top of page

Necessita de uma nova pesquisa?

Caso não tenha encontrado a sua busca, tente novamente abaixo com outro termo:

988 resultados encontrados com uma busca vazia

  • Sermão do XXIII Domingo depois de Pentecostes - 2025

    por S.E.R. Dom Tomás de Aquino O.S.B.   “Filia mea modo defuncta est…” “… non est enim mórtua puella, sed dormit…” “Et deridebant eum.”     A Santa Igreja parece morta neste momento. Ela foi invadida pelos modernistas que tomaram os seus postos-chave. As previsões e planos da maçonaria parecem ter triunfado. A maçonaria desejava um papa que tivesse as ideias da maçonaria. Ela não queria um papa maçom. Isso poderia ser perigoso para ela, mas um papa com suas ideias seria o ideal. Deus permitiu que assim fosse, como no caso de Jó, em que Deus permitiu que ele fosse tentado, atacado, espoliado e ferido pelo demônio a ponto de ser abandonado pela esposa e pelos amigos.   Um concílio que rompe com a Tradição, ou seja, que rompe com Nosso Senhor Ele mesmo. Reformas que intensificam essa ruptura. Excomunhão de Dom Lefebvre e de Dom Antônio de Castro Mayer, os quais nunca foram reabilitados.   Nova liturgia da Missa, como havia sido predita pelos piores inimigos da Igreja. Reuniões ecumênicas ao gosto da maçonaria, reuniões que são a negação da exclusividade da Igreja Católica como única arca da salvação.   Novos santos que são, na verdade, falsos santos, como “são João Paulo II”, “são Paulo VI”, “são João XXIII” e muitos outros.   Incentivo ao movimento carismático de origem protestante e diabólica.   Ataques contra os termos corredenção e mediação de Nossa Senhora.   Destruição e corrupção dos seminários e da vida religiosa, estagnação das vocações.   Redução e quase aniquilação da vida missionária.   Ou seja, alinhamento da Igreja com o mundo, com a maçonaria, com a Revolução sob a dupla face liberal e comunista.   Podemos nos perguntar: a Igreja ainda subsiste? Que devemos responder? Que responde a maçonaria?   Sim, responde ela. A Igreja está morta.   Mas Nosso Senhor nos diz: “Afastai-os. A menina não está morta. Ela dorme.”   Penso que podemos aplicar essas palavras à Igreja. Quem dorme está vivo.   A Igreja parece morta. Sua hierarquia está destroçada. Podemos pensar que tudo está perdido.   Mas não. Tudo não está perdido, pois, como diz Nosso Senhor, “as portas do inferno não prevalecerão contra ela”.   A Igreja prossegue a sua missão debaixo da maior perseguição jamais vista desde a sua fundação.   Mas onde está a Igreja?   A Igreja está onde estão as suas quatro notas: Una, Santa, Católica e Apostólica.   Una.  Há unidade na Igreja Conciliar? Os episcopados não se entendem nem entre si nem com Roma. Uns querem a ordenação de mulheres, outros não. Uns são pela teologia da libertação, outros não. Uns pelos contraceptivos, outros não. Outros querem maior autonomia, e Roma não.   Santa.  Onde está a santidade da Igreja Conciliar? Em “São” João Paulo II? Em “São” Paulo VI? Em “São” João XXIII? Na missa nova? Nos padres que se recusam com frequência a confessar? Nos fiéis abandonados e sem padres que os guiem?   Católica.  Quando se falta com o espírito missionário e se abandonam os índios e se recusa fazer apostolado junto aos ortodoxos e protestantes? Quando a Santa Sé faz acordos com ortodoxos de não mais procurar converter seus adeptos em certas regiões do Oriente? Quando a madre Teresa de Calcutá dizia que não se deve converter os budistas e que bastava que fossem bons budistas e muçulmanos?   Apostólica.  A Igreja Conciliar não é apostólica, pois rompe com os apóstolos ao romper com a Tradição.   Mas, então, onde está esta Igreja que dorme e que Nosso Senhor ressuscitará, se assim for de seu agrado?   Ela parece morta, mas não está.   Ela é una na sua fé.   Ela é santa nos seus sacramentos, no seu sacrifício da Missa e nos seus membros, uns mais, outros menos, mas muitos vivem na graça de Deus, nas famílias numerosas, nas boas vocações, etc.   Ela é católica, pois está em toda a terra, em todos os continentes.   Ela é apostólica, pois ensina as mesmas verdades que os apóstolos ensinavam e que estão nos catecismos do Concílio de Trento e de São Pio X, nos doutores e teólogos aprovados pela Santa Igreja.   A Igreja dorme, mas não está morta.   A Fraternidade São Pio X escolheu aproximar-se um pouco da Igreja Conciliar. É uma atitude perigosa. Nós preferimos aguardar que Nosso Senhor venha despertar a Igreja oficial de seu sono.   Nossos inimigos são espertos. Eles já enganaram a muitos. Nós preferimos guardar a reserva que teve Dom Lefebvre. Ele dizia que, se o chamassem novamente à mesa das negociações, seria ele quem poria as condições. Se Roma não aceitasse as encíclicas que condenam os erros modernos, se ela não aceitasse o Syllabus, a Pascendi, a Quas Primas etc., então, nada feito!   Por ora, Roma não dá sinais de aceitar essas encíclicas de Pio IX, Leão XIII, São Pio X, Pio XI e de todos os papas que condenaram os erros modernos.   Então, nós continuamos a esperar com o socorro de Maria Santíssima, Corredentora e Medianeira de todas as graças.   Mas, enquanto esperamos, nós nos recusamos a dizer que a Igreja está morta. A Igreja não morre. Ela pode parecer morta, mas está viva e nos comunica a vida da graça que nos conduz à vida eterna.   Assim seja.

