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  • Comentários Eleison nº 745

    Por Dom Williamson Número DCCXLV (745) – 23 de outubro de 2021 “NOVO NORMAL”? A política substituiu a religião, desprezando a Deus. Enquanto não nos entregarmos a Ele, só podemos esperar o castigo! Um valente sacerdote, o Pe. Ed Macdonald, ex-membro da FSSPX, e agora membro da “Resistência” Down Under (Austrália ou Nova Zelândia), publica sua própria revista tradicional intitulada The Broken Wheel. Para sua terceira edição, que saiu no mês passado, quando a tomada de poder da covid está gerando muita conversa sobre "a nova norma" e o "novo normal", ele escreveu um interessante editorial sobre o que é exatamente "normal", e ele dá uma resposta que, se pensarmos bem, é totalmente católica, mas que hoje é realmente anormal para muitos católicos. Eles, ou melhor, nós, todos nós, precisamos pensar mais! Segue abaixo um resumo com cerca de um quarto da extensão do texto original (https://tradidi.com/resources/the-broken-wheel-issue-3.12/) do Pe. McDonald. Os governantes do mundo de hoje nos dizem que teremos um “novo” normal. Obviamente, será algo artificial ou inventado. Então, o que é “normal”? Para os seres humanos, a norma ou regra é conhecer, amar e servir a Deus. Foi para isso que “Deus me criou”. Se não conheço a Deus, desviei-me da norma. Se eu não amo a Deus ou me recuso a servir a Deus, estou comportando-me de maneira anormal. No entanto, em 2021, nem nós nem nossos pais tivemos lá muito a experiência de viver em uma sociedade normal. De fato, poucos de nós foram abençoados com uma vida familiar normal, e ainda menos indivíduos viveram de acordo com a norma de santidade que Deus nos destinou. Ele nos fez para o Céu. Somente os santos entram no Céu. Apenas os santos viveram de acordo com as normas de Deus. Apenas os santos são, ou foram, verdadeiramente normais. Por mais de cem anos, o comportamento desviado tem-se mostrado normal. Estamos acostumados a ele, e não o odiamos e detestamos como deveríamos. A prática pública de falsas religiões é um mal grave. A contracepção, o aborto, a eutanásia e o divórcio são todos anormais. Uma casa onde os pais não são respeitados é anormal. Mas nós, no Ocidente, toleramos e vivemos com esse comportamento desviado por tanto tempo que temos dificuldade em imaginar como seria uma sociedade católica. Todos nós amamos “viver a vida que escolhemos”. Mas o golpe da covid pôs fim àqueles dias. Eles se foram para sempre. Eles nunca foram normais. Agora estamos ansiando por aqueles dias de liberdade desenfreada, que na verdade era uma licença para fazer o mal. Era um castelo de cartas construído na areia. Não existe liberdade que não seja baseada na Verdade. Devemos alegrar-nos, porque esses dias terminaram com seus pecados endêmicos. Agora vivemos sob um sistema comunista abertamente totalitário, no qual alguns homens, servos diretos de Satanás, controlam todos os governos ocidentais. Temos o Reino de Satanás na terra. Este não é um problema político, e não haverá uma solução política para ele. É tolice para os católicos lutar por uma restauração da sociedade anormal que acabou de terminar, uma sociedade sem Cristo como Rei. Portanto, cada um de nós deve perguntar-se: minha casa é normal? Cristo é realmente o Rei naquele cantinho da criação sujeito à minha autoridade? Se não o for, devemos fazer o que pudermos para trazer a sujeição de nossa própria casa a Cristo Rei, começando com o Rosário diário em família. Devemos obedecer a Nossa Senhora e guardar os primeiros sábados, com a intenção consciente de reparar as blasfêmias contra Ela. Devemos rezar intensamente para o Papa com todos os Bispos consagrarem a Rússia ao Imaculado Coração d’Ela. Devemos fazer penitência por nossos próprios pecados, pelos pecadores, pelos pecados públicos do Papa e da hierarquia da Igreja, e pelos pecados públicos de nossos líderes políticos. Devemos implorar a Nossa Senhora que envie um líder que levantará um exército cristão para conquistar os inimigos de Deus e instituir uma ordem civil católica. Deus está no comando. Ele permite esses dias maus para que sejamos castigados com justiça por nossos pecados. Se nos arrependermos e corrigirmos nossas vidas, o mundo inteiro será abençoado. Esforce-se para adquirir aquela perfeição relativa que Deus deseja para você. Uma alma santa beneficia a Igreja e o mundo mais do que inúmeros católicos medíocres. Kyrie eleison.

  • A posição do espírito

    Por Gustavo Corção publicado n’O Globo em 24-11-1973 DA mesma ordem de ideias que nos proporcionou o artigo da 5ª - feira passada, sobre a posição do corpo, onde pretendi provar que em todas as iniciações humanas é preciso começar por uma atitude inicial acertada, entre tantos erros possíveis, pretendo hoje tirar reflexões que se estendem sobre a vida inteira: desde os primeiros passos o homem precisa ser corrigido daquela "tendência natural de fazer as coisas mal feitas" descoberta por nosso Teruz, n'O Pinguim; precisa aprender a andar, a sentar-se com modos, a falar e a calar-se. De um modo geral, o homem desde cedo tem de aprender uma maneira de estar entre os homens, cumprindo pequenas obrigações e vencendo pequenas espontaneidades que devem efetivamente ser vencidas pelo sentimento mais forte da presença dos outros, que é uma variante do sentimento da presença de Deus. Antes da grande calamidade que se abateu sobre a cristandade, todas as casas religiosas começavam o noviciado pelo exercício da tenue. UMA freira não cruzava as pernas, um monge beneditino passou quatorze séculos sem se rir com o riso que sacode o corpo inteiro, e sem atravessar o claustro correndo a não ser em caso de incêndio. É possível que houvesse nisso, às vezes, algum exagero, e que muita noviça imaginasse que chegara à via unitiva pelo fato de ciciar e andar com passos miudinhos. Nisto observa-se a lei do pêndulo com que muitos quiseram explicar toda a "calamidade". É verdade: houve exagero; havia uma fresta aberta para a hipocrisia, mas é curioso notar que aquelas mesmas mestras de noviças que mais minuciosamente cobravam as "grandes réverences" devidas à abadessa, foram as que mais depressa encurtaram as saias e mais depressa aderiram à Calamidade. Em todo o caso, parece-me fácil compreender a necessidade de certa contenção a ser provada nas pequenas coisas. O perigo do exagero do lado dito integrista é sempre menor, porque sua lei interna é a da contenção, enquanto o lado oposto, ao contrário, se abre para o infinito. E não há de ter sido à toa, nem fruto de azedo misoginismo, que levou São Bento a ser severo com as espontaneidades do corpo e da mistura dos sexos. Os grandes fundadores e grandes santos conheciam melhor do que nós, e do que toda a hierarquia viva da Igreja de hoje, como é feito o homem, e como é apontado o caminho da santidade, e sobretudo sabiam que não fora para divertirem-se que Jesus aceitou o Calvário, e eles o Mosteiro. TRANSPONDO uma oitava acima nosso problema da primeira entre as primeiras iniciações, agora na vida religiosa, eu diria que há também para a alma uma atitude e uma posição que estão na base de toda e qualquer iniciação espiritual: a constante, permanente e habitual consciência de estar na "presença de Deus". Esta é a primeira e principal lição que a alma deve aprender. Deve aprender a ESTAR. E é nesse "estar" que defino a consciência frequente, permanente, habitual de estar na presença de Deus. E NÃO fique nervoso o homem espiritual ao imaginar que deva estar tão vigilante, tão atento que não cometa na recitação dos salmos ou do terço a menor distração. Seu exercício habitual de estar na presença de Deus mais depressa deve levá-lo a lembrar-se constantemente que Deus não se esquece d'ele mesmo quando é por ele esquecido. EM OUTRAS palavras: de dois modos podemos exercitar a consciência de uma presença habitual, ora como um pai que se habitua a zelar pelos filhos; ora como um filho que tem sempre confiança na Justiça e no Amor do pai. Este será o nosso modo próprio de estar na presença de Deus: disposto a obedecer, pronto a agradecer, alegre em confiar. * * * À PRIMEIRA vista, meu leitor talvez imagine que hoje entrei a delirar, e que estou a exigir coisas fabulosas do nosso amigo "o homem moderno" que já espalhou pelos jornais e pela TV sua maioridade e sua emancipação de todos os tabus. ORA, o que tentei traçar nestas linhas foi apenas um modesto mínimo que me parece perfeitamente exigível do planeta habitado: ou ele se habitua à presença do Criador e ao menos debilmente procure tirar consequências dessa Presença, ou então preparemo-nos todos para proporcionadas consequências de tão desvairado descaso. Ou agarramo-nos essa mínima lembrança habitual de que Deus é Deus, e com Deus não se brinca; ou agarremo-nos uns aos outros para o dia próximo da grande loucura que certamente não será contornada pelo serviço de refrescos e de gravadores da ONU. DIZEM que sou pessimista porque não confio demais no homem, esse conhecidíssimo louco enfatuado e vazio. Diante da obra-prima com que encheu o século e pretende esvaziar a Igreja confesso minha moderada confiança no personagem. E quanto mais moderno diz que é, menos confio na sua vida pregressa e em suas futuras proezas. A alternativa está aí já conhecida: ou aprendemos a admirar as estrelas e os átomos dando graças a Deus, ou admiramo-nos a nós mesmos mirando-nos no átomo. As consequências não se farão esperar muito tempo porque para três ou quatro bilhões de deuses pervertidos não há planeta que chegue. Ainda é tempo de descobrir a Presença de Deus e o gosto infinito de sua misericórdia desde aqui anunciada na inocência de Jesus crucificado, e na brancura de Jesus sacramentado. Fora dessa alternativa de sacrifício e penitência, frequentemente pedido pela Virgem Santíssima, que tantas e tantas vezes no céu pediu a permissão de ainda uma vez descer para chorar conosco, só nos resta o prosseguimento acelerado da calamidade, e a explosão do pacifismo e da filantropia, que é o amor do antropóide cultivado na ONU e na Comissão de Justiça e Paz. O dedo dos Direitos do Homem já se aproxima do painel das conquistas do Homem. Os reatores esperam. Os átomos esperam. Os grandes reformadores é que dão sinais de impaciência.

