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- Visita de S. Exa. Revma. Dom Gerardo Zendejas
Convidamos a todos os nossos amigos a prestigiarem a visita de Sua Exa. Revma. Dom Gerardo Zendejas ao Brasil, a qual ocorrerá entre os dias 12 e 21 deste mês de setembro. Dos dias 12 ao 15 ele estará no Mosteiro da Santa Cruz para nossa festa patronal, celebrada solenemente no sábado 15, com missa cantada seguida de almoço, teatro, conferência e bênção com a relíquia da Santa Cruz. O Senhor Bispo parte, no mesmo dia, juntamente com Dom Prior e Ir. Geraldo para o Mosteiro de Nossa Senhora da Fé, comunidade do Rev. Pe. Jahir Brito. Dos dias 16 a 17 em Candeias – BA (http://fbmvm.blogspot.com/) Dos dias 18 a 19 em Teixeira de Freitas – BA (https://pt-br.facebook.com/nsdorosariotx/) Dos dias 20 a 21 em Vitória – ES. (http://www.nossasenhoradasalegrias.com.br/)
- VOZ DE FÁTIMA, VOZ DE DEUS Nº 66
8 de setembro de 2018 “Vox túrturis audita est in terra nostra” (Cant. II, 12) Para ler e reler II Continuamos a edição de palavras de Dom Lefebvre em datas posteriores à sua assinatura do Protocolo de Acordo em 1988: “Nós queremos permanecer unidos a Nosso Senhor Jesus Cristo. Pois o Vaticano II destronou Nosso Senhor. Nós queremos permanecer fiéis a Nosso Senhor, Rei, Príncipe e Dominador do mundo inteiro. Não podemos mudar em nada essa linha de conduta. Também, quando nos fizerem a pergunta para saber quando haverá um acordo com Roma, minha resposta é simples. Quando Roma voltar a coroar a Nosso Senhor Jesus Cristo. Não podemos estar de acordo com aqueles que destronam a Nosso Senhor. No dia em que eles coroarem de novo a Nosso Senhor como Rei dos povos e das nações, não seremos nós a quem eles se unirão, mas à Igreja Católica, na qual permanecemos.” (conferência em Flavigny, dezembro de 1988, Fideliter 68, 1989). “Em Roma, continuam sendo o que são. Não nos podemos colocar nas mãos dessa gente.” (12 de junho de 1988) “Eles mudaram, sim, mas para pior… Eles têm a AIDS espiritual. Eles já não têm a graça, eles já não têm sistema de defesa. Não creio que possamos dizer que Roma não perdeu a Fé. As testemunhas da Fé, os mártires, sempre tiveram que escolher entre a Fé e a autoridade” (13 de junho de 1988 – Recomendações de Dom Lefebvre antes das Sagrações. Le Sel de la Terre N° 28). “Alguns quiseram mudar isto ou aquilo, unir-se a Roma, ao Papa… dizem que é preciso ter caridade, ter bons sentimentos, que é necessário evitar divisões… Mas estão nos atraiçoando, dando a mão aos que destroem a Igreja, àqueles que têm ideias modernistas e liberais e, portanto, condenadas pela Igreja. Assim, eles estão agora fazendo o trabalho do diabo…” “Encontram-se num verdadeiro beco sem saída, pois não se pode dar a mão aos modernistas e querer conservar a Tradição… É isso que destruiu a Cristandade na Europa. França, Alemanha, Suíça… São precisamente os liberais que permitiram que a Revolução se instalasse, justamente porque estenderam a mão para aqueles que têm princípios contrários aos nossos…” “É preciso saber se nós também queremos colaborar com a destruição da Igreja, com a ruína do reinado social de Nosso Senhor, ou então se estamos decididos a trabalhar pelo reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo. Todos os que querem vir conosco, para trabalhar conosco, Deo gratias, nós os recebemos, pouco importa de onde vêm, mas que não nos peçam que deixemos nosso caminho para ir com eles colaborar com os outros. Não é possível… pois o combate que levamos não é algo nosso, é o combate de Nosso Senhor Jesus Cristo por amor e pela defesa da Igreja.” Arsenius U.I.O.G
- A Oração Mental
Da oração mental Depois de tratarmos da oração vocal, o que vai nos ensinar sobre a oração mental? A oração mental é a que se faz no interior da alma, sem se pronunciar as formulas das orações. Qual é a excelência da oração mental? Ela é o fundamento de toda oração, consistindo principalmente no desejo da alma, sem o qual não há nenhuma oração. Como se chama essa oração interior que é toda da alma? É chamada algumas vezes de meditação, e outras vezes simplesmente oração. O que quer dizer a palavra meditação? A palavra meditação significa o trabalho do espírito que considera, aprofunda avalia, por assim dizer, um assunto, em todos os sentidos, para achar os motivos para fugir do mal, procurar o bem e chegar a Deus. O que quer dizer a palavra oração? É a palavra que designa todo tipo de prece e que nos faz compreender que ela seja vocal ou mental, é uma obra da alma que aplica sua inteligência para conhecer o bem e a sua vontade para procurá-lo. 2.A oração mental segundo são Francisco de Sales O que ensina são Francisco de Sales sobre a oração mental? Ele diz: “A oração pondo nosso entendimento na claridade e na luz divina, expondo nossa vontade ao calor do amor celeste, nada há que purgue tanto o nosso entendimento de suas ignorâncias, e a nossa vontade de suas afeições depravadas.” O que é que o Santo chama de nosso entendimento? O entendimento é a mesma coisa que a inteligência ou a faculdade que nossa alma possui de conhecer a verdade, de entender a verdade, de ler na verdade. E nossa vontade? É a faculdade que a alma possui pela qual procura a verdade para ama-la e dela fazer a regra de sua conduta. E isso não é, então, toda a alma? Certamente, pois nossa alma não é outra coisa que a inteligência ou entendimento, e a vontade ou amor. Assim, a oração mental toma toda a alma? Sim, toda a alma, se bem que às vezes a oração se faça mais na inteligência que medita, outras vezes mais na vontade que goza, saboreia, abraça a verdade que medita. Do trabalho do entendimento na oração mental Explique essa palavra de são Francisco: A oração pondo nosso entendimento na claridade e na luz divina… Isso significa que para rezar mentalmente é necessário que nosso espírito se alimente com alguma verdade da fé, como uma lâmpada se alimenta do óleo para clarear. Como se chama essa verdade? É chamada de assunto ou tema da oração. Quais são as operações do espírito em torno desse tema? O espírito o considera, examina, mede, como já dissemos, a fim de o compreender tanto quanto possível em toda sua extensão, para dele recolher os frutos. Quais são esses frutos? Quando a luz aumenta na inteligência, a alma se compraz na claridade e luz divina, e daí é levada mais facilmente a fugir do mal e a procurar o bem. Por exemplo? Se eu medito na bondade, na doçura e na suavidade de Deus vai ser mais fácil amá-lo e chegar até ele. Do trabalho da vontade na oração mental O que diz são Francisco sobre isso? Ele diz que a oração expõe nossa vontade ao calor do amor celeste. Ele faz alguma comparação? Certamente e muito bonita. Qual é? Imagine um homem que, hirto de frio, se encontra diante de um bom fogo, e que saboreia o bem de sentir que o frio se vai e que o calor penetra em seus membros, reanimando a vida. O que representa esse homem? Nossa pobre vontade entorpecida pelo pecado e muitas vezes gelada para o bem. E esse grande fogo? É a própria bondade de Deus, que por mil benefícios, vem a nós e nos penetra para nos sarar, nos torna