  • O gol e a Lua

    Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 27 de novembro de 1969 O acontecimento mais instrutivo da semana passada foi o gol de Pelé, ou melhor, foi o contraste entre o sucesso do gol e o êxito publicitário alcançado pela viagem à Lua: o milésimo gol de Pelé foi recebido com mais estrondoso entusiasmo do que a segunda alunissagem! E não se diga que isto aconteceu aqui porque somos atrasados, subdesenvolvidos. Não: ouvi do locutor da TV que o mesmo estava acontecendo nos Estados Unidos: nos dois maiores jornais do próprio país que fazia o 2° gol na Lua, a área maior de primeira página e de manchetes era ocupada por um feito ou pronunciamento da Vice-Presidente, e a Lua estava num canto do jornal, chutada para correr. E o que é que isto ensina? O leitor apressado, superficial, há de dizer que isto apenas ensina que o homem é inconstante e vive à cata de novidades; ora, a lição que vejo resplandecer nesses fatos é outra até contrária: o homem é constante e ama com acentuada preferência, as coisas que aguentam a repetição, sejam elas pequenas ou grandes, ou humildes ou altaneiras, rutilantes ou obscuras. E ai está o segredo do contraste entre o caso do gol e o da Lua. O gol de Pelé pertence à ordem de coisas que não se gastam na repetição, à qual pertencem também as gracinhas das crianças, as gracinhas dos poetas, a alegria das auroras, a melancolia das tardes, as pétalas das rosas.... A descida da Lua, ao contrário, pertence à ordem de feitos de que se satura esta famosa sociedade de consumo, está na linha de um melhor liquidificador, e está por isso mesmo condenada ao muchocho e ao tédio. A primeira descida deu para todas as vozes do mundo apregoarem o marco de uma nova era; a segunda vez mal deu para resolver a paginação dos jornais. Obscuramente, sem filosofar, ou sem o fazer com clara consciência, as pessoas sentiram o enfado, o gosto de cinza, e já nesta escassa segunda vez como diria Nélson Rodrigues. Imaginem a música que só pudesse ser tocada uma vez, que nessa primeira vez marcasse uma nova era, e que logo na segunda audição atingisse o limite escatológico de sua missão histórica. Nem o vem-cá-bitu se gastou tão depressa como a alunissagem! Há duas ordens de coisas: a primeira em graus diferentes, banha-se de eternidade e vale pela constância; a segunda fervilha com a matéria e impacienta-se por novidades. O 1000° gol de Pele é uma humílima e escura realização lúdica com base no amor que o povo tem pelo Rei; a segunda alunissagem é um feito prodigioso, maravilhoso, de uma ordem infra espiritual, que mais perturba do que conforta e exalta o coração do homem. Admiremos essas coisas da ciência e da técnica, mas admiremo-las sem as colocar no plano indevido, e sobretudo sem esquecer as coisas que verdadeiramente interessam ao homem, ao everlasting man de Chesterton. * * * O teólogo anglicano Robinson ficou rico com o livro espantosamente medíocre que escreveu: "Honest to God”. Em certa altura do livro o idiota anglicano, para justificar a necessidade de rever sua fé, fala em era espacial e diz que "o homem já vasculhou o espaço" e não encontrou Deus. Robinson ficou rico porque estamos vivendo a "era dos tolos" e não a espacial. Todos os tolos do mundo ex-cristão precipitaram-se com entusiasmo sobre o cadáver de Deus preparado pelo teólogo anglicano. * * * Esse tolo anglicano em toda a sua vida de pastor não percebeu uma coisa elementar, primeira, essencial, que destaca o cristianismo de todas as experiências humanas. É a seguinte: só houve até hoje no desenrolar da história deste mundo uma Coisa verdadeiramente e absolutamente Nova, e portanto só houve uma coisa capaz de marcar a era : a descida de Deus à Terra, a Encarnação do Verbo, a união de Deus à natureza e à condição humana pela Segunda Pessoa da Trindade. A partir desse fato único, tudo é novo. Cada vida, cada gesto, cada ato humano será novo na medida em que se banhar na essencial e única novidade do Cristo; e tudo será velho, caduco, morto, seco, na medida em que se subtrair àquele Sol, pretendendo ter luz própria de novidade própria. Nada envelhece mais depressa do que as novidades que querem demarcar os planos de Deus! E é por causa do valor infinitamente Novo trazido pelo Cristo ao mundo que o Cristianismo é todo ele um maravilhoso desdobrar de repetições sempre reavidadas e refrescadas pela vida em que se banham. E por aí se vê a insensatez dos que pretendem erigir em marcos de novas eras as pequenas novidades com que o empenho humano quer rivalizar com a Encarnação do Verbo Divino.

  • Sobre a declaração da Santa Sé e os títulos marianos de Corredentora e Medianeira

    Assim como Deus deu a Adão, na pessoa de Eva, uma auxiliar semelhante a ele, assim também Deus deu ao novo Adão (Jesus Cristo), Maria, a nova Eva, como uma auxiliar semelhante a Ele. Maria Santíssima é, pois, a auxiliar semelhante a Nosso Senhor: ​​​   ​​adjutorium simile sibi  (Gn 2,18), que participa da Redenção conforme ensinado pelo Magistério da Igreja.   A Igreja recolheu os argumentos dos Padres e Doutores, e já se pronunciou sobre esta prerrogativa em mais de uma ocasião. Entretanto, o privilégio da Corredenção, assim como o da mediação de todas as graças, ainda não foi proclamado dogma. Sem dúvida, o Concílio Vaticano II foi o grande obstáculo a essa declaração.   A Igreja conciliar não cessa de pôr obstáculos à verdadeira doutrina, pois ela é uma nova Igreja, uma nova religião que ocupou a verdadeira. Enquanto perdurar essa situação, dificilmente haverá autênticas definições dogmáticas, pois os liberais e modernistas corromperam a eterna noção de verdade, como ensina São Pio X.   Peçamos a Nossa Senhora, Corredentora do gênero humano, que venha em auxílio da Santa Igreja.   + Tomás de Aquino O.S.B.

