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  • Comentários Eleison nº 784

    Por Dom Williamson Número DCCLXXXIV (784) – 23 de julho de 2022 MATERIAL DE LEITURA Que ninguém se desespere por causa desses tempos perversos; Deus pode escrever certo pelas linhas mais tortas. Permita-me agradecê-lo por me ter enviado 7 volumes de seus escritos, 4 volumes de “Cartas do Reitor” (1983-2003) e 3 volumes de “Comentários de Eleison” (2005-2019). Eu não conhecia esse grande tesouro da história, cultura, música e arte católicas. Ler os livros tem sido uma restauração “rápida” da Verdade na Fé, na história e na cultura. Estou realizando uma colheita de compreensão em meu coração e em minha alma, depois de décadas vagando pelo deserto do Modernismo. Em um mundo de completo e absoluto contrassenso, quão verdadeira, quão refrescante é a objetividade que o senhor mesmo encontrou no Arcebispo Lefebvre e seguiu. Eu acredito que este é o remédio para as torrentes e os tormentos do subjetivismo e para a confusão que nos rodeiam nos dias de hoje. Quando criança, morei em uma bela e pequena cidade do interior. Em 1970, aos 12 anos, meus pais protestantes me levaram com eles para o exílio, nos subúrbios de uma grande cidade moderna, onde eu experimentaria praticamente todas as consequências devastadoras da vida urbana moderna para uma jovem... e também do “homem ocupando o lugar de Deus” através do dinheiro e do materialismo, do consumismo, do colapso da moralidade, do feminismo, do ecumenismo e da rebelião. Infelizmente, meus familiares foram radicalmente influenciados e afetados por todos esses destruidores liberais e modernistas da família, do coração e da alma. Nesta viagem, perdi minha admiração natural e meu amor nascente por Deus, a quem começara a amar na beleza da Criação no pequeno povoado da minha infância. Em meados da década de 1970, frequentei uma universidade de uma grande cidade, onde obtive uma “educação” completamente inútil com o chamado “grau”. Eu tinha certeza de que, se a verdade existisse, não se encontraria naquele lugar. Felizmente, tornei-me uma enfermeira registrada em um maravilhoso e antigo hospital. Mas quase inevitavelmente o pecado, a propaganda antifamília, a imoralidade, os danos emocionais, as drogas, as tolices pseudoespirituais da Nova Era, tudo isso causou estragos em minha vida, de modo que quando me tornei mãe solteira de um pequeno e querido filho no final dos anos 80, eu percebi que não sabia absolutamente nada sobre como cuidar dele ou como realmente amá-lo. Eu nunca quis “uma carreira”, mas apenas buscar o que era verdadeiro e aprender a amar. Pela graça de Deus, em 1991 Ele me revelou que Seu Filho, Jesus Cristo, está vivo, Ressuscitado! O que se seguiu foram outros quase vinte anos de protestantismo através de dez “denominações”, depois mais de dez anos de catolicismo Novus Ordo, durante os quais comecei a discernir quantidades cada vez mais alarmantes de protestantismo... Céus!... E recentemente, dois anos de Tradição Católica, através dos quais ouvi falar do senhor e de Dom Lefebvre, e agora o esclarecimento rápido de todas as coisas através de seus livros. Estou finalmente percebendo que há luz no fim do túnel do “homem que ocupa o lugar de Deus”! Permita-me oferecer um trecho da Escritura (Eclesiástico VIII, 11-12) para expressar minha gratidão pela alegria de descobrir a preservação da Verdade na, da e para a Santa Igreja de Deus: “Não desprezes os ensinamentos dos anciãos, porque os aprenderam com seus pais. Com eles aprenderás a compreender, e a dar uma resposta no momento certo.” Leitores, é óbvio, mas também acho que é importante dizer, que toda e qualquer glória por qualquer verdade e bondade que esta alma peregrina encontra nesses sete livros vai para Deus, e o resto vem de nós. Observem também a sabedoria desta mulher em determinados momentos em que reconhece como Deus se serviu de suas próprias misérias para conduzi-la com ainda mais força à Verdade. Kyrie eleison. P.S. Para obter os sete livros, para consultas: hughakins@comcast.net; para pedidos: www.ca-rc.com.

  • VOZ DE FÁTIMA, VOZ DE DEUS - Nº 70

    VOZ DE FÁTIMA VOZ DE DEUS “Vox túrturis audita est in terra nostra” (Cant. II, 12) Nº 70 – 30 de julho de 2022 Vamos retomar a Voz de Fátima para não deixar de dar a nossos fiéis o alimento da doutrina. As questões que me parecem mais perturbar os fiéis neste momento são as questões do sedevacantismo e a da Fraternidade. Sobre o sedevacantismo, diremos apenas que os teólogos não estão de acordo entre si. Caetano, João de Santo Tomás, São Roberto Belarmino, Suarez, Bañez, Billuart e vários outros não estão de acordo entre si. A Igreja não deu razão nem a uns nem a outros. A prudência nos faz tomar a mesma posição que a Santa Madre Igreja. Foi o que fez Dom Lefebvre. É o que nós queremos fazer. Voltaremos ao assunto em outro Voz de Fátima. Quanto à Fraternidade e à Resistência, só temos a assinalar que a Resistência nasceu de uma oposição à política dos acordos de Dom Fellay e de seus assistentes: Pe. Pfluger e Pe. Alain Nély. Esta política é uma política suicidária e contrária ao que fez e aconselhou Dom Lefebvre, pois ela tende a pôr-nos sob a autoridade de homens que não professam a integridade da Fé católica. O que resta hoje na Fraternidade da influência desta política? Eis o ponto central da questão. Roma observa e procura marcar pontos neste combate contra a Tradição. Sem a Resistência, a Fraternidade teria, talvez, ido mais longe. Em 2012, tudo o que estava sendo feito para os acordos foi interrompido. A carta dos três bispos (Dom Williamson, Dom Tissier e Dom de Galarreta) a Dom Fellay e seus assistentes, bem como a reação de vários padres e de algumas comunidades religiosas, tiveram certamente o efeito de desacelerar ou até mesmo de paralisar as negociações. A Resistência não procura o mal da Fraternidade, muito pelo contrário. Rezamos para que ela se recupere e diga não a esta aproximação de Roma que é cheia de perigos, perigos dos quais Dom Lefebvre nos protegeu enquanto viveu. “Resisti fortes na fé”. É o que pedimos para eles e para nós. + Tomás de Aquino, OSB

