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- XIII – Confissão – A satisfação
A Satisfação Em vez de dar uma instrução à parte sobre a satisfação ou penitência (que acompanharia à acusação dos pecados), farei a ela aqui poucas referências. 1 – Que é a satisfação? Satisfação ou penitência é a oração ou outra obra boa, que o confessor ordena ao penitente, como expiação de seus pecados. Quando alguém se confessou, é verdade que seus pecados estão perdoados, mas não pagou de todo a sua dívida a Deus; e por isso deve extinguir essa dívida com obras de penitência. Eis por que os confessores impõem aos pecadores que se confessam uma penitência. Esta é para pagar toda a dívida. 2 – É uma obrigação Sabe-se que toda culpa merece uma pena. E a culpa com que se ofende a Deus deve também ter a sua pena. Se a culpa é grave, merece o inferno; se é ligeira, merece uma pena temporal. Ora, deveis saber que no Batismo o pecado é inteiramente perdoado, isto é, quando à culpa e quanto à pena; na confissão, entretanto, é perdoado o pecado quanto à culpa (isto é, é retirada a mácula) e quanto à pena eterna (isto é, livra-se do inferno); mas a pena temporal, de modo comum, se deve cumprir ou nesta ou na outra vida; por isso que essa pena temporal não é senão uma comutação da pena eterna que se haja merecido com o pecado mortal. Por isso dizia Sto. Agostinho: “O pecado deve ser punido ou por nós mesmos ou por Deus”. 3 – Deus sempre exigiu satisfação Deus sempre exigiu satisfação dos pecadores, após haver-lhes, em sua misericórdia, perdoado as culpas. Na Lei antiga quem houvesse pecado devia, após o perdão, aplacar a Deus, e tornar-se-lhe propício com jejuns, sacrifícios, esmolas, orações. Os israelitas, pecadores, obtiveram de Deus o perdão pelas preces de Moisés; mas como pena de seus pecados tiveram que passar 40 anos no deserto, antes de poderem entrar na terra prometida. Moisés mesmo obtém o perdão de seu pecado de desconfiança: mas o expiou com a penitência: viu só de longe a terra prometida, e lá não pode entrar. Davi teve o perdão de seus pecados; mas como pena deles experimentou todos os males e as desgraças que lhe predissera o profeta Natã. Os ninivitas, ante as ameaças do profeta Jonas, pediram perdão dos seus graves pecados, e obtiveram-no; mas fizeram penitência, e o rei foi o primeiro a se vestir de saco, cobrir-se de cinzas, e andava descalço. 4 – Os méritos de Jesus Cristo Na Nova Lei (que é lei inteiramente de amor e de graça) o próprio Jesus Cristo, o Filho de Deus, com a sua paixão e morte, satisfez a divina justiça quanto aos nossos pecados; pagou ele a dívida por nós. Por conseguinte, na Confissão, nos são aplicados os méritos de Jesus Cristo, em virtude dos quais nos é perdoada a culpa e a pena eterna. E esses méritos e frutos da Paixão de Jesus Cristo nos são comunicados de sorte que se tornam méritos nossos. Mas Deus exige (e com direito) que também nós, quando nos é possível, façamos alguma coisa como satisfação dos nossos pecados, havendo feito o resto Jesus Cristo. Por isso, S. Paulo, entre as suas penitências, dizia: “Eu completo na minha carne o que fica dos padecimentos de Jesus Cristo: Adimpleo ea, quae desunt passionum Christi, in carne mea” (Cor 1, 24). E essa pequena satisfação Deus a exige de nós por duas razões: a) Para fazer-nos compreender a gravidade dos nossos pecados; b) Para que essa satisfação, ou penitência, nos sirva de remédio aos pecados e de preservativo contra as recaídas. O exemplo dos Santos – Isso o entendiam bem os Santos que primeiro foram pecadores. Quando na confissão obtiveram o perdão de seus pecados, não se contentaram absolutamente com uma diminuta penitência, mas fizeram-nas aspérrimas e assaz longas. S. Pedro que havia renegado Jesus, deplorou o seu pecado por toda a vida, de sorte que as lágrimas lhe sulcavam as faces. A Madalena se retirou para fazer penitência numa gruta perto de Marselha. Zaqueu, como reparação de suas culpas, deu esmolas imensas. Até o bom ladrão fez penitência de suas culpas, no pouco tempo que lhe restava, ao oferecer a Deus, resignado, o sacrifício de sua vida ali na cruz. Dizei o mesmo de tantos outros que de pecadores viraram santos. S. Pedro de Alcântara, frade franciscano (+ 1582), em sua mocidade cometeu pecados dos quais fez penitência toda a vida. Trouxe sempre no corpo um áspero cilício, andava descalço e só comia uma vez por dia. Morava numa cela miserável sem qualquer assento, de sorte que devia estar sempre de pé ou ajoelhado, e dormia encostado na parede. Assim viveu por mais de 40 anos. Depois na morte apareceu a Santa Teresa e disse-lhe: “Oh! Feliz penitência que me proporcionou tão grande prêmio no Céu!”. 5 – A remissão até da pena temporal Eu disse que por meio da absolvição na Confissão é perdoada toda a culpa; mas a pena eterna devida ao pecado, de ordinário, é apenas comutada em pena temporal, a ser cumprida nesta vida ou na outra no Purgatório. Contudo pode, às vezes, na Confissão, ser perdoada ao pecador até a pena temporal. E quanto ocorre isso? Quando o penitente tivesse uma extraordinária contrição. Conclusão 1 – A respeito do propósito Vistes a necessidade do propósito e as qualidades que deve ter. Toda vez, então, que vos confessardes, fazei um sério propósito de não cometer mais pecados. Poder-se-á então dizer até que estais realmente arrependidos. Lembrai, ó filhos, que com Deus não se brinca. Se vosso propósito for bom, Deus misericordioso perdoar-vos-á tudo; se for só de boca, ele negará absolutamente o seu perdão. 2 – A respeito da satisfação Fazei bem e de bom grado a penitência que vos for imposta pelo confessor, porque isso trar-vos-á grande vantagem. E se o confessor vos fixar também o tempo que deveis fazê-la, atendei a sua prescrição. De qualquer modo a fazei o mais depressa possível, para não olvidá-la, porque a penitência que dá o sacerdote faz parte do Sacramento, como é de estrita obrigação e requer maior urgência que qualquer outra oração. Afinal, não vos contenteis só com a penitência imposta, que é bem pouca coisa, mas fazei outras. Além das orações e das boas obras, será uma penitência salutar o sofrer por amor de Deus, como expiação dos pecados, as tribulações e as dores da vida. Assim cumprireis nesta vida a pena temporal devida aos vossos pecados, e não tereis mais de cumpri-la no fogo do Purgatório. (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)