  • Vestição das Irmãs Maria Rosa de Jesus Sacerdote e Maria Auxílio dos Cristãos (Instituto Regina Cordium)

    Hoje (01/11), festividade de Todos os Santos, S.E.R. Dom Tomás de Aquino presidiu à cerimônia de vestição das duas primeiras religiosas do Instituto Regina Cordium (que será sediado futuramente no Convento São José): Ir. Maria Rosa de Jesus Sacerdote, RC e Ir. Maria Auxílio dos Cristãos, RC. Com o auxílio do Rev. Pe. Deivid Nass, superior do Seminário Imaculado Coração de Maria, as irmãs obtiveram o impulso necessário para sua formação inicial, que será consolidada na França com o auxílio da Ir. Maria Elisabete, formada, por sua vez, pela irmã de Dom Marcel Lefebvre, a religiosa Ir. Maria Cristiane do Espírito Santo. U.I.O.G.D.

  • Boletim da Santa Cruz 2025 – Bulletin de la Sainte-Croix 2025 – Bulletin of the Holy Cross 2025 – Bulletin des Heiligen Kreuzes 2025

    + PAX DOWNLOAD Português Caros amigos e benfeitores, Temos a alegria de disponibilizar o Boletim da Santa Cruz 2025 (PDF ANEXO), com suas versões em diversas línguas. Pedimos desculpas pelo grande atraso no envio deste ano. Enfrentamos algumas dificuldades com as traduções, além de outros imprevistos que contribuíram para o atraso. Agradecemos, mais uma vez, a compreensão e o constante apoio. Mosteiro da Santa Cruz - Nova Friburgo/RJ - Brasil Para ajudar-nos: Pix:  mostsantacruz@gmail.com Doação Internacional – Mosteiro da Santa Cruz Français Chers amis et bienfaiteurs, Nous avons la joie de vous présenter le Bulletin de la Sainte-Croix 2025  (PDF CI-JOINT), dans ses différentes versions linguistiques. Nous vous prions de bien vouloir nous excuser pour le grand retard de l’envoi cette année. Nous avons rencontré certaines difficultés de traduction, ainsi que d’autres contretemps qui y ont contribué. Nous vous remercions, une fois de plus, pour votre compréhension et votre soutien constant. Monastère de la Sainte-Croix – Nova Friburgo/RJ – Brésil Pour nous aider : Don international – Monastère de la Sainte-Croix English Dear friends and benefactors, We are pleased to share with you the Bulletin of the Holy Cross 2025  (PDF ATTACHED), available in several languages. We apologize for the considerable delay in sending it this year. We encountered some difficulties with the translations, as well as other unforeseen circumstances that contributed to the delay. Once again, we thank you for your understanding and constant support. Monastery of the Holy Cross – Nova Friburgo/RJ – Brazil To help us: International Donation – Monastery of the Holy Cross Deutsch Liebe Freunde und Wohltäter, Wir freuen uns, Ihnen das Bulletin des Heiligen Kreuzes 2025  (PDF BEIGELEGT)in seinen verschiedenen Sprachversionen zur Verfügung zu stellen. Wir bitten um Entschuldigung für die erhebliche Verzögerung beim Versand in diesem Jahr. Einige Schwierigkeiten bei den Übersetzungen sowie andere unvorhergesehene Umstände haben dazu beigetragen. Wir danken Ihnen erneut für Ihr Verständnis und Ihre stete Unterstützung. Kloster vom Heiligen Kreuz – Nova Friburgo/RJ – Brasilien Um uns zu helfen: Internationale Spende – Kloster vom Heiligen Kreuz Español Queridos amigos y bienhechores, Tenemos la alegría de poner a disposición el Boletín de la Santa Cruz 2025  (PDF ADJUNTO), con sus versiones en varios idiomas. Pedimos disculpas por el gran retraso en el envío de este año. Hemos tenido algunas dificultades con las traducciones, además de otros contratiempos que contribuyeron al retraso. Agradecemos, una vez más, su comprensión y apoyo constante. Monasterio de la Santa Cruz – Nova Friburgo/RJ – Brasil Para ayudarnos: Donación internacional – Monasterio de la Santa Cruz Mosteiro da Santa Cruz - Nova Friburgo/RJ - Brasil https://www.mosteirodasantacruz.org/ U.I.O.G.D. *

  • Páginas esquecidas

    Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 18 de dezembro de 1969 Ah! Esse mundo cheio de aflições! A gente vai andando, vai andando, e esbarra nas almas. E tropeça nas almas. E não sabe o que fazer e o que dizer às almas caídas. E eu aqui a escrever; e você aí, a ler. Envergonhemo-nos, leitor. M u n d o, mundo, triste mundo. Parece que ventou. Parece que a enorme árvore sacudida atira seus frutos no chão. Onde estão os operários da colheita, que encham seus cestos, e que ao entardecer voltem cantando à casa do Senhor? A gente vai andando, vai andando, e tropeça nas almas maduras. E pisa as almas caídas. E eu agora a escrever; e você agora a ler; enquanto lá fora se ergue o vento do grande outono. * * * Como se explica, leitor, que nosso coração não se abrase e não se consuma, que nosso sono não encurte, que nosso zelo não cresça mais, não cresça sempre, quando corremos os olhos por essa imensa planície juncada de aflições? Como se explica que não peçamos a Deus que ainda mais nos ensine a pedir, a pedir que nos atire na fogueira de seu coração? * * * Queimar por queimar, antes no amor que na justiça. Antes aqui e agora. No dia. Na hora. No momento de arder. No momento de dar com alegria. Como se explica, leitor, que não peçamos a Deus, mais e mais, que nos ensine a pedir, que nos ensine a pedir para dar, que nos ajude a desejar, a desejar um desejo maior, e que nos tome nas mãos, galho inútil, galho seco, e nos atire assim mesmo, inútil e seco, na grande fogueira de seu amor? * * * Antes queimar assim, por aflição das aflições. Antes torcer-se na chama, dançar na chama, com estalidos e crepitações de quem se consuma e se gaste, nas aflições! * * * M u n d o, mundo, triste mundo — eu aqui a escrever, você aí a ler, ó leitor — e o vento lá fora derrubando as almas maduras!