  • XVIII – As Más Companhias - Quais são os maus companheiros

    “Ele faz mais do que muitos diabos” – Um santo monge teve esta visão: Pareceu-lhe ver muitos jovens a brincar alegremente, e entre eles muitos demônios a tentá-los de várias maneiras, mas sempre inutilmente. Eis senão quando chega um novo companheiro que se põe a brincar com os rapazes. Aí todos os demônios se vão embora – Por quê? Era, porventura, um santo esse recém chegado, para fazer escapar todos os diabos? Não! Pelo contrário! Um rapaz péssimo e escandaloso que com suas artes teria estragado todos os demais; por isso os demônios fugiram; e diziam entre si: “Aquele malvado que chegou agora fará sozinho mais do que todos nós”. *** Tal a visão desse monge: e essa, ó meus caros filhos, é uma triste verdade. Certos jovens, para arruinar-se e perder-se, não carecem do diabo que os tente: basta que tenham um mau companheiro, e este faz já as vezes do diabo. Diz Sto. Afonso: “Vedes os caçadores, como fazem para pegar os pássaros na rede? Servem-se da chama. Assim faz o demônio. Serve-se dos maus companheiros como chamas para pegar muitas almas em sua rede”. Oh! Como são temíveis as más companhias! Mais do que os diabos! I – Quais são os maus companheiros 1 – É preciso conhecê-los A todos os jovens agrada estar com os companheiros. Nunca se cansam de se divertir entre si. E é natural: o homem ama a sociedade. Mas há um inconveniente: amiúde não são bons os companheiros; e sua escolha exige grande cautela. E aqui um de vós dirá logo: “Esse pregador se cansa inutilmente: eu, companheiros maus, não os tenho”. Devagar! Se não tendes maus companheiros, tanto melhor, mas a prédica far-vos-á bem do mesmo modo, porque aprendereis evitá-lo para o futuro. Com certeza julgais serem maus companheiros apenas os que vos batem, vos atiram pedras, vos dizem injúrias. Há outros, no entanto, que vos pareçam bons amigos, porque brincam convosco; e, todavia, são maus e dignos de que se fuja deles como da peste. Jesus Cristo vos diz quais são eles: Observai como falam e como fazem: pelos frutos conhecê-los-eis: A fructibus eorum cognoscetis eos (Mt 7,16). 2 – Como falam São maus companheiros aqueles que ensinam a desobedecer aos pais, a não ir à Missa, ao Catecismo e à Confissão; que escarnecem das boas ações; que vos chamam de carola se rezais...; piores, afinal, aqueles que dizem palavras inconvenientes; que tem certas conversas escandalosas em segredo, e que não teriam se estivessem em frente da mãe...; que ensinam coisas que fazem corar o Anjo da Guarda...; os que blasfemam e ensinam a blasfemar: são estes, pois, verdadeiros demônios em carne e osso! “Por pouco soldos...?” – Sto. Afonso (+1787), ainda mocinho, jogava um dia com seus colegas; e embora pouco prático no jogo, venceu a partida. Um dos perdedores aborrecido, proferiu palavras feias. Aí o santo rapaz, com o rosto dolente e sério, lhe disse: “Como? Por poucos soldos perdidos tens a ousadia de ofender a Deus? Toma lá o teu dinheiro”. E jogando o dinheiro ao chão, foi-se embora imediatamente; e se retirou numa igreja para rezar diante de uma imagem de Maria Santíssima. Compreendera que aquele companheiro era um mau sujeito, somente pelas palavras que havia dito. 3 – Como fazem Pelas obras, custa pouco entender se os companheiros são bons ou não. São desobedientes aos pais, aos mestres, aos superiores? Então são maus. Mantém-se longe da Missa, do Catecismo, dos Sacramentos? São maus companheiros! Vagueiam à noite? Tiram e levam coisas de casa sorrateiramente? Comem muito nos dias proibidos? Dizei que são maus companheiros! Pior... fazem certas brincadeiras e certas coisas... que os fariam enrubescer, se nesse momento os surpreendesse a mãe ou a avó? Estes, sim, é que são os piores companheiros. Um grito de alarme – S. Bernardino de Sena (+1444), ainda menino, certa vez viu chegar um companheiro ao grupo de jovens com os quais ele se divertia. Sabendo o santo jovem que aquele companheiro era travesso e desregrado, deu logo um grito de alarma a todos os companheiros de brinquedo. E estes, rápidos, receberam a pedradas o mal-aventurado, que teve de dar-se às de vila-diogo e fugir depressa. 4 – As companhias perigosas (o sexo diferente) Há, afinal, certas companhias que se devem esquivar embora não sejam más, porque são perigosas, e se podem tornar funestas. Quais são? Para os rapazes são as mocinhas, e, vice-versa, para as mocinhas são os rapazes. Deveis evitar tais companhias. Não vos diz isso, porventura, a vossa mãe? Algumas pessoas, que têm juízo, compreendem bem o porquê. Mas se não o compreendeis, não importa. De qualquer modo, devem os rapazes procurar a companhia dos rapazes seus semelhantes, e dizei o mesmo quanto às mocinhas. Uma brincadeira evitada por S. Luís – S. Luís Gonzaga, ainda rapazinho, uma noite se divertia com colegas em certo jogo no qual quem perdesse devia fazer uma penitência. S. Luís perdeu: e aí o colega vencedor lhe impôs como penitência fazer uma brincadeira com a sombra de uma jovem, que aparecia no muro. Notai bem: tratava-se apenas de uma sombra projetada no muro. S. Luís ante essa proposta corou, recusou-se abertamente e foi logo embora correndo. Sabe-se ainda desse santo, que quando devia falar com alguma jovem ou alguma mulher, jamais a encarava. Oh! Se estivesse S. Luís agora no mundo, para ver as brincadeiras que se fazem entre moços e moças! Não coraria apenas! São de se esquivar as companhias de sexo diferente, mesmo que não sejam más (porque sempre são perigosas), tanto mais quando apresentam manifestamente a rede do diabo. Um arranhão salutar – Lê-se na vida de Santa Zita, que um dia se aproximou dela um criado descarado, o qual disse palavras escandalosas e fez gestos indecentes. Tomada a santa de indignação ela repeliu de si aquele tentador, e com tal ardor de espírito lhe arranhou a cara, que o mal-aventurado ficou com as marcas disso durante alguns dias. Daí, por diante, nem ele nem outros jovens tiveram a ousadia de tentar a pudicícia da santa mocinha. (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)