  • XII – Confissão – Qualidade da dor

    Qualidade da dor Para que a dor dos pecados nos obtenha o perdão de Deus, deve ter quatro qualidades: deve ser íntima, sobrenatural, máxima e universal. 1 - Íntima Isto é, deve vir do coração. Isto nós já vimos, explicando o que é a dor. Do coração vêm todos os pecados, e do coração também deve vir o arrependimento. E não bastará apenas dizer com os lábios o ato de dor. Ouvi o que diz o Senhor: “Rasgai vossos corações, e não a vossa roupa, e convertei-vos: Scindite corda vestra, et non vestimenta vestra, et convertimini” (Jl 2,13). 2 – Sobrenatural Quer dizer que não deve ser causada por motivos humanos, mas pela graça do Senhor, pela fé, a qual faz conhecer como é feio o pecado e como ofensa a Deus. Eis dois exemplos que causam isso: a) Um ladrão rouba, e colhido pela justiça é metido na cadeia. Lá se arrepende de ter roubado, mas não por ter com o furto ofendido a Deus, e sim apenas porque lhe coube a prisão. Esse arrependimento seu não é sobrenatural; logo não é justo. b) Um rapaz, entretanto, cometeu graves faltas, pelo que recebeu o castigo dos pais, perdeu a saúde ou a estima. Aí se arrependeu e diz: “Desagrada-me ter feito mal; não, porém, pelo castigo obtido, nem pela perda da saúde..., mas porque ofendi a Deus que é tão bom!”. Isto, sim, é dor justa, porque é sobrenatural. A dor de Davi e de Saul – Davi e Saul foram ambos reis de Israel, e ambos pecaram gravemente. Depois deploraram e detestaram seu pecado. Mas depois foram ambos perdoados? Um sim, o outro não. Davi foi perdoado porque compreendeu sua injustiça e ingratidão para com o Senhor e se arrependeu muito de haver feito mal contra ele (2 Rs 12, 7,13). Saul, no entanto, se arrependeu do seu pecado unicamente pelo motivo de dever perder a estima do povo e a coroa. Essa sua dor, que não era sobrenatural, não foi boa; por isso Saul não obteve de Deus o perdão. 3 – Máxima Quer dizer que se deve sentir mais por ter ofendido a Deus do que por qualquer desgraça que nos acontecesse. E é justo: pois o pecado é a maior de todas as desgraças e de todas as perdas. Oh! Se se compreendesse bem que quer dizer ofender a Deus e perder a sua graça! Os pecados e a dor de S. Luís - S. Luís Gonzaga, ainda menino, tirou um dia dos soldados de seu pai um pouco de pólvora a fim de carregar seus canhõezinhos com os quais brincava. Noutro dia, tendo ouvido dizerem palavrões, repetiu-lhes sem lhes saber a significação. Conheceu depois que essas duas coisas não se deviam fazer, e por isso sentiu tanta dor, que as lastimou a vida inteira, pedindo todo dia perdão a Deus dessas faltas. 4 – Universal Que significa isso? Que deve abranger a todos os pecados mortais que se cometeram, sem exceção de nenhum. Por isso, se por exemplo alguém tem cinco pecados mortais e só se arrepende de quatro, sua dor não é boa para nenhum deles. Se outrem trinta deles, e se arrependesse de 29, estaria como se não se arrependesse de nenhum; pois mesmo um só pecado mortal o torna inimigo de Deus. (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)

  • A maior poluição

    Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 29–11-1973 ALUDI num dos artigos da semana passada aos gloriosos atingimentos do homem moderno: a poluição do ar, a poluição da água, a poluição sonora, e mais dia menos dia a poluição letal da radioatividade nas camadas superiores da atmosfera. Mas naquele artigo deixei de mencionar a poluição religiosa que consiste numa virose espiritual de caráter nunca visto. Seu principal e mais vistoso sintoma é a alvoroçada e irresistível atração que os meios católicos inovadores fazem questão de evidenciar — atração pelo mal e atração ainda mais incontida pela tolice. TENHO diante de mim dois ásperos exemplos, um de torpeza e outro de hiperbólica tolice. Vejamos a torpeza. Trata-se de uma revista bimestral chamada Courrier Communautaire maio/junho 1973, que logo desde a capa nos promete "Relações novas homens-mulheres". Como ainda não dediquei atento estudo à novidade prometida nas "comunidades de base em Montreal e Cuernavaca", não sei qual será o híbrido estéril que nascerá dessas novas relações. Mas já li na página 12 as palavras aladas de vários entrevistados. A Lucas (casado) "parece evidente que a relação no casal (de 2) é uma relação privilegiada". Admire leitor a técnica que eles usam para dar nomes esquisitos às coisas simples, e nomes simples às coisas esquisitas. Desenvolvendo seu profundo pensamento, o entrevistado Lucas (casado) diz: "Há momentos em que a vida em comunidade parece privar o casal de sua intimidade, mas outros há em que a relação triangular traz um singular enriquecimento ao casal." Aprecie, leitor, os termos "triangular" e "enriquecimento". Que esmero de estilo, que delicadeza de expressões! UM OUTRO entrevistado, Amaro, que não declara estado civil e me cheira a padre, diz que os termos família e amizade não convêm para falar das relações em comunidade, por se tratar de um novo tipo de relação (?) que ele qualifica de revolucionárias e proféticas. Chego a vislumbrar o que possam ser para Amaro as relações revolucionárias que ele frui nas comunidades de base, mas confesso minha completa cegueira diante do termo "profético". A que vem? Que pretende? Que coisa vergonhosa quererá mostrar ou tentar esconder? O de que não duvido um só instante é que estamos num bordel. E agora entro eu com o meu grito ou gemido que resistiu ao "triangular", ao "enriquecimento", ao "revolucionário" e ao "profético". Até aqui resisti. Agora grito a toda essa canalha que quer fazer triangulações sexuais e disto se orgulha: deixem o cristianismo em paz, se um dia foram praticantes no Sangue de Nosso Senhor, antes esquecerem-se disso do que publicarem tão incoercível inclinação para o sacrilégio. Sim, eles fazem questão de entrar paramentados no bordel; sim, eles não podem ver triangularidades sem correr gritando: — Estou nessa! estou nessa! Como cristão não posso deixar passar essa experiência comunitária! CORROMPEM-SE assim a família, putrefaz-se a sociedade, e o elemento empregado na difusão de tantas degradações é precisamente aquele que foi vertido para a nossa salvação: o Sangue! ESSE mesmo número da pornográfica revista na página 30 contém um tópico com este título em negrita: LES PROBLEMES SEXUELS À LA LUMIÈRE DE NOS RAPPORTS AVEC LE CHRIST. Eles chegaram ao nível daquele débil mental da anedota que na cabeça só tinha mulher nua. NAS PÁGINAS de Notícias (62 e seguintes) lemos: "O EPISCOPADO BRASILEIRO APÓIA AS COMUNIDADES DE BASE." A CONFERÊNCIA Nacional dos Bispos do Brasil... (CNBB) exprimiu nestes termos seu apoio aos Cursilhos da Cristandade: Esse movimento merece ser sustentado, sobretudo neste momento em que surgem objeções a propósito de sua fidelidade ao Cristo e à Igreja. Esse movimento será tanto mais encorajado quanto mais concretamente se identificar ao espírito do Evangelho. Manifestou-se como um meio eficaz de despertar as energias cristãs adormecidas e como um apelo de Deus à generosidade apostólica dos leigos. EU QUERO crer que nossos funcionários da CNBB nunca leram o folheto canadense e mexicano que recomenda o amor livre triangular, poligonal e bi-direcional em nome de Jesus Cristo. Quero crer que a maioria dos praticantes das comunidades de base engolem o que lhes dizem que é cristão e diretamente importado da Palestina. NEM os funcionários e dirigentes da CNBB, nem os frequentadores dos Cursilhos andarão todos a praticar novas relações revolucionárias e proféticas. Não são assim depravados, como algum leitor poderia pensar, mas na verdade a alternativa que lhes sobra é melancólica. O AR, ao menos, foi poluído por violência; a água foi violada, as árvores foram arrancadas, as paisagens estupradas, mas para nossa infinita tristeza os católicos que se julgam revolucionários e proféticos correm ao encontro da poluição e parecem banhar-se nela com deleite.

