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XXI – O Catecismo - Necessidade do catecismo



O Catecismo


Necessidade do catecismo



I – Necessidade do catecismo


1 – Que é o catecismo


Catecismo é a palavra grega que quer dizer ensinamento, instrução, pois realmente no livrinho do Catecismo se ensinam todas as verdades que se devem crer, e os preceitos que se devem observar para alcançar a salvação eterna.


Jouffroy e os problemas da vida – Um célebre filósofo, professor da Universidade de Paris, chamado Jouffroy (+ 1842), foi incrédulo durante muito tempo; mas depois se tornou cristão fervoroso. Pouco antes de morrer, disse a seus amigos: “Eu conheci um livrinho que leem e entendem até as crianças, e no qual estão resolvidos todos os grandes problemas da vida. Lede-o: tal livrinho é o Catecismo”.


***


Que são os problemas da vida? São as questões que deram tanto de pensar aos maiores filósofos. Tais são, por exemplo: “Quem é Deus? Donde vem o mundo? Como foi criado o homem? Por que vive o homem? Quais são os nossos deveres? Que nos acontecerá após a morte?” e assim por diante. Essas graves questões os filósofos antigos, como Sócrates, Platão e muitos outros, não souberam resolvê-las, e disseram muitos despropósitos. Se tivessem tido à mão o livrinho do Catecismo, não teriam cansado a cabeça em vão, como fizeram.


2 – Vale a pena conhecer o catecismo?


Certamente! Quem pretende salvar-se, deve crer em todas as verdades por Deus reveladas, e observar os mandamentos de Deus. Mas se alguém desconhece tais verdades, como poderá crer nelas? E se desconhece os preceitos divinos, como os poderá observar? Por aí se vê a necessidade que todo mundo tem de saber o catecismo se pretende salvar-se.


No Catecismo se aprende a doutrina cristã, isto é, as verdades que Jesus Cristo ensinou de viva voz quando vivia nesta terra. Agora tais verdades nos são propostas a crer pela Igreja. O Divino Salvador não no-las ensina Ele imediatamente, e por si, tais verdades; mas no-las faz ensinar por Pastores da Igreja; e nós devemos destes receber os ensinamentos necessários para servir a Deus e para salvar a alma.


De fato, à Igreja e a seus Ministros Jesus Cristo disse: “Ide e ensinai a toda gente: Euntes docete omnes gentes” (Mt 28,19); e acrescentou: “Quem vos escuta, escuta a mim: Qui vos audit, me audit” (Lc 10,16).


PARA QUE SERVEM AS OUTRAS CIÊNCIAS, quando não se sabe o que ensina o Catecismo? Podeis ser doutos e sábios como quiserdes; ser peritos nos negócios do mundo, na indústria, no comércio; ser valorosos artistas ou literatos; mas se não sabeis aquilo que serve para a salvação eterna, todo o resto não adiantará a coisa alguma.


“Abrir-me-á as portas do Céu!” – Um menino que frequentava o Catecismo, voltava para casa com o prêmio que merecera com a sua diligência. Seu pai, que era um homem sem religião, quando viu esse prêmio disse ao menino asperamente e com ar de censura: “Precisas de outra coisa que não o prêmio de Catecismo! Deves trazer para casa o prêmio de história, de geografia, de aritmética: tais são as ciências que te farão feliz e grande. O Catecismo não te adiantará no exame final, e não te abrirá nenhuma porta na sociedade”. O pobre garoto ficou em princípio confuso; depois criou coragem e respondeu: “O Catecismo servir-me-á para o exame final que me fará Deus e abrir-me-á porta do Céu”. Que bela resposta! E é isso mesmo. Sem a ciência do Catecismo não adiantarão os demais conhecimentos para ir ao Paraíso.


4 – A necessidade reconhecida por grandes homens


Essa necessidade de saber o Catecismo, reconheceram-na muitos homens doutos e célebres.


Napoleão catequista – Quando Napoleão I, já senhor da Europa, foi exilado na ilha de Santa Helena, encontrou-se com a filha do general Bertrand, a qual tinha então 10 anos, e lhe fez estas perguntas: “Dize-me, sabes o Catecismo?”. “Não”, retruca a menina. “Oh! pobrezinha! Estás na aurora da vida, e não compreendes que perigos te esperam no mundo: que te tornarás, se não conheces a religião? Queres que eu seja teu mestre? Dar-te-ei amanhã a primeira lição”. A menina aceitou de bom grado essa proposta e durante dois anos teve lições de catecismo com Napoleão três ou quatro vezes por semana. Quando ela alcançou os 12 anos, o imperador disse: “Agora me pareces bem instruída: dentro em pouco virá a esta ilha um sacerdote que te preparará para a Primeira Comunhão, e a mim para a morte”.


Vede quanto apreciava o Catecismo aquele grande imperador que foi Napoleão! Ele bem compreendia a necessidade que tem todos do Catecismo.


5 – As vantagens


Que se ganha com a ciência do Catecismo? Eu já vo-lo disse: o lucro principal e mais importante é o de achar aberta a porta do Céu. Mas há outros lucros que servem para a vida. Com a ciência do Catecismo se aprende:


a) A praticar a virtude e cumprir os deveres que se tem para com Deus e para com os homens.


O discípulo Zenão – Na história antiga se conta que um jovem mandado por seu pai à escola célebre de Zenão, filósofo grego (+ 264 a.C.). quando, findos os estudos, voltou para casa, o pai lhe perguntou: “Muito bem: que aprendestes de bom do filósofo?”. O jovem modestamente deu esta resposta: “Percebe-lo-eis sem demora”. O pai julgou que seu filho não tivesse obtido nenhum proveito daquela escola; e cheio de raiva lhe cai em cima e lhe bate, gritando: “Desgraçado! Eis o resultado dos meus sacrifícios: perdestes tempo, e me fizeste gastar dinheiro à toa!”. O jovem suportou com paciência as censuras e as pancadas; e quando viu acalmada a indignação do pai, lhe disse: “Eis o que aprendi na escola de Zenão: antes de lá andar, eu não suportaria os vossos maus tratamentos; agora, no entanto, adquiri a virtude e fiquei melhor; estais vendo, pois, que não perdi tempo”.


Se esse rapaz aprendeu a ser virtuoso frequentando a escola de um filósofo pagão, que ensinava apenas um pouco de paciência moral, muito mais virtuoso ficará quem frequentar o Catecismo, onde está toda a ciência divina!


b) A fazer calarem os incrédulos


Quantas vezes ouvem os jovens despropósitos e heresias de incrédulos, e não sabem responder porque não sabem nada de Catecismo! Escutai, porém, como soube responder um índio.


Um idólatra e um menino índio – Um menino índio, que sabia bem o Catecismo, uma vez foi insultado por um homem idólatra. Esse homem, com ar de escárnio, disse ao menino na presença de outras pessoas: “Crês em teu Deus, hein? Mas onde está o teu Deus? Deixa-me vê-Lo afinal!...”. O rapazinho, com desenvoltura, responde logo: “O meu Deus, que é o Criador e o Senhor do Universo, está no Céu, na terra e em toda parte. Ele é puro espírito, por isso não vos posso fazê-Lo ver; no entanto, vos mostro o vosso”. E tomando de uma pedra, nela desenhou toscamente uma figura de um boneco; em seguida a pôs no chão e lhe deu um pontapé, dizendo com uma risada: “Eis um de vossos deuses!”. Os presentes aplaudiram, e o malvado motejador ficou confuso.


Com a ciência do Catecismo é fácil confundir os incrédulos que pretendem saber muito.



(Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino,

Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)



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