  • Resposta ao comunicado de Dom Antônio de Assis Ribeiro, bispo de Macapá - AP

    + PAX Resposta ao comunicado de Dom Antônio de Assis Ribeiro, bispo de Macapá - AP Em consequência de uma visita à cidade de Macapá, o bispo local, Dom Antônio de Assis Ribeiro, fez um comunicado a respeito de nossa comunhão com o Papa. Ele afirma que não somos católicos e que não estamos em comunhão com a Igreja. Nossa resposta é que estamos em comunhão com o Papa quanto à sua função, mas não quanto aos erros que este Papa e todos os Papas conciliares professam, como, por exemplo, o ecumenismo, que os faz elogiar as falsas religiões e promover ou permitir cerimônias ecumênicas com os protestantes e com outros representantes de falsas religiões. Não querer nos tornarmos protestantes não é deixar de ser católico, muito pelo contrário. Ora, a Missa Nova e as doutrinas modernistas e progressistas do Concílio Vaticano II aceleraram a protestantização de nosso país e a apostasia no mundo inteiro. Nós estamos em comunhão com a Igreja Católica que condenou os erros dos Papas conciliares e proclamou a realeza social de Nosso Senhor, a qual foi negada pelo Concílio. Pio XI, pela encíclica Quas Primas , ensinou de maneira solene que Nosso Senhor deve reinar sobre as nações. Esta doutrina foi negada pelo Vaticano II, para grande satisfação dos inimigos da Igreja. Quem, então, está em comunhão com a Igreja? Nós ou Dom Antônio? Dom Antônio é contra ou a favor do Ecumenismo que destrói a fé em nosso país? É ele contra ou a favor do Liberalismo que nega o Cristo Rei? Dom Antônio faz apelo ao Direito Canônico para convencer a todos que nós não temos direito de atender fiéis católicos em Macapá. Mas o próprio Direito Canônico diz que a suprema lei da Igreja é a salvação das almas, como é declarado no último cânon do mesmo Código, o cânon 1752: na Igreja, a suprema lei é a salvação das almas¹. É pensando na salvação das almas que nos dirigimos a Macapá. É pensando nesta salvação que recorremos à Santíssima Virgem, que venceu todas as heresias e que nos obterá, pela sua mediação, o triunfo de seu Filho, Nosso Senhor, que ama a Sua Igreja e não a deixará jamais perecer. Dom Tomás de Aquino, O.S.B. Prior do Mosteiro da Santa Cruz _________ ¹ “...salute animarum, quae in Ecclesia suprema semper lex esse debet.” * Trecho do pronunciamento em questão * NOTA PÚBLICA sobre pronunciamento do bispo de Macapá, por S.E.R. Dom Tomás de Aquino U.I.O.G.D.

  • Messes pour les défunts – Masses for the holy souls - Missas pelos defuntos – Messen für die Verstorbenen - Messe per i defunti

    + PAX ENGLISH  - FRANÇAIS  - DEUTSCH  - ESPAÑOL  - ITALIANO PORTUGUÊS Caros amigos e benfeitores, Aqueles que desejarem poderão enviar para nosso e-mail sua lista de falecidos, pois, como de costume, um sacerdote do mosteiro celebrará uma missa cada dia por essas intenções durante o mês de novembro. O mosteiro não exige espórtula para estas missas. Favor colocar no assunto do e-mail: LISTA DE FALECIDOS Enviar a: listadefalecidos@mosteirodasantacruz.org.br Mosteiro beneditino da Santa Cruz, Nova Friburgo-RJ, Brésil Para nos ajudar : www.mosteirodasantacruz.org FRANÇAIS Cher amis et bienfaiteurs, Ceux qui le souhaitent peuvent nous envoyer leur liste de fidèles défunts, car un prêtre de notre monastère dira une messe chaque jour de novembre à ces intentions. Le monastère ne demande pas d'honoraire pour ces messes. Envoyer à : listadefalecidos@mosteirodasantacruz.org.br Veuillez mettre ceci comme sujet du courriel: LISTA DE FALECIDOS Monastère bénédictin de la Sainte-Croix, Nova Friburgo-RJ, Brésil Pour nous aider : www.mosteirodasantacruz.org ENGLISH Dear friends and benefactors, Those who wish can still send us to their list of deceased, because one of the priests of our monastery will offer a mass each November day in these intentions. The monastery does not request a stipend for these Masses. Put this in the e-mail subject, please: LISTA DE FALECIDOS Send to: listadefalecidos@mosteirodasantacruz.org.br Benedictine Monastery of the Holy Cross, Nova Friburgo-RJ, Brazil Support us: www.mosteirodasantacruz.org ESPAÑOL Queridos amigos y benefactores, Aquellos que deseen pueden enviarnos su lista de difuntos, porque uno de los sacerdotes de nuestro monasterio rezará una misa cada día de noviembre por estas intenciones. El monasterio no pide estipendio para estas misas. Poner eso, por favor, en el asunto del correo: LISTA DE FALECIDOS Enviar a: listadefalecidos@mosteirodasantacruz.org.br Monasterio benedictino de la Santa Cruz, Nova Friburgo-RJ, Brasil Para ayudarnos: www.mosteirodasantacruz.org DEUTSCH Liebe Freunde und Wohltäter , Wer möchte, kann uns noch senden ihre Liste der Seelen, weil einer der Priester unseres Klosters werden sagen, Messe jeden Tag des Monats November in diesen Absichten. Es ist nicht zwingend ein Stipendium für diese Heiligen Messen zu senden. Setzen in der E-Mail-Betreff: LISTA DE FALECIDOS Senden Sie an: listadefalecidos@mosteirodasantacruz.org.br Benediktinerkloster des Heiligen Kreuzes, Nova Friburgo-RJ, Brasilien. Um uns zu helfen: www.mosteirodasantacruz.org ITALIANO Cari amici e benefattori, Chi lo desidera può inviare alla nostra e-mail una lista con i nomi dei propri defunti, perché, come di consueto, un sacerdote del monastero celebrerà ogni giorno una messa per queste intenzioni durante il mese di novembre. Il monastero non richiede uno stipendio per queste Messe. Si prega di indicare nell'oggetto dell'e-mail: LISTA DE FALECIDOS Inviare a: listadefalecidos@mosteirodasantacruz.org.br Monastero benedettino della Santa Croce, Nova Friburgo-RJ, Brasile Per aiutarci: www.mosteirodasantacruz.org U.I.O.G.D.