  • Em defesa do Pe. Jahir e de seu sacerdócio

    Queremos deixar aqui registrada a nossa veemente reprovação daqueles que, dentre os sedevacantistas, atacam o Revmo. Padre Jahir Britto e negam o seu sacerdócio. É uma leviandade, um ato de orgulho colocar assim em dúvida o sacerdócio daqueles que dentro da Tradição fizeram sempre um ótimo trabalho, como o Pe. Jahir, que fundou uma congregação religiosa que atendeu e atende inúmeras almas, e cujo sacerdócio foi recebido de um bispo de espírito tradicional. Dom Lefebvre não punha em dúvida as ordenações no rito novo. A única coisa que ele dizia poder ser posta em dúvida é a intenção do bispo, e não há razão para duvidar da intenção do bispo que ordenou o Padre Jahir, pois era um bispo formado à moda antiga, um bispo que o Pe. Jahir escolheu por seu espírito mais tradicional. Então, pôr em dúvida o sacerdócio do Revmo. Padre é perturbar os fiéis de uma maneira indigna e irresponsável. Levantamo-nos, portanto, com veemência para defender a honra sacerdotal do Pe. Jahir e lembrar todo o bem que ele fez às almas na Bahia e fora da Bahia, assim como o bem feito pela sua comunidade e em particular pelo Pe. Joaquim, que foi formado pelo Pe. Jahir e que tem dado assistência às almas em inúmeros estados do Brasil. Pela honra do Pe Jahir, de seu mosteiro e de seus fiéis, fazemos este protesto, e mais do que um protesto, uma condenação daqueles que perturbam as almas pondo em dúvida o sacerdócio do Pe. Jahir Britto. Que Nossa Senhora nos abençoe e nos proteja de todo erro e de toda perturbação sem fundamento. Assim seja. + Tomás de Aquino, OSB

  • A devoção dos Cinco Primeiro Sábados, pelo Rev. Pe. Marie-Dominique, O.P.

