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- Comentários Eleison nº 870
Por Dom Williamson Número DCCCLXX (870) – 16 de março de 2024 PUTIN e FÁTIMA “Ei, a Rússia está longe de ser perfeita!” Sim, de fato. Mas pouco a pouco ela está a libertar-se. Desde o dia 06 de fevereiro, comentaristas de todo o mundo têm comentado a entrevista histórica de duas horas que o Presidente Vladimir da Rússia concedeu ao conhecido jornalista americano Tucker Carlson. O conteúdo dela apareceu bastante resumido nestes “Comentários” da semana passada (n. 869, 9 de março), onde apresentava principalmente a visão russa da escalada desde 2014 até o início das hostilidades entre a Ucrânia e a Rússia em fevereiro de 2022. Desde então, ouvimos falar frequentemente da cifra de mais de meio milhão de soldados ucranianos mortos pelas armas de alta precisão e pelas habilidades de combate dos russos. É toda uma geração de viúvas e órfãos. O que todos esses pais e maridos estavam fazendo quando entregaram suas vidas? Homens sãos normalmente não sacrificam suas vidas por uma ninharia. É por isso que tantas guerras são guerras religiosas, embora nos tempos modernos não pareçam que o sejam. Assim, as duas Guerras Mundiais (1914-1918 e 1939-1945) representaram os restos da Cristandade tentando resistir ao triunfo do substituto ímpio da Cristandade, que é o comunismo. Logo após o triunfo da Revolução Comunista de Lenin em São Petersburgo e Moscou na Rússia em 1917, Lenin fundou o Komintern na Rússia para servir como a agência central quase missionária do comunismo, que trabalhava em conjunto com vários dos principais bancos do mundo para espalhar o comunismo por todo o mundo. Na verdade, estamos na presença de quatro messianismos. O primeiro é o da raça eleita, os judeus que foram especialmente escolhidos e dotados para preparar a humanidade e proporcionar o berço humano dentro da humanidade para permitir que o único e verdadeiro Messias realizasse a Redenção através da Sua Cruz e da Sua Igreja até o fim do mundo. O segundo messianismo é o único messianismo verdadeiro, o da Igreja Católica, que é o cumprimento integral do Antigo Testamento pelo envio de almas humanas ao Céu que já vem ocorrendo ao longo de pouco mais de 2.000 anos. O terceiro messianismo é o dos judeus talmudistas, seguidores de sua escritura pós-bíblica – e não mais do Antigo Testamento que conhecemos, que tem o próprio Deus como autor –, o “Talmud”, produzido pelo homem para substituir o Antigo Testamento mesmo, já que em cada página deste se menciona de várias maneiras Nosso Senhor Jesus Cristo que virá, e, para a raça que O crucificou, Ele não deve ser mencionado, e muito menos adorado como Deus. E, por último, o quarto messianismo é o comunismo, que é um poderoso desdobramento do talmudismo, um movimento poderoso e ativo destinado a ajudar a destruir os últimos restos da decadente Cristandade, o principal messianismo concorrente que deve ser retirado do caminho do talmudismo. Assim, podem-se ver os messianismos como as molas mestras da história humana, por assim dizer: um povo messiânico; o verdadeiro Messias; o povo outrora messiânico que voltou todos os seus dons por orgulho ferido contra o verdadeiro Messias; e consequentemente todos os tipos de movimentos pseudomessiânicos ao longo de vinte séculos, todos eles lutando para impedir a salvação das almas, como bem compreendeu São Paulo, mesmo logo após a crucificação e ressurreição de Nosso Senhor mesmo (I Tes. II, 16). Quanto aos russos, são certamente um povo religioso, como demonstrou a sua atitude em relação à pseudorreligião anticristã do comunismo. Mas, em Fátima, Nossa Senhora predisse que a Rússia desempenharia um papel essencial na cura da impiedade das nações de hoje, e, com certeza, Roma pode não ser construída em um dia, como diz o provérbio, mas depois de 72 anos de sofrimentos terríveis sob o comunismo (1917–1989), a Rússia aprendeu a lição e está voltando para Cristo. Leiam Solzhenitsyn. Deus não perdeu o controle. Ele fez com que os ucranianos pagassem um preço muito alto por terem escolhido confiar nos talmudistas, que controlam totalmente os americanos, mas foi a escolha deles mesmos. Se alguém precisa da ajuda de Deus, que prefira a vontade d’Ele. Kyrie eleison.
- Combatamos o bom combate
Por Gustavo Corção, n’O Globo em 06–01–1973 NA ALOCUÇÃO GERAL de 04 de novembro p.p. o Papa voltou a falar "na influência que o demônio pode exercer sobre os indivíduos, sobre as comunidades, sobre toda a sociedade e todos os acontecimentos", e acrescentou que essa influência "deveria constituir um importante capítulo da doutrina católica, capítulo que mereceria ser novamente retomado, mas (infelizmente) hoje nada se faz nesse domínio". Na continuação o Papa lembra "que o cristão deve ser militante, deve estar alerta, ser forte e recorrer aos exercícios ascéticos para afastar certas incursões diabólicas". OBEDECENDO a essa mobilização, que o Papa deseja ver mais ativada, trago aqui uma pequena contribuição, e começo por lembrar que o termo "militante", detestado por todos os secularizantes ou "progressistas", mereceu especial ênfase no Concílio de Trento, que assim se expressou: "Na Igreja há duas partes, uma que se chama triunfante, e outra que se chama militante". A primeira é a Igreja do céu, chamada triunfante porque constituída por todos os lutadores que triunfaram do mundo, das malícias da carne e do demônio. "Militante é a Igreja da Terra, que move uma guerra sem tréguas aos mais cruéis e diligentes inimigos, o mundo, o demônio e a carne." Até aqui o Papa e o Concílio de Trento reafirmam os ensinamentos de Jesus e de toda a Tradição católica. Antes de qualquer consideração tecida em torno dessa lição, convém lembrar o sentido que aí têm os termos "carne" e "mundo". O PRIMEIRO não quer designar simplesmente a parte corpórea do composto humano, não pretende a Igreja apontar o corpo ou a sensibilidade como inimigos do homem. O termo "carne", tirado da dialética paulina, que opõe "viver segundo o espírito", a "viver segundo a carne", como também ensinam Santo Agostinho (Cidade de Deus, XIV, II e III) e Santo Tomás (IP IIae. qu. 72, a.2, ad primum), não significa a parte corpórea do homem; significa o homem todo quando pretende viver segundo si mesmo (vivere secundum seipsum), isto é, quando pretende ser ele mesmo o supremo e até único juiz de seus atos. Digamos que o termo "carne" nesse contexto significa a malícia do amor-próprio, que em todos nós é o ponto nevrálgico exposto a todas as tentações. E o mundo? Também não deve ser tomado o termo como designando o ser do mundo, que é belo e bom; nem mesmo depois do pecado o mundo é visto como "inimigo", já que está escrito: "Deus tanto amou o mundo que lhe deu seu Filho único" (Jó, III, 6), e também: "Eu não vim para condenar o mundo, mas para salvá-lo" (.16, XII, 47). Não é, pois, inimigo o mundo que nos cerca, nem aprova a Igreja as filosofias de inimizade, que vêm de uma essencial inimizade entre os homens (hobbes) ou uma essencial inimizade entre as classes (Marx). Mas o mesmo evangelista duas vezes citado diz: "O mundo me odeia, diz Jesus, porque eu testemunho contra ele que suas obras são más". (Jó, VII, 7). QUAL é então o "mundo" que é nosso inimigo? É aquele, ou aquela parte do mundo que rejeita Jesus de um modo ativo e militante, é aquele mundo, ou corrente histórica, que se arma como Igreja, isto é, como anti-Igreja. Nos tempos modernos os principais componentes desse "mundo" inimigo são: o liberalismo, o marxismo, a maçonaria, e agora especialmente o chamado "progressismo". DEPOIS de bem estabelecidos os conceitos representados pelos três termos, dos quais os mais ambíguos são os que tentamos atrás definir, convém agora dizer duas palavras sobre a dinâmica da tríade maligna. DE