  • De profundis

    Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 26 de dezembro de 1970 Sempre desejei escrever um estudo, um ensaio, um livro, para mostrar, aos que se escandalizam com os desconcertos do mundo, que é esse turbado espetáculo o melhor encaminhamento para uma demonstração da existência de Deus. Não pretendo ter achado uma nova via demonstrativa além das clássicas cinco vias da Escola. Penso apenas que aquele caminho, contraparte ou avesso do argumento baseado na harmonia do mundo, é o mais indicado para nossos tempos de paradoxos e de crises. Talvez seja um remédio bom para todas as épocas, a julgar pela ênfase com que a ideia aparece no Antigo e no Novo Testamento. O livro do Eclesiastes, por exemplo, é uma longa demonstração, por absurdo, da transcendência da sorte humana e da existência de Deus, pois se ficamos nos limites traçados "sub sole", nos limites dos horizontes terrestres, a vida se torna inteiramente absurda. Os grandes salmos, as grandes antíteses paulinas, tudo nos leva a crer que talvez seja a estrada real para Deus o escuro caminho das tribulações que desemboca no fundo dos abismos. Olha em volta de ti, alma atribulada e triste. O mundo, com todas as suas montagens, com todos os seus prestígios, tem o ridículo das coisas frágeis que se julgam enormes. Olha em volta de ti, alma cansada, e considera as farsas, as máscaras, os espetáculos, as galas, os príncipes, as cúpulas, os demagogos, os dirigentes em todos os escalões, e os dirigidos, ah! os pobres dirigidos que se extasiam de admiração diante de quem os desfalca, diante de quem os oprime. Mundo, mundo, triste mundo... É bem verdade que sempre andamos a servir um Deus invisível, um Deus mergulhado nas coisas, um Deus escondido nas aulas que damos, nos artigos que escrevemos. Quando combatemos isto ou aquilo, estamos sempre procurando servir a exatidão e a veracidade das coisas, e assim sendo é sempre Deus, nos seus inúmeros pseudônimos, que estamos servindo, consciente ou inconscientemente. Pode ser que nesta ou naquela circunstância o amor próprio tenha entrado com suas amargas exigências, e a doce e santa verdade tenha sofrido o ultrajante eclipse de nossa própria glória. Pode ser. Mas na medida em que podemos aquilatar o que dissemos de todos os problemas provocantes que o mundo tem armado como um desafio, talvez nos possamos gabar — se nos permitem um momento de loucura — de termos sempre procurado servir a Deus, servindo o bem e a verdade nas suas difusas, minúsculas e efêmeras manifestações. Chega entretanto a hora em que toda essa luta se transforma numa espécie de pesadelo, ou numa espécie de loucura. Um cansaço mortal esmaga o coração. Um coro de zombarias parece dizer que tudo é vão neste mundo absurdo e submerge a alma matando não só as esperanças como também aquelas flores do passado que pareciam tão solidamente plantadas no fato de terem existido. E o mundo então nos parece mau. Mau e estúpido. Errado. Incôngruo. Abortado. Ora, é nesse momento, nessa exata hora de acabrunhamento total e da total escuridão que Deus nos surge e nos diz não mais escondido, não mais disfarçado, mas presente e quase sensível, presente e quase visível, nos diz que sem Ele o desconcerto do mundo seria um gracejo das essências, ou uma insuportável piada produzida ao acaso pela maré menor do que nós e nossa autora. Nos diz Deus, no fundo dos abismos, que sua existência é exigida pela ordem do mundo, pela harmonia das órbitas, das causas, dos seres, mas ainda mais urgentemente exigida pela desordem, que não pode ser a razão de ser do universo, a lei do mundo, sem nos forçar a uma loucura decidida, sem nos rebaixar à mais completa e humilhante capitulação. Sem Deus, o Mal vira Deus. E a alma cansada e triste fica sem saber de onde lhe vem a força de ficar triste, e a força de se sentir cansada. E de onde lhe vem a fatigada força de julgar o mundo. "De profundis clamavit ad te, Domine". Das profundezas de nossa aflição e das profundezas de nossa miséria. E é nesse momento, que pelos critérios do mundo estamos mais rebaixados, nesses momentos indescritíveis, intransmissíveis, incomunicáveis, a não ser em gemidos, em imprecações, em frases de dor entrecortadas e sem sentido, é nesse momento de humilhação, de irritação, de quase desespero, que Deus está próximo de nós, descido pelos degraus que o Cristo carnalmente desceu, tornado opróbrio como ele carnalmente e visivelmente se tornou. Basta para isso um movimento da alma. Um pequeno movimento. Um movimento de pequenez, uma atitude inversa de tudo aquilo que os impérios prestigiam. " De profundis clamavit.. ." Mas nesse assunto, em que a miséria e a glória se interpenetram e se confundem, é melhor buscar no Novo Testamento os textos mais convincentes, mais próximos de nossa aflição. E é a voz ardente do Apóstolo que nos contará as aflições que também experimentou. "Três vezes pedi ao Senhor que as afastasse de mim. Mas Ele declarou: — Minha Graça te basta, pois é na fraqueza que triunfa o meu poder. E então eu passei a me glorificar de minhas fraquezas a fim de que desça até mim a força de Cristo. Sim, eu me comprazo nas minhas fraquezas, nos ultrajes, nas angústias, nas perseguições sofridas pelo Cristo, porque quando estou na máxima fraqueza é que estou forte. Estou ficando louco? Sois vós que me compelis a me gabar..." Considera em volta de ti o mundo, alma ferida. Passam os bem sucedidos e atrás deles o cortejo dos que esperam as sobras do prestígio, e atrás deles os fotógrafos, os jornalistas, os oradores, a humanidade de cabeça levantada no próprio engrandecimento. Passam depois os mal sucedidos, e atrás deles os aproveitadores de misérias, os que tiram juros da miséria, votos da miséria, bem-estar da miséria, renome próprio, honra e glória da miséria, da miséria, da miséria. E atrás deles passam os marcados pela cruz que sentem nostalgia dos valores que desfilam nas passarelas do mundo. Veem-se cristãos, padres, bispos, todos querendo ter ouro nos bolsos ou na auréola. E em volta de todo esse espetáculo de Dolce Vita que transcorre no limiar do Purgatório ou do Inferno , vemos uma negra nuvem de espessa tolice a eclipsar a pregação evangélica. Sim, essa é a grande, a máxima desordem do mundo... Considera, e reza. Considera e imita a loucura no Apóstolo. E basta um movimento, assim como quem se volta, como quem olha para o vulto que está a seu lado, basta um quase nada para sentir as pancadas do sagrado coração, do Tell Tale Heart do poeta. Na fraqueza é que sou forte! Porque é só na fraqueza que consigo, pouco que seja, silenciar as estridências do amor próprio, a ouvir as pancadas do coração de meu Senhor.

