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- Tribulações de um velho militante
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 06 de maio de 1972 ELES conseguiram este resultado: para um fiel que durante anos vai à missa todos os dias, à missa dominical, à missa do preceito ou do amor reduzido à prova mínima, tornou-se no sentido gaiato o verdadeiro "sacrifício" da missa. Parece aliás que o objetivo visado, cujas instruções parecem hoje mais centralizadas do que o governo da Igreja, é o de tornar tudo gaiato em torno da figura de Nosso Senhor. Ainda não tiveram a ideia de transformar a imobilidade terrível e doce do Crucificado numa espécie de polichinelo careteante e gesticulante em torno de articulações mecânicas cravadas nas Cinco Chagas. La chegarão, e com nihil obstat ; e com entusiasmo. HOJE, IV Domingo da Páscoa, e dia de Santa Catarina de Sena, que no seu tempo arrastava cardeais e papas a cumprirem seus deveres de estado, fui à missa onde um jovem padre moderadamente barbudo costuma brindar a "assembleia dos fiéis" com um mutismo total na hora da homília, que é obrigatória. Desobedece ele assim à mais desobedecida autoridade do mundo, mas ao menos não injuria a Trindade não entristece nem entedia os fiéis. Mas o Evangelho de São João, Cap. XIV, onde Jesus diz: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida...", desencadeou em nosso homem não sei que mola retida. Pôs-se a falar torrencialmente. Perdão, começou por concentrar-se, por baixar a cabeça em atitude de quem vai pedir desculpas por uma milenar insolência, e interrogou: "Será Jesus o único caminho para Deus?" E depois de uma pausa que esconderia um tumulto de ideias, e uma explosão interna de descobertas, disse sentenciosamente: “Momentoso problema". E então começou a clamar torrencialmente que todos os caminhos levam a Deus, que o protestantismo leva a Deus, que o espiritismo leva a Deus etc. etc. etc. PEGUEI na minha bengala, não para tirar o energúmeno do sub-púlpito de onde derramava a pútrida doutrina resultante de todos os ecumenismos e alargamentos, de todas as concessões e compreensões, mas para sentir na mão alguma coisa real, honesta, autêntica na sua singela e antiga essência de bordão — e levantei-me para afastar-me depressa daquela igreja que não era igreja, do padre que não era padre, e da missa que não era missa. E fui andando dentro do domingo azul à procura de uma igreja-igreja, de um padre-padre, de uma missa-missa. E pelo caminho ia trocando ideias com meu bordão, e tecendo considerações em torno desse dilúvio de besteiras que ameaça submergir a Igreja. * * * TODOS nós sabemos há mil e tantos anos que todos podem chegar a Deus — ladrão, prostituta, coletor de impostos etc. —, porque para isto, segundo o inflexível Santo Tomás, basta um gemido; mas também sabemos que aqueles tais que chegam a Deus, malgrado o estado em que vivem e o caminho que trilham, não é pelo prostibulo ou pela quadrilha que se salvam, é sempre pela plenitude de graças de Cristo. Por isso quis Deus enviar-nos seu próprio Filho e com o espantoso aparelho bem conhecido quis deixar-nos a indicação da cruz de todas as encruzilhadas. BASTA abrir os livros inspirados no Antigo ou no Novo Testamento para encontrarmos, centenas de vezes, obsessivamente repetida a doutrina dos dois caminhos. Ao acaso lembremos Isaías, que antes de João Batista clamava: "Preparai o caminho do Senhor, endireitai as veredas..." (Is., XL, 3); ou Jeremias: "Pois os próprios profetas e até os sacerdotes são ímpios... seus caminhos se tornam escorregadios e se perdem nas trevas" (Jer., XXIII, 12). Ou o Eclesiástico: "O caminho dos pecadores está, bem pavimentado, mas no seu último lanço leva à treva dos infernos" (Ecl., XXI, 11). Ou o Salmista: "Bem-aventurado o varão que não anda nos caminhos dos ímpios" (I. 1). "Bem-aventurados os que caminham na lei do Senhor" (CXVIII, 1), "aparta-me do caminho da mentira, e dá-me Senhor a graça da lei" (CXVIII, 29). E agora já no Novo Testamento: "Entrai pela porta estreita porque é larga a porta e espaçoso o caminho que leva à perdição; e muitos são as que por ele se precipitam" (Mat., VII, 14). MAS é no próprio Evangelho do dia deste domingo que Jesus diz: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida", e logo acrescenta: "Ninguém chega ao Pai senão por mim" (Jo., XIV, 6). Ora, depois de ler estas palavras de adamantina nitidez, o padre da nova "Igreja" lá ficou desenvolvendo sua ideia: "Todos os caminhos levam a Deus." NÓS sabemos há mais de dois mil anos que há dois caminhos, o da luz e o das trevas; sabemos que logo no primeiro século do Cristianismo começou a ser ensinada, na Doutrina dos Doze Apóstolos. Didaqué, a Doutrina dos "dois caminhos". Se alguém se salva, qualquer que seja a profundidade de seu abismo, mas não qualquer que seja a vereda que procure ou o gemido que balbucie, salva-se sempre pela misericórdia de Deus — mas o instrumento dessa misericórdia é sempre a mesma Ponte lançada sobre os abismos: o Cristo crucificado, nosso Salvador. DIZER que todos os caminhos levam a Deus equivale a proclamar a inutilidade, a superfluidade, o luxo de tanto sangue vãmente derramado numa cruz de espantalho; equivale a zombar de Jesus, o louco que pretendeu ser o Caminho, a Verdade e a Vida. * * * LEVOU-ME assim a bengala, por caminhos que buscam o Caminho, até outra Igreja onde um sonoro pregador falava de um afogado, de um helicóptero, e creio que também de astronautas, mas ao menos não cuspia: "Todos os caminhos levam a Deus." RECEIO chegar brevemente ao dia em que tenha de andar pelos caminhos e praças da cidade a perguntar aos guardas: "Vistes por acaso alguma Igreja, algum padre? Ouvistes algum sussurro de missa? Sabeis porventura aonde encontrarei aquela que minh'alma ama?" Sim, receio ter de recorrer a algum Centurião, a um militar, a um polícia, porque, se acaso cruzar comigo um levita dos tempos modernos, dir-me-á com um gesto largo: "Vá andando, todos os caminhos levam a Deus. Não precisamos mais de Igrejas, de cruzes, de sinais. O sacrifício de Cristo foi um lamentável equívoco." E se me queixar ao Bispo, o Bispo dirá que evoluímos, e também lamentará delicadamente o sofrimento inútil de Maria ao pé da Cruz.
