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  • Roma, Fraternidade e Resistência

    Devido a acusações que nos têm chegado de que a ruptura da Resistência em relação à Fraternidade não teria tido fundamento doutrinal, senão que teria ocorrido por pura desobediência ou por motivos pessoais, passamos a publicar e republicar textos novos e antigos dando os fundamentos da nossa posição, que se resume a conservar a mesma postura de Dom Lefebvre e de Dom Castro Mayer nesta crise na Igreja, recusando qualquer acordo prático com as autoridades romanas antes que estas voltem a professar a integridade da Fé Católica, condenando os erros do modernismo, do liberalismo e todos os outros condenados pelos papas até Pio XII. ROMA, FRATERNIDADE E RESISTÊNCIA por Arsenius Desde a oficialização do humanismo, por obra dos Padres Conciliares do Vaticano II, os Papas e seus assessores só avançam em um plano fortemente inclinado para o abismo, com a característica própria da queda: a aceleração contínua à medida que a queda se precipita. Esse quadro não é, de modo algum, propício a causar em nós a mínima esperança de um vislumbre de desejo de qualquer um deles no sentido de ajudar, sob qualquer forma, a Tradição (entendida como sendo simplesmente a Santa Igreja). Apesar disso, houve quem não só tivesse essa esperança, mas uma estranha certeza de que as coisas estavam melhorando (?) em Roma com relação à Tradição (no sentido, agora sim, de um grupo que quer entrar em uma condenável “unidade na diversidade”). E essa foi a causa da tão enigmática (para muitos) separação entre a Fraternidade Sacerdotal São Pio X e a chamada Resistência. O ano de 2012 foi definitivo para a divisão de águas: o Capítulo Geral da Fraternidade muda a resolução do Capítulo Geral de 2006: antes, a Fraternidade se comprometia a não fazer acordo com Roma enquanto nesta não triunfasse a verdade católica. Agora, o acordo prático é desejado, sem que essa verdade haja voltado à cabeça do Papa e de seus assessores. Dom Williamson é proibido de comparecer ao Capítulo. Depois ele é expulso da Fraternidade. Os anos seguintes vão ser palco de uma aproximação cada vez mais marcante entre Roma e a Fraternidade: gradativamente, Roma torna “legítimos” matrimônios, ordenações sacerdotais e confissões administrados pela Fraternidade. Isso seria a concretização da famosa frase “Roma dá tudo e não pede nada”? A qual seria, assim, uma realidade e não uma ilusão? Poderíamos responder que isso foi apenas uma maneira de fazer com que a Fraternidade agisse, dali para o futuro, cada vez mais, somente com a aprovação da Roma modernista, sem mais basear sua atividade no estado de necessidade geral e grave, pois este haveria perdido sua realidade a partir do momento em que a Tradição teria sido “oficializada” por Roma, a qual, no entanto, estaria esperando o dia em que iria “puxar o tapete”, colocando a Fraternidade diante de uma perplexidade na qual ela mesma se colocou. Mas, talvez, o recente anúncio de que a Fraternidade vai sagrar um ou mais bispos sem a permissão de Roma, seja um sinal de que tudo vai voltar à situação como era antes do ano de 2012. Isso nos parece, infelizmente, quase impossível. Uma volta ao mesmo espírito combativo de Dom Lefebvre contra os inimigos da Igreja instalados em Roma parece-nos uma herança majoritariamente perdida dentro da Fraternidade. O futuro nos parece sombrio, apesar de que Deus não deixe de agir em muitas almas através da ação dos membros Fraternidade. Mas isso não impede de constatar que ela deveria corrigir vários de seus princípios de ação. Uma coisa é certa, quanto maiores são os escândalos dados no atual pontificado, tanto maior é a possibilidade de que se desvaneçam as ilusões de aproximação com a Roma atual. Que Nossa Senhora nos faça compreender bem e amar profundamente a Igreja de todos os séculos, a qual não se identifica com esta caricatura construída no Concílio Vaticano II e na sua posterior aplicação, através dos pontificados que se lhe seguiram. 3 de janeiro de 2024