bons e enfim felizes. Das vantagens da oração mental Relate a palavra de são Francisco sobre essas vantagens? “Nada há, diz ele, que purgue tanto nosso entendimento de suas ignorâncias, e nossa vontade de suas afeiçoes depravadas”. De onde vêm essas nossas ignorâncias e essas afeições depravadas? Do pecado original Mas não foi remido pelo batismo? Foi remido, certamente, mas ficaram as seqüelas; como ficam num doente depois de uma enfermidade. Então, a oração mental nos ajuda muito a nos levantar? Ela nos ajuda tão bem que nisso nada a supera, segundo são Francisco de Sales. Então será preciso nos ensinar longamente a oração mental. Esse será o assunto de nossas próximas lições. De que se compõe a oração mental A oração mental é composta de muitos atos? Assim como a oração vocal se compõe de muitas palavras sucessivas, assim como o Pai Nosso é formado de sete pedidos, a oração mental se compõe de vários atos da alma, que se seguem e se encadeiam para formar um todo cheio de harmonia. Quais são esses atos? Há os atos preliminares ou a preparação, os atos essenciais que fazem como um corpo ou melhor o coração da oração, enfim há os atos de conclusão nos quais se recolhe os frutos da oração. Assim se distingue três partes na oração mental? Sim, as chamamos preparação , corpo da oração e conclusão. Dê uma comparação? O Reino do céu é semelhante a um campo, diz Nosso Senhor. Essa comparação de um campo convém muito bem ao assunto. Explique a comparação? O lavrador prepara o campo para a sementeira, depois semeia e recolhe, enfim goza dos frutos de seu trabalho. Aí está a imagem das três partes da oração mental. Primeira parte: a preparação O que deve fazer uma alma para se preparar para a oração mental? Primeiramente, deve se recolher, quer dizer, deve concentrar todas as suas potências a fim de estar inteiramente voltada para a obra santa que se propõe fazer. E depois? A alma deve se colocar atentamente na presença de Deus: quer dizer, se lembrar do que a fé nos ensina sobre a imensidade de Deus presente em toda parte, de seu amor infinito por nós, e sobretudo da assistência misericordiosa que nos dá quando rezamos. Não há algum outro modo que seja muito útil para por-se na presença de Deus? Será utilíssimo nos lembrar que Deus está não somente em toda parte mas que está presente dentro de nós, nos dando, como diz são Paulo, o ser, o movimento e a vida, nos dando sobretudo a graça de rezar e nos ajudar particularmente nessa obra tão doce e tão salutar. Essa é toda a preparação necessária? Não, é preciso ainda implorar o socorro divino, a misericórdia de Nosso Senhor, a assistência do Espírito Santo, a proteção da Santíssima Virgem e dos santos Anjos. E então? Depois desses atos preliminares, a alma está em estado de rezar, e precisa avançar como iremos lhe ensinar. Segunda parte: os atos essenciais da oração mental Quais são os atos essenciais da oração mental? Alguns são atos da inteligência, outros atos da vontade. Quais são os atos da inteligência? É preciso primeiro penetrar profundamente na verdade que deve formar o fundo da oração, seja um artigo da fé, um mistério de Nosso Senhor, um ato da Santíssima Virgem ou de um santo. E para se penetrar bem no assunto que se deve fazer? É o que se chama considerações. Por exemplo: quando se vai estudar um grande e belo monumento, se leva em conta seu conjunto e suas partes, a harmonia das linhas, a beleza da decoração, etc. Do mesmo modo, diante de um assunto de oração , considera-se o que Deus fez por nós, o amor com que fez, o bem que nos preparou; diante disso o espírito será arrebatado de alegria em Deus seu Salvador. É preciso fazer muitas considerações? Depende da necessidade da alma, e da atração da graça que nos faz rezar. Pode-se fazer apenas uma consideração que alimenta a alma durante muito tempo, e então é inútil procurar outra coisa. De outras vezes será preciso multiplicar as considerações até que a alma se sinta vivamente tocada e que possa dizer como Davi: “Encontrei meu coração para fazer minha oração para meu Deus (II Sam. VII,27)” Qual a faculdade da alma que principalmente age nas considerações? É a inteligência, que se compraz “na claridade e nas luz divina”, como nos dizia são Francisco de Sales. Quais os atos que resultam desses atos da inteligência na oração mental? São os atos da vontade. Quais são esses atos da vontade? Podem se resumir em quatro: atos de amor ou de ódio, atos de confiança ou de temor. Como se compreende esses atos? Dissemos que são a conseqüência dos atos de inteligência: se considero a infinita bondade de Deus, serei levado a fazer atos de amor e de confiança; se meço a enormidade do pecado, farei atos de ódio, de detestação, de contrição; à vista do inferno e dos temíveis julgamentos de Deus, farei atos de temor; é assim que os atos da vontade são comandados pelos atos da inteligência. Quais são os mais saudáveis desses atos da vontade? São os que nos fazem detestar o pecado e amar a Deus. Não é isso o principal na oração mental? Certamente, são nesses atos que mais devemos insistir. A conclusão da oração mental Como se deve terminar a oração mental? Sempre com alguma salutar resolução inspirada pelo desejo de nos afastar do pecado e de nos unirmos a Deus. Essa não é uma resolução muito geral? Certamente, a essa devemos juntar uma resolução de evitar determinado pecado, ou fazer um determinado bem em conformidade com a resolução geral. Qual deve ser o caráter da resolução particular? Que ela seja prática, e imediatamente prática, nos ajudando a vencer o defeito dominante ou a adquirir a virtude de que temos mais necessidade. Como é preciso terminar a oração mental? Por um movimento piedoso e cordial de agradecimento para com Deus, o inspirador de toda oração e a única fonte de nossos bens. E como terminar essa lição? Com o compromisso de rezar mentalmente, ao menos alguns instantes todas as manhãs e sobretudo antes da santa comunhão. Que Deus nos dê essa graça. A oração mental é difícil Há quem se queixe algumas vezes das dificuldades da oração mental? Algumas vezes; mas, na verdade, a oração mental não é mais difícil do que qualquer outra forma de oração. Isso espanta! Não se espantará mais se lembrar que a oração é um desejo da alma, e que sem desejo não há oração. Ora, o desejo, que seja exprimido por palavras ou dito interiormente a Deus sem palavras é a mesma coisa, não haverá mais dificuldade de um lado que do outro. No entanto se escuta sempre dizer: Não posso meditar! Há aí um mal entendido, pois não há alma que não medite. Logo, a meditação é possível já que todo mundo a faz. Como é isso? Não é verdade que todo mundo pensa em seus negócios, examina sua situação, considera as possibilidades de sucesso, os perigos e enfim toma suas providências para que as coisas corram o melhor possível? Nada mais verdadeiro, e o que concluir? Conclui-se que se cada um pode meditar nos seus negócios, pode igualmente meditar no grande negócio de sua salvação; pode ainda melhor porque a graça do Espírito Santo ajuda as almas a rezar, as leva à oração, em uma palavra, as faz rezar quando