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- Comentários Eleison nº 908
Por Dom Williamson Número CMVIII (908) – 7 de dezembro de 2024 “SILENT MAJOR [MAIOR SILENCIOSA]” Lutero encabeçou o caminho para todas as coisas modernas? Então, dar ouvidos ao homem moderno deve levar ao erro. O que raios é “Silent Major [Maior Silenciosa]”? É um oficial do exército que não fala muito? Na verdade, não. É talvez uma maneira de nomear a característica mais interessante do livro escrito pelo Arcebispo Georg Gänswein, publicado no ano passado, intitulado: Nada além da verdade. Minha vida ao lado de Bento XVI [ Who believes is not alone. My life beside Benedict XVI ]. Gänswein foi escolhido pelo Papa Bento XVI para ser seu secretário particular de 2003 até a sua morte, no último dia de 2022. Como secretário do Papa por todos esses anos, Gänswein esteve intimamente envolvido em assuntos do topo da Igreja Católica, e seu livro naturalmente relata detalhes interessantes de muitos desses assuntos. No entanto, do ponto de vista da Tradição Católica, “Silent Major” é o que mais interessa. Em lógica, “Silent Major” indica aquela parte essencial de um silogismo quando ela não é mencionada, como uma forma de abreviar um silogismo expresso por completo, porque o conteúdo da “Silent Major” é supostamente óbvio demais para precisar ser mencionado. Um silogismo é um argumento que consiste em três proposições conectadas: duas Premissas, Maior e Menor, e a Conclusão que pode ser deduzida das duas Premissas quando ligadas entre si. A Maior pode ser comparada a uma futura mãe, a Menor a uma parteira, e a Conclusão ao bebê. Assim, a Maior inclui implicitamente a Conclusão, mas a Menor é necessária para tornar essa Conclusão explícita, mostrando que está incluída na Maior. Assim, o silogismo mais famoso de todos é: Maior: “Todos os homens são racionais”, Menor: “Sócrates é um homem”, Conclusão: “Portanto, Sócrates é racional”. Com a “Silent Major”, o silogismo pode ser abreviado como, "Sócrates é um homem, então ele está destinado a ser racional", ou, mais curto ainda, “Por ser um homem, Sócrates é racional”. Na vida diária, estamos o tempo todo silogizando, ou deduzindo uma coisa de outras duas coisas, mas é raro apresentarmos os silogismos por completo. Frequentemente deixamos de fora a Maior ou a Menor, mas mais frequentemente a Maior, e então temos um caso da “Silent Major”. Aqui estão mais dois exemplos: “Futebol é um esporte, então é uma perda de tempo”. E “A Tradição Católica não alcança o homem moderno, é uma perda de tempo”. As “Silent Majors” aqui são que “Todo esporte é uma perda de tempo” e “Qualquer religião que não alcance o homem moderno é inútil”. Assim, em seu livro, Gänswein pinta um retrato basicamente simpático da vida dentro do Vaticano, e especialmente do próprio Papa Ratzinger como um homem brilhante, mas humilde, basicamente um acadêmico que nunca teve qualquer desejo de ser Papa, pois teria preferido aposentar-se em algum lugar tranquilo onde pudesse ler e escrever livros. Na verdade, ele escreveu sessenta e seis livros, que são, sem dúvida, cheios de muitas intuições sábias e tradicionais, como era sua vida diária, tal como Gänswein relata. Foi por isso que muitos tradicionalistas naquela época depositaram sua esperança e confiança nele. No entanto, no final das contas, o Papa os decepcionou. Por quê? Por causa da “Silent Major”. Pois, de fato, Ratzinger, como todo modernista, estava obcecado em chegar ao homem moderno. Portanto, para ele, a Verdade imutável da Tradição Católica que ele conhecia, sempre tinha que ser pelo menos expressada de uma forma que se adequasse ao homem moderno. Mas Lutero, disse um famoso “filósofo” alemão, Johann Fichte (1762-1814), foi “o primeiro homem moderno”. E leia Três Reformadores de Jacques Maritain para ver como o mundo de hoje está mergulhado na revolta de Lutero contra a Igreja Católica – que é, na verdade, contra Deus. Então, como qualquer modernista vai adaptar a Verdade divina ao homem moderno ímpio sem recorrer à ambiguidade, a caminho da heresia absoluta, que também pode ser encontrada nos escritos de Joseph Ratzinger? E que peso pode haver por trás das melhores intuições do Arcebispo, Cardeal ou Papa Ratzinger? Se ele acredita na “Silent Major”: “O Catolicismo deve alcançar o homem moderno”, então, na melhor das hipóteses, ele só pode acreditar pela metade na Verdade Católica. Mas a Verdade Católica é tudo ou nada. Se eu acredito em apenas uma heresia, perdi a Fé Católica. O Arcebispo Lefebvre não estava exagerando quando disse em 1990 que Roma havia perdido a Fé. No entanto, Gänswein retrata a Roma apóstata e os romanos como se fossem bastante normais. Ele só pode ser ele mesmo uma vítima da “Silent Major”. Kyrie eleison.
- A flagelação continua
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 27 de abril de 1972 O ÚLTIMO número de REALIDADE vem demonstrar cabalmente, a quem ainda duvide, que existe no tão decantado mundo de hoje uma encarniçada, rebuscada e requintada flagelação de Jesus. Já não falo em desrespeito, em ultraje, em blasfêmia, porque todas essas categorias foram ultrapassadas, digo melhor, foram ultrapassadas e tornaram-se inacessíveis aos jocosos flageladores do século em que o homem vai à Lua mas não consegue alcançar seu próprio coração. A NOVO approach inventado pelos rapazes da mais irreal Realidade começa pela cafajestagem numa página pesadamente intitulada JESUS NA D'ELE; progride no mais palmilhado lugar comum, na via asinorum que aponta o Salvador como UM REVOLUCIONÁRIO NA PALESTINA; galga o cume da atualidade e da moda na página SURGE UM HIPPIE NA GALILÉIA e finalmente atinge o fim obscuramente procurado na página O ANTI-PADRE EM NOME DO PAI (inspirada no título de um livro holandês). Culmina o approach de Realidade na página O HOMEM QUE É FILHO DE DEUS. A PRIMEIRA abordagem parece que se passa em torno de uma peça de teatro de um jovem. Em certo ponto diz Carlos Eduardo: "Jesus nasceu em Jerusalém, ali por dezembro. Morreu no dia de finados na cruz, parece que de cãibra." O Baixim retruca: "Jesus é amor... e agora em sabor limão." E o redator: "E aí a questão: Jesus virou sabor limão para ser consumido mesmo fora das Igrejas...". EIS amostras do tom. Esses rapazes um dia envelhecerão; não digo que crescerão ou aparecerão, digo que inevitavelmente envelhecerão e irresistivelmente morrerão. Terão tempo então de realizar alguma realidade que justifique e explique a fastidiosa vida que viveram quando tinham todos os dons físicos e fisiológicos para o exercício do respeito e da admiração pelas coisas respeitáveis e admiráveis, e pelas adoráveis. Mas pode acontecer que o trepidante e implacável Hoje, o monstrengo que adoram, não lhes permita essa oportunidade; podem amanhã ou depois ser apanhados numa esquina do mundo por uma das engrenagens do século, e só desejo que tenham alguns segundos de consciência para se arrependerem da molecagem que fizeram com o maravilhoso acervo de dons que receberam, e com os quais compuseram um strogonoff de molecagem à cores. É triste ser moço assim, moço com os milhões de anos que tem a humana estupidez que pretende responder a seu modo aos dons divinos. É triste, mas não é