- XXXV – A Devoção a Maria Santíssima - Poder de Maria
A Devoção a Maria Santíssima Poder de Maria Uma visita de frei Leão – Pe. Sacramelli (+ 1752) conta esta visão que teve frei Leão, companheiro de S. Francisco de Assis. Pareceu ao servo de Deus encontrar-se numa vasta planície, onde os Anjos sopravam nas trombetas e se reunia grande multidão de gente. Duas escadas, uma vermelha e outra branca, erguiam-se da terra até tocar no céu. No alto da escada vermelha estava Jesus Cristo Juiz, em atitude severa, e pouco mais embaixo estava S. Francisco que convidava seus frades a subir. Mas como? Estes, galgados alguns degraus, caíam por terra. Aí o santo disse aos frades que subissem pela escada branca, em cima da qual havia comparecido Maria Santíssima radiante de admirável esplendor. Os religiosos assim fizeram; e com o favor de Maria puderam subir facilmente e entrar na glória do Paraíso. A visão diz que não há meio tão eficaz para a salvação eterna, como uma sincera devoção a Nossa Senhora: e é o que afirma Santo Agostinho: “Maria é a mística escada por onde desce Deus à terra e por onde sobem os homens ao Céu”. Eis um assunto que consola: a devoção a Nossa Senhora. Pudesse eu fazer-vos praticá-la, acendendo em vós o amor para com a Virgem Santíssima! Experimentei fazer-vos conhecer: O grande poder de Maria; A sua grande bondade; Qual é a verdadeira devoção para com Ela. I – Poder de Maria 1 – A grandeza e a dignidade Para ter uma ideia do poder de Maria Santíssima, devemos considerar sua grandeza e dignidade. Quem é Nossa Senhora? É a maior e mais simples criatura que tenha saído das mãos de Deus. É a mulher predita pelos profetas, preconizada em cem oráculos, esboçada em mil figuras, suspirada pelos Patriarcas, desejada por toda a gente, venerada pelos Anjos, louvada pelos santos. Supera todas as criaturas. a) Na ordem natural – Ela supera todos os homens e os Anjos: Ego pimogenita ante omnem creaturam (Eclo 24,5). Nada estava criado, e ela já estava na mente de Deus (Prov 8,24). O Sol e as estrelas eram criaturas destinadas a coroá-la; a Lua a servir-lhe de escabelo. A Terra, o Céu, os Anjos, os homens são todos súditos dela, porque de todos ela é Rainha. b) Na ordem da graça, tem ainda o primado – Desde o instante de sua imaculada conceição, recebeu ela mais graças que todos os Anjos e Santos. Era já cheia de graça quando, virgenzinha, teve do Arcanjo Gabriel o anúncio do grande Mistério. Assim a saudou o Arcanjo: “Deus te salve, cheia de graça: Ave, gratia plena!” (Lc 1, 28). Acrescentai a isso todas as graças que adquiriu nos 70 anos de vida, em que praticou todas as virtudes no mais sublime grau. c) Na ordem da glória está por sobre todo mundo – No Céu quem tem maior glória? Quem na Terra teve maior graça e maiores virtudes? E como na graça e na virtude Maria superou a todos, também na glória do Céu está acima de todos. Lá ela é Rainha: é a Rainha dos Patriarcas, dos Profetas, dos Apóstolos, dos Mártires, dos Confessores, das Virgens e de todos os Santos. Não só isso: está acima dos Anjos, dos Arcanjos, dos Querubins, dos Serafins..., porque é a mais perfeita criatura. Entre Ela e todos os santos do Céu há uma distância infinita, como diz São Pedro Damião: infinitium discrimen . Em suma, depois de Deus, tem no Paraíso o primeiro lugar. Que admiração por conseguinte se todo o mundo se inclina perante Maria e a exalta? Honrou-a a Igreja, reconhecendo a sua grandeza, desde os primeiros séculos; honraram-na os maiorais gênios da poesia e da arte; honraram-na os mais célebres sábios, filósofos, teólogos, doutores. Todos os cristãos em suma, grandes e pequenos, sempre a honram como a mais alta criatura. Logo, se Maria é a criatura maior, mais santa e mais favorita de Deus, quanto poder deve ter ela no Céu! Mas não está dita ainda a razão principal de seu poder. 2 – Maria é a Mãe de Deus Dela nasceu Jesus: Maria de qua natus est Jesus (Mt 1,16). Eis a grande dignidade a que foi exaltada a Virgem, pelo que se pode dizer que ela de certo modo se tornou onipotente. Como verdadeira Mãe de Deus, teve sobre ele a autoridade e o domínio que tem todas as mães sobre os filhos. A ela Jesus obedecia: Erat subditus illis (Lc 2, 51). E como lhe obedecia quando ela estava nesta terra, também lhe obedece agora que está no Céu, porque Maria é sempre a Mãe dele. Por isso não há graça que a ela se negue: tudo pode ela obter de seu Filho, bastando que lhe mostre o desejo. Ouvi uma prova. Nas bodas de Caná – Jesus e Maria, vivendo ainda aqui na terra, foram convidados às bodas que se deram em Caná da Galileia. No banquete veio a faltar vinho; e Maria disse a Jesus: “Não há mais vinho”. Jesus responde: “Que importa? Ainda não é chegado o tempo de fazer milagres”. Todavia a Mãe diz aos servidores: “Fazei o que ele vos disser”. Aí se encheram d’água seis vasos e o milagre foi feito: a água virou vinho (Jo 2, 1-11). Notai isto, Jesus disse que ainda não era tempo de fazer milagres, e operou o primeiro milagre, só porque lho pedira a Mãe, a quem Ele não o soube negar. Imaginai, pois, se Deus gostaria de negar a Ela aquilo que Ela pede agora que é coroada Rainha do Céu e da terra! Diz mesmo S. Bernardinho que Maria não pede apenas a Jesus, mas manda: Imperio Virginis omnia famulantur, etiam Deus . Ela pode dizer-lhe: “Sou tua Mãe: dei-te a vida humana, alimentei-te com o meu leite, trouxe-te nos braços, criei-te, sofri tantos padecimentos por ti...”. Que afinal poderá Ela desejar sem obtê-lo? Deus colocou nas mãos dela todos os seus tesouros, e fê-la dispensadora de todos os favores e de todas as graças; de sorte que não desce uma graça à terra, que não passe pelas mãos de Maria: Omnia nos habere voluit per Mariam (S. Bernardo). “Há tal grandeza em ti, há tal pujança, Que quer sem asas voe o seu anelo Quem graça aspira em ti sem confiança.” (Par. XXXIII, 13-15) (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos , G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)
- [FOTOS] Votos trienais das Irmãs Maria Madalena, O.S.B. e Maria Emanuel, O.S.B.
+ PAX No último dia 27/10/2024, na Festividade de Cristo Rei , o Mosteiro da Santa Cruz junto ao Mosteiro do Imaculado Coração de Maria, teve a graça de testemunhar os votos trienais de duas de suas monjas: Irmã Maria Madalena, O.S.B. e Irmã Maria Emanuel, O.S.B. A cerimônia foi celebrada por S.E.R. Dom Tomás de Aquino. Confira abaixo alguns registros da cerimônia no álbum abaixo. Viva Cristo Rei!