INICIO observemos que qualquer ato humano de aversão a Deus, qualquer pecado, é sempre induzido e provocado pelos três inimigos, sem que isto anule ou atenue a terrível responsabilidade do culpado. O que sem dúvida atenua e de certo modo distribui a responsabilidade é o fato de vivermos imersos numa sociedade riquíssima de interações, mas não é a essa sociedade que daríamos o nome de "mundo-inimigo", porque nela mesma muitas influências e interações são benéficas e protetoras. SERIA então simplificada demais a explicação da atual desordem do mundo católico pela atuação de um Demônio ex-máquina que estaria desfazendo a obra maravilhosamente bem feita pelos bispos do Concílio e depois do Concílio. E ainda será simples demais a explicação que mostra nos evidentíssimos desvarios dos senhores bispos, sobretudo quando se reúnem, numa direta e predominante influência de Satanás. SEM dúvida oportuníssimo lembrar aos homens as potestades do mal que querem a ruína de nossa Igreja; mas é indispensável mostrar que essas forças malignas se valem, para nos perder, dos aliados que têm em nós: a nossa vontade orgulhosa e o "mundo" ou anti-Igreja que os homens formam para contestar o senhorio de Deus. E parece-me até que nos tempos presentes não é Satã o mais esquecido inimigo. Na verdade o que é mais esquecido nestes tempos de todas as concessões, de todos os pacifismos, é a ideia de haver um mundo nosso inimigo, ou até a ideia ainda mais simples de haver inimigos. A maior vergonha e tristeza de nossos dias, para a consciência católica, não é apenas a "genuflexão diante do mundo" assinalada por Maritain, mas as especialíssimas genuflexões diante de "mundo-inimigo", do "mundo que nos odeia por ódio a Cristo." O MAIOR triunfo do Demônio, na batalha a que assistimos, é o do processo de secularização, de horizontalização ou de dessacralização e sobretudo o processo de marxização, com o qual se tenta encobrir um enorme movimento de apostasia sob a denominação de progressismo ou de aggiornamento. Creio poder afirmar, sem receio de exagero, que o maior descaso cometido hoje no mundo católico não é o que minimiza a ação do Demônio; é antes o que corteja o mundo em todas as acepções, e prosterna-se com especial fervor diante daquele mundo inimigo. O maior escândalo do século, e talvez de toda a história da Igreja, é o açodamento com que os bispos e padres se metem a tratar da agropecuária, do desenvolvimento econômico, de Política com minúscula e maiúscula. E nesse açodamento — para máxima vergonha nossa! — tomam o vocabulário, os trejeitos, os tiques e os critérios das teorias e ideologias inventadas e praticadas com o objetivo principal de apagar na Terra os últimos vestígios dos pés e das palavras de Jesus. UM DOS primeiros corolários do mandamento de amor é o de combater o bom combate. Esse combate começa no nível de nosso amor próprio. A Igreja e os autores espirituais nos dão todas as armas para combater os levantes do eu e para combater as tentações do demônio, mas a verdade é que no momento atormentado que, vivemos hoje, muitos, muitíssimos católicos se sentem completamente desamparado diante do inimigo "mundo' porque veem diariamente seus próprios pastores a incensar o "mundo" e a inventar novas modalidades de flagelar Nosso Senhor no seu Corpo Místico que é a Igreja.
- Comentários Eleison nº 869
Por Dom Williamson Número DCCCLXIX (869) – 09 de março de 2024 PUTIN FALA Um homem honesto tem pouco ou nada que esconder. Mas quem pode falar assim no lado ocidental? No último dia 6 de Fevereiro, um jornalista americano famoso e decente entrevistou o Presidente Putin da Rússia, que é fortemente e constantemente denegrido pela grande mídia vil ocidental. Assim, ofereceu corajosamente a Putin a oportunidade de apresentar o seu lado da história a uma audiência ocidental. O trecho selecionado que se segue representa menos de 5% da duração original da entrevista. Após o colapso da União Soviética em 1991, foi prometido a nós que a OTAN não se expandiria para o leste. Mas de lá para cá já houve cinco ondas de expansão. Em 2014 ocorreu um golpe de Estado na Ucrânia apoiado pelos EUA. A Ucrânia iniciou uma guerra em Donbass com o uso de aviões e artilharia contra civis. Eles criaram uma ameaça para a Crimeia, a qual tivemos de tomar sob a nossa proteção. Depois, os atuais líderes da Ucrânia declararam que não aplicariam os Acordos de Minsk, assinados em 2014, nos quais se estabelecia um plano para a solução pacífica na questão de Donbass. Mais recentemente, os antigos líderes da Alemanha e da França afirmaram abertamente que, de fato, coassinaram os Acordos de Minsk, mas nunca os levaram a sério. Se não tivéssemos reagido, teria sido uma negligência culposa. Foram os ucranianos que iniciaram a guerra em 2014. O nosso objetivo agora é pôr fim a ela. Não nos recusamos a conversar. Negociamos com a Ucrânia em Istambul em 2022, e Davyd Arakhamia, que liderou a delegação ucraniana, chegou até mesmo a assinar preliminarmente um tratado de paz. A guerra terminaria se a Ucrânia abandonasse qualquer aspiração de aderir à OTAN. Mas Arakhamia declarou publicamente que Boris Johnson, então primeiro-ministro da Grã-Bretanha, veio a Kiev e dissuadiu a Ucrânia de fazê-lo. Johnson disse que era melhor lutar contra a Rússia e não assinar acordo nenhum. Quanto à OTAN, está a tentar intimidar as suas próprias populações com uma ameaça russa imaginária. As pessoas que raciocinam melhor percebem perfeitamente que se trata de uma farsa. Não temos interesse na Polônia, na Letônia ou em qualquer outro lugar. Essas são histórias de terror criadas para extorquir dinheiro adicional dos contribuintes dos EUA e da Europa. É contra o bom senso envolver-se em algum tipo de guerra global que levará toda a humanidade à beira da destruição. A OTAN/CIA explodiu o gasoduto Nord Stream em 2022? Sim. Quem quer que tenha feito isso deve ter não apenas um motivo suficiente para destruir o oleoduto, mas também as capacidades necessárias. Deve haver muitas pessoas interessadas em acabar com o Nord Stream, mas nem todas podem ir ao fundo do Mar Báltico para realizar tal explosão. Então, porque não fazer propaganda deste crime do Ocidente? Na guerra de propaganda é muito difícil derrotar os EUA, porque eles controlam os meios de comunicação mundiais. O dólar é a pedra angular do poder dos EUA. Contudo, mesmo os aliados dos Estados Unidos estão agora a reduzir as suas reservas de dólares. Até 2022, os dólares americanos representavam aproximadamente 50% das transações russas com países terceiros, e isso atualmente caiu para 13%. Isto porque os EUA decidiram restringir as nossas transações. Penso que foi uma completa tolice do ponto de vista dos interesses dos EUA, que prejudicou a economia deles mesmos. Por que os Estados Unidos fizeram isso? Presunção. Pensaram que levaria ao colapso total da Rússia... mas nada colapsou. Uma data muito significativa na história da Rússia foi 988. Foi o Batismo da Rússia pelo Príncipe Vladimir e a adoção da ortodoxia, ou cristianismo oriental. O estado russo incorporou Novgorod (norte da Rússia) e Kiev (sul da Rússia). Havia um único território, uma mesma língua e uma mesma fé. O que está a acontecer agora é, até certo ponto, uma espécie de guerra civil. Então o Ocidente pensa que o povo russo está dividido para sempre pelas hostilidades. Mas não. Os russos voltarão a unir-se. As relações se reconstruirão. Levará tempo, mas se restabelecerão. Será que Tucker Carlson poderia agora dirigir-se aos verdadeiros responsáveis políticos do Ocidente e obter um relato igualmente aberto do seu esforço para subjugar o mundo inteiro? É pouquíssimo provável. Para começar, quem são os verdadeiros responsáveis pela política ocidental, para além dos seus fantoches públicos? Kyrie eleison.