- Ainda a Igreja e o mundo
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 03-11-1973 NA mesma linha de nosso artigo de 5ª - feira, insistamos no trágico binômio, e no estado de confusão e escândalo dos grandes problemas humanos que pedem prudência e sabedoria quer na ordem temporal para conseguirmos um mundo melhor, quer na ordem sobrenatural para valorizarmos ao máximo o Sangue que foi derramado para nossa Salvação. E quem diz salvação ou santificação nesses termos envolve todos os problemas humanos, que só nesta pauta têm cabal solução. ORA, essa dupla colocação dos problemas humanos nunca, em toda a história da Igreja, esteve tão embrulhada, tão mal coordenada. A civilização se afastou ostensivamente de Deus, se afirmou orgulhosamente de seu maravilhoso êxito, o fato do homem ter pisado a Lua. Para vários autores, padres católicos ou pastores protestantes, essa ida do homem à Lua, que é um subúrbio da Terra, pareceu coisa muito mirabolante, e muito mais maravilhosa do que a descida do Verbo de Deus à terra. Fascinados, os homens da Igreja em imensa maioria e portentosa reunião resolvem tirar a Igreja da posição inferiorizada e obscura. A fórmula será a da "abertura para o mundo": e para começar essa operação o primeiro cuidado foi o de apagar os equívocos sentidos do termo, e logo o de esquecer que, entre esses sentidos, toda uma tradição milenar fala de um "mundo" que é inimigo. Para acabar com essa inimizade nascida de mal-entendidos a Igreja deveria abrir as portas a esse inimigo para bem mostrar que repelia a doutrina do Concílio de Trento e de toda a tradição católica. Essa abertura seria a fórmula ideal para uma coordenação benéfica para o homem. A Igreja e o Mundo, em abençoada aliança, trabalhariam pelo bem do homem. E aí está o resultado cômico: efetivamente estão trabalhando eficazmente para aquilo que até poucos anos atrás a Igreja Una, Sancta, Católica e Apostólica chamava de mal. RECENTEMENTE o episcopado francês lavrou um tento de "abertura ao mundo". No dia 12 de julho foi publicada no Journal Officiel a lei que torna obrigatória "a informação sexual" nas escolas da República. Antes da lei do aborto com que o Governo francês pretende massacrar fisicamente os inocentes, através do Ministério da Saúde, já os vinha massacrando moralmente pelo Ministério da Instrução pública. Com base naquele decreto, sob pretexto de informações integradoras do homem moderno e descomplexado, abre as escolas ao sadismo de uma luxúria oficial. Logo, com primorosa apresentação gráfica a editora Hachette lança uma ENCICLOPÉDIA DA VIDA SEXUAL em cinco volumes gradativos, o 1º para crianças de 7 a 9 anos, o segundo para as crianças de 12 a 14. Admiramos a delicadeza que dedica um volume inteiro da Enciclopédia a cada três anos e a suavidade com que os autores passam da liberação dos prazeres da masturbação, do conteúdo positivo da homossexualidade à plena libertinagem homo ou heterossexual. O que domina toda a obra é a preocupação de liberar a nova geração de todo e qualquer preconceito. EVIDENTEMENTE, às crianças tão diligentemente iniciadas nos prazeres do sexo a Enciclopédia Hachette, com base nas leis do País, logo as prepara para as precauções antinaturais dos contraconceptivos, e certamente também já prepara seus espíritos para completar a obra da pílula: o aborto. Os dirigentes dessa obra diabólica de degradação da infância começam por pretextar liberação dos preconceitos tidos por artifícios de mentes doentias, e completam sua obra pela liberação das consequências naturais dos atos. O HOMEM futuro é assim preparado a não seguir nenhum mandamento, nenhum princípio, ficando livre de qualquer restrição da castidade, e desde logo estando autorizado a matar o ser humano que venha a nascer de algum verbete da Enciclopédia Hachette mal interpretado. Mas o espanto dos espantos não reside na atmosfera moral do Governo do Sr. Pompidou, e muito menos na sensibilidade ética da Editora Hachette que nossa VOZES sonha um dia igualar. Não. O espanto dos espantos está na magnífica indiferença do episcopado francês, e portanto na do episcopado do mundo inteiro que não tem uma palavra para repetir as palavras mais duras de Jesus: Ai de quem escandalizar uma dessas crianças! Melhor seria se atasse ao pescoço a pedra mó e se atirasse ao poço. E NOSSOS Bispos nada fizeram! "Nada", grita La Contre-Reforme Catholique du XXe Siècle, dirigida pelo Padre Georges de Nantes. Ou fizeram alguns pronunciamentos anódinos, como o do Cardeal Marty, a propósito das experiências nucleares na França, onde o eminente amigo e admirador de Dom Helder fala no respeito da vida humana e no dever da Igreja falar quando estão em jogo preceitos evangélicos. Eis o que disse o Cardeal Marty no dia 4 de agosto em Ars: "Nosso papel não é o de nos empenharmos na política, mas, quando o Evangelho está em causa, nós não podemos nos calar." ORA, calaram-se, aprovaram a lei da informação sexual e calaram-se durante o debate sobre o aborto. E em relação aos católicos que ocupam cargos políticos não houve sombra de qualquer advertência ou ameaça. E AÍ está como, numa grave crise da civilização, quando os homens por si mesmos se afastaram do humano, agrava-se a calamidade com as atitudes tomadas pelos homens de Igreja, mais afinadas pela ONU ou por outros diapasões do século, do que pela voz de Jesus Cristo. Feitas as contas, parece-me que a máxima gravidade dos tempos modernos reside na capitulação dos homens de Igreja diante do inimigo. Só nos resta gritar: "Usquequo exaltabitur inimicus meus super me?"
