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  • XXII – Os deveres para com os pais - A obediência

    Os deveres para com os pais A obediência II – A Obediência 1 – O dever de obedecer Esse dever é tão grave, que na lei de Moisés os pais deviam levar seus filhos indóceis e desobedientes perante o povo, para que este os punisse com a lapidação (Dt 21,18-21). Lembrai, ó filhos: os pais fazem para vós as vezes de Deus nesta terra. O próprio Deus vos manda por sua boca; e desobedecer-lhes é desobedecer a Deus. Por isso São Paulo disse: “Filhos, sede obedientes em tudo aos pais; porquanto assim apraz ao Senhor: Filii, oboedite parentibus per omnia; hoc enim placitum est in Domino” (Col 3, 20). 2 – A obediência aos superiores O mesmo São Paulo manda obedecer também aos Superiores: “Sede obedientes aos vossos Superiores, e sede-lhes submissos; porque eles velam como devedores de contas de vossas almas” (Hb 13,17). a) Necessidade da obediência aos Superiores – Em toda parte convém haver quem mande e quem obedeça. Se todo mundo quisesse mandar e viver a seu talante, que seria a sociedade humana? Um caos, ou uma jaula de feras. Tirai a um côro de músicos o chefe: e a música se torna desconcerto; tirai a um exército o capitão: e vereis a desordem das fileiras. Tirai o piloto do navio: e ei-lo ao sabor dos ventos. Também não pode ser ordenada sociedade alguma sem os superiores que a dirijam. b) Excelência e utilidade da obediência – Não se conhece o seu valor. Por isso dizia Santa Teresa: “Vendo o demônio que não havia para levar depressa à santidade caminho como o da obediência, interpõe-lhe muitos desgostos e dificuldades, sob o disfarce do bem”. “Levantar do chão uma palha por obediência, é de maior mérito que fazer uma prédica, um jejum, uma disciplina, ou uma oração de vontade própria” (Rodríguez). Mesmo os atos indiferentes (comer, dormir, divertir-se), e as coisas que nos parecem inúteis, tornam-se meritórias, se se fazem por obediência. O bastão florido – O historiador Sulpício Severo (+410) conta este fato que tem do prodigioso. Um jovem se apresentou ao Abade de um convento a fim de ser recebido entre os monges. O Abade lhe disse: “Estás disposto a ser sempre obediente, renegando a tua vontade?” “Sim”. Então ele plantou no chão um bastão seco, e ordenou a todo dia que se regasse com água do Nilo, distante duas milhas. O jovem curvou a cabeça e cumpriu aquela ordem durante três anos. “Mas que trabalho doido!”, dir-se-á. Entretanto foi de sábio. Por isso premiou naquele noviço a obediência. Ao cabo de três anos o bastão floriu. Até os pagãos reconheceram o mérito dos atos praticados por obediência. A obediência de Agesislau – O historiador Plutarco conta de Agesislau, famoso capitão grego, que estando ocupado na guerra contra os inimigos da pátria, chega-lhe dos éforos a ordem de parar a guerrear. Agesislau obedeceu prontamente. E Plutarco conta que essa obediência mereceu a Agesislau maior honra e fama do que tudo o que já havia feito em sua carreira marcial. c) Sem a obediência perdem o valor até as obras mais santas – O sacrifício e a desobediência de Saul – Saul voltava glorioso da guerra contra os amalecitas; e contra a ordem de Deus, a ele comunicada por Samuel, poupou o gado para com ele fazer um holocausto a Deus. Mas eis que chega Samuel e lhe diz: “Procedeste nesciamente. Deseja porventura Deus as vítimas? Sabe, pois, que Deus te rejeitou, e não mais reinarás sobre Israel” (IRs 13). 3 - O exemplo de Jesus Se houve no mundo quem poderia eximir-se da obediência, foi por certo o divino Redentor. Era Deus: a Ele, por conseguinte, deviam obedecer a todos os reis da terra e todos os povos. E, no entanto, ninguém foi tão obediente quanto Ele. Sua ocupação em toda a sua vida foi obedecer em tudo ao Pai Eterno, e Ele próprio o declarou: “O meu alimento é fazer a vontade d'Aquele que me enviou” (Jo 4, 34). E São Paulo exalta a obediência de Jesus, dizendo dele: “Humilhou-se fazendo-se até a morte, e morte de cruz” (Fl 2,8). E como obedeceu a seu divino Pai, também obedeceu por 30 anos a Maria Santíssima e a São José, que eram criaturas suas. O Evangelho compendia a vida privada de Jesus ao dizer que era a eles submisso: Et erat subditus illis (Lc 2, 51). Vedes que exemplo deu Jesus? Ele, Criador do Universo, era obediente às suas criaturas! 4 – Quando se pode desobedecer? Pode-se obedecer aos pais e superiores quando eles mandam coisas más, isto é, contrárias aos mandamentos de Deus e da Igreja: por exemplo, se mandassem roubar, dizer mentiras, odiar, não fazer a Páscoa? Em tais casos a obediência seria pecaminosa; e então é preciso recordar que “se deve obedecer mais a Deus do que aos homens” (At 5, 29). Porém, mesmo ao desobedecer, se tal ocorresse, devem os filhos usar de todo o respeito, fazendo saber aos pais e superiores que não querem ofender a Deus. “Papai, hoje é domingo.” – Um pai sem religião mandou um filho lavrar no campo num dia santo. O filho disse-lhe respeitosamente: “Papai, hoje é domingo”. “E que queres dizer com isso?”. “Quero dizer que há o mandamento de Deus para não trabalhar nos dias santificados”. “Mas que mandamento?! Estes são para as crianças, tu agora estás grandezinho...”. O filho prontamente: “Então eu não te obedeço, pois afinal o quarto mandamento não me convém”. O pai mordeu os lábios sem responder. E eis uma boa maneira de se recusar às ordens injustas dos pais. 5 – Qualidade da obediência Para que então seja a obediência aceita por Deus, e meritória, deve ser: a) Pronta – São Bernardo diz: “O verdadeiro obediente não sabe o que seja preguiça ou demora: até previne as ordens”. Quando Zaqueu, que se achava em cima da árvore, foi chamado por Jesus, desceu prontamente, como está dito no Evangelho: Festinans descendit (Lc 19, 6). b) Simples – Diz S. Paulo: “Obedecei na simplicidade de vosso coração, como a Cristo” (Ef 6, 5). Deve-se obedecer sem discutir acerca do que é ordenado, e sem querer saber o porquê. S. Pedro e S. André, ao ouvirem de Jesus Cristo o convite: “Vinde, far-vos-ei pescadores de homens”, não disseram: “Mas onde? Mas como? E depois? Como viver?” Não! Obedeceram com simplicidade, deixando sem hesitações as redes. c) Alegre – “Deus ama quem dá alegremente, diz ainda S. Paulo” (2 Cor 9, 7). Deve-se obedecer, não resmungando, ou soltando lamentos, ou mostrando mau humor; mas voluntariamente e de bom grado, refletindo no prazer que se dá a Deus e na recompensa que se terá dele. d) Sobrenatural – Não por motivos humanos, por interesse, por ambição; mas porque Deus o quer. Escutai o que diz S. Paulo: “Filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor (isto é, por amor do Senhor): Filli, oboedite parentibus vestris in Domino” (Ef 6, 1). Obediência interessado não tem nenhum valor diante de Deus. 5 – Os defeitos Tal deve ser a obediência. Entretanto... Em muitos filhos faltam todas as quatro qualidades que ela deve ter. quando se lhes manda alguma coisa, respondem: “Agora não! Fazei vós isso! Por que sempre a mim?! Isso é cansativo!”. E depois se obedece à força. Mas isso é obediência? Agradará ao Senhor? Recordai o que diz o Espírito Santo: que só o verdadeiro obediente cantará o hino da vitória: Vir oboediens loquetur victoriam (Prov 21, 28). (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)