novo. Nem será a última vez, porque o mesmo Jesus, que hoje tantos perseguem, prometeu-nos, prometeu-lhes, estar conosco até o fim do mundo, para oferecer sua Santa Face aos que não tiveram a oportunidade histórica de cuspir e de esbofeteá-la nos dias de Sua carnal e cruenta Paixão. Como Ele mesmo disse a Saulo no caminho de Damasco — "Por que me persegues?" —, quando já era no seu Corpo Místico que se fazia a perseguição, diremos nós hoje que é em Sua Igreja que Jesus é escarnecido, é ultrajado —, e não faltarão maus levitas e legiões de mercenários e maus pastores para se alegrarem com esse "interesse" que os órgãos de comunicação e publicidade demonstram pela figura e pelo nome de Jesus. Não faltarão "espíritos largos" e filósofos otimistas para assinalar o lado positivo, os fragmentos de evangelho, os bens da Igreja neste bem planejado e já quase planetarizado ultraje ao Sangue que nos salvou. * * * NA SEGUNDA parte da reportagem de Realidade , como já disse, estamos diante da pons asinorum , isto é, do cediço lugar-comum de Cristo "revolucionário". A ideia parece inteligente, mas é burríssima porque no sentido próprio e atualíssimo do termo não há nada mais absolutamente oposto ao mito da revolução política do que a pregação de Jesus. "Realidade" quer que Jesus tenha o olhar de um Fuhrer, a barba de um Guevara, e até a morte de nosso Tiradentes. Um contestador político. Ora, não há ninguém infinitamente distante do reformador social do que Jesus Cristo. E quando digo "reformador social" não me refiro aos militantes políticos que lutam ardorosamente pelo bem comum temporal, coisa que pode até constituir um dever; refiro-me especialmente àqueles que veem no correr da história um sentido polarizado por um paraíso secularizado. A maior veemência de Jesus, como é fácil provar, está sempre nas respostas que dá aos secularizantes da época, a começar pelos doze todas as vezes que escorregam nessa direção. LEIAM o que ouviu o pobre Pedro, já eleito Papa pelo próprio Jesus, quando logo a seguir tem ideias que resolveriam o "affaire" que já se adensava em torno de Jesus e já anunciava uma tragédia misteriosa: a Paixão do próprio Filho de Deus. Leiam a passagem (Luc. XIII, 1) em que "enquanto Jesus pregava chegam alguns com a notícia da morte de vários galileus, cujo sangue Pilatos misturou com os sacrifícios". Imaginem a cena: galileus são massacrados dentro do templo pela polícia do representante de César. Que horror, e que tema para um revolucionário! Mas Jesus, como sempre que via puxarem para o chão a sua missão do céu, dá uma resposta desconcertante e aproveita o drama apenas para lembrar que estamos sempre em perigo de morrer e o que importa acima de tudo é fazer penitência para ter boa morte. E ASSIM como não se vê um só gesto revolucionário provocado por quem o queira horizontalizar, agora, ao contrário, mostro um episódio que reduza pó a caricatura de Jesus revolucionário. Pergunto ao leitor alfabetizado: qual é o homem, a pessoa que Jesus declaradamente mais admirou diante dos doze? A resposta é fácil e está em Mateus, cap. VIII, 1, 11: a pessoa louvada é o centurião que lhe vem pedir a cura de seu servo e que, ouvindo Jesus dizer que lá iria e o curaria, respondeu com estas palavras maravilhosas, que durante vinte séculos todos os cristãos repetirão antes da Comunhão: "Senhor, eu não sou digno que entreis sob meu teto, dizei uma só palavra e meu servo será curado." E Jesus, ouvindo-o, maravilhou-se e disse aos que o seguiam: "Em verdade vos digo, que não vi ninguém em Israel com tamanha fé." Esse centurião era, nem mais nem menos, um odiosíssimo agente do Imperialismo Romano. * * * E MAIS não digo sobre Realidade, mesmo porque o próprio Senhor Jesus em outra passagem, não menos veemente, nos aconselha a não "dar pérolas aos porcos".
- XXXV – A Devoção a Maria Santíssima - A verdadeira devoção
A Devoção a Maria Santíssima A verdadeira devoção III – A verdadeira devoção A verdadeira devoção à Mãe de Deus consiste: Em não desgostá-la; Em amá-la; Em imitá-la. 1 – Não desgostá-la Que é o desgosto? É aquilo que ofende a Jesus que ela ama como filho e como Deus. Todo pecado desgosta Jesus; e se o pecado é mortal não só o desgosta, como o crucifica de novo, conforme diz São Paulo: Rursus crucifigentes... Filium Dei (Hebr 6, 6). Imaginai que haja uma mãe aqui com um filho nos braços. Apresenta-se-lhe um malvado para fazer-lhe um presente: mas, no ato de fazer-lhe o presente, atravessa com um punhal o coração de menino. Que dizeis de tal celerado? E a pobre mãe, olharia para o seu presente? Mesmo que lhe presenteasse o mundo inteiro, não se contentaria; ao contrário, com isso teria traspassada a alma. Assim acontece com os jovens que em honra de Maria recitam orações, trazem no pescoço sua medalha, ou fazem a ela qualquer obséquio, acreditando assim ser devotos seus; quando com os pecados, ferem a seu Filho Jesus. Meus caros, se alguém é mau, colérico, desobediente, orgulhoso, mentiroso, desonesto nas palavras e nos atos... não adianta trazer consigo a medalha, não adianta fazer outros obséquios a Nossa Senhora! Maria Santíssima deseja primeiro que não se ofenda a Jesus. Quando o rei Davi mandou seu exército contra seu filho rebelde Absalão, disse aos soldados: “Poupai-me o filho: Servate mihi puerum Absalon ” (2 Rs 18, 5). O mesmo pedido dirige Maria a quem a honra: “Poupai-me o meu Filho Jesus!”. A honra por Salomão prestada à mãe – Salomão, sucedendo ao rei Davi seu pai, no início de seu reinado quis horar e exaltar a sua mãe Betsabéia. Que fez? Preparou-lhe um magnífico trono, onde a fez sentar-se à sua direita. Aí ela lhe disse: Eu gostaria de pedir-te uma graça”. E o rei: “Então pede, mãe, e contentar-te-ei”. Betsabéia pediu uma graça em favor de Adonias (irmão de Salomão). Ante esse pedido o rei esquece a afeição materna, a reverência filial, a palavra de rei: e em vez de conceder a graça, ordena a morte de Adonias (3 Rs 2,19). Eis o comportamento de muitos para com a grande Mãe Maria: dizem-se seus filhos devotos, exaltam-na e pretendem agradá-la em tudo. E depois? Quando ela pede uma só graça, negam-lhe. Ela pede que não se maltrate seu Filho Jesus, que é também nosso irmão; quantos no entanto o estraçalham e o crucificam de novo com os pecados! Isto é a honra que se lhe renda? Queremos, afinal, ser devotos de Maria? Longe do pecado! Devoção e pecado não podem juntar-se! Ob. Dir-se-á: Não é Maria o refúgio dos pecadores? R. Sim, e ai de nós se o não fosse! Mas de que pecadores? Daqueles que multiplicam as culpas? Que abusam da sua bondade? Ah! Não! Protegê-los seria aprovar o mal; e é blasfêmia dizer que Maria Santíssima queira isso. De que pecadores afinal? Disse-o ela própria a Santa Brígida: “Eu sou a mãe dos pecadores que se querem emendar: Ego sum mater peccatorum se emendare voltentium ”. Para estes, sim, ela é refúgio, esperança, advogada. 