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- XXXIII – O Remédios contra a Impureza - Fuga das ocasiões
O Remédios contra a Impureza Fuga das ocasiões Caros jovens, Estais persuadidos, como outros o estão, de que o vício da impureza é o mais abominável, considerado em si mesmo e à luz da fé; que ele é o mais desastroso para o indivíduo e para a sociedade; e que atrai os tremendos castigos divinos e abre a porta do inferno a quem a tal vício se entrega. Todavia, com que facilidade se comete esse pecado! Quantos cristão enveredam pela estrada lúbrica da sensualidade que leva à perdição! Donde isto? Eis as razões. Uns dizem: “A lei da castidade é dura; é superior a nossas forças”. Outros assim se desculpam: “Nós nos sentimos inclinados demais a certas desordens, seríamos bem contentes ao nos mantermos puros, mas arrasta-nos a corrupta natureza, e faltam-nos forças”. São admissíveis tais desculpas? Eu respondo: Quantos têm sabido manter-se castos! O fato aí está! Incontestável! Não poderíamos dizer: esses não tinham as nossas paixões. Tinham-nas, e talvez até mais fortes, mais obstinados, e frequentemente terríveis como furacões, como tempestades que pareciam pretendê-los engolir. E, no entanto, o suportaram. “Se estes e aqueles, por que não eu?”, dizia Santo Agostinho a essa reflexão; e se ergueu da lama, e quebrou as cadeias, no entusiasmos mesmo da juventude, e se manteve casto. Logo é possível a pureza a quem quer que seja. E todos devem-na manter. Como consegui-lo? Eis os principais meios, que se reduzem a três: Fuga das ocasiões; 2. Mortificações; 3. Oração. Praticando-os, é certo vencer o demônio da impureza. I – Fuga das ocasiões As ocasiões que induzem facilmente aos pecados desonestos são: 1 – O Ócio Como de todos os vícios em geral, ele é o princípio da luxúria em particular. “A ociosidade é mestra de muitos vícios”, diz o Espírito Santo (Eclo 33,29). “Um demônio tenta quem está ocupado; mil demônios tentam o homem ocioso” (Cassinao). Davi, enquanto estava ocupado nas batalhas, manteve-se consoante o coração de Deus: uma hora de ócio bastou para precipitá-lo na culpa. “A luxúria depressa surpreende o homem ocioso” (São Bernardo). Mantende-vos ocupados: o trabalho é um derivativo poderoso; é um contraveneno que cura a alma, mantém longe o mal e fecha a porta ao espírito impuro. “É o escudo do coração”, diz São João Crisóstomo; e é ao mesmo tempo uma elevação do espírito que afasta todas as ocasiões de pecado. Fugi, pois, do ócio! 2 – As Más Companhias Quem frequenta os viciados, sem percebê-lo, torna-se viciado. Os companheiros dissolutos são como tantos pestilentos que infeccionam também os outros. Do mesmo modo que uma única maçã podre chega para apodrecer uma cesta de maçãs sadias, também um único companheiro mau é suficiente para corromper e viciar cem bons e inocentes. Assim demonstra a experiência. Quantos jovens, que têm andado eternamente perdidos, amaldiçoam os companheiros pelos quais foram seduzidos e arruinados! Por isso, diz o Espírito Santo: “Afasta-te de teus inimigos, e fica em guarda quanto aos amigos” (Eclo 6,13). 3 – As Más Leituras Não se comeria um pão envenenado. A literatura hodierna, os romances, as revistas, os jornais, amiúde inquinados de sensualismo, são um alimento envenenado para a alma. Quantos incautos, levados pela curiosidade, aproximaram os lábios desse gênero de veneno, e daí trouxeram a intoxicação e a morte da alma. 4 – Os Espetáculos Indecentes e os Bailes Esses em nossos dias são laboratórios de impudicícia, ou pelo menos um grande incentivo à luxúria. Pode o homem andar sobre brasas, sem queimar os pés? “Sois de pedra ou de ferro?”, indaga S. João Crisóstomo, e responde: “Não: vós sois de palha; colocai a palha em cima do fogo, e depois vinde dizer-me que não se queima!” Alípio no Circo – Conta Santo Agostinho que um amigo seu, de nome Alípio, era um grande apaixonado do teatro; mas dos dramas, amiúde obscenos, trazia impressões ruinosas. Obteve o santo que o amigo se abstivesse daqueles perigos, e assim correu a coisa por uns tempos. Mas depois, eis que se dá um grande espetáculo no Circo, e Alípio, cedendo a instantes convites dos amigos, ali volta, embora contra a vontade! “Fecharei os olhos (dizia ele) assim ao mesmo tempo estarei presente e ausente”. De fato, manteve algum tempo os olhos fechados. De repente, explodiu o Circo um aplauso fragoroso, e Alípio, não mais sabendo resistir, abriu os olhos. Bastou isso, para que o demônio fizesse a sua presa. O mísero espectador assentiu... aplaudiu... e saiu do Circo com a alma torpemente maculada (S. Agostinho, Confissões, VI,8). (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos , G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)
- Comentários Eleison nº 891
Por Dom Williamson Número DCCCXCI (891) – 11 de agosto de 2024 O PODER DO ROSÁRIO O humilde Rosário, louvado por todos os santos, Ajuda mais segura para chegar ao Céu simplesmente não há. Quando estes “Comentários” concluíram na semana passada (n. 890, de 3 de agosto) que rezar o Rosário é a solução para a loucura atual das supostas leis da Igreja que nos “impõe” a Roma modernista, muitos leitores podem ter-se perguntado: que conexão pode haver entre as duas coisas? Como todos os problemas da Igreja podem ser descarregados no Rosário, por assim dizer? No entanto, antes que a Irmã Lúcia de Fátima fosse substituída na década de 1960 por um fantoche que seria bem mais dócil aos modernistas, ela foi capaz de dizer que em nossos tempos Deus deu ao Rosário um poder especial, de modo que ele pode resolver todos os problemas. Esse poder é algo em que os católicos (e os não católicos) devem crer, para enfrentar as iminentes provações do mundo. A chave para entender a questão é que o mundo ao nosso redor esvaziou-se de Deus, deixando no máximo uma casca d’Ele, e a oração do Rosário restaura o senso de Deus, pouco a pouco, nas almas humanas. Comecemos, então, tratando da ausência de Deus provocada pelo homem, e em seguida passaremos para a força do Rosário. O esvaziamento de Deus pela humanidade começou nos tempos modernos, no máximo no século XIV, com o declínio da fé católica em Deus, e com o aumento correspondente da estima pelo homem no chamado Renascimento, ou "Renascimento" do homem. A ideia subjacente era que a Idade Média havia supervalorizado Deus a ponto de desvalorizar o homem. Essa ideia abriu caminho para a explosão do humanismo, ou a supervalorização do homem pelo bem do próprio homem, por Martinho Lutero (1483–1548), na forma do protestantismo, no início do século XVI. Essa revolta fragmentária do homem subjetivo contra a ordem objetiva unificada do Deus do catolicismo passou a dominar a modernidade da “civilização ocidental” desde então. Ao protestantismo se devem todos os erros mais importantes dos nossos tempos, por exemplo, o naturalismo, o racionalismo e especialmente o liberalismo no século XIX, depois o ecumenismo, o modernismo, e especialmente o comunismo no século XX. A impiedade percorreu um longo caminho. Durante mais de 400 anos, os Papas católicos mantiveram a fé católica contra Lutero, por assim dizer, mas com o Vaticano II (1962-1965) eles cederam, e em 2024 o caminho estava livre para que os jogos olímpicos começassem com uma zombaria da Última Ceia. Tal blasfêmia é praticamente a nova religião da “civilização ocidental”. Para compreender bem o quão antiga e profunda é a alienação do homem moderno em relação ao único Deus verdadeiro, é necessário ler um retrato de Lutero como o do filósofo francês Jacques Maritain em seu livro “Três Reformadores”. A revolta violenta de Lutero contra