  • Comentários Eleison nº 861

    Por Dom Williamson Número DCCCLXI (861) – 13 de janeiro de 2023 VIGANÒ SEDEVACANTISTA? - II Se uma alma busca a Autoridade de Deus, Que o faça somente em uma direção: a Igreja Católica! Desde que o Arcebispo Viganò, outrora o número quatro na Secretaria de Estado, deixou para trás o Concílio Vaticano II e todas as suas pompas e obras, algumas das observações dele sobre o Papa Bergoglio têm sido tão cáusticas, que muitos católicos se perguntam se esse Arcebispo ainda o considera Papa. Será que ele se uniu às fileiras dos “sedevacantistas”, ou seja, aqueles católicos que consideram que a Sé de Pedro está vacante desde que aquele maldito Concílio causou tantos danos à Igreja Católica? Como é possível que Papas verdadeiramente católicos tenham presidido esse Concílio e suas consequências? O problema é angustiante, porque com esse Concílio a Autoridade Católica separou-se da Verdade Católica, forçando os católicos a abandonar uma ou outra, total ou parcialmente, já que não podiam mais seguir a ambas. Os católicos ou se agarravam à Verdade e “desobedeciam” mais ou menos ao que parecia ser a Autoridade Católica, ou se agarravam à “Autoridade” falsificada e tornavam-se mais ou menos infiéis à Verdade imutável. Quanto ao Arcebispo Viganò, durante dezenas de anos após o Concílio (1962-1965) ele permaneceu fiel aos seus colegas e companheiros dos mais altos escalões da Autoridade da Igreja, porque, segundo a sua própria confissão, “não podia acreditar que eles pretendiam destruir a Igreja”. Mas em 2018, deparou com tamanha corrupção nos Estados Unidos da América, onde era Núncio Papal, e também na Cúria do Vaticano, que se viu obrigado a procurar a causa proporcionada, e encontrou-a no Concílio. A partir dali, encontrou-a especialmente no Papa conciliar do seu tempo, o “jesuíta argentino”, como ele o chama, sobre quem fez comentários tão contundentes, que muitos observadores foram levados a perguntar-se se esse Arcebispo ainda acreditaria que Bergoglio seja Papa. Vejamos o que disse em 9 de dezembro. (Ver os “Comentários de Eleison” da semana passada [n° 860 de 4 de janeiro] para um resumo de seis parágrafos do que ele disse, ao que correspondem os seguintes números em letras maiúsculas. Melhor ainda é buscar na Internet as palavras originais completas, acessíveis em inglês em catholicfamilynews.com ou lifesitenews.com.) 1 – Nos últimos 10 anos, a Igreja Católica foi entregue à revolução e ao caos. 2 – Os Cardeais e os Bispos deveriam bloquear essa destruição, mas eles mesmos são demasiado conciliares para fazê-lo. 3 – A Autoridade da Igreja está tão paralisada, que isto só se explica pela “operação do erro” predita para o fim do mundo. 4 –Bergoglio, assim, é um usurpador no Trono de Pedro. É um falso profeta. Não temos de obedecê-lo. 5 – Porém, não temos autoridade para declarar oficialmente que ele não é Papa, e, portanto, não há solução humana. 6 – Nem toda a nossa batalha é meramente entre homens, e pensar assim é um convite a problemas ainda mais sérios. Aqui está um mero esqueleto da rica argumentação do Arcebispo – ver o original para deixá-lo falar por si mesmo –, mas é suficiente para indicar que ele se afasta do “sedevacantismo” público. Depois de haver dedicado a maior parte do seu discurso (1-4) a construir a acusação contra aquele a quem chama “Bergoglio”, Dom Viganò chega ao ponto culminante no qual proporá a sua própria solução (5). Aqui é bem possível que ele mesmo compartilhe a convicção de muitos católicos sérios de que este ou aquele Papa conciliar, desde João XXIII até Francisco inclusive, não tenha sido verdadeiramente Papa, mas essa convicção, comum a muitos católicos ditos tradicionalistas, nunca pode equivaler a uma declaração oficial da Igreja, e qualquer declaração nesse sentido terá de esperar até que a Madre Igreja se recupere do atual ataque mortal do modernismo, uma enfermidade mental dificilmente curável. Entretanto, esta parada pública do Arcebispo Viganò no caminho para o sedevacantismo é altamente razoável, porque salvaguarda em uma mente e em um coração católico uma medida de respeito pela Autoridade Católica que de outro modo poderia perder-se completamente. Ai da Tradição Católica, ou da sua “Resistência”, se perdesse todo o respeito pela Autoridade Católica, porque esta é divina, e algum dia deverá voltar, decerto voltará, com força total, tal como o sol depois de um eclipse, e antes do fim do mundo. Kyrie eleison.

  • Comentários Eleison nº 860

    Por Dom Williamson Número DCCCLX (860) – 06 de janeiro de 2023 VIGANÒ SEDEVACANTISTA? - I Leitores, preparem-se para analisar, na próxima semana, O pensamento de um clérigo valente e sábio. 1 No dia 9 deste último mês do ano, Dom Viganò proferiu mais uma das suas esplêndidas Conferências, na qual questionou se o Papa Bergoglio é verdadeiramente Papa. O problema é bem conhecido pelos católicos: ao longo dos últimos dez anos, a Autoridade Católica foi distorcida num autoritarismo arrogante, o próprio sacerdócio de Deus foi distorcido num clericalismo humano, e a Verdade revelada de Deus foi distorcida na revolução e no caos permanentes do homem. 2 Quanto às autoridades da Igreja que estão abaixo do Papa para ajudá-lo a proteger essa Verdade, ou são seus cúmplices ou têm tanto medo dele que as poucas vozes discordantes não se atrevem a tirar as conclusões necessárias, principalmente porque idolatram o Vaticano II. Podem criticar Bergoglio e discordar dele, mas não do Vaticano II. Esses bons homens não querem reconhecer que o processo revolucionário que tornou possível uma pessoa como Bergoglio chegar a ser bispo e cardeal, e finalmente entrar no Conclave e sair “Papa”, se deveu ao Concílio, que para eles é intocável. Assim, somos obrigados a concluir que certas pessoas se preocupam mais com a doutrina do Papado do que com a salvação das almas. Elas preferem ser governadas por um Papa herege e apóstata a reconhecer que um herege ou um apóstata não pode ser cabeça da Igreja à qual, como tal, não pertence. 3 Nenhum Doutor da Igreja chegou alguma vez a contemplar o caso de um Papa apóstata como Bergoglio. Algo dessa dimensão só poderia acontecer num contexto único e extraordinário como o da perseguição final predita pelo profeta Daniel e descrita por São Paulo. E essa “operação do erro” (II Tes. II, 13) é tão eficiente e bem organizada que mostra claramente uma inteligência luciferiana em ação. É por isso que o “problema Bergoglio” não pode ser resolvido de nenhuma maneira ordinária: nenhuma sociedade pode sobreviver à corrupção total da autoridade que a governa, e com a Igreja não é diferente. 4 Nem essa “operação” é meramente a questão de um papa aderir a uma heresia específica (o que, ademais, Bergoglio tem feito repetidamente). Trata-se de um personagem enviado ao Conclave com ordens de revolucionar a Igreja do alto da Cátedra de Pedro. É esta intenção maliciosa de abusar da autoridade e do poder do Papado, adquirida por meio do engano, que faz de Bergoglio um usurpador do Trono de Pedro. Nem podemos comportar-nos como se estivéssemos resolvendo uma questão de Direito Canónico: o Senhor está sendo ultrajado, a Igreja está sendo humilhada e as almas estão se perdendo porque quem está sentado no Trono de Pedro é um usurpador. O comportamento invariável de Bergoglio – antes, durante e depois da sua eleição – é prova suficiente da sua iniquidade inerente. Podemos, portanto, estar moralmente seguros de que ele é um falso profeta? Sim. Estamos, portanto, autorizados em consciência a revogar a nossa obediência àquele que, apresentando-se como Papa, age como o javali bíblico na Vinha do Senhor? Sim. 5 No entanto, não podemos fazer nenhuma declaração oficial de que Bergoglio não é Papa, porque não temos autoridade para isso. Este terrível impasse em que nos encontramos torna impossível qualquer solução meramente humana. A nossa tarefa, porém, não deve ser lutar contra especulações canonistas abstratas, mas resistir com todas as nossas forças – e com a ajuda da graça de Deus – à ação explicitamente destrutiva do jesuíta argentino, rejeitando com coragem e determinação qualquer colaboração, mesmo indireta, com ele ou seus cúmplices. 6 Não nos enganemos: aqueles que persistem em ler a situação atual com olhos meramente humanos expõem não só a si mesmos, mas toda a humanidade à continuação e ao agravamento dessa situação: Pois a nossa batalha não é contra criaturas feitas de carne e osso, mas contra os principados e as potestades, contra os governantes deste mundo de trevas, contra os espíritos do mal que habitam nas regiões superiores (Ef. VI, 12). Kyrie eleison.