- Terrificante pessimismo
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 11 de maio de 1972 NA IGREJA deste domingo o sermão foi bom, diria até excelente se no leite de sua perfeição não tivesse caído a mosca de um termo obsessivo que já saturou todos os espíritos equilibrados. O Evangelho do dia era o de João, Capítulo XVI, em que Jesus, despedindo-se dos doze, anuncia que lhes enviará "o Espírito de Verdade que os guiará até a verdade completa". PENSANDO certamente no Espírito de Verdade, e na Verdade que glorificará o Pai e o Filho, o padre começou sua homília, citando um autor Romeno que se referia à invasão soviética e ao testemunho que teria de dar, e disse com calor e ênfase: "É abominável, é execrável alguém esconder a Verdade para salvar a vida". Muito bem. Não podia achar o padre melhor exortação para este Domingo em que Jesus anuncia o Espírito de Verdade; nem era outro o pensamento dos santos mártires — mas infelizmente nosso padre acrescentou por conta do autor romeno e por conta própria: "sobretudo quando se é jovem, poeta, padre". POR que "jovem"? Não sei, nem o próprio padre certamente saberá. O que sei, sem hesitar, é que estamos diante de um dos mais cômicos ou sinistros absurdos deste século tão fértil nisto. Seria realmente divertido, se o equívoco em jogo não fosse sinistro, usar no caso a dialética e a ironia socrática. O leitor não ignora que há no clero de hoje um frenesi de exaltação da juventude, e que esses mesmos que abrem um ilimitado crédito aos jovens, como recomenda Dom Helder Câmara, se apresentam como otimistas, entusiastas do mundo e confiantes no futuro. Ora, é fácil mostrar que não há doutrina mais sombria, mais pessimista, mais desesperada do que essa que, colocando o apogeu da vida em certa faixa etária, condena o próprio jovem a uma irreversível, inevitável e irremediável degradação. Em cada ano, em cada mês, em cada dia, o mais desventurado dos semideuses da moderna mitologia tornar-se-á menos digno de crédito não apenas na "Exposição" e nos Bancos, mas no convívio de toda a humanidade. E então, por um inflexível decreto de algum Destino colocado misteriosamente e implacavelmente acima dos deuses, quando o desventurado chegar à idade de pai terá alcançado o limiar de um universo de corrupção crescente. Quando chegar à idade de pai de um jovem terá atingido o nadir de sua miserável existência, e será necessariamente um criminoso, um culpado de todas as próprias culpas e principalmente das culpas dos filhos. PODERÁ daí por diante galgar uma espécie melancólica de progresso, e até merecer de padres, arcebispos e conferências episcopais uma subespécie de demência se renunciar, se capitular e se tomar o partido de envelhecer numa imbecilidade risonha e inofensiva que jamais ousará falar como sempre falou esta antiquíssima humanidade. SIM. Antes de chegarmos a este patamar sem igual na história sagrada e profana sempre se disse que o moço é moço e por isso mesmo é alguém que olha em volta de si e vê um mundo aonde chegou e onde encontrou um sem número de coisas feitas pelos "outros", pelos pais, tios, avós, bisavós etc. Abre a bica e vê a água jorrar; aperta um botão mágico e nasce uma estrela domesticada por cima da família, fica doente, encontra logo o antibiótico em forma de grão. Tudo preparado. Tudo aprimorado. Há sem dúvida muitos desconcertos no mundo dos homens, mas o recém-nascido para a consciência social é o último a ser chamado para o concerto de tais desconcertos. Um moço normal (não digo normal com sentido de mais encontradiço , mas com sentido daquilo que normativamente deve ser ) deveria ser, antes de tudo, um reverente, um agradecido a Deus e aos homens. Um admirador; um obediente; que matéria há de sobra, no mais desarranjado dos séculos, para admirar, para agradecer e para obedecer. E é por isto que a antiquíssima — refiro-me à supramencionada humanidade jorrada do lado aberto de Adão —sempre em todos os lugares e séculos, praticou o culto dos antigos sob a forma de piedade cívica, ou de piedade religiosa. Por isso existem nomes de ruas que em vida foram gente, existem estátuas e panteões; e por isso também a Igreja desde os primeiros dias guardou relíquias de seus heróis para a veneração dos pósteros. E é por isso também que a mais misteriosa e deslumbrante experiência feita pela antiquíssima humanidade chegou a seu ponto máximo, ao seu esplendor tão ansiosamente esperado, quando o Verbo de Deus se incarnou para ensinar aos homens a chamarem Deus pelo doce nome de Pai. Pai nosso que estás no céu. Etc. SIM. Durante milhares de anos e séculos, a perder de vista, vê-se sempre a mesma relação fundamental pai-filho, sujeita a mil vicissitudes, mas sempre, mal ou bem, recolocada de cabeça para cima. Na história profana vemos o severo Nestor a ousar queixas da geração de heróis moços em nome de paradigmas talvez imaginários, mas em nome de um princípio realíssimo. Na sagrada vemos o próprio Deus no Sinai a gravar na pedra do Antigo Testamento o quarto mandamento. Na tradição cristã, depois da transformação da pedra da lei em pão da vida, e da utilização da pedra para custódia de pão, ainda se ouve a regra primeira da transmissão, ou da comunicação de vida espiritual: "Obsculta, o fili , praecepta magistri, et inclina auren cordis tui et admonitionem pii patris..." ESCUTA filho os preceitos de um mestre, e inclina o ouvido de teu coração às palavras de um terno pai... * * * FOI PRECISO chegarmos aos dois terços deste século de desesperanças para assistirmos ao espantoso espetáculo do mundo de pernas para o ar, e de sermos essa monstruosidade que de pai em pai quer atingir e matar o Pai nosso que está no céu; foi preciso chegarmos a esta anti-Igreja, que é o "mundo" odioso do Evangelho; e foi preciso padres, bispos e conferências episcopais se submeterem à odiosíssima tolice inculcada por Satã para chegarmos aonde chegamos: a subversão, a inversão, a revolução, a desobediência e o parricídio são trocados em moeda miúda com que até os bons padres que ainda têm fé pagam seu modesto mas inelutável tributo à onda. * * * OS MAIS atingidos por essa demagogia etária são os próprios moços pelos quais D. Helder tão impensadamente e tão cruelmente distribui o mais aberrante alucinógeno.
- Ordenação Sacerdotal do Rev. Pe. Flavio Heber Mateos, S.A.J.M.
+ PAX A seguir reunimos algumas imagens da Ordenação Sacerdotal do Rev. Pe. Flavio Heber Mateos, S.A.J.M., em cerimônia realizada no Mosteiro da Santa Cruz no dia 12/10/2024, por S.E.R. Dom Tomás de Aquino. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo por mais um sacerdote que ingressa nas fileiras da Igreja Militante!