    Este artigo apareceu primeiramente na Revista dos Frades Dominicanos de Avrillé, "Le Sel de la Terre", nº103, Inverno de 2017-2018. Os pedidos de Nossa Senhora de Fátima Em Fátima, há dois tipos de pedidos: Uns se destinam a todos os fiéis e o outro é dirigido ao Papa. Vejamos primeiramente os pedidos concernentes aos fiéis. 1- Pedido concernentes a todos os fiéis: são cinco pedidos e resultam relacionados a Deus: Escutemos a irmã Lúcia: “O mais importante é o cumprimento do dever de estado e a oferta dos sacrifícios necessários ao cumprimento deste nosso dever em favor dos pobres pecadores”. Os pedidos secundários são o terço e a imposição do escapulário, mas especialmente o que estas duas devoções nos exigem, a saber, respectivamente: meditação atenta dos mistérios do Rosário e a consagração ao Coração Imaculado de Maria (10). Expliquemos brevemente este diferentes pontos e, antes de tudo, o mais importante: - Cumprimento de nosso dever quotidiano Várias vezes, durante as preciosas horas que eu passei em sua companhia, disse a irmã Lúcia, Nossa Senhora insistiu sobre o cumprimento do dever quotidiano conforme a nossa condição de vida; e a oferta deste esforço em reparação de nossos pecados e pela conversão dos pecadores. Isso é a condição fundamental que nos possibilitará de repulsar a onda das forças do mal que ameaça submergir o mundo hoje em dia (11). Estas palavras da irmã Lúcia nos mostram ao mesmo tempo que na época atual - como a devoção ao Sagrado Coração de Jesus - a devoção ao Imaculado Coração de Maria é uma devoção reparadora. À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora estava um coração cercado de espinhos que lhe pareciam estar cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, o que queria reparação (Aparição do 13 de Junho de 1917). Hoje os tempos se vão mal; os pecados tornaram-se como uma onda que submerge o mundo e, depois de Nosso Senhor, jamais o número de almas que se condenam foi tão grande e é por isso que Nossa Senhora mostrou o inferno às três crianças no dia 13 de julho. A Virgem Maria nos convida então a salvar almas oferecendo ao seu coração Imaculado, primeiramente pelos nossos pecados, não nos esqueçamos! - e em seguida pela conversão dos pecadores, os sacrifícios ocasionados pelo cumprimento de nossos deveres quotidianos. É assim que nós traremos de volta a Deus o homem moderno que não cumpre mais seus deveres para com Deus, nem para com ele mesmo e para com o próximo, porque já não pensa mais do que em reivindicar seus direitos. Cada dia, ao nos levantarmos, nós podemos recitar a invocação ensinada por Nossa Senhora às crianças no dia 13 de julho: "Ó Jesus, é por vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação aos pecados cometidos contra o Coração Imaculado de Maria" (12). Esta consagração matinal influirá sobre todas as nossas ações do dia, que terão então o valor de oferta reparadora ao Coração Imaculado de Maria, mesmo quando nela nós não pensamos em alguns momentos. Mas é bom, claro, renovar este oferecimento durante o dia sob a forma de uma oração jaculatória, em particular assim que se deva oferecer um sacrifício. - Consagração a Nossa Senhora Esta oferta de todas as nossas ações nos traz de volta e nos conduz à consagração de nossa vida a Nosso Senhor pela Virgem Maria. É a oblação espiritual, o sacrifício interior manifestado pela prática exterior das virtudes, que nós falamos com relação às aparições do Anjo - no verão de 1916 - e realizada agora pela mediação de Nossa Senhora. - O uso do escapulário No espírito de Fátima, o escapulário que foi mostrado às três crianças por Nossa Senhora no 13 de Outubro, enquanto a multidão via o milagre do sol, por sua vez, foi o sinal de nossa consagração à Nossa Senhora e o vínculo de sua proteção toda particular. - Recitação quotidiana do terço Quanto ao principal meio dado por Nossa Senhora para realizar este ideal: - o Rosário: A Virgem Maria, continua a irmã Lúcia, explicou-me o quanto o Rosário é importante, porque é um dos principais meios que nos foram dados por Nossa Senhora para a santificação de nosso dever quotidiano (13). Lembremos aqui que, em sua Encíclica Laetitiae Sanctae, o Papa Leão XIII via no Rosário o melhor remédio contra os males atuais da sociedade: A aversão a uma vida humilde e laboriosa encontra seu remédio na meditação dos mistérios gozosos. [...] o horror de tudo o que faz sofrer é curado pela meditação dos mistérios dolorosos que ensinam a paciência: [...] enfim, o esquecimento dos bens futuros encontra seu remédio na meditação dos mistérios gloriosos (14). O Rosário é então o meio mais eficaz para escapar da doutrinação moderna e do condicionamento dos espíritos, organizado hoje em dia pelos mundialistas. O pedido de recitar o terço todos os dias é ademais tão importante para Nossa Senhora, que o repetiu - com a um refrão - em cada uma de suas aparições de maio a outubro de 1917; e que em 13 de outubro quando ela tinha prometido que diria o seu nome, ela disse se chamar: "Nossa Senhora do Rosário". É claro, e se trata aqui, para esta recitação, de se colocar na presença da Virgem Maria e de meditar ou contemplar os diferentes mistérios, um após o outro. Nós podemos nos servir de livretos de meditação numerosos que existem. - Comunhão reparadora dos cinco primeiros sábados do mês Esta vida reparadora para a qual Nossa Senhora nos chama a todos devia encontrar sua coroação na comunhão eucarística - lembremo-nos da aparição do Anjo de Portugal em outubro de 1916 - e pensemos na magnífica visão trinitária de Tuy em 1929 (a 13 junho), a qual resume toda a espiritualidade de Fátima. É a comunhão reparadora nos cinco primeiros sábados, um de cada mês durante cinco meses seguidos, anunciada desde 13 de julho de 1917 (15), que Nossa Senhora especialmente veio nos pedir em Pontevedra no dia 10 de Dezembro de 1925: "Todos aqueles que durante cinco meses, no primeiro sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Me fizerem quinze minutos de companhia, meditando nos quinze mistérios do Rosário, com o fim de me desagravar, eu prometo assistir-lhes na hora da morte com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas.” Se os pedidos precedentes tiveram por objeto todos os pecados em geral, para obter assim a conversão dos pecadores, esta devoção dos primeiros sábados tem por objeto o de reparar os pecados cometidos especialmente contra o Coração Imaculado de Maria e de salvar aqueles que os cometeram. Citemos aqui o irmão Francisco Maria dos Anjos: “Depois que Deus decidiu manifestar seu designo de amor, que é de dar suas graças aos homens pela mediação da Virgem Imaculada, parece que sua recusa de se submeter docilmente a esta vontade seja a falta que fere particularmente seu Coração, e pela qual ele não encontra mais nele mesmo nenhuma inclinação a perdoar. Este pecado parece irremissível. ‘É um pecado que o Evangelho chama como pecado contra o Espírito Santo’, disse a irmã Lúcia (16), ‘pecado que não será perdoado nem neste mundo nem no outro’ (Mt 12, 31-32), pois não há para Nosso Senhor um crime mais imperdoável que o de desprezar sua Santíssima Mãe e ultrajar seu Coração Imaculado que é o santuário do Espírito Santo” (17). Então a Virgem Maria, que é a Rainha de misericórdia, não podendo suportar que as almas sejam condenadas por causa dos pecados cometidos contra ela, obteve de seu Filho, que esta pequena prática obtivesse a salvação de muitas destas almas: “Eis, minha filha, porque motivo o Imaculado Coração de Maria me inspirou para pedir esta pequena reparação e, em consideração a ela, comover minha misericórdia  para perdoar as almas que tiveram a infelicidade de ofendê-lo" (18). Nosso Senhor nos dará então um certo número de prescrições, e antes de tudo, a confissão que pode ser antecipada: “A confissão até de oito dias depois é válida e de muitos dias mais, contanto que se esteja em graça no primeiro sábado, quando Me receberem; e que, nessa confissão anterior, tenham feito a intenção de fazer a reparação ao Sagrado Coração de Maria; “Aquelas almas que esqueceram de formular esta intenção, poderão formulá-la na confissão posterior, aproveitando da primeira ocasião que elas tiverem para se confessarem (19); “A prática desta devoção será igualmente aceita no Domingo que segue o primeiro sábado, quando meus sacerdotes, por justos motivos, o permitirem às almas” (20). Quanto à explicação do número de cinco sábados. Nosso Senhora dará sua razão à irmã Lúcia no dia 29 de maio de 1930, em Tuy: Há cinco espécies de ofensas e blasfêmias proferidas contra o Coração Imaculado de Maria: - “As blasfêmias contra a Imaculada Conceição; - As blasfêmias contra a sua perpétua virgindade; - As blasfêmias contra sua maternidade divina; - As blasfêmias daqueles que procuram publicamente colocar no Coração das crianças a indiferença e o desprezo, ou mesmo o ódio para com esta Mãe Imaculada; - As ofensas daqueles que a ultrajam diretamente em suas santas imagens” (21); Nossa Senhora dá tanta importância a esta devoção, que ela promete a salvação às almas por terem praticado esta devoção nos cinco primeiros sábados seguidos. Convém, claro, de praticar esta devoção todos os primeiros sábados do mês para continuar a reparar os pecados contra Nossa Senhora e salvar almas. É o que fazem os fiéis fervorosos. Nós temos agora os cinco pontos característicos da devoção ao Coração Imaculado de Maria no espírito de Fátima: 1- Cumprimento de nossos quotidianos deveres de estado oferecidos ao Coração Imaculado de Maria em reparação de nossos pecados e pela conversão dos pecadores; 2- A consagração à Nossa Senhora; 3- A recitação quotidiana do terço; 4- A confissão seguida da comunhão reparadora dos primeiros sábados do mês; 5- A meditação nos quinze mistérios do Rosário. Estes cinco pontos podem se resumir em dois: - A consagração de nossa vida ao Coração Imaculado de Maria, para reparar os pecados em geral e obter a conversão dos pecadores. - A comunhão reparadora dos primeiros sábados, que é uma prática de amor a Nossa Senhora (22), para reparar os pecados cometidos especialmente contra seu Coração Imaculado, e salvar esta categoria de pecadores que a Rainha de misericórdia que arrancar do abismo. 2- Pedidos de Nossa Senhora de Fátima ao Papa Em maio de 1930, quando ela se encontrava em Tuy, irmã Lúcia escreveu ao Padre Gonçalves: Deus prometeu colocar um fim à perseguição na Rússia, se o Santo Padre dignasse fazer e ordenar aos bispos do mundo católico de o fazer, igualmente, um ato solene e público de reparação e de consagração da Rússia aos Santíssimos Corações de Jesus e Maria, e se sua santidade prometesse, para o fim desta perseguição, de aprovar e de recomendar a prática da devoção reparadora [dos cinco primeiros sábados] (23). A comunhão reparadora não foi suficientemente propagada pelos papas e a consagração da Rússia ainda não foi feita. A consequência não foi somente a difusão dos erros da Rússia no mundo inteiro, com milhões de cadáveres, mas também sua infiltração na Igreja, que é certamente a maior vitória do comunismo: pelas duas grandes ondas de infiltração, sob Pio XI, e depois sob Pio XII com o movimento Pax 24 , sem contar a tomada de poder pela ocasião do Concílio Vaticano II. O plano da Alta Venda, denunciado pelo Papa Pio IX, encontra-se realizado: “uma revolução com tiara e capa (25), marchando com a cruz e a bandeira” (26). “Sendo que eles – os meus ministros - seguem o exemplo do rei da França, retardando a execução de meu pedido, eles o seguirão em sua infelicidade”, tinha predito Nosso Senhor (27). Sem dúvida, é sobre isso que se trata toda a questão do terceiro segredo de Fátima. A presente crise na Igreja deve ser vista no quadro das aparições de Fátima, como o castigo aos homens da Igreja por não terem respondido aos pedidos de Nossa Senhora. E isso deve guiar também nossa piedade mariana hoje. A verdadeira devoção à Santa Virgem deve nos fazer amar e imitar Nossa Senhora como ela é: Ora, a Virgem Maria, dizia Monsenhor Lefebvre, “não é nem liberal, nem modernista, nem ecumenista. Ela é alérgica a todos os erros e, com mais forte razão à apostasia” (28). Nós podemos fazer alguma coisa? Sim. A conversão da Rússia acontecerá quando um número suficiente de católicos oferecerem seus sacrifícios e cumprirem os pedidos de Nossa Senhora, disse irmã Lúcia (29). Isso é o mesmo que dizer que a conversão da Rússia somente acontecerá quando um número suficiente de almas, aos olhos de Deus, tiverem consagrado toda sua vida à Virgem Maria. É isso que obterá do Papa a graça e se converter e de consagrar a Rússia, desencadeando o triunfo do Coração Imaculado de Nossa Senhora e consequentemente aquele do Sagrado Coração. Em resposta à pregunta da Irmã Lúcia, de qual razão porque Ele não convertia a Rússia sem que o Santo Padre consagrasse a Rússia ao Coração Imaculado de Sua Mãe, Nosso Senhor respondeu “Porque quero que toda a Minha Igreja reconheça essa consagração como um triunfo do Coração Imaculado de Maria, para depois estender o seu culto e pôr, ao lado da devoção ao Meu Divino Coração, a devoção deste Imaculado Coração” (30). Podemos ver um anúncio deste triunfo nas palavras de Nossa Senhora em La Salette? “Jesus Cristo será servido, adorado e glorificado. A caridade florirá em todos os lugares. Os novos reis serão o braço da Santa Igreja, que será forte, humilde, piedosa, pobre, zelosa, e imitadora das virtudes de Jesus Cristo. O Evangelho será pregado em todas as partes e os homens farão grandes progressos na fé porque haverá unidade entre os obreiros de Jesus Cristo, e porque os homens viverão no temor de Deus. Esta paz entre os homens não será longa (31): vinte e cinco anos de abundantes colheitas lhes fará esquecer que os pecados dos homens são causa de todas as penas que caem sobre a terra” (32). Em todo caso, lembrados das três batalhas de Jean Vaquié: “ao mesmo tempo em que se trava a batalha de manutenção para manter e transmitir a civilização cristã, travamos a batalha preliminar de súplica respondendo aos pedidos do Sagrado Coração e do Coração Imaculado de Maria, nós trabalharemos assim em avançar na batalha superior que é a batalha de Deus, e que verá o triunfo dos Corações de Jesus e Maria” (33). Quanto a nós, pessoalmente, unida nossa devoção ao Sagrado Coração de Jesus à devoção ao Coração Imaculado de Maria, estas nos obterão a salvação e, se devem chegar tempos difíceis, elas permitir-nos-ão atravessá-los sem perder nossas almas, ainda que nos obtendo a graça do martírio, caso isso venha a ser necessário! __________________ 10 - Palavras da irmã Lúcia recolhidas em 1946 por John HAFFERT, um dos principais responsáveis pelo Exército Azul e relatadas em sua obra The Brother and I, cap. 27. 11 - Palavras da irmã Lúcia relatadas por John HAFFERT, ibid, p. 17. 12 - NdT, Jacinta, segundo o relato de Irmã Lúcia, acrescentava: "... e pelo Santo Padre." 13 - Palavras da irmã Lúcia relatadas por John HAFFERT, ibid., p.17. 14 - Leão XIII, carta encíclica Laetitiae Sanctae, do 8 de setembro de 1893. 15 - "Deus vai punir o mundo de seus crimes por meio da guerra, da fome e de perseguições à Igreja e ao Santo Padre. Para impedir isso, eu virei pedir a comunhão reparadora dos primeiros sábados do mês." 16 - Irmã Lúcia, Entrevista com o padre Fuentes, em 1957. 17 - Irmão Francisco Maria dos Anjos, Fátima, alegria íntima evento mundial, Saint Parres-lès-Vaudes, Éditions de la Contre-Réforme catholique, 2ª édition, 1993, p. 159-160. 18 - Citado pelo irmão Francisco Maria dos Anjos, ibid., p. 159. 19 - Palavras de Nosso Senhor relatadas pela irmã Lúcia em uma carta ao Cônego Lopes, no dia 15 de fevereiro de 1926. 20 - Palavras de Nosso Senhor relatadas pela irmã Lúcia em uma carta ao Padre Gonçalves, seu confessor, no dia 30 de maio de 1930. 21 - Carta da 22 - "Que alegria quando chega o primeiro sábado", exclamava a pequena Jacinta. 23 - Irmã Lúcia, citada pelo irmão Francisco Maria dos Anjos, em Fátima, alegria íntima evento mundial, ibid., p. 199. 24 - Pode-se ler no Sal da Terra, nº53, Fátima: nossa esperança; artigo de Dominicus: "Jean-Paul II a-t-il consacré la Russie?", p. 63, note 3. 25 - Quer dizer, uma revolução tendo como instrumento o papado - por via da obediência -, tiara e capa são parte principal dos ornamentos pontificais usados pelo Santo Padre. 26 - Extrato dos papéis secretos da Alta Venta dos Carbonários italianos (maçons), caídos nas mãos do Papa Gregório XVI e publicado a pedido do Papa Pio IX por CRÉTINEAU-JOLY, em sua obra A Igreja Romana e a Revolução. Pode-se referir ao capítulo 21 da obra de Monsenhor Lefebvre, "Do liberalismo a apostasia", "O complô da alta venda". 27 - Palavras de Nosso Senhor relatadas pela Irmã Lúcia em uma carta do dia 29 de agosto de 1931 ao seu bispo. 28 - Dom Marcel Lefevbvre, livro "Itinerário Espiritual". 29 - Palavras de irmã Lúcia relatadas por John Haffert, na obra "The Brother and I", ch 27. 30 - Carta da irmã Lúcia ao padre Gonçalves o dia 18 de maio de 1936. 31 - No dia 13 de Julho de 1917, Nossa Senhora nos disse: “Será dado ao mundo um certo tempo de paz". E após este período é que, na mensagem de La Salette, Nossa Senhora nos parece dizer que virá o Anticristo. 32 - A aparição da Santíssima Virgem na Montanha de La Salette, sábado, 19 de setembro de 1846, Paris/Rome/Bruges, Sociedade Saint-Augustin, 1922 (Imprimatur du Padre A. Lepidi O.P., Mestre do Sagrado Palácio e Assistente perpétuo da congregação do Index). 33 - Ver o livreto de Jean Vaquié, La Bataille Préliminaire, Chiré-en-Montreuil, DPF, 2016.