  • Comentários Eleison nº 859

    Por Dom Williamson Número DCCCLIX (859) – 30 de dezembro de 2023 OUTRO TESTEMUNHO A justiça de um Deus paciente em breve golpeará, Voltar-se para Deus agora muito oportuno será. Aqui está outro recém-convertido que recebeu muita luz em um mundo tragado pelas trevas da soberba. O homem moderno realmente pensa que com a sua “razão” mesquinha e a sua “ciência” materialista encontrou o verdadeiro caminho para uma vida boa, e que não precisa mais do Deus Todo-Poderoso. Mas Deus não abandona as Suas pobres criaturas humanas desgarradas; na verdade, o velho ditado católico irlandês segue tão verdadeiro como sempre, se não ainda mais: A ajuda de Deus está mais próxima que a porta. “Se não ainda mais”, porque, como diz a Escritura, “Onde abundou o pecado, superabundou a graça” (Romanos V, 20). Isto só pode significar que a abundância do mal que hoje nos rodeia deve ser um bom momento para buscarmos a Deus, através de Jesus Cristo – “Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (João VIII, 12). Ora, isso não significa que quem não segue a Cristo estará andando nas trevas? Vamos à leitura. Permita-me escrever-lhe para agradecer por toda a ajuda que recebi para encontrar o caminho de volta à verdadeira Fé católica através da Missa em latim. Nasci em 1963, cresci em Melbourne, na Austrália, e fui criado como católico no Novus Ordo. Até recentemente, eu não tinha a menor ideia do Vaticano II, nem de que a Missa e a Fé tivessem sido alteradas de forma tão desastrosa a ponto de levar ao colapso da Igreja. Eu simplesmente considerava como algo normal a forma como a Missa foi alterada. Na realidade, aos vinte anos deixei de ir àquela missa e abandonei a Fé, por causa das distrações do mundo, e porque sentia que havia muito pouco ali que realmente se conectasse com o meu espírito. Foi só quando a “pandemia” de covid emergiu repentinamente que percebi que havia algo profundamente maligno no mundo. Ao longo dos anos, ouvi o senhor em vários podcasts, como o de Andrew Carrington Hitchcock, e seus sermões no Youtube, nos dias em que o senhor não era tão censurado como agora. Pouco a pouco descobri o que era a fé católica, e como a direção do mundo moderno é totalmente contra a Fé e o bom senso. Então, quando assisti às quatro partes de “Confusion now hath made his masterpiece [A confusão agora realizou sua obra-prima]”, tudo se encaixou. Pude ver o que o liberalismo e o declínio da crença em Jesus Cristo tinham feito ao mundo ocidental: o liberalismo transformou o mundo numa fossa de maldade e insanidade. Por fim, voltei à Missa e aos Sacramentos. Também comecei a assistir à Missa em latim em Melbourne, onde obtive uma exposição muito mais ampla do verdadeiro catolicismo, e percebi que a recepção da Comunhão e muitas outras práticas no Novus Ordo não são nada reverentes. Essas coisas obviamente surgiram do Vaticano II. Durante os confinamentos, eu frequentemente caminhava com um amigo meu, e um dia ele me contou sobre o dia em que viu um salva-vidas do surf ter um ataque cardíaco enquanto nadava em uma praia local. Percebi que poderia morrer a qualquer momento, e que então enfrentaria o Juízo e a eternidade. Hoje em dia, o mundo está totalmente enfermo, pois a maioria das pessoas abandonou toda fé em Deus. A humanidade quer Satanás como seu mestre. É por isso que os seres humanos foram tão facilmente manipulados pela fraude da covid, com todas as suas restrições estúpidas, e também foram enganados para tomar a vacina mortal. Agradeço a Deus por me ter dado a graça de ver através das mentiras que a grande mídia nos contava ainda no início da chamada pandemia. Cheguei à conclusão de que o Santo Rosário é a única arma que pode mudar a maré contra o mal. Eis por que Nossa Senhora está sempre pedindo para que o rezemos. O mundo se dirige diretamente para o inferno, e somente a intervenção de Deus Todo-Poderoso pode deter a podridão mortal e restaurar a ordem. Eu realmente acredito que um grande Castigo cairá sobre este mundo nos próximos cinco a dez anos, no máximo, e que os Três Dias de Trevas estarão à nossa porta muito em breve, porque esta é a única maneira de Deus corrigir a humanidade. Kyrie eleison.

