.T. e a misericórdia de Jesus no N.T., mas Seus amigos não têm dificuldade em mostrar como o único e mesmo Deus Encarnado está implícito no A.T. e explícito no N.T. No entanto, pode-se afirmar que Jeová está em primeiro plano no Antigo Testamento, enquanto Jesus está em primeiro plano no Novo Testamento. Assim, pois, também se pode dizer que o ateísmo mundial de hoje consiste não tanto na rejeição a Cristo quanto na negação materialista da própria existência de Deus (Jeová), então aqui reside o interesse de conhecer o Antigo Testamento, onde Jeová troveja, por assim dizer, em cada página. Tomemos, por exemplo, esta passagem de Deuteronômio VIII, 11-20: [11] Guarda-te que não te esqueças do Senhor teu Deus, não guardando os seus mandamentos, e as suas ordens, e os seus preceitos, que hoje te prescrevo: e não suceda que depois de comeres até a saciedade, de teres construído belas casas e habitado nelas, e teres visto se multiplicarem teus bois e tuas ovelhas, e aumentar a tua prata, o teu ouro, e tudo o que mais tens, então se enalteça o teu coração e te esqueças do Senhor teu Deus, que te tirou da terra de Egito, da casa da servidão, que te conduziu através do deserto grande e terrível, com suas serpentes de sopro ardente e escorpiões e terra sedenta onde não havia água, que te tirou água da rocha duríssima, que te alimentou no deserto com o maná que teus pais não conheceram, para humilhar-te e provar-te, a fim de fazer-te o bem. [17] Cuida-te para que não digas no teu coração: “A minha força e o vigor de meus braços é que me trouxeram esta riqueza”, e recorda-te que foi o Senhor teu Deus que te deu a força para adquiri-la, para que se confirme a aliança que jurou a vossos pais, como mostra o dia de hoje. E se tu te esqueceres do Senhor, teu Deus, e seguires outros deuses, e servi-los e adorá-los, eu solenemente te advirto hoje que certamente perecerás. Como as nações que o SENHOR faz perecer diante de ti, assim perecerás tu, por não teres obedecido à voz do SENHOR teu Deus. Quase todo o livro de Deuteronômio se ocupa das últimas instruções do grande homem de Deus que foi Moisés. Ele conduziu os israelitas para fora do Egito, através do Mar Vermelho, durante 40 anos pelo deserto, e agora eles estão prestes a entrar na Terra Prometida, onde ele mesmo não entrará. Com 120 anos e prestes a morrer, ele está dando aos israelitas as suas últimas instruções. Leia todo o Livro do Deuteronômio para ver como é sua imensa preocupação impedir que os israelitas se afastem de Deus, depois de terem sido privilegiados por Ele com a missão especial de preparar a vinda do Messias ao mundo. Repetidas vezes Moisés os adverte de como serão punidos por Deus se forem infiéis, mas especialmente abençoados e protegidos por Deus se forem fiéis. Na passagem acima, Moisés está alertando sobre o perigo concreto de a prosperidade material fazer com que se esqueçam do Senhor seu Deus. Agora apliquemos a advertência de Moisés ao Novo Testamento. Desde a morte de Nosso Senhor na Cruz, que instituiu o Novo Testamento, os católicos sabem que, pela fé, são o verdadeiro povo de Deus, e não mais os israelitas por raça. Ao longo dos 2.000 anos de história dos católicos, estes não foram encarregados por Deus de levar todos os povos do mundo a crer em Cristo? Quando eram fiéis, não difundiram a “cristandade” por toda parte? Mas a partir do final da Idade Média começaram a ser infiéis, culminando no Vaticano II, num processo de passagem das coisas espirituais para as materiais, que alcançou uma prosperidade material sem precedentes para todo o mundo. Pois nunca antes tantos homens foram tão bem alimentados, tão bem alojados, tão bem providos de bens materiais. Mas onde está o Senhor seu Deus em suas vidas? Praticamente em lugar nenhum. E, em vez disso, onde estamos? À beira do Armagedom nuclear. Deus, tende piedade! Kyrie eleison.