- XXIX – As Más Leituras - Os danos das más leituras
II – Os danos das más leituras 1 – Filipe da Macedônia Conta-se que Filipe da Macedônia (+336 a.C.) teria um dia exclamado: “Se eu conseguir introduzir um burro carregado de ouro em qualquer cidadela aguerrida, abalo-a em seus alicerces!”. Isso afinal se podia dar, pelo grande poder do ouro. É no entanto certo que se numa casa se fizesse entrar um livro mau, bastaria isso para a abalar em seus alicerces morais, mesmo que fosse ela fortificada com todas as baterias. Quem pode calcular as ruínas que traz a má imprensa? 2 – Uma visão do Profeta Zacarias O Profeta Zacarias assim descreve uma visão sua: “Quando eu contemplava pensativo e triste as profanações do lugar sagrado, ouvi uma voz que me dizia: ‘Levanta-te’. Eu levantei a cabeça e vi um livro que esvoaçava. E a voz a mim: ‘Que vês tu?’. E eu disse: ‘Vejo um grande livro pelo ar, de vinte côvados de comprimento e dez de largura’. E aí a voz misteriosa: ‘É essa a maldição que se espalha sobre toda a terra: Haec est maledictio quae egreditur super faciem omnis terrae’” (Zac 5,1-3). *** Eis apontada a principal causa dos males que contristam a nossa época. São os abomináveis livros de escrevinhadores e romancistas; são os ímpios jornalecos e periódicos impudicos que arrastam à corrupção e ao embrutecimento as almas, mormente dos jovens, e empestam a sociedade hodierna. Os jovens, mais do que todo mundo, se ressentem do seu dano. Nessa idade em que é mais férvida a fantasia, mais forte a curiosidade, mais fácil a inflamação dos espíritos, e mais do que nunca falta a reflexão, facilmente se recorre a essas fontes túrbidas e envenenadas; e se crê em tudo, e avidamente se bebe! Quantos jovens ingênuos e inclinados ao bem que eram a esperança da Igreja e da pátria, e que deixariam gloriosos exemplos de virtude, se têm transformado no tormento da família e no escândalo dos concidadãos! Quantas donzelas educadas na modéstia e no pudor, que prometiam ser esposas fieis e mães cristãs, trouxeram a desonra à casa, se tornaram o desespero do marido e a ruína moral e religiosa dos seus filhos. Quem tem operado mudança tão funesta? As páginas ímpias e celeradas que caem em suas mãos. Um grande escritor disse: “Um livro bom faz e fará santo a qualquer um; um livro mau multiplicará aos milhares os ímpios e os devassos”. 3 – Exemplos de pervertidos Eutíquio (da Grécia) a princípio foi um defensor da religião; depois, por ter lido livros heréticos, tornou-se um dos heresiarcas mais encarniçados. Bellinger era um jovem de grande piedade e estudioso, bastou a leitura de um livro protestante para o fazer ficar mestre de corrupção e de impiedade. E. Rénan fizera seus estudos no Seminário e era ótimo rapaz. A leitura de livros incrédulos foi para ele o primeiro passo para a apostasia, na qual chegou a duvidar da divindade de Jesus Cristo. Dois rapazes em Florença, em 1886, assaltaram um cidadão, repetindo uma cena lida em romances de Ponson du Terrail. Em Decazeville os operários de uma fábrica jogaram pela janela o seu chefe para reproduzirem uma cena lida em Zola. No Tribunal de Pas de Calais foram condenados dois jovens primos, um de 18 anos e outro de 17, por terem matado com 17 facadas uma mocinha de 15 anos. Esses moços, com repugnantes cinismo, disseram perante o tribunal que a causa do assassínio tenha sido péssimas leituras. E poder-se-ia continuar com esses fatos que enchem todo dia de delinquentes os cárceres, e não pouco dão o que pensar aos jovens. Que vão ao sepulcro de tantos infelizes os escritores de livros perversos, e digam: Eis as novas vítimas! 4 – Sentenças de homens ilustres Ante os danos funestos das más leituras foram ditas palavras de ouro por homens ilustres antigos e modernos. Catão, pagão, em pleno Senado exclamava: “Livros que destroem a religião e combatem a honestidade dos costumes, não podem ser senão a ruína da sociedade e a subversão da República”. Cícero: “Romanos, deixai circular sem proibição livros dessa espécie, e vereis breve sem autoridade os Cônsules, sem poderes o Senado, rompido todo liame social, destruído o vosso império, derrubado de seus alicerces a vossa cidade”. Luís XVI, o infeliz monarca vítima da Revolução, apontando para duas publicações pestíferas, exclamava consternado: “Esses dois livros arruinaram-me a França”. Napoleão I, falando do estrago que produzem os livros perversos, chegou a dizer: “Não temerei enfrentar com as minhas falanges o inimigo que me espera; mas temo aqueles que com os livros corrompem o coração de meus soldados, os diminuem e os desencorajam”. Santo Agostinho assim sentenciava: “Com a leitura de maus livros se aprende a conhecer o mal sem horror, falar nele sem pudor, cometê-lo sem reserva”. (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, riginal La Parole di Dio per la Via d’Esempi)
- A invisível e silenciosa perseguição
Por S. Exa. Revma. Dom Tomás de Aquino, O.S.B. 9 de março de 2024 + PAX A invisível e silenciosa perseguição Corção, em seu livro O Século do Nada (página 295), no capítulo III, subintitulado "A queda da França", fala de uma invisível e silenciosa perseguição religiosa naquele país, a qual, segundo ele, foi a principal causa do que Paulo VI depois chamou "autodestruição da Igreja". Isso mostra a importância que Corção dava ao que estava acontecendo na França, país onde se encontra o que há de melhor e de pior no mundo, dizia ele. Antes mesmo do Concílio, artesões de erro já direcionavam seu arsenal contra a civilização cristã e preparavam os espíritos para uma apostasia geral. Nem todos sabiam necessariamente o que estavam fazendo, mas esses desorientados estavam realizando o trabalho de destruição cujos frutos estão diante de nós. A própria guerra, a Segunda Guerra Mundial, serviu aos propósitos dos inimigos da Igreja. A França foi devastada física e espiritualmente. Uma sucessão de casos tenebrosos - Dreyfus, Revolução Francesa, Resistance, Épuration, Argélia - foi explorada pelos inimigos da Igreja, que consolidaram seu próprio reinado. Paralelamente, houve a perseguição invisível e silenciosa nos seminários, entre os padres, religiosos, etc. Essa perseguição se manifestou claramente no caso Lefebvre, o mais tenebroso de todos. Antes do Concílio, Dom Lefebvre já havia experimentado os efeitos dessa invisível e silenciosa perseguição. Os bispos franceses não lhe perdoaram o apoio público que ele havia dado à Cité Catholique e esperaram a hora da revanche. Após a morte de Pio XII, a estrela de Dom Lefebvre parecia declinar lentamente. João XXIII o destituiu de seu cargo de Delegado Apostólico e Arcebispo de Dakar. Essa perseguição à fé católica mostrou sua face no Concílio, o maior de todos os desastres desde a fundação da Igreja, como dizia Dom Lefebvre. Essa perseguição administrativa não é menos devastadora que as perseguições sangrentas. A lista dos perseguidos é longa. Dom Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer experimentaram a fúria daqueles que os excomungaram (uma excomunhão inválida em todos os sentidos). É a Anti-Igreja que tenta matar a verdadeira, como Caim procurou e matou Abel. Mas a Igreja tem as promessas de vida eterna e de vida neste mundo, porque as portas do inferno não prevalecerão contra ela. + Tomás de Aquino, O.S.B. U.O.G.D.
