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As Sagrações de 1.º de julho de 2026

  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X acaba de realizar um ato de fé e de coragem ao sagrar quatro bispos sem a permissão da Roma neomodernista e neoprotestante que se manifestou no Concílio Vaticano II e nas reformas dele decorrentes, bem como nas sanções aplicadas contra todos aqueles que defendem a Tradição da Igreja.


Como Dom Lefebvre, a Fraternidade não temeu a condenação daqueles que são, eles próprios, condenados pela Igreja, pela voz de todos os Papas, de Pio VI até Pio XII, e mesmo desde sempre.


Ato de fé e de coragem. Ato de fé, porque realizado em defesa da fé. Ato de coragem, porque é preciso coragem para enfrentar os inimigos de Nosso Senhor e do seu reinado universal.


A Tradição alegra-se por contar agora com quatro novos bispos sobre os quais não paira nenhuma dúvida quanto à validade de sua sagração. Se, um dia, bispos modernistas se converterem e vierem a duvidar da validade de suas ordenações ou de suas sagrações, terão agora quatro bispos a mais aos quais recorrer, se necessário.


Não apenas não há dúvida sobre a validade da sagração dos quatro novos bispos, mas também podemos estar certos de sua formação. Com efeito, a Fraternidade herdou de seu fundador o ensino, em seus seminários, da filosofia e da teologia «segundo o método, a doutrina e os princípios do Doutor Angélico» (Código de Direito Canônico de 1917, cân. 1366, § 2).


Quanto ao combate antiliberal, essas sagrações terão grande repercussão em toda a Fraternidade. Que elas ajudem a Fraternidade a corrigir certas atitudes adotadas há mais de vinte anos e que não deixaram de causar alguns transtornos na Tradição.


Por meio dessas sagrações, a Fraternidade reafirma o estado de necessidade que justificou as sagrações episcopais de 1988, bem como a de Dom Licínio Rangel, realizada por Dom Tissier de Mallerais em 1991, e aquelas que Dom Williamson realizou a partir de 2015.


Embora tenhamos podido constatar algumas falhas na Fraternidade durante estas últimas décadas — quem não as tem? —, não podemos deixar de nos alegrar ao vê-la dar a si mesma quatro bispos, graças aos quais a Igreja se encontra fortalecida para esse combate, do qual Dom Lefebvre dizia: «Preparai-vos para um combate de longa duração.» Que esse combate seja conduzido como o próprio Dom Lefebvre o conduziu. São estes os nossos votos mais sinceros para o bem da Igreja e da Fraternidade, que merece nossas felicitações pelo ato de fé, de coragem e de esperança realizado em 1.º de julho de 2026.


+ Tomás de Aquino, O.S.B.

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