- Carta dos três Bispos ao Conselho Geral da FSSPX (07/04/2012)
Carta ao Conselho Geral da FSSPX 07 de abril de 2012 Senhor Superior Geral, Senhor Primeiro Assistente, Senhor Segundo Assistente, Depois de alguns meses, como muitos dizem, o Conselho Geral da FSSPX considera seriamente as propostas romanas com vista a um acordo prático, sendo um fato que as discussões doutrinárias entre 2009 e 2011 têm provado que um acordo doutrinário é impossível com a Roma atual. Por meio desta carta, os três bispos da FSSPX que não fazem parte do Conselho Geral desejam fazer-lhes saber, com todo o respeito que convém, a unanimidade de sua oposição formal a qualquer acordo semelhante. Claro, de ambos os lados da divisão atual entre a Igreja Conciliar e a FSSPX, muitos desejam restaurar a unidade católica. Honramos a essas pessoas, tanto de uma parte como de outra. Mas a realidade dominante, e diante da qual todos esses desejos sinceros devem ceder, é que, desde o Concílio Vaticano II, as autoridades oficiais da Igreja se afastaram da verdade católica e, hoje em dia, elas se mostram tão determinadas como sempre foram a permanecerem fieis à doutrina e à prática conciliares. As discussões romanas, o preâmbulo doutrinal e Assis III são exemplos impressionantes. O problema colocado aos católicos pelo Concílio Vaticano II é profundo. Em uma conferência que parece ter sido como que o último testamento doutrinal de D. Lefebvre, dada aos sacerdotes de sua Fraternidade em Ecône meio ano antes de sua morte, depois de ter resumido a história do catolicismo liberal saído da Revolução Francesa, ele lembrou como os Papas sempre combateram essa tentativa de reconciliação entre a Igreja e o mundo moderno, e declarou que o combate da Fraternidade contra o Vaticano II era exatamente o mesmo combate, concluindo: “Quanto mais se analisam os documentos do Vaticano II e sua interpretação pelas autoridades da Igreja, mais nos damos conta que não se trata de erros superficiais nem de alguns erros particulares, como o ecumenismo, a liberdade religiosa, a colegialidade, mas antes uma perversão total do espírito, de toda uma filosofia nova fundada no subjetivismo… Isso é muito sério! A perversão total!… Isto é verdadeiramente espantoso”. Agora, o pensamento de Bento XVI é melhor em comparação ao de João Paulo II? Basta ler o estudo de um de nós sobre La Foi au Péril de la Raison [ A Fé Posta em Perigo pela Razão – D. Tissier de Mallerais] para perceber que o pensamento do Papa atual é igualmente impregnado de subjetivismo. É toda a fantasia subjetiva do homem no lugar da realidade objetiva de Deus. É toda a religião católica submissa ao mundo moderno. Como se pode acreditar que um acordo prático possa corrigir um problema desses? Mas, nos diriam, Bento XVI é bondoso para com a Fraternidade e sua doutrina. Por ser um subjetivista, ele pode ser bondoso, porque os liberais subjetivistas podem tolerar a própria verdade, mas não se ela se recusar a tolerar o erro. Ele [o Papa] nos aceitará no contexto de um pluralismo relativista e dialético, sob a condição de permanecermos em “plena comunhão” com a autoridade e com as outras “realidades eclesiais”. Eis por que as autoridades podem tolerar que a Fraternidade continue ensinando a doutrina católica, mas não suportarão de forma alguma que ela condene a doutrina conciliar. Aqui está o motivo por que um acordo, mesmo puramente prático, faria necessária e progressivamente calar, por parte da Fraternidade, toda crítica ao Concílio ou à nova missa. Deixando de atacar essas vitórias, que são as mais importantes da Revolução, a Fraternidade cessaria necessariamente de se opor à apostasia universal de nossa lamentável época e afundaria a si mesma. Em última análise, quem vai nos garantir que permaneceremos tal qual somos, protegendo-nos da Cúria Romana e dos Bispos? O Papa Bento XVI? Por mais que se negue, este resvalamento é inevitável. Não se veem já na Fraternidade os sintomas dessa diminuição na confissão da Fé? Hoje em dia, infelizmente, é o contrário que seria “anormal”. Um pouco antes das consagrações de 1988, quando muitas pessoas valentes insistiam junto a D. Lefebvre para que fizesse um acordo prático com Roma que abriria um grande campo de apostolado, ele disse seu pensamento aos quatro consagrandos: “Um grande campo de apostolado pode ser, mas na ambiguidade e seguindo duas direções opostas ao mesmo tempo, o que acabaria por nos apodrecer”. Como obedecer e continuar a pregar toda a verdade? Como fazer um acordo sem que a Fraternidade apodreça na contradição? E quando, um ano mais tarde, Roma parecia fazer verdadeiros gestos de benevolência para com a Tradição, D. Lefebvre ainda desconfiava. Ele temia que isso não fosse nada mais que “manobras para tirar de nós o maior número possível de fiéis. Eis aqui a perspectiva pela qual parecem ceder ainda um pouco mais e ir ainda mais longe. Devemos absolutamente convencer nossa gente de que isso nada mais é do que uma manobra, que é perigoso se colocar nas mãos dos bispos conciliares e da Roma modernista. É o maior perigo que ameaça a nossa gente. Se nós lutamos há 20 anos para resistir ao erro conciliares, não foi para nos colocarmos, agora, nas mãos daqueles que professam erros”. Conforme D. Lefebvre, o propósito da Fraternidade, mais do que denunciar os erros pelo seu nome, é opor-se eficaz e publicamente às autoridades romanas que os difundem. Como se poderia conciliar um acordo e uma resistência às autoridades públicas, entre as quais o Papa? E, depois de ter lutado por mais de quarenta anos, a Fraternidade deverá agora colocar-se nas mãos dos modernistas e liberais dos quais acabamos de constatar sua pertinácia? Excelência, padres, prestem atenção, vocês conduzem a Fraternidade a um ponto sem retorno, a uma profunda divisão sem volta e, se vocês chegarem a um tal acordo, à poderosas forças destrutivas que Ela não irá suportar. Se até agora os bispos da Fraternidade a têm protegido é precisamente porque D. Lefebvre rejeitou um acordo prático. Dado que a situação não mudou substancialmente; e visto que a condição pronunciada pelo Capítulo de 2006 não se realizou (mudança de rumo por parte de Roma que permita um acordo prático), ouçam novamente a seu Fundador. Ele tinha razão há 25 anos. Ainda tem razão hoje. Em seu nome, vos conjuramos: não comprometam a Fraternidade em um acordo puramente prático. Com as nossas mais cordiais e fraternas saudações, em Cristo e Maria, +Dom Alfonso de Galarreta +Dom Bernard Tissier de Mallerais +Dom Richard Williamson
- XXXIV – A Sagrada Eucaristia - Os nossos deveres para com a Eucaristia
A Sagrada Eucaristia Os nossos deveres para com a Eucaristia III – Os nossos deveres para com a Eucaristia 1 – Fé viva Eu sei que todos vós credes nesta verdade: mas careceis de reavivar sempre mais a vossa fé. Se viesse a nossas igrejas um pagão e eu lhe dissesse: “Ali, no santo Tabernáculo, está Jesus vivo e verdadeiro”, que diria o pagão ao ver a atitude de certos jovens cristãos? Eu creio que diria: “Ou o padre me engana, ou então esses rapazes não creem”. Porventura, não é verdade que alguns, diante do Santíssimo Sacramento, falam, riem, brincam? Infelizmente, é quase de se afirmar que eles não creem? A fé de São Luís, Rei de França – Quando certa manhã se celebrava a missa da capela real de Luís IX, rei de França, Jesus Cristo apareceu à vista de todos na Hóstia consagrada, sob a forma de um menino belíssimo. Os cortesãos correram a dar notícia disso ao rei, convidando-o a ir ver o milagre. Luís, sem perturbar-se, respondeu: “Que vão ver Jesus Cristo nessa Hóstia os que duvidam de sua real presença: eu já creio nesse milagre mais do que se o visse com os meus próprios olhos”. E não se mexeu. Aquela era fé viva! 2 – Adoração Se um grande monarca fixasse a sua moradia junto a um pobre mendigo para assisti-lo, consolá-lo e fazer-lhe favores, que faria esse mendigo? Não se consideraria honrado...? Não se prostraria perante ele? Esse rei