- XXIII – A Pureza - Beleza e valor da pureza
A Pureza Beleza e valor da pureza O tesouro oculto – Quando um lavrador trabalhava num campo, deu com a enxada num corpo duro que se quebrou. Curvando-se para ver de que se tratava, descobriu um vaso cheio de moedas de ouro. Doido de alegria, sentiu-se logo tentado a levar embora aquele tesouro; mas pensou diferentemente, e disse a si mesmo: “Esse dinheiro não é meu; não posso apanhá-lo; mas sei perfeitamente o que me convém fazer”. Entretanto, deixou ainda enterradas todas as moedas. Chegando depois à sua casa, vendeu todos os seus haveres; e com o dinheiro obtido comprou aquele campo, ficou senhor também do tesouro oculto ali. Esta é uma parábola semelhante à que se lê no Evangelho (Mt 13, 44). No tesouro oculto é por Jesus Cristo figurado o reino dos Céus. Mas é ainda figurada uma bela virtude cristã. Qual? A pureza. E o lavrador industrioso que sacrifica tudo para possuir esse tesouro, significa o cristão que aplica todos os meios para conservar essa bela virtude. Agora, caros jovens, aqui estou para falar-vos do tesouro da pureza, a fim de que possais guardá-lo cuidadosamente; e se por desgraça o perderdes, possais recuperá-lo para não o perder mais. Dir-vos-ei: I. Como é bela e preciosa a virtude da pureza II. O que ela proporciona III. Como se pode perdê-la I – Beleza e valor da pureza 1 – A estima que dela faz Deus O Senhor, já na antiga lei, disse que não há no mundo coisa de tal valor que se possa igualar a uma alma casta e pura (Eclo 26,20). E por quê? Porque a pureza faz com que a gente se aproxime de Deus: Incorruptio facit esse proximum Deo (Sab 6, 20). Por isso Deus na Sagrada Escritura chama as almas castas suas amigas e prediletas. Elas são como alvas pombas que se levantam da lama deste mundo, são os anjos da Terra, o sorriso de Deus, a delícia do Paraíso. Aqueles que são puros e limpos de coração, diz o Senhor que figurarão no Céu coroados de lírios, com vestes cândidas e palmas na mão, e lá entoarão um hino novo e um canto angélico. Que importa se um menino ou menina aparece miserável nessa vida e com pobres vestes? Se possui o tesouro precioso da pureza, tem toda a riqueza; e perante Deus goza de mais estima do que qualquer pessoa rica e poderosa. 2 – A estima que dela faz Jesus Cristo Vindo, afinal, Jesus Cristo à terra, escutai o que disse e o que fez para exaltar a virtude da pureza. No início de sua vida pública, vendo-se um dia rodeado por uma grande multidão de gente, subiu a um monte, e lá fez um sermão com o qual ensinou as turbas que estavam suspensas de seus lábios. E entre outras coisas disse: “Felizes daqueles que têm o coração puro porque estes verão a Deus” (Mt 5, 8). E de outra feita, falando dos que praticam essa virtude, disse: “Estes serão como os Anjos de Deus no Céu” (Mt 22, 30). Por isso foi a pureza denominada pelos santos Padres “a virtude angélica”. Observai agora nos fatos que conta fez Jesus Cristo dessa bela virtude. Nascendo aqui na terra, quis Ele, com um prodígio único no mundo, ter por mãe uma Virgem Imaculada. E por esposo e guarda de Maria Virgem, o qual deveria fazer para Ele as vezes de Pai, quem escolheu? São José, de costumes castíssimos. Quando, afinal, se fez anunciar ao mundo, quem mandou como seu Precursor? São João Batista, de vida intemerata e virginal, que morreu depois de mártir em defesa da castidade. Deveis ainda saber como Jesus, no tempo de sua vida mortal, encontrava as suas delícias ao estar com as crianças, e as acariciava, e as apertava ao peito. Mas por que esta predileção especial? Porque estas eram puras e inocentes. Demais: Ele permitiu que o demônio o tentasse de várias maneiras, mas não na pureza. Tolerou que seus inimigos lhe fizessem acusações e o chamassem subversor e até endemoninhado, mas nunca tolerou a mínima acusação de impureza. Até os seus Apóstolos ele os quis castos e sem mácula. E entre estes houve um predileto. Qual? São João Evangelista, a quem concedeu favores especiais: teve-o perto de si no Tabor; deixou-o repousar em seu peito na última ceia; pretendeu-o testemunha de sua morte aos pés da Cruz; e, por fim, confiou-lhe a guarda de Maria Santíssima e lha deixou como Mãe. E por que tudo isso? Porque João era virgem e o mais puro dos Apóstolos. 