Deus estava nas profundezas da alma humana. Mas, diante disso tudo, como alguém pode pensar que rezar o simples e repetitivo Rosário pode ser uma cura? Fisicamente, o Rosário compromete, regula e acalma todas as partes mais móveis de um ser humano: os dedos, com as contas; a boca, com o proferimento das orações; a mente, com a contemplação dos Mistérios; e também possivelmente os pés, com o andar para cima e para baixo. Esse envolvimento de nossa estrutura volúvel liberta a alma para estar em comunhão com Deus , ou seja, para rezar. Minha mente fica divagando? As contas me trazem de volta. E espiritualmente os Mistérios centram-se em Nosso Senhor, enquadrados simetricamente dentro dos Mistérios de Nossa Senhora (os assimétricos “Mistérios da Luz”, acrescentados pelos modernistas, devem ser desconsiderados). Ela O dá à luz, Ele morre pelos nossos pecados, Ela é recompensada com o Reinado do Universo. Ora, “Roma não se constrói em um dia”. Nem mesmo o Rosário pode reabrir o Céu em algumas semanas. Mas quem persevera com o Rosário tem todas as chances de voltar à sintonia do Céu, e distanciar-se cada vez mais da do mundo. Cada Mistério tem sua própria lição de Deus, e todos os quinze juntos me levam através de todo o ciclo da história da nossa Redenção. É aqui que está o motivo pelo qual eu nasci, e não em qualquer outro lugar. Aqui, repassado em menos de uma hora, está aquilo que dá sentido a toda a Criação. Nossas vidas na Terra não são apenas “desagradáveis, pobres, brutas e curtas”, nas palavras notáveis de um filósofo inglês. Para nos levar ao Céu, Nosso Senhor sozinho sofreu por todos nós mais do que todos nós juntos poderíamos sofrer. Eu quero ir para o Céu. Serei fiel à oração especial que Deus deu à Sua Igreja para levar-me até lá! Kyrie eleison.
- Uma fraude religiosa
Por Gustavo Corção, publicado n’o Globo em 16 de setembro de 1972 EM TEMPOS menos tormentosos jamais me ocorreria a ideia de perder meu tempo na leitura do livro Jesus Cristo Libertador de Leonardo Boff, e por muito mais forte razão jamais empreenderia a tarefa da cuidadosa ponderação dos termos deste artigo. A própria tática da luta parece desaconselhar a publicidade que inevitavelmente darei a um obscuro, perturbado e enfadonho "teólogo". O que, no caso, me obriga a contrariar todas essas ponderações é a constelação de conivências escandalosamente traçadas em torno daquilo que o livro em questão representa. É por causa do insuportável escândalo que escrevo; e não ignoro que, amanhã ou depois, os vários mandarins dirão que fui eu o promotor do escândalo, e que o maior escândalo é o de quem ainda se atreve a gritar contra os escândalos. VAMOS pois ao livro do Sr. Leonardo Boff, mas de início quero deixar bem clara a perspectiva de minha abordagem. Talvez voltemos a dizer alguma coisa sobre a matéria tratada ou maltratada no livro. Antes disto quero restringir-me à consideração de duas propostas preliminares do autor, que considero inaceitáveis, e que, para mim, o desqualificam até sinais de retratação e de conversão. A PRIMEIRA proposta está no início do Capítulo I. Depois da pergunta de Nosso Senhor aos seus discípulos: "Quem dizem os homens que eu sou?", o autor escreve: "Essa pergunta de Jesus a seus discípulos ressoa através dos séculos até hoje e possui a mesma atualidade como quando (sic) foi colocada (sic) pela primeira vez em Cesárea de Filipe (Mc 8, 29). Todo homem que alguma vez se interessou por Cristo não pode se esquivar a semelhante questionamento (sic). A cada geração cabe responder dentro do contexto de sua compreensão do mundo, do homem e de Deus " (grifo meu). SEM deter-me na má qualidade da língua, lembro ao leitor que essa passagem, em que Nosso Senhor, interpelando os discípulos [...] etc.", isto é, a cada geração e a cada indivíduo cabe responder segundo o sangue e a carne e não segundo a decisiva e definitiva definição que o Pai do Céu ensinou a Pedro, e Pedro nos ensinará até o fim do mundo. DESDE a primeira página do Capítulo I o Sr. Leonardo Boff, como o faria qualquer protestante das mais desbotadas variantes da heresia, nos diz que "tudo isto" em que cremos constitui a "fé tranquila" dos que não sabem distinguir o que é o fato histórico e o que é "interpretação do fato, condicionada por um horizonte filosófico, religioso, histórico e social". Qualquer leitor menos tolo logo perceberá que esse eufemismo "fé tranquila", para o autor, designa compassivamente a crassa estupidez de um Santo Inácio (de Loyola e de Antioquia), a córnea obtusidade de um São Tomás de Aquino, o infantilismo de um São Domingos, e a delirante e alegre bobice de um São Francisco de Assis. Todos esses, e muitos outros mártires, confessores, doutores e Papas, sem falar nas superadíssimas Virgens, todos esses e nós com eles — patinharam durante dezoito séculos na mais espessa ignorância da "fé tranquila". Por que dezoito séculos? Porque o Sr. Leonardo Boff, no segundo tópico do mesmo Capítulo I, nos informa "que por volta (sic) do século XVIII irrompeu (sic) a razão crítica". Não é muito claro, neste tópico, o pensamento do autor, se pensamento há. Não se sabe se ele quer aludir à crise cultural marcada pela "crítica da razão", ou se ele nos anuncia uma mutação, ocorrida naquele século, e graças a qual a inteligência humana ganhou uma nova dimensão que lhe permite interpretar os mistérios da fé em função da conjuntura socioeconômica da América Latina, interpretada em Mendelin ou Moscou. Talvez seja mais exato dizer que o Sr. Boff anuncia, "por volta do século XVIII" um fenômeno de impenetrabilidade à ação da graça divina. De qualquer modo o autor se apresenta como um animal especificamente diverso de todos aqueles [...] a metade é declaradamente protestante, e a outra metade é neo-meta-protestante, como se nessa doutrina católica tivesse a indigência cultural de uma tribo da Polinésia. ESSE agachamento dos católicos ditos progressistas diante dos inimigos da Igreja, isto é, diante dos falsos doutores que persistem e agravam o erro de Lutero e de outros (e aqui não me refiro aos pobres irmãos separados que muito antes de todo esse tra-lá-lá ecumênico já sabíamos serem mais herdeiros de erros do que fautores de heresias), esse agachamento, dizia, constitui uma das faces mais hediondas da crise de caráter de nosso tempo. Mas eu não incluo nesta lista o Sr. Leonardo Boff. Não, ele não é um católico, um franciscano, que desonra a tradição e se agacha diante dos pregadores protestantes, como pessoalmente vi o Pe. Guy Ruffier fazer numa missa rezada por alma da esposa de nosso saudoso Carlo Ferrado ( Carlo , Dr. Alceu, Carlo e não pela tradução pós-conciliar como o Dr. Alceu o fez em seu tardio elogio fúnebre). Naquela missa a que assisti impávido, por amor ao querido Carlo Ferracio, o Pe. Guy Ruffier, antes da falta de caráter generalizada do 450° aniversário das marteladas de Lutero, tomou a liberdade de entregar a leitura do Evangelho e a homilia aos cuidados de um pastor protestante. "ET la fin de l'envoi, je touche !" Volto ao Sr. Leonardo Boff e reafirmo que seu caso é simétrico, para não dizer invertido. Ele não é um residual católico que se agacha diante dos protestantes: não, pelos sinais exteriores abundantemente publicados no livro ele é um protestante que ainda se inculca como franciscano. Seu caso não é de falha de caráter, e cremos não exagerar dizendo que é de fraude. E lançamos-lhe um último e quase desesperado apelo: para seu próprio bem seria mais leal, seria mais digno se ele deixasse em paz o proverello de Assis com sua "fé tranquila", seria melhor enfim fundar uma nova seita, a do boffismo .