são dóceis. O mal entendido O que é esse mal entendido que foi mencionado? Esse mal entendido vem do que se chama métodos de oração. Mas o que são esses métodos de oração? São teorias verdadeiramente bastante engenhosas pelas quais os autores modernos querem ensinar às almas uma espécie de ginástica espiritual onde se encontram habilmente sistematizados todos os atos possíveis da meditação. Mas então de onde vem o mal entendido? Do fato de que tendo lido esses métodos, alguns acreditam que não há outros meios de meditar que não sejam esses. E se pode rezar sem eles? Os antigos não os conheciam, e achamos que suas orações valiam bem mais do que as meditações artísticas, compassadas, certinhas dos orantes de nossos dias. Pode-se, pois rezar sem métodos racionais. As distrações E o que dizer das distrações? As distrações são uma miséria da qual não podemos escapar. Somente no céu há quem reze sem distrações. Essa miséria não é muito miserável? Ela é miserável, sem dúvida, mas se vem sem nos darmos conta, é preciso ficarmos em paz, deixa-la passar sem nada lhe dizer e continuar sua oração como se nada tivesse acontecido. É inofensiva como uma mosca que passa. Mas não há distrações nocivas? Há, e muito nocivas: são as que nós mesmos provocamos quando não é hora de rezar. Como isso? Se, durante o dia, damos livre curso aos pensamentos de vaidade, de curiosidade, afeição às coisas do mundo; se nossa alma se deixa levar pelas armadilhas de alguma das três concupiscências, podemos estar certos de que estamos nos preparando para funestas distrações quando formos rezar. Por onde elas chegam? Pela via que nós mesmos traçamos. Pois se, durante o dia, os desejos de nossas almas são levados para as coisas baixas contra a vontade de Deus, essas coisas de baixo voltarão durante nossas orações, contra nossa vontade; é isso que se chama oração funesta. 13. Um certo segredo relacionado à oração O que nos promete com o nome de um certo segredo? Uma belíssima história. Conte-nos!! Havia uma menina coxa, que só podia andar com o auxílio de muletas. Mas sua alma não claudicava indo no caminho do céu. Então como ela andava nesse caminho? Reta; ia para Deus, e nada mais lhe importava. Todos os dias dava graças a Deus por ele ter quebrado suas pernas. Quantos pecados teria cometido, dizia ela, se pudesse andar como os outros! E sua oração? Era uma maravilha. Ela não sabia ler, não tinha idéia de métodos. Rezava com seu coração, suas meditações eram muito elevadas, e sobretudo universais, envolvendo todas as almas, como Nosso Senhor nos ensinou a rezar no Pai Nosso. Onde encontrava os assuntos de suas meditações? No Santíssimo Sacramento, na Paixão de Nosso Senhor e nos seus outros mistérios, e nas dores da Santíssima Virgem: para ela estava tudo aí. Então como ela rezava? Praticamente não tinha dúvidas, justificava muito bem o que dizia Bossuet: “A melhor oração é a oração da alma que se conforma inteiramente com a disposição que o Espírito Santo lhe dá”. Quem foi seu mestre na ciência da oração? O Espírito Santo; não há ninguém que não possa ou não deva ir à sua escola. E ela tinha distrações? Quase nada: além do mais não lhes dava a mínima atenção, ia reta em seu caminho sem cuidar do que podia acontecer à direita ou à esquerda. E ela rezava sempre assim? Não, alguns dias ela dizia: “Tiraram minha oração”. E o que fazia então? Dizia simplesmente: “Vou esperar!” quer dizer que ela se punha pacificamente diante de Deus, pedindo com toda a humildade a graça de rezar; quando já tinha esperado bastante, a oração voltava. “Tornaram a me dar a oração”, dizia, e sua alma mergulhava em piedosos desejos diante de Deus, de Nosso Senhor e da Santíssima Virgem. O espírito de oração O que é a oração para a alma do cristão? A oração é para a alma o que a respiração é para o corpo: como um corpo não poderia continuar vivo se não respirasse a todo instante, assim a alma não poderia permanecer na graça, se não rezar ao menos de tempos em tempos. Como a alma é levada a rezar assim? O corpo é levado a respirar por uma necessidade incessante e pelo movimento natural de sua conservação; a alma é levada a rezar por um movimento sobrenatural, obra da graça de Nosso Senhor. Como se chama esse movimento sobrenatural na alma cristã? Chama-se espírito de oração. Deus disse em Zacarias: Estenderei sobre a casa de David e sobre os habitantes de Jerusalém, o espírito de graça e de oração: Spiritum gratiæ et precum (Zac.XII,10). O que é a casa de Davi? É a casa de Nosso Senhor, filho de Deus e filho de Davi. O que é Jerusalém? É a Igreja, a sociedade dos filhos de Deus, os herdeiros da graça de Nosso Senhor. O que é o espírito de oração? É o espírito que faz rezar, é a graça da oração distribuída pelo Espírito Santo aos corações dos filhos de Deus. O que faz o espírito de oração O que produz nas almas o espírito de oração? Ensina interiormente a necessidade que a alma tem de rezar; move eficazmente a alma para a oração, onde encontra um gosto sobrenatural na própria oração. E então o que faz a alma sob a ação desse espírito? Então a alma aspira realizar essa palavra adorável, esse mandamento sagrado de nosso amável Salvador: “É preciso rezar sempre, rezar sem cessar: Oportet semper orare et numquam deficere (Luc.XVIII,1).” Porque disse mandamento? Porque Nosso Senhor disse: “É preciso, Oportet”; não podemos nem acrescentar nem diminuir a palavra de Nosso Senhor. Como compreender esse mandamento? É como se Nosso Senhor nos dissesse: é preciso sempre amar a Deus, é preciso sempre se conservar em estado de graça, é preciso sempre evitar o pecado. Como podemos realizar esse mandamento? Nunca o realizaremos perfeitamente aqui em baixo; mas devemos fazer tudo para o realizarmos o melhor possível. Como é preciso rezar para rezar sempre Como obedecer bem a esse mandamento de Nosso Senhor? Primeiro é preciso querer realizá-lo; ora, essa vontade implica para nós o dever de nos afastarmos de todo pecado e de nos orientarmos sempre ao que agrada a Deus. E depois? Depois prestar atenção para não perder as boas ocasiões de rezar. Quais são elas? Antes de tudo, a hora das orações da manhã e a hora das orações da noite; a hora do Ângelus, as orações antes e depois das refeições, são circunstâncias em que o católico não deixa nunca de elevar seu coração a Deus, de respirar sua divina graça e de rezar. As ocasiões de rezar Não há ainda outras circunstâncias em que é bom elevar a alma a Deus? Há ainda muitas outras, como por exemplo, ao levantar e antes de adormecer, ao nascer do sol e ao poente. Como é preciso rezar ao levantar? Dando graças a Deus por nos ter guardado durante o sono, lhe oferecer o primeiro pensamento de nosso espírito, a primeira batida de nosso coração, e oferecer nosso dia. Como é preciso rezar antes de adormecer? Não adormecer jamais com um pecado mortal na consciência, mas ao contrário, ter a consciência em paz e adormecer sob o olhar de Deus, nos recomendando à Santíssima Virgem e a nosso anjo da Guarda. O nascer do sol pode também nos fazer rezar? Sim, pois nos lembra como Deus é criador da luz, como a distribui