- Seria de admirar
Por Gustavo Corção n’O Globo em 11 – 01 – 1973 SIM, seria de admirar se a data da comemoração do centenário de Santa Teresinha não tivesse alvoroçado e assanhado os inimigos da Igreja. Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face, admirada por São Pio X, beatificada por Benedito XV, canonizada por Pio XI, é considerada a maior santa de nosso tempo. Santa Teresinha incomoda, Santa Teresinha fere, dói. Porque "a única tristeza é a de não sermos santos". E às almas humildes e pequeninas assustam um pouco os títulos que os Papas lhe dão. E até imaginamos que no céu ela mesma, por amor às almas pequeninas, peça a Deus o favor de sofrer esses títulos como coroas de espinhos. SANTA Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face foi efetivamente um exemplo vivo da mais alta experiência mística vivida e ensinada por São João da Cruz, "o doutor máximo do saber noturno e incomunicável" como admiravelmente diz Maritain. Também admiravelmente nos deixou dito o Pe. Penido que muitos se enganaram (e até difundiram uma imagem açucarada da companheira de Joana d'Arc), porque Teresinha, "por um ardil gracioso e bem feminino", soube dissimular os mais duros sacrifícios sob pétalas de rosa". ALÉM da alta estima dos Papas, e de grandes teólogos que deixaram na vida um rastro de santidade, Teresinha foi uma contemplativa abrasada de sede pela salvação, das almas. Prometeu "passar seu céu a fazer o bem na terra" e tornou-se efetivamente a doce pequenina intercessora mais solicitada no mundo inteiro. Continua a trabalhar por nós: foi Maria na terra para ser Marta no céu. ERA ENTÃO impossível que seu centenário não mobilizasse todos os inimigos da Igreja. Aqui no Brasil o porta-voz desse movimento de contestação da santidade coube à revista Manchete, que aproveitou a data para dar destaque ao Pe. Jean-François Six, que publicou recentemente um livro escandaloso, contestatório, A Verdadeira infância de Teresinha de Lisieux, com o evidente objetivo de aproveitar, a seu modo, o interesse reavivado no mundo inteiro. O REDATOR de Manchete, com uma tocante ingenuidade, diz que "o livro não surpreenderia se o autor fosse um notório herege, um inimigo declarado da Igreja Católica, mas, ao contrário, o Pe. Jean-François Six é um sacerdote da Missão de França, responsável pelo secretariado para os não-crentes; detém, pois, um posto de grande importância na hierarquia eclesiástica francesa". ESTE tópico, por sua inacreditável desinformação, basta para desqualificar toda a reportagem. Então, ainda há na revista Manchete quem não saiba que os piores inimigos da Igreja são encontrados precisamente entre os que ocupam cargos de importância? O LIVRO do Pe. Jean-François Six se propõe como uma renovação de estudos teresianos "submetidos ao crivo de métodos modernos", diz-nos E. Renault e D. Du-liscquet na revista Le Suppiement de setembro de 1972. Esses autores, com a prévia benevolência que se tornou norma preceptiva justamente numa época em que pululam grandes imposturas, começam por abrir largo crédito às "partes positivas" do esforço de pesquisa, histórica e psicológica do Pe. Jean-François Six, mas logo adiante nos advertem que não podem acompanhar todas as ideias do autor, e dizem: "O leitor atento (grifo nosso) ficará surpreso desde a Introdução, por certas afirmações categóricas, e até grosseiras, tais como qualificativo de "fazedora de anjos" aplicado à Madame Martin (mãe de Teresinha)". E acrescenta: "Esperam-se, na continuação, as provas escrupulosamente apresentadas através dos textos e dos fatos por uma análise serena e objetiva. Em lugar disto, o leitor percebe que o Pe. Six procura inculcar sua tese, custe o que custar." EM SUMA, o que se depreende da grosseira falta de objetividade do Pe. J.F.S. é o propósito de caricaturar o ambiente em que viveu Teresinha para assim, indiretamente e perfidamente, atingir a própria Santa. Para carregar as cores sinistras do ambiente da família e do próprio convento o Pe. J.F. Six faz esta revelação terrível que Manchete não poderia omitir: "A Madre Agnes (irmã mais velha de Teresinha) se correspondia com Charles Maurras, o escritor fascista, (grifo nosso) o panfletário monarquista francês que, após a Segunda Guerra, seria chamado aos tribunais pelo crime de colaboração com o nazismo." O PE. J.F.S. (e Manchete) pensam que ainda estamos em 1944, na época derrisoriamente chamada Épuration, em que bastava dizer que alguém se correspondia com Charles Maurras para ser entregue à Gestapo da Resistence que condenou e executou 120 000 franceses pelo simples fato de não quererem se submeter aos comunistas que manobraram a Épuration. Hoje já se evaporou também a tolice que apontava Maurras como um traidor da França e inimigo da Igreja. Hoje tornaram-se públicas as cartas de Maurras a Pio XI e a afetuosa carta de Pio XI a Maurras, bem como as bênçãos que lhe enviava anos antes de ser levantado o interdito que pesava sobre L'Action Française. HOJE, nós sabemos que , traiu a França, quem pregou o desarmamento total e a diminuição de horas de trabalho nas fábricas de munições, foram as esquerdas, que cerravam fileiras no governo de León Blum para destruir a França. Os discípulos de Marc Sagnier, e principalmente Emmanuel Mounier, na revista Esprit, janeiro de 1935, gritavam pelo desarmamento da França "sans arriere penseé', enquanto a Alemanha se armava febrilmente e L'Action Française gritava: Armons! Armons! ARMONS! MAURRAS foi um devoto de Santa Teresinha e foi Santa Teresinha certamente quem abriu os olhos de Pio XI sobre a ténébreuse affaire de L'Action Française. Três vezes Maurras foi a Lisieux se ajoelhar junto à urna de Santa Teresinha e três vezes recebeu bênçãos de Roma. Agora aparece-nos um Pe. Six que pelo nome deve ser parente próximo ou afastado da Besta do Apocalipse para tirar desse episódio que engrandece Maurras uma conclusão que macula e amesquinha a maior santa dos tempos modernos. *** É COM pesar que volto a falar de Santa Teresinha em termos de polêmica e de indignação contra seus detratores e seus analistas quando meu gosto, ou melhor, meu desejo, talvez irrealizável, seria o de passar meu resto de vida a falar de Teresinha, Terezona, de São João da Cruz, e a ruminar docemente as palavras do céu que esses heróis do Carmelo deixaram plantadas na Terra, para florir, e frutificar: para alegrar e nutrir as pobres almas que nesse mundo choram a tristeza de não serem santas.
