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  • Nota de falecimento de S.E.R. Dom Richard Williamson

    + PAX Nova Friburgo, 30 de janeiro de 2025 Com profundo pesar, comunicamos o falecimento de Sua Excelência Reverendíssima Dom Richard Nelson Williamson , nesta quarta-feira, 29 de janeiro de 2025, às 23h23 (horário de Londres). Nascido no ano de 1940, Richard N. Williamson converteu-se do anglicanismo ao catolicismo no ano de 1971, foi ordenado sacerdote pelo Arcebispo D. Marcel Lefebvre em 1976, adido à Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX) deste último. Em reconhecimento ao desvelo, sabedoria e mérito em apascentar o rebanho que lhe fora confiado, em 1988 foi sagrado bispo para a mesma Fraternidade, pelas mãos de Dom Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer. De 1976 a 2012, serviu a FSSPX em várias funções, mais notavelmente como reitor do Seminário de São Tomás de Aquino em Ridgefield, Connecticut (1983-1988) e, mais tarde, em Winona, Minnesota (1988 - 2003). Após um breve período como reitor do seminário da FSSPX em La Reja, Argentina (2003–2009), D. Williamson é enviado para a Inglaterra para um “período sabático” prolongado, seguido de sua remoção canonicamente irregular do quadro de membros da FSSPX,  no ano de 2012. Desde então, entre os anos de 2012 e 2025, prestou valioso auxílio a fiéis e sacerdotes do mundo todo, de forma autônoma, cercado pelo movimento cujo nome tomara emprestado da "Operação Sobrevivência" de D. Marcel Lefebvre: Resistência Católica . Assistiu com coragem às necessidades prementes dos fiéis católicos perseguidos pela Roma Modernista e desassistidos pela FSSPX, fato que culminou na sagração de seis bispos para a Tradição Católica: D. Jean-Michel Faure (2015), D. Tomás de Aquino Ferreira da Costa (2016), D. Gerardo Zendejas (2017), D. Giacomo Ballini (2021), D. Michał Stobnicki (2022) e D. Paul Morgan (2022). Requiescat in pace. U.IO.G.D

  • URGENTE: PEDIDO DE ORAÇÕES POR S.E.R.D. RICHARD WILLIAMSON

    ​+ PAX Rezemos instantemente por S.E.R.D. Richard Williamson. Recebemos, esta noite, a notícia de que Sua Excelência Reverendíssima teve um derrame e está hospitalizado com uma hemorragia cerebral. Graças a Deus, um sacerdote já lhe deu os últimos sacramentos. Seu estado é gravíssimo e, segundo fomos informados, agora é só questão de tempo até que ele parta para sua recompensa eterna. Rezemos para que ele seja recebido nos braços de Nossa Senhora do Rosário; ele que tanto rezou e promoveu o bendito Rosário de Maria Santíssima em seus escritos e em toda parte onde por onde passou. U.I.O.G.D.