  • Voltando de viagem

    Por Gustavo Corção, publicado n’o Globo em 26-05-1973 AGORA confesso: estive um mês e mais uns dias a viajar. Confesso. Eu que já resistira a uma dúzia de convites, fui desta vez arrancado de minha toca pelos amigos franceses de Office International, dirigido pelo admirável Jean Ousset, que lá na França luta o mesmo bom combate em que aqui estamos empenhados. Chegaram até lá, ao que parece, os ecos de nossas mal traçadas linhas, e o fato consubstanciou-se num convite sumamente honroso para o Brasil: o de nos designar para presidir a sessão de abertura. Assim, nesse ano, o Congresso de Lausanne, que consegue, graças a um prodígio de esganação, reunir 3700 pessoas vindas de todo o mundo, foi aberto com uma mensagem de um representante do Brasil. JA NO ano anterior, o admirável trabalho de D. Helena Rodriguez e D. Graça Pierotti, o stand do Brasil fez um grande sucesso. Neste ano além da homenagem prestada ao Brasil, observamos o interesse crescente com que todos os católicos da verdadeira e única Igreja de Cristo veem o Brasil resistir à subversão, e o interesse crescente com que acompanham a crescente prosperidade dada ao Brasil por um Governo de mareada e nítida autoridade, em confronto com a catastrófica experiência chilena, promovida pelo espúrio conúbio da democracia-cristã e do comunismo. Neste ano éramos quatro os integrantes da representação brasileira: D. Graça Carvalho Pierotti, Dr. Gerardo Dantas Barreto, Prof., Elias Jorge Tambur e eu. COUBE-ME a alocução de abertura e da apresentação do conferencista Marcel Clement. E aí está explicado, a força que venceu meu arraigado estilo de vida. Minha última e única viagem à Europa fora feita de navio, em 1928. Desta vez eu viajei de avião e tive a curiosa sensação de não ter tido medo nenhum. Atribuo isto à idade. O fato é que, posto dentro daquele bólido, eu me senti despojado de toda pretensão a qualquer iniciativa. Ali no meu banco, no regaço da VARIG, eu sentia a inocência e a irresponsabilidade de um recém-nascido. Não prestei a menor atenção às instruções da aeromoça para o emprego de não sei que instrumentos de emergência para conservar em toda a sua limpidez minha inerme inocência de recém-nascido. NESTE estado de espírito fui atirado por cima do Atlântico e só recuperei a faculdade de me inquietar quando, no chão de Paris, comecei a sentir que retomava a responsabilidade e a iniciativa de meus atos. NA VERDADE, os principais fatores de minha conversão à via aérea se devem à extrema gentileza com que D. Alice Klauz, retora da VARIG me instalou no aparelho que logo tomou, para o velho sedentário, misteriosas dimensões domésticas. NÃO ESPERE de mim, leitor amigo, impressões de viagem, porque estive sempre tão intensamente interessado pelos problemas da civilização e da Igreja, tão intensamente interessado em ouvir, em conversar sobre a grande dor de nossa Santa Igreja, que não me sobravam olhos para os lagos da Suíça. UMA DAS mais fortes impressões que trago do Congresso de Lausanne é a de uma densíssima fraternidade cristã apurada pelo sofrimento comum. O que eu escrevo nestas colunas e causam espanto nos meios clericais era coisa sabida pacificamente por 3 700 pessoas vindas de todos os cantos do mundo. Nas horas das refeições fazíamos sempre testes curiosos. Em mesas grandes, e sem lugares marcados, tínhamos em cada refeição vizinhos de acaso, e tivemos sempre, depois de poucos minutos de cerimônia, o mesmo resultado de um entendimento perfeito. E vimos que as queixas contra a anti-igreja, que tantos ilustres prelados não sabe distinguir da Igreja, eram sempre as mesmas quer fossem franceses, americanos, italianos, ou argentinos os comensais. COMPREENDI a razão do caloroso aplauso de minha alocução. Não me aplaudiam por achar admiráveis minhas palavras: aplaudiram-me