  • Comentários Eleison nº 858

    Por Dom Williamson Número DCCCLVIII (858) – 23 de dezembro de 2023 A QUEDA DA EUROPA – II Ao recusar Deus, os homens devem recorrer à humanidade – E logo passa a desdenhar da Beleza, da Verdade e da Bondade. Na semana passada, estes “Comentários” apresentaram, sem muitas explicações, o resumo – até onde foi possível –  de um excelente artigo sobre o atual estado deplorável da França e da Europa, escrito por um nacionalista francês, com o pseudônimo “Militant”. (Para o artigo original completo, consultar https://jeune-nation.com/nationalisme/natio-france/prenons-un-seul-parti-de-la-france-helleno-chretienne.) Um artigo desses publicado em uma revista política pode parecer não ter tem muito que ver com religião, mas é por isso que interessa para estes “Comentários”. O que estes gostariam de demonstrar é que os problemas mais graves da política humana não podem ser resolvidos sem a religião católica. Para demonstrar isso é mais fácil dizer do que fazer, porque toda a mentalidade do homem moderno se baseia na crença de que a política, a economia, a arte, a medicina, o direito, a música, etc. não têm nada que ver com a religião, ou a religião não tem nada que ver com eles. Em outras palavras, o melhor da argumentação política não vai longe o suficiente. Comecemos com um resumo em sete parágrafos do artigo da semana passada, ainda mais breve. A França e a Europa estão colapsando. Nós, nacionalistas, há muito que temos anunciado a catástrofe. A partir da década de 1950, um desastre político após outro causou pouca reação por parte do público. Desde a Idade Média, a França exerceu uma influência mundial largamente benéfica – que não existe mais. Hoje em dia, a França e a Europa estão deixando-se escravizar rapidamente pelos banqueiros gângsters de Nova Iorque e Londres. Por meio da sua guerra por procuração na Ucrânia, os EUA quebraram a concorrência da Europa e da Alemanha. Aqui está o fim de um mundo, mas as mais altas instituições da França permanecem em silêncio, dóceis, e seguem o fluxo. Qual é a solução? Na política devemos fazer o que pudermos, e preservando os tesouros culturais para tempos melhores. Mas agora vejamos se esta solução está perto de resolver a catástrofe evocada no início: Na verdade, os homens que amam o seu país não ficam satisfeitos com o sonambulismo enquanto ele está a ser destruído. Pelo menos os nacionalistas enxergam o grave problema e soam o alarme, e têm crédito por isso. Mas se tiverem olhos de ver, devem reconhecer que a “política”, tal como se entende hoje em dia, fracassou, está falida, quebrada. Por quê? Os nacionalistas, observando a própria falta de reação por parte do público, deveriam perguntar-se: como se pode refazer uma nação a partir de uma humanidade que está desfeita? O que está desfazendo o homem moderno? O que ainda pode refazê-lo? Uma família e um lar sólidos? Mas em comparação com a religião, o que mais pode a política fazer pela família e pelo lar? Não há como comparar! Caros franceses, observem bem aquela glória da França na Idade Média! De onde vocês acham que veio? Da política? De maneira nenhuma! Veio da Igreja, e não dos protestantes franceses, mas da Igreja Católica, que recebeu de Deus dons excepcionais para iluminar o mundo. Caros amigos franceses, não culpem os anglos pelas suas próprias revoluções contra Deus. Está aí, e não em outro lugar, a fonte envenenada de todos os seus problemas políticos, que agora envenenam o mundo. Problemas caros não têm soluções baratas. Trair a Deus é um problema que não tem solução meramente política! É verdade que os EUA e a Inglaterra dão muitos motivos para culpá-los, mas Deus nunca os designou para estarem à frente das nações. Nem a França egoisticamente nacionalista foi designada por Deus para isso, mas tão somente a França desinteressadamente católica, à maneira do Arcebispo Lefebvre. Veja o que a sua piedade francesa alcançou. Mas por que a França é atualmente liderada por indivíduos tão “infames”? Porque estes são os homens nos quais atualmente se votam, permitam-me dizê-lo, pela “política” numa “democracia”. E o mesmo está a acontecer em toda a Europa. O homem moderno não acredita em Deus ou na religião, mas no homem e na política. Ora, o lixo resultante é alguma surpresa? Não admira que o bravo escritor nacionalista chegue a uma solução tão frágil. É verdade que os monges medievais guardaram tesouros da cultura antiga para o benefício de toda a humanidade séculos mais tarde, mas pelo que foram motivados? Não pela política, mas por aquela religião que ensinou o valor perdurável da Beleza, do Bem e da Verdade. É claro que a política está sujeita à religião, ou à falta de religião, e a religião, ou a sua falta, governa a política. A razão não é difícil de encontrar. Deus existe, infinitamente acima de Suas criaturas meramente humanas, e n’Ele todos “vivem, se movem e têm seu ser”, em cada momento de sua existência (Atos XVIII, 28). A política não pode estar tão próxima de qualquer homem vivo. Pois, com efeito, a religião é a relação que cada homem deve ter com este Deus tão profundo dentro dele, enquanto a política é tão somente a relação exterior que ele tem com os seus semelhantes. Mas se um homem se recusa a crer em Deus, então naturalmente a sua política se torna a sua religião substituta. Cuidado, nacionalistas! Kyrie eleison.