2 – Amá-la Porém não desgostar a Maria é pouco demais. É mister também amá-la. Um filho que só se contente em não desgostar à mãe, e é indiferente no resto, que filho é? O amor terno à mãe é o primeiro e principal dever de um filho. Nós devemos amar a Maria que é nossa mãe, a qual nos ama com um amor desmedido; e o nosso amor deve ser o mais sincero e o mais ardente. Por maior que seja ele, jamais será suficiente para contrabalançar o seu amor por nós. Deveríamos pensar sempre nela, invocá-la; desejar e rejubilarmo-nos que ela seja amada também pelas outras criaturas; entristecermo-nos ao vê-la desprezada e maltratada. Amor de obras – E não basta que tenhamos a chama escondida dentro de nós: ela deve revelar-se aos de fora. “A prova do amor são as obras”, diz São Gregório Magno: Probatio dilectionis exhibitio est operis . É mister pois servir Maria, render a ela homenagens e obséquios como a Mãe e Rainha. Isto é amor! Como a amavam os santos? Jamais cessava de falar-lhe; São Boaventura não cansava de escrever-lhe; São João Damasceno, São Bernardino, Santo Afonso de Ligório com ardentíssimo zelo pregavam-lhe as grandezas, apaixonando por ela milhares de pessoas. S. Luís, S. Estanislau, S. Filipe Neri manifestavam-lhe seu amor com lágrimas, com o rosto iluminado, com palpitações no coração. Amemos assim também nós a Nossa Senhora, e seremos verdadeiros devotos seus; e ela ser-nos-á ainda mais liberal de seu amor e de sua proteção, porque nos diz: “Eu amo aqueles que me amam: Ego diligentes me diligo” (Prov 8,17). 3 – Imitá-la Dentre todos é este o mais grato obséquio à Virgem, e ao mesmo tempo o mais frutífero para nós. A imitação é uma consequência do verdadeiro amor. Disse um antigo escritor: “O amor ou encontra os que se assemelham, ou então os torna semelhantes”. Por isso empenharemos Maria a nos amar muito mais e a nos salvar, se nos dispusermos a copiar em nós as suas virtudes, propondo-nos a ela por modelo. Ela é a mais pura da Virgens: imitá-la pois na pureza. Ela foi incomparável na caridade, na humildade, na paciência, no recolhimento, no amor à pobreza: nós também devemos praticar estas virtudes para nos assemelharmos a ela. Escutai como exorta S. Boaventura: “Ó vós todos que amais Maria, revesti-vos dela: que ela refulja nos vossos costumes esplenda nas vossas obras”. Os três espelhos – Uma menina de bons sentimentos, mas um pouco vaidosa, do colégio, onde era educada, escreveu à mãe, pedindo-lhe que lhe mandasse um espelho. A mãe respondeu que ao invés de um, mandar-lhe-ia três. Chegaram de fato três embrulhos. A menina abre o primeiro, e ali encontra um verdadeiro espelho, com a inscrição: “Eis o que és”. Abre o segundo e lhe aparece a figura de uma caveira, com as palavras: “Eis o que serás”. Abre o terceiro, e ali vê uma imagem de Maria Imaculada, e a advertência: “Eis o que deves ser”. A mocinha compreendeu qual era o desejo da mãe: beijou aquela imagem e se propôs querer para o futuro imitar as virtudes de Maria Santíssima, pretendendo-a como modelo. Assim devíamos fazer nós: ter em tudo por modelo Maria Santíssima. Então sim, poderíamos dizer que possuímos a verdadeira devoção a ela: a devoção que nos salvará, pois é esta a sentença do Abade Guerrico (que é o eco das divinas Escrituras, do ensinamento da Igreja e das doutrinas dos Santos Padres): Qui virgini famulatur securus est de Paradiso : Quem serve à Virgem, a essa Rainha tão poderosa, a essa Mãe tão boa, está seguro do Paraíso. (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos , G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi) Fim da obra
- Comentários Eleison nº 907
Por Dom Williamson Número CMVII (907) – 30 de novembro de 2024 PUNIÇÃO CORPORAL É Deus quem projeta e cria todas as crianças. Se se negligencia Suas próprias instruções, elas vão à loucura. “ Poupe a vara, e estrague a criança ” é um velho provérbio, que remonta certamente a muito antes do nosso tempo, pelo menos ao Antigo Testamento, em, surpreendentemente, muitos lugares. Oito deles estão citados aqui abaixo, com comentários, mas é muito provável que haja ainda mais. O que importa é perceber que se as Escrituras insistem tanto nisso, é porque o princípio vêm não apenas do senso comum natural, mas, em última análise, do próprio Deus para nos instruir sobre como a natureza humana, especialmente das crianças, deve ser formada. Claro que as circunstâncias modernas devem ser levadas em consideração, como, por exemplo, uma legislação fundamentalmente perversa pela qual os chamados “serviços sociais” de um governo podem tirar meus filhos de mim e da minha esposa se ousarmos encostar um dedo neles. Mas a série de citações das Escrituras nos diz pelo menos o que pensar sobre tais “serviços sociais”. Vamos começar com Provérbios XIII, 24, uma versão quase literal do nosso provérbio: Aquele que poupa a vara, quer mal ao seu filho: mas aquele que o ama, não tarda em corrigi-lo . Já Provérbios XIX, 18 é um apelo ao bom senso. O castigo corporal deve ser usado com justiça, mas sem excesso: Castiga teu filho, não desesperes: mas não deves cometer o excesso de lhe dares a morte . Provérbios XXII, 15 evoca o pecado original que é a grande verdade por trás da necessidade do castigo corporal: A loucura está ligada ao coração de uma criança, mas a vara da correção a afastará . Provérbios XXIII, 13 é outro apelo ao bom senso: não matará a criança aquecer seu traseiro: Não poupes a correção a uma criança: pois por lhe bateres com a vara, ela não morrerá . Provérbios XXV, 20 declara o quão insensato é estragar uma pessoa má (ou criança travessa) sendo muito bonzinho: ... lançar vinagre numa ferida: isso faz aquele que canta para alguém de coração mau . Provérbios XXIX, 15, 17 declaram o efeito bom ou ruim sobre os pais de punir ou não punir, respectivamente, as crianças: 15 A vara e a correção dão sabedoria, mas a criança que é abandonada à sua própria vontade envergonha a sua mãe . 17 Corrige teu filho, e ele te consolará, e dará prazer à tua alma . Eclesiástico XXII, 6 repete o ensinamento de Provérbios sobre o valor do castigo corporal: ... o chicote e a doutrina nunca devem ser dispensados (“chicote” aqui significa “surra”). Eclesiástico XXX, 1–12 é um pequeno tratado sobre o valor de cuidar da educação dos filhos: Aquele que ama seu filho, frequentemente o castiga, para que possa alegrar-se mais tarde, e não vá bater nas portas dos outros. 2 Aquele que instrui seu filho será louvado nele, e se gloriará nele mesmo entre seus conhecidos. 3 Aquele que instrui seu filho causa inveja ao seu inimigo, e entre seus amigos se gloriará dele... 6 Pois ele deixou um defensor de sua casa contra os inimigos, e alguém que retribuirá as gentilezas de seus amigos... 9 Adula o teu filho, e ele te causará medo: brinca com ele, e ele te entristecerá. 10 Não rias com ele, para que não venhas a sofrer por isso, e acabes com ranger de dentes. 11 Não lhe dê liberdades em sua juventude, e não feches os olhos às suas extravagâncias. 12 Incline seu pescoço enquanto ele é jovem, e fustiga-o nos flancos enquanto ainda é criança, para que não venha a endurecer-se, e não te obedeça, e venha a ser a dor da tua alma . Os “psicólogos infantis” de hoje não ensinam aos pais o oposto do Antigo Testamento? Não é verdade que muitos pais tendem a desistir de disciplinar ou instruir seus próprios filhos, preferindo entregá-los nas mãos dos estados ímpios, e mesmo deixá-los serem controlados por estes? E será que essas crianças se tornariam melhores dessa forma? A julgar por uma multidão de jovens de hoje... Kyrie eleison.