  • XVII – As Ocasiões - As ocasiões de que fugir

    III – As ocasiões de que fugir As principais ocasiões em que podem achar-se os jovens, e que são como redes diabólicas nas quais caem facilmente, são estas: a) As más companhias; b) As figuras escandalosas; c) Os espetáculos e divertimentos maus e perigosos. 1 – Os maus companheiros Sobre este assunto, far-vos-ei um sermãozinho à parte. Baste-vos, no entanto, saber que a companhia dos maus tem feito e faz continuamente muita matança de almas. Quantos jovens, que antes eram anjos, foram prejudicados e pervertidos por companheiros malvados, e ficaram eternamente perdidos! Longe desses demônios! Fugi deles, mesmo que se mostrem amigos: fugi deles como da peste! 2 – As figuras escandalosas Quantas se veem, expostas nos negócios, nas praças, nas ruas, e até em certas casas! Mas são pessoas honestas e temerosas de Deus, essas que põem à mostra tais iniquidades? Que contas deverão prestar a Deus, pela ruína que proporcionam a tantas almas inocentes! Um presente jogado ao fogo – Um grão-senhor deseja fazer um presente a um príncipe do Japão, moço de 18 anos e bom cristão; e lhe mandou, por intermédio de seu criado, umas figuras pintadas que custavam caro, pois eram artísticas e de valoroso pintor. Mas como quem mandava essas figuras era um idólatra, eram elas muito indecentes e escandalosas. Apenas viu o príncipe uma delas, corou no rosto, e sem mais jogou todas ao fogo. Depois disse ao tal criado: “São esses os presentes que se fazem a um cristão? Contai ao vosso patrão o que fiz do seu presente; e saiba ele que os cristãos não detêm os olhos sobre tais feiuras, mas julgam-nas dignas do fogo”. *** Queridos filhos, se vos acontecesse ver inconvenientes pinturas ou objetos indecentes, lembrai-vos desse príncipe do Japão; e tirando logo os olhos de cima de tais feiuras, dizei: Um cristão não deve olhar essas coisas que são dignas de serem queimadas. Se cedeis à curiosidade, o diabo pegar-vos-á logo em sua rede. 3 – Os espetáculos e divertimentos maus Antigamente essas ocasiões de pecado eram mais raras. Havia, sim, espetáculos e divertimentos, mas eram em sua maioria inocentes. Havia teatrinhos, havia marionetes, fazia-se dançar nas praças ursos e macacos...; havia saltimbancos..., circos com animais ferozes... e os jovens corriam a tais espetáculos, como o gato vai ao toucinho; e se divertiam, sem se macular a alma. Agora, entretanto, até nos espetáculos são frequentes os laços do diabo. Destes deveis fugir. Os divertimentos honestos não são proibidos; e fazem bem. Mas quanto mal fazem certos espetáculos escandalosos às almas dos jovens! As impressões de um cinema – Faz pouco tempo, viajava num trem uma senhora com uma filha de seis ou sete anos. Essa menina, inteligentíssima, era a distração dos viajantes por causa de seu espírito. Numa estação entrou no vagão um frade. Ao vê-lo, a menina deu um grito agudo de espanto, e correu aos braços da mãe, exclamando: “Socorro! O papão! O assassino!”. Como assim? Aquele frade era um santo homem, e a menina nunca o tinha visto: por que, então, aquele medo e aquele ódio ao frade? Eis por que: uns dias antes, a mãe levara a filha ao cinema, para ver certas representações infames contra os frades. Assim foi arruinada a menina. Mas essa mãe? Não fez ela o papel de assassino? Vedes o que aprende amiúde em certos espetáculos? O ódio contra a religião e contra os ministros de Deus, além de muitas outras porcarias! Que rede imensa do diabo são tais tormentos! OBS.: Mas eu não terei prejuízo com isso, dirá alguém: quando eu vir certas coisas feias, fecharei os olhos. Isto não é verdade! Escutai este fato. Os olhos fechados e um espetáculo fatal – S. Agostinho (em suas “Confissões”) conta de um jovem seu discípulo que era muito amante de diversões mesmo perigosas, mas que essas diversões mesmo perigosas, mas que essas diversões bem amiúde o faziam depois lamentar-se diante de Deus. Certa vez, esse jovem fez o propósito de não ir mais ao teatro, que era para ele causa de muito pecado. Mas como? Pouco tempo depois os amigos o rodeiam, e querem levá-lo à força a um espetáculo proibido aos cristãos. “Não! Não vou lá! (responde o jovem) eu fiz propósito!...”. Mas os marotos continuaram a tentá-lo, até que ele se deixou levar. E dizia a si mesmo: “Irei, mas ficarei de olhos fechados”. Durante a representação na teatro fazia-se um grande silêncio: mas em certo ponto da cena ecoaram fortes aplausos. O jovem, que até então mantivera fechado os olhos, por curiosidade os abriu... Ai de mim! O diabo tinha vencido! No coração desse incauto cristão se acenderam logo chamas impuras... Em conclusão: ele havia entrado naquele teatro com a graça de Deus, e dali saiu pecador e filho do demônio. *** Entendestes: Não adianta dizer: “Estarei vigilante... eu tenho juízo... precaver-me-ei...”. Ensina a experiência que ninguém deve confiar nunca em si mesmo. São muitos justos os provérbios antigos que dizer: “Tantas vezes vai o gato ao toucinho, que por fim lá deixa a patinha”: “E tantas vezes vai ao poço o balde, Que por fim lá deixa a alça”. Conclusão Fugi, pois, a todas as ocasiões de pecado, e delas fugi depressa. Os três remédios de um eremita – Dois jovens um dia pediram a um santo eremita que lhes ensinasse um remédio eficaz para não caírem em certos pecados. “De bom grado, retruca o eremita; e, não um, mas três eu vos quero ensinar; e vós, para os não esquecer, escrevê-los-ei. Escreve, pois: Primeiro remédio: fugi às ocasiões; Segunda: Fugi às ocasiões. “Mas, caro padre, já o escrevemos duas vezes”. “Que importa? Escrevei-o ainda a terceira: porque este é o único remédio, e, sem ele, todos os outros são inúteis”. *** Também vós, ó queridos filhos, gravai bem na memória o remédio eremita: Fugi às ocasiões! Assim mantereis em vós o grande tesouro da graça de Deus. (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)

