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O Missal de 1962

  • há 48 minutos
  • 2 min de leitura

Alguns sacerdotes na Resistência se recusam a utilizar os livros litúrgicos aprovados e editados por João XXIII em 1962: Pontifical, Ritual, Breviário e Missal.


Dom Lefebvre, ao contrário, adotou estes livros e deu a razão, em uma conferência:


“A partir do momento em que uma reforma como a do Papa João XXIII não vai de encontro à nossa fé, não a diminui, sinceramente eu não creio... Se isto não fere a nossa fé, nós devemos reconhecer a autoridade do Soberano Pontífice que edita estes livros, este novo breviário, e nós devemos nos submeter, mesmo se nós temos alguma preferência pelo breviário ou pelo missal de São Pio X. Há uma obediência que devemos ter desde que não se toque, desde que não se diminua a nossa fé.”


Com efeito, é preciso guardar não somente o princípio da fé, da doutrina, mas também o da autoridade. Quando uma autoridade legítima ordena algo que não é contra a fé, não é lícito recusá-lo por causa de uma preferência pessoal.


Dom Lefebvre exigiu mesmo dos padres da Fraternidade que assinassem um compromisso afirmando que utilizariam o missal de 1962.


Creio ser um erro desdenhar da posição de Dom Lefebvre. Sua posição é fundada em razões objetivas.


Há, na Tradição em geral e na Resistência em particular, uma tendência a subestimar a autoridade. Isto é um grave erro. Se somos tradicionalistas, devemos ter o apreço que a Igreja sempre teve pela obediência à autoridade. Agir de outra forma é pactuar com aqueles que combatemos e que se afastaram do reto caminho da Tradição.


Se Dom Lefebvre permitiu, por condescendência, durante um certo tempo, que alguns padres utilizassem o missal de São Pio X, ele voltou atrás ao ver que isto não era bom. Aliás, em Écône sempre se utilizou a liturgia de 1962.


É o que fazemos em nosso mosteiro e que exortamos a todos a fazer igualmente, guardando assim a unidade da fé e a unidade da liturgia.


As divisões na liturgia sempre acabam tendo tristes consequências. A rejeição dos livros litúrgicos de 1962 foi ocasião de sérias e numerosas divisões na Fraternidade. Frequentemente, ela é acompanhada por uma tendência ao sedevacantismo.


Procuremos evitar estes desvios, se queremos ser verdadeiros filhos de Dom Lefebvre e, seguindo seu exemplo, ser verdadeiros filhos da Santa Igreja.



+Tomás de Aquino O.S.B.

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