  • Comentários Eleison nº 857

    Por Dom Williamson Número DCCCLVII (857) – 16 de dezembro de 2023 A QUEDA DA EUROPA – I Aos nacionalistas franceses podemos ou não dar atenção, Mas aos católicos franceses, nós absolutamente devemos fazê-lo. O colapso da França e da Europa como um todo é uma realidade catastrófica. E não aconteceu da noite para o dia. O desmoronamento já vem se dando há muito tempo, como viram muito bem os nacionalistas franceses, que previram as graves consequências para a sociedade e a civilização, que agora são evidentes. Vários escritores notáveis, e revistas como a Rivarol, há muito que soam o alarme, na medida em que acontecimentos obscuros têm se sucedido, um após outro. Após o colapso do império colonial francês e a traição da Argélia francesa, a revolta estudantil de 1968 em Paris demonstrou que o povo francês em geral estava disposto a aceitar a derrocada de todo o bom senso, da Tradição, da moral sã, e de tudo o que constituía a grandeza da nossa civilização. Depois veio: legalização do aborto, um governo socialista em 1981, antirracismo, imigração planejada, remodelação da família, movimento LGBT, transexualismo, pedofilia, adrenocromo (um verdadeiro horror), venda de órgãos, “mudanças climáticas”, “chemtrails”, etc. E, no entanto, houve pouca reação do público. As pessoas podiam ficar um pouco abaladas por um breve momento, mas logo se acalmavam novamente. No entanto, estamos hoje falando de “um aumento nos padrões de vida”, como se tivesse havido uma melhoria real na qualidade de vida, quando, na realidade, isso vai pouco além de um avanço técnico, com máquinas melhores que permitem dispor de mais bens materiais. E o resultado foi a necessidade das famílias de terem duas pessoas recebendo salário em vez de uma, o que passou a afastar a mãe da casa, sobretudo se ela não gosta de ser mãe. Durante toda uma época, a França irradiou para todo o mundo, em geral para o bem, mas agora está ela própria a afundar-se numa decadência moral e econômica, numa tal crise social e intelectual que já não pode exercer tal influência. O pior de tudo é que rejeita, despreza e ignora tudo o que outrora realizou. No entanto, surpreendentemente, esse “Ocidente”, que já não é mais do que o fantoche de mestres satânicos que são uma oligarquia de globalistas materialistas e gnósticos, ainda se comporta como se tivesse uma vocação para liderar o mundo, um pouco como os judeus talmudistas que pretendem ser os sacerdotes da humanidade. E desde a covid, aquela mentira monstruosa concebida para testar até onde pode ir a manipulação do homem moderno, os povos da Europa de Carlos Magno tem-se escravizado rapidamente pelos banqueiros gângsters de Londres e Nova Iorque. O plano de despovoamento por detrás da covid remonta pelo menos à década de 1970, quando Jacques Attali, ainda hoje um importante assessor do governo francês, disse numa entrevista pública: “Comedores inúteis são bons para o matadouro”. Daí as perigosas e mortais “vacinações”. Quanto à França, é fatiada e vendida com fins lucrativos aos EUA e a interesses privados. Quanto à Europa, está destroçada pelo ataque dos EUA e da OTAN à Rússia, com a grande mídia vil e os seus comentaristas a vomitarem mentiras contra a Rússia, enquanto, o que é o pior de tudo, toda a classe política se mantém em silêncio. Através da sua guerra por procuração na Ucrânia, matando meio milhão de brancos, os EUA conseguiram pelo menos uma coisa: o poder econômico da Europa e a concorrência da Alemanha estão quebrados, e as empresas alemãs estão transferindo-se para a América. Mal suspeitam os americanos de como a história mostra que tais “conquistas” são sinais da iminente queda de um império. Além disso, o Ocidente ligou o seu destino ao do Estado de Israel, o qual ele venera, mas o resto do mundo rejeita tal arrogância e degeneração, e não aceita o que Israel está fazendo aos palestinos. A completa falta de reação de todas as mais altas instituições francesas diante de tal infâmia da França de Carlos Magno assinala o fim de um mundo. Elas ficam paradas e observam, silenciosas e dóceis, enquanto a França rola para dentro das latas de lixo da história. Alguns esperam que isso dure, outros continuam sonâmbulos, embriagados com sua própria propaganda. Os que estão no poder esforçam-se por silenciar toda a oposição, enquanto a Guerra Mundial paira sobre as suas cabeças. A nossa tarefa na política é fazer tudo o que estiver ao nosso alcance e que tenha algum efeito, mas consiste principalmente em preservar, para um futuro melhor, os melhores frutos do passado glorioso da França, tal como, quando, no século VI, o Império Romano estava a ser inundado pelos bárbaros, os monges nos monastérios estavam preservando as glórias da antiguidade. Essas glórias, preservadas, desempenharam um papel importante na construção que se seguiu, de 1.500 anos de civilização europeia e cristã. Kyrie eleison.