cem comovente calor porque simplesmente sentiam a dor da Igreja como eu a sinto e tantas vezes aqui a exprimo. E também aplaudiram o Brasil que na Europa é tão caluniado pela anti-igreja. EM TODOS os contatos, curtos ou demorados, sistemáticos ou casuais, sentíamos sempre nossa solidariedade com a Igreja e nossa consonância em todos os problemas trazidos pelo "progressismo". Ali, entre 4.000 desconhecidos estrangeiros, sentimos verdadeiramente como é doce vivermos entre irmãos. OUTRA impressão fortíssima foi a que tivemos na 1ª missa antes da abertura do congresso, na qual, simplesmente, reencontrávamos a missa de Pio V, a missa em latim de nosso velho missal e onde então vimos, consolar evidência, que a posição certa do padre só pode ser aquela, voltada para Deus, na proa do navio, e não aquela outra em que, numa reviravolta, o padre se transforma em conferencista, e se deslumbra com a súbita descoberta de um auditório ou de uma plateia. NUM DOS intervalos das sessões senti-me envolvido por braços magríssimos de um ancião de cabelos compridos que me transmitia o agrado que lhe dera minha alocução. Despedi-me afavelmente sem saber quem era aquele espectral personagem. Alguém me informou que era o vivíssimo Dietrich von Hildebrand, o autor de "Cavalo de Tróia", e então foi minha vez de procurá-lo, e nossos ossos se entrelaçaram num paternal e demorado abraço. Ficamos amigos de infância. TORNO a dizer que, para mim, a impressão dominante do congresso de Lausanne foi a alegria da convivência cristã que certamente reanimará muitas almas entristecidas pelo espetáculo que a Caricatura da Igreja oferece ao mundo, e que a mim me devolvia o júbilo dos bons tempos em que o relincho do Cavalo de Tróia não nos ensurdecia para a voz belíssima da Igreja, una, santa, católica e apostólica. Queira Deus que todos os 3.700 congressistas de Lausanne de 1973, tenham voltado aos seus postos com zelo mais fervoroso para bom combate. NUM PONTO insisto: o congresso de Lausanne do Office International é o movimento, o fenômeno europeu que melhor tem servido para desfazer o destorcido retrato do Brasil difundido em toda a Europa pelos "progressistas". De inúmeras pessoas do mais alto nível, como Dietrich von Hildebrand e Jean Madiran (em Paris) ouvimos com grata satisfação a mesma declaração de confiança no Brasil. E eu fiquei a imaginar aproximações entre esses homens e nossos dirigentes com o fruto de uma reduplicada noção de nossa responsabilidade, não apenas em termos de prosperidade e tranquilidade internas, mas em termos universais de uma civilização periclitante. CREIO NÃO me enganar se assim interpreto a confiança que aquela família espiritual francesa deposita no Brasil. Por cima de valores nacionais e mesmo culturais, o problema maior é o da defesa de uma civilização cristã que agoniza esmagada por um mundo estúpido e cruel. Sim, mais de uma vez ouvi na Europa este ato de confiança no papel que cabe ao Brasil na defesa dos mais altos valores. É agradável ouvir tais apreciações sobre nossa pátria, mas também é esmagador o sentimento da decorrente responsabilidade. Sempre me parecera que a luta espiritual se decidirá nas terras mais antigas da cristandade; mas se eles mesmos, com todas as suas maravilhosas catedrais, seus santos e suas tradições nos dizem que esperam o socorro de nós (de vous! nos disse Madiran), então, meu Deus, a nossa responsabilidade se torna esmagadora, e o mais inútil servidor da Igreja de Cristo poderá dizer, como o marujo de Fernando Pessoa disse ao "Mostrengo": uma vontade mais alta me ata à esferográfica, aqui nestas colunas sou mais do que eu... E AOS QUE desejam, febrilmente, o alívio de minha ausência só posso dizer que tenham um pouco de paciência, e que esperem a hora de Deus, como também eu a espero, e quase me atrevo a dizer que a desejo.