3 – Os santos padres Quantos elogios fizeram dessa virtude os Santos Padres e Doutores da Igreja! Escreveram livros inteiros para magnificá-la. Dentre outros, disse Santo Ambrósio, que a pureza transforma os homens em Anjos. São João Crisóstomo vai além, e afirma que essa virtude torna os homens de certo modo superiores aos Anjos; porque os Anjos não têm corpo e não estão sujeitos a macular-se. Eis o grande valor da pureza! 4 – E muitos não o conhecem! Uma gema vendida por um escudo – Carlos, o Temerário, último duque de Borgonha (+ 1477), numa derrota campal perdeu uma gema preciosíssima. Achou-a um soldado suíço, o qual, julgando-a um pedaço de vidro colorido, já estava para jogá-la fora, quando um companheiro seu lha comprou por um escudo. Dessa gema não compreendeu o grande valor nem o soldado que a achou, nem o que a comprou. Mas bem o compreenderam outras pessoas em seguida: pois a gema foi comprada depois por 20 mil liras pelo Papa de então e serviu para adornar o trirregno pontifício. Assim acontece à gema que é a virtude da pureza. Uns julgam-na sem valor algum e facilmente jogam-na fora. Entretanto ela é mais preciosa que todas as gemas do mundo; como tem um valor maior que todos os tesouros e riquezas desta, porque, como disse Jesus Cristo, é a virtude que torna semelhante aos Anjos, e obtém, para quem a possui, a posse de Deus: Beati mundo corde; quoniam ipsi Deum videbunt (Mt 5, 8). (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)
- O Quarto Mandamento
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 03-07-1973 UMA primeira vista d'olhos sobre o panorama da atualidade, em todo o mundo, nos dá a impressão de uma efervescência sem regras nem rumo. A história, segundo esta primeira impressão, seria uma agitação errática e desordenada de vidas que querem viver seu fugaz momento. Movimento bronwniano de pó de vidas. UMA análise mais atenta revela-nos, indubitavelmente, linhas-de-história de marcada ascensão humana, e portanto de marcado propósito de procurar um mundo melhor. Em que sentido? O único que nos parece incontrovertido é o do progresso, pela ciência e pela técnica, do domínio do homem sobre o mundo exterior e inferior. Há um indiscutível e admirável progresso nas ciências e nas técnicas. O homem já vê a distância, e já pôs o pé na Lua. Nos países mais avançados naquela linha já se entrevê uma melhor divisão dos bens materiais a despeito da atoarda que ainda fazem os revolucionários que assim veem escapar-lhes das mãos o trunfo da miséria com que exploram a miséria. O que não se vê, por mais que se queira abrir créditos ilimitados aos fatores materiais da vida humana, é um sinal de verdadeira ascensão humana na efervescência do momento histórico. Ao contrário disso veem-se tendências contestatárias, torrentes de recusa e de protesto atiradas contra o passado, contra a tradição, CONTRA O PAI. As novas gerações são solicitadas a manifestarem sua maioridade com a bofetada na mãe e a morte do pai. ESSA estranha tendência contraria a lei natural, contraria o próprio interesse do homem, trabalha para seu rebaixamento e sua perdição. Não se poderia, pois, pensar que tal inclinação seja normal, e faça parte dos dinamismos da história. EM NOSSOS dias essa aberração anti-histórica, anti-humana, aparece claramente como obra de uma contracorrente atuante ao arrepio dos mais altos interesses humanos. Essa contracorrente, indecentemente atuante em nosso tempo, vem de movimentos históricos organizados, e reativados nos últimos quatro séculos, com os quais uma caravana de dementes oferece a miragem de um mundo melhor desde que lhes permitam reduzir a pó este mundo mal feito que recebemos de nossos pais. QUANDO Largo Caballero tomou as rédeas da Revolução na Espanha em 1936, proclamou: "Nosotros no dejaremos pedra sobre pedra de esta España, que devemos destruir para