  • Comentários Eleison nº 856

    Por Dom Williamson Número DCCCLVI (856) – 9 de dezembro de 2023 ISRAEL – HAMAS II O assassinato de palestinos é algo totalmente errado, Mas ensina o quão poderosos são o ódio e o mal de Satanás. Dentre todos os homens de todas as idades, os judeus são uma raça excepcional, e continuarão sendo, porque do início ao fim da Criação nenhuma outra raça foi ou jamais será escolhida pelo único Deus verdadeiro para ser o berço humano do único e verdadeiro Messias ou Salvador de todos os seres humanos que querem ser salvos para a bem-aventurança eterna. “A salvação vem dos judeus”, diz Nosso Senhor mesmo à mulher samaritana (Jo IV, 22), e são sábias as almas que se lembram dessa verdade sempre que os israelenses de hoje se propõem a “cortar a grama”, uma expressão que eles mesmos usam em hebraico, e que corresponde na verdade ao massacre desumano que cometem contra os palestinos. Mas como poderiam eles ter descido tão tremendamente baixo depois de receberem o dom divino de proporcionar a vinda à luz do Filho, de serem a Sua plataforma de lançamento na Terra? Porque tudo sobre os judeus nos obriga a pensar em Deus, e não somente nos homens. Cf. Is. LV, 8,9: Pois os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos são os meus caminhos, diz o Senhor. Pois assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. De fato, lembrar aos seres humanos essa transcendência do único e verdadeiro Criador e Deus pode ser uma de Suas razões para permitir que os judeus cometam as maiores maldades de todos os tempos (I Tes. II, 14-16), e não somente as dos israelenses de hoje. Não poderia Deus estar pensando o seguinte? “Meus filhos, quão longe vocês estão da verdade sobre o que eu lhes dou quando lhes dou a vida! A cada um de vocês dou a vida e o livre arbítrio apenas para que possa escolher merecer ir para o Céu. Em vez disso, vocês escolhem não crer na Minha oferta e permitir que os míseros prazeres da sua vida na terra ocupem todo o seu horizonte, ocupem toda a sua atenção, como se nada mais fosse razoável. E então o que parece razoável para vocês toma a melhor e a maior parte do seu tempo, do seu amor e da sua atenção, e então vocês Me excluem, e excluem qualquer outra coisa como o amor, a poesia, a música, a nobreza ou o que quer mais que possa sugerir que existe um mundo além, um universo acima do pequenino túnel de coisas “razoáveis” e “científicas” no qual vocês encerraram suas vidas insignificantes, totalmente incapazes de merecer Minha bem-aventurança. Vocês têm a mínima ideia de Quem os criou? De quem Eu sou? Para que grandeza vocês foram chamados? Bem, deem uma olhada nesses terríveis judeus que “cortam a grama”. Ao longo de 2000 anos Eu lhes dei grandes dons para torná-los capazes de prover seu Salvador com Sua Mãe, Sua família, Seu vilarejo, Seu país e Sua raça entre os seres humanos, uma missão na qual, apesar de todas as suas falhas, eles cumpriram. Infelizmente, devido a um longo acúmulo de puro orgulho humano em seus próprios dons, eles falharam tanto em compreender o caráter espiritual e não material do Messias que lhes foi dado, que falharam excepcionalmente em permanecer fiéis à sua missão, e crucificaram seu Salvador, uma traição que dilacera e despedaça todos eles por dentro desde então, a menos e até que possam admitir que erraram, e reconheçam Jesus Cristo como seu Rei (embora no caminho disso esteja seu enorme orgulho racial). Eu os converterei, Meu próprio povo, no fim do mundo, para que nem todos ali se percam. Mas enquanto isso eles continuam a servi-Lo, contra a vontade deles, porque Deus escreve certo por linhas tortas. Ora, eles odeiam-n’O e querem lutar contra Ele? Então, sempre que os membros da Igreja d’Ele são infiéis a Ele, esquecem-No e desprezam-No, Ele usa os talentos dos judeus para criar um tal inferno na terra, que os não judeus terminam sendo trazidos de volta para Ele, como os russos ex-soviéticos (sem que nenhum judeu ou não judeu esteja agindo por qualquer outra coisa que não seja o seu próprio livre-arbítrio). E, novamente, não poderia somente ser pela própria cegueira, pelo fanatismo e pela irracionalidade do seu “cortar a grama” na Palestina que eles estão a demonstrar a gravidade e o mistério da vida humana aos não judeus, de quem sempre desprezaram a superficialidade e a frivolidade? No entanto, cabe aos católicos mostrar, em ações, como fazem os judeus, e não apenas em palavras, que não precisamos “cortar a grama” para provar que sabemos que há muito mais na vida do que apenas ser “científico” e “racional”. Kyrie eleison.

  • Resposta ao Padre Jean-François Mouroux

    + PAX Por S. Exa. Revma. Dom Tomás de Aquino, OSB O Rev. Pe. Jean-François Mouroux, superior do priorado de São Paulo, numa carta dirigida a seus fiéis, procura prepará-los para as futuras sagrações na Fraternidade São Pio X ¹. Ele aproveita a ocasião para falar da Resistência. Escreve: “Temos exemplos do contrário (ou seja, exemplos de leviandade em matéria de sagrações): o movimento conhecido como ‘Resistência’, liderado por Dom Williamson desde 2012, já tem sete bispos, sem contar os secretamente consagrados que poderiam sair da cartola a qualquer momento” É bom lembrar que em 1988 havia seis bispos na Tradição: Dom Lefebvre, Dom Antônio de Castro Mayer, Dom Williamson, Dom Tissier de Mallerais, Dom de Galarreta e Dom Fellay. Dom Lefebvre havia pedido a Dom Antônio de Castro Mayer, em 1987, que indicasse alguns padres de Campos para serem sagrados em 1988. Mesmo se Dom Antônio não respondeu nada na época, um bispo (ou mais de um) levaria o número a, ao menos, sete. Onde está a leviandade? Onde está o excesso de bispos? O mundo é bastante grande e o número de fieis que querem a Tradição não é pequeno e está espalhado pelo mundo inteiro. A Igreja sempre teve muitos bispos. Não é o número, mas o princípio que justifica as sagrações. Este princípio, Dom Lefebvre já o expôs. Nós não fazemos senão segui-lo. Além disso, dois dos bispos da Resistência têm mais de 80 anos. Não vejo onde está a leviandade. A Resistência tem muito menos fieis do que a Fraternidade. Mesmo assim, as mesmas viagens que cansam os bispos da Fraternidade cansam também os da Resistência. Sete bispos não é demais. O que é mais importante na grave crise levou Dom Lefebvre a sagrar em 1988, e que levou Dom Tissier a sagrar Dom Licínio em 1991, é o que levou Dom Williamson a sagrar também. Esta crise é a apostasia da Roma de tendência neomodernista e neoprotestante. É isso o que nos fez manter-nos afastados desta Igreja Conciliar, como aconselhou Dom Lefebvre, dizendo que este era um dever estrito de todo sacerdote que quisesse permanecer católico. Não foi nem é a recusa de uma autoridade o que moveu e move a Resistência. Logo que um Papa fiel à Tradição se assentar no trono de São Pedro, o episcopado dos bispos da Resistência deverá ser posto nas mãos desse Papa para que dele disponha como desejar, conforme a autoridade que lhe foi conferida por Nosso Senhor. Que Nossa Senhora do Bom Conselho nos guie e nos faça chegar ao porto seguro da eternidade, tendo conduzido muitas almas à salvação eterna para a glória de Deus Pai, Filho e Espírito Santo. ________________ 1 - Cf. Boletim do Priorado Notre-Dame du Pointet, janeiro, fevereiro, março de 2024, posto à disposição dos fiéis no domingo 24 dezembro: https://www.medias-presse.info/la-fsspx-annonce-des-sacres-prochains-sans-mandat-et-demande-a-ses-fideles-de-ne-pas-etre-troubles/183975/ U.I.O.G.D.