- Comentários Eleison nº 890
Por Dom Williamson Número DCCCXC (890) – 3 de agosto de 2024 LEI DEFINIDA E se eu não vejo essa monstruosidade, devo rezar, Como se tem insistido, todos os Quinze Mistérios por dia! As tentativas desesperadas do Papa Francisco de usar toda a sua Autoridade papal para esmagar o rito tridentino da Missa e eliminá-lo da Igreja Católica de uma vez por todas, estão ganhando, com razão, cada vez menos força entre os católicos. Como Deus Todo-Poderoso pode ter permitido que Sua própria Autoridade que Ele confia a Seu Vigário na Terra seja tão mal utilizada, continua sendo um mistério, porque é claro que Ele a entrega nas mãos dos homens para construir Sua Igreja, e não para derrubá-la. Muitos católicos estão tão angustiados pelo problema, que estão recorrendo à solução simples do sedevacantismo, que defende a teoria de não ter havido nenhum Papa válido desde João XXIII (1958-1963), ou seja, que os seis Papas desde o Vaticano II (1962-1965) não foram absolutamente Papas. Mas essa teoria, que parece resolver o problema dos Papas Conciliares com tanta facilidade, assume muitas formas contraditórias, e pode até levar católicos a abandonarem a Fé completamente, sob o argumento de que não pode haver nenhum sacerdócio válido, pelo que eles podem muito bem ficar em casa em vez de ir à Missa. Assim, o sedevacantismo tende a levantar mais problemas do que parece resolver. Tais frutos sugerem que o sedevacantismo pode perfeitamente não ser a solução correta para o grave problema estabelecido por todos os seis Papas Conciliares, um após o outro, que culmina nos horrores especiais do Papa Francisco. Pode ser um bom momento para lembrar a solução frutífera do Arcebispo Lefebvre (1905–1991), o Tradicionalismo, do qual ele foi o pioneiro notável da oposição hoje ao modernismo do Vaticano II. Tradição é Catolicismo, ele disse, e Catolicismo é Tradição. “Jesus é o mesmo, ontem, hoje e para sempre” (Heb. XIII, 8). Séculos de protestantismo e liberalismo criaram um mundo moderno tão glamoroso e sedutor que, por fim, até mesmo os vigários de Cristo na Terra se deixaram persuadir de que Jesus precisa adaptar-se ao homem moderno, e não o contrário. Porém, Jesus e Sua Igreja não precisam de modernização, mas tão somente ser apresentados como a Tradição Católica sempre o fez nos tempos passados. E o êxito surpreendente da Fraternidade Sacerdotal São Pio X do Arcebispo em todo o mundo, pelo menos até sua morte em 1991, provou que a versão tradicional de Jesus e Sua Igreja ainda pode florescer, apesar da modernidade. O que disse então o Arcebispo sobre a Autoridade Católica modernista? Que mesmo os Papas católicos continuam sendo por si mesmos homens falíveis, a menos que eles façam uso de sua Autoridade infalível, o que só pode dar-se sob as quatro condições estritas claramente estabelecidas na solene Definição de infalibilidade de 1870. Se todas essas quatro condições não estiverem presentes — e vale observar que os Papas conciliares nunca apresentaram todas as quatro condições em sua promoção das novidades conciliares —, os Papas são tão capazes de cometer erros quanto qualquer ser humano normal. Assim, absolutamente nenhuma das novidades modernistas do Vaticano II está sob a proteção da infalibilidade papal, que é altamente restrita em sua aplicação prática. Mas e quanto às ordens papais do atual Papa para abandonar o rito tradicional da Missa em latim? Não estamos obrigados a obedecê-las? Não, não somos obrigados a obedecê-las, porque não são ordens legais, como o Arcebispo Lefebvre sempre disse, e como a Igreja Católica sempre disse. O Papa não tem poder de Deus para ordenar qualquer coisa que venha à sua cabeça. A definição de lei é que é um mandato da razão para o bem comum , feito por aqueles que são responsáveis pelo bem comum. Assim, se não for para o bem comum, como qualquer lei que pretenda legalizar o aborto, então absolutamente não é lei. Portanto, quando se trata do sacrifício da Missa, do qual o Padre Pio disse que nosso planeta Terra pode mais facilmente ficar sem a luz do sol do que sem esse sacrifício, substituir seu rito mais venerável e digno em latim, centrado em Deus, por um novo rito em línguas modernas, doutrinariamente duvidoso, sem dignidade, inventado para centrar-se no homem, é algo que se opõe tão claramente ao verdadeiro bem comum da Igreja Católica que não pode ser objeto de uma lei verdadeira da Igreja. Desse modo, nenhuma pretensa lei deve ser obedecida, por mais que o Papa Paulo VI ou o Papa Francisco, ou os sucessores deles, tentem impor tal monstruosidade. Kyrie eleison.
