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XXVII – Fé e Incredulidade - Necessidade da Fé


Fé e Incredulidade


Necessidade da Fé


III – Necessidade da Fé


1 – As Sagradas Escrituras


Da necessidade da Fé nos advertem antes de tudo as Sagradas Escrituras, em que verificamos que ela é indispensável para obter a salvação eterna. No Evangelho está dito claramente: “Quem crer e for batizado, salvar-se-á; quem, afinal, não crer, será condenado: Qui crediderit et baptizatus fuerit, salvus erit; qui vero non crediderit, condemnabitur” (Mc 16, 16). E São Paulo: “Sem a Fé é impossível agradar a Deus: Sine fide impossibile est placere Deo” (Hebr 11,6). “A fé é a nascente da justificação: Justitia Dei per fidem Jesu Christi” (Rom 3, 22).


2 – A autoridade dos Concílios e dos Santos Padres


“A Fé (diz o Concílio de Trento) é o princípio da salvação humana, o fundamento e a raiz da justificação”. E o Concílio do Vaticano: “Como sem a Fé é impossível agradar a Deus e chegar à sociedade dos seus filhos, por isso a ninguém jamais cabe a justificação”. “Não se chega à luz da glória a não ser caminhando pelas sendas obscuras da Fé, sem a qual nenhuma virtude é meritória para o Céu” (S. Agostinho). Por conseguinte, quem não tem fé já traz escrita a sentença de sua condenação: Qui non credit, jam judicatus est (Jo 3,18).


3 – A própria razão


Nós somos filhos de Deus: ora, é dever do filho conhecer o pai, seus mandados, seus desejos. Além disso: para merecermos o Céu devemos fazer boas obras, pois toda árvore que não der bom fruto será cortada e atirada ao fogo: Omnis arbor, quae non facit fructum bonum, excidetur, et in ignem mittetur (Mt 3, 10). Ora, sendo a Fé a única fonte das boas obras e da virtude, e a base da vida cristã, daí se segue que, faltando a Fé, faltará também a virtude e a justiça; nem será possível produzir a mais mínima obra digna do Céu, porque o justo vive de Fé: Justus ex fide vivit (Hebr 10, 38; Gál 3, 11).


4 – A obrigação


Daí a obrigação grave para todos, de conhecer as verdades da Fé.


a) Por necessidade de meio: para conseguir a salvação eterna, deve-se saber explicitamente: Que Deus existe, e que Ele, justiça eterna, dá a todos o prêmio e o castigo que cada qual mereceu nesta vida. Diz S. Paulo: “Quem se aproxima de Deus, é necessário crer que Ele existe, e é remunerador daqueles que O buscam” (Hebr 11, 6). Como também se devem saber os Mistérios principais: Unidade e Trindade de Deus; Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição de N.S. Jesus Cristo. Quem ignora, mesmo sem culpa sua, estas verdades, não poderá salvar-se.


b) Por necessidade de preceito – deve-se saber, ao menos quanto à essência, o Credo, os Mandamentos, os Sacramentos, o Padre Nosso e a Ave Maria. Quem por sua culpa ignora estas coisas, peca seriamente.


Não obstante a obrigação grave de conhecer as verdades da Fé, quanta ignorância domina entre os cristãos! Se se tivesse de fazer um exame sobre a fé de muita gente, que afinal se crê instruída, oh! como teriam tal motivo para confundir-se! Seu exame será feito após a morte por Jesus Cristo, quando não terão mais tempo para instruir-se. E aí...? Caber-lhes-á aquilo que diz S. Paulo: “Quem afinal é ignorante será ignorado: Si quis autem ignorat, ignorabitur” (1 Cor 14, 38).


Conclusão


Com o batismo recebemos de Deus o dom precioso da Fé. Esse dom vós ainda o possuís: sede, por conseguinte gratos a Deus que vo-lo deu sem nenhum mérito vosso, e conservai-o. “Vigiai (dir-vos-ei com S. Paulo), sede constantes na Fé, portai-vos varonilmente, e fortalecei-vos” (1 Cor 16, 13).


Ficai longe de tudo aquilo que a possa diminuir ou fazer perder: do orgulho e da corrupção, das más leituras e da companhia dos incrédulos! E invocai frequentemente Deus com a oração que faziam os Apóstolos: “Senhor, aumentai em nós a fé: Adauge nobis fidem” (Lc 17, 5).


(Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino,

riginal La Parole di Dio per la Via d’Esempi)


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