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CONSIDERAÇÕES SOBRE AS ELEIÇÕES

  • há 12 minutos
  • 2 min de leitura

Por S.E.R. Dom Tomás de Aquino O.S.B. 


Toda eleição é uma ocasião de considerar os princípios ensinados pela Igreja sobre a organização da sociedade.

 

A Igreja e o Estado têm funções complementares a respeito da sociedade. A Igreja é comparada à alma e o Estado ao corpo. A Igreja deve reger o Estado e lhe indicar o fim último da sociedade, que é a submissão a Deus e a salvação das almas. Isto se realiza mediante a doutrina e a aplicação da realeza social de Cristo Rei, definida por Pio XI na sua encíclica Quas Primas.

 

Infelizmente, no Brasil, não se vê nenhum candidato à Presidência que defenda esta doutrina, que é a única que pode trazer a paz e a verdadeira e prosperidade para nosso país e para todas as nações.

 

Diante desta enorme lacuna, só nos resta escolher os candidatos que defendem algum aspecto parcial e incompleto da lei de Deus. Mas esta escolha não nos faz esquecer que estes candidatos — não sei se há alguma exceção — são todos ou quase todos herdeiros da Revolução Francesa e, em consequência, imbuídos dos princípios revolucionários que fazem a desgraça das nações modernas.

 

É, pois, o momento de estudar as encíclicas e os documentos dos Papas, como os de São Pio X (sobre os erros da democracia moderna), os de Pio IX e Leão XIII (sobre o liberalismo), os de Pio XI (sobre a realeza social de Cristo Rei), entre muitos outros ensinamentos da Igreja.

 

São eles que devem guiar nossos votos e nossos esforços para a restauração da verdadeira civilização, que não pode ser senão a cidade católica, como afirmou São Pio X.


 

+ Tomás de Aquino O.S.B.

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