- XIII – Confissão – Qualidades do propósito
Qualidades do propósito O propósito deve ter três qualidades: deve ser firme, universal e eficaz. 1 – Firme, isto é, resoluto Quer dizer que não bastará pronunciar apenas as palavras “proponho firmemente...”; mas que se deve ter a vontade firme de não pecar mais. “Não mais com os cães!” – Um garoto se pôs a brincar com um cão malvado. O brinquedo durou pouco, pois o cachorro vil e traiçoeiro o mordeu. Curado da dentada, o garoto, arrependido de sua imprudência, tomou a resolução e não brincar mais com os cães, e a manteve. Eis um propósito firme! Quem está realmente arrependido de haver ofendido a Deus, deve estar resolvido a não mais o ofender. Propósito de zombaria – Um jovem confessou, entre outras coisas, ter-se enraivecido muitas vezes, ter blasfemado..., ter desobedecido aos pais... O confessor lhe disse: - Estás agora decidido a não tornar mais a cometer tais pecados? E o jovem: - Verei... procurarei...! - Assim não! Deves dizer: “Não farei mais!” – replicou o padre. - Pois bem, disse o rapaz, prometo não me enraivecer mais, se aqueles maus companheiros me deixarem em paz; não blasfemar, se as coisas não me andarem ao contrário; obedecer aos meus pais, se me comprarem um cachimbo... *** Dizei: são propósitos firmes esses? Ou são uma zombaria? Com Deus não se brinca! Deve-se prometer a Ele não pecar mais a todo custo. 2 – Universal Quer dizer que deve compreender todos os pecados mortais, sem exceção alguma. Se alguém prometesse, por exemplo, não praticar mais tal pecado, mas que outro cometerá ainda, não teria um propósito justo, e não faria uma boa confissão. Os ídolos de Cromásio – Cromásio, governador de Roma nos tempos do imperados Diocleciano (304), era atormentado por uma doença, e recorreu a S. Sebastião que fazia milagres, para que o curasse. S. Sebastião lhe garantiu a cura, mas sob a condição de crer em Jesus Cristo e destruir os ídolos que tinha em casa. - Fá-lo-ei, responde Cromásio. Mas as dores continuavam. Aí o doente se queixou a S. Sebastião, dizendo: - Sois mentiroso! É assim que me curaste? E, no entanto, fiz o que me impusestes. E o santo perguntou-lhe: -Destruístes mesmo todos os ídolos? - Realmente... não. Resta-me um que me dói destruir; agrada-me demais – respondeu Cromásio. - Meu caro, disse o santo, é preciso destruir também esse: senão, não sarareis. Aí Cromásio, a quem mais que tudo interessava a saúde, quebrou também tal ídolo e se achou curado. *** Eis o que fazem alguns ao se confessar-se: propõem-se a deixar certos pecados...; mas quanto a um deles (que lhes é um ídolo querido), não se propõem emendar-se. Assim não obtém o perdão, e não saram dos males da alma. 3 – Eficaz Que quer dizer? Quer dizer que às palavras devem acompanhar os fatos, isto é, é preciso ficar no que diz o confessor: fugir a oportunidade do pecado; reparar de modo possível os danos causados; perdoar se havia ódio; deixar certas companhias. Dizem alguns jovens em seus propósitos: “Com aquele companheiro não cometerei mais pecados, mas deixá-lo? Não!”. Eis um laço do demônio. É preciso, pois, obedecer ao confessor e ir logo aos fatos; senão, o propósito não é bom. Os caprichos de um doente – Um jovem caiu doente. Veio o médico e disse: - Aqui se trata de febre causada por indigestão: é preciso tomar um purgante... - Um purgante? Como? Não quero revolucionar todo o meu corpo! – diz o doente. - Precisa depois, continua o médico, de rigorosa dieta, caldo, torradas e... nada mais! - Torradas? Caldos? Mas o senhor doutor quem me fazer morrer antes do tempo? - É preciso ainda fechar aquela janela, continuou o médico, pois o ar frio e úmido prejudica... - Ai de mim! Devo morrer sufocado agora, disse o doente. *** Que dizeis desse doente? Parece que tinha vontade de sarar? E, no entanto, quantos doentes há dessa espécie! São os penitentes que não querem pôr em prática as advertências do confessor que é médico das almas. Esse não tem eficaz o propósito. Quem tem verdadeiro propósito, não negligencia os meios necessários para não recair nos pecados. Esses meios são a fuga das oportunidades, a oração, o exame de consciência frequente, a palavra de Deus e a frequência dos Sacramentos. (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)
- Comentários Eleison nº 749
Por Dom Williamson Número DCCXLIX (749) – 21 de novembro de 2021 NOVAMENTE VIGANÒ Católicos, acordem! Estamos muito perto, De a lei proibir-nos de comer ou beber! Do Arcebispo italiano Carlo Maria Viganò, que vive escondido porque teme por sua vida, chega mais uma admirável declaração para dizer o que todo eclesiástico sério deveria dizer para defender e proteger as próprias ovelhas de Nosso Senhor de um bando de lobos assassinos, que agora se deleitam com a paralisia efetiva daqueles que deveriam ser os pastores delas. E ainda que esses “pastores” realmente acreditem na complacência em relação aos lobos e a pregam, será que não conseguem realmente enxergar a tomada de poder ditatorial desses mesmos lobos? Quanta cegueira! Realmente, “Só eu posso ajudá-los agora” (Nossa Senhora, em 1973!). Aqui está o resumo usual das palavras claras e verdadeiras do Arcebispo, ditas enquanto ele falava, certamente por meios eletrônicos, em uma reunião de protesto realizada em Torino em 18 de outubro contra o "Passe Verde" que está sendo imposto para demonstrar que alguém foi inoculado. A elite globalista proclamou sem rodeios a sociedade que deseja criar. Nos documentos sobre a Agenda 2030 do Fórum Econômico Mundial, lemos: “Não possuo nada, não tenho privacidade, e a vida nunca foi melhor”. A propriedade privada, no plano dos globalistas, terá de ser abolida e substituída por uma renda universal que permita às pessoas comprar somente o que a elite tiver decidido vender. A Agenda 2030 inclui também o dinheiro eletrônico, com a obrigatoriedade de compra e venda com um cartão vinculado ao “Passe Verde” e ao crédito social. A ditadura sanitária e a agora iminente ditadura ecológica legitimam efetivamente um sistema de avaliação de nosso comportamento, como o que já está em vigor na China. Cada um de nós terá uma determinada pontuação, e se uma pessoa não se vacina ou come muita carne, seus pontos serão reduzidos, e ela não terá mais acesso a determinados bens e serviços. Esses tiranos querem privar-nos de nossos próprios meios de subsistência, forçando-nos a ser o que não queremos ser, a viver como não queremos viver e a acreditar em coisas que consideramos uma heresia blasfema. “Você tem que ser inclusivo”, eles nos dizem; mas se lançam contra nós, discriminando-nos porque queremos nos manter sãos, porque consideramos normal que a família seja composta por um homem e uma mulher, porque queremos preservar a inocência dos nossos filhos, porque não queremos matar crianças no útero ou idosos em suas camas de hospital. “Respeitamos todas as culturas e tradições religiosas”, especificam; e é verdade que todos os ídolos e superstições encontram um lugar no Panteão ecumênico da nova Religião Universal desejada pela Maçonaria e pela Igreja bergogliana. Mas há uma religião proibida: a verdadeira Religião que Nosso Senhor ensinou aos Apóstolos, a Religião que a Igreja nos propõe para crer. A mentira reina, e não há cidadania para a verdade. Porém, nosso protesto contra o Passe Verde não deve parar na consideração deste fato específico, por ilegítimo e discriminatório que seja, mas deve expandir-se para o quadro geral. Devemos saber identificar os objetivos da ideologia globalista e os responsáveis por este crime contra a humanidade e contra Deus. Se não compreendermos a ameaça que se abate sobre nós, limitando-nos a protestar apenas por um detalhe de todo o projeto, não poderemos montar uma resistência forte e corajosa. No entanto, temos algo que os globalistas não têm. Temos a Fé, a certeza da promessa de Nosso Senhor: “As portas do inferno não prevalecerão”. Invoquemos a Santíssima Virgem, a Janua Coeli, a Porta do Céu. Que Aquela que no Livro do Apocalipse golpeia a cabeça da antiga Serpente seja nossa Rainha e nossa Líder na batalha, com vistas ao triunfo de Seu Imaculado Coração. Kyrie eleison.