  • Comentários Eleison nº 783

    Por Dom Williamson Número DCCLXXXIII (783) – 16 de julho de 2022 OUTRO TESTEMUNHO Pascendi para a mente, contas para o coração; Uma poderosa combinação: a arte do Céu! Aqui está mais um jovem resgatado da impiedade pelo Rosário e por algumas contribuições do autor destes “Comentários”. Note-se em particular como a sua suposta “educação” teve que começar com a condenação do senso comum para dar lugar aos seus próprios contrassensos. Típico. Continue lendo. Sinto uma forte necessidade de expressar ao senhor minha gratidão por seu material online e meu apoio à sua mensagem para os católicos em nosso mundo moderno. Eu moro no norte da Escócia, e, depois de um longo processo de conversão e de abandono gradual da Neoigreja, fui finalmente batizado este ano na Vigília Pascal na capela da FSSPX em Edimburgo. Que eu saiba, não há nenhum sacerdote da “Resistência” aqui, mas o padre da FSSPX tem bom senso, e eu o achei muito solícito e confiável. Eu venho de uma família liberal, mas deixei de assistir à missa nova por causa da heterodoxia na paróquia local, e depois deixei a Missa de Indulto por causa das Ordens Sacras um pouco duvidosas dos padres Novus Ordo. No entanto, em linhas gerais foi somente depois dessa mudança que comecei a olhar para trás e ver a questão doutrinária mais profunda. Agora eu acho que vejo com bastante clareza o problema maior, e uma grande graça pela qual devo ser sempre tão grato a Deus é que eu acho que agora vejo muito bem o mundo moderno pelo que ele é, e como ele chegou aos clérigos. Devo isso em grande parte aos sermões e conferências do senhor. E qual é esse problema? Em um curso universitário de sociologia ao qual assisti brevemente durante meu último ano no ensino médio há cerca de seis anos, a primeira aula que assistimos foi Sociologia versus Senso Comum... pasme! Eles essencialmente nos disseram que o senso comum era apenas suposições e estereótipos retrógrados e que somente pela sociologia e pela ciência poderíamos realmente entender os seres humanos e o mundo. Eu tinha lido a Introdução à Ideologia Alemã de Karl Marx, onde este expõe sua teoria materialista histórica “científica” da história e do progresso humano. Juntei dois e dois e percebi que “ciência” e “progresso” se opunham profundamente ao senso comum, o que lembro ter-me causado uma impressão profunda e duradoura. Acho que naquele momento isso me fez sentir uma sensação de superioridade em relação a todos os demais. Eu era o ilustre Sr. Ciência, enquanto eles estavam nas trevas do senso comum. Mas está claro que a Providência estava atuando, porque uma vez que eu estava no processo de conversão à Fé e logo descobri a conferência do senhor sobre a Pascendi, o senhor pode imaginar minha sensação de “Eureka!”. Talvez eu não tenha conseguido empregar imediatamente todos os princípios estabelecidos por Pio X, mas eles certamente entraram na minha cabeça rapidamente, e com o tempo ficou cada vez mais claro exatamente como eles se aplicam à nossa situação. O senhor não disse uma vez que o mundo moderno é algo como a Matrix? – uma vez que você toma a pílula vermelha, não há como voltar atrás! Devo dizer, Excelência, que o Rosário foi importantíssimo em tudo isso, e por me trazer inúmeras outras graças. E estou certo de que sem rezá-lo não teria sido tão abençoado com o que agora vejo e tenho. Comecei a rezá-lo antes do que seria meu batismo no Novus Ordo. Embora eu não creia que soubesse particularmente o que estava fazendo, rezei quinze Mistérios por dia por cerca de 40 dias antes, para que quando chegasse o dia eu tivesse a coragem de dizer ao padre que não seguiria adiante. E parti para o Indulto, que novamente deixei alguns meses depois. Embora eu não tenha conseguido manter o ritmo de quinze Mistérios por dia, consegui cinco, e tentei garantir que eles sejam sempre de oração e meditação. É certo que há algo no Rosário que permite a alma expulsar dela o mundo moderno. Vejo problemas na Fraternidade, como o senhor diz, particularmente certa minimização ou cegueira diante do problema da Roma modernista e do mundo moderno. Mas acho que ainda há muitas coisas boas lá, e sem dúvida muitos bons sacerdotes. Certamente somos abençoados por ter nosso padre da FSSPX em Edimburgo... Kyrie eleison.

  • Comentários Eleison nº 782

    Por Dom Williamson Número DCCLXXXII (782) – 9 de julho de 2022 AVISO MUNDIAL Deus Todo-Poderoso é bom, e planeja dizer, Mais uma vez, como evitar o nosso inferno autoprovocado. Ainda que corra o risco de expor a alguns leitores um assunto que já conhecem bem, estes “Comentários” apresentam o Aviso de Garabandal, pela grande probabilidade de que ele seja autêntico, e que por isso vá afetar cada ser humano vivo, quer saiba ou não, quer goste ou não, com um efeito decisivo sobre sua salvação ou condenação eterna. Em primeiro lugar, se tecerá um breve relato dos acontecimentos de Garabandal. Em segundo lugar, se dirá a razão pela qual as autoridades da Igreja ainda não deram a esses acontecimentos sua aprovação oficial, e, em terceiro lugar, por que esses acontecimentos se encaixam em nossa situação atual como uma chave se encaixa em uma fechadura. O Aviso é de tal natureza que, quando acontecer, os leitores poderão se queixar: “Se o senhor sabia disso, como, pelos Céus, nunca nos contou?”. Então, aqui está. Garabandal é um pequeno povoado nas montanhas do norte da Espanha, a cerca de uma hora de carro ao sul da cidade de Santander, a meio caminho de leste a oeste da Espanha. Neste povoado, entre 1961 e 1965, Nossa Senhora apareceu umas duas mil vezes para quatro meninas montanhesas, que tinham pouco ou nenhum conhecimento e pouca ou nenhuma experiência de qualquer coisa que acontecesse no mundo ou na Igreja fora de seu próprio povoado. Este número sem precedentes de aparições por si só sugere que elas tiveram uma importância especial. Incluíram duas Mensagens solenes, de 1961 e 1965, e três grandes profecias, de um grande Aviso, de um grande Milagre e de um grande Castigo. Uma das quatro meninas originais sabe a data exata do Milagre, e a divulgará uma semana antes. Fora isso, as datas desses três eventos são desconhecidas. Conforme descrito pela líder das quatro meninas, Conchita, pelo que Nossa Senhora lhe disse, o Aviso será um evento totalmente sobrenatural, que virá diretamente de Deus para encher de luz as consciências de todas as pessoas vivas a fim de mostrar-lhes como suas almas estão diante Deus, com todos os seus pecados. Dado o estado ímpio do mundo, a experiência será “sentida como fogo” para a maioria das pessoas, mas não durará muito. Algumas pessoas morrerão por causa dele, mas não muitas, e todo mundo estará preparado por isso para atentar ao grande Milagre que se seguirá. De fato, o Aviso será uma grande misericórdia de Deus, porque quando normalmente as almas se inteiram de sua situação diante de Deus em seu Juízo Particular, que se dá imediatamente após a morte, elas não têm mais chance de mudar esse Juízo. Pelo contrário, depois do Aviso de Garabandal, poucos morrerão, e todos os demais estarão livres para mudar suas vidas. Este Aviso faz sentido em nosso mundo sobrecarregado de confusões e mentiras, porque será uma verdade pura de Deus, que consolará as pessoas de bem e removerá de todos a ignorância. No entanto, as autoridades da Igreja ainda não deram às aparições de Garabandal a sua aprovação oficial devido ao momento em que os eventos se produziram e ao seu conteúdo. O Vaticano II (1962-1965) foi uma gigantesca traição da Verdade, da Fé, da Igreja Católica. Garabandal (1961-1965) foi uma gigantesca afirmação da Verdade Católica, da Fé, da Igreja. Em Sua primeira Mensagem solene, de 1961, Nossa Senhora advertiu que “o cálice está se enchendo”. Em Sua Mensagem mais solene, de 1965, Ela disse, entre outras coisas, que “o cálice está transbordando”, e que “muitos cardeais, bispos e padres estão no caminho da perdição, e estão levando muitas almas com eles”. Poderia haver um resumo mais preciso do que estava acontecendo no Vaticano II? Mas pode-se entender que o clero não gostou do que Ela estava dizendo! Ela estava fazendo duas mil aparições para advertir a Igreja e o mundo que o Vaticano II do clero era um grande erro. Finalmente, Garabandal se encaixa em nosso mundo moderno como uma chave se encaixa em uma fechadura. Respeitando o livre-arbítrio dos clérigos, Deus Todo-Poderoso permite que eles errem terrivelmente à medida que o fim do mundo se aproxima. Mas o desvio dos pastores gera uma enorme confusão entre as ovelhas, católicas e não católicas. A todas elas Ele oferece um acontecimento extraordinário, que as liberte de toda confusão, antes que tenham que responder na morte por como terão passado suas vidas. Que graça! E será confirmada pelo grande Milagre, que terá lugar na própria Garabandal, e que superará o milagre do sol girando ocorrido em 1917, em Fátima. Kyrie eleison.