- Comentários Eleison nº 889
Por Dom Williamson Número DCCCLXXXIX (889) – 27 de julho de 2024 ROMANOS XI Os planos de Deus superam em muito os caminhos humanos. Não julguemos, mas amemos e louvemos. Com Romanos XI chegamos ao terceiro e último dos três capítulos completos de São Paulo destinados a explicar aos gentios como tantos membros da Raça Eleita do Antigo Testamento puderam estar naquele momento causando escândalo ao recusar o Novo Testamento. Durante suas viagens missionárias, São Paulo repetidamente encontrou oposição violenta da Raça Eleita, então ele sabia muito bem o quão mal eles podem comportar-se. Ver I Tess. II, 14–16, onde ele diz que eles "desagradam a Deus" e "se opõem a todos os homens", mas que "a ira de Deus caiu sobre eles". São Paulo não teria ficado surpreso com seu último e mais cruel "corte de grama" em Gaza. No entanto, em Romanos XI não há nenhum traço do tal "antissemitismo" (termo que a Raça Eleita atribui a ele, pois ela o emprega em qualquer oposição a qualquer coisa que alguém de sua raça faça ou diga). São Paulo pode ter intuído que qualquer denúncia de seus crimes teria afastado os leitores gentios de sua Epístola da compreensão da infidelidade da rejeição a Cristo por parte dos judeus. Assim, em vez disso, ele fornece três razões principais pelas quais a Providência de Deus pode ter permitido aquela infidelidade. Em primeiro lugar (1–10), é somente parcial ; em segundo lugar (11–24) é altamente útil , e, em terceiro lugar (28–32) é apenas temporária . Ao elevar seus leitores a um nível muito mais alto do que os crimes judaicos, São Paulo prepara o caminho para encerrar seus três Capítulos, do IX ao XI, com um breve hino ao glorioso mistério dos caminhos insondáveis de Deus (33–36). Assim, em primeiro lugar, Deus não rejeitou o Seu povo do Antigo Testamento, porque em cada geração há um remanescente de judeus salvos pela graça. O próprio São Paulo é judeu de sangue, e quando os judeus se convertem verdadeiramente a Cristo, eles podem tornar-se excelentes católicos, porque, diferentemente dos convertidos gentios, eles estão, por assim dizer, voltando para casa. Então, uma minoria escolhida de judeus alcança seu objetivo celestial, mesmo que uma grande maioria esteja cega (1–10). Em segundo lugar, a infidelidade dos judeus é altamente útil, porque a conversão dos gentios é projetada para provocá-los ciúme, e se a sua rejeição a Cristo abriu o caminho para os gentios serem salvos na Igreja de Deus, então seu retorno a Cristo no fim do mundo será a ressurreição dos gentios. Além disso, o tronco básico de videira judaica (por exemplo, Abraão, Isaque e Jacó) ainda é santo, mesmo que muitos judeus tenham se separado dele; e assim, que os cristãos gentios, que são meros enxertos naquele tronco de videira, se lembrem de que eles mesmos também podem separar-se dele, ainda que posteriormente possam ser re-enxertados. Afinal de contas, todos os gentios dependem, como cristãos, desse tronco de videira para seu cristianismo (11–24). E em terceiro lugar, a infidelidade dos judeus ao Evangelho de Cristo e ao Novo Testamento é apenas temporária, porque no fim do mundo, quando o Evangelho tiver sido pregado a todos os gentios, os judeus restantes se converterão coletivamente, ou seja, como um todo, ainda que com exceções. Pois, de fato, os judeus ainda são o povo eleito, chamado Povo de Deus e dotado como tal. O Sagrado Coração nunca se esqueceu de Seu próprio Povo, como Ele mostrará quando convertê-los pouco antes do fim do mundo. Enquanto isso, eles descreem n’Ele para obter a mesma misericórdia que Ele concedeu aos gentios outrora descrentes (30–32). E como conclusão para todos os três capítulos sobre o mistério da Raça Eleita do Antigo Testamento que rejeita o Novo Testamento, São Paulo glorifica os maravilhosos e insondáveis caminhos de Deus. Por 2000 anos, desde a Encarnação, Nosso Senhor não foi compreendido pela grande maioria de Seu próprio Povo, e, além disso, uma vez que “Quanto mais alto eles estão, mais duramente caem”, então não apenas eles O rejeitaram, mas a Raça Eleita de Deus se tornou o instrumento escolhido de Satanás, como vimos desde outubro passado em Gaza, em tal crueldade deliberada para com os palestinos a ponto de ter sido condenada em todo o mundo. E Deus os exterminou, ou São Paulo protestou contra sua inimizade para com Deus e o homem (I Tess. II, 16)? Não, Deus fez uso da desumanidade deles como um flagelo constante nas costas dos católicos infiéis para trazê-los de volta a Ele, e inspirou São Paulo a discernir que proveito Ele tira da inimizade deles em relação a Ele mesmo. Imitemos São Paulo, se pudermos. Kyrie eleison.
- XXXII – A Impureza - Os castigos
A Impureza Os Castigos III – Os Castigos 1 – Na história dos reinos Deus tem punido com rigor, na terra, a desonestidade. Observa Salviano, com outros autores sérios, que os mais vastos impérios e as principais monarquias do mundo se arruinaram pela lascívia dos povos e de seus governantes. Assim o Reino dos Assírios, sob Sardanapalo , o homem mais efeminado e lascivo que a história recorda; o dos caldeus, sob o rei de Baltasar , entregue à libidinagem; o dos persas, sob o rei Dario , luxurioso; o dos egípcios, sob Cleópatra , rainha célebre por suas indecências; e, finalmente, o Império Romano . Este se manteve grande e temível enquanto o povo foi austero e morigerado. Ruiu quando os romanos se afastaram da austeridade e correção de outrora, e se deixaram levar pela dissolução, sob os imperadores Tibério, Calígula, e Heliogábalo, o jovem mais imundo que jamais macularia a terra. Esses degenerados restos dos Quirites farreavam, jogavam, metiam-se na lama até o gogó: e entrementes os bárbaros afiavam as espadas a fim de exterminá-los. Foi sempre assim: os povos apodrecidos nos vícios não puderam esperar outra coisa além do flagelo de Deus e do extermínio. 2 – Na História Sagrada A Escritura Sagrada narra frequentes e espantosos castigos, com os quais Deus puniu os luxuriosos. Her e Onan , filhos do patriarca Judá, por “coisas detestáveis” foram liquidados por morte súbita (Gn 33, 7-10). Pela mesma razão 24 mil israelitas foram trucidados no deserto (Nm 25, 9). Por causa da luxúria dos benjamitas , pereceram mais de 60 mil deles (Jz 20). A cidade de Siquém foi submetida a ferro e fogo, e desolada por causa da lascívia de seu príncipe (Gn 34). Os sete maridos de Sara foram, um a um, estrangulados pelo demônio, por causa de sua obscenidade (Tb 3, 8). Mas os castigos mais formidáveis e inauditos da história do mundo, foram o dilúvio universal e a destruição de Pentápole : “Todo homem sobre a terra, com sua maneira de viver, estava corrompido”, diz a Sagrada Escritura (Gn 6, 12); e Deus, aplicando nossa maneira de falar, “tocado de grande dor disse: Exterminarei o homem!” (ib., 6, 7). E despejou sobre a terra um dilúvio d’água para destruir toda a raça humana. E por se ter erguido da terra outro pestífero fedor de luxúria, Deus mandou do Céu fogo e enxofre fervendo para incinerar as cidades de Sodoma e Gomorra com as outras três da Pentápole (Gn 19, 24). Chega a isso a vingança divina, a qual nesses castigos demonstra como Deus abomina e detesta o pecado da impureza. E também as múltiplas e graves calamidades, que em tempos mais recentes assolaram povos e nações, devem-se reconhecer como uma explosão da ira de Deus, a fim de punir as torpezas que, espalhando-se, sujaram a terra. 