  • Comentários Eleison nº 814

    Por Dom Williamson Número DCCCXIV (814) – 18 de fevereiro de 2023 GENTILEZA: HERESIA? A “gentileza” muitas vezes deve ser deixada de lado. Quando os homens são brandos, podem ser cruéis sendo gentis. Agradeçamos a Deus por todo o bem que a Fraternidade Sacerdotal São Pio X fez e ainda faz pelas almas, mas é preciso reconhecer que ela mudou em relação ao que era sob o Arcebispo Lefebvre (1905-1991). Aqui está um testemunho interessante de alguém que conhece a Fraternidade: Ao longo de alguns anos, notei uma mudança na orientação que atualmente se adota em um seminário da FSSPX em relação à formação sacerdotal e ao discernimento da vocação ideal para o sacerdócio. Por exemplo, será que tenho razão em distinguir entre a sã doutrina (que a FSSPX ainda manifesta) e uma “gentileza” que se desenvolveu em sua apresentação, que parece estar impregnando e dificultando a capacidade da Fraternidade de combater os erros e pregar a doutrina sem inibições pelo respeito humano? A apresentação “gentil” da sã doutrina pode tirar alguém de muitas situações delicadas, porque se se lhe acusam de transigir, sempre pode responder que a doutrina não está sendo mudada, mas somente que a situação exige uma abordagem mais branda. Esta resposta cheira a liberalismo, mas se for velada pela fidelidade à doutrina, então um homem pode pensar que não há compromisso. No entanto, não se está perdendo aquela simplicidade pela qual as almas sabem exatamente o que se deve dizer ou fazer? Tenho a sensação de que não consigo compreender em que consiste exatamente essa nova mentalidade. O senhor acha que há algum fundamento em minha preocupação de que a ortodoxia possa eventualmente estar sendo prejudicada? E aqui está uma segunda questão que não está desconectada da primeira. Na formação do seminário para o sacerdócio, não se deveria apreciar e encorajar os seminaristas que querem ir além da superfície das coisas para penetrar até as últimas consequências da verdade? No entanto, nos últimos anos os padres ou seminaristas da FSSPX parecem ter-se tornado “suspeitos” caso façam perguntas ou tentem entender o raciocínio por trás das decisões. Mesmo que alguém demonstre a maior prudência e respeito, o simples fato de questionar algo está sendo visto com preocupação por parte das autoridades da FSSPX. Assim, as personalidades mais fortes são as mais rigorosamente escrutinadas, e, mesmo que tenham vocações, parecem experimentar um período mais difícil no apostolado. Então, o senhor acha que é ingênuo de minha parte questionar se os homens bons que buscam pregar Cristo Rei com eficácia, sem serem politicamente corretos, ainda poderão continuar dando frutos no apostolado, uma vez que o foco na FSSPX (pelo menos aparentemente) agora está mais na imagem da Tradição do que na luta pelas almas? Quero oferecer minha vida por Deus, mas será que alguém na minha posição pode ter dificuldade, tendo em vista esse atual enfoque da Fraternidade? Claro que Deus pode fazer conosco o que quiser, e não sabemos o futuro, nem deveríamos, mas pergunto se o senhor acha que o tipo combativo está sendo neutralizado por um espírito que praticamente evita o confronto e dissuade qualquer análise independente. A aplicação dos princípios da Fé ao âmbito secular certamente está intimamente associada ao reinado de Cristo sobre toda a sociedade, e não apenas à vida espiritual pessoal. Kyrie eleison.