  • Comentários Eleison nº 781

    Por Dom Williamson Número DCCLXXXI (781) – 2 de julho de 2022 FRANCISCO SEGUE LUTANDO Gostemos ou não, a Igreja ainda passa por Roma. A falta de fé nela só pode fazer-nos gemer. Segue o resumo de um artigo recente de um jornalista francês, Jean-Marie Guénois, do Le Figaro, publicado em Paris, na França. Ele pinta um quadro persuasivo, infelizmente, de como o Papa Francisco não está de modo algum mudando de rumo. Roma está em turbulência. Um clima de alta tensão reina na Santa Sé, em contraste com a imagem de boa vontade que se transmite ao mundo. A Cúria Romana, outrora temida, é regularmente contornada por Francisco. Em 2013, ele lançou uma ampla reforma da Cúria que entrará em vigor no Pentecostes deste ano, quando a nova Constituição Apostólica Praedicate Evangelium entrar em vigor. A mudança mais importante coloca todos os ministérios da Cúria Romana no mesmo nível. Isso significa a abolição das hierarquias dentro dos ministérios do Vaticano. Todos são considerados iguais. A Congregação para a Doutrina da Fé, que era o ministério mais alto em dignidade e importância, fica relegada a uma posição atrás da do dicastério da Evangelização e pouco anterior à de um novo dicastério dedicado à caridade e à ação humanitária. Este é o novo espírito do Papa: antes de falar de doutrina, a Igreja deve ser “pastoral” – como um pastor que cuida de seu rebanho, e não como um mestre da virtude que corrige seus alunos. Outro ponto fundamental imposto pelo Papa é o fato de que um leigo, homem ou mulher, poderá agora liderar um ministério vaticano. Este ofício estava anteriormente reservado a bispos e cardeais, por razões teológicas fundamentais relacionadas com a própria constituição da Igreja Católica. A Constituição Apostólica também promove a descentralização. O Vaticano continua a ser o Vaticano, mas está a serviço das Conferências Episcopais, as estruturas nacionais da Igreja no mundo, e não está mais acima delas. Salvo em questões de “doutrina, disciplina ou comunhão da Igreja”, as Conferências Episcopais poderão decidir sobre assuntos locais sem remeter-se a Roma. Francisco resume sua reforma como “o espírito sinodal”. Este é um espírito “democrático” e “coletivo” inspirado no governo das igrejas ortodoxa e protestante. Francisco quer incutir esse espírito em todos os níveis da Igreja Católica. Para este fim, foi lançado um Sínodo especial sobre “sinodalidade”, que acontecerá em todas as dioceses em 2022. Francisco nomeou o Arcebispo de Luxemburgo, Jean-Claude Hollerich, para o posto-chave de relator do próximo Sínodo Romano sobre a “sinodalidade”. Hollerich, um jesuíta, tem-se pronunciado em várias ocasiões a favor de uma mudança no discurso da Igreja sobre a homossexualidade, afirmando que “as posições da Igreja sobre a pecaminosidade das relações homossexuais estão erradas”. O Papa confidenciou aos jesuítas eslovacos em um recente encontro em Bratislava que estava “sofrendo” ao ver a “ideologia do retrocesso” na Igreja. Foi a luta contra esta “ideologia do retrocesso” que motivou também a sua decisão de pôr um freio normativo na difusão do rito tridentino nas paróquias. “Continuarei por este caminho”, disse aos jesuítas manifestando-se contra os jovens sacerdotes que, “assim que são ordenados”, pedem permissão ao bispo “para celebrar em latim”. Deve-se fazê-los “descer à terra”. As listas de papáveis começam a circular em Roma. São apenas especulações. Elas nunca contribuíram para a eleição de um Papa. No entanto, uma coisa é certa: com o próximo lote de Cardeais que Francisco nomeará, este Papa terá escolhido dois terços dos Cardeais do próximo Conclave. Essa é a maioria necessária para eleger um sucessor. Francisco está controlando tudo, até o último detalhe. Kyrie eleison.

  • Subdiaconato e ordens menores

    No dia 16 de julho o Ir. Elias e nosso Ir. João da Cruz recebem o subdiaconato. O seminarista Flávio Mateus, da congregação de Dom Faure, recebe as duas primeiras ordens menores, de porteiro e de leitor.