monarca, esse Rei benigno é Jesus que mora com uns miseráveis mendigos que somo nós. E deixá-Lo-emos em abandono? Suponde que de improviso entrasse nesta igreja Jesus Cristo em pessoa, visível e fulgurante de luz: que faríamos? Prostrar-nos-íamos com o rosto no chão... Oh! Como O adoraríamos! Mas não é, por ventura, o mesmo Jesus Cristo que habita no Santo Tabernáculo? Não o vemos com os olhos do corpo, porque não poderíamos aguentar o esplendor de sua majestade; mas sabemos que é realmente ele. Também os cegos que corriam atrás de Jesus (como está dito no Evangelho), não O viam, entretanto O adoravam e O suplicavam. Por que não fareis também assim? Adorai Jesus, reverentes, nas igrejas, nas procissões, quando é levado como Viático aos enfermos. Visitai-O amiúde. Podeis ter sua audiência quando quiserdes, sem depender de ninguém, sem tremer à sua presença. Pedi a ele favores. Recordai que a Eucaristia é a fonte de todas as graças, a mina de todos os tesouros. Afervore-vos o exemplo dos santos . Eles compreendiam bem a presença de Jesus na Eucaristia, e como O adoravam! Santa Maria Madalena de Pazzi visitava-O mais de 30 vezes por dia, aproximando-se sempre que podia do Santo Tabernáculo. São Francisco Xavier , o célebre missionário das Índias, pregava todo dia a fim de converter almas, e depois passava grande parte das noites diante do santíssimo Sacramento. São Francisco Regis , achando fechada a porta da igreja, ajoelhava-se do lado de fora, até no frio, no vento e na chuva, e ali ficava a fazer companhia a seu Senhor Sacramentado. São Venceslau , duque da Boêmia, ia de noite, no inverno, visitar as igrejas onde houvesse o Santíssimo Sacramento; e era tal o seu ardor que, caminhando na neve, fazia-a dissolver-se com o seu contato. Santo Afonso de Ligório , apaixonadíssimo de Jesus Sacramentado, não podendo mais ir à igreja porque velho e enfermo, suplicava àqueles que lhe estavam à roda: “Ah! Levai-me à Igreja para a adoração! Tenho uma palavrinha a dizer a Jesus”. São Luís Gonzaga , prostrado diante do Tabernáculo, todo recolhido, era tão incendiado de amor, que parecia um Serafim do Céu. O Venerável Padre Olier dizia frequentemente: “Que prazer seria o meu, se eu pudesse velar todas as noites, como uma lâmpada acesa diante do SS. Sacramento!” Tais exemplos nos falam ainda do reconhecimento e do amor que esses santos tinham a Jesus, e que todos nós deveremos ter. 3 – Reconhecimento e amor De um amigo que vos fizesse um grande presente, recordar-vos-íeis com gratidão. Uma pessoa que vos quisesse um bem imenso, vós retribui-la-íeis com igual afeição. Ora, podia Jesus fazer-vos mais do que fez? Podia amar-vos mais do que vos tem amado? Logo, sois obrigados a amá-Lo também e a ser-lhe reconhecidos. Eu sei que dizeis frequentemente, rezando, as palavras: “Meu Deus, eu vos amo”. “Amo-Vos, meu Jesus”; mas há sempre verdade nestas palavras? O amor se demonstra com fatos. Não poderia o Senhor queixar-se de vós, dizendo-vos: “Em que me haveis amado?” Conclusão Compreendestes o que é a Eucaristia; vistes as provas do amor infinito de Jesus para conosco; percebestes quais são os nossos deveres para com o Augustíssimo Sacramento: agora sabeis prezar dignamente o grande dom que Deus vos fez, o incomparável tesouro que temos em nossas igrejas. Lembrai-vos frequentemente, com fé viva, de Jesus no SS. Sacramento; sede a ele reconhecidos fazendo-lhe com amor verdadeiro, não com palavras, mas sim com fatos. Assim conseguireis tesouros de graças em vida e na morte, e tesouros de graças na eternidade. (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos , G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)
- Comentários Eleison nº 901
Por Dom Williamson Número CMI (901) – 19 de outubro de 2024 MIOPIA DO VATICANO II Pobre homem moderno, tão drasticamente míope, Por essa visão curta, toda a sua vida foi arruinada! Se quisermos salvar as nossas almas para a eternidade, que é o que Deus quer de nós (I Tim. II,4), então devemos estar cientes de que o mundo que agora nos rodeia é um ambiente perigoso para esse propósito, porque, em linhas gerais, durante sete séculos a humanidade esteve lenta mas firmemente diminuindo Deus para tomar o Seu lugar. É uma tentativa tola, destinada ao fracasso, mas que no entanto levou a mesma humanidade à beira do suicídio nuclear. Ora, nesse caminho para a ruína, o maior obstáculo à loucura do homem, a partir da Encarnação, foi a própria Igreja de Deus, instituída, pelo próprio Filho de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, para ser a continuação de Sua Encarnação entre os homens, como a Luz do Mundo para dissipar a confusão dos homens, e o Sal da Terra para prevenir a corrupção dos homens. Infelizmente, o Vaticano II, na década de 1960, foi o ápice das tentativas dos homens de servir ao Diabo, paralisando aquela Igreja, de modo a enviar todas as almas dos homens para o Inferno em vez do Céu. Daí veio a confusão e a corrupção que nos circunda. Mas o Vaticano II teve de ser sutil, porque no século XX a Madre Igreja já tinha analisado e refutado os grandes erros que levaram ao Vaticano II, especialmente o Protestantismo (1517) e a sua descendência, o Liberalismo (1717) e o Comunismo (1917). Entre a série de erros que acompanham estes três, certamente o mais perigoso foi o Modernismo (1907), porque foi liderado por sacerdotes no seio da Igreja, desejando atualizar a Igreja de Deus, adaptando-a ao homem moderno sem Deus. Portanto, foi necessária sutileza para enganar os católicos já alertados para o protestantismo em todas as suas formas (e, pela mesma razão, ainda mais sutileza será necessária por parte do Anticristo para enganar uma humanidade alertada em relação ao iminente Castigo divino). Quando o Arcebispo Lefebvre morreu, em 1991, uma das suas esperanças era que a Fraternidade Sacerdotal que ele fundou em 1970 trabalhasse sobre os erros sutis do Vaticano II, analisando-os e denunciando-os. Seria um trabalho valioso para a salvação das almas, e nesse aspecto destaca-se um livro: Prometeu, a Religião do Homem , do Padre Álvaro Calderón. O livro não é de leitura fácil, mas é altamente recomendável por sua magistral análise tomista do Vaticano II. Aqui está, por exemplo, de forma muito resumida, o primeiro grande erro do Vaticano II, denunciado pelo Padre Calderón: o homem deve ser o centro da religião, porque ele é, entre todas as outras criaturas materiais, a única criatura que é também espiritual. Portanto ele é superior a todas elas, ele é o propósito principal de todas elas, e ele é o propósito principal de toda a criação material, sendo a única criatura criada para si mesma, tendo todas as outras criaturas materiais sido criadas apenas para ele. Portanto, ele deve estar no centro de qualquer religião verdadeira da criação. Mas todo esse argumento deixa de fora o Criador. Se partirmos de Deus e não do homem, então sabemos que a única causa última da criação do homem deve ser a Essência do próprio Deus, porque o único objeto possível da Vontade de Deus é a Sua própria Bondade, pois somente essa Bondade infinita pode satisfazer Sua Vontade infinita. Qualquer criatura, como tudo o que Ele escolhe criar livremente, Ele só pode desejar na, e através da, Sua vontade e do Seu próprio Ser incriado. Portanto, só pode ser Ele mesmo, e não o homem, o fim último da criação, e somente Ele pode estar no centro de qualquer religião verdadeira dessa criação. Todos os argumentos nos documentos do Vaticano II que tentam colocar o homem em vez de Deus no centro da criação que nos rodeia falham por ignorância, voluntária ou involuntária, dos tesouros supremos da filosofia e da teologia da Tradição Católica. Assim, um dos últimos e piores de todos os documentos do Vaticano II, Gaudium et Spes , está, diz o Padre Calderón, permeado pela perniciosa filosofia moderna do Personalismo, pela qual a pessoa humana está no centro de tudo. Não, ela não está. É Deus quem está no centro de tudo. Kyrie eleison.