  • Comentários Eleison nº 744

    Por Dom Williamson Número DCCXLIV (744) – 16 de outubro de 2021 COVID = CRIME Este advogado viu a grande maldade da covid. É Deus quem surge em seguida em sua tela mental? Estes “Comentários” não pedem desculpas por voltar tantas vezes à questão da covid, ao crime da covid, porque ela promete ser por um tempo o principal campo de batalha na grande guerra entre Satanás e Deus pelas almas dos homens. O Dr. Reiner Fuellmich é um advogado internacional da Alemanha que processou com êxito, em nome de vítimas de fraude, grandes empresas alemãs como a Volkswagen e o Deutsche Bank. Ele nega ser um homem religioso, mas claramente não gosta de fraudes, de modo que quando percebeu uma grande fraude no contrassenso da covid, entrou na briga com uma equipe de colaboradores. A partir de entrevistas com mais de cem políticos e médicos envolvidos, ele deu uma visão geral das conclusões de sua equipe em uma entrevista para o site Stop World Control em julho deste ano. Segue abaixo um resumo dessas conclusões. A chamada “pandemia” de covid é uma operação criminosa planejada, um crime sem precedentes contra toda a humanidade. Cerca de 0,000001% da população mundial – um grupo de cerca de 3.000 pessoas super-ricas, que inclui a camarilha de Davos de Klaus Schwab – está tentando obter controle sobre o resto do mundo. Será necessário um segundo julgamento de Nuremberg para processar todos os criminosos responsáveis. Na verdade, uma equipe de mais de 1.000 advogados e mais de 10.000 especialistas médicos liderados pelo Dr. Fuellmich deu início a processos judiciais contra os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Grupo de Davos por crimes contra a humanidade . Nunca se tratou de um vírus ou da saúde. Sempre se tratou de as elites tirarem todas as liberdades do povo para torná-lo totalmente dependente, e, dessa forma, reduzirem o número da população por despovoamento, buscando facilitar o controle total sobre os sobreviventes. A questão da covid também não se trata de dinheiro, porque os super-ricos já têm mais do que precisam. Mas as autodenominadas elites políticas e corporativas usam o dinheiro como uma ferramenta para subornar pessoas como médicos, funcionários de hospitais e políticos. O presidente da Bielorrússia, por exemplo, disse que lhe ofereceram quase um bilhão de dólares para fechar seu país. As elites também usam todos os tipos de técnicas psicológicas para manipular as pessoas, e se alguma delas ainda resistir-lhes, usarão ameaças para colocá-la na linha. A chamada “vacina” não é absolutamente uma vacina, mas anos antes a chamada Organização Mundial da Saúde mudou a definição de “vacina” para abranger suas sinistras terapias gênicas experimentais atuais. Da mesma forma, em 2009 mudaram a definição de “pandemia” para fazer com que as pessoas entrassem em pânico por medo de uma grande praga que na realidade não era nada disso. A “pandemia” de Covid foi criada por duas mentiras. Em primeiro lugar, o teste de PCR que produz altas porcentagens de falsos positivos, e todos os bloqueios, ordens de uso de máscara e “vacinas” se baseiam nessa fraude. E, em segundo lugar, as “infecções assintomáticas”, pelas quais pessoas perfeitamente saudáveis ​​podem supostamente transmitir a doença e infectar outras com ela. Isso era algo para fazer com que todos passassem a temer uns aos outros. O globalismo é o culpado – organizações globais privadas como a OMS e o FEM (Fórum Econômico Mundial) assumiram o controle de todo o mundo. Em 2019, as coisas estavam chegando a um ponto crítico financeiramente e a ponto de implodir – a covid foi uma tática de distração. A Europa é o principal campo de batalha desta guerra. A Europa está falida. Os fundos de pensão foram completamente roubados. É por isso que as elites querem colocar a Europa sob controle – antes que as pessoas se deem conta do que está acontecendo. Nesta guerra não poderemos salvar todo mundo. As pessoas perderão não só seus meios de subsistência, mas muitos perderão suas vidas. Em um nível espiritual, se perdermos esta guerra, será o fim do homem. Kyrie eleison.