- Comentários Eleison nº 906
Por Dom Williamson Número CMVI (906) – 23 de novembro de 2024 CAOS CONTROLADO Deus, então, se retirou; uma punição bastante justa. Mesmo assim, os homens seguem decididos a falir! Se há uma palavra que descreva o estado da Igreja Católica hoje, certamente essa palavra é “caos”. A estrutura normal da Igreja é a de uma pirâmide, com a própria Autoridade de Deus descendo através do Papa, dos cardeais, dos bispos e dos padres, todos erguidos por Deus para cuidar de Suas ovelhas, ou leigos, no nível terreno. Essa hierarquia consiste em homens falíveis, de cima a baixo, que podem cometer erros em todos os níveis. No entanto, se em circunstâncias normais um Superior da hierarquia se comporta mal, ele geralmente tem um Superior próprio a quem terceiros podem apelar contra seu mau comportamento, porque qualquer Superior da Igreja normalmente tomará decisões de acordo com o Direito Canônico e, com um mínimo de boa vontade, de acordo com a Verdade e a justiça. E assim, em circunstâncias normais, de baixo para cima, é possível apelar até Roma. No entanto, o que acontece quando o ser humano falível no topo dessa pirâmide perde seu senso da Verdade e da justiça, e até mesmo sua boa vontade? Só pode haver caos na Igreja de cima a baixo, porque a Igreja Católica foi projetada por Deus para ser uma monarquia na qual há Sua própria Autoridade divina para proteger as grandes verdades da salvação, para que Ele possa povoar Seu Céu com almas que compartilhem a Sua bem-aventurança. Essa Autoridade é reconhecida e exercida em todos os níveis da hierarquia, mas de modo supremo pelo Papa, que não tem acima dele nenhum Superior humano, mas apenas Deus. Segue-se que se o Papa, ou o homem de branco que é universalmente aceito como Papa, perdeu todo o senso da Verdade, que é a única razão pela qual somente ele recebe sua imponente Autoridade sobre a Igreja, superando todas as autoridades meramente humanas, então a Igreja está em estado de caos, de cima a baixo. Nesse aspecto, a Igreja Católica se assemelha a uma boneca marionete, que consiste de várias peças de madeira colorida sustentadas por cordas, e estas sustentadas acima pelo marionetista. Se por um momento o marionetista soltar as cordas, a boneca inteira desmorona em um amontoado de pedaços de madeira desordenado. Se por um momento Deus Todo-Poderoso soltar Seu Papa e Seus cardeais em Roma, Seus bispos, padres e leigos se transformarão em um amontoado de católicos, desunidos e divididos entre si, muitos deles se esforçando para recriar em seu próprio cantinho uma aparência daquela Autoridade divina que pode vir somente de Deus. O que mais eles podem fazer? Os católicos mais sábios reconhecem sua impotência básica, que persistirá a menos e até que Deus restabeleça um Papa Católico. Enquanto isso, os católicos devem fazer o que puderem para restaurar a catolicidade, e ajudar todos os outros católicos a fazerem o mesmo, contanto que tenham a Fé Católica (e aqui, que ninguém pretenda ser infalível!). E quanto ao Papa, ou aquele que se apresenta como tal? A perspectiva correta sobre a história da humanidade é que, por causa do pecado original, cada uma de suas Sete Idades é lançada por uma figura fundamental, seguida por um período de decadência que se estende até que a figura fundamental seguinte seja designada por Deus para levantar a humanidade novamente, e assim vai até que o Anticristo ponha fim à Sétima Idade do Mundo, que foi introduzida pelo próprio Deus com a Sua Encarnação, há cerca de 2000 anos. Essa Sétima Idade terá sido de longe a maior, pois a Encarnação de Deus em si foi o momento decisivo da história humana, o clímax de todas as Sete Idades, e a Encarnação continuou desde então através da Igreja Católica, com Jesus continuando a viver e a salvar almas para a eternidade entre todas as raças e nações. Mas Deus, para honrar o homem, escolheu confiar Sua Igreja não a anjos, mas a homens falíveis, sem transformá-los em robôs tirando-lhes seu livre-arbítrio. Isso significa que Ele se expôs à possibilidade de que os ministros humanos de Sua Igreja eventualmente abusassem muito de seu livre-arbítrio dado por Deus a ponto de destruir Sua Igreja. Foi o que aconteceu virtualmente no Vaticano II (1962–1965). Em 1968, Deus deu à humanidade uma segunda chance, quando orientou o Papa Paulo VI a condenar os meios artificiais de controle de natalidade na Encíclica Humanae Vitae . Mas toda a humanidade, não apenas os católicos, se levantou em revolta para condenar o velho vestido de branco, que vivia em Roma, que se supunha não saber nada sobre matrimônio. Deus Todo-Poderoso então disse, por assim dizer: “Tudo bem. Façam do jeito de vocês. Se não querem a Minha Igreja, tenham a sua própria, e vejam se gostam dela. Adeus por enquanto. Entrem em contato assim que quiserem a Minha Igreja de volta. Enquanto isso, eu a manterei viva, em estado de angústia. Estarei esperando notícias de vocês. Eu ainda vos amo”. Kyrie eleison.
- Permanência em Lausanne
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 4 de maio de 1972 NA HORA em que traço estas linhas, nossa PERMANÊNCIA e nossa irmã paulista HORA PRESENTE estão acampadas em Lausanne (Suíça) no Congresso anualmente promovido pelo Office Internacional que a equipe de Jean Ousset dirige com extraordinária dedicação. O QUE é o Office International ? É uma das mais importantes organizações de católicos leigos empenhados em "obras de formação cívica e de ação cultural segundo o direito natural e cristão", e também, ou principalmente, empenhados no gigantesco esforço que é preciso fazer para recuperar os valores cristãos que os agentes da subversão, disfarçados em ainda católicos, atiraram pelas janelas. Em ligação com diferentes grupos, complementando várias tendências, o Office International é intransigentemente fiel à Igreja, à ortodoxia e exige de seus membros um viril repúdio pelos movimentos de subversão e massificação. A LUTA contra os inimigos de Deus e dos homens trava-se em várias frentes, e por isso o Office International, que se vem formando há quase vinte anos, organizou equipes para cada uma dessas trincheiras. O lema dessa admirável organização está no título do livro de Jean Ousset: "Pour qu’ll règne". Para que o Cristo reine . O OFFICE International nasceu depois da Segunda Guerra Mundial numa França dilacerada e invadida por invasores que deixaram à invasão de Adolf Hitler um apagado e modesto segundo lugar entre os grandes desastres da História. Aproveitando-se da humilhante derrota de 40, os comunistas comeram os democrata-cristãos e produziram a Resistance que a nada resistiu, mas preparou a Épuration que desonrava a