às criaturas segundo a sua vontade; é preciso querer usa-la, assim como todos os benefícios de Deus para a glória de nosso Criador. Quais os bons pensamentos que nos pode fornecer o poente? O fim do dia deve nos fazer pensar no fim de nossa vida, a hora em que nossos olhos se fecharem à luz daqui de baixo, e quando nossa alma deverá ir para Deus e entrar em sua luz eterna. As orações jaculatórias Será que poderemos rezar ainda em outros momentos? Sim, certamente: a qualquer momento podemos dirigir a Deus alguma oração jaculatória. O que são orações jaculatórias? Uma oração muito curta, mas, o mais ardente possível, que dirigimos a Deus. Porque se chama jaculatória? Porque parece um jato (jaculum, em latim quer dizer jato) um jato que lançamos para Deus do fundo de nosso coração. O que devemos dizer a Deus nessas orações? Tudo o que nos pode inspirar a fé, a esperança, a caridade e a contrição. E onde encontrar a matéria dessas orações? Na ordem das coisas da natureza, para admirar, louvar e agradecer o poder, a sabedoria e a bondade de Deus; na ordem da graça para admirar, louvar e agradecer o que Deus fez na Encarnação de Nosso Senhor, o que faz na Eucaristia e os outros sacramentos; enfim na ordem da glória para admirar, louvar, agradecer a Deus pela glória de Nosso Senhor, da Santíssima Virgem e dos santos. Haverá uma oração jaculatória que gostaria de nos ensinar? Entre outras gostamos dessa: JESUS, MEU DEUS, VOS AMO ACIMA DE TUDO. Fonte: Blog Borboletas ao Luar
- Cruzada de Rosários pelas eleições no Brasil – 2018
Causa Nostrae Laetitiae! As próximas eleições serão decisivas para nosso país e, em virtude do grande perigo iminente, Padre Jahir (FBMV) pede aos fiéis de toda a Resistência que façam uma escala de 30 dias de Rosários ininterruptos, cada horário com 30 minutos, de 07/09 até 07/10, dia das eleições e de Nossa Senhora do Rosário, com a seguinte intenção: “Que o Imaculado Coração de Maria salve o Brasil e destrua o comunismo nestas eleições” Aqueles que puderem entrar nesta Cruzada devem escolher um horário (ex: 8h ou 8h30min ou 9h etc.) e se comprometerem a rezar todos os dias, durante o período, no horário escolhido. No mesmo espírito, as crianças também estão convidadas a rezar uma dezena do terço na mesma intenção, todos os dias, mas sem horário fixo. Os pais devem enviar um email para ensinocatolicotradicional@gmail.com, a fim de que lhes seja indicada a dezena específica que o filho irá rezar. O número de crianças aumenta cada dia mais, e já temos dezenas suficientes para dois Rosários completos. Deo Gratias! Demonstre seu apoio a esta iniciativa: envie um email a Padre Jahir (fbmvm@yahoo.com.br) e a Dom Tomás de Aquino (domtomasdeaquino@gmail.com)! Durante esses 30 dias, estaremos unidos em orações pelo Brasil.
- O QUE VEM A SER A IGREJA CONCILIAR
Feliz culpa de Adão, que nos mereceu um tal e tão grande Salvador! Deus só permite o mal para daí tirar um bem maior. Ele permitiu o pecado de Adão, para daí tirar o bem infinitamente maior da Encarnação e da Redenção. E, em consequência da Encarnação e da Redenção, constituiu a Santa Igreja. A Santa Igreja é o meio, que Deus instituiu, através do qual os homens devem participar da vida divina, primeiramente na obscuridade da Fé e depois na visão, no gozo e na posse de Deus. Essa é a finalidade para a qual foram criados todos os homens, finalidade cheia de amor (e que amor! Amor incrível! Infinito!) por cada um de nós. E não temos o direito de não querer esse dom inestimável. Seremos justamente castigados se o recusarmos. Poderíamos pensar que o nosso bem é o que queremos para nós. Mas nosso Pai, nosso bom Pai, nosso melhor Amigo, Aquele que se fez nosso irmão e até quer ser nosso Filho, Ele sabe que, muitíssimas vezes, o que queremos é péssimo para nós. Como alguém que tenha um filho ou um irmão ou uma mãe que não querem absolutamente vê-lo bêbado porque sabem que isso é um mal para ele. Mas ele acha que isso é bom: como ele gosta de beber até a embriaguez!… “Por que essas pessoas, que deveriam me querer bem, ficam me reprovando de fazer o que tanto gosto?” Porque sabem que isso não é bom. Assim Deus para conosco. Conclusão, todo homem deve pertencer à Santa Igreja para se salvar. E só se pode pertencer à Santa Igreja por causa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi porque Ele morreu por nós é que cada um de nós pode receber a participação de Sua vida divina, pela graça santificante. A Igreja Católica define-se com mais propriedade como sendo o Corpo Místico de Cristo. E nesse corpo, Nosso Senhor Jesus Cristo é a cabeça e todos os mais que pertencem a esse mesmo corpo (inclusive o Papa) são seus membros. Dessa Cabeça divina desce a graça santificante a seus membros. E essa graça é para todos os homens (ainda que nem todos a recebam), desde Adão até o último homem que existir. Portanto, mesmo os homens do Antigo Testamento que tiveram a dita de recebê-la, receberam-na por Nosso Senhor Jesus Cristo, e pertenciam à Igreja Católica. E se alguém, por acaso, se salva com o batismo de desejo, pertencendo externamente a uma falsa religião, na verdade pertence à Igreja Católica, mesmo sem o saber. Vimos uma primeira distinção em partes, que se pode fazer na Igreja: uma parte é a Cabeça, e a outra os membros. Mas a Igreja é uma realidade complexa, acerca da qual precisamos fazer várias outras distinções para poder bem compreendê-la. Com efeito, sob um outro aspecto, o do lugar onde se encontram os seus membros, podemos distinguir a Igreja triunfante (composta por aqueles que estão no Céu), a Igreja padecente (composta por aqueles que estão no Purgatório) e a Igreja militante (composta por aqueles que estão na Terra). Ainda, sob o aspecto da guarda e da transmissão da Revelação, faz-se a distinção entre a Igreja docente (a que ensina: o Papa e os Bispos) e a Igreja discente (a que é ensinada: os demais membros). Mais outro aspecto: a Igreja, que é comparada a um homem, tem um corpo e uma alma. E nesse corpo podemos distinguir seus membros vivos e seus membros mortos. Os vivos são os que estão recebendo, da Cabeça, a vida sobrenatural da graça santificante. Os mortos são os que não estão recebendo essa vida. São como os membros gangrenados de uma pessoa: esses membros pertencem ao corpo aparentemente, materialmente, mas não formalmente, pois o sangue não os irriga mais; neles não está mais a vida do corpo. Como vimos, a Santa Igreja tem um corpo e uma alma. Em que consiste o seu corpo? No culto (parte externa dos Sacramentos, da Santa Missa etc.), no governo (postos hierárquicos), no ensino, nas pessoas batizadas. E em que consiste sua alma? São as virtudes sobrenaturais (teologais e morais), os dons do Espírito Santo, o depósito das verdades reveladas (morais e dogmáticas), as graças santificante e atuais, que nos vêm ordinariamente pelos Sacramentos. A Igreja Católica é Santa. É um erro dizer que ela é santa e pecadora. No entanto, é um fato que muitos de seus membros são pecadores. Portanto, o que inalienavelmente é santo é a alma da Igreja, onde não há ruga nem mancha. Assim como, por