- Comentários Eleison nº 900
Por Dom Williamson Número CM (900) – 05 de outubro de 2024 900º “COMENTÁRIOS” Onde está a verdadeira Igreja? Aguarde. Ela renascerá, Onde quer que a verdadeira fé tenha permanecido viva. À medida que nos aproximamos do final de 2024, aparece o 900º número destes “Comentários”, que têm surgido uma vez por semana desde 2007. Em meio à confusão na Igreja e no Estado que piora a cada ano que passa, celebramos essa ocasião com outra tentativa de desmontar o erro do modernismo, que tanto dano já causou às almas, especialmente desde a década de 1960, quando conseguiu iludir tantos clérigos católicos de alto nível no desastroso Concílio Vaticano II. O modernismo dentro da Igreja Católica é o erro de querer alinhar a Igreja com o mundo moderno em vez de alinhar o mundo moderno com a Igreja. Pouco antes de Nosso Senhor Jesus Cristo ascender ao Céu, no final do Seu ministério pessoal na terra, durante o qual fundou a Sua Igreja Católica para ser a continuação da Sua Encarnação entre os homens, Ele deixou, como Suas últimas palavras aos Seus Apóstolos, instruções muito importantes: “ Todo o poder me foi dado no céu e na terra. Ide, portanto, e ensinai todas as nações; batizando em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando a observar todas as coisas que eu vos ordenei: e eis que estarei convosco todos os dias, até à consumação dos séculos ” (Mt. XXVIII, 18-20). “ Todo o poder no céu e na terra ” pertence a todas as três Pessoas do Deus Onipotente, mas também foi confiado pelo Pai ao Filho em Sua natureza humana. Portanto, Jesus tem autoridade divina para dizer aos Apóstolos o que eles devem fazer. E o que Ele lhes diz é “ ensinai todas as nações ”: ensinar, não dialogar com; “ todas as nações ”, incluindo Israel e a Arábia Saudita, e não apenas algumas nações: E “ nações ”, não apenas as sacristias, o que significa que a política deve servir a Igreja com a sua influência considerável, a fim de ajudar a salvar almas. E depois que às almas tiverem sido ensinadas as verdades da salvação, então elas receberão os Sacramentos sobrenaturais da salvação, e elas devem “ observar todas as coisas que eu lhes ordenei ”. Em outras palavras, elas devem obedecer aos mandamentos de Jesus, não somente consentir com sugestões Suas . E se por um lado esse programa parece intimidador, por outro elas têm a garantia de que, se cumprirem os Seus mandamentos, terão sempre o Seu apoio e a Sua presença com elas – mesmo em 2024. Mas devem fazer o que Ele diz, e é isso que a Igreja sempre disse e fez, que é a Tradição Católica. Basta uma rápida olhada nessas últimas linhas do Evangelho de São Mateus para nos mostrar quão bem Nosso Senhor planejou e construiu a Sua Igreja Católica. O que aconteceu então? Durante três das suas Sete Idades, dos Apóstolos, dos Mártires e dos Doutores respectivamente, ela prosperou, erigindo-se até aos aproximadamente mil anos da Quarta Idade, a Idade Média que se estende desde o fim do mundo antigo até o início do mundo moderno, por volta de 500 a 1517, quando Lutero pregaria suas 95 teses na porta da Igreja em Wittenberg. Em todo caso, foi Lutero o principal responsável pelo lançamento do protestantismo, pai e mãe de uma série de revoluções que criaram o mundo moderno: naturalismo, racionalismo, LIBERALISMO; ecumenismo, comunismo, MODERNISMO e uma série de outros “ismos”, todos tentando juntar novamente o que Lutero havia quebrado em pedaços, a integralidade do homem dada por Deus à Igreja Católica, mas falhando em fazê-lo por recusarem-se a retornar à verdadeira Igreja da Tradição Católica. O neomodernismo do Vaticano II, tal como o Padre Calderón o apresenta claramente no seu admirável livro Prometeu , é apenas o mais recente na longa linha desses subprotestantismos, que atualizam o homem à custa de Deus. A desculpa astuta era que todos os humanismos anteriores tinham simplesmente resultado em duas Guerras Mundiais, mas a própria Igreja Católica criaria agora um novo humanismo que atualizaria o homem sem desvalorizar Deus. Vã ilusão! Por uma questão de “dignidade humana”, os mandamentos de Jesus tiveram de transformar-se em consentimentos dos homens. Deus não deveria mais estar no comando. Que deus seria esse? Milhões e milhões de católicos perderam a fé n’Ele. No entanto, a Sua verdadeira Igreja ainda vive, nas poucas almas que guardam a verdadeira Fé. Kyrie eleison.