  • A subida deste Carmelo

    Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 26 de fevereiro de 1972 PERMITA-ME o leitor, mais uma vez nesta coluna, que tantas vezes foi liça ou campo de batalha, meditarmos serenamente como se estivéssemos no fundo de um claustro, sem o menor compromisso com a ciumenta e devorante atualidade. Esqueçamos a viagem de Nixon à China, que certamente não nos parece um negócio da China, e ocupemo-nos das coisas sem data. Conversemos das coisas do Reino de Deus. Da Santa Missa, por exemplo, que perpetua o mesmo e único Sacrifício de onde nos vêm, por invisíveis fios, todas as energias espirituais de nossa Salvação, de nossa Ressurreição e de nossa transfiguração. O MEU leitor habitual sabe que não sou entusiasta das mil e uma reformas litúrgicas que não foram determinadas pelo Concílio mas de certo modo foram produzidas nas brechas deixadas pelo Concílio. O Concílio apenas permitiu a dilatação da língua vulgar (costumam dizer pomposamente vernáculo ) em algumas partes da Missa; os atualizadores e novidadeiros se precipitaram sobre a brecha e em poucos meses atiraram pelas janelas a língua própria da Igreja, o Latim, até na intimidade do Opus Dei monástico. Não vou hoje me alongar nas recriminações e nas queixas. Ao contrário, vou confessar a primeira e única coisa que até agora me pareceu vantajosa, e receio que muitos liturgistas se espantarão com o pormenor a que hoje já me afeiçoei. Por incrível que pareça, este detalhe é a carreira de fiéis em forma processional na hora da comunhão. ANTIGAMENTE (há dez anos atrás ), na hora da comunhão os fiéis ajoelhados, como se estivessem à mesa, na Ceia do Senhor, esperavam o Senhor Jesus, que então servia diligentemente à mesa e distribuía o pão. Hoje. quando a mania do comunitarismo e a ideia de assembleia dos fiéis chegou a prevalecer em documento oficial sobre a ideia de Sacrifício, temos esse resultado contraditório que só se explica pela febre de variedade: dispersa-se a mesa da Ceia, e volta-se à situação peregrina em que o Povo de Deus celebrava a Páscoa em pé, com os cintos apertados. DESSA alteração e da meio desordenada procissão para a comunhão podemos ao menos tirar um pensamento consolador. Estamos ali na fila como estamos na vida. Em passos miúdos mas irreversíveis caminhamos, avançamos em direção de nosso Fim. Em vez de nos reunirmos como se estivéssemos no cotidiano repasto que nos dá forças espirituais para aguentar o dia, estamos em marcha em fila, como se aquela comunhão fosse o nosso viático, e como se o Cristo sacramentado fosse ali adiante a ponte estendida entre este mundo e a Pátria verdadeira. Estamos fugindo do Egito. Atravessamos o Mar Vermelho, avançamos em fila. As vezes morre o mais moço antes do velho trôpego. Mas o velho trôpego passo a passo se aproxima do sacramento dos sacramentos, que, se já não lembra o ameno ágape, " passion recollected in tranqullity ", ao contrário se nos apresenta com profundidades de abismo. CREIO que essa meditação é mais fácil para pessoas idosas. O fato é que agora, cada dia, eu vejo na fila da comunhão a própria figura de meu resto de vida; e alegro-me com a ideia amorosa de estar caminhando, de estar subindo a última ladeira, e a amorosíssima ideia de estar sendo esperado por um Deus de braços abertos. Haverá ideia ou sentimento mais apaixonado do que essa ou esse de estar sendo esperado? Talvez seja esta a mais pesada espécie de desespero: não apenas a falta do esperar, mas a falta infinita de não ser esperado. A ESSE desesperado eu gostaria de dizer que se acercasse da igreja no fim da missa e contemplasse o singelo quadro da fila dos fiéis que vão comungar. Ali está resumida toda a humanidade, toda a história, e lá no fundo está o Deus apaixonado que não se cansa de esperar por nós. É só entrar na fila, se já passou pelo tribunal da penitência para receber a veste nupcial, e é só andar devagarinho, sem olhar para trás. Em cada passo morremos para o mundo e nos aproximamos daquele que no Cântico dos Cânticos diz audaciosamente à sua amada: "Quero o beijo de tua boca." * * * RECEANDO que o leitor, nesta altura, conclua que, então, se o que prevalece no ato religioso é a disposição interior, tanto faz esta ou aquela rubrica, este ou aquele detalhe da liturgia. LONGE de mim tal ideia. É verdade que em todos os passos da vida espiritual prevalece a vida interior, a resposta que a alma dá aos gemidos do Espírito; mas se é também verdade que podemos nos acomodar até alterações menos felizes que um dia a Igreja corrigirá, não é menos verdadeiro o perigo que constitui para as almas a subversão que torna a Liturgia dificilmente propícia à vida interior e à verdadeira oração sem a qual a Liturgia será apenas uma gesticulação mais ou menos pomposa. A atoarda de certas missas dominicais, a vulgaridade produzida pelo afã de agradar aos jovens, o abuso, a desordem, o mau gosto perverso — tudo isto mais afasta do que atrai. E esta será uma das razões pelas quais aumenta dia a dia neste século o número dos desesperados que não só deixaram de esperar como também já não sabem que são apaixonadamente esperados.