  • Carta de Broadstairs - Nº 05

    Nova et vetera (Mat. 13, 52) O Império do Anticristo ( Extraído do “Drama do Fim dos Tempos” , de Pe. Emmanuel André, 1885 ) I. Certa noite, o profeta Daniel teve uma visão em que viu quatro bestas monstruosas, representando quatro impérios, sendo o último deles dotado de dez chifres, com outro chifre pequeno crescendo em seu meio. Foi-lhe explicado que eles representavam dez reis, sendo o último um rei que viria a dominar o mundo inteiro com um poder jamais visto. “Ele vomitará blasfêmias contra Deus, esmagará debaixo de seus pés os santos do Altíssimo; pensará que poderá mudar os tempos fixados e as leis…” (Dn 7). II. Esse rei é interpretado por todos como sendo o Anticristo. A besta sobre a qual ele se erguerá é a Revolução, isto é, o corpo da impiedade, obediente a uma força oculta, que se rebela contra Deus. A Revolução é satânica e bestial, animada por um espírito infernal e entregue a todos os instintos da natureza corrompida. Ela forja leis despóticas para esmagar a liberdade humana e procura dominar reis e governos, que terão de se submeter a ela. O Anticristo, diz Daniel, surgindo como um pequeno chifre, virá de origens obscuras, não de uma família real, mas sim como um “Mahdi”, que gradualmente se elevará pela força de suas imposturas, em aliança com o demônio. Esse novo rei será um falso profeta, seduzindo mais pelo poder de suas palavras do que pelo poder das armas e da astúcia política. Todos os olhos se voltarão para esse impostor, cujos feitos serão enaltecidos pela imprensa complacente. Sua popularidade ofuscará a de outros soberanos apóstatas nesse império revolucionário, e, após uma luta gigantesca, o Anticristo derrotará seus rivais. Nesse momento, todos os povos, fanatizados pelos seus prodígios e vitórias, o aclamarão como o salvador da humanidade, marcando o início de uma terrível crise para a Igreja de Deus, contra cujos santos será travada guerra. III. É provável que, durante esse primeiro período — que poderia durar muitos anos — o homem do pecado assuma uma aparência de moderação hipócrita. Sendo judeu, apresentar-se-á aos judeus como o messias esperado e o restaurador da Lei de Moisés. Procurará aplicar a si mesmo as misteriosas profecias de Isaías e Ezequiel e, segundo vários Padres da Igreja, também reconstruirá o Templo de Jerusalém. Os judeus, por sua vez, deslumbrados por seus falsos milagres e exibições, colocarão a seu serviço as altas finanças, a imprensa e as lojas maçônicas espalhadas pelo mundo. É muito concebível que o Anticristo, inicialmente, procure agradar a todas as falsas religiões em nome da liberdade religiosa — que é, em si mesma, uma das mentiras e máximas da besta revolucionária. Dirá aos budistas que é um Buda, aos muçulmanos que Maomé é um grande profeta, ou até mesmo que ele próprio é um novo Maomé. Poderá chegar ao ponto, como fez Herodes, de querer adorar Jesus Cristo! Ai dos cristãos que aceitarem sem indignação que o adorável Salvador seja colocado no mesmo nível de Buda ou de Maomé, em qualquer panteão de falsos deuses. Todas essas maquinações conquistarão o mundo para o inimigo de Nosso Senhor e, uma vez no poder, ele se mostrará como o mais terrível tirano que a humanidade já conheceu. IV. São Paulo diz que o homem do pecado, o filho da perdição, “se exaltará acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de culto, chegando a sentar-se no templo de Deus, apresentando-se como se fosse o próprio Deus” (II Tess. 2,4). Assim, uma vez que o Anticristo tenha escravizado o mundo com seus tenentes espalhados por toda parte, empregará os meios de uma autoridade altamente centralizada para proclamar a abolição de todas as religiões, impondo à força que todo habitante da terra o adore como a única divindade, sob a ameaça dos mais terríveis tormentos. Esse monstro de impiedade e orgulho, exatamente oposto Àquele que é manso e humilde de coração, fará com que a humanidade, aterrorizada e seduzida, o adore, tendo-o escolhido como mestre em lugar de Nosso Senhor. O trono desse falso culto será o Templo de Jerusalém, mas São João Apóstolo nos diz que a imagem da besta estará presente em toda parte para ser adorada pelos homens (Apoc. 13, 24). Ainda que toda religião seja suprimida e abolida, a fúria do mundo será dirigida contra Nosso Senhor e Sua Igreja. A Santa Missa será celebrada apenas em cavernas e lugares ocultos, enquanto as igrejas profanadas terão a imagem do monstro erguida sobre os altares do verdadeiro Deus, cumprindo assim “a abominação da desolação”, como anunciado pelas Escrituras. Entretanto, após três anos e meio, segundo ainda a visão de Daniel, a Mão de Deus se fará sentir, e aqueles dias de suprema angústia serão abreviados. (continua)