  • Sobre a declaração Fiducia Supplicans, por Dom Tomás de Aquino

    + PAX Sobre a declaração Fiducia Supplicans Em união com Dom Lefebvre e sua declaração de 21 de novembro de 1974, também nós aderimos de todo coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias à manutenção desta fé, ou seja, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade. Pelo contrário, declarava Dom Lefebvre, negamo-nos, e sempre nos temos negado, a seguir a Roma de tendência neomodernista e neoprotestante, que se manifestou no Concílio Vaticano II e, depois do Concílio, em todas as reformas que dele surgiram. Isso já indica nossa posição diante de mais um fruto desta Roma de tendência neomodernista e neoprotestante. Que bênção é essa? Como induzir os que estão no pecado a pensar que Deus possa abençoar o seu abominável pecado? Uma penitência, uma absolvição seguida de conversão verdadeira, tudo o que possa conduzir a isso é salutar. Mas é o que se constata nessa bênção ambígua e hipócrita? Não. O que se constata é a constante agravação do mal e a perda das almas. Enquanto não voltar à cátedra de Pedro um Papa inteiramente fiel à Tradição, não podemos receber o que vem da Roma atual como se viesse da Roma eterna. Devemos escutar e pôr em prática o conselho deixado por Dom Lefebvre: “É um dever estrito, para todo padre que queira permanecer católico, separar-se desta Igreja Conciliar, enquanto ela não reencontrar o caminho da Tradição do Magistério e da Fé Católica”. Sim, devemos nos separar espiritualmente do Papa Francisco, embora o reconheçamos como Papa. Um Papa que não age como o Bom Pastor. Tudo o que a Igreja Conciliar faz está viciado pelos falsos princípios da Nova Teologia condenada por Pio XII mas adotada pelo Vaticano II. Isto se constata em todos os Papas conciliares, de João XXIII a Francisco. Negamo-nos a beber desta fonte envenenada que nos oferece a Igreja Conciliar, que tantos males causou e certamente causará ainda à Igreja até a vinda de um Papa verdadeiramente católico. Que Nossa Senhora, que venceu todas as heresias, obtenha à Igreja de ver em breve este Papa. + Tomás de Aquino, OSB

  • A Cidade Católica, por Dom Tomás de Aquino

    + PAX Abaixo disponibilizamos um áudio de autoria de D. Tomás de Aquino em que se resume brevemente a edificação ocidental da cidade católica, sua derrocada e uma reflexão sobre o mundo político e o posicionamento católico nos dias que correm. U.I.O.G.D.

  • Comentários Eleison nº 855

    Por Dom Williamson Número DCCCLV (855) – 2 de dezembro de 2023 LIBERALISMO EM AÇÃO Os homens conseguem suprimir a realidade por um tempo, E, na face de Deus, há somente um sorriso triste e gentil. Um leitor enviou algumas perguntas incisivas sobre a história recente da Igreja, da Fraternidade Sacerdotal São Pio X e do chamado movimento da “Resistência”. Um dia, quando a Santa Madre Igreja voltar a si – como ela já está discretamente fazendo –, as sombras e as trevas se dissiparão, e a história se abrirá amplamente para a verdade e a caridade. Enquanto isso, aqui está um esboço de algumas respostas. 1 Como você pode ser contra uma estrutura para a “Resistência”? Pode algo católico prosperar sem isso? A força da “Resistência” é, em primeiro lugar, a Verdade, e, em segundo lugar, a fragmentação em vários pequenos grupos que resistem à revolução do Vaticano II. Essa revolução dominou rapidamente grande parte da Igreja Católica porque os católicos eram demasiadamente obedientes às autoridades superiores infiéis. Da mesma forma, grande parte da FSSPX rapidamente perdeu as forças em 2012 porque os seus sacerdotes respeitavam demasiadamente a autoridade dos oficiais superiores que queriam reconciliar-se com a Roma apóstata. Essas autoridades não serviam mais à verdadeira Igreja nem à verdadeira Fé, ao contrário do Arcebispo Lefebvre, mas a si mesmas. No caso da Resistência, diferentemente, capturar um pequeno grupo de resistentes não significa necessariamente capturar um segundo grupo. Assim, a Fé sobreviverá até que Deus, em seu tempo, decida restaurar toda a estrutura católica. 2 Será que os líderes da FSSPX que foram enganados pelos oficiais romanos apóstatas em meados da década de 1990 foram motivados por ambições pessoais? É possível que isso tenha acontecido, mas pode-se pensar que o problema deles é antes a falta de fé nos meios de Deus para resolver a crise da Igreja, e o seu excesso de confiança na política meramente humana do Vaticano para resolvê-la. Não compreendendo, diferentemente do Arcebispo, a dimensão divina e pré-apocalíptica da crise mundial, concebem-na em termos relativamente limitados e mundanos, errando completamente o alvo. O Arcebispo Lefebvre, ao contrário deles, estava sempre ponderando sobre um colapso da Igreja em larga escala. O Arcebispo Viganò, ao contrário deles, também reflete constantemente sobre a queda universal da Igreja e do mundo provocada pelo Vaticano II. 3 Há evidências claras dessa insuficiência dos líderes da FSSPX no Capítulo Geral de 1994? Evidências, sim, mas evidências claras, ainda não. Os participantes daquele Capítulo Geral davam a impressão de serem crianças boazinhas brincando, em vez de guerreiros adultos travando uma batalha gigantesca pela glória de Deus e pela salvação das almas num ambiente altamente perigoso. É necessário ser santo para perceber o mal, disse Gustavo Corção. Os caros e piedosos jovens sacerdotes daquele Capítulo não estavam à altura da gravidade do momento. 4 Quando, para você, os dois campos de conciliadores e de resistentes da FSSPX se dividiram? Certamente na década de 1980 os elementos da divisão já existiam. Conheço um sacerdote que, em 1982, depois de professar durante cinco anos em Écône, foi enviado para o outro lado do Atlântico durante mais de um quarto de século, muito provavelmente para que fosse tirado do caminho. Os jovens seminaristas precisavam estar preparados para obedecer aos liberais que planejavam assumir o controle da FSSPX do envelhecido Arcebispo. Ele tinha sido maravilhoso em seu tempo, mas, para alguns líderes liberais, estava ficando cada vez mais antiquado devido à sua condenação implacável dos modernistas de Roma, a verdadeira Autoridade da Igreja, que evoluíam constantemente para melhor. Esses líderes liberais da FSSPX não se consideram liberais, pelo contrário. Eles se vêem a si mesmos infiltrando-se na Roma modernista para convertê-la à Tradição Católica. Isso seria possível? Eles não têm ideia de quão profunda e séria é a cruzada dos liberais romanos para destruir a Igreja Católica. 5 O confronto entre conciliadores e resistentes sempre existiu dentro da Fraternidade Sacerdotal São Pio X? Sem dúvida. O Arcebispo Lefebvre costumava dizer-nos que, lendo a história do Pe. Barbier sobre o choque entre o liberalismo e o catolicismo nos séculos XIX e XX, percebeu que a única diferença entre o mesmo confronto antes e depois do Vaticano II era que antes os católicos estavam no comando, que depois passou para os liberais. Enquanto o Arcebispo esteve vivo, o seu magnetismo pessoal manteve a FSSPX católica; mas assim que morreu, em 1991, o magnetismo constante de Roma dirigido aos católicos começou a reafirmar a sua influência. Tenhamos paciência. Deus não será derrotado pelo Diabo, nem pelos anjos caídos, nem pelos clérigos caídos. Kyrie eleison.