- Comentários Eleison nº 748
Por Dom Williamson Número DCCXLVIII (748) – 13 de novembro de 2021 NOSSOS GOVERNANTES Um grande investidor sabe como funciona o mundo real. Um deles conta aqui o que se esconde em nosso futuro. Doug Casey – sobre a próxima “crise” que a elite global planejou (www.internationalman.com) Todos os anos, os líderes mundiais mais influentes se reúnem em Davos, na Suíça, onde apresentam o elemento mais visível de nossa classe dominante internacional. Eles sobrepõem-se com muitos outros grupos que estão impulsionando a mesma agenda, incluindo o Bilderberg, o Council of Foreign Relations e o Bohemian Grove. Todas essas pessoas fazem parte do que poderíamos chamar “Estado Profundo Mundial”. Todas elas se conhecem. Vão às mesmas conferências e compartilham a mesma visão de mundo. Elas vivem em seu próprio pequeno silo, onde o resto dos 7,9 bilhões de habitantes do mundo são estranhos. Em 2019, bem antes do primeiro caso de COVID ser relatado, o Fórum Econômico Mundial (FEM), que acolhe as conferências anuais de Davos, realizou um evento para debater a possibilidade de uma pandemia mundial: o Evento 201. Realizaram ali um exercício de simulação para saber como poderia desenrolar-se um cenário de covid, e como os governos, as grandes corporações e a mídia deveriam lidar com a situação. Essa elite vem planejando a ideia de um vírus há anos, e pode fazer várias coisas com ele. Fingindo ser amiga da humanidade, pode justificar seu plano como uma forma de limpar o pool genético, reduzindo a população mundial em 80 ou 90%. Pode ser que a própria vacina seja usada para matar muitas pessoas depois de um tempo e esterilizar o resto, ou sirva como um meio para que o rebanho vacinado, os 80% obedientes, coloque os 20% independentes em campos de internamento para não vacinados. Ou o vírus atual pode ser apenas a primeira estratégia, e após as cepas Delta e Mu se apresentará uma “variante” Zeta realmente séria. Em todo caso, agora temos verdadeiros loucos no controle do aparato do estado. Eles têm exatamente o mesmo perfil psicológico e filosófico dos revolucionários franceses (1789) ou russos (1917). Não deixarão o poder voluntariamente. Estão transformando muitos países em verdadeiros estados policiais. Está acontecendo bem diante de nossos olhos na Austrália: o país inteiro está bloqueado. Sempre mascaradas, as pessoas não podem afastar-se mais do que alguns quilômetros de suas casas sem sofrer penalidades draconianas. Ninguém pode entrar na Austrália, e ninguém pode sair! Aqui nos EUA, os passaportes de vacinas estão a caminho. Em um discurso recente de Biden, ele fez dos não vacinados inimigos em potencial, um perigo doméstico. Com esse absurdo da COVID, a elite está jogando a carta da saúde. Ela também está jogando a carta da raça e a do terror doméstico. Está conseguindo deslegitimar os valores e a história dos Estados Unidos, bem como a masculinidade em geral e os homens brancos em particular. O que vem a seguir é a retomada do plano do aquecimento global. A “plebe” não poderá fazer nada, e a maioria aceitará, porque foi doutrinada por várias gerações. A elite está fazendo tudo o que pode para aumentar o medo: o medo por nossa saúde, o medo do terror doméstico, o medo dos que não estão em conformidade com ela, e o medo de que o clima destrua o planeta. O medo é a ferramenta mais poderosa de que os governos dispõem para controlar o povo. Eles se fortalecem com o medo. O medo é a saúde do estado moderno. E assim, enquanto entramos no limite da Grande Depressão, as coisas são semelhantes a 1914 ou 1939. No entanto, a 3ª Guerra Mundial não será sobre armas nucleares ou exércitos convencionais. Será principalmente uma guerra cibernética e biológica. O aspecto da ciberguerra será enorme, porque o mundo inteiro agora funciona com computadores, e está começando a funcionar com Inteligência Artificial. No início deste ano, o FEM começou a fazer muito barulho sobre os ciberataques que interrompem as cadeias de suprimentos globais. Uma ciberpandemia e o fechamento da Internet são praticamente certos, pois para que a elite obtenha o controle, é essencial que ela impeça as pessoas de se organizarem para desafiá-la, e por isso deve impedir que elas se comuniquem umas com as outras. Kyrie eleison.
- A Igreja e o mundo
Por Gustavo Corção publicano n’O Globo em 01-11–1973 ENTRE as várias declarações, cada qual mais gritante, li a de um velho conhecido nosso, o Pe. Cardonnel, que, já não sabendo que blasfêmias cuspir aos céus, comparou Salvador Allende a Jesus Cristo. Quem sabe se não foi o nome "Salvador" que levou o dominicano francês a tão arrojado paralelo? Esse Cardonnel esteve aqui no Brasil em 1962, se não me engano na data exata, e foi para nós a primeira revelação de que alguma coisa acontecera na venerável Ordem dos Pregadores. Pôs-se a escrever em O Metropolitano, órgão estudantil, e logo abriu, sem hesitações, todo um leque de variadas asneiras convergentes nas trinta moedas com que, nesse tempo, Jesus era vendido aos marxistas. OS "JOVENS" de O Metropolitano apaixonaram-se pelas tolices do frade e, quando o Cardeal Câmara conseguiu a expulsão do energúmeno, juraram fidelidade e amor eterno: as páginas de O Metropolitano estariam sempre abertas ao Mártir. No dia seguinte, efetivamente, lá estava a colaboração do frade francês com suas habituais asneiras; mas no fim da semana extinguiu-se o amor eterno dos jovens da UNE e Cardonnel mergulhou no esquecimento. Foi parar na Austrália. Mas certamente os gloriosos provinciais dominicanos que em 1968 assinaram a torpe missiva enviada ao Cardeal Le Roy (que preside uma verruga da Igreja chamada por derrisão Comissão de Justiça e Paz) não podiam deixar perdida entre os cangurus tão preciosa jóia. REAPARECE Cardonnel em Paris com pronunciamentos que já não espantam o mundo calejado, e não assustam a hierarquia adormecida. E POR que é que energúmenos ímpios, blasfemadores e desmoralizadores da Igreja têm sinal verde no mundo católico de hoje? Porque a Santa Sé, ocupadíssima em resolver problemas de litígios temporais, entregou às Conferências Episcopais hipertrofiadas o cuidado das coisas de cada "igreja nacional", como se pudéssemos admitir na hierarquia da Igreja Católica essa entidade essencialmente protestante. E aqui nos defrontamos com a principal distorção da Igreja nos tempos presentes: essa instituição infra-eclesial e destituída do direito marcado com o selo divino dissolve e liquidifica, ao mesmo tempo, a suma autoridade do Papa e a autoridade de cada bispo. Os resultados desse neoplasma são visíveis no Brasil, no Chile, na Espanha, na França. NO CASO do Chile, como vimos meses atrás, o coletivo