3 – O castigo eterno Aos desonestos, se não se emendam, está reservado o eterno castigo na outra vida. Lembremos as graves palavras de S. Paulo: “Nenhum fornicador ou impudico será herdeiro no reino de Cristo e de Deus” (Ef 5, 5). Sobre a porta do Paraíso estão escritas as terríveis palavras: “ Foris canes, et impudici: Fora os cães e os impudicos” (Ap 22,15). O inferno com seus eternos e indescritíveis tormentos: eis a pena que aguarda os desonestos na outra vida. E quantos a encontram! Diz S. Agostinho: “Como a soberba povoou de anjos o inferno, assim o enche de homens a desonestidade”. E S. Afonso: “Todos os cristãos que se danam, danam-se por causa da desonestidade, ou pelo menos não isentos dela”. Vale então a pena acariciar esse corpo que não passa de um manto que virará pó, e um pouco de lama que voltará logo à terra? E desejar-se-ia, pela miserável satisfação de um momento, perder uma alma imortal, feita à imagem de Deus e destinada aos puros gozos eternos, para condená-la a uma herança de penas? Conclusão Jovens, detestai, fugi do vício da impureza, como o mais vil, o mais abominável, o mais pernicioso! Dir-vos-ei agora com S. Paulo: “Não vos seduza ninguém com palavras vãs: Nemo vos seducat inanibus verbi s” (Ef 5, 6). Se algum libertino vos quisesse fazer crer que os pecados impuros são fraquezas da natureza humana, pensai afinal no bárbaro em que eles vos precipitam. Pensai em vossos altos e eternos destinos. “Viver quais brutos veda-o vossa origem! De glória vos impede ambição pura!” Quem tem a sorte de possuir o incomparável tesouro da pureza, dê de coração graças a Deus, pois se assemelha aos anjos. E se alguém por suma desventura, o houvesse perdido, corra logo ao remédio, purificando a alma com o Sacramento da penitência. Cada qual pratique em seguida os meios com os quais poderá manter-se puro e casto. Esses meios são: a fuga das ocasiões, oração, o cuidado e mortificação dos sentidos, os Sacramentos e a devoção a Maria Santíssima. A todo assalto da tentação sede fortes para resistir, e vos sirva de estímulo afinal o exemplo de tantos cristãos verdadeiros e dos santos que preferiram morrer a macular-se de um único pecado impuro. Assim gozareis da verdadeira felicidade nesta vida, e tereis na outra a sorte reservada àqueles afortunados dos quais é dito no Evangelho: “ Beati mundo corde, quoniam opsi Deum videbunt : Felizes dos puros de coração, porque verão a Deus”. (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos , G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)
- Comentários Eleison nº 888
Por Dom Williamson Número DCCCLXXXVIII (888) – 20 de julho de 2024 COMENTÁRIO DE VIGANÒ “Não fale de tantas coisas tristes – eu não aguento!” O fim do mundo que nega a realidade é uma grande esperança. Na semana passada, estes “Comentários” (de 13 de julho, n. 887) forneceram um resumo da longa justificação do Arcebispo Viganò, publicada em 28 de junho, relacionada à sua decisão de não responder a uma intimação da Neoigreja para comparecer perante um dos tribunais dela para defender-se da acusação de cisma. O resumo, que é composto por 44 linhas, uma linha para cada um dos 44 parágrafos do texto original, dá aos leitores ao menos uma visão geral de todo o conteúdo do texto do Arcebispo, mas praticamente não comenta o que ele escreveu, exceto no dístico inicial: Com alguns dos argumentos pode-se não concordar, Mas aqui está um espírito católico, fiel e livre. Nos “Comentários” desta semana, vamos aprofundar-nos no veredicto dessa rima da semana passada. A primeira coisa que se nota no texto original é a sua riqueza de argumentos, não organizados em uma sequência claramente reconhecível, mas todos relacionados com a mensagem central e mais valiosa do Arcebispo: a chamada “renovação” do Vaticano II (1962-1965) produziu uma transformação tão profunda na Igreja Católica que, embora as aparências da Igreja pré-conciliar pudessem ser mantidas para enganar os católicos que não estavam bastante atentos, a substância da Igreja Católica foi tão alterada que já não era mais a verdadeira Igreja, mas uma igreja falsa e astuta; tão radicalmente falsa, que teve de receber um novo nome para que os católicos não fossem mais enganados. Dom Viganò mesmo não a chama Neoigreja, mas é assim que a chamam estes “Comentários”, por questão de brevidade e clareza. Então, não é difícil dizer qual foi a principal razão de o Arcebispo Viganò ter recusado a convocação de Roma: entre a Neoigreja e a verdadeira Igreja existe uma tal contradição (13) que, embora a verdadeira Igreja tenha uma Autoridade divina tal que pode exigir das almas obediência sob a pena da condenação eterna (Mc. XVI, 16), pelo contrário, a Neoigreja não tem tal autoridade, porque, com todas as suas falsas doutrinas , renunciou àquela Verdade Católica, cuja defesa e proteção é o próprio propósito da Autoridade Católica divina. Desde o momento em que Adão e Eva caíram, a humanidade passou a viver em um mundo decaído onde a Verdade de Deus já não precisava apenas de ser apresentada para que fosse aceita. Mas quando o Verbo se fez carne, cerca de 4.000 anos depois, a humanidade havia-se tornado tão corrupta que, para salvar um número significativo de almas, Nosso Senhor teve de instituir uma hierarquia para impor a Verdade salvífica: um Papa (Pedro), bispos (apóstolos) e padres (discípulos). Os homens ainda poderiam optar por desobedecer à própria hierarquia e à Verdade de Deus, mas a Sua hierarquia continuaria a sustentá-la massivamente – até que Lutero libertasse novamente a corrupção, que culminou no Vaticano II, onde a própria hierarquia de Nosso Senhor abandonou massivamente a Verdade de Deus. Essa divisão entre a Verdade de Deus e a Autoridade de Deus causou, certamente, uma crise sem precedentes em toda a história da Igreja, para além de qualquer possibilidade de reparação humana, e por isso só Deus será capaz de restaurar o Seu Papado. Mas Ele o fará, para tornar possível um último triunfo da Igreja Católica, antes do descenso ao Anticristo. Eis a realidade básica da nossa situação na Igreja e no mundo hoje. O Arcebispo Lefebvre reconheceu-a e, ao não subestimar o problema, fez o que ainda era humanamente possível para atenuá-la. O Arcebispo Viganò cita o seu exemplo (2), e faz o que pode para segui-lo, recusando-se, por exemplo, a comparecer à convocação da Roma apóstata, com uma riqueza de argumentos para justificar a sua recusa. Pode-se discordar de alguns desses seus argumentos, por exemplo, sobre a Sé vacante em Roma. Mas estes são detalhes que se empalidecem diante da compreensão da gravidade geral da crise, que anula a autoridade da hierarquia. Eis a verdadeira fé dos mártires da Igreja ao longo dos tempos. Que a coragem e o ensinamento do Arcebispo Viganò abram muitos mais olhos enquanto Deus lhe der vida. Kyrie eleison.