  • Comentários Eleison nº 854

    Por Dom Williamson Número DCCCLIV (854) – 25 de novembro de 2023 ISRAEL – HAMAS Os judeus são um dos problemas, mas não o pior deles. O mais grave de todos é zombar de Deus. Os leitores deverão apreciar algo que se disse sobre o confronto insano entre Israel e Hamas iniciado em 7 de outubro. Nosso Senhor Jesus Cristo está no centro disso. Seguem abaixo duas citações. A primeira vem das Escrituras, a Palavra de Deus (e não apenas de São Paulo), de I Tessalonicenses II, 14-16: “Pois vós, cristãos tessalonicenses, vos tornastes imitadores das igrejas de Deus em Jesus Cristo que estão na Judeia; pois vós sofreis da parte de vossos próprios compatriotas as mesmas coisas que eles sofreram dos judeus, que mataram o Senhor Jesus e os profetas, e nos expulsaram, e desagradam a Deus, e são inimigos de todos os homens. Eles nos proíbem de pregar aos gentios para que se salvem – e assim vão enchendo sempre mais a medida dos seus pecados. Mas a ira de Deus acabou caindo sobre eles”. Façamos dois comentários sobre esta primeira citação. O primeiro é: se alguém sentir-se tentado a pensar que São Paulo era um “antissemita”, que leia em Romanos IX, de 1 a 5, como São Paulo amava e respeitava os seus compatriotas judeus, o que não o impediu de dizer as verdades sobre eles. Os judeus podem muito bem rejeitá-lo como um “odiador dos judeus”, mas isso é obviamente falso, como certifica a citação de Romanos. Quanto ao segundo comentário, dois mil anos de história mostram como os judeus têm efetivamente perseguido continuamente a Igreja Católica desde a crucificação. Veja, por exemplo, 2000 anos de Complô contra a Igreja, de Maurice Pinay, escrito por um grupo de sacerdotes católicos para alertar todos os Bispos do Vaticano II contra o perigo da influência judaica no Concílio. Infelizmente, o aviso não foi suficientemente ouvido. A Igreja sucumbiu em grande parte a essa influência. Mas muito mais impressionante como prova de que os judeus não mudaram ao longo de 2000 anos em comparação com a forma como São Paulo os descreveu, é como eles na Palestina regularmente “cortam a grama” – que é a sua própria expressão em hebraico para a cruel opressão viciosa aos palestinos que hoje estamos observando mais uma vez. Tome-se como exemplo este discurso do jornalista israelense Gideon Levy na conferência sobre “The Israel Lobby: Is it good for the US? Is it good for Israel? [O lobby de Israel: é bom para os EUA? É bom para Israel?]”, National Press Club, Washington, D.C., 10 de abril de 2015. Em resumo: Israel está vivendo em negação. Esta negação é corruptora para a sociedade israelense. Israel cercou-se de escudos e muros – não apenas muros físicos, mas também mentais. Existe algum exemplo histórico em que um país viveu para sempre sobre sua espada? Israel está viciada em ocupação. Não há possibilidade de mudança dentro da sociedade israelense. É muita lavagem cerebral. Israel é uma causa perdida. Como os israelenses convivem com essa realidade? Como vivem em paz com a ocupação brutal de Gaza e da Cisjordânia? Existem 3 razões: 1. A maioria dos israelenses, senão todos eles, acreditam que são o “povo eleito”. E sendo eleitos, terão o direito de fazer o que quiserem. 2. Nunca houve na história uma ocupação em que o ocupante se apresentasse como vítima. E não somente a vítima, mas a única vítima. Israel adota uma estratégia dupla: vitimização de um lado, e manipulação do outro. Com a vitimização também vem o “holocausto”. Golda Meir, Primeira-Ministra de Israel de 1969 a 1974, afirmou que depois do “holocausto”, “os judeus têm o direito de fazer o que quiserem”. 3. A desumanização sistemática do povo palestino. Se os palestinos não são humanos, então não se pode falar em direitos humanos. Quase nenhum israelense tratará os palestinos como seres humanos. Israel é uma democracia para os seus cidadãos judeus (desde que pensem como a maioria), mas é um regime de apartheid em Gaza e na Cisjordânia. Este conjunto de crenças compartilhadas permite que os israelenses vivam em paz com os seus crimes constantes. Por que os israelenses mudariam? Qual é o incentivo? Em outras palavras, este judeu inteligente e relativamente honesto diz que não há solução. Você só pode deixá-los fazer o que quiserem... Mas isso não pode ser verdade. A verdadeira solução é a Fé católica. Quando as almas tinham a Fé, na Idade Média, os judeus eram mais uma ameaça do que um problema. Mas quando as almas preferem Mamon (dinheiro) a Deus, então Deus usa os judeus para açoitar as suas costas, a fim de que nem todas caiam no Inferno. Kyrie eleison.

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