sinédoque, chamamos os homens de almas (“nesta paróquia há tantas almas”), dando ao todo o nome da parte principal. A alma da Igreja é o que há de principal na Igreja e na qual não pode haver pecado nem erro algum. Na medida em que o corpo da Igreja está em conformidade com a santidade de sua alma, ele, o corpo, é santo. Se o que é realizado nesse corpo é conduzido, ordenado, direcionado por sua alma, de acordo com sua doutrina dogmática (inteligência) e moral (vontade), isso é católico e divino, caso contrário, é humano e falível. Demos um exemplo à guisa de comparação: se um sonâmbulo pular de um lugar alto e morrer com a queda, não se lhe pode imputar esse ato como um suicídio, porque a pessoa que age no sono age sem o uso da razão (inteligência e vontade) e, portanto, sem culpa, podendo-se dizer que não foi a pessoa que agiu: foi o seu corpo sem estar sob o império da alma (cujas duas potências são a inteligência e a vontade) Deve-se observar que entre os pecados que pode haver nos membros do corpo da Igreja, encontra-se a heresia: pecado contra a Fé. Esse pecado, nos bons tempos, levava à exclusão desse membro, por um decreto da hierarquia; mas enquanto esse decreto não é feito, o dito membro continua a ser membro da Igreja (membro morto se a heresia é formal, membro vivo se a heresia é somente material). A Igreja Católica é Una. Essa unidade é requerida porque a verdade se opõe à falsidade. Uma diferença (de culto, por exemplo, entre os orientais) que não inclui uma falsidade não requer uma diversidade de igrejas. A Igreja (com maiúscula) é a Igreja Católica. Ela é a Igreja, por antonomásia. É o protótipo, aquela em que se realiza plenamente o significado dessa palavra (a qual vem do latim ecclesia, que quer dizer reunião, com motivo religioso, organizada, com finalidade religiosa). É a reunião por excelência: a melhor de todas e que todas devem considerar como modelo. Assim, por exemplo, acontece com a palavra bíblia (que quer dizer: o livro): isso não porque os outros livros não sejam livros, mas porque a Bíblia é o livro por excelência. O mesmo não se pode dizer da palavra religião, a qual só se aplica verdadeiramente ao Catolicismo, pois ela significa religar, ligar novamente o que estava separado; e o que se trata aqui é de religar o homem com Deus, os quais haviam sido separados pelo pecado, tanto o de Adão como os nossos. Ora, só a Igreja fundada pelo mesmo Deus é depositária do Sacrifício Redentor que realizou a obra de reunir o que havia sido separado. Portanto, é um uso indevido aplicar às outras “igrejas” o nome de religião, pois não religam nada. Diante do que foi dito, vamos considerar a expressão “Igreja Conciliar”. Ela foi empregada pelo Cardeal Beneli. Dom Lefebvre, já em 1976, havia denunciado a existência de uma outra “igreja” no seio da Santa Igreja. Afirmação, portanto, não causada por uma emoção passageira por ocasião das sagrações episcopais de 1988 (como, parece, está-se pensando entre aqueles que, na “Tradição”, não querem acreditar na existência dessa outra “igreja”, pois agora eles têm em vista um “acordo” ou “entendimento” ou “reconhecimento” ou “oficialização” ou qualquer outro nome que queiram dar à mesma realidade). De seu lado, também Gustavo Corção já falava na “outra”, referindo-se à mesma infiltrada “igreja”. No decurso dos séculos, Deus permitiu as heresias; e um grande bem que Ele tirou desse mal foi a explicitação da doutrina já crida na Igreja. Creio que, semelhantemente, podemos aplicar isso à realidade da “Igreja Conciliar”. Dom Lefebvre e Corção afirmaram a real existência de uma “igreja parasita”, sem descer a detalhes sobre no quê ela consistia. Depois, procurou-se explicar essa realidade com comparações: moedas, câncer, “amante” etc.. Mas, como “toda comparação claudica”, fazia-se mister uma explicação mais precisa. Julgo haver sido encontrada na exposição feita em um artigo da revista Le Sel de la Terre (revista que, aliás, aconselho nossos leitores a assinarem), cujo autor cuidou em não se identificar (provavelmente para não ser “punido”) e que parece haver encontrado o verdadeiro significado dessa Igreja Conciliar: é uma seita, uma reunião de pessoas que têm uma doutrina “religiosa” diferente da da Santa Igreja, organizada, com a finalidade de “reformar” essa mesma Santa Igreja por dentro, sem sair dela, tomando os seus postos de comando. Então, essa “igreja” se encontra dentro da Igreja Católica, mas é distinta dela. E os membros dessa seita, tendo nas mãos os postos de comando da Santa Igreja, impõem a sua “organização eclesial”, para os católicos se submeterem a ela. Daí vêm a Nova Missa, o novo Catecismo, o novo Magistério, o novo Código de Direito Canônico, os novos Sacramentos… Não foi a Santa Igreja que decretou a Nova Missa, não foi a Santa Igreja que decretou o novo Catecismo, não foi a Santa Igreja que decretou o novo Código de Direito Canônico, não foi a Santa Igreja que decretou os novos Sacramentos. Foi um homem que ocupa o mais alto grau da hierarquia católica, mas que pertence à dita seita ao mesmo tempo que pertence ao corpo da Santa Igreja, pois é batizado, e talvez até mesmo pertença à alma da Igreja (só Deus sabe), pois o modernismo estraga de tal modo as cabeças, que é possível haver verdadeira Fé (interior) junto com erros doutrinais. O novo Magistério não é o Magistério da Santa Igreja, ainda que tenha coisas verdadeiras, mas misturadas com falsas. Assim, as diversas doutrinas dos diversos hereges são falsas, ainda que tenham coisas verdadeiras, pois estas estão misturadas com falsas. A Igreja só tem o direito (e o dever) de transmitir o depósito revelado, no qual, evidentemente, não há erro algum. Conclusão: submeter-se ao Catecismo tradicional, ao Magistério tradicional, ao Código de Direito Canônico anterior ao novo, aos Sacramentos tradicionais, à Missa de sempre, é submeter-se à Santa Igreja e à hierarquia da Santa Igreja, é submeter-se ao Papa e ao episcopado católicos. Pois quando, por uma imperscrutável permissão divina, ocorre de o Papa e os bispos pertencerem a uma seita (ainda que verdadeiro Papa e verdadeiros bispos, que ocupam verdadeiros postos na hierarquia católica), eles passam a não ser mais referência para os católicos, os quais devem referir-se aos Papas anteriores a essa situação anormal, e aos bispos que ainda hoje se opõem a essa situação. O que está ocorrendo atualmente na Igreja é dramático. Nossa atitude pode ser mesmo apavorante para alguém que não mediu a profundidade do problema. Mas é um fato. As coisas são o que são, e não podemos “tapar o sol com a peneira”. Queira Deus que Ele continue a ter misericórdia de nós, mostrando às pessoas, como tem feito frequentemente, quão verdadeiro é o nosso modo de encarar essa fase da história da Igreja, pela qual passamos. Que Maria Santíssima não nos abandone e nos faça perseverar na fidelidade à Igreja de Seu Divino Filho. Arsenius
- O corpo sem cabeça