rehacer la nuestra!" Este é o ideal central da Revolução: destruir tudo, voltar à estaca zero para então recrear ex-nihilo. Seus dirigentes são deuses. EM NOSSOS dias ganham destaque, na turbulência dos eventos, as linhas de contestação do Pai. * * * ORA, o cristianismo é, essencialmente, a religião em que Deus se revela como Pai. Desde o Antigo Testamento se vê, passo a passo, que a preparação para o Advento do Senhor é uma tradição de pai para filho: "Escutai, filhos, a instrução de um pai (...) Eu também fui um filho para meu pai, um filho dócil junto de minha mãe..." (Prov. IV 1 a 2). "Não despreza, filho, a correção de Javé, e não tenhas aversão por seus castigos, porque Javé castiga aquele que ama, como um pai castiga o filho predileto" (Prov. III, 11). E em Isaías: "Vós, Javé, sois nosso Pai, nosso Redentor. Este é o vosso nome desde tempos imemoriais. Por que, Javé, permitis que andemos errantes longe de vossas vias, com o coração endurecido contra o vosso temor?" (Is. LXIII, 16, 17). MAS é no Novo Testamento que ganha todo o esplendor a paternidade de Deus. Desde os abismos de sua vida íntima e trinitária, Deus é Pai, e toda a vida divina procede do Pai e volta ao Pai. Analogamente, para arremate perfeito da Criação, Deus quererá para si todas as criaturas, e muito especialmente quererá a volta daquela criatura feita à sua imagem e semelhança. E envia ao mundo seu Filho Unigênito para resgate dos homens que doravante tornados filhos adotivos no Sangue do Unigênito, possam dizer com pleno direito Abba Pai. E é o próprio Jesus, num dia memorável entre todos os dias, que ensina aos homens a língua com que devem falar a Deus: "Pai Nosso". Nessas duas palavras estão concentrados todos os mandamentos, porque a primeira diz Pai, e dirige-se a Deus, enquanto a segunda diz nosso e derrama-se em torno de nossos irmãos. O MUNDO moderno, nos seus pruridos revolucionários, é anticristão porque é todo orientado por uma soberba rejeição do Pai. E para maior escárnio inventaram uma fraternidade revolucionária baseada na decapitação do Rei, já que não tinham à mão a própria cabeça do Pai que está no Céu. Não é por mero acaso que a Revolução Francesa escolheu a linguagem das decapitações. Não é por mero acaso, também, que os revolucionários da nova Igreja, dita progressista, exaltam o ídolo do "jovem" liberado definitivamente do 4º Mandamento. NÓS sabemos que toda a grande tradição católica tirou do 4º Mandamento as lições relativas ao princípio de autoridade e de ordem social. E assim, a moderna contestação do 4º Mandamento, pregada abundantemente na era pós-conciliar, não apenas dissolve a família como também a pátria. Toda a noção de ordem, sem a qual não há sociedade politicamente organizada e orientada para o bem-comum, prende-se à fundamental relação Pai-Filho, que a Revolução quer destruir. E é com infinita tristeza, com cansadíssima tristeza que vemos, mais uma vez, o espetáculo da degradação e da impotência dos novos bispos, ou dos bispos atualizados, que já não sabem mais nada do tema central de toda a Revelação. Agora mesmo, na nova reunião ou congresso de bispos americanos falou-se no problema da família na América Latina, e logo surgiram frases estereotipadas: os pais precisam dialogar com os jovens, nós temos confiança no jovem, e outras de mesmo quilate. Terá a Igreja Católica perdido o seu diapasão e esquecido o 4º Mandamento, terão seus hierarcas perdido o gosto de dizer Pai, e o gosto de dizer "filho, inclina o ouvido e escuta as palavras de um Pai amoroso..."? QUEM passou a vida inteiramente a ler e reler as palavras de Deus nas Sagradas Escrituras, ou as palavras dos santos na vida da Igreja, não reconhece a mesma Voz nesse linguajar das conferências e congressos episcopais. Mais depressa reconhece o sotaque do velho conhecido lobo.

![Boletim da Sta. Cruz - Nº 57 [Português]](https://static.wixstatic.com/media/c73eb9_d32642452be8411291af3fc7c636bced~mv2.png/v1/fit/w_176,h_124,q_85,usm_0.66_1.00_0.01,blur_3,enc_auto/c73eb9_d32642452be8411291af3fc7c636bced~mv2.png)