França. Foi nesse tempo que nasceu esse monstro chamado "progressismo cristão" cuja morrinha hoje nos asfixia. E quem o diz, pela pena do historiador Adrien Dansette, é o jesuíta Pe. Bigo, que há pouco tempo, 69, esteve no Brasil. Eis o que diz o Pe. "Bigo: "foi na Resistance, no contato prolongado com os comunistas que os católicos fizeram a bouleversante descoberta da revolução em marcha, e que nasceu o progressismo". NESSES "contatos prolongados" que roçam pela obscenidade, hoje desabrochada, os católicos ficaram maravilhados com uma revolução socialista que já havia fracassado, que já havia produzido a maior hecatombe da História e que cometera a torpeza de firmar um pacto com o nazismo contra a civilização, e nesse deslumbramento deixaram de transmitir aos pobres idiotas do comunismo francês a bouleversante notícia da Encarnação do Verbo Divino. A GRANDE família espiritual do catolicismo francês, que desde sempre e principalmente nos tempos de Pio X demonstrava uma decidida e intransigente aversão pelo revolucionarismo ateu, começou a lenta e progressiva rejeição do corpo estranho. O Office International é um dos grupos da verdadeira França católica que luta na verdadeira Resistance . DEPOIS de várias tentativas e penosos fracassos, o Office International tomou pé e hoje constitui uma das mais vigorosas organizações de leigos católicos. EM 1964 realizou na cidade de Sion seu primeiro Congresso em torno de um tema, ou de um dos desafios do mundo moderno; os demais congressos, 1965, 66, 67, 68, 69, 70 e 71, realizaram-se em Lausanne com os seguintes temas: "O Homem em Face do Totalitarismo", "A Informação", "Leigos na Cidade", "Política e Lei Natural", "Pátrias, Nações, Estados", "O Sentido Cristão da História", "Cultura e Revolução". O tema deste ano foi "Força e Violência". * * * UM TRAÇO dessa família espiritual francesa, que não pode deixar-nos insensíveis, é o da marcada simpatia pelo verdadeiro Brasil, em face da avalancha de calúnias produzida na Europa desde nossa vitória contra o comunismo. Em artigo de 16/07/70 chamei a atenção de meu leitor para os artigos do jornal francês Rivarol em defesa do Brasil. Entre os colaboradores desse hebdomadário destacamos Edith Delamare, com seu artigo com o título Gigantesco Esforço , onde a autora mostrava o enorme avanço do Brasil desde 1964. PERMANÊNCIA pôs-se em contato com esse grupo e encontrou em todos os seus militantes uma calorosa e comovente confiança no papel que o Brasil desde já representa na defesa da dignidade do planeta, e na defesa dos valores cristãos sem os quais a humanidade regredirá espantosamente. FICAMOS amigos de Rivarol , amigos do Office International e amigos de Itineraires . * * * E É POR isto que neste ano PERMANÊNCIA enviou suas diretoras, a Sra. Graça Carvalho Pierotti e a Sra. Helena Rodrigues, que conseguiram, também num gigantesco esforço, organizar um enorme documentário sobre o Vrai Brésil . No momento em que escrevo esta nota, nossas cores ocupam um stand onde numerosos painéis mostram que o Brasil trabalha, que o Brasil progride, e que a rejeição da intrínseca perversidade foi feita no Brasil em nome de Deus. Mais de sessenta quilos de documentos e fotografias estão neste momento sendo apreciados em vistosa arrumação pelos 4 000 visitantes que de todas as partes do mundo se reúnem em Lausanne e abrem a primeira sessão com um "Credo in unum Deum..." em latim e em gregoriano. HORA PRESENTE enviou o professor José Pedro Galvão de Souza, que foi um dos conferencistas deste ano. * * * ESTAMOS lutando, estamos trabalhando. E não temos outro programa, outro desejo senão este de trabalhar e lutar, com todos os companheiros do mundo católico, para que o Cristo Volte a reinar na civilização que quer nascer.
- XXXV – A Devoção a Maria Santíssima - Bondade de Maria
A Devoção a Maria Santíssima Bondade de Maria II – Bondade de Maria Podem-se exprimir os tesouros de bondade em Maria? Estamos num mar que se não exaure. 1 – As figuras antigas Maria foi figurada nos símbolos de piedade e de salvação. a) Recordai a Arca de Noé - Na qual encontrou salvação não só o homem inocente, o cordeiro e a pomba, mas acharam-na até as feras. A essa Arca se assemelha a Virgem, em quem acham salvação os justos e os pecadores. b) Recordai o Arco-íris – O qual apareceu após o dilúvio, como sinal de paz entre Deus e os homens. Ao arco-íris se assemelha Maria, que, aplacando a justiça divina, obtém para o mundo graça e perdão. Logo toda ela é bondade. 2 – Maria é Mãe Há nome tão doce, tão terno e que desça tanto ao coração como o de mãe? E quem pode calcular o amor de mãe? Maria que é a Mãe de Deus é também nossa mãe! Jesus Cristo no-la deu lá no Calvário; quando estava moribundo sobre a cruz. Voltado para sua Mãe Santíssima, que se achava imóvel e num mar de angústias ao pé da cruz, apontou-lhe S. João (o seu discípulo predileto), dizendo: “Ó mulher, eis aqui o teu filho: Mulier, ecce filius tuus ” (Jo 19, 26). Depois disse ao discípulo: “Eis a tua mãe: Ecce mater tua ” (ib. 27). Desde esse momento nós todos, que estávamos compreendidos na pessoa de S. João, nos tornamos filhos de Maria Santíssima, sucedendo nos direitos que tinha Jesus Cristo para com ela. Maria, então, pela última disposição de Jesus agonizante, tornou-se a nossa mãe caríssima. Ora, qual será o coração dela a nosso respeito? Quais as suas solicitudes? Poder-se-á comparar o seu amor aos das mães terrenas? Diz S. Afonso que não; afirma até que se o amor de todas as mães terrenas que existiram, que existem e que existirão no mundo, se unisse e se concentrasse num só coração, nada seria em comparação ao que Maria dedica a nossa alma. 3 – É a Corredentora Vede-o, o amor de Maria nos fatos. Como ela foi constituída mediadora de paz entre Deus e os homens e corredentora do gênero humano, eis que, pelo grande amor para conosco, consentiu que morresse na Cruz o seu Filho; e quis, ainda, estar presente à sua morte, a fim de que o sacrifício fosse cumprido pelo Filho e pela Mãe ao mesmo tempo. Imaginai agora as dores que Maria sofreu por amor nosso! Aqueles sete gládios, onde ela teve transpassado o coração, dizem-nos que Maria nos quis tanto bem, que cooperou para sacrificar o seu Jesus a fim de livrar-nos do inferno e nos dar ao Paraíso. Vedes o esforço de caridade heroica que fez por nós? 4 – Maria continua a nos amar Não vedes as graças que ela continuamente do Céu derrama sobre a terra? Não vo-lo dizem os numerosos Santuários, as basílicas, as igrejas, os altares, as imagens que lembram os inumeráveis prodígios operados por ela em favor dos filhos. Que sorte, então, é a nossa! Que pensamento consolador para todos: saber que temos uma mãe afetuosíssima, que sente compaixão de nossas dores, que nos socorre em todas as necessidades, que nos protege, e que nos dá as graças apenas quando é invocada, mas até sem que nós lhe peçamos: “ Livre, te praz sem súplica valê-lo ”. (Par. XXXIII,18) Occurrit ejus pietas prius quam invocetur (Ricardo de S. Vítor) Ama os pecadores Ainda há isso a acrescentar! Uma rainha terrena, por boa que seja, não amará por certo os súditos rebeldes ao rei; no entanto, a Rainha do Céu ama até os inimigos do Rei dos reis, isto é, os pecadores. Não é ela invocada pela Igreja com o título de “Esperança e Refúgio dos pecadores”? Quantos desgraçados culpados, já perto do desespero, encontraram misericórdia na boa mãe que os acolheu e os reconciliou com Deus! Santa Maria Egipcíaca (†432) – Célebre entre os muitíssimos pecadores que experimentaram a piedade de Maria. Mocinha ainda estabelecera-se em Alexandria, onde permaneceu por 17 anos numa vida escandalosa e dissoluta. Um dia, ao ver grande multidão de gente que se ia a Jerusalém para a festa da Santa Cruz, lá quis ir ela também. Mas como? Chegado à porta da igreja, sentiu-se repelida por força invisível. Muitas vezes tentou ali entrar, e era sempre rejeitada. Que tremenda condenação! Pensou, então, na abominável vida pregressa e chorou de remorso. Entretanto, havendo erguido ao acaso os olhos, viu-se sobre o muro uma imagem de Maria Virgem que parecia fitá-la em ato piedoso. Suplicou-lhe prostrada no chão e foi ouvida. A mísera pode entrar na Igreja e venerar a Cruz. Saindo dali se retirou num deserto, onde ficou por mais de 40 anos; e se tornou uma austeríssima penitente e uma grande santa. Eis um dos muitíssimos triunfos da piedade maternal de Maria Santíssima. Se é assim, que confiança e que amor não devíamos nós conceber por tal mãe?! Daí a necessidade da devoção a Nossa Senhora, para todos nós, se queremos salvar-nos; pois é impossível que se dane quem é devoto de Maria, como o diz Santo Anselmo: “ Omnis ad te conversus, o Virgo, impossibile est ut pereat ”. Consiste tudo em não errar, trocando a verdadeira devoção pela falsa. Ora, qual é a verdadeira devoção que nos assegura o patrocínio da Virgem nossa Mãe? Veremos no próximo post! (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos , G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)
- Comentários Eleison nº 902
Por Dom Williamson Número CMII (902) – 26 de outubro de 2024 GAZA “EXPLICADA” “A mim pertence a vingança”, diz Deus, “eu retribuirei. Por inimigos especiais, preciso que meus amigos rezem.” Em 1936, um teólogo e pensador católico argentino de renome internacional, o padre Julio Meinvielle (1905–1973), escreveu um pequeno livro intitulado El Judío en el Misterio de la Historia , centrado na origem, na natureza e no destino essencialmente religiosos, e não somente políticos, dos judeus. Eles são, como Meinvielle demonstra, um povo teológico, incompreensível sem sua dimensão teológica, da qual sua política para o bem ou para o mal simplesmente deriva. Nenhuma outra raça foi formada por Deus para ser o berço do Messias, o único Redentor de toda a humanidade, nem Ele precisará novamente de tal berço para outro nascimento no futuro. Eis o que torna os judeus únicos em toda a história humana, quer eles gostem ou não. A altura e a profundidade de seu chamado divino, quando eles o recusam, é o que pode levá-los à psicopatia, com consequências como as que temos observado em Gaza. Em abril de 1997, dois bons padres publicaram um longo resumo do livro de Meinvielle na revista Angelus (em inglês), acessível em salvationisfromthejews.com/m1.html O que se segue é tão somente uma visão geral desse resumo. A teologia católica ensina que o povo judeu é objeto de uma vocação muito especial de Deus. Somente à luz da teologia é possível explicar o judeu. O povo judeu tem uma linhagem teológica escolhida, consagrada e santificada para servir a Deus como o berço humano para Sua Encarnação divina. No entanto, o povo judeu, em vez de reconhecer que sua glória era ser o berço do Cristo, pretendeu que a glória do Cristo teria dependido da sua descendência humana da carne de Abraão. E os fariseus, verdadeira encarnação dessa idolatria, declararam com orgulho como motivo para não aceitar Cristo: "Temos Abraão por nosso pai". Quanto ao esperado Messias humano, eles queriam e esperavam que ele não fosse o Salvador da humanidade, mas apenas um governante militar, que asseguraria e perpetuaria a grandeza de Israel sobre toda a humanidade. E assim, no ano 33 d.C., o povo judeu, reunido diante do pretório de Pilatos e instado por seus sacerdotes, exigiu a morte do Prometido. Então esses judeus, em nome de sua Lei e para servir aos interesses materiais de sua nação e raça, crucificaram Aquele que lhes havia sido prometido como sua bênção, mas estava substituindo a Sinagoga por Sua Igreja. O povo judeu, outrora um mistério de bondade, agora se transformou em um mistério de iniquidade, enquanto a outros foram concedidas as bênçãos da Promessa. Esses outros agora compõem a Igreja de Jesus Cristo, no início composta por judeus convertidos, e em seguida também pelos gentios convertidos. Assim, há uma oposição teológica — permitida por Deus, diga-se — que existe ao longo da história cristã entre a Sinagoga e a Igreja. O povo judeu, cujo destino era trazer Cristo até nós, encontrou em Cristo uma pedra de tropeço. Uma parte deles acreditou n’Ele e construiu sobre Ele as raízes e o tronco daquela Oliveira que é a Igreja Católica. A outra parte caiu, negando-O e invocando o próprio orgulho carnal de raça e nação. Essa parte de Israel foi rejeitada por Deus, e chamou sobre si o sangue de Cristo como uma maldição. É essa parte que forma o que conhecemos hoje como "judaísmo", que é a herdeira e continuadora dos rabinos que rejeitaram Cristo. Portanto, desde que Cristo foi levantado no Monte Calvário, o mundo tem sido dividido entre a liderança judaica e a salvação cristã. Não seguir a Cristo é, na verdade, seguir o judaísmo. Assim, se os gentios não querem fazer parte da Oliveira da Igreja Católica, tal como lhes é livremente oferecida, eles necessariamente pertencerão à videira estéril do judaísmo. Não há um terceiro caminho à frente. É Cristo ou o judaísmo. Quanto tempo deve durar essa terrível inimizade entre judeus e cristãos? Até que Deus, em Sua misericórdia, realize a conversão e a reconciliação do povo judeu. São Paulo nos ensina que chegará o dia em que Israel reconhecerá Aquele a quem negou: “ E assim toda a Israel será salva, como está escrito: Virá de Sião aquele que livrará e desviará de Jacó as impiedades ” (Rm XI, 25–26). Kyrie eleison.