  • Comentários Eleison nº 743

    Por Dom Williamson Número DCCXLIII (743) – 9 de outubro de 2021 VIGANÒ SOBRE O “GRANDE RESET” É liberdade que os homens querem? Liberdade para pecar? Chegar ao Céu requer autodisciplina! É sem dúvida providencial que a Igreja Católica oficial não tenha mais trabalho por exigir de seu ex-núncio nos Estados Unidos, que esteve no cargo até poucos anos atrás, o Arcebispo Carlo-Maria Viganò. Isso o deixa livre para fazer o que todo eclesiástico de alto escalão deveria fazer, ou seja, proteger o rebanho católico e, de fato, toda a humanidade que deseja ouvir a verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade, e em profundidade, sobre como a Igreja e o mundo estão sendo governados atualmente, ou melhor, mal governados, porque viraram as costas para Deus. Segue de modo bastante resumido outra de suas esplêndidas declarações feita no final de agosto deste ano. O “Grande Reset” é um plano criminoso, um engano colossal baseado na mentira e na fraude, concebido há dezenas de anos, e que visa a estabelecer uma ditadura universal na qual uma minoria de pessoas incomensuravelmente ricas e poderosas pretende escravizar e subjugar toda a humanidade à sua ideologia globalista. Os Estados Unidos da Europa, a imigração descontrolada, a renúncia à soberania nacional, o controle dos cidadãos sob o pretexto de uma “pandemia” e a redução da população mundial por meio do uso de vacinas com novas tecnologias não são invenções recentes, mas o resultado de uma ação planejada, organizada e coordenada, que se ajusta perfeitamente a um mesmo roteiro e sob uma única direção. Devemos enfrentar a mentalidade criminosa dos autores deste plano. O que está acontecendo há um ano e meio foi amplamente anunciado, nos mínimos detalhes, pelos próprios criadores do Grande Reset. Em 1991, David Rockefeller escreveu: “Estamos à beira de uma transformação global. Tudo o que precisamos é da crise global 'certa', e as nações aceitarão a Nova Ordem Mundial”. Hoje podemos afirmar que esta “crise certa” coincide com a emergência da covid e com o “lock-step” delineado desde 2010 pelo documento da Fundação Rockefeller, “Cenários para o Futuro da Tecnologia e o Desenvolvimento Internacional”, em que se antecipam todos os acontecimentos que estamos presenciando. Esse empreendimento criminoso de escravizar toda a humanidade está sendo executado menos pelos governos públicos dos Estados do que por seus titereiros secretos, o “Estado Profundo”, disfarçado e oculto dentro desses governos públicos, mas constituindo o verdadeiro governo das nações. Os católicos também devem enfrentar o fato paralelo de sua Igreja oficial estar igualmente governada na realidade por uma “Igreja Profunda”, oculta dentro da Igreja pública, do interior da qual clérigos decaídos prestam um apoio crucial ao “Estado Profundo”, corrompendo espiritualmente as almas. Aqui está a dimensão completa, o sentido real do contrassenso da covid, suas mentiras incessantes e sua tirania deliberada. É apenas o último episódio da guerra entre Satanás e Deus, que agora se aproxima de seu desfecho no fim do mundo. Eis porque as forças das trevas estão tão selvagens no momento, tão impacientes para cancelar o nome de Nosso Senhor da terra, não apenas para destruir sua presença tangível em nossas cidades, demolindo igrejas, mas também para cancelar a civilização cristã e degradar seu culto. De fato, a “Igreja Profunda” está subordinada ao “Estado Profundo”, e o Papa Bergoglio é um precioso colaborador dos globalistas, que vai liquidando a verdadeira Igreja Católica para substituí-la por uma seita filantrópica e ecumênica de inspiração maçônica destinada a constituir a Religião Universal em apoio à Nova Ordem – daí a Neoigreja. Nesta guerra cósmica existe o lado de Deus e o lado de Satanás. Não é possível chegar a um acordo com os inimigos de Deus nem é possível servir a dois senhores. Cristo deve reinar, e o fará. Onde Ele reina há paz e harmonia. Onde Satanás reina há ódio e tirania. Kyrie eleison.

  • XII – Confissão – A dor dos pecados

    Necessidade da dor Uma caçada falha – Um caçador tomou um dia seu fuzil e... lá se foi pelos campos! A caminho topou um amigo que lhe perguntou: - Onde vais? - Ora essa! Vou caçar. - Boa sorte! Na campanha, eis logo uma lebre. O caçador apontou o fuzil e... o tiro não sai. E a lebre, olha como vai! Depois o homem vê numa árvore um bando de pássaros; conta-os: um, dois... dez... vinte e cinco... e não dá um tiro. Assim não mata nenhum... De volta para casa, o senhor topa ainda o amigo. - E a caça? - Eu a fiz (retruca o caçador). Vi lebres e pássaros e os contei. - E não os mataste? - Não. - Mas isso é caçada? Isso é uma ficção, uma comédia. O amigo tinha razão. *** Meus filhos, semelhante a esse caçador é quem se vai confessar e se contenta apenas com procurar os seus pecados e saber-lhes até o número. Isto não basta: deve também matá-los. E de que modo? Com a dor... Eis o tiro que mata os pecados. Se falta a dor, a confissão seria uma ficção, uma comédia. I – Necessidade da dor 1 – Que é a dor? “A dor, ou arrependimento, é o desgosto e ódio dos pecados cometidos, que nos faz propor não mais pecar”. Assim diz o catecismo. Portanto, não é um mal físico e corpóreo, da cabeça, dos dentes...; mas um desgosto, uma aflição da alma por ter cometido os pecados. Com esse desgosto se fazem duas coisas: a) Detestam-se e odeiam-se os pecados b) Propõe-se não mais os cometer. Eis um exemplo. A picada de uma víbora – Um menino de dez anos andava em busca de caracóis no início do inverno. Num bosque viu uma cobra enrolada. Tocou-a com o seu bastão, e ela não se movia: estava enregelada. Apanhou-a, então, e a pôs na sacola juntamente com os caracóis. Pouco depois, querendo saber quantos eram os seus caracóis, pôs a mão na sacola... Ai de mim! Que nunca o houvesse feito! Sentiu logo uma forte picada. Dando um grito, retirou a mão; mas eis que a cobra lhe estava presa no pulso... Era uma víbora! Despertada no calor, dera-lhe na mão feroz picada. Depressa o menino a puxou e a jogou no chão com asco e pavor; depois a bastonadas a matou. Voltando para casa, o pobre garoto sentiu dores atrozes; mas com a ajuda de rápida medicação pode curar-se. Às censuras da mãe, exclamava então: “Que foi que eu fiz! Ah! Víbora maldita! Mas doutra vez não farei assim!” Eis a dor, a abominação e o propósito! 2 – É necessária a dor? É absolutamente indispensável na confissão. Sem arrependimento, não se é perdoado. Pretender receber o perdão dos pecados sem o desgosto de os haver cometido, e sem detestá-los, seria o mesmo que desejar andar sem pernas: vede se é possível! A dor é a alma da confissão. Um corpo sem dor é uma coisa morta que não serve para nada. A dor na Confissão é necessária como a água no Batismo. Para batizar uma criança precisa-se da água: não é verdade? Ora, seria bom o Batismo se se dissesse apenas as palavras “eu te batizo” e não se usasse a água? Absolutamente não! A criança não estaria batizada. Assim na confissão: se quem se confessa diz todos os seus pecados e recebe mesmo a absolvição, mas não tem a dor, não fica absolvido e não é perdoado. Observai uma árvore: há nela diversas partes: raiz, tronco, ramos, folhas. Qual é a parte que dá vida à planta? É a raiz: se tirais esta, a planta morre. Assim acontece no Sacramento da Penitência: a dor é como a raiz; se ela faltar, não vale nada o Sacramento. 3 – Dor sem confissão Pode dar-se o caso de um pecador obter o perdão de seus pecados mesmo sem confissão, quando não puder fazê-la, desde que tenha a dor; mas não o obterá nunca mediante a confissão sem a dor. S. Vicente Ferrer e a morte de uma pecadora - S. Vicente Ferrer pregava certa vez uma porção de ouvintes. Entre estes estava também uma mulher de péssima vida, a qual, ajudada pela graça divina, ficou tão impressionada com a consideração de seus enormes pecados, que pela veemência da dor caiu morta no chão. E como todos a conheciam como grande pecadora, ergueu-se um grande rumor na igreja; e temiam todos que ela fosse condenada, pois morrera sem antes se confessar. Mas S. Vicente, iluminado por Deus, assim falou àquela gente: “Tremeis pela sorte que caberá a essa mulher na outra vida; sabei, no entanto, que ela tinha o desejo de confessar-se, e morreu com a grande dor dos seus pecados; por isso, sua alma está salva". 4 – Por que é necessária a dor? A razão é muito clara. Se quem se confessa não tem arrependimento e desgosto do pecado cometido, é sinal de que ama ainda o pecado e o quer ainda cometer. Por isso, não merece perdão, e Deus não lho pode dar. Imaginai: um rapazola dá um tapa em seu pai, e lhe faz outras maldades; depois, vai pedir perdão, dizendo: “Meu pai, fiz mal; perdoai-me; sabei, porém, que não me importa absolutamente ter-vos ofendido e continuarei a maltratar-vos!”. Dizei, merece perdão esse rapaz? E o pai, perdoaria? Pelo contrário! Tomaria até de uma vara!... Assim faz o Senhor: não perdoa a quem não está arrependido e ama ainda o pecado. Que importa se esse pecador faz um cuidadoso exame de seus pecados? Que importa se recebe a absolvição? Podê-lo-ão mesmo absolver todos os Sacerdotes e todos os Bispos; mas perdão ele não terá. Uma confissão sem dor – Um dia se foi confessar a S. Francisco de Salles um pecador, que dizia seus pecados com toda a indiferença, como se contasse uma historinha. O santo, vendo essa má disposição, se pôs a chorar. E o penitente então: “Padre, sentis-vos mal?”. Responde o santo: “Oh, não, graças a Deus... Mas vejo que estais mal, e choro porque não chorais... com esses pecados horríveis, e porque não podereis obter o perdão deles!”. O penitente foi tocado pela graça de Deus e exclamou: “Miserável que sou! Não sinto a dor de tão graves pecados que fazem chorar um inocente sacerdote!”. E com grande comoção caiu desmaiado. Depois foi ajudado pelo santo a fazer bem o ato de contrição e, após a confissão, tal pecador foi todo de Deus e um modelo de penitência. (Segur) (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)