  • Comentários Eleison nº 780

    Por Dom Williamson Número DCCLXXX (780) – 25 de junho de 2022 A FALÊNCIA DO LIBERALISMO “Liberdade de”, talvez, mas liberdade para quê? Não há um programa positivo de “liberdade de”. No site da TFP há outro excelente artigo de John Horvat, publicado no mês passado, intitulado “As Liberalism crashes, where should we look for solutions? [Como o liberalismo está quebrando, onde devemos procurar por soluções?]”. Ora, estes "Comentários" não concordam com tudo o que aparece no site da TFP, assim como a TFP não concorda com tudo o que aparece nestes “Comentários”, mas os artigos de John Horvat mostram uma capacidade excepcional de relacionar um mundo sem Deus a Deus, porque toda a profundidade doutrinária da Igreja lhe permite captar o nosso cenário ímpio. A modernidade apresenta o liberalismo como o início da história. Antes do liberalismo, afirmam os liberais, não havia nada além de ignorância e escuridão. Ao liberalismo se atribui todo o progresso e toda a segurança no mundo moderno. Assim, à medida que o liberalismo se quebra e desmorona, a maioria dos liberais exclui automaticamente o que o precedeu como possível solução. No entanto, algo notável existia antes do liberalismo. Era a cristandade medieval. Essa civilização cristã transformou o Ocidente em um modelo de caridade e ordem. A cristandade pode não ter sido perfeita, mas reconheceu e trabalhou dentro dos limites da natureza humana decaída. Estava firmemente baseada na realidade, não na fantasia. A cristandade foi a primeira civilização a dar origem a hospitais e universidades. É responsável pelo governo representativo e pelo estado de direito. As artes e a música floresceram sob sua influência. Quando o liberalismo surgiu do Iluminismo e dos horrores da Revolução Francesa, deu origem a um século de turbulência, industrialização em massa e materialismo. Os movimentos políticos liberais perseguiram a Igreja, cerceando sua liberdade e confiscando seus bens. Seus governos absorveram as funções caritativas da Igreja em suas frias burocracias. O liberalismo secularizou e dessacralizou a sociedade ao estabelecer a ficção de viver em um mundo sem Deus. A modernidade pagou um alto preço por manter essa ficção. O sistema sem Deus deu lugar a guerras terríveis e ideologias antinaturais. Hoje, o liberalismo está falindo. Suas contradições internas estão destruindo todas as estruturas de ordem remanescentes. Não adianta mais olhar para o liberalismo quando se buscam soluções para a crise resultante. Ele só produzirá versões extremas de si mesmo. É muito melhor olhar para trás do liberalismo, e assim retornar às raízes e fontes da civilização cristã. A civilização cristã nasce de um conjunto diferente de premissas. Trabalha com a natureza humana, não contra ela. O sistema conta com soluções orgânicas que se desenvolvem natural e espontaneamente dentro de uma ordem social orientada para o bem comum. Essa prática de subsidiariedade proporciona uma liberdade incrível, pois as unidades sociais buscam ajuda para suas necessidades e ajudam as demais em suas carências. Uma civilização cristã não é uma tirania de Deus, como afirmam os liberais. Em vez disso, as esferas temporal e espiritual se ocupam cada uma de suas respectivas atividades e áreas de responsabilidade. Quando pratica a virtude, tal sociedade pode prosperar econômica e politicamente, bem como ajudar a guiar as almas para a santificação e a salvação. No entanto, muitos liberais preferem insistir que um homem pode ser uma mulher e uma mulher pode ser um homem, em vez de admitir a maravilhosa realidade da natureza humana tal como foi criada por Deus. Eles preferem perseguir uma fantasia delirante do que viver em liberdade ordenada seguindo a lei moral natural. A única saída para aqueles que ainda creem na verdade, na tradição e em Deus é abandonar a narrativa liberal e suas premissas erradas. Os fiéis devem buscar soluções fora da caixa liberal e retornar àquela verdade e beleza cristã – sempre antiga, sempre nova – que chama as almas. Kyrie eleison.