- Monogenismo e Poligenismo
Por Gustavo Corção publicado, n’O Globo em 28 de setembro de 1972 É ANTIGO e irredutível o debate em torno do problema e o mistério da origem do homem. No esplendor do cientificismo dos séculos passados, VIII e XIX, a questão foi estridentemente colocada em termos de antagonismo entre Religião e a Ciência. DE UM lado estariam, como até hoje efetivamente estão, os católicos que criam e creem na criação supernatural e sobrenatural de nossos primeiros pais Adão e Eva; de outro lado estão os que evocam a Ciência e creem encontrar nela um refulgente desmentido da revelação divina e do credo católico. Podemos armar os termos do debate em sua forma convencional: criacionismo versus evolucionismo; monogenismo versus poligenismo; Religião versus Ciência. NA VERDADE, porém, a controvérsia se trava entre dois campos religiosos. Não há nem pode haver Ciência capaz de desmentir nem capaz de provar as verdades religiosas que são de outra ordem. Também não há nem pode haver Ciência alguma que prove e cabalmente explique as origens do homem, as origens da vida, as origens universo por que, se a Ciência do fenômeno tem como critério único a experiência e a evidência do fato , por isso mesmo ela não tem nada dizer sobre objetos ausentes e passados . Por extraposições indevidas poderá balbuciar hipóteses; mas se se começa a fazer em provas e certezas, já não o faz com critério científico, e sim com critério religioso. SIM, na verdade, tudo o que se tem dito, sobre a origem do homem nos arraiais do cientificismo não tem nenhuma base sólida, consistente e honesta nos dados observados, nem foi dito por motivações científicas. Ao contrário, tudo o que foi dito nessa matéria obviamente acessível à observação só teve o objetivo de contrariar dados da revelação. Há, portanto teologia nos dois campos. De um lado a religião que professa sua adesão a um dado revelado e que se inclina diante da intimativa primeira de Deus no de fé, de outro lado a religião que quer negar o próprio Deus, e para isto tem necessidade de montar e aparafusar sistemas de hipóteses mais ou menos divertidas. ESTAMOS todos diante de um fato bruto unanimemente aceito: os homens aí estão, e cada vez mais. Em volta desse abstrato ser está o mundo inorgânico, e mais perto o mundo vivo, e ainda mais perto o mundo animal. A PRIMEIRA observação que nos ocorre é a de certa semelhança entre o homem e a minhoca. Cientificamente essa semelhança será triunfalmente apregoada em termos da onipresença de átomos de carbono, oxigênio e hidrogênio em construções moleculares semelhantes. Maior ainda é a semelhança entre o homem e o seu fiel admirador o cão; e ainda maior é a que se observa entre o homem e o macaco. A SEGUNDA observação que se impõe, e que ultrapassa os limites das ciências naturais, é a do comportamento desses seres semelhantes. Ora, no campo do humano, temos o quinteto em sol menor, K.516, de Mozart, temos a Suma Teológica, e toda a imensa variedade de ferramentas com que o homem domina e domestica (Saint Exupéry diria " apprivoise ") o mundo inferior e exterior. A cultura, a prova do pensamento abstrato, a Torre Eiffel — tudo isto nos diz veementemente que o homem se separa do gênero animal por uma diferença específica que reside na racionalidade, ou na substância espiritual da alma humana. E AQUI cabe um reparo: quanto mais provarem o primeiro fato observado, isto é, a semelhança que nos aproxima do macaco, mais veementemente provam a necessidade de buscar outra dimensão que explique a infinita diferença de comportamento. MAS é forçoso convir que, no polimórfico comportamento humano, há um aspecto melancólico que anuvia os aspectos gloriosos: o homem é capaz de se alegrar, e de se julgar mais inteligente, mais lúcido, mais científico, precisamente quando está negando a inteligência propriamente dita. Paradoxos da idolatria dos tempos modernos: para firmar-se um deus, suficiente, pleno de si mesmo, o homem se afirma uma besta, e pausadamente, didaticamente, ensina aos seus filhinhos, nos museus, nas escolas, e hoje nas igrejas, que somos apenas umas bestas mais engenhosas e mais perversas do que nosso doce amigo cão. * * * DISSE atrás que antigo era o debate entre a posição conscientemente religiosa e a outra, inconscientemente religiosa. O QUE é moderno nessa longa e disparatada controvérsia é a posição trazida pelos "novos" católicos, e por eles tida como extremamente inteligente. Quando no domínio da Ciência séria e honesta começa a cheirar mal o evolucionismo, que já está desvendado como Religião ou contra-Religião, nossos bravos progressistas se precipitam sobre o vômito dos cientistas desalentados. DIAS atrás, num debate público, um monge eruditíssimo declarou tranquilamente que o monogenismo está hoje superado. Esse erudito certamente pensa, ou pensa que pensa, que isto é mais inteligente do que o credo católico. Ora, eu pergunto: se admitirmos que o homem seja um ser essencialmente superior a todo o mundo físico, se admitirmos a necessidade de um agente e de um milagre narra a emergência do Homem, então, pelo amor de Deus, me explique o erudito monge a razão que o leva a achar que mil criações supernaturais e sobrenaturais espalhadas no mundo são mais plausíveis do que uma só. E explique-me como conciliar esse poligenismo com a Epístola aos Romanos, cap. V. E explique-me a vantagem desse poligenismo para a coesão da fé. RECEIO que nosso erudito esteja realmente convencido de estar atingindo o fino da sabedoria no momento exato em que exalta e apregoa a desumanização do homem, a começar pelos eruditos da nova Igreja.
- Rifa em favor dos reparos de nossa biblioteca
+ PAX Um generoso benfeitor de nosso mosteiro disponibilizou para a realização de uma rifa a coleção completa do Ano Cristão , de autoria do Rev. Pe. Croiset. Esta preciosa coleção tem valor de comercialização de R$ 1378,80 e é dividida em 12 volumes em capa dura correspondentes a cada mês do ano, contando com mais de 5.400 páginas. Nossas obras de reforma seguem seu curso, e todas as doações são necessárias para preservarmos nosso acervo teológico, filosófico e literário. Compartilhe esta mensagem, a fim de que ela alcance mais benfeitores. Ajude-nos, através do link abaixo, adquirindo um ou mais cupons desta rifa: https://rd.app/s/fV25KtONGgs E conheça o projeto de reforma através da seguinte página: https://www.mosteirodasantacruz.org/reformadabiblioteca U.I.O.G.D.
- Dom Viganò, Dom Lefebvre e o sedevacantismo