- Comentários Eleison nº 868
Por Dom Williamson Número DCCCLXVIII (868) – 02 de março de 2024 HONRANDO OS APÓSTATAS A Neofraternidade não se compromete? Honrar os apóstatas não é algo sábio! Se estes “Comentários” algumas vezes chocam as almas piedosas pela forma como podem referir-se à Neoigreja (desde 1965) ou à Neofraternidade Sacerdotal São Pio X (desde 2012) de uma perspectiva positiva em relação a algo em específico, saibam elas que é tão somente por razões pastorais. E isto se dá porque muitos católicos estão segurando a sua Fé Católica pelas pontas dos dedos através da Neoigreja ou da Neofraternidade, e sem a Neoigreja ou a Neofraternidade eles poderiam facilmente abandoná-la. Em muitos desses casos certamente se aplica o provérbio: “Melhor meio pão do que nenhum pão”. Por outro lado, por razões doutrinais, esta forma de manter a Fé tem os seus sérios perigos, porque tanto a Neoigreja como a Neofraternidade fizeram compromissos doutrinários que são perigosos para a preservação da Fé Católica. Eis uma lição valiosa no artigo que se segue, escrito por um monge beneditino do Mosteiro da Santa Cruz, próximo ao Rio de Janeiro. Enviamos a “Arsenius” (seu pseudônimo) os nossos sinceros agradecimentos. Desde a oficialização do humanismo, por obra dos Padres Conciliares do Vaticano II (1962-1965), os Papas e seus assessores só avançam em um plano fortemente inclinado para o abismo, com a característica própria da queda: a aceleração contínua à medida que a queda se precipita. Esse quadro não é, de modo algum, propício a causar em nós a mínima esperança de um vislumbre de desejo de qualquer um deles no sentido de ajudar, sob qualquer forma, a Tradição (entendida como sendo simplesmente a Santa Igreja). Apesar disso, houve quem não só tivesse essa esperança, mas uma estranha certeza de que as coisas estavam melhorando (?) em Roma com relação à Tradição (no sentido, agora sim, de um grupo que quer entrar em uma condenável “unidade na diversidade”). E essa foi a causa da tão enigmática (para muitos) separação entre a Fraternidade Sacerdotal São Pio X e a chamada Resistência. O ano de 2012 foi definitivo para a divisão de águas: o Capítulo Geral da Fraternidade muda a resolução do Capítulo Geral de 2006: antes, a Fraternidade se comprometia a não fazer acordo com Roma enquanto nesta não triunfasse a verdade católica. Agora, o acordo prático é desejado, sem que essa verdade haja voltado à cabeça do Papa e de seus assessores. Dom Williamson é proibido de comparecer ao Capítulo. Depois ele é expulso da Fraternidade. Os anos seguintes vão ser palco de uma aproximação cada vez mais marcante entre Roma e a Fraternidade: gradativamente, Roma torna “legítimos” matrimônios, ordenações sacerdotais e confissões administrados pela Fraternidade. Isso seria a concretização da famosa frase “Roma dá tudo e não pede nada”? A qual seria, assim, uma realidade e não uma ilusão? Poderíamos responder que isso foi apenas uma maneira de fazer com que a Fraternidade agisse, dali para o futuro, cada vez mais, somente com a aprovação da Roma modernista, sem mais basear sua atividade no estado de necessidade geral e grave, pois este haveria perdido sua realidade a partir do momento em que a Tradição teria sido “oficializada” por Roma, a qual, no entanto, estaria esperando o dia em que iria “puxar o tapete”, colocando a Fraternidade diante de uma perplexidade na qual ela mesma se colocou. Mas, talvez, o recente anúncio de que a Fraternidade vai sagrar um ou mais bispos sem a permissão de Roma, seja um sinal de que tudo vai voltar à situação como era antes do ano de 2012. Isso nos parece, infelizmente, quase impossível. Uma volta ao mesmo espírito combativo de Dom Lefebvre contra os inimigos da Igreja instalados em Roma parece-nos uma herança majoritariamente perdida dentro da Fraternidade. O futuro nos parece sombrio, apesar de que Deus não deixa de agir em muitas almas através da ação dos membros da Fraternidade. Mas isso não impede de constatar que ela deveria corrigir vários de seus princípios de ação. Uma coisa é certa, quanto maiores são os escândalos dados no atual pontificado, tanto maior é a possibilidade de que se desvaneçam as ilusões de aproximação com a Roma atual. Que Nossa Senhora nos faça compreender bem e amar profundamente a Igreja de todos os séculos, a qual não se identifica com esta caricatura construída no Concílio Vaticano II e na sua posterior aplicação, através dos pontificados que se lhe seguiram. Kyrie eleison.