  • Os dois comunismos

    Por Gustavo Corção publicado n’O Globo em 18-8-1973 CUMPRINDO a promessa de 5ª feira, começo por transcrever o tópico 1.2.1., Comunismo, da Carta Pastoral de Dom Fernando Gomes, Arcebispo Metropolitano de Goiânia: "1.2.1. — Comunismo: antes da Revolução, entendia-se por comunismo um dos sistemas totalitários mais radicais. A Igreja, sobretudo em encíclicas de Pio XI, o condenou como "intrinsecamente mau" enquanto contrário a pontos (sic) da Revelação e a prerrogativas fundamentais da pessoa humana. Sob o aspecto social que, na prática, motiva a ação comunista, manifesta-se contrário à moral objetiva. Isto quer dizer que para o comunismo é bom ou mau, certo ou errado, o que concorda ou não com os objetivos do Partido Único". NÃO se poderá, evidentemente, apresentar este tópico como um modelo de exposição doutrinal ou página de antologia, mas o pior está na continuação: "A REVOLUÇÃO de 64 sempre admitiu (sic) que o comunismo deve ser combatido. Entretanto depois que implantou, praticamente, o Partido Único, transformou-se em sistema político e assumiu de maneira surpreendente os métodos e a moral comunista. Para o regime é bom ou mau, certo e errado o que concorda ou discorda de sua filosofia, de seus interesses. Surge, deste modo, um novo tipo de comunismo prático, em que o Estado, as Instituições, as pessoas e a própria Religião têm valor relativo, na medida em que servem ao Regime. Comunismo arrogante, mas disfarçado, com a agravante de não usar este nome e transferi-lo a quem não quiser acomodar-se subservientemente ao sistema”. E AGORA nós. Começo por relembrar a Dom Fernando que Pio XI condenou comunismo na encíclica Divini Redemptoris, com a expressão "intrinsecamente perverso" quando, em 1937, o mundo inteiro recebia notícias espantosas das perseguições religiosas que martirizavam a Espanha desde 1931. Comunismo, Excelência, não é só o regime de partido único, é AQUILO que de 1926 em diante causou no pobre povo russo a maior hecatombe da História em nome de uma ideia de socialização e Reforma Agrária que Lenine trazia à nuca; é AQUILO que torturou o México, que martirizou a Espanha, que derrotou a França em 1936, e depois em 1940. Comunismo é AQUILO que tinha à mostra no muro de Berlim, o assassinato de 12000 oficiais poloneses em Katim. É o desmoronamento de toda uma civilização. É o que hoje destrói o Chile como ontem destruiu Cuba, e só não destruiu o Brasil porque houve homens, em 1964, que se levantaram como na Espanha se levantaram José Antônio Primo de Rivera e Franco. CHEGA-NOS agora de Goiás esta ideia enunciada por um arcebispo: o Governo do Presidente Médici, e dos ilustres ministros que consertaram o Brasil, que o pacificaram, que o impuseram a admiração do mundo, é um governo Comunista. E, pior do que o outro comunismo, que tem a declarada preferência de Dom Fernando, que nunca, em 63 e 64, teve uma palavra de reprovação para o desgoverno da época. APRONTAVA-ME eu para perguntar a Dom Fernando Gomes quais foram as igrejas incendiadas pelo Ministro Delfim Netto e seus diligentes assessores, qual o convento carmelita arrombado pelos funcionários do Ministro Jarbas Passarinho, qual o montante de sacerdotes assassinados que logrou acumular o Ministério do Trabalho, qual o total de mosteiros e igrejas incendiados nos governos Castelo Branco, Costa e Silva e agora neste que o mundo inteiro, com exceção da arquidiocese de Goiânia, admira e respeita; aprontava-me eu para alongar esse arrazoado quando me deteve a ideia de que este comunismo do Presidente Médici é ainda pior do que o outro, por ser disfarçado. VOLTO atrás e corrijo a frase inicial do tópico citado "A revolução de 1964 sempre admitiu que o comunismo deve ser combatido". NÃO! Mil vezes não, senhor Arcebispo. Os homens de 64 não admitiram que o comunismo deva ser combatido. Esses homens, e eu como eles, sempre proclamamos que o comunismo deve ser combatido -- e é isto que dá ao Brasil de hoje um título de nobreza que pouquíssimas nações possuem. NÓS achamos que os sequestradores de aviões e de reféns devem ser eliminados, e proclamamos que são criminosos os que encorajam e aplaudem os ditos sequestradores, citando linhas da Gaudium et Spes. SERÁ preciso lembrar a Dom Fernando que em país comunista, realmente comunista, não são presos apenas os que discordam e querem derrubar o regime. São presos os avós que ousam desejar visitar os netos no outro lado da rua. Os operários não podem mudar de emprego, mudar de casa, mudar de cidade, por vontade livre. Tudo é carimbado. Será possível que um Arcebispo brasileiro ignore estas coisas; e se as não ignora será admissível que as deseje e que possa acusar de tais crimes os homens do atual governo brasileiro? NA VERDADE, na verdade, há no comunismo um mistério de degradação, uma nostalgia de lama que vem não sei de onde, atrai não sei como e seduz não sei porque. Apego-me à explicação de Machado de Assis: nostalgia da lama. E não vejo outra explicação para o rancor que toda a Carta Pastoral de Dom Fernando ressuma contra os governos que, no Brasil, trabalharam e trabalham pela prosperidade de todos e destroem todos os pretextos com que o comunismo ainda fascina os espíritos fracos. LEMBRO duas coisas a Dom Fernando: há na Igreja um decreto de Pio XII, reforçado por João XXIII, que proíbe a colaboração com o comunismo; e que até hoje não foi revogado; e há no Brasil leis que autorizam a cassação de títulos de cidadania de qualquer pessoa que agredir o governo e que anunciar um programa de "conscientização" como fez o Exmo. Sr. Arcebispo Metropolitano de Goiânia, que nesse ato consegue desobedecer gravemente as hierarquias de sua Igreja e de sua Pátria.

  • XVII – As Ocasiões - Os motivos

    II – Os motivos 1 – A força da ocasião Por que se deve fugir às ocasiões? Porque elas têm uma grande força sobre nós, e nós somos fracos; serão por isso a nossa ruína. Compreendeis agora os motivos? Se o demônio consegue atrair-vos à ocasião, ele se ri de todos os vossos propósitos, porque está certo de vos fazer cair em seus laços e fazer-vos escravos. O camponês e a víbora – Um camponês, ao ceifar o trigo, cortou com a foice uma víbora pelo meio. Mas escutai o que fez depois esse bom homem. Contente com o golpe dado, apanhou a parte da víbora em que estava a cabeça, e com ar de triunfa a mostrava aos companheiros. Que nunca o tivesse feito! Essa cabeça, retorcendo-se envenenada, mordeu-lhe a mão; e o coitado, por causa dessa picada envenenada, teve de morrer. *** Assim acontece a quem, depois de confessar, ainda se mete em ocasião de pecar. Cortou a víbora, isto é, destruiu o pecado; mas se ainda brinca com a cabeça da víbora, isto é, com a ocasião do pecado, será por este mordido, com risco de ficar eternamente perdido. 2 – Tremiam os santos ante o perigo São Jerônimo, tão penitente e tão forte na virtude, temia as ocasiões; e quando fugia delas, retirando-se nos desertos da Palestina, dizia: “Confesso a minha fraqueza”. Santo André Avelino quando jovem era advogado. Mas quando viu que essa carreira era para ele ocasião de dizer mentiras, deixou-a. São Carlos Borromeu era hóspede em casa de um rico parente seu. Percebendo uma perfídia armada à sua passagem por ali, fugiu de tal casa de manhã bem cedo, e sorrateiramente, sem despedir-se de ninguém. As religiosas de um mosteiro de Marselha, atacadas por inimigos silenciosos, vendo o perigo que ameaçava a sua honestidade, deformaram-se horrendamente os rostos, cortando-se com uma navalha o nariz e os lábios. Todas essas campeãs de Deus, como todos os outros santos, eram bem fortes na virtude; e, no entanto, temiam as ocasiões do pecado e delas fugiam. Ora, que se deve pensar de certos jovens que não têm nenhuma virtude e vão até procurar os perigos graves de cair nos pecados? 3 – Os pretextos Dizem eles: estaremos firmes, e não pecaremos. R.: Isso é temeridade. Diz, porém, o Espírito Santo que caireis; e a ruína, se não é hoje, será amanhã. Que diríeis de alguém que se pusesse a bailar no gelo liso? Que deseja levar um tombo por força. E se alguém com a mão apanhasse uma brasa, e pretendesse não se queimar? Diríeis: Este é doido! E se alguém se pusesse a dormir entre víboras e escorpiões, e pretendesse não ser picado? Diríeis: Esse vai buscar a morte! Já vistes alguma borboleta em torno de uma luz? Ela gira e esvoaça um pouco; e depois? aproximando-se demais da chama acaba por ficar queimada. Assim se dá com quem procura as ocasiões confiante em si próprio. Diz S. Bernardo: “É maior milagre não cair quando se está em ocasião, do que ressuscitar um defunto”. 4 – A experiência ensina Existiram homens já santos que procuraram ocasião e ficaram presos no laço do demônio e se tornaram pecadores. Assim Davi, assim Salomão, assim Sansão... E quantos jovens, que eram anjos, caíram miseravelmente e se perverteram com as ocasiões! A ruína alheia devia pôr-vos de sobreaviso. Escutai uma fábula que contavam os antigos, para nos ensinar a ficar longe dos perigos, justamente porque outros ali toparam a ruína. A fábula do leão e da raposa – Conta a fábula que um dia o leão se fingiu de doente; e, como rei de todos os animais, convidou estes a visitá-lo em seu covil. Ali foi até a raposa. Mas quando chegou a certa distância, parou. “Por que não vens adiante?”, diz o leão. E a raposa: “Eh! Meu caro! Tu não me pilhas! Veja uma coisa que não me agrada realmente! Vejo as pegadas dos outros animais todas voltadas para dentro, e nenhuma voltada para fora. Isto é sinal de que dentre todos aqueles que entraram em teu covil, nenhum deles daí saiu mais: por isso eu te cumprimento... de longe!”. *** Vedes? Quando se sabe por experiência que outros mais fortes do que nós, caíram na armadilha do demônio, não é loucura arriscarmo-nos a cair também nós? Isso não o faz quem tem vontade de salvar sua alma. E não vos ensina a própria experiência? Quando procurardes certas ocasiões, certos companheiros, certos lugares, não caístes? 5 – Até os animais ensinam Os peixes que conseguem libertar-se do anzol uma vez, não os pescais nunca mais. os pássaros escapos da rede ou da armadilha, são bem avisados para não se deixarem mais pegar. Se um cavalo tivesse de cair numa passagem perigosa da estrada, por esse lugar ele não quer passar mais; e mesmo que lhe batamos para fazê-lo ir adiante, ele recusará. Os próprios animais fogem ao perigo, com medo de caírem onde caíram doutra feita. Diz o profeta Ezequiel: “Salvar-se-ão os que fugirem; e ficarão nos montes como pombos dos vales, muito cheios de medo: Salvabuntur qui fugirint; et erunt in montibus, quase columbae convallium, omnes trepidi” (Ez 7,16). (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)