Por S.E.R. Dom Tomás de Aquino, OSB Dom Viganò se comportou como um verdadeiro herói a partir do momento em que compreendeu ou começou a compreender a decomposição moral e doutrinal da Igreja conciliar. Infelizmente, ele parece inclinar-se para a posição sedevacantista. O tempo dirá melhor qual é a sua verdadeira posição. Quanto a Dom Lefebvre, ele já iniciara este combate contra a Igreja conciliar em circunstâncias mais decisivas do que as de hoje. Ele havia ganhado a confiança dos fiéis no mundo inteiro, por causa da solidez de sua formação e da superioridade de sua prudência. Sua prudência o fez evitar ao mesmo tempo os ralliements das comunidades Ecclesia Dei e o erro do sedevacantismo. Com precisão, ele mostrou como Dom Gérard e outros suicidavam suas obras, ao se colocarem sob a autoridades dos modernistas, e como os sedevacantistas, por sua vez, punham-se numa posição tão incerta quanto perigosa, afirmando mais do que os ensinamentos da Igreja permitem afirmar. Alguns pensam que Dom Lefebvre hoje seria sedevacantista. Não creio que seja assim. Creio mesmo o contrário. Creio que os argumentos que ele deu durante sua vida guardam sua força e atualidade nos dias de hoje. Seus argumentos são simples. Como fica a Igreja se os papas de João XXIII até Francisco não são papas? Os cardeais nomeados por eles não são cardeais? Quem elegerá então o papa? Como se poderá ter, novamente, um papa? Isto parece pôr em perigo a existência mesma da Igreja. O melhor é esperar pela sentença que a Igreja dará um dia, definindo e resolvendo esta questão. Diante da divergência de ideias e de procedimentos dentro da Tradição, não vejo senão uma conduta sensata a seguir: guardar e transmitir o que recebemos de Dom Lefebvre tanto do ponto de vista doutrinal como do ponto de vista prudencial. Mas muitos dirão: a prudência leva em conta a mudança de situação entre o estado da crise no tempo de Dom Lefebvre e agora. Sim, há algumas mudanças, mas elas não são essenciais. A essência da crise permanece a mesma. Como na crise ariana, que durou cerca de 60 anos, esta crise se prolonga sem que os pontos essenciais mudem. É por isso que o exemplo de Dom Lefebvre permanece atual. Que Nossa Senhora, que venceu todas as heresias, nos obtenha a graça de vencer os ataques do demônio e dos modernistas. +Tomás de Aquino, OSB
- XXXII – A Impureza - As consequências
A Impureza As Consequências II – As Consequências 1 – Os danos materiais Quem os pode enumerar? a) A impureza precipita o homem na miséria e na ignomínia . Informe o exemplo do Filho pródigo. Quantos, como aquele desgraçado, após uma vida dissoluta, devem exclamar: “Aqui morro de fome: hic fame pereo!” (Lc 15, 17). Não falemos na perda do tempo, dos bens, da reputação. Passemos por cima das rivalidades, das discórdias, dos desgostos em que são amarguradas as famílias por causa da desonestidade. Acrescentem-se os danos sociais . Os próprios pagãos reconheceram-nos. Cícero (De Senect) reporta esta sentença de Arquitas de Taranto, filósofo e homem de Estado (séc. IV a.C.): “Não há no mundo peste mais perniciosa do que a volúpia. Nela têm origem as traições da pátria, as agitações dos Estados, as guerras das Nações... Não há vício nem excesso, por maior que seja, a que a libidinagem não estimule”. b) A perda da felicidade – Como se pode dizer feliz um jovem que cai de culpa em culpa, de ruína em ruína? E que, como o filho pródigo, não tem outro alimento além da imundície? “No fundo dos prazeres vãos, que eu chamo em minha ajuda, eu encontro um desgosto que me faz morrer”. É esta a confissão de um libertino; e seria a de todos os libertinos, se quisessem ser sinceros. A paz, a alegria, o repouso... são coisas desconhecidas de uma alma presa dos vícios. c) A ruína da saúde – Como a castidade é útil ao vigor de um corpo, assim o prejudica a impureza. O conhecido higienista Mantegazza escreveu: “Todos e mormente os jovens, podem sentir os benefícios imediatos da castidade: a memória é pronta e tenaz, o pensamento rápido e fecundo, a vontade robusta, e o caráter se dispõe a um vigor inteiramente desconhecido dos libertinos”. A impureza faz o contrário: por causa dela a juventude, caríssima flor da vida, se murcha, o intelecto se obscurece, a beleza se eclipsa. Os poucos prazeres se pagam com longas dores, por isso que a impureza gera as moléstias mais horríveis e vergonhosas, que se transmitem até por hereditariedade. Um célebre médico, com palavras mais fortes e concisas, disse: “O vício impuro é o flagelo da humanidade; é a esterqueira onde se desenvolvem todas as podridões”. Há nas Guianas umas aves que, batendo levemente as asas, conciliam o sono dos transeuntes, aos quais depois sugam o sangue, causando-lhes a morte. Como essas aves é o feio vício. A quantos jovens, depois de os haver adormecido, tem sugado o sangue, mandando-os ao túmulo na flor da vida! Uma visita ao hospital. Um bom pai de família, ao perceber que um filho seu cedia ao vício da impureza, levou-o a um hospital, à enfermaria onde os doentes por causa dos pecados desonestos pagavam suas desordens por entre convulsões atrozes. À vista daqueles desgraçados, em grande parte moços, envelhecidos antes do tempo, macilentos, ulcerosos, a exalar intolerável fedor, e ao ouvir seus gemidos, o jovem sentiu-se desmaiar. Aí o pai lhe disse: "Eis as consequências da impureza mora: agora vai, infeliz, segue também a rota da dissolução; não demorará muito que tu também, neste hospital, terás a sorte desses desgraçados!" — A lição e do pai fez tal impressão no espirito do jovem, que imediatamente se emendou de seus vícios: e, empreendendo a carreira militar, foi exemplo de morigeração para todos os colegas. 2 – Os danos espirituais Mais terríveis ainda são as consequências relativas à alma. Ei-las: a) O esquecimento de Deus. — O homem animal (assim chama S. Paulo o homem escravo dos sentidos) não só não ama, como nem concebe as coisas que são do espírito da Deus (1Cor 2,14). Falai a um desonesto em Deus, alma, vida eterna, prática da religião, orações, Sacramentos. Que linguagem é essa? Não a entende. Desejaria até persuadir-se de que certas verdades não existem, para entregar-se sem remorsos às suas desordenadas paixões. b) A Cegueira do Espírito e o endurecimento do coração. — É uma consequência natural. A maga Circe — A mitologia grega significou estupendamente os efeitos dos prazeres sensuais no mito de Circe. Esta era uma feiticeira que atraía os homens, mormente os jovens, e tendo-os como hóspedes e comensais, dava-lhes para beber um certo licor que os convertia em animais irracionais. Quantos jovens, caídos em poder da volúpia, figurada naquela maga, se transformaram tanto que sua alma, imortal e tão nobre, nada mais tem de humano, mas sim de irracional! *** Quem se entrega ao vício pecando como um animal irracional, perde necessariamente a luz da inteligência: não vê mais nada, não concebe mais nada, exceto o objeto da paixão: torna-se até pior do que os irracionais. Que importa se de seu pecado outras pessoas tomam o mau exemplo? Se por causa deles se perdem outras almas? Que lhe importa até a reputação perdida? Está cego, está surdo para tudo. Assim não vê a série de culpas que se sucedem inúmeras e se repetem: pensamentos, palavras, olhares, atos... Como lhes pode calcular a gravidade, contar o número, distinguir as circunstâncias? Com toda facilidade depois cai de abismo em abismo e comete sem remorso outras iniquidades: injustiças, furtos, sacrilégios... e até homicídios. Davi o provou. Depois do adultério, chegou ao excesso de fazer trucidar Urias, o mais fiel dos seus soldados. Tomando juízo, exclamava afinal em sua dor: Surpreenderam-me as minhas iniquidades, e eu não as pude ver mais” (Sl 39,12). Ao desonesto inveterado, endurece-lhe até o coração. Podeis dar-lhe conselho e censurá-lo, ameaçá-lo: é trabalho perdido! Replicar-vos-á com repelente cinismo; tornar-se-á cruel com quem quer o seu bem. Herodes, que até estimava S. João Batista, endurecido no coração, fê-lo decapitar! c) Perde a fé – Os desonestos para viverem tranquilos nos prazeres sensuais, não gostariam que para eles houvesse o castigo eterno; por isso, fascinados pelas paixões e enganados por falsas máximas, começam primeiramente a duvidar das verdades da fé; depois (como diz S. Paulo) repelida a boa consciência, naufragam na fé (1 Tim 1,19). É a devastação que do coração sobe ao espírito. Disse com sensatez Pico della Mirandola: “Não é o ateísmo o pai de desonestidade; a desonestidade é que é a mãe do ateísmo”. Veja-se o exemplo de Salomão e de outros. Salomão foi o oráculo da sua época enquanto se conservou longe das impudicícias. Engolfando-se depois no mau costume, ei-lo a apostatar de Deus e a tornar-se