  • Ordenação do Rev. Pe. Elias Tortio Guiao, MCSPX

    Fotos da ordenação sacerdotal do Rev. Pe. Elias Tortio Guiao, MCSPX, das Filipinas, ocorrida no dia 11 de fevereiro de 2023, no Mosteiro da Santa Cruz.

  • Conferência de lançamento do livro "Vencedores e Vencidos", por D. Tomás de Aquino

    Evento de lançamento da obra Vencedores e Vencidos, de autoria de D. Tomás de Aquino, ocorrido no Mosteiro da Santa Cruz no dia 01/01/2023.

  • XIX – O Serviço de Deus - O modo prático de servir a Deus

    III – O modo prático de servir a Deus Deveis: 1 – Romper logo a amizade com o demônio Deixai os maus companheiros e os maus hábitos... e readquiri a graça de Deus com uma boa confissão. Não digais: fá-lo-ei mais tarde, aos poucos. Deve-se fazer isso imediatamente. Dizei também: “Agora começo: essa minha transformação vem da direita do Altíssimo (Sl 76,11). E não deveis meter na cabeça que para servir a Deus é preciso afinal levar uma vida triste e melancólica. Isso é um engano em que o demônio faz cair muita gente. Não, não. Para se ser fiel servo de Deus não é absolutamente necessário cessar de rir e de se divertir. “Servi o Senhor na alegria”, diz o Espírito Santo (Sl 99,1). A única coisa da qual vos deveis abster é o pecado. Isto sim, que é causa de tristeza: disse-o Deus (Is 48,22). São Luís Gonzaga, São Vicente de Paulo, São Filipe Néri, não foram por ventura alegres? 2 – Orar Com a oração ficareis facilmente na graça de Deus. a) Pela manhã, assim que sairdes do repouso, levai logo o pensamento a Deus e dizei bem as vossas orações. Depois dizei ao Senhor: Eu, rezar-vos-ia mais devo, porém, atender às minhas obrigações, ao estudo, à escola, ao trabalho. b) Durante o dia lembrai-vos amiúde de Deus, e recitai alguma jaculatória. c) À noite, antes de vos deitar, agradecei ao Senhor o bom dia que vos concedeu; depois ponde-vos na cama com algum pensamento bom. 3 – Oferecer a Deus as ações Todas as obras que fizerdes (o estudo, o trabalho e até o honesto divertimento) oferecei-as a Deus. Tais coisas valerão como orações. Com a boa intenção torná-las-ei mais aceitas pelo Senhor, adquirindo com isso muitos méritos. A agulha de coser – João Soto, irmão leigo da Companhia de Jesus, em vida era alfaiate; mas o seu trabalho era oração, porque fazia unicamente para servir a Deus. Na hora da morte, depois de receber os Sacramentos, pediu uma agulha, e mostrando-as aos confrades, disse: “Eis a chave que abrir-me-á a porta do Paraíso”. Queria dizer: Com o humilde trabalho manual, a Deus dirigido, ganhei o Céu. Vêdes? Todo mundo se pode santificar, servindo o Senhor em sua profissão: o operário usando o martelo, o mecânico, o agricultor, o advogado, o médico, o escolar...; desde que se faça tudo com intenção reta; porque Deus olha mais para os corações do que para as obras (1 Reis 16,7) 4 – Oferecer os padecimentos Tudo que sofreis, o frio, o calor, a fadiga, a pobreza, as doenças, a desonra, as ofensas que vos forem feitas pelos demais... oferecei tudo ao Senhor, dizendo-lhe: Seja tudo por amor a Vós. 5 – Lutar contra as tentações e as paixões “A vida do homem na terra é uma guerra”, diz Jó (7,1); por isso devemos sempre lutar com inimigos que nos fazem a guerra; tais inimigos são as nossas paixões e tentações. Jesus Cristo disse, claramente que o Reino dos Céus se conquista com os esforços e tê-lo-ão os que se fazem violência: Regnum coelorum vim patitur, et violenti rapiunt illud (Mt 11,12). Talvez seja um pouco dura essa luta: mas lembrai que tendes sempre ao lado Deus que vos assiste, e em que deveis confiar. Assim obereis a vitória. Conclusão Resolução, pois, e coragem. Diga cada qual: “Doravante quero servir realmente o Senhor”. E quando o demônio vos convidardes para o seu serviço, deveis dizer: “Vai para longe de mim, Sanatás!” (Mc 8,33). Nunca mais terás o que fazer comigo. Aquele a quem servirei é Deus; a Ele terei eu como Senhor único do meu coração, na observância da sua lei; porque só ele me pode tornar feliz nesta e na outra vida”. Sim, ó queridos filhos, “sirvamos todos a Deus com santidade e justiça perante ele, por todos os dias de nossa vida” (Lc 1, 74-75). (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)