episcopal levou os senhores bispos a aplaudirem a posse de Allende, e o Sr. Núncio a transmitir a Roma as informações do alegre conúbio. Derrotado o infeliz Salvador (que Cardonnel confunde com Jesus Cristo), apressam-se os bispos e o Núncio a declarar que o Papa fora mal informado! Mas essa girândola de hipocrisias parece não ter ainda chegado a Paris, onde Marty e outros continuam a pensar que ainda devem manter o tom que se lê em La Croix, isto é, que o verdadeiro católico pós-conciliar deve continuar a aplaudir o comunismo e a rosnar contra as juntas militares. EM TODAS as aberrações "que constituem o espetáculo quotidiano de nosso tempo devemos manter sempre um atento critério que se baseia na distinção essencial entre a crise da Civilização, tomada em suas dimensões próprias e temporais, e a crise do catolicismo tomado também nas suas dimensões próprias e sobrenaturais. É verdade que as duas coisas se entrelaçam e se entrechocam. Uma estimula a outra, ora como causa tomada em certa linha, ora como efeito que, num processo de feed back, reflui sobre a causa, para represá-la ou para acelerá-la. NESSE entrelaçamento de interações, muitas vezes atribuímos não apenas aos eclesiásticos, mas à própria Igreja, escândalos que são produtos específicos de uma civilização afastada de Deus, negadora de Deus, e por via de consequência desprezadora da Igreja que Deus cravou no mundo, a começar pela semente divina plantada, no seio da Virgem, como semente e começo de uma restauração de seu reinado na pessoa de Seu Filho. Outras vezes, ao contrário, atribuiremos ao mundo e aos seus dirigentes escândalos que na verdade se originam nas tenebrosas omissões dos homens de Igreja, ou do sal da terra, como disse Nosso Senhor. Nunca foi tão difícil discernir para bem julgar. E não se precipite aqui o leitor devoto a nos dizer que "não podemos julgar". Não há palavra do Evangelho tornada maliciosamente mais equívoca. Onde Jesus Cristo nos diz que não devemos julgar em foro íntimo como quem quer orgulhosamente adivinhar os corações, ou quer ser como Deus, os zelosos leem uma proibição de ajuizar, de usar a razão para entender, tanto quanto possível, os movimentos das coisas e dos homens entre os quais caminhamos. O homem de Deus é, em cada página do livro santo, convidado a bem ajuizar para bem se mover. A virtude da Prudência nos apura a lucidez do juízo para o reto agir. Hoje, entre a tormenta dos costumes do século, a mais dolorosa paixão dos homens da Igreja nos convida ao estudo, à meditação, à oração acima de tudo, para que nosso sentir religioso se apure, e para que saibamos descobrir debaixo do estardalhaço das coisas visíveis os fios das coisas invisíveis. EM CERTAS circunstâncias a consciência católica fica boquiaberta quando percebe, nos lugares santos, aberrações maiores do que as que se veem nos circos ou nos prostíbulos. Houve recentemente no Chile a derrubada de um governo comunista que arruinara o país. Um católico mediano já devia saber, de antemão, que esse regime é severamente condenado pela Igreja por ser afrontosamente contrário à lei de Deus, e por ser, por isso, necessariamente desumano e destinado, infalivelmente, aos maiores fracassos. Ora, é com surpresa já fatigada, já relativamente pouco surpreendida, que vemos num país como a França o episcopado levantar-se para chorar sobre a injúria feita ao comunismo, e para lançar apóstrofes contra as forças armadas como se Leão XIII, Pio X, Pio XI, Pio XII tivessem escrito encíclicas contra os militares e incitamentos calorosos de apoio aos comunistas.
- XIII – Confissão – Necessidade do propósito
Necessidade do propósito O caçador de víboras – O Pe. Boaventura Girandeau num livro seu intitulado “Histórias e parábolas” conta este fato. Um camponês das vizinhanças de Paris se adestrara a apanhar víboras, que levava depois a um farmacêutico, tirando daí bom ganho. Direis vós: Para que serviam essas víboras? O farmacêutico extraía-lhes o veneno, para remédios utilíssimos. Ora, esse camponês fez um dia uma caçada muito abundante de víboras: apanhou mais de 50, pondo-as aos poucos numa sacola. À noite, de volta cansado para casa, pôs a sacola no quarto onde dormia e foi para a cama. Despertando dia claro, sentiu em torno do pescoço e dos braços alguma coisa fria e viscosa. Olha... e vê uma víbora que se arrasta no travesseiro, outra que põe a cabeça fora do lençol... e outras que rodam pela cama. - Ai, de mim! Estou morto! (exclama). As víboras haviam realmente saído da sacola, e, atraídas, pelo calor, foram para a cama daquele pobre homem. Aí, ele pede socorro e corre um filho seu. - Depressa! Depressa! Traze cá um prato de leite e põe-no ali no chão. O rapaz obedeceu. Ante o cheiro do leite, as víboras desceram da cama e se aproximaram todas do prato, deixando ainda ileso o homem. Aí, ele pulou da cama e com a tesoura cortou a cabeça de todas aquelas víboras. Depois disse: - De que perigo me livrei! Esses bichos agora estão mortos; mas mesmo que eu viva cem anos, não me ocuparei mais de víboras! E manteve a palavra. *** Queridos filhos, não vos encontrastes por vezes também com as víboras... não na cama, mas no coração? Quer dizer, com os pecados mortais? Estes, sim, são víboras terríveis! Pois bem, com a confissão os matamos; mas depois de feita a matança, deve-se fazer como aquele camponês de quem vos falei: “para o futuro, longe das víboras!”, isto é, nada de pecados! Eis outra condição para que a Confissão seja bem feita: o propósito. Deste modo, falar-vos-ei: 1) Da sua necessidade 2) Das qualidades que deve ter 3) Sobre a satisfação 1 – Necessidade do propósito a) Que é o propósito É uma vontade firme de não ofender mais a Deus. O propósito une-se à dor: se falta aquele, é sinal de que também não há dor: e, então, a confissão não é boa, e não se obtém o perdão. É preciso mais arrepender-se dos pecados e ter ao mesmo tempo a vontade de não os cometer mais. b) É necessário? Vê-se claramente a necessidade do propósito neste trecho do Evangelho. A pecadora do Evangelho – Os judeus surpreenderam uma mulher a pecar. Aí levaram-na a Jesus, dizendo: “Mestre, essa mulher foi colhida em pecado: agora, segundo a lei de Moisés, deve ser lapidada”. E, Jesus, curvado, escrevia com o dedo no chão. E como os judeus insistissem em interrogá-lo, Jesus lhes disse: “Quem dentre vós está sem pecado, atire primeiro a pedra contra ela”. Eles, ouvindo isso, lá se foram um depois do outro, e Jesus, erguendo-se, disse à mulher: “Onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou?”