- Comentários Eleison nº 905
Por Dom Williamson Número CMV (905) – 16 de novembro de 2024 ALGUMAS RESPOSTAS O caos de hoje está servindo para purgar a humanidade. Os homens maus sofrerão o flagelo. Há sessenta anos, este escritor recebeu de Deus um senso real de desintegração da civilização. Daí em diante, foi apenas uma questão de tempo (e de graça) até que a busca pela Verdade o levasse à Igreja Católica. A mesma busca pela Verdade o levou no final de 1972 ao Arcebispo Lefebvre e ao seu Seminário em Écône, na Suíça. Ao mesmo tempo, ele entrou para a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que havia sido fundada como uma estrutura da Igreja para acolher e sustentar os padres que o Arcebispo logo ordenaria. Ele previu dificuldades com a Igreja oficial em poucos anos. E estava certo. Ora, mas estando certo, como ele poderia imaginar desafiar a Igreja oficial? Porque a Fé é maior que a obediência. Infelizmente, mesmo os sucessores do Arcebispo Lefebvre à frente da Fraternidade que ele fundou falharam, tal como os clérigos do Vaticano II, em compreender a necessidade de “desobedecer” quando é a Fé que está em jogo. Melhor obedecer a Deus do que aos homens, diz São Pedro (Atos IV, 19). O drama da nossa pobre época é que a maioria dos homens perdeu o controle da verdade objetiva. Tal como se considera o homem acima de Deus, assim o sujeito está supostamente acima do objeto (Emmanuel Kant). Esse erro “liberta” de qualquer verdade ou fé objetiva. E quanto à União Sacerdotal de Marcel Lefebvre? Ela foi extinta, e dissolvida logo após sua fundação, em 2013, por causa de sérias dissensões entre seus primeiros membros. Desde então, a chamada “Resistência” não foi de maneira nenhuma estruturada. É meramente uma associação solta de sacerdotes que em todo o mundo veem a crise da Igreja da mesma forma, ou seja, que consideram que nem a Neoigreja do Vaticano II, nem os "sedevacantistas" contra o Vaticano II (pelo menos os dogmáticos), nem a Neofraternidade que segue uma orientação diferente daquela de seu Fundador, o Arcebispo Lefebvre, têm a resposta certa para a crise da Igreja. No entanto, somente a Autoridade própria da Igreja verdadeira pode impor o que é a resposta de Deus, então a associação solta de sacerdotes resistentes espera que Deus Todo-Poderoso restaure Seu Papado ferido. Enquanto isso, "O Pastor está ferido, e as ovelhas estão dispersas". Como essa "Resistência" não é estruturada, não é nem mesmo organizada, é difícil dizer quantos sacerdotes podem considerar-se como pertencentes a ela. Quanto à Neoigreja, "renovada" pelo Vaticano II na década de 1960, ela certamente está muito mais abaixo no caminho da destruição total do que estava nas décadas de 1970 ou 1980. A descida é inexorável, até que os clérigos abandonem esses princípios desastrosos da Revolução Francesa e do mundo moderno, que foram planejados desde o início pela judaico-maçonaria para eliminar Deus, Jesus Cristo e Sua Igreja Católica. Parece muito que somente um castigo severo de Deus poderá fazer com que os clérigos conciliares recuperem seus sentidos católicos. Infelizmente, muitos deles ainda se recusam a entender que a Fé é maior do que a obediência, uma vez que a obediência católica existe somente para a Fé. A autoridade existe na Igreja apenas para proteger a Verdade dos seres humanos, que sofrem todos do pecado original. "A obediência não é serva da obediência" – provérbio espanhol. A obediência é serva da Verdade, e não sua patroa. A verdadeira obediência católica pressupõe um Papa verdadeiramente católico no topo da pirâmide da hierarquia da Igreja. Por tal Papa, Deus quer que esperemos e rezemos. Nós o teremos, no bom tempo de Deus . Se os católicos finalmente virem a necessidade de retornar à Tradição, é compreensível que eles queiram passar por cima da reforma litúrgica de 1962, mas isso não é essencial. Paciência. A liturgia será devidamente restaurada. Os católicos que na década de 2020 perceberem que correm o risco de perder a Fé se obedecerem ao clero conciliar, precisam fazer duas coisas. Em primeiro lugar, rezar todos os dias todos os 15 Mistérios do Santo Rosário, e não apenas cinco. Em segundo lugar, para garantir a salvação de suas almas para a eternidade, eles precisam descobrir tudo sobre os Cinco Primeiros Sábados de Nossa Senhora de Fátima , e fazê-los. Ela então cuidará deles, e os protegerá do mundo, da carne e do Diabo, como só Ela pode. E eles contribuirão para a Consagração da Rússia, essencial para a restauração da Igreja Católica. Kyrie eleison.
- Comentários Eleison nº 904
Por Dom Williamson Número CMIV (904) – 9 de novembro de 2024 BISPO PRUDENTE Um Bispo guarda seu rebanho pela verdade que a este transmite. Os modernistas têm transformado aquela doutrina em mentira. Há pouco mais de um mês, morreu um dos quatro Bispos consagrados em 1988 pelo Arcebispo Lefebvre sem a permissão do Papa. A causa foi uma fratura no crânio após cair de uma escada de pedra no Seminário de Écône, na Suíça, onde vivia há muitos anos. Sua Excelência, Dom Tissier de Mallerais, tinha 79 anos, e, em uma longa vida, prestou serviços consideráveis à Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Para comemorar sua saída deste "vale de lágrimas", permitamos que estes "Comentários" recordem aqui pelo menos três ocasiões de seu combate, com a gratidão de todos nós a ele, e com nossas orações pelo repouso de sua alma. Em primeiro lugar, no final da década de 1960, nos últimos dias do primeiro ano de um Seminário que o Arcebispo projetou, muitos dos novos seminaristas o deixaram, fazendo com que ele chegasse muito perto de desistir de seu projeto, como se este não tivesse futuro. Foram dois desses jovens seminaristas que o persuadiram a não desistir, e a tentar novamente no ano letivo seguinte. Um foi Paul Aulagnier, que foi praticamente o fundador Distrito da Fraternidade na França. O outro foi Bernard Tissier de Mallerais, que mais tarde se tornaria Bispo da Fraternidade. Onde estaria a Igreja Católica — e o mundo — hoje, se os dois não tivessem convencido o Arcebispo a perseverar no que se tornaria a ponta de lança da defesa da Tradição Católica em uma Igreja e um mundo enlouquecidos? Em segundo lugar, na década de 1980 o Arcebispo estava travando uma luta mortal contra os inimigos maçônicos infiltrados que tinham firmemente em mãos o poder na Igreja que lhes fora entregue pelo Vaticano II, como uma punição justa de Deus pela apostasia mundial da humanidade. O principal problema era doutrinário : os erros conjuntos da liberdade religiosa e do falso ecumenismo, ambos estavam minando profundamente todo o dogma católico. Foi no Pe. Tissier que o Arcebispo confiou amplamente para expor a verdadeira doutrina da Igreja a fim de deixar claro por que a Tradição Católica, que estava sendo traída pelos modernistas, tinha de ser defendida a todo custo. A inspiração veio do Arcebispo, mas o Pe. Tissier foi seu instrumento executivo. E em terceiro lugar, em 2006, o Bispo Tissier deu uma séria entrevista a Stephen Heiner, que escrevia então para The Remnant , revista católica americana que certamente tem o texto completo disponível em seus arquivos. Quando Heiner pensou que tinha terminado a entrevista, o Bispo contestou – não, Heiner tinha deixado de fora o essencial — mais uma vez a doutrina, os horríveis erros doutrinários, do Papa Bento XVI. Fica claro na última parte da entrevista que o Bispo se deu ao trabalho de ler o que o padre Ratzinger realmente havia escrito no início de sua carreira como "teólogo". Quantos de nós realmente se deram a esse trabalho? Com justiça, o Bispo diz a Heiner que não sabe se o Papa Ratzinger renunciou à sua tolice sentimental, mas Tissier também disse que em 2006 Ratzinger ainda não havia se retratado de seus erros. Eis uma citação das páginas 232 a 233, traduzida do alemão do livro de Ratzinger, Introdução ao cristianismo , que apareceu em 1968: “ ... alguns textos de devoção parecem sugerir que a fé cristã na cruz entende Deus como um Deus cuja justiça inexorável exigiu um sacrifício humano, o sacrifício de Seu próprio Filho. E fugimos com horror de uma justiça, cuja raiva obscura remove qualquer credibilidade da mensagem de amor ”. Em outras palavras, a Cruz seria horrível demais para ser verdade, porque Deus Pai não poderia ter exigido um sacrifício tão cruel de Seu Filho amado, pois tal crueldade contradiria a nova religião conciliar de “amor”. Aqui está o modernismo, puro e simples. Compare como Santo Inácio dedica toda a Primeira Semana dos Exercícios Católicos para fazer os retirantes compreenderem o quão graves seus pecados foram. O Pe. Ratzinger estava transformando a Fé em mingau. O Bispo Tissier estava guardando a Fé. Procure ler a entrevista completa de Tissier por Heiner . Obrigado , Excelência. Que o senhor descanse em paz. Kyrie eleison.