  • Comentários Eleison nº 742

    Por Dom Williamson Número DCCXLII (742) – 2 de outubro de 2021 ESTOURO DE ROSÁRIOS - II Quatro rosários por dia é muita oração? Espere para ver – em breve não será pouca! Nas grandes batalhas navais da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), hoje superadas por aviões e mísseis, grandes navios de guerra ainda se enfrentavam, e o tamanho de seus canhões era decisivo. Normalmente, somente os grandes navios de guerra podiam enfrentar os grandes navios de guerra: por exemplo, em 1941, foi necessário o couraçado mais valioso da Alemanha, o Bismarck, para afundar o orgulho da armada britânica, o H.M.S. Hood, assim como foram necessários dois pesos-pesados ​​britânicos, o Rodney e o George V, para afundar o Bismarck. Mas mesmo a maior das guerras conhecidas até então, a Segunda Guerra Mundial, empalidece em comparação com a guerra espiritual que é travada desde a Queda de Adão e Eva até o fim do mundo entre as forças do Bem e as do Mal pela salvação ou pela condenação eterna das almas. O peso-pesado do lado do Mal nesta guerra é o Príncipe dos anjos caídos, o próprio Satanás, para cuja inteligência diabólica e astúcia nenhum ser humano mortal simples é páreo, como podemos ver no contrassenso da covid. Homens decentes, políticos ou médicos ou quaisquer outros, tentam com toda a força enfrentar os satanistas, mas, infelizmente, aqueles geralmente são derrotados, porque os inimigos de Deus, sob a orientação de Satanás, têm planejado por séculos essa violenta investida contra a humanidade, que fica mais feroz do que nunca à medida que nos aproximamos do fim do mundo. Todos os disparates da covid prevalecerão – a menos que os amigos de Deus chamem seu próprio peso-pesado, a Mãe de Deus: “Só eu posso ajudá-los agora”, disse Ela no Japão em 1973. E por que é Ela o peso-pesado de todas as forças do Bem? Porque tem Satanás sob seus calcanhares, porque por sua profunda humildade superou todos os instigações e tentações de Satanás no momento da Paixão, morte e ressurreição de seu Filho, para permanecer absolutamente fiel a Deus; e Seu divino Filho a recompensou com a Realeza de Seu Universo, que inclui todos os anjos, fiéis ou decaídos, incluindo Satanás. Nenhuma outra criatura na terra jamais prestou a Deus, nem remotamente, um serviço tão fiel como o d’Ela. Nenhuma outra criatura foi recompensada por Ele com um poder comparável, minimamente que seja, sobre toda a criação. Por isso que em todas as épocas da Igreja Ela sempre foi venerada pelos católicos, mas o tem sido especialmente nos tempos modernos, quando o Papa Leão XIII teve em 1884 uma famosa revelação de Satanás sendo libertado do Inferno para castigar uma humanidade mais pecadora do que nunca por seu liberalismo. E para o século XX, Nosso Senhor nos disse que a última devoção que concederia a um mundo que se afunda até seu fim seria o Coração Doloroso e Imaculado de Sua Mãe. Pode ser que tenha calculado que os homens poderiam afastar-se d’Ele como homem facilmente, mas certamente teriam mais dificuldade em afastar-se da mais gentil e terna das mães. E por isso Ela está aparecendo em todo o mundo nos últimos tempos deste, suplicando aos homens que escutem Seu Filho, e que não joguem suas almas no fogo inextinguível do Inferno pelos séculos dos séculos. E cada vez que aparece, Ela nos pede que rezemos o Rosário, em particular pelo Papa e pelos Bispos e sacerdotes, porque Ela sabe o quanto a humanidade depende da única e verdadeira Igreja de Seu Filho, e quanto essa Igreja depende de seus falíveis, mas indispensáveis, ministros humanos: os clérigos. Portanto, no ano passado, uma explosão de Rosários foi organizada no principal santuário mariano da Inglaterra, em Walsingham, Norfolk, e foi um grande sucesso, motivo pelo qual este ano se repetirá, acrescentando-se mais um dia. No ano passado se rezaram 105 Mistérios, que foram colocados nas mãos da Virgem; este ano, se Deus quiser, serão 150. Para todas as almas que estão distantes de Walsingham, mas que desejam participar da explosão de Rosários, o horário de verão inglês é o horário de Greenwich mais uma hora (GMT +1). Os Rosários completos estão programados para o dia 7 de outubro às 20h; para os dias 8 e 9 de outubro, às 9h30 e às 11h30, às 15h00 e às 20h00; e finalmente para o domingo, 10 de outubro, às 9h30. E por que tantos Rosários? Porque as coisas estão tão mal, que só Ela pode ajudar-nos agora. Sim, Ela pode! Kyrie eleison.