- O homem e a natureza
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 13 de maio de 1972 A JULGAR pelos vestígios que deixaram, e pelas amostras de humanidade dispersa e degradada que os portugueses encontraram nas terras do Brasil, o homem paleolítico vivia num nível cultural de quase exclusiva e obsessiva preocupação de seu relacionamento com o mundo exterior e inferior. Vivia em luta com o meio. Não é fácil reconstituir e imaginar essa situação em que um ser dotado de dimensão racional, da mesmíssima espécie que hoje nos diferencia dos animais, estava obrigado a curvar a razão ainda impotente no domínio dos elementos, sem o socorro dos instintos que os animais possuem para adequar-se ao meio de mesmo nível ontológico. O homem não se espiritualizou gradativamente, isto é, não passou do ser não-espiritual para o ser espiritual por etapas contínuas ou discretas como pensam que pensam os evolucionistas ou como sugeriu o festejado Teilhard de Chardin, que, infelizmente para a Companhia de Jesus e para a Igreja, não foi internado e metido numa camisa-de-força em momento oportuno. TAL TRANSIÇÃO do não-espiritual para o espírito, como se o espírito fosse uma fina emergência da matéria, é um disparate Metafísico. Aliás, o evolucionismo, em que todos os habitantes deste século pensam que pensam, é um disparate físico e metafísico: físico porque contraria a lei fundamental do mundo físico que é a da entropia crescente; metafísica porque contraria o lema: nada passa da potência ao ato a não ser por algo que já esteja em ato . É uma alucinação pensar (ou pensar que pensa) que os átomos de hidrogênio, por acaso, e vencendo improbabilidades fantásticas que Borel e Boltzman chamaram de extra cósmicas, como apelido de impossível, se encontrem numa rosa ou num gato; e ainda mais alucinatório é pensar que aqueles átomos, a mesmo título que uma célula primeira tem no genótipo todas as virtualidades do fenótipo, tenham um encaminhamento necessário finalizado, e já no eléctron solitário ou no próton possuam em ato um germe e uma intenção de se incorporar, mais tempo menos tempo, num grão de areia, numa estrela, num cabelo de uma criança, ou numa lágrima de santo. Tudo viria do hidrogênio. DEIXEMOS a evolução e reconsideremos os nossos pobres antepassados que tanto lutaram para dominar a pedra e para vencer o urso. Sabemos que após longo esforço horizontal o homem começou a imprimir na matéria do mundo as formas pensadas no espírito. Emergem as civilizações e multiplicam-se prodigiosamente as marcas impressas na matéria pela racionalidade do homem. Peço ao leitor que se demore em imaginar esse grandioso espetáculo que foi a ascensão dos homens. Muito antes de ouvir a notícia da próxima descida do Espírito de Verdade, que no Domingo passado ouvimos, a humanidade usou fartamente o espírito do homem, imagem e semelhança daquele, e fartamente espalhou no mundo obras e feitos que ela mesma, com toda razão, admira. * * * MAS, AI DE NÓS! Em certa curva da história, mareada pelo falso humanismo da Renascença e pela Reforma — cujos malefícios sabemos hoje apreciar muito mais vivamente e muito mais dolorosamente do que no século XVI —, a humanidade passou a admirar-se a si mesma de um modo vertiginoso e idolátrico. Estamos repetindo em quatro séculos o mito de Narciso; ou estamos, depois de milênios, tentando uma reprise do Pecado Original. E AGORA vejam o estranho resultado: depois de tão maravilhosas conquistas científicas e técnicas, e pelo fato de se ter inclinado obsessivamente para as coisas inferiores e exteriores, o homem submete o espírito do serviço delas, transubstancia a soberba em concupiscência, e produz o monstruoso mundo tecnocrático que tem, no movimento helicoidal da história assim traçado, o mesmo meridiano do homem das cavernas, a mesma submissão do mundo material, mas em nível fantástica e alucinatoriamente mais elevado. O SENSO comum e a reta teologia nos advertiam de que tamanho desenvolvimento tecnocrático seria letal para o homem sem o proporcionado desenvolvimento civilizacional, e portanto espiritual. INFELIZMENTE para nós, habitantes deste século, Satã ganhou a batalha desses quatro séculos. A guerra, não ganhou nem ganhará. Mas a batalha, o episódio, a etapa, ele contabilizou e nos deixou estupefatos diante desse mistério dos mistérios: o mal e o consentimento de Deus. * * * EM TORNO da Igreja, os maus levitas recém-egressos, ou semiapóstatas, querem desespiritualizar a Igreja de Cristo e do Espírito Santo, como pensam que os homens já desespiritualizaram o mundo. Assistimos a essa tragédia desenvolvida em dois planos: um assalto à Igreja, uma crise in sino Ecclesiae , e a disputa pela hegemonia de uma civilização deformada e deformadora do homem. E aqui já não se divide o mundo em dois hemisférios, o da natureza totalitária e o da moleza liberal. Na dissolução do humano andam os adversários de mãos dadas. NA MARCHA acelerada que a tecnocracia imprimiu ao progresso material, a humanidade cada vez mais se dobra, e mais se inclina para a terra. Alguns mais alvoroçados não escondem certa impaciência de atingirem o ideal de andar de quatro. A maioria evolui numa espécie de fabes dorsalis , cujos primeiros sintomas neurológicos se manifestam pela dificuldade na genuflexão. De um modo ou de outro está em perigo a postura ereta do homem, que só se mantém quando a espinha dorsal da alma é sustentada pelas virtudes teologais.
- Comentários Eleison nº 899
Por Dom Williamson Número DCCCXCIX (899) – 05 de outubro de 2024 LEFEBVRE PÓS 1988 – II É preciso ser santo para ver o quão mau é o mal. E quanto ao restante de nós? Chegamos ao ponto de pensar que o mal nos deixa felizes! Há três semanas estes “Comentários” iniciaram com algumas linhas de verso a mais do que o normal, a fim de tirar a lição das palavras sábias ditas pelo Arcebispo Lefebvre em 1989 sobre a controversa Sagração de quatro Bispos que ele realizou no verão de 1988 sem a permissão oficial de Roma, que normalmente é necessária. No entanto, talvez nem todos os leitores tenham entendido como as linhas do verso se conectavam à linha de pensamento do Arcebispo. E mesmo para aqueles que entenderam, a questão crucial daquelas Sagrações merece sempre ser desenvolvida, razão pela qual retornamos ao assunto. Aqui estão novamente as linhas de verso, em negrito, com as suas respectivas explicações. Um liberal é um lobo vestido de ovelha Aqui está o problema central. Um “liberal” é alguém que imagina que a religião verdadeira não é o catolicismo, mas a liberdade. Assim, ele pode chegar a pensar que o catolicismo, a única religião verdadeira do único Deus verdadeiro, é uma questão de escolha, de sua própria escolha, e ele pessoalmente o escolhe, mas se qualquer outra pessoa quiser escolher qualquer outra das inúmeras religiões falsas, ele também tem a liberdade de fazê-lo. Mas ele não tem. É verdade que Deus dá a cada um de nós, seres humanos, na idade da razão, a faculdade do livre-arbítrio, que nos permite escolher entre a verdade e o erro, entre o bem e o mal, mas Ele não nos dá nenhum direito moral de escolher o erro ou o mal moral. Se Ele me dá a faculdade da razão com seu livre-arbítrio, é