  • Carta de Broadstairs - Nº 04

    Nova et vetera (Mat. 13, 52) Sofremos uma espécie de terror ao considerar as condições terríveis da humanidade na hora presente. Pode-se ignorar a aflição que é tão profunda e tão grave, infectando a sociedade humana mais do que nunca no passado, e piorando dia após dia, consumindo-a até a medula, conduzindo-a à ruína? Essa aflição (…) diz respeito a Deus, à traição e à apostasia. Quem reflete sobre essas coisas pode bem temer que tal perversão dos espíritos seja o início daqueles males anunciados para os tempos do fim (…) e que já o filho da perdição de quem fala o Apóstolo esteja em nosso meio. Papa São Pio X, E Supremi Apostolatus , 1903 * Damos continuidade abaixo ao nosso resumo do estudo do Pe. Emmanuel André (1826-1903) sobre o Drama do Fim dos Tempos : Mesmo que os esforços generosos dos fiéis pudessem, pela graça de Deus e por suas orações, retardar por algum tempo a obra de descristianização — como que uma espécie de Domingo de Ramos — os inimigos da Igreja continuariam seu trabalho satânico com um ódio renovado. O estado da Igreja então se assemelharia ao de Nosso Senhor Bem-aventurado nos dias que precederam Sua Paixão. O mundo ficará profundamente perturbado, como o povo judeu reunido para a Páscoa. Haverá intensos rumores a respeito da Igreja, alguns falando de Sua divindade, outros a negando. Ela será objeto dos ataques mais insidiosos dos livre-pensadores, mas os reduzirá ao silêncio, destruindo seus sofismas. Em resumo, o mundo será posto diante da verdade e será ferido pelo esplendor divino da Igreja, mas voltará o rosto dizendo: Não a quero! Esse desprezo pela verdade, esse abuso da graça, levará à manifestação do Homem do Pecado. A humanidade terá desejado esse terrível senhor e o terá. E por meio dele virá a sedução da iniquidade, um modelo de erro que punirá os homens por terem rejeitado e odiado a Verdade. Falando assim, não fazemos mais que seguir o Apóstolo São Paulo, que escreve sobre aqueles que rejeitam a Verdade que poderia salvá-los, preferindo acreditar na mentira e consentindo com a iniquidade (II Tessalonicenses, 2, 11-12). Assim, o Homem do Pecado aparecerá em seu tempo, quando o corpo dos ímpios, endurecido contra as obras da graça e obstinado em sua iniquidade, clamar por sua pessoa. Ele se levantará e Satanás manifestará em sua pessoa todo o alcance de seu ódio contra Deus e contra os homens. O Anticristo não será o diabo encarnado, pois este não tem poder de assumir a natureza humana, mas sim um simples mortal de origem judaica, como afirmam unanimemente todos os Padres da Igreja, vindo da tribo de Dã, que não é mencionada no Apocalipse como originando eleitos para Nosso Senhor. Essa crença se reforça ainda mais quando se considera que, sendo a Maçonaria de origem judaica, e estando os judeus no controle de seus tentáculos em todo o mundo, o chefe do império anticristão será ele próprio judeu, a quem eles venerarão como seu messias. “Eu vim em nome de meu Pai e não Me recebestes; se outro vier em seu próprio nome, a esse recebereis”, diz Nosso Senhor no Evangelho de São João (V, 43), e os Padres entendem que isso se refere ao Anticristo. Embora esse indivíduo tenha conhecido a graça e a verdade e possua um anjo da guarda, estará perdido por sua própria culpa. Desde a idade da razão entrará em relações tão constantes e diretas com o espírito das trevas, a tal ponto de entregar-se ao mal com uma pertinácia e rebeldia contra Deus sem limites. Por essa aplicação contínua ao mal, atingirá um grau de impiedade jamais alcançado por qualquer homem, com a determinação irremediável dos condenados, donde vem o seu nome de filho da perdição . Sendo diametralmente oposto a Nosso Senhor Bem-aventurado, ele será para Satanás um instrumento de eleição, um objeto de predileção. Assim como o Filho de Deus encarnado teve o poder de realizar milagres, o homem do pecado receberá de Satanás o poder de realizar falsos milagres (prodígios). Nosso divino Salvador só realizou milagres por bondade, sem ostentação alguma; já o Anticristo se deleitará em suas monstruosas exibições de poder enganoso, e os homens ficarão fascinados diante delas. Daí decorre que o Anticristo se apresentará ao mundo como o exemplo mais perfeito daqueles falsos profetas que tornam as massas fanáticas, conduzindo-as a todos os excessos sob o pretexto de uma reforma religiosa, como já foi prefigurado por outros ao longo da história… (continua)