. E ela respondeu: “Ninguém, Senhor”. E Jesus: “Nem eu te condenarei: vai, e não peques mais: Vade, et jam amplius noli peccare” (Jo 8, 4-11). Ouvistes? Sim, o perdão; mas não pecar mais: é palavra de Deus. c) Se falha no propósito... No entanto, quantos se encontram, mesmo entre as crianças, que se confessam, e pretendem ter o perdão de Deus quando ainda têm a intenção de cometer pecados! Que penitência é essa? Penitência de comediantes - Diz S. João Crisóstomo que a confissão daqueles que não fazem o propósito, ou depois de o fazerem não o mantêm, é uma penitência de comediantes. Já vistes em cena os atores da comédia? Um, por exemplo, representa o papel de rei, e, no entanto, é sapateiro; outro representa o de magistrado, e é um tamanqueiro; outro se faz assassino, e é talvez um bom sacristão. E todos fazem o seu papel de artista. Mas, terminada a representação, cada qual volta ao que era antes; o rei, torna-se ainda o sapateiro de antes; o magistrado volta a ser tamanqueiro, e assim por diante. Faz o mesmo quem se confessa sem o propósito. Na confissão representa ele uma comédia, quando dá mostras de ser um penitente, e, no entanto, logo depois, é o pecador de pouco antes. (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)
- A “experiência” do Chile
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 08–11–1973 ATÉ trasanteontem eu me inclinava a pensar, depois do vistoso fracasso do socialismo no Chile, que não existiria em toda a América Latina, quiçá no mundo, mais nenhum escritor capaz de vir a público defender ainda a sesquicentenária esperança social malograda em todas as suas experiências com uma regularidade de relógio suíço. A burrice das experiências se impõe e se amontoa numa fundamental experiência que se tornou historicamente incontornável. O Chile voltou a demonstrar o teorema de Pitágoras sobre hipotenusa e catetos do triângulo retângulo. Repetiu a demonstração do Brasil de Goulart, de Cuba, da China e da Rússia. Escrevi eu um artigo com este título: "Será Preciso Mais?" E com certa incorrigível candura e confiança nos gloriosos atributos do homem inclinava-me na almofada desta esperança: não!, ninguém quererá se apresentar tão incapaz de corrigir-se, ou capaz de se deixar enganar tão indefinidamente. Além disso, a famosa generosidade socialista, pela qual os adeptos da ideologia poderiam ser idiotas mas mereciam respeito por serem defensores dos pobres contra os ricos, essa ilusão azul-claro desbotou-se definitivamente, e tornou-se tão derrisória que já hesitamos em decidir qual dos dois enganados é hoje o mais ridículo: o que crê na força histórica do socialismo e em sua praticabilidade, ou o que ainda crê que o socialismo é movido pelos defensores dos pobres, e combatido pelos defensores dos ricos. ORA, estava eu a imaginar que o caso do Chile tivesse trazido o tiro de misericórdia nas duas grandes tolices agonizantes, quando ouvi, num salão de barbeiro, um homem de cor e meia-idade virar-se para o outro que também esperava e perguntar-lhe: — Você leu o artigo de Tristão de Athayde? — Não. Aliás, não sou leitor assíduo. Lembro-me que ele foi um dos que se entusiasmou com a eleição de Allende. Deve estar abatido com o desastrado governo do comunista. — Então leia, e você verá o inacreditável. — Você não vai me dizer que ele ainda acredita no comunismo? E como é então que explica a inflação de 400% e as panelas vazias? — Pela Guerra da Rosa Branca de York contra a rosa vermelha de Lancaster. — Hein? Hein? Como? Como? Terminara uma barba, e o oficial oferecia o lugar ao cavalheiro de cor e meia-idade, que ainda voltou-se uma vez para o interlocutor, dizendo-lhe: "Leia! Leia!". E assentou-se, já esquecido do Chile e da Guerra das Rosas para gozar o minuto de relax paradoxalmente oferecido pelo conúbio da espuma de sabão e da navalha afiada. * * * CORRI à banca e comprei o "Jornal do Brasil". Lá estava efetivamente o inacreditável. O Professor Alceu, com a absolvição literária do Acadêmico Tristão de Athayde, realmente começa pela Guerra das Rosas, mas volta ao Chile para dizer simplesmente o seguinte: "Em nosso plano continental estava mesmo reunida em Washington uma comissão da OEA encarregada de estudar uma nova organização pan-americana (...). Foi precisamente nesse instante que o golpe militar chileno veio esmagar implacavelmente A MAIS PROMISSORA EXPERIÊNCIA DE UMA EFETIVA PROMOÇÃO SOCIAL DAS CLASSES POPULARES POR MÉTODOS NÃO-VIOLENTOS E DENTRO DA LEGALIDADE CONSTITUCIONAL." AÍ ESTA, leitor, o inacreditável. E mais adiante, depois de dizer que se trata mais uma vez de uma guerra dos ricos contra os pobres o Professor Alceu Amoroso Lima se ultrapassa e diz: "O CHILE SE TINHA TORNADO COM ALLENDE O PALCO DE UMA EXPERIÊNCIA SOCIAL QUE O MUNDO INTEIRO ACOMPANHAVA COM O MAIOR INTERESSE." NÃO perderei meu tempo em lembrar ao Professor Alceu A. Lima que seu entusiasmo pela experiência de Allende andou ao arrepio de todos os ensinamentos e advertências da Igreja durante mais de século e meio, porque já observei que Tristão de Athayde, nessas matérias, já se desligou há alguns anos dos critérios e dos ensinamentos da Igreja. Mas tentarei, sem muita esperança, obter do conhecido acadêmico um esforço de raciocínio. Não digo de memória, porque sei que ainda a possui excelente; mas digo e repito raciocínio porque isto que sempre faltou e cada dia falta mais nos textos publicados no "Jornal do Brasil". Tristão de Athayde lembra-se da Guerra das Rosas, possui 30.000 volumes e é capaz de tê-los lido: mas não foi capaz de perceber o ridículo infinito do elogio que faz da "experiência" do pobre Allende, que, em vez de se contentar com tolices escritas em colunas literárias, teve a audácia de fazer "experiências" com as panelas do povo que em má hora permitiu a posse de um presidente comunista. A "experiência" russa que produziu dez anos de fome e cerca de 100 milhões de vítimas também está aí na memória de todos. Agora, quando o pobre Chile caminhava a largos passos para uma fome nunca vista, e o mundo inteiro via com real interesse, e variado sentimento, o naufrágio de um povo na experiência homicida iniciada pelo criminoso líder democrata-cristão Eduardo Frey, chega-nos o Dr. Alceu ofegante, aflito, porque o espetáculo, ou a "experiência", corno diz, foi suspensa por uma junta militar que cumpriu o seu dever. Sentindo que não posso contar com a compreensão do Professor Alceu em termos de doutrina católica, e ainda menos em termos de bom senso político e econômico, concluo que realmente não posso contar com sua compreensão em plano algum. Desisto. E deixo ao leitor esta pergunta ansiosa: o que é que falta afinal na constituição mental do Professor Alceu? E volto ao sensato cidadão que no salão de barbeiro, antes de se entregar aos cuidados do Fígaro, ainda repetiu: INACREDITÁVEL.