apenas para que eu faça bom uso dela escolhendo o que for verdadeiro e bom, para que, ao me recompensar com o Céu, Ele possa compartilhar Sua infinita bem-aventurança. Se eu tenho o livre-arbítrio para escolher o erro e o mal, não tenho "liberdade" para escapar das consequências da minha escolha, que serão, em última análise, caso eu não me arrependa, o fogo do Inferno eterno. Ou seja, eu terei escolhido livremente o Inferno. Somente neste sentido os seres humanos são “livres” para escolher por si mesmos qualquer religião (que eles sabem ser) falsa. Segue-se que se alguém quiser me persuadir de que meu valor ou a minha dignidade como ser humano depende da minha mera faculdade de livre-arbítrio , e não do uso correto que faço dela, então ele está querendo persuadir-me de um erro terrível (ele é um lobo), mesmo enquanto ele finja estar encorajando a minha dignidade (ele está em pele de cordeiro). Toda alma no Inferno tem a “dignidade” de ter escolhido seu tormento; mas que dignidade na realidade é essa? A “dignidade” de blasfemar, para todo o sempre?! No entanto, tal é a doutrina do Vaticano II, com seu Decreto sobre a “Dignidade Humana”: o Estado deve proteger o direito , e não somente a faculdade, de cada cidadão de escolher sua própria religião. Este Decreto absolutamente não é católico. Não é de admirar-se que o Arcebispo jamais o assinou! Julgue pelos frutos: cadáveres de ovelhas amontoados Os frutos do Vaticano II não são milhões e milhões de católicos perdendo a Fé? Claro! O Concílio disse a eles que sua dignidade consiste em escolher a religião que quiserem! Há tantas religiões muito mais fáceis de praticar do que o catolicismo! De que adianta ele ser "livre" Se ele segue obrigado pela Lei décupla de Deus? Eis por que os adoradores da "liberdade" devem ter liberdade religiosa : porque de quem ou de que outra coisa eles querem realmente sentir-se livres senão do próprio Deus e Seus Dez Mandamentos? Eis por que a liberdade religiosa é a chave para a "liberdade", e por que todo liberal se inclina a juntar-se a essa guerra contra Deus, a guerra contra Deus que se alastrou ao nosso redor. Eis por que o Decreto do Vaticano II sobre a "Dignidade Humana" é um crime inacreditável contra toda a humanidade. E nesse mais de meio século desde o Vaticano II, que sinais os altos oficiais da Igreja em Roma deram de abandonar seu miserável Concílio? Na realidade, nenhum! Para o inferno com o Céu! Farei como eu quiser, E que Deus com Seu Inferno golpeiem para sempre! Entre os liberais, pelo menos os líderes sabem exatamente o que estão fazendo. O orgulho deles é diabólico. Eles sabem que estão destruindo a Igreja Católica, e estão desafiando Deus a fazer o pior. Deus, tenha misericórdia! O Arcebispo Lefebvre entendeu o que eles estavam fazendo, mas nem todos os seus seguidores entendem. Kyrie eleison.
- XXXIV – A Sagrada Eucaristia - O amor de Jesus na Eucaristia
A Sagrada Eucaristia O amor de Jesus na Eucaristia II – O amor de Jesus na Eucaristia 1 – O dom, sinal do amor Nesse grande Sacramento, não vedes vós o imenso amor de Jesus Cristo pelos homens? Quando alguém quer bem a outrem, demonstra-lhe o amor com algum dom. os dons são os sinais do amor; e este parece tanto maior, quando mais precioso é o dom. Se afinal quem dá fosse pessoa de alta dignidade, teria então o dom maior valor. E se esse dom fosse deixado por quem está na hora da morte? Quão precioso e caro deveria então se tornar! Refleti agora no dom que nos fez Jesus Cristo na Eucaristia, e por sua preciosidade calculai o amor imenso dele. a) Quem no-lo deu? Jesus Cristo, o Filho de Deus, o qual não se contentou em vir do Céu à terra, fazer-se homem, padecer, morrer numa cruz pela nossa salvação; mas quis ainda ficar em nosso meio, como Pai, Irmão, Amigo, Consolador. b) Que nos deu? Um retrato seu? Um pedaço de sua roupa? Isto já seria um grande dom. Porém, nos deu muito mais. Deu-nos todo Ele: Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Podia Ele dar-nos mais? Não! Aqui exauriu todas as riquezas de sua caridade infinita. S. Agostinho, a esta reflexão, exclama estupefato: Deus é onipotente, mas não podia fazer-nos um dom maior; Deus é riquíssimo, mas em sua riqueza não teve coisa para dar-nos mais preciosa do que isto; Deus é sapientíssimo, e, no entanto, não soube achar um dom mais maravilhoso do que este. Vede que amor! c) Quando nos fez tal dom? Não naqueles dias em que as turbas o seguiam admiradas e empolgadas por suas palavras e pelo esplendor de seus milagres; não naqueles dias em que o pretendiam coroar como rei; e nem quando o receberam triunfante em Jerusalém, gritando a Ele os “Hosanas”. Mas foi naquela tremenda noite em que se maquinava contra sua vida; quando se meditava a traição para matá-lo: In qua nocte tradebatur (1Cor 11, 23); quando se preparavam para ele os flagelos, os espinhos, a cruz! Vede que excesso de amor! E é de se ficar mais assombrado se se pensa que Jesus naquela noite não só previa a sua Crucifixão e sua morte, como previa também todos os ultrajes que lhe fariam os judeus, os hereges e até muitos cristãos a quem ele fazia o dom completo de si mesmo. Sim, desde então viu Jesus os maus tratos e os sacrilégios até de muita juventude ingrata ao seu amor. E, no entanto, não se deteve ao nos fazer um dom tão grande. O amor de Jesus Cristo tudo superou, tudo venceu; e, no excesso desse amor, disse ele ainda que encontraria as suas delícias ao morar com os homens! 2 – Jesus está sempre conosco Jesus quer ficar entre nós não apenas por pouco tempo, mas sempre, até o fim dos séculos; e não nalguma parte apenas da terra, longe de nós, mas em nossos lugares, perto de nossas casas. E não há lugarejo cristão, por menor que seja, no qual não haja a sua igreja onde Jesus está para nós no seu Sacramento de amor, noite e dia. E que está fazendo aí? Está aí para ser o advogado dos pecadores, o amparo dos fracos, o viático dos moribundos, o amigo e conselho das almas. Aí está como pai no meio de seus filhos que ama com um amor infinito. Ele espera as nossas súplicas, deseja prover as nossas necessidades, aliviar as nossas penas, tornar-nos virtuosos e santos para dar-nos o Paraíso. Que está fazendo aí? Ele se fez alimento de nossas almas, e espera que vamos alimentar-nos dEle, e nos faz continuamente amáveis convites: “Vinde a Mim, todos vós que estais fatigados e carregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11, 28). Ele chama a todos até os pecadores, mas deseja de modo particular ter em torno de si as crianças inocentes: a estas reservou as graças mais belas. Que dizeis disso? Não é o amor de Jesus para conosco, na Eucaristia, de sorte a fazer assombrar todo o mundo? Ora, não teremos nós deveres para com esse grande Sacramento? Certamente que os temos! (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos , G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)



![[FOTOS] Votos trienais das Irmãs Maria Madalena, O.S.B. e Maria Emanuel, O.S.B.](https://static.wixstatic.com/media/c73eb9_743a0f7faf65407d853695dc3956ba02~mv2.jpg/v1/fit/w_176,h_124,q_80,usm_0.66_1.00_0.01,blur_3,enc_auto/c73eb9_743a0f7faf65407d853695dc3956ba02~mv2.jpg)