  • Carta de Broadstairs - Nº 03

    Nova et vetera (Math. XIII, 52) [Na carta anterior apresentamos o estudo do erudito Rev. Pe. Emmanuel sobre o Drama do Fim dos Tempos, que mostrava como, segundo a Sagrada Escritura, a Igreja passaria por uma verdadeira paixão antes do fim do mundo, em imitação do próprio Nosso Senhor Jesus Cristo. Segue abaixo uma versão abreviada do segundo artigo, publicado em 1885 em seu boletim Nossa Senhora da Santa Esperança , em Mesnil-Saint-Loup, França] Sinais do fim dos tempos A questão do fim do mundo vem sendo abordada desde o início da Igreja. São Paulo deu ensinamentos valiosos a esse respeito aos primeiros cristãos de Tessalônica, que estavam perturbados por vários rumores e previsões infundadas. O mundo não terminará antes da apostasia geral, do desaparecimento de um obstáculo providencial (sobre o qual o Apóstolo havia instruído os fiéis pessoalmente) e da aparição do homem do pecado, o filho da perdição (Cf. II Epístola aos Tessalonicenses, 2, 1-6). A grande apostasia de que fala São Paulo, ao contrário de uma deserção parcial, é a queda maciça da Fé por parte dos estados cristãos que renunciam ao seu batismo tanto social quanto civilmente. É a deserção geral das próprias nações que Jesus Cristo incorporou à Sua Igreja. Somente tal apostasia tornará possível a manifestação e o domínio do Anticristo. O próprio Nosso Senhor perguntou se o Filho do Homem, em Sua volta, encontraria fé no mundo (Lucas XVIII, 8). O Divino Mestre via que a crença diminuiria com o tempo devido ao conforto material e à rejeição da Fé como algo inconveniente! Virando as costas à Fé, o mundo “iluminado” prefere as trevas e se torna joguete de ilusões e mentiras. Negando Nosso Senhor Bem-aventurado, o mundo cairá necessariamente nas garras de Satanás, o Príncipe das Trevas. Ele não pode ser neutro, pois sua apostasia o colocará diretamente sob o poder do diabo e de seus sequazes. Essa apostasia começou com Lutero e Calvino, e continua sob o nome de Revolução, a insurreição do homem contra Deus. Seu lema é o laicismo, que é a eliminação de Deus e de Seu Divino Filho. Assim é que vemos sociedades secretas, investidas de poder público, descristianizando agressivamente a França [e também outras nações], retirando todos os elementos sobrenaturais que mil e quinhentos anos de fé lhe haviam dado. Essas forças têm apenas um objetivo: selar a apostasia definitiva e, assim, preparar o caminho para a pessoa do Anticristo. Os cristãos deveriam ter reagido vigorosamente contra esse plano abominável, tanto na vida privada quanto na vida pública, mas a semi-apostasia já bem estabelecida havia produzido semi-cristãos incapazes ou sem vontade de contrariar os bem elaborados planos do inimigo, principalmente por meio da educação secular. São Paulo falou em termos velados de um obstáculo que impediria a vinda do homem do pecado. Os primeiros Padres gregos e latinos entenderam isso como sendo o Império Romano. Sem dúvida, o Apóstolo aludia a um futuro império convertido e às suas nações cristãs, que serviriam para estender o reino de Jesus Cristo. Enquanto perdurasse esse estado de coisas, o Anticristo não poderia aparecer, até que essas mesmas nações e sociedades viessem a perder a fé. Portanto, São Paulo, entendido de forma ampla, queria dizer que enquanto a dominação do mundo permanecesse em mãos cristãs da raça latina, o inimigo pessoal de Nosso Senhor não se manifestaria. Assim, a Maçonaria se opõe acima de tudo à restauração da ordem cristã. Se algum estadista se apresenta como cristão, todos os meios são usados para se livrar dele, porque somente uma autoridade verdadeiramente católica é capaz de frustrar os pérfidos desígnios da seita maçônica. [O caso do grande presidente católico do Equador, Garcia Moreno, assassinado pelos maçons apenas dez anos antes, em 1875, foi um exemplo marcante dessa dura realidade]. Vale ainda notar que as raças latinas estão destinadas a exercer uma influência católica no mundo ou a abdicar dela. Sua influência política está ligada a essa missão de espalhar o Evangelho e, portanto, se renunciassem a isso por meio de uma apostasia completa, seriam aniquiladas, e o Anticristo, surgindo do Oriente, as pisaria no pó. O Pe. André, que ainda acreditava ser possível contrariar a agenda anticristã, conclamava os fiéis a influenciar a opinião pública e a fazer com que os governos retornassem às tradições cristãs, sem as quais só poderia haver decadência para as nações europeias, especialmente a França… Próxima postagem: o Anticristo

bottom of page