Em tempos de apostasia geral das nações já é difícil manter a fé, quanto mais compreender rebuscadas discussões teológicas. Uma das controvérsias teológicas atuais mais encarniçadas entre os católicos gira em torno do sedevacantismo, ou seja, da possibilidade da Santa Sé estar vacante pelo simples fato do Papa (e muitos de seus antecessores) incorrer (ou ter incorrido) em heresia. Bom, antes de entrar propriamente ao tema convém ressaltar que este articulista não é teólogo, portanto, não tem qualquer competência para abordar um tema teológico tão complexo em toda sua extensão. Esse trabalho é próprio de teólogos. Contudo, como católico, está a meu alcance chamar a atenção para fatos e ideias acessíveis à razão natural, campo que está à disposição de todos. Outro aspecto a se ressaltar é que os leitores não podem confundir argumentos com exemplos. Exemplos são auxílios aos argumentos e não os substituem, desse modo, não se refuta nem se demonstra um argumento com um exemplo, estes servem apenas à ilustração. Assim quando se citarem exemplos (presumo que os leitores saibam discerni-los no decorrer do texto) não adianta apresentar um contra-exemplo e presumir que o argumento foi “refutado”. É preciso mostrar um liame entre o contra-exemplo e o argumento que se pretende sustentar mostrando que aquele representa este e consequentemente esclarecer a natureza e a estrutura deste último. Também é necessário estar atento aos aguilhões semânticos, isto é, ao uso equívoco dos termos/conceitos. Isto é absolutamente essencial. Se alguém usa palavra banco para se referir a um assento e outra pessoa usa a mesma palavra para se referir às instituições financeiras, elas não estão falando da mesma coisa. Existe uma confusão no emprego dos termos e por isso mesmo os contendores não se entendem e acham que estão se refutando reciprocamente. Esclarecidos os tópicos acima consideremos a hipotética situação: é possível haver governo sem governante? Advocacia sem advogado? Magistratura sem magistrado? Magistério sem professor? Em suma, é possível haver uma atividade sem um agente a exercê-la? Por exemplo: Como eu posso dizer que existe uma atividade tal como jogar bola, sem que haja jogadores a praticá-la? A resposta às perguntas acima são obviamente negativas: não há atividades sem agentes. Ora, nas sociedades humanas são praticadas várias atividades necessárias à nossa subsistência material e progresso espiritual e todas elas são relacionadas aos seus respectivos praticantes. Se existe uma oração sendo feita é porque há alguém rezando, se uma refeição foi feita é porque alguém a preparou. No que tange às relações com nosso próximo o mesmo princípio é válido: se há amor, é porque há um amante e um amado, se há agressão, também há o agressor e o agredido, se há governo, também há governantes e governados. Frise-se que nas relações humanas acima citadas há aquele que age e o que sofre a ação do agente: o governante é o sujeito da ação de governar -o agente do governo- e os governados são aqueles que sofrem o efeito da ação do governante e assim sucessivamente. É claro que esta descrição é sumária, pois os governados podem reagir à ação dos governantes, rebelando-se contra eles, por exemplo, e neste caso a situação se inverte: os governados são os sujeitos da ação de se rebelar e os governantes são os que padecem o efeito da rebelião. Pois bem, feitas as explanações acima passemos ao seguinte. O governo é uma atividade humana praticada por um governante que recai sobre governados e é impossível que seja diferente. Onde houver governo haverá governante por um lado e governados por outro. É da natureza da atividade de governo que ela seja exercida pelo governante, ou como dito mais acima, não há governo sem governante, não há ação sem agente. Ora, em todas as formas de convivência humana nós sempre encontramos alguém que exerce o governo e alguém que sofre o efeito de ser governado, ou seja, na família há o pai e a esposa/filhos, na empresa o empresário e os empregados, na cidade o prefeito e os cidadãos, numa nação um monarca/presidente e os demais cidadãos e assim sucessivamente. A Igreja Católica também é uma sociedade composta de participantes humanos e possui como monarca Deus mesmo. Possui uma vantagem em relação a todas as outras, pois foi fundada por Deus mesmo, logo, é uma sociedade perfeita. Contudo, Deus governa essa sociedade de eleitos por um agente intermediário temporal, a saber, o Papa.[1] Assim como o Presidente ou o Prefeito ou qualquer autoridade humana delega parte do exercício de suas funções a outras autoridades humanas que lhes são subordinadas, também assim Deus governa o mundo, isto é, com a participação das criaturas. Pois bem, feitas as considerações acima sobre a natureza das ações humanas e da Providência divina, consideremos por hipótese, que a Santa Sé tenha ficado vacante em razão da heresia de um ou vários papas. Qual a consequência disto para a Igreja? Como é que a sociedade perfeita fundada por Cristo se guiará nesse vale de lágrimas sem um governante temporal? Ora, o próprio Deus constituiu as relações humanas de modo hierárquico, especialmente a sua Santa Igreja, logo, se não há Papa quem é que governará no plano temporal a sociedade dos eleitos? Como é que pode haver exercício de autoridade sem alguém que a exerça? Transpondo para termos teológicos como pode haver Primado sem um Primaz? Como uma sociedade atingirá seu bem comum –no caso da Igreja a salvação das almas- sem uma autoridade que a conduza para tal? Os sedevacantistas defendem-se afirmando que eles não negam a existência de uma autoridade, ou seja, a existência do Primado Petrino, apenas afirmam que a cadeira da Santa Sé está vaga, ou seja, que não obstante não haver primaz, há primado, que a jurisdição existe mas não é exercida, afinal o papa herético perde ipso facto a jurisdição. Aqui precisamente surge o primeiro problema. É cediço que a palavra “autoridade” pode se referir tanto ao cargo quanto à pessoa que a exerce, porém, essa distinção conceitual precisa ser compreendida também em seus aspectos concretos. E concretamente falando não existe governo sem governante, não existe autoridade-exercício sem a autoridade-agente. Ora, se se defende que não há mais papa (autoridade-agente) em razão das heresias deste, então quem está de fato a exercer o Primado Petrino (autoridade-exercício)? Quem está a governar a Igreja se a mesma está sem o seu monarca? Os bispos sedevacantistas? Com que legitimidade? E qual linha sedevacante é a correta? A dos conclavistas? A linhagem de Thuc? Só por este aspecto os sedevacantistas longe de compreenderem teologicamente a crise da Igreja acabam por criar novos problemas. Ora, ao negarem a existência de uma autoridade-agente, ou seja, que o papa não pertence à Igreja por ser herege, então de duas uma: a) ou se persiste na ideia absurda de um governo sem governante; b) ou se defende que os bispos sedevacantistas herdaram legitimamente o Primado Petrino, isto é, se sub-rogaram no exercício da jurisdição. Porém, se é o caso da hipótese de “b”, com que legitimidade eles podem afirmar isto? Com base em que eles podem se autoinvestir da jurisdição sem um julgamento do papa por crime de heresia? Se até mesmo um Presidente da República passa