  • Comentários Eleison nº 799

    Por Dom Williamson Número DCCXCIX (799) – 5 de novembro de 2022 79 SEMINARISTAS – II Como os “bons” clérigos católicos podem errar tanto? A influência modernizadora é muito forte. Nestes “Comentários” da semana passada se mencionou a notícia de uma entrada recorde para o novo ano letivo de 79 jovens para experimentar sua vocação ao sacerdócio católico tradicional nos quatro seminários maiores da chamada “Fraternidade Sacerdotal São Pio X”. Esta deveria ser uma boa notícia para toda a Igreja Católica, porque todo padre tradicional uma vez ordenado será uma fonte de sacramentos tradicionais para o benefício de todas as almas católicas. Mas, na realidade, pode não ser uma notícia tão boa, por duas razões em particular, as quais requerem oração, e das quais apenas uma foi mencionada na semana passada. A segunda razão precisa de pouca explicação, mas é muito real: a eletrônica. Quando o Pe. Franz Schmidberger era Superior Geral da FSSPX, de 1982 a 1994, um leigo lhe teria dito certa vez que a eletrônica destruiria seus sacerdotes. Ele se referia, é claro, ao pântano de tentações contra a pureza sagrada que a televisão e a Internet disponibilizavam com tanta facilidade; e isso foi antes mesmo da invenção do Smartphone, que chegou alguns anos depois. E realmente, não está se tornando quase sobre-humano para um jovem nascido e criado muito depois da invenção dessas máquinas manter-se longe de sua sedução? É claro que Deus e Sua Mãe podem conduzir um rapaz ou uma moça através de um labirinto de esgotos e trazê-los cheirando a rosas, mas dado o respeito de Deus pelo livre-arbítrio com o qual Ele dotou cada um deles, não podemos razoavelmente supor que casos assim serão a exceção e não a regra? E, nesse caso, quantos dos 79 rapazes não depararão com esse tipo de obstáculo no caminho para o sacerdócio? Cada sacerdote católico fiel é um grande presente de Deus. Devemos rezar por todas as 79 vocações... Quanto à primeira razão, apresentada nos “Comentários” da semana passada, é menos óbvia, porque não envolve a pureza física, mas, o que é mais grave, a pureza espiritual da fé. Um leitor havia sugerido que o movimento da chamada “Resistência” católica atual poderia ter tido mais êxito em atrair vocações (como as 79), argumentava, se se tivesse estruturado adequadamente, como é muito mais comum nas comunidades católicas, como os quatro grandes seminários da “FSSPX”. Na semana passada, estes “Comentários” começaram a responder que, anormalmente nos dias de hoje, uma ênfase na estrutura é suscetível de distrair do que é mais importante, a saber, a fé católica, e que se pode temer que seja isso o que esteja acontecendo nos quatro seminários mencionados. Nesse sentido, aqui estão dois pontos distintos, o segundo dos quais terá de esperar até os “Comentários” da próxima semana. Em relação ao primeiro ponto, afirmou-se aqui na semana passada que a essência da crise atual da Igreja consiste na ruptura do Vaticano II entre Autoridade Católica e Verdade Católica, quando as mais altas autoridades da Igreja, reunidas em Concílio, abandonaram oficialmente a Tradição da Igreja pela modernização “eclesiástica”. Isso significou que, a partir de então, os católicos tiveram de escolher: ou agarrar-se à Autoridade “obedecendo” aos modernistas e abandonando a Tradição, ou agarrar-se à Verdade e desafiar mais ou menos as aparentes “autoridades” da Igreja – podendo ainda escolher qualquer uma das várias combinações possíveis de parte da Verdade e parte da Autoridade em qualquer lugar entre os dois polos. Quanto ao Arcebispo Lefebvre, sua escolha foi o máximo respeito possível pela Autoridade em Roma, o que seria coerente com não abandonar a Tradição (porque a Verdade Católica só pode estar de acordo com a Tradição). Mas quando em 1988 as autoridades romanas o puseram contra a parede pela recusa implícita delas de cuidar da Tradição, então para ele a doutrina (a Verdade) finalmente prevaleceu sobre a diplomacia (em relação à Autoridade, finalmente sem verdade). E assim ele desafiou os romanos consagrando quatro Bispos, na “Operação Sobrevivência”, em vez de “obedecer” à Autoridade sem verdade no que teria sido a “Operação Suicídio”. A “Operação Sobrevivência” assegurou à sua Fraternidade por mais de duas décadas a primazia da doutrina (a Verdade); mas depois, ao esforçarem-se para obter a aprovação oficial da Fraternidade, seus sucessores transformaram a Fraternidade na Neofraternidade, ao preferirem a Autoridade (o reconhecimento de Roma) à Verdade (a defesa da Fé). Eles estavam renunciando ao coração e à alma do Arcebispo: a defesa heroica daquela Verdade que é o coração e a alma da Igreja. Sua Neofraternidade poderia ser mais popular e mais confortável, mas não seria mais fonte de mártires. Kyrie eleison.