- DOM ANTÔNIO DE CASTRO MAYER
Por S. Exa. Revma. Dom Tomás de Aquino, O.S.B. Que diria Dom Antônio de Castro Mayer sobre a situação atual da Tradição? Que diria ele da disposição ou do desejo, que vimos durante os anos do governo de Dom Fellay, para chegar um acordo? Teria certamente reprovado tal imprudência, para não dizer mais. Dom Antônio de Castro Mayer tinha doutorado em filosofia e teologia pela Universidade Gregoriana de Roma. Ele sabia do que estava falando, quando atacava os erros do Vaticano II. "Eis que o II Concilio do Vaticano, escrevia ele, constitui-se numa anti-Igreja.".¹ É forte, mas qualquer diminuição dessa verdade fragiliza o combate pela Tradição. No Vaticano II, os inimigos da Igreja ergueram a cabeça. São os que acreditam que venceram, e é verdade, em parte. Eles agora estão nos postos de comando da Igreja. Perseguem aqueles que se lhes opõem. Perseguiram Dom Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer. Fizeram de tudo para destruir suas obras. Eles conseguiram com Campos e certamente esperam conseguir com toda a Tradição, mas não conseguirão. Sempre haverá um católico, um padre, um bispo que guardará o depósito da fé. Se perguntamos a Dom Antônio de Castro Mayer qual é a essência dessa apostasia que está corroendo a Igreja, o que ele responde? Responde-nos que a essência dessa apostasia está no Vaticano II. “Diríamos que a melhor maneira de abandonar a Igreja de Cristo, Católica Apostólica Romana, é aceitar, sem reservas o que ensinou e propôs o Concílio Vaticano II. Ele é a anti-Igreja.”² Um dia, Roma voltará à Tradição e a Roma neomodernista e neoprotestante será expulsa. Rezemos por isso. Trabalhemos para isso, tendo sempre diante dos olhos o ensinamento da Tradição, o de Dom Lefebvre e o de Dom de Castro Mayer. Eles são os heróis dessa Tradição e, certamente, os mártires da Tradição, as testemunhas que deram tudo de si em defesa do ensinamento da Igreja. Guardemos vivo seu ensinamento. _____________ 1 e 2: O pensamento de Dom Antônio de Castro Mayer, páginas 17 e 18, Editora Permanência.
- XXIX – As Más Leituras - A necessidade de evitar as más leituras
A árvore da ciência do bem e do mal – Nossos primeiros pais, no Paraíso terrestre, foram por Deus submetidos a uma prova. Tratava-se de vida ou morte se obedecessem ou desobedecessem a Deus. Lá havia uma árvore, cujos frutos eles não deviam tocar, sob pena de morte. Mas o demônio, pai da mentira, voltado para a mulher: “Ai, de mim! Não morrereis na certa!” (Gen 3,4). “E abrir-se-ão os vossos olhos, e sereis como Deus, conhecedores do bem e do mal” (ib., 5). Sabemos infelizmente o fim dessa deplorável história. A desobediência de Adão e de Eva fez desabar sobre a terra todos os males que afligem o gênero humano. *** Fato parecido sucede presentemente. No meio da sociedade cristã há uma nova árvore, de cujos frutos depende o bem ou o mal, a vida ou a morte. Essa árvore é a imprensa que com livros bons educa e santifica as almas, e com perversos corrompe-as e envenena-as. Deus diz a todos os seus filhos por intermédio da Igreja: Não comais os frutos da imprensa iníqua; se os comerdes morrereis: morte moriemini. E a serpente infernal ao contrário: Não é verdade: abrir-vos-ão até os olhos. Eis uma terrível ocasião e uma insídia diabólica das mais funestas, que se deve evitar. Vejamos: I - A necessidade de evitar as más leituras II - Os danos deploráveis que elas produzem III - As desculpas falsas de quem não as evita I – Necessidade de evitar as más leituras 1 – O Fato Em nossos dias se progrediu na instrução elementar e na verdadeira ciência; mas o pior é que se tem feito progresso também na instrução imoral irreligiosa. Quem não vê a inundação da má imprensa? Outrora poucos liam, e poucos eram os livros. Hoje há um comércio, que se faz em larga escala, de romances, de livrecos, de revistas, de folhetos. É um verdadeiro dilúvio! Não eram tão numerosos os gafanhotos do Egito! E toda essa cambulha é veneno que circula no corpo social e traz corrupção não só às cidades, mas até às aldeias; não só entre as pessoas instruídas, mas entre as classes trabalhadoras e até entre as crianças. 2 – Há obrigação de evitar essa ocasião Ela se baseia na lei natural e na lei divina. Como há obrigação de evitar os maus companheiros do mesmo modo que se evita uma cobra venenosa; como devemos precaver-nos dos falsos profetas, dos quais no fala o Evangelho; também há obrigação para todos de evitar a má imprensa. Às vezes se apresentam livros e revistas em vestes elegantes, com forma literária atraente... mas dentro? O conteúdo qual é? Intrinsecus autem sunt lupi rapaces (Mt 7,15). Tais escritos são mais de se temer do que um bando de assassinos; pois se estes vos tiram a vida do corpo, aqueles tentam tirar-vos a vida da alma que, arruinada, para sempre atais arruinados. 3 – Quem lê, come É um provérbio velho, mas justo. Como o pão é o alimentos do corpo, também a leitura é o alimento do espírito. E como um alimento sadio mantém a vida, e um alimento venenoso a mata; também uma boa leitura conserva a vida do espírito, e uma leitura má tira ao espírito a vida. Ora, qual é o fim da má imprensa e qual é o seu objeto? O fim é sempre o de extinguir a fé e impelir à dissolução. A imprensa serve de potente arma diabólica nas mãos dos inimigos de Deus e da religião. O objeto: Nos livros é o ódio à Igreja e ao sacerdócio; a calúnia, o escárnio das coisas sagradas, o desprezo dos dogmas, das práticas religiosas, dos Sacramentos; fatos históricos deturpados... cenas amorosas e dramáticas passionais, que inflama. Nos jornais se reúnem descrições de duelos, suicídios, homicídios, que constituem os contingentes da crônica; minuciosos relatos de processos judiciários que revelam infâmias e torpezas... E quem lê, facilmente se enche a cabeça de erros e de corrupções o coração. Pois bem, se, como diz S. Paulo, se deve evitar as companhias perversas que com conversas corrompem os costumes, muito mais se devem evitar os livros e jornais perversos. Por conseguinte, é necessário resistir a essa invasão de infâmia e de imundície. Outrora se gritava: “Fora o estrangeiro!”. Hoje em dia se deve gritar: “Fora os falsos profetas e os corruptores da pena!”. Não foi à toa que já em 1919 no parlamento italiano se levantaram fortes as vozes para protestar contra a vergonha e a lama da imprensa: e o próprio Ministro Luzzatti julgou urgente enviar uma circular a todos os Prefeitos do Reino, a fim de reprimir a pornografia. 4 – A má leitura é pior do que o mau companheiro O companheiro com a conversa obscena ou irreligiosa, pode fazer grande mal; lançará funestas centelhas, mas não corrompe logo; o livro, entretanto, grava imediatamente no espírito de quem lê o teor: e restam-vos os contos obscenos e máximas ímpias; que se se põe fora o livro, é prontamente retomado; é companheiro do dia e da noite, em casa, a passeio; e o veneno vai à seiva e ao sangue; O companheiro, ao ensinar a malícia às vezes se contém e pela cor se trai; o livro não fica nem vermelho nem pálido; permanece descarado como é; com a fascinação imprime as ideias, de modo que o leitor recebe punhaladas e a morte, ao passo que ainda acaricia o algoz. O companheiro frequentemente se evita, porque causa horror; o livro não se teme, pela confiança que se tem nas próprias forças; e eis que se estabelece entre o livro e o leitor uma corrente de ideias, de sentimentos e de simpatias, pelo que, mesmo sem querer, se absorve todo o tóxico. Eis por isso a necessidade de evitar tais leituras mais do que se evitam os maus companheiros. 