- Comentários Eleison nº 903
Por Dom Williamson Número CMIII (903) – 2 de novembro de 2024 SATÃ DIÁRIO O Diabo trabalha duro para fazer-nos perder nossas almas. Nosso Senhor trabalha tão duro quanto... no controle de tudo! “Ab inimico disce” é outro daqueles ditados latinos concisos, e quer dizer: “Aprenda com seu inimigo”. O texto mais abaixo citado em itálico é uma ilustração clássica desse conselho. Ele vem de um video acessível em francês na Internet em crowdbunker.com/v/CPpx2RTFm7 , que mostra um maçom mais velho dando instruções práticas a alguns membros mais jovens de sua seita sobre como manter as almas longe de Cristo, promovendo características da vida diária que tornarão cada vez mais difícil ter uma vida espiritual. A Maçonaria é um poderoso inimigo de Cristo, que foi lançada em Londres em 1717 e – o que muitos maçons não sabem – projetada para destruir a Igreja Católica. Ela espalhou-se rapidamente na França e na América, e desempenhou um papel importante na descristianização do mundo inteiro desde então. Tudo o que os católicos precisam fazer para tirar bastante proveito do texto é interpretar todos os seus conselhos exatamente ao contrário. Por exemplo, ele diz para ficar longe da natureza. Em sentido contrário, Santo Inácio disse a uma pequena flor: "Fique quieta, eu sei de quem você está falando". E o famoso poeta da Inglaterra, William Wordsworth (1770–1850), escreveu de forma semelhante: "Para mim, a flor mais insignificante que desabrocha pode inspirar-me pensamentos que muitas vezes são profundos demais para produzir lágrimas". Mas Satanás não quer almas buscando Deus por meio de Suas criaturas, e então ele tem sua Maçonaria buscando cortar qualquer contato das pessoas com a natureza, até onde for possível. O texto é propriamente satânico (traduzido livremente): "... para que não tenham tempo de desenvolver nenhum relacionamento íntimo com Cristo. Aqui está o que eu quero que vocês façam. Distraiam as pessoas de seu apego a Jesus Cristo e as mantenham longe d’Ele o dia todo. Vocês podem perguntar: como faremos isso? Mantenham-nos ocupados com as coisas não essenciais da vida e inventem todos os tipos de dispositivos para ocupar suas mentes. Tentem-nos a gastar e a pedir emprestado cada vez mais, convençam as jovens esposas de que elas devem ir trabalhar, os maridos de que devem trabalhar seis dias por semana, de oito a doze horas por dia, para que possam manter seu padrão de vida. Impeçam os pais de passarem tempo com seus filhos. Desfazendo a família, logo o lar não oferecerá nenhuma fuga da pressão do trabalho. Estimulem bastante suas mentes, para que não possam mais ouvir a vozinha tranquila que fala dentro deles. Façam-nos ouvir música enquanto dirigem. Façam-nos manter a televisão, os vídeos ou os CDs constantemente ligados em casa. Façam com que todos os restaurantes e todas as lojas da região toquem música constantemente. Isso perturbará suas mentes e cortará qualquer união com Cristo. Encham suas mentes com notícias e informações sobre o clima, 24 horas por dia. Invadam seu tempo no carro com publicidades luminosas. Inundem suas caixas de entrada de e-mail e suas caixas de correio com mensagens sujas e indesejáveis para fazê-los cair em pecado mortal. Mesmo nas férias, deixem-nos exagerar. Façam-nos voltar das férias exaustos, perturbados e completamente despreparados para voltar ao trabalho na semana seguinte. Não os deixem visitar a natureza para relaxar, deixem-nos recorrer a parques de diversão, eventos esportivos, concertos, cinemas e shopping centers, e sempre que se encontrarem para uma reunião espiritual, não falem de nada profundo ou de qualquer combate espiritual. Desencorajem-nos a desfrutar da companhia de Cristo. Quando se reunirem, preencham seu tempo com tagarelices, risadas tolas e fofocas, para que eles saiam com as consciências perturbadas e sentimentos confusos...” . Não encontramos aqui o próprio programa de vida de inúmeras famílias modernas, o que chamaríamos de "vida agitada"? Ainda estamos surpresos pelo fato de o mundo estar cada vez mais longe de Deus? Se, em vez disso, os pais querem criar seus filhos perto de Nosso Senhor e de Nossa Senhora, estes “Comentários” recomendam fortemente que leiam em família todas as noites o Poema do Homem-Deus de Maria Valtorta. Certamente Jesus deu este tesouro para o mundo do pós-guerra, entre outras coisas, como uma alternativa para tantas telas envenenadas, que logo encheram as casas das pessoas. Kyrie eleison.
- Messes pour les défunts – Masses for the holy souls - Missas pelos defuntos – Messen für die Verstorbenen - Messe per i defunti
+ PAX ENGLISH - FRANÇAIS - DEUTSCH - ESPAÑOL - ITALIANO PORTUGUÊS Caros amigos e benfeitores, Aqueles que desejarem poderão enviar para nosso e-mail sua lista de falecidos, pois, como de costume, um sacerdote do mosteiro celebrará uma missa cada dia por essas intenções durante o mês de novembro. O mosteiro não exige espórtula para estas missas. Favor colocar no assunto do e-mail: LISTA DE FALECIDOS Enviar a: listadefalecidos@mosteirodasantacruz.org.br Mosteiro beneditino da Santa Cruz, Nova Friburgo-RJ, Brésil Para nos ajudar : www.mosteirodasantacruz.org FRANÇAIS Cher amis et bienfaiteurs, Ceux qui le souhaitent peuvent nous envoyer leur liste de fidèles défunts, car un prêtre de notre monastère dira une messe chaque jour de novembre à ces intentions. Le monastère ne demande pas d'honoraire pour ces messes. Envoyer à : listadefalecidos@mosteirodasantacruz.org.br Veuillez mettre ceci comme sujet du courriel: LISTA DE FALECIDOS Monastère bénédictin de la Sainte-Croix, Nova Friburgo-RJ, Brésil Pour nous aider : www.mosteirodasantacruz.org ENGLISH Dear friends and benefactors, Those who wish can still send us to their list of deceased, because one of the priests of our monastery will offer a mass each November day in these intentions. The monastery does not request a stipend for these Masses. Put this in the e-mail subject, please: LISTA DE FALECIDOS Send to: listadefalecidos@mosteirodasantacruz.org.br Benedictine Monastery of the Holy Cross, Nova Friburgo-RJ, Brazil Support us: www.mosteirodasantacruz.org ESPAÑOL Queridos amigos y benefactores, Aquellos que deseen pueden enviarnos su lista de difuntos, porque uno de los sacerdotes de nuestro monasterio rezará una misa cada día de noviembre por estas intenciones. El monasterio no pide estipendio para estas misas. Poner eso, por favor, en el asunto del correo: LISTA DE FALECIDOS Enviar a: listadefalecidos@mosteirodasantacruz.org.br Monasterio benedictino de la Santa Cruz, Nova Friburgo-RJ, Brasil Para ayudarnos: www.mosteirodasantacruz.org DEUTSCH Liebe Freunde und Wohltäter , Wer möchte, kann uns noch senden ihre Liste der Seelen, weil einer der Priester unseres Klosters werden sagen, Messe jeden Tag des Monats November in diesen Absichten. Es ist nicht zwingend ein Stipendium für diese Heiligen Messen zu senden. Setzen in der E-Mail-Betreff: LISTA DE FALECIDOS Senden Sie an: listadefalecidos@mosteirodasantacruz.org.br Benediktinerkloster des Heiligen Kreuzes, Nova Friburgo-RJ, Brasilien. Um uns zu helfen: www.mosteirodasantacruz.org ITALIANO Cari amici e benefattori, Chi lo desidera può inviare alla nostra e-mail una lista con i nomi dei propri defunti, perché, come di consueto, un sacerdote del monastero celebrerà ogni giorno una messa per queste intenzioni durante il mese di novembre. Il monastero non richiede uno stipendio per queste Messe. Si prega di indicare nell'oggetto dell'e-mail: LISTA DE FALECIDOS Inviare a: listadefalecidos@mosteirodasantacruz.org.br Monastero benedettino della Santa Croce, Nova Friburgo-RJ, Brasile Per aiutarci: www.mosteirodasantacruz.org U.I.O.G.D.