  • Comentários Eleison nº 798

    Por Dom Williamson Número DCCXCVIII (798) – 29 de outubro de 2022 79 SEMINARISTAS – I Que Deus abençoe os jovens que nos dias de hoje buscam a vontade de Deus. Mas, as estruturas os ensinarão? Temos de rezar. Uma boa notícia para o que se pode chamar Neofraternidade Sacerdotal São Pio X é que este ano teve em seus quatro seminários principais, tomados em conjunto, uma entrada recorde de 79 jovens que se mobilizaram para experimentar suas vocações para o sacerdócio católico tradicional: Flavigny (Écône), França, 21; Zaitzkofen, Alemanha, 21; Dillwyn, EUA, 28; e La Reja, América Latina, 9. No mundo antitradicional de hoje, isso é uma proeza admirável, e embora alguns desses candidatos certamente não haverão de perseverar até o sacerdócio, representa uma séria esperança de muitos deles estarem disponibilizando sacramentos católicos daqui a, digamos, seis anos. Em contraste, o único seminário clássico do que se pode chamar o movimento “Resistência” em Morannes, na França, tem apenas um ou dois jovens que entram este ano para experimentar a sua vocação. Pelo menos um leitor destes “Comentários” se pergunta se a “Resistência”, desde o momento em que começou, não deveria ter-se estruturado com uma Congregação e um seminário organizados – como o foi com a Fraternidade do Arcebispo Lefebvre – para recolher e reunir refugiados e dissidentes daquela FSSPX original, em vez de deixá-los simplesmente desaparecer na obscuridade independente. O mesmo leitor concede que a substância ou o conteúdo da Neofraternidade já não é o que era sob o Arcebispo, mas atribui esse declínio mais a uma falta de liderança do que a uma manutenção da estrutura e da organização, de modo que se tão somente a “Resistência” não tivesse tendido a desistir da estrutura, poderia ter tido mais sucesso do que, por assim dizer, um ou dois para 79. A questão é séria, e existe desde o início da “Resistência”, porque Nosso Senhor instituiu a Igreja Católica como a monarquia de um Papa (Pedro) com Apóstolos (Bispos) e Discípulos (Padres), e leigos organizados hierarquicamente abaixo dele, tendo cada membro dessa hierarquia um Superior legítimo ou Superiores legítimos, inclusive o Papa, que responde a Deus pela forma como governa a todos os católicos abaixo de si. Esta estrutura já é clara no Novo Testamento desde o início da Igreja, e depende da obediência de todos os católicos aos seus respectivos Superiores para que a Igreja se mantenha unida, e para salvar almas para a eternidade, mantendo intactas a verdade e a moral católicas. Ademais, pela Sua própria morte atroz na Cruz, Nosso Senhor deu aos católicos o exemplo sublime da obediência de que precisariam como Seus seguidores para fazer a vontade do Pai no céu. No entanto, essa obediência e a estrutura da Igreja que a acompanha não é um fim em si mesma. Seu fim ou propósito final é a salvação das almas para a glória de Deus. Assim, o último cânon do Código de Direito Canônico da Igreja afirma que “A lei suprema é a salvação das almas”. Mas as almas não podem salvar-se se a menos que agradem a Deus, e não podem agradar a Deus sem fé (Hebreus XI, 6). Portanto, um propósito primordial da Autoridade da Igreja é proteger a Verdade Católica entre os homens contra a devastação que lhe será causada pelos seus pecados originais e pessoais. Em outras palavras, a Verdade Católica é o propósito e a substância da Autoridade Católica, e não o contrário. Assim, em Sua Paixão, Nosso Senhor diz a Pedro que Satanás o colocará à prova, mas Nosso Senhor estará a rezar para que a sua “fé não desfaleça”, e uma vez que o próprio Pedro “se tenha convertido novamente” (entenda-se, de sua tripla negação da Verdade), então que utilize sua Autoridade para “fortalecer os seus irmãos”, ou seja, os outros Apóstolos. A Verdade é a base da Autoridade de Pedro (Lc. XXII, 31). Mas o coração e a alma da atual crise da Igreja, sem precedentes em toda a história da Igreja, é que o Vaticano II (1962 a 1965) separou a Autoridade Católica da Verdade Católica. A partir de então, contando para trás seis Papas sucessivos, a hierarquia católica abandonou a Tradição Católica, forçando todos os católicos que acreditam tanto na Verdade quanto na Autoridade a se tornarem mais ou menos esquizofrênicos. Se o Arcebispo Lefebvre não tivesse aberto o caminho do regresso à Tradição, ou seja, à Verdade, nunca existiriam essas 79 vocações. Mas será que, na Neofraternidade, será ensinada a sua maior lição? Leia estes “Comentários” na próxima semana. Kyrie eleison.