- Comentários Eleison nº 747
Por Dom Williamson Número DCCXLVII (747) – 6 de novembro de 2021 O CAMINHO QUE SE HÁ DE SEGUIR – II No entanto, Deus é amor, e quer-nos todos no Céu; Para isso, os católicos devemos ser o seu fermento! No número da semana anterior destes "Comentários", se elogiava um leitor por adotar uma visão propriamente sobrenatural dos problemas espantosos do mundo moderno, a saber, aqueles que constituem uma ofensa radical contra o Deus Todo-Poderoso, pelo que não se pode compreender sua gravidade nem remotamente em um nível puramente humano. Eis porque durante séculos as soluções puramente humanas fracassaram, uma após a outra. Se o temor de Deus é o princípio da sabedoria (Sl. CX, 10), então o ateísmo, o desprezo por Deus, é uma estupidez suicida. “O Senhor é um Deus zeloso e vingador, o Senhor é um Deus vingador e arma-se de furor; o Senhor vinga-se de Seus adversários e guarda a ira para Seus inimigos. O Senhor é lento para irar-se e tem imenso poder, e não deixará impunes os culpados” (Na, I, 2-3). Leia novamente a versão do problema por parte de nosso leitor, no número anterior, antes de ler a seguir a sua versão da solução. ...Dito isso, acho que reconhecer esse estado de coisas também revela a solução: uma intensificação de vida espiritual, para obter a ajuda do Único que pode derrotar nosso inimigo (mas que atualmente está negando-se a fazê-lo, porque Sua ajuda não está sendo solicitada com a devida diligência). São a reparação, a penitência, a oração e os atos sobrenaturais de fé, esperança e caridade que obterão Sua ajuda. Da mesma forma, será o calcanhar de Nossa Senhora que derrotará o demônio e sua Nova Ordem Mundial, e não apenas nossos esforços humanos. Para nós, o foco deve ser a fidelidade e a perseverança final na graça e na fé, que são suficientes. Quanto à perseguição em particular, uma carta bastante profunda, publicada em fevereiro passado, do Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, o Pe. Davide Pagliarani, pareceu revelar o segredo da perseverança em meio à perseguição sangrenta: “Tendo sido advertidos há muito tempo, temos de preparar-nos para isso, tranquilamente, entregando-nos sem reservas nas mãos da Providência Divina, e sem procurar desesperadamente uma saída. Recordemo-nos dos cristãos do primeiro século, sob as perseguições: aqueles que olhavam muito de perto os perseguidores, os instrumentos de tortura ou as feras, e se esqueciam do Deus de amor que os chamava para juntarem-se a Ele no Céu, não viam nada além do perigo, da dor e do medo... e acabavam apostatando. Não lhes faltavam informações claras, mas sua fé não era forte o suficiente, e não havia sido suficientemente alimentada por orações fervorosas...”( https://fsspx.news/en/news-events/news/letter-friends-and-benefactors-society-saint-pius-x-n-90-63843). Ou seja, nosso olhar deve permanecer em Deus, e não na forca. Se rezarmos com fervor rogando por fidelidade, fé e perseverança final, o bom Deus que certamente deseja que tenhamos estas coisas não deixará de concedê-las. Mas é muito duvidoso que Ele conceda tais dons àqueles que não os pedem. Os atletas de Deus estão agora preparando-se para a competição que se avizinha. A fuga está totalmente fora de cogitação. Kyrie eleison.
- Comentários Eleison nº 746
Por Dom Williamson Número DCCXLVI (746) – 30 de outubro de 2021 O CAMINHO QUE SE HÁ DE SEGUIR – I Há um método em meio à loucura de hoje, Um método que pressiona os amigos de Deus a rezar. É tal a pressão dos acontecimentos nacionais e internacionais no outono de 2021, que os leitores destes “Comentários” podem estar-se perguntando se para as pessoas que vivem nos dias de hoje há algum outro caminho por seguir que não seja aquele que lhes tenham traçado os inimigos de Deus, a saber: a completa submissão à ditadura mundial que se está estabelecendo ao nosso redor por meio da “inoculação covid” universal, entre outras brutalidades. Quando o Deus Todo-Poderoso permite que Seus inimigos cheguem tão longe no domínio da humanidade nesta vida, o que Ele pode ter em mente para nós que não queremos abandoná-Lo, mas ir para o Céu na próxima vida? Um leitor destes “Comentários” nos oferece neste número e no próximo uma visão valiosa do problema sobrenatural e de sua solução, respectivamente. Nós o parabenizamos. Leia a seguir. Parece-me que estamos testemunhando no cenário mundial o desenrolar de um plano tão elaborado, detalhado e abrangente, que afeta todos os aspectos de nossa vida social, política, espiritual/religiosa, profissional e econômica, que só um ateu poderia deixar de perceber uma inteligência angélica superior que o dirige e inspira tudo. Por causa disso não creio, infelizmente, que seremos capazes de pensar ou manobrar nossa saída do presente castigo. Teremos de sangrar para sair. Deus, “de quem não se zomba”, está muito ofendido. Infelizmente, há tão pouco arrependimento, tão pouca conversão e reparação, mesmo em meio a esse castigo, que é quase certo que se intensificará (ou seja, Deus continuará permitindo que o diabo estabeleça cada vez mais sua Nova Ordem Mundial). Se isso for verdade, então é totalmente razoável prever que a situação, sobretudo a dos verdadeiros católicos, se deteriorará, e não só porque a vida se tornará mais difícil para nós, já que somos obrigados a afastar-nos cada vez mais da sociedade civil (sendo retratados e vistos como “inimigos do estado [ímpio]”, e até como “terroristas” que precisam ser presos por não serem “vacinados”), mas também porque ao termos aceitado a penitência de não nos conformarmos, seremos os únicos capazes de fazer a reparação que a justiça de Deus exige. Em última análise, estou concordando com Romano Amerio em Iota Unum: Está descendo sobre nós uma escuridão sem forma, da qual não haverá escapatória, e que tornará a resistência ativa inútil (no nível natural, mas não no nível sobrenatural). Mas só recentemente comecei a entender a essência dessa escuridão: é a aparente incompreensão e deterioração da capacidade de pensamento crítico, que torna a polêmica inútil; é uma “desorientação diabólica” que impossibilita qualquer tipo de confederação ou resistência unida; é uma natureza humana desfigurada – até mesmo na maioria dos que se autodenominam “católicos” – que ergue um obstáculo à graça, impedindo a operação desta em muitas almas, deixando-nos sem assistência sobrenatural, já que se a graça se constrói sobre a natureza, e a natureza é subvertida pelo transumanismo, pelo homossexualismo, pela mutilação química do DNA, etc., então a graça dificilmente pode penetrar. Resumindo, a obscuridade é um ataque inteligente. Kyrie eleison.