idólatra: “Ficou depravado o coração dele... a ponto de ir atrás de deuses estrangeiros” (3 Rs 11,4). Henrique VIII de Inglaterra teve de início convicções católicas tão firmes que merecia o título de defensor da fé. Depois a luxúria transformou o apologista num cismático insolente e feroz. Teodoro Beza , já amigo de S. Francisco de Sales, tornou-se chefe da Reforma em França e na Suíça. E o motivo da apostasia? Confessou-o ele mesmo, apontando a sua indigna companheira de pecado. Lutero , o fundador do protestantismo, era a princípio, frade agostiniano. Depois saiu da Ordem e apostatou da Fé. As causas? Duas: a soberba e a imoralidade. O rebelde e desonesto chega a arrebatar de um mosteiro da Alemanha uma freira que ele mantém sempre ao seu lado. d) A impenitência final. — Diz S. Cipriano que a impudicícia é a mãe da impenitência. E Tertuliano chama a impureza "vício imutável”. não porque seja absolutamente impossível curar esse mal; mas no sentido de que é muito difícil a vitória sobre a carne para quem habitualmente se deixou vencer por ela. O pecado se tornou nele uma segunda natureza; por isso até reduzido ao leito embora passando-lhe pela mente os princípios da fé, dirá aquele "não posso" que aterroriza; e morrerá impenitente. Eutímio e a força do hábito. — Santo Ambrósia conta de certa Eutímio que, mergulhado nos prazeres imundos, embora se sentisse baixar as forças e estragar a saúde, não sabia vencer a torpe paixão. Depois de várias doenças, foi atacado de grave corrimento nos olhos; e aí os médicos lhe declararam francamente: ou deter a libidinagem, ou então perder a vista. A resposta foi esta: "Que se vá a vista, e se preciso, até a vida; mas a meus hábitos acho que não posso renunciar!" – Tal é a força do hábito! É o triunfo da paixão sobre a liberdade: é uma corrida precipitada que se realiza por força da inércia. Quantos jovens, escravos do mau hábito, que não barraram a tempo. Deles se tornaram vítimas até a morte, verificando-se neles o que disse o Espírito Santo do mal habituado: "Os seus ossos encher-se-ão dos vícios de sua mocidade, os quais com ele dormirão no pó" (Jó 20,11) — Eis as consequências comuns da impureza: nesse abismo de desgraças despeja-se o homem que cede às ilusões da feia paixão. (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos , G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)
- Comentários Eleison nº 887
Por Dom Williamson Número DCCCLXXXVII (887) – 13 de julho de 2024 VIGANÒ CONTRA-ATACA Com alguns dos argumentos pode-se não concordar, Mas aqui está um espírito católico, fiel e livre. Convocado por Roma para comparecer perante um tribunal da Neoigreja no dia 28 de junho para responder às acusações de “cisma”, o heroico defensor da Fé, Dom Viganò, optou por dar uma resposta no mesmo dia, tornando pública uma explicação sobre a razão pela qual recusou a convocação da Neoigreja. O resumo que se segue, de uma oração por parágrafo, dessa explicação não faz jus ao texto original, mas fornece aos leitores uma visão geral de seu conteúdo: 1 Citação de Gálatas I, versículos 8-9; Que qualquer Evangelho inovador seja anátema, ou seja, absolutamente rejeitado. 2 Em 1975, Dom Lefebvre disse aos seus acusadores romanos que ele é quem deveria julgá-los, e não o contrário. 3 Não reconheço a autoridade deste tribunal romano que me acusa, porque lhe falta a Verdade. 4 Nem por um momento da minha vida estive fora da única Arca de Salvação: a Igreja Católica. 5 Os inimigos da Igreja, liderados pela maçonaria, odeiam o poder da Tradição Católica. 6 Está claro que por trás da revolução do Vaticano II na Igreja esteve a maçonaria. 7 Os maçons confirmaram que o seu próprio 1789 (Revolução Francesa) assumiu o controle da verdadeira Igreja. 8 Quantos dos responsáveis pelo “Aggiornamento” do Vaticano II haviam sido condenados antes do Concílio! 9 O atual chefe dos bispos italianos está celebrando uma missa em homenagem a um notório modernista do passado. 10 Um professor acabou de dizer que a “renovação necessária” está sendo bloqueada por medo do protestantismo. 11 Um abismo separa a verdadeira Igreja dos dogmas da Neoigreja (este termo não é usado por Viganò) apóstata. 12 A Verdade foi relativizada. Se o sinédrio modernista me acusa, está a acusar todos os papas católicos. 13 A Igreja e a Neoigreja se contradizem. É a Neoigreja que está acusando-me de “cisma”. 14 A “renovação necessária” da Neoigreja significa, para a verdadeira Igreja, a evolução herética do dogma. 15 A nova “fé” da Neoigreja está em ruptura com a Fé da verdadeira Igreja de 2.000 anos. 16 Mas Dom Lefebvre nunca questionou a legitimidade dos Papas Conciliares? Isso foi há 40 anos! 17 A Neoigreja de hoje professa, unanimemente, uma multidão de erros condenados. 18 Ao entregar assim milhões de almas à perdição, a Neoigreja perdeu a sua autoridade católica. 19 A “autoridade” da Neigreja para julgar-me é nula e sem efeito. Eu não a aceito. 20 Eu mesmo fui um dos muitos altos clérigos que não viam o que realmente estava acontecendo. 21 Foi como núncio nos EUA, confrontando o Cardeal McCarrick, que finalmente compreendi... 22 ...que estamos diante de um ataque global orquestrado, tanto religioso como político, contra a sociedade cristã tradicional. 23 A corrupção que eu estava observando é parte integrante desse avanço da Nova Ordem Mundial. 24 Como disse Nossa Senhora de La Salette: “Roma perderá a Fé e se tornará a Sede do Anticristo”. 25 Não posso ficar calado diante da demolição da Igreja, que implica a condenação de tantas almas. 26 No Direito Canônico não existe crime de cisma quando se duvida do conclave e da eleição de um Papa. 27 Paulo IV decretou que a qualquer “Papa” que fosse herege antes da sua eleição, não se lhe deve nenhuma obediência. 28 Assim, Bergoglio, por heresia prévia e intenção inválida na sua “eleição”, nunca foi Papa. 29 No entanto, o fato de eu atacar Bergoglio dessa maneira não prova de forma nenhuma que eu queira estar em cisma. 30 Não será a sua própria preferência em ser conhecido apenas como “Bispo de Roma” um verdadeiro ataque ao Papado? 31 Não se pode duvidar que todos os Papas conciliares que abandonaram a tiara por razões ecumênicas sejam realmente Papas? 32 Se o ecumenismo conciliar é um absurdo, como não poderia ser absurdo dizer que o ecumênico Bergoglio é Papa? 33 Muitos bispos e padres não conseguem suportar o que ele lhes impõe pela força, por chantagens e ameaças. 34 Nós pastores devemos despertar e reagir! Responderemos diante de Deus por tudo o que aceitarmos. 35 Denuncio os meus acusadores, o seu “Concílio” e o seu “Papa”. São Pedro e São Paulo, salvem a Igreja! 36 Como Bispo consagrado para guardar a Fé e pregar a Palavra, estou defendendo a Igreja, não a mim mesmo. 37 Não posso ser acusado de romper com (=cisma) a Neoigreja de Bergoglio, porque nunca pertenci a ela. 38 Um Papa não pode ser acusado por ninguém abaixo dele? Sim, ele pode, se nunca foi Papa de fato. 39 Bergoglio também abusou da sua autoridade papal para ajudar a promover as mortíferas “vacinas” – um verdadeiro crime. 40 Ele também fez um acordo criminoso com o governo chinês, traindo os católicos verdadeiramente fiéis. 41 Quanto a ser acusado de rejeitar os erros e desvios do Vaticano II, considero isso uma honra. 42 E se o Vaticano II desculpa certos cismáticos (ver L.G. n.13), como podem eles acusar-me de cisma? 43 Condeno também todas as múltiplas heresias do “magistério” pós-conciliar e da “igreja sinodal”. 44 Queridos católicos, rezem, façam penitência e façam sacrifícios pela liberdade e pelo triunfo da Santa Madre Igreja. Kyrie eleison.