  • A statement to our American benefactors

    The entity below, in Chicago, is NO longer authorized to receive donations on behalf of our monastery. 223 West Jackson Blvd. Suite 615 Chicago, IL 60606 + Thomas Aquinas, OSB Please, if you want to send us donations, use one of the other means indicated here: TO HELP US

  • Mais duas vestições no mosteiro de nossas Irmãs beneditinas

    Dia 7 de outubro de 2022, festa de Nossa Senhora do Rosário, duas noviças recebem o santo hábito de nossa ordem beneditina. Ajude nossas irmãs. Torne-se um benfeitor delas fazendo-lhes uma doação regular, ou rezando todos os dias por suas intenções. As irmãs rezam todos os dias de maneira especial por seus benfeitores. Banco Bradesco - 237 Agência: 3573 4 Conta: 868763 3 Maria Mônica Macêdo de Brito [Irmã Maria Salete] CPF: 195 583 685 04 Pix (celular):​ ​71 99992 2405 ENVIAR COMPROVANTE PARA: (71) 999922405

  • Missas pelos defuntos

    + PAX Caros amigos e benfeitores, Aqueles que desejarem poderão enviar para nosso e-mail sua lista de falecidos, pois, como de costume, um sacerdote do mosteiro celebrará uma missa cada dia por essas intenções durante o mês de novembro. O mosteiro não exige espórtula para estas missas. Favor colocar no assunto do e-mail: LISTA DE FALECIDOS Enviar a: secretaria@mosteirodasantacruz.org.br Mosteiro beneditino da Santa Cruz, Nova Friburgo-RJ, Brasil Para nos ajudar : www.mosteirodasantacruz.org U.I.O.G.D.

  • Masses for the holy souls

    + PAX Dear friends and benefactors, Those who wish can still send us to their list of deceased, because one of the priests of our monastery will offer a mass each November day in these intentions. The monastery does not request a stipend for these Masses. Put this in the e-mail subject, please: LISTA DE FALECIDOS Send to: secretaria@mosteirodasantacruz.org.br Benedictine Monastery of the Holy Cross, Nova Friburgo-RJ, Brazil Support us: www.mosteirodasantacruz.org U.I.O.G.D.

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