  • Advento

    Por Gustavo Corção publicado n’O Globo em 6-12-1973 SABEMOS pelo calor e pela aceleração da máquina do mundo que estamos em dezembro e que, portanto, se aproxima o fim de mais um ano. Descontado o foguetório convencional não se sentirá solavanco nenhum na passagem do novo ano. O jornal anuncia que o Pentágono teme confronto nuclear no Oriente Médio; mas os homens confiam na regularidade das engrenagens planetárias e não levam muito a sério a astrologia do Pentágono. Ainda ontem um homem moderno demonstrava-me por a + b, sem chegar à janela para procurar algum sinal dos tempos, que a técnica pôs termo às guerras, já que uma guerra com as bombas nucleares seria o fim do mundo. Ora, o homem sendo racional não pode querer o fim do mundo, logo, não pode querer guerra. * * * A SEUS discípulos mais atentos Jesus anunciou o que acontecerá sobre "esta geração": — Jerusalém! Jerusalém! Que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados, quantas vezes quis eu reunir teus filhos como a galinha reúne os pintos sob as asas, e não me quisestes (Mat. 23, 37). E SAINDO Jesus do Templo sentou-se no monte das Oliveiras com os discípulos que queriam saber qual seria o sinal da consumação do mundo e da vinda de Jesus que então respondeu-lhes: "Não vos deixeis enganar pelos que dirão em seu nome: — Eu sou o Messias! e enganarão a muitos. Ouvireis falar de guerras e rumores de guerras, mas não vos perturbeis porque é preciso que tudo isto aconteça, mas ainda não será o fim. Levantar-se-á nação contra nação, reino contra reino, haverá fome e tremores de terra, mas tudo isto é apenas o começo das dores" (Mat. 24, 4). Que duração e que profundidade terão essas dores? Não sabemos. Sabemos que os homens estão capitalizando. JESUS deixou no coração de sua Igreja este sentimento peregrino de não ser este mundo a pátria verdadeira. Deixou-nos a lição que mais tarde a Igreja chamaria a dos três Adventos, que serve para aquilatar em cada época o verdadeiro sentir cristão, e que basta para medir a cegueira de nosso tempo desatento às coisas de Deus e confiante no homem. TRÊS adventos, simples e tríplice, porque é sempre o mesmo Filho de Deus que vem, mas em três tempos e de três maneiras diferentes. DIZ São Bernardo: "no primeiro Ele vem em carne e enfermidade; no segundo em espírito e potência; no terceiro em glória e majestade". Pierre de Bois, citado por Dom Gueranger, diz também: "O primeiro Advento ocorreu no meio da noite (...) E já passou porque o Cristo foi visto na Terra sentado entre seus amigos. Estamos agora no segundo Advento: desde que estejamos preparados para recebê-lo porque Ele mesmo disse que se nós o amássemos Ele viria e permaneceria conosco. ESSE segundo Advento é misturado de incertezas e seguranças, de inquietações e de esperanças porque nosso coração é assim feito. E é por isto que a Igreja reserva toda uma estação do ano litúrgico a fim de avivar o advento místico, isto é, para agradecer as alegrias do primeiro, e esperar com firmeza a força terrível do terceiro. Aproveitemo-lo bem, na oração e na penitência, para que nossa vida se amolde bem pela vida de Cristo em sua Igreja. DIZ ainda Pierre de Bois: "Quanto ao terceiro Advento, é certo que ele virá; muito incerto porém o seu dia. Nada mais certo do que a morte e mais incerto que seu dia. No momento em que todos falam de paz e prosperidade — diz o Sábio — a morte surge de repente, como as dores do parto no seio da mulher, e ninguém poderá fugir." "O PRIMEIRO advento foi humilde e escondido, o segundo é misteriosa perseguição de amor, mas o terceiro será estrondoso e terrível. No seu primeiro Advento Jesus foi julgado pelos homens com injustiça; no segundo ele nos tornará justos pela graça; no terceiro ele julgará com Justiça; Cordeiro no primeiro Advento, Leão no último; amigo cheio de solicitude e ternura Ele nos acompanha neste Advento da peregrinação para o qual nos chama e nos exercita o Advento litúrgico que anuncia o Natal. * * * AO CONTRÁRIO do que possa parecer à alma desafeiçoada às coisas do espírito, que tem por monótonas e insípidas, muitas são as atitudes que a alma aprende na prática da oração insistente. Aprende a atitude fundamental com que a criatura racional curva a cabeça e diz: "Eis aqui a serva do Senhor", aprende a posição de filho: "Pai nosso que estás nos céus...; aprende a submissão, o temor, a dependência, a gratidão, aprende a somar todos os sentimentos numa admiração de adoração. Deus é Deus. Deus é o Senhor. Aprende a paciência do socorro esperado; aprende a impaciência da alma enamorada: — Vem! Vem Jesus! O tempo de Advento é especialmente propício para aqueles que esperam às avessas das esperanças do mundo. No Cântico dos Cânticos o verbo de Deus ensina ardor ao amor dos homens, e estímulo a impaciência do ardor do amor. "Eis a voz do Bem-Amado! Ele vem!" (...). "Meu Bem-Amado fala e [me diz: Levanta-te, minha amiga, [minha bela, vem!" .................................................................................. Eu durmo, mas meu [coração vigia] É Ele! A voz do Bem- [Amado!] Ele bate: "Abre-me, irmã, amiga, [pombinha imaculada] Abre-me que estou com a [cabeça coberta do [orvalho...] * * * APROVEITEMOS bem, leitor amigo, a lição do Advento litúrgico que nos reaviva o segundo Advento místico que é o da ansiosa e amorosa espera da vinda de Jesus. Vem, Senhor. Aprontemo-nos. Façamos obras na casa. Adornemos nossos corações porque num desses avisos litúrgicos, que a Igreja todos os anos repete, haverá um clarão de Oriente a Ocidente e entre prodígios dos céus e da terra Ele virá.

  • Comentários Eleison nº 741

    Por Dom Williamson Número DCCXLI (741) – 25 de setembro de 2021 CENÁRIO PLAUSÍVEL As “vacinas” para covid são realmente uma grande ameaça? Infelizmente, e elas podem ser ainda muito mais mortais! Um frade americano chamado Irmão Alexis Bugnolo pinta um quadro dramático de nosso futuro próximo em um vídeo que muitos leitores já devem ter visto, mas do qual todos podem tirar bastante proveito, não porque tudo necessariamente acontecerá exatamente como ele prevê, mas porque algo do tipo deve acontecer, dadas as forças que já estão em jogo ao nosso redor. No século passado, os pecados da humanidade foram suficientes para “soltar os cães de guerra” em duas grandes guerras mundiais. Desde 1945 os cães de guerra latiram bastante, mas não morderam como em 1914-1918 ou em 1939-1945. No entanto, dos revolucionários anos sessenta em diante, a humanidade como um todo certamente pecou muito mais gravemente do que nunca, pela maneira como virou as costas para Deus. Portanto, quão mais pesado do que nunca deve ser o castigo da guerra? O Irmão Bugnolo dá-nos um vislumbre neste resumo adaptado de seu vídeo. Os fabricantes das diversas “vacinas” para covid conhecem a ciência e não são estúpidos; portanto, sabem perfeitamente bem que suas “vacinas” podem matar. De fato – encaremos a realidade –, elas foram projetadas para matar, se não imediatamente, pelo menos dentro de alguns anos, para que a humanidade ainda com vida passasse a ser muito mais fácil de escravizar e controlar. E a essa altura algo em torno de 40% da população mundial já recebeu pelo menos uma dose de uma "vacina" para covid. Um especialista de verdade (e não um fabricado pela grande mídia), o virologista francês e ganhador do Prêmio Nobel, Luc Montagnier, disse que a vacinação em massa contra o coronavírus era "impensável", e um erro histórico que está "criando as variantes" e provocando mortes pela doença. Ele afirma que variantes de vírus podem produzir-se naturalmente, mas neste momento é a vacinação artificial que está impulsionando o processo: “As novas variantes são uma produção, e resultam da ‘vacinação’. Vê-se isto em todos os países, é a mesma coisa – e em todos os países as mortes continuam após a ‘vacinação’”. Nos próximos dois anos corremos o risco de ver um grande número de mortes entre os vacinados, de modo que será melhor começarmos agora a preparar-nos espiritualmente para isso. Algumas pessoas ficarão impactadas pela magnitude das mortes – perderão a cabeça. Outras, agora crentes, também perderão sua fé. Perguntarão: "Onde está Deus?" e, "Por que Deus não impede tudo isso?". No entanto, quando um homem se joga de um penhasco, Deus é obrigado a suspender as leis da gravidade para evitar que ele morra? O homem optou pelo suicídio livremente. Deus normalmente não interferirá no uso que um homem fará do livre-arbítrio que Ele lhe dá. Na verdade, ao permitir o contrassenso da covid, Deus está atendendo ao desejo de morte suicida intrínseco a uma pós-cristandade que rejeita Cristo. Mesmo assim, qualquer pessoa com cérebro teve tempo suficiente para examinar a “fraudemia” e ver que era falsa. Como cristãos, somos obrigados a examinar tudo para ver se é verdade ou não, e aferrar-nos apenas ao que é bom (I Tes. V, 21). Se ignoramos isto e saímos correndo para tomar a injeção somente para podermos viajar, então estamos sendo idiotas e covardes, não estamos vivendo de acordo com a verdade. Assim, a falsa paz em que vivemos agora é como o verão de 1914, antes do estouro da Primeira Guerra Mundial. Ninguém fazia ideia de que nos três ou quatro anos seguintes cerca de 16 milhões de pessoas seriam mortas. Foi um verão em que as pessoas ainda desfrutavam das viagens pela Europa em paz. Na verdade, ao ver-se nesse momento quase todos os controles da covid desaparecendo, pelo menos no hemisfério norte, é como se nos estivessem dado este verão para enganar-nos. Eles querem que pensemos que não há nada de errado. Sabem que as mortes logo começarão a ocorrer como consequência das injeções. E, para aqueles de nós que não tomaram a injeção, ainda haverá sérios distúrbios nos campos da economia e da segurança nacional e local. Não haverá ambulâncias ou agentes funerários suficientes para levar os mortos, muitos desses funcionários terão tomado a injeção, e, portanto, poderão estar mortos. Como cristãos, teremos de dar um passo à frente e preencher a lacuna. Portanto, todos deveríamos comprar um traje de proteção contra materiais perigosos, já que é altamente provável que nos peçam para ajudar a carregar os mortos para o túmulo. Pode-se discordar do Irmão quanto ao traje de proteção contra materiais perigosos, mas não é tão fácil discordar de sua visão geral. Kyrie eleison.

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