5 – O juízo dos povos Tal necessidade foi reconhecida por todos os povos e em todos os tempos; tanto assim que as próprias Leis civis proscreveram os livros contra a religião e os costumes. Entre os pagãos: Platão, filósofo († 347 a.C.), deixou escrito que “os livros maus devem ser exterminados, e, juntamente com eles os escritores dos quais houvesse saído essa peste” (Liv. Da Repúb.). Tais são ainda as sentenças de Aristóteles, Catão, Cícero, Sêneca e outros escritores Gentios. Entre os gregos antigos, por ordem do Senado foram queimados os livros perversos de Epicuro, de Arquílogo, de Ésquilo e de Protágoras. Este último foi até expulso do território de Atenas, como pessoa infame. Diágoras (apelidado o ateu) por causa dos seus escritos teve de fugir da ira dos atenienses, que puseram a prêmio sua cabeça. Entre os romanos havia uma Magistratura de censores para os livros. O Senado romano queimou os escritos de Labieno; e o imperador Augusto, apesar de protetor das letras e dos literatos, mandou buscar por toda parte os livros ímpios e imorais, e fez uma fogueira de alguns milhares deles. Os egípcios fizeram mais. Não contentes após destruírem os livros infames de Sótades, jogaram no mar o autor trancado num caixão de chumbo. Dentre os próprios autores de maus livros, muitos condenaram suas obras, lamentando quando lhes foi impossível destruí-las. Assim Ovídio, embora pagão; assim Averroés, embora turco; assim Boccaccio, Piccolomini, La Harpe e cem outros. 6 – A autoridade da Igreja Devia a Igreja de Jesus Cristo ser inferior às doutrinas de pagãos e de ímpios? E deve ficar indiferente ante o erro que tenta raptar-lhe as almas? Não! Ela não pode e não deve tolerar semelhante ultraje. E quem poderá negar-lhe esse direito que exercem até os poderes civis? Por isso, ela nos Concílios tem com severidade proibido a leitura de tudo o que é contrário à fé e aos costumes. Ela sempre ergueu e ainda ergue a voz bem alto, para reiterar as proibições e lembrar aos cristãos católicos o pecado grave que se comete e as censuras em que se incorre ao ler e conservar livros que combatam a religião e a moral. A tal severidade a induz o amor dos filhos seus e o desejo de salvá-los da ruína. Invoca-se justiça sobre os matadores de corpos humanos: mas será por ventura a vida da alma menos preciosa que a do corpo? A Igreja sabe perfeitamente que o germe de um erro ou o pus do mau costume introduzido na alma basta para matá-la. (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)
- Comentários Eleison nº 867
Por Dom Williamson Número DCCCLXVII (867) – 24 de fevereiro de 2024 AVISO DE EMERGÊNCIA – II Quanto maior for o horror da Terceira Guerra Mundial, Maior será a glória de Deus – para os olhos que veem! Nenhum leitor destes “Comentários” enviou questões teóricas comparáveis à série de perguntas práticas da semana passada sobre a atual crise sem precedentes da Igreja (ver CE 866 de 17 de fevereiro). Mas vale a pena inventar uma série assim, para oferecer respostas às questões teóricas, a fim de que alguns leitores consigam compreender melhor a confusão desencadeada pelo Vaticano II, que é tão escorregadia quanto perigosa. 1 Então, o que está no cerne dessa confusão? É o que chamam “modernismo”? O que é o modernismo? Resposta: o modernismo é o grande erro dos tempos modernos, pelo qual até mesmo os clérigos mais cultos podem chegar a acreditar que a Igreja do passado não precisaria mais elevar a humanidade a alturas espirituais que ela mesma não seria mais capaz de alcançar. Pelo contrário, a humanidade seria tão diferente nos tempos modernos que, para alcançá-la no seu materialismo, a Igreja deveria atualizar a sua doutrina, a sua moral, a sua liturgia, tudo. Assim, se os homens não conseguem mais subir ao nível espiritual da Igreja, a Igreja deveria descer ao nível material dos homens – é o que dizem. 2 Mas não é função da Igreja chegar aos homens, onde quer que eles se encontrem? Sim, mas não em quaisquer condições! Todos os bombeiros querem apagar incêndios, mas não é qualquer líquido que serve. Que bombeiro já usou gasolina em vez de água? Água e gasolina têm, cada uma, sua natureza imutável, que independe da vontade dos homens. A água apaga o fogo (surpresa!), enquanto a gasolina faz pegar fogo (bem, vai saber). Do mesmo modo, o canto gregoriano e a música rock têm naturezas imutáveis e opostas, com efeitos opostos e imutáveis. O canto gregoriano atrairá almas para a Igreja; já o rock atrairá para o salão de dança, mas não atrairá para a Igreja. Alguns modernistas têm boas intenções, mas são tolos se pensam que a música funciona hoje de forma diferente de como funcionava ontem. Para serem atraídas para Deus, as almas precisam de uma música que seja tranquila, não agitada. 3 Mas toda vida moderna é agitada, se comparada com a vida de ontem. Então, como alguma alma hoje alcançará a Deus? Tu o dissestes! Depois de 6.000 anos de história mundial, seria possível pensar que os homens já teriam aprendido quais são as naturezas, os efeitos e as consequências das coisas; mas não. Nossos tempos se baseiam, por assim dizer, no princípio de que o homem pode desejar que as naturezas tenham os efeitos que ele desejar. Tudo se desnaturalizou e desestabilizou tanto, que a vida se transformou numa agitação contínua, e os jovens já não suportam nenhuma música demasiadamente calma. Mas isso não significa que as naturezas tenham mudado tanto, que o rock as trará de volta à Igreja. Não o fará. Não é da natureza dele fazê-lo. Foi concebido pelo diabo para criar cada vez mais agitação. 4 Mas se isso for verdade, como é que qualquer jovem moderno – ou alma moderna – chegará ao Céu? Boa pergunta! Nos tempos modernos, muitos santos se fizeram essa pergunta, mas nunca perderam a esperança da resposta, porque sabiam que a graça de Deus está sempre disponível para quem a busca. “Onde há vontade, há um caminho”, eis uma maneira humana de dizer isso. “A quem faz o que está ao seu alcance, Deus não recusa a Sua graça”, é uma maneira mais divina que a Igreja tem de dizê-lo. Em todo caso, quando uma alma, sem nenhuma culpa grave de sua parte, se encontra numa situação em que as probabilidades contra a sua salvação são aparentemente esmagadoras, Deus pode sempre intervir, como no caso de Ló, em Gênesis 19. 5 Mas se Deus é todo-poderoso, por que não elimina todo o mal da Criação que Ele mesmo controla? Porque o Seu propósito ao criar é dar a maior bem-aventurança possível às almas que O aceitem livremente. Ora, uma bem-aventurança que não é de forma nenhuma merecida pelo destinatário não pode ser tão afortunada quanto uma bem-aventurança merecida, pelo menos em parte, pela própria alma, apesar de todo o mal pelo qual ela terá sido cercada em sua breve vida neste “vale de lágrimas”. Segue-se que quanto mais generoso Deus desejar ser com o Seu dom de bem-aventurança, mais mal Ele permitirá, mas só até o ponto em que haja o risco de o mal fazer submergir o bem livremente escolhido. Esse ponto chegou ao mundo inteiro na época de Noé. Está chegando novamente nos tempos de hoje. E Deus intervirá mais uma vez em breve. Se temos a fé católica, façamos a nossa parte rezando o Rosário de Sua Mãe pela salvação das almas. Kyrie eleison.