- Missas pelos defuntos – Messes pour les défunts – Masses for the holy souls
+ PAX Português Caros amigos e benfeitores, Aqueles que desejarem poderão enviar para nosso e-mail sua lista de falecidos, pois, como de costume, um sacerdote do mosteiro celebrará uma missa cada dia por essas intenções durante o mês de novembro. O mosteiro não exige espórtula para estas missas. E-mail: mostsantacruz@gmail.com Favor colocar no assunto do e-mail: LISTA DE FALECIDOS Français Cher amis et bienfaiteurs, Ceux qui le souhaitent peuvent nous envoyer leur liste de fidèles défunts, car un prêtre de notre monastère dira une messe chaque jour de novembre à ces intentions. Le monastère ne demande pas d'honoraire pour ces messes. E-mail: mostsantacruz@gmail.com Veuillez mettre ceci comme sujet du courriel: LISTA DE FALECIDOS English Dear friends and benefactors, Those who wish can still send us to their list of deceased, because one of the priests of our monastery will offer a mass each November day in these intentions. The monastery does not request a stipend for these Masses. E-mail: mostsantacruz@gmail.com Put this in the e-mail subject, please: LISTA DE FALECIDOS Español Queridos amigos y benefactores, Aquellos que deseen pueden enviarnos su lista de difuntos, porque uno de los sacerdotes de nuestro monasterio rezará una misa cada día de noviembre por estas intenciones. El monasterio no pide estipendio para estas misas. E-mail: mostsantacruz@gmail.com Poner esso, por favor, en el asunto del correo electrónico: LISTA DE FALECIDOS Deutsch Liebe Freunde und Wohltäter, Wer möchte, kann uns noch senden ihre Liste der Seelen, weil einer der Priester unseres Klosters werden sagen, Messe jeden Tag des Monats November in diesen Absichten. Es ist nicht zwingend ein Stipendium für diese Heiligen Messen zu senden. E-mail: mostsantacruz@gmail.com Setzen in der E-Mail-Betreff: LISTA DE FALECIDOS. Mosteiro da Santa Cruz - Nova Friburgo/RJ - Brasil U.I.O.G.D.
- XII – Confissão – Como se concebe a dor
Como se concebe a dor 1 – Como faremos para ter tal dor? Direis: Parece-nos quase impossível. Entretanto, não é nada difícil. Atentai para o que deveis fazer, que aqui está o segredo de uma boa confissão. Primeiro que tudo: rogai ao Senhor que vos dê essa dor dos pecados; esta é uma grande graça sua: deve-se, pois pedi-la. Fazei depois o que aconselhava um santo Bispo (Fénelon), e que fazia um rapaz que havia pecado muito: isto é, três viagens em pensamento, que requerem pouco tempo. a) Primeira viagem: ao Paraíso. “Eis (dizia ele) a minha pátria..., onde está a verdadeira felicidade, para a qual fui criado. Com os meus pecados a perdi! Fechei-me eu mesmo a porta do Céu! E é pouco isto? Ver-me privado de tantas delícias? Da companhia dos Santos, dos Anjos, de Maria Santíssima, de Jesus, de Deus? E depois de uma perda tão grande, não derramarei nem uma lágrima? Não darei nem um suspiro?”. Eis aí a dor da atrição. b) Segunda viagem: ao inferno. Aqui, dizia ele: “Eis o cárcere horrível, onde arde o fogo eterno! Oh! Que demônios pavorosos estão lá dentro! Que tormentos! Que berros desesperados dos condenados! E eu com os meus pecados o mereci! Ai de mim! Se Deus me houvesse feito morrer em pecado, esse cárcere infernal seria a minha eterna habitação! E não devo eu sentir um grande desgosto e aversão pelo pecado, por ter merecido o inferno?”. Ainda a atrição. c) Terceira viagem: ao Calvário. “Que vejo? Jesus Cristo na cruz, que morre por mim, para a minha salvação. Um Deus feito homem... flagelado... traspassado de cruéis espinhos... perfurado nas mãos e nos pés, que agoniza crucifixo entre espasmos inauditos para fechar-me as portas do inferno e abrir-me as do Paraíso! E que fiz eu com os meus pecados? Ofendi um Deus tão bom! Pisei o seu sangue! Renovei a sua crucifixão! Ai de mim! E não sentir-me-ei despedaçar o coração? Ó Senhor, eu me arrependo! Perdão!”. Eis aí a verdadeira contrição. Eis como se faz para ter a verdadeira dor dos pecados. Esse jovem em suas três viagens a teve e obtém certamente o perdão. 2 – A dor dos Santos Os Santos que primeiro foram pecadores, sim, é que tiveram a verdadeira dor. S. Pedro que havia negado conhecer Jesus Cristo, chora amargamente a vida inteira. S. Jerônimo diz o mesmo de si: “Sempre em pranto, sempre em soluços!”. E ele não tinha sido um grande pecador! S. Agostinho escreveu um livro intitulado “Confissões”, no qual não faz mais do que lamentar os pecados de sua mocidade. O mesmo dizer de tantos outros. E vós, sempre tivestes a dor dos vossos pecados? Não quero trazer-vos temores injustos; nem Deus pretende de vós essa contrição que dilacerava o coração dos Santos... 3 – A atrição Mesmo a dor incompleta que se chama atrição (isto é, que nasce da consideração da feiura do pecado e do inferno merecido) basta para obter o perdão na Confissão, porque essa dor incompleta é valorizada pelos méritos de Jesus Cristo. Mas que dizer desses jovens que vão confessar-se maquinalmente, depois de rir e tagarelar até o último momento..., que afinal manifestam suas culpas com indiferença e desenvoltura, como se contassem uma historieta ou uma fábula? Demonstram eles ter a dor de seus pecados? Conclusão Persuadi-vos, pois, ó caros filhos, de que a dor dos pecados é de absoluta necessidade para obter de Deus o perdão. Rogai essa dor a Deus, e excitai-a em vós com os meios que vos sugeri. Como serão caras as lágrimas do vosso arrependimento! Elas cancelarão todas as máculas do pecado, e serão como um novo Batismo: porque Deus garantiu, que jamais rejeitará um coração contrito e humilhado: Cor contritum et humiliatum, Deus, non despicies (Sl 50,18). (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)