por um processo de julgamento (impeacheament) para ser deposto, por que com a autoridade máxima da Igreja que visa a um fim muito mais nobre e de caráter sobrenatural seria diferente? Ante o exposto é evidente que a tese sedevacantista leva a consequências práticas similares ao protestantismo, isto é, condena-se (sem julgamento) a autoridade máxima da Igreja para no fim das contas rebelar-se contra ela e se sub-rogar em suas funções. Afirmam também que a Igreja é indefectível, logo, seria impossível que a Providência permitisse que um papa incorresse em heresia e ensinasse isto aos fiéis, pois tal fato configuraria como que uma falha da promessa do Nosso Senhor em assistir infalivelmente a Igreja até o fim dos tempos. Mas tal argumento é muito pobre, pois a assistência da Providência pode consistir justamente no fato de parte da hierarquia reconhecer os erros e heresias do Papa e não incorrer neles. O mero fato de permanecermos fiéis a Nosso Senhor já é um sinal de assistência espiritual. Se o papa apostatou da fé, isto não significa que Nosso Senhor nos abandonou, e sim que o papa abandonou Nosso Senhor. A integridade do corpo não é necessariamente abalada porque a cabeça perdeu o juízo. Aliás, quanto à metáfora orgânica de que o papa não pode ser cabeça porque não é membro, é necessário explicar adicionalmente como é possível haver um corpo humano sem cabeça. Se a Igreja está sem sua cabeça visível como é que ela se guia? De repente ela se tornou um corpo acéfalo? Acaso a cabeça foi substituída pelo pescoço? Essas perguntas servem de reforço retórico à tese central aqui esposada-que nem sequer possui caráter teológico e sim meramente filosófico- de que não pode haver uma sociedade sem um efetivo governante e aqueles que negam a existência de um governante estão apenas reivindicando o governo para si mesmos ou para terceiros. Contudo, se assim agem, devem ter legitimidade para fazê-lo, ou seja, precisam demonstrar o seu direito a governar ou de depor o governante existente e eleger outro em seu lugar. Contudo, ao longo de 2.000 mil anos a Santa Igreja jamais definiu as circunstâncias em que tais ações podem ser praticadas e com quais meios em se tratando do caso do seu governante máximo incorrer em heresia. Aqui, aliás, vale uma última comparação com a política e com o direito. Santo Tomás afirma no Tratado da Lei da Suma Teológica que Deus envia maus governantes para que o povo pague pelos seus pecados. Talvez um papa herético seja um flagelo imposto pela Providência para que busquemos cada vez mais a santidade, talvez seja uma das provações finais que teremos que enfrentar para honrar Nosso Senhor. Deveríamos agradecer Nosso Senhor porque talvez este seja nosso principal meio de santificação atual: resistir a autoridades heréticas com firme devoção aos Sagrados Corações de Jesus e Maria, afinal, a santificação não advém de revolução e sim da obediência, da submissão a Deus mesmo quando os homens queiram nos levar para o inferno, e ainda que este homem esteja ocupando a cátedra de Pedro. Felipe Pereira Ferraz de Oliveira Congregado Mariano [1] A rigor, Deus governa a humanidade por uma escala de agentes intermediários, tendo a Virgem Santíssima logo abaixo da Santíssima Trindade, depois os anjos e todos os santos que constituem a Igreja Triunfante seguidos do Papa, dos bispos, os padres e por fim as demais autoridades humanas. #sedevacantismo
- Comunicado Importante sobre o Padre Rodrigo Ribeiro da Silva.
PAX “Devido às atuais atitudes de inteira independência tomadas pelo padre Rodrigo Ribeiro da Silva, assim como, pela sua nova posição, a sedevacantista, nós nos vemos na obrigação de avisar aos fiéis que não nos responsabilizamos mais pelas palavras e atos do referido padre e daqueles que o seguem. Lembramos aos fiéis que Dom Lefebvre não admitia que nenhum de seus sacerdotes se recusassem a rezar pelo Papa na missa. O padre Rodrigo foi ordenado como membro da Sociedade Sacerdotal dos Apóstolos de Jesus e Maria cujo fundador, Dom Jean Michel Faure,exige de seus membros o mesmo que exigia Dom Lefebvre. Essa é nossa posição, dos Quatro Bispos e de todos os fiéis da Resistência Católica. Mas, ao adotar essa posição sedevacantista e a posição de completa independência, o padre Rodrigo se separa não somente de seu superior, mas também dos outros três bispos da Resistência: Mgr Williamson; Mgr Zendejas; e Mgr Tomás de Aquino. “ + Tomás de Aquino OSB U.I.O.G.D
- VOZ DE FÁTIMA, VOZ DE DEUS Nº 65
21 de julho de 2018 “Vox túrturis audita est in terra nostra” (Cant. II, 12) Para ler e reler I Pretendemos editar, aos poucos, palavras de Dom Lefebvre em datas posteriores à sua assinatura do Protocolo de Acordo, 1988. São muito esclarecedoras e nos orientam para sabermos como proceder. “Não devemos fazer-nos ilusões. Os princípios que dirigem agora a Igreja Conciliar são cada vez mais abertamente contrários à doutrina católica. Todas as idéias falsas do Concílio continuam desenvolvendo-se, são reafirmadas cada vez com mais clareza. São cada vez menos ocultadas. É, pois, absolutamente inconcebível que se possa colaborar com semelhante hierarquia.” (Fideliter, janeiro de 1991). “É um dever estrito para todo sacerdote que queira permanecer católico, o de separar-se desta Igreja Conciliar, enquanto ela não regressar à Tradição do Magistério da Igreja e da fé católica.” (Itinerário Espiritual Se aceitarmos ser reconhecidos por Roma “seríamos invadidos por grande quantidade de pessoas… (se) vós tendes a Tradição e estais reconhecidos por Roma, (muitos) vão vir estar convosco. Há muitas pessoas que querem conservar seu espírito moderno e liberal, mas que viriam a nós porque gostarão de assistir de vez em quando a uma cerimônia tradicional e ter contato com os tradicionalistas. E isso será muito perigoso para nosso meio. Se formos invadidos por toda essa gente, que vai suceder com a Tradição? Pouco a pouco se produzirá uma espécie de osmoses. Uma espécie de consenso. ‘Oh! Afinal de contas, a Missa Nova não é tão má assim, não exageremos.’ Devagarzinho, devagarzinho acabar-se-á por não ver a distinção entre o liberalismo e a Tradição. É muito perigoso.” (conferência em Flavigny, 11 de junho de 1988. Fideliter n°68, 1989). “Por isso, não devemos nos surpreender de que não cheguemos a entender-nos com Roma. Isso não será possível enquanto Roma não regressar à fé no Reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto ela continuar dando a impressão de que todas as religiões são boas.” (conferência em Sierre, Suíça, 27-11-88. Fideliter n° 89, 1992). “Devemos estar isentos de todo compromisso, tanto a respeito dos sedevacantistas quanto a respeito daqueles que querem absolutamente estar submetidos à autoridade eclesiástica [atual, liberal e modernista]. Arsenius U.I.O.G.D #Atualidades #DomMarcelLefebvre #Fátima #Textos
- VOZ DE FÁTIMA, VOZ DE DEUS Nº 64