- Comentários Eleison nº 866
Por Dom Williamson Número DCCCLXVI (866) – 17 de fevereiro de 2024 AVISO DE EMERGÊNCIA – I Deus não nos pede que façamos coisas impossíveis, Mas que deixemos para os outros a liberdade que queremos para nós mesmos. Um leitor muito confuso com o que está acontecendo dentro da Igreja Católica enviou uma série de perguntas práticas que muitas almas católicas devem estar fazendo-se atualmente em relação ao sério dever de qualquer católico de assistir à Missa para cumprir com a sua obrigação dominical. Normalmente as respostas são mais ou menos claras, mas as circunstâncias desde a revolução do Vaticano II dentro da Igreja, na década de 1960, já não são normais, e por isso as respostas já não são tão claras. Enumeremos as perguntas desse leitor, indo do geral ao particular, a fim de que estes “Comentários”, forneçam, sem que estejam impondo, respostas. 1 Até que ponto a Neoigreja do Vaticano II é católica, e em que medida é falsificada? Resposta: só Deus o sabe, porque só Ele conhece os segredos dos corações dos homens, e a fronteira entre a verdadeira e a falsa Igreja muitas vezes passa pelo coração dos homens, por exemplo, se têm ou não a fé católica. Visto que somente Ele pode sabê-lo com certeza, então Ele mesmo não espera que nós o saibamos. No entanto, nos dá meios suficientes para saber o que precisamos saber, como julgar pelos frutos (cf. Mt. VII, 15-20). Estes distinguirão infalivelmente a diferença, por exemplo, entre os verdadeiros e os falsos pastores. A alegria e a caridade verdadeiras revelarão onde a verdadeira Igreja ainda existe, mesmo dentro das estruturas da Neoigreja. 2 Temos um Papa? Resposta: se julgarmos o Papa Francisco pelos seus frutos, eles serão desastrosos para a verdadeira Igreja, a ponto de muitos católicos sérios argumentarem que ele seria, na verdade, um antipapa. Mas Deus não exige que eu saiba com certeza se é uma coisa ou outra. Bons teólogos católicos podem discordar em relação a isto. Em sua sabedoria, o Arcebispo Lefebvre orientava seus sacerdotes no sentido de que eles poderiam ter a sua própria opinião em privado, mas em público deveriam comportar-se como se os aparentes papas do Vaticano II fossem verdadeiros Papas, a menos e até que houvesse provas claras de que não seriam Papas. Ora, até o Papa Francisco continua cumprindo a função católica de fornecer à Igreja estrutural uma cabeça visível, permitindo que as estruturas da Igreja continuem a funcionar até que Deus limpe os estábulos de Augias. No Seu tempo, Deus colocará o Papa de pé novamente. Enquanto isso, posso desesperar-me com este ou aquele papa, mas não devo desesperar-me com o Papado, ou com qualquer outra instituição da Tradição de Nosso Senhor mesmo. 3 E quanto aos sacramentos da Neoigreja? Resposta: assim como a Neoigreja em seu conjunto, da qual são produto e parte, eles ainda são parcialmente bons, mas essencialmente apodrecidos, tal como as maçãs podres com as quais se pode compará-los, porque a Neoigreja foi habilmente projetada desde o início para apodrecer durante dezenas de anos, até que não restasse mais nada da verdadeira Igreja. Isto porque na década de 1960, quando aconteceu o Concílio Vaticano II, muitos clérigos no topo da Igreja tinham sido completamente infectados pelo pensamento da maçonaria, a sociedade secreta criada em 1717, em Londres, para infiltrar-se na Igreja Católica até que esta pudesse ser destruída por dentro, permitindo assim que os inimigos conhecidos de Deus e do homem dominassem o mundo, uma vez que a própria Igreja de Nosso Senhor é o grande obstáculo no caminho deles. 4 E quanto aos “milagres eucarísticos” que supostamente ocorrem nas “missas” do Novus Ordo? Resposta: ao longo dos quase 2.000 anos de história da Igreja, Deus sempre, por meio desses milagres, ajudou os cristãos a acreditarem no estupendo milagre de Sua Presença sob as meras aparências do pão e do vinho, e esses milagres continuam até hoje, porque o Sagrado Coração não abandonará as ovelhas enganadas pelos seus pastores. A diferença é que nos tempos de hoje se tem a ciência moderna à disposição para fornecer evidências verdadeiramente científicas a fim de provar que os milagres autênticos assim o são. Veja-se, por exemplo, o livro “Um cardiologista examina Jesus”, do Dr. Franco Serafini, com explicações e ilustrações fotográficas de vários milagres recentes. O estudo é publicado pela Sophia Institute Press, e está disponível em http://SophiaInstitute.com. Deus abençoa aos Tradicionalistas por se aferrarem à Missa Tradicional em latim, mas não a um ou outro que recusa as evidências científicas fornecidas pelo Sagrado Coração para a salvação das almas. 5 E quanto ao recebimento de hóstias supostamente consagradas nas missas do Novus Ordo? Resposta: talvez seja melhor evitá-las, porque podem ser inválidas, e com o tempo essa possibilidade pode aumentar. Porém, em caso de necessidade se pode receber tais hóstias, pois elas também podem ser válidas. Kyrie eleison.
- O NOME E A COISA
+ PAX O NOME E A COISA 24 de fevereiro de 2024 Tradição, Fidelidade, Resistência: três palavras, três coisas? Não, apenas uma. Qual? A guarda do depósito da fé. Esse é o papel dos bispos. Dom Lefebvre guardou e protegeu esse depósito. Nós também, da melhor forma possível, queremos protegê-lo. Isso é Tradição. O papel do bispo é guardar o depósito da fé em sua alma e ao seu redor. Dom Lefebvre negou que fosse o chefe dos tradicionalistas. Negou ter "seguidores". Ele era simplesmente um bispo que resistia. Não queria que nada muito humano atrapalhasse seu testemunho e seu combate. Não queria que a Tradição fosse equiparada a uma seita ou a um movimento de qualquer tipo. A Tradição é a Igreja. O chefe é Nosso Senhor, e é a Ele que seguimos. Ademais, se seguimos Dom Lefebvre, é porque os chefes, pontífices e santos foram feitos para serem seguidos, porque eles seguem Nosso Senhor. Dom Lefebvre recusava o título de chefe, mas o fato é que ele era nosso pastor. As ovelhas entenderam claramente que era ele quem iria salvá-las do naufrágio, que era preciso segui-lo, não como "seguidores", mas como católicos, para não perderem suas almas. No que nos diz respeito, dizemos: somos da Tradição, somos de Dom Lefebvre, somos de Nosso Senhor. Não somos toda a Tradição, mas somos, e queremos ser, da Tradição. Os outros nomes exprimem nossa determinação de não perder o depósito da fé, nossa determinação de lutar por ele, não com Dom Fellay, mas com Dom Lefebvre. Ele lutou com força e caridade. Isso é Tradição. Esse também é o nosso verdadeiro nome. + Tomás de Aquino O.S.B. U.I.O.G.D.