  • Comentários Eleison nº 779

    Por Dom Williamson Número DCCLXXIX (779) – 18 de junho de 2022 TESTEMUNHO SOBRE O ROSÁRIO Quantas almas o Rosário já salvou! Com ele, o caminho para o Céu está seguramente pavimentado. Nasci em 1958 e até 1988 vivi na minha Polônia natal. Foi quando emigrei para os EUA, e moro lá desde então. O início da minha devoção diária do Rosário começou no dia 5 de janeiro de 2009, na igreja administrada pelos Sacerdotes da FSSPX em Phoenix, quando eu, pela primeira vez em 38 anos, assisti à Missa de Todos os Tempos – e, desde aquele dia, a Missa Tridentina tem sido a única à que assisto. Quem rezou a Missa foi o Padre Burfitt, da FSSPX, um sacerdote dedicado que me ajudou significativamente no meu retorno a Deus. Assim, meu Rosário diário começou com meu retorno à Missa Tridentina e à Tradição Católica. Era a época da Cruzada do Rosário que Dom Fellay dedicou à Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, e dela participei com entusiasmo. Quando a Cruzada terminou, simplesmente continuei com meu Rosário diário, que, devido à graça de Deus, tornou-se minha segunda natureza. Além disso, ao estudar intensamente a situação da Igreja, o papel do Concílio Vaticano II, algumas das últimas aparições de Nossa Senhora (La Salette, Fátima, Akita, etc.), e especialmente ao deparar com os insistentes pedidos dela para rezar diariamente o Rosário e cumprir a devoção dos Cinco Primeiros Sábados, percebi que, como católico, eu tinha que responder. Em 30 de junho de 1877, em Gietrzwałd, em uma das raras aparições marianas aprovadas da Polônia, a primeira pergunta que fez Justyna, uma menina de treze anos, a Nossa Senhora foi: "O que você quer, Santa Maria?". A resposta que recebeu foi: "Quero que rezes o Rosário diariamente". Além disso, para nós poloneses, Nossa Senhora tem o título honorário de Rainha da Polônia – Ela é nossa Rainha! Como sempre o foi! Como então você pode recusar o pedido de sua Rainha? – Impossível! Como então o Rosário diário mudou minha vida? Significativamente. Diria até que “mudou literalmente tudo”: minha agenda diária, minha forma de pensar, minha vida espiritual. As minhas prioridades mudaram, e o meu comportamento. Ora, o Santo Rosário tornou-se uma parte inseparável da minha vida, e a afeta de uma maneira que eu até então jamais teria imaginado. Dá-me paz interior, distância das coisas mundanas. Creio que me ajuda a controlar melhor meus vícios e minhas fraquezas. Ele dirige meus pensamentos, meus desejos, meus interesses para as coisas celestiais, para nosso último objetivo católico, que não é outro que o Céu. O que noto particularmente é que rezar o Rosário também me dá força no combate espiritual diário contra as tentações, contra todas aquelas coisas más que nos cercam em nosso mundo cada vez mais ímpio. Estou certo de que é Nossa Senhora, Medianeira de Todas as Graças, que me sustenta tão generosamente com as graças de que necessito. Também houve algumas mudanças bastante dolorosas em minha vida causadas pelo meu retorno à verdadeira Missa e à Tradição, incluindo o Santo Rosário tradicional. É o fato de que alguns dos meus amigos católicos mais próximos e familiares não aceitaram esse meu retorno. Alguns deles até me chamam "cismático". No começo foi uma grande surpresa para mim, mas já me acostumei. Eu ainda tento fazer o meu melhor para influenciá-los pessoalmente com a verdade católica, mas confio muito mais em meios sobrenaturais como orações e sacrifícios, esperando que um dia eles caiam em si e retornem à Verdade. Há três meses, meu filho mais velho me disse que depois de anos após deixar a Igreja, ele havia retornado, e agora está assistindo regularmente à Missa de Todos os Tempos. Que alegria me deu ao ouvir isso! “Continue rezando”, digo a mim mesmo, “é só uma questão de tempo...”. Rainha do Santo Rosário, rogai por nós! Kyrie eleison.

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