A FRATERNIDADE SÃO PIO X E O VATICANO
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A Divina Providência é boa para com a Fraternidade São Pio X. Está-lhe concedendo uma boa ocasião de se recolocar no auge do combate e de fazê-lo no espírito e na letra de Dom Lefebvre. Deo gratias! Tomara que seja realmente assim.
A carta de 18 de fevereiro do Conselho Geral da Fraternidade ao Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé é boa. Ela explica, de fato, claramente, em que consiste a impossibilidade de se chegar a um acordo no plano doutrinal com a Igreja conciliar, o que demonstra o fracasso das discussões até o presente momento, já que a Roma modernista não aceita colocar em questão o último concílio nem as reformas pós-conciliares.
O Pe. Pagliarani está sendo corajoso ao manter, nessas condições, as sagrações de 1º de julho. A menção a Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças é muito oportuna. O apelo à caridade como único ponto sobre o qual a Fraternidade e o Vaticano poderiam se encontrar é mais discutível. Parece tratar-se de um gesto, de uma atitude diplomática que estende a mão ao inimigo, embora eu pense que Dom Lefebvre não o teria feito. Parece-me um pouco ambíguo falar de caridade com aqueles que destroem a Igreja.
Resta ver o que os próximos meses nos trarão. Cerca de 25 anos de política de aproximação com a Roma conciliar, que causaram tantos distúrbios na Tradição, não se apagam tão facilmente. Mas rezamos de bom grado para que a Fraternidade se recupere dos passos que não deveria ter dado no passado.
Que Nossa Senhora guarde a obra de Dom Lefebvre e a seus filhos, entre os quais temos orgulho de estar. Temos até vontade de dizer, como São Paulo: “E mais do que eles”, mas, bem conscientes de sermos servos indignos, não podemos dizê-lo como conviria.
Kyrie eleison.
+Tomás de Aquino O.S.B.