30 de junho de 2018 “Vox túrturis audita est in terra nostra” (Cant. II, 12) Sagrações III Em sua carta aos futuros bispos que Dom Lefebvre ia sagrar no dia 30 de junho de 1988, ele afirma a união do sacrifício da missa e da doutrina de Cristo-Rei. “Assim, escreve ele, aparece com evidência a necessidade absoluta da permanência e da continuação do sacrifício adorável de Nosso Senhor para que ‘venha a nós o seu Reino’. A corrupção da Santa Missa teve como consequência a corrupção e a decadência universal da fé na divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Deus suscitou a Fraternidade Sacerdotal São Pio X para a permanência e perpetuidade de seu sacrifício glorioso e expiatório na Igreja. Ele escolheu para si verdadeiros sacerdotes instruídos e convictos destes mistérios divinos. Deus me deu a graça de preparar estes levitas e de conferir-lhes a graça sacerdotal para a continuação do verdadeiro sacrifício, segundo a definição do Concílio de Trento. É isto que nos mereceu a perseguição da Roma anticristo. Esta Roma modernista e liberal, prosseguindo sua obra de destruição do Reino de Nosso Senhor, como o provam Assis e a confirmação das teses liberais do Vaticano II sobre a liberdade religiosa, eu me vejo obrigado pela Divina Providência a transmitir a graça do episcopado católico que eu recebi, afim de que a Igreja e o sacerdócio católico continuem a subsistir, para a glória de Deus e a salvação das almas. Eis porque, convencido de não realizar senão a santa vontade de Nosso Senhor, venho por meio desta carta pedir-lhes que aceitem a graça do episcopado católico, como eu já a conferi a outros padres em outras ocasiões. Eu vos conferirei esta graça do episcopado católico, confiando que sem tardar a Sé de Pedro será ocupada por um sucessor de Pedro perfeitamente católico, nas mãos do qual os senhores poderão depor a graça do vosso episcopado para que ele a confirme.” Não tendo a Santa Sé ainda sido ocupada por um fiel sucessor de São Pedro, nós não podemos depor esta graça nas mãos do Soberano Pontífice. Muito pelo contrário, é um dever manter-nos separados desta Igreja conciliar enquanto ela não reencontrar a tradição do Magistério da Igreja e da fé católica, como fizeram Dom Marcel Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer. + Tomás de Aquino OSB U.I.O.G.D #DomMarcelLefebvre #Fátima #Sagração #Textos
- VOZ DE FÁTIMA, VOZ DE DEUS Nº 63
23 de junho de 2018 “Vox túrturis audita est in terra nostra” (Cant. II, 12) Sagrações II Se as circunstâncias da crise atual não tivessem forçado Dom Lefebvre, ele jamais teria sagrado bispos sem a autorização de Roma. Ele mesmo havia escrito que, se sua obra era de Deus, Deus suscitaria bispos para ordenar os seus seminaristas. Mas a Providência, que fala através dos acontecimentos, mostrou que não era de fora da Tradição que ele deveria esperar o auxílio necessário. O mal havia ido longe demais. Roma estava, e está, ocupada por inimigos de Nosso Senhor, inimigos tenazes que não abrem mão das suas conquistas. Mesmo hoje, Dom Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer permanecem excomungados aos olhos da Roma modernista e liberal. Escutemos as palavras de Dom Lefebvre, escrevendo aos quatro escolhidos para receberem o episcopado. Esta carta data do dia 22 de agosto de 1987. Dom Lefebvre não esconde a dura realidade, mas revela também o meio de preservar o depósito da fé e os sacramentos, para que a Igreja continue e atravesse vitoriosamente esta crise. “A cátedra de Pedro, escreve ele, e os postos de autoridade de Roma estando ocupados por anticristos, a destruição do Reino de Nosso Senhor avança rapidamente no interior do seu Corpo Místico neste mundo, especialmente pela corrupção da Santa Missa, expressão esplêndida do triunfo de Nosso Senhor pela Cruz, “Regnavit a ligno Deus”, e fonte de extensão do seu reino nas almas e na sociedade.” Continuaremos a transcrever esta carta no próximo número. Ela é essencial para compreender o ato heroico de Dom Lefebvre cujo trigésimo aniversário celebraremos no dia 30 deste mês de junho. + Tomás de Aquino OSB U.I.O.G.D #Atualidades #Fátima #Textos
- Ajuda aos seminaristas
Caros amigos e benfeitores, Temos, neste momento, dois candidatos ao seminário de Dom Faure aqui no mosteiro, um brasileiro e um colombiano, Marcelo e Juan Camilo. Os dois devem partir para a França no início do próximo mês, mas não têm meios financeiros para fazer esta viagem e, por isso, o seminário nos pede que procuremos ajuda junto aos fiéis daqui, por pequena que seja, para a viagem dos dois. Os futuros sacerdotes devem ser auxiliados em sua formação, na medida do possível, por seus compatriotas. O próprio seminário solicitou que fizéssemos este pedido. Favor transmitirem esta mensagem a todos os seus conhecidos que possam ajudar os seminaristas. Para fazer doações para sua viagem, podem enviar-lhes dinheiro diretamente a eles próprios, escrevendo-lhes para solicitar seus dados bancários: Marcelo: marcellusricardo@gmail.com Juan Camilo: juancamilomolinaburitica@gmail.com Ou então podem enviar a doação através das contas do mosteiro também: http: //beneditinos.org.br/para-nos-ajudar/ Muito importante: Não se esqueçam de comunicar-nos por e-mail que a doação foi feita, enviando uma mensagem para o e-mail do mosteiro com cópia para aquele a quem a doação for destinada. Que Deus os recompense. In Xto et Maria, Renato Müller Secretário de Dom Tomás de Aquino MOSTEIRO DA SANTA CRUZ
- VOZ DE FÁTIMA, VOZ DE DEUS Nº 62
16 de junho de 2018 “Vox túrturis audita est in terra nostra” (Cant. II, 12) Sagrações I Ao aproximar-se o trigésimo aniversário das sagrações de 1988, é necessário recordar as razões desta decisão heroica de Dom Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer. Durante vários anos, Dom Lefebvre esperou uma mudança da parte das autoridades romanas. Ele não só seguia atentamente o que se passava em Roma, mas também preparava sacerdotes, religiosos e fiéis para uma eventual sagração. Em 1987 ele anunciou sua decisão, e teria realizado estas sagrações naquele mesmo ano se não fossem as propostas conciliadoras de Roma; propostas nas quais ele não confiava muito, mas mesmo assim ele aceitou fazer mais uma tentativa. “Fui longe demais”, teve ele de constatar. Não podendo cooperar com autoridades imbuídas de Liberalismo, Dom Lefebvre retirou sua assinatura do protocolo de acordo que ele havia assinado e tomou sobre si a responsabilidade das sagrações de 1988. Pela mesma ocasião, ele advertiu Dom Gérard Calvet sobre o perigo de fazer qualquer acordo com Roma, enquanto esta estivesse ocupada por homens que não professam a integridade da fé católica. Dom Gérard Calvet não seguiu o conselho de Dom Lefebvre, como Campos, doze anos mais tarde, também não o fez. Nosso dever, e o dever de todo sacerdote que quer permanecer católico, consiste em manter-se distante desta Igreja conciliar até que as autoridades atuais retornem à doutrina católica da qual elas se afastaram desde o Concílio Vaticano II e desde as reformas inspiradas por este mesmo Concílio, sobretudo a reforma litúrgica e a do Código de Direito Canônico. Para resumir todo este drama, não há outra palavra senão Liberalismo. Voltaremos ao assunto, se Deus quiser. + Tomás de Aquino OSB U.I.O.G.D #Atualidades #DomMarcelLefebvre #Textos #Fátima #Sagração