  • Comentários Eleison nº 914

    Por Dom Williamson Número CMXIV (914) – 18 de janeiro de 2024 TRAIÇÃO DA FSSPX Que uma donzela não se encontre com os lobos. Eles podem ser encantadores, E esse encanto pode acabar por desarmá-la! O que uma donzela inocente pode saber sobre a crueza da vida? Eis por que o próprio Arcebispo foi a Roma. Na Internet, no site https://crowdbunker.com/v/A7bwTo5Ysp , há um interessante vídeo em francês intitulado “La Trahison de la Fraternité Saint-Pie X - Racontée par des Prêtres [A Traição da FSSPX, Contada por Padres]”. A imagem de fundo mostra o Papa Bergoglio e o Pe. David Pagliarani, Superior Geral da FSSPX (Fraternidade Sacerdotal São Pio X), com suas cabeças juntas, como se fossem grandes amigos. Mesmo que a imagem seja uma caricatura, e não uma imagem real, é uma boa caricatura, porque resume a enorme irrealidade que ambos estão buscando, ou seja, que 2+2=4 e 2+2=4 ou 5 (ou 6 ou 6 milhões), podem conciliar-se em 2+2 = quatro e meio. Mas essa é exatamente a mesma conciliação irreal com que o Papa Bento e o Bispo Fellay sonhavam em 2009. O sonho irreal dos liberais é que as coisas não sejam necessariamente o que são objetivamente, mas qualquer coisa que eu possa subjetivamente gostar que sejam. Por exemplo, se eu não gosto dos Dez Mandamentos, então eu os converto em Dez Opções! E se por mais dez anos nada interromper o curso atual dos assuntos da Igreja, então em 2035 outro líder da Igreja e outro Superior Geral da FSSPX serão caricaturados da mesma forma, porque o líder liberal da Igreja ainda estará passando-se por amigo da Tradição Católica, enquanto o líder tradicional da FSSPX dos sonhos ainda estará buscando a aprovação por parte dos verdadeiros inimigos da Fé na Igreja oficial. Um bom cartunista poderia melhorar a caricatura retratando o Pe. Pagliarani como Chapeuzinho Vermelho e o aparente Papa como o Lobo Mau: "Que dentes lindos você tem", ela bajula. "São para te comer melhor, docinho!" No entanto, "Não julgueis, para que não sejais julgados", diz Nosso Senhor no Sermão da Montanha (Mt. VII, 1–5). Certamente nem todos os sacerdotes da FSSPX são traidores, nem todos estão bem cientes de que querem livrar-se do último vestígio do Arcebispo Lefebvre. Certamente os seminaristas nos seminários que ele construiu ainda estão recebendo algo herdado dele. O problema está entre seus superiores, liberais firmemente entrincheirados nos comandos da FSSPX na sede em Menzingen, na Suíça. Talvez eles mesmos acreditem firmemente que a doutrina católica exclui a contradição, tão certamente quanto 2+2=4 exclui a contradição na aritmética. Mas como então eles podem estar tão empenhados em obter a aprovação oficial da Igreja para a Tradição Católica dos apóstatas de hoje em Roma? Estes têm o modernismo firmemente em suas cabeças, o que significa o profundo enfraquecimento da verdade antiga e óbvia. Entre os ouvidos modernos não há mais células cinzentas suficientes capazes de compreender a antiga verdade. Tanto é assim que quando um possível amigo da FSSPX propôs que ela seguisse o exemplo de 1988 do Arcebispo Lefebvre, tomando para si, mesmo sem a aprovação de Roma, os Bispos de que tanto precisa para seu apostolado mundial, um amigo mais triste e sábio respondeu: “Isso já não é possível”. A sede da FSSPX impôs aos seminários da Neofraternidade uma doutrina de obediência  às autoridades romanas e de obediência  às autoridades da Neofraternidade, que imergiu em total confusão os jovens padres que saíram desses seminários nos últimos anos. Tal como na Igreja dos anos 1950, a obediência teve precedência sobre a Verdade. Consequência: “Você deve fazer o que eu digo, apenas porque eu digo”. Essa loucura já era expressa em latim: “Hoc volo, sic jubeo. Sit pro ratione voluntas” (Assim eu quero, assim ordeno, que a minha vontade substitua a razão.) Na década de 1950, os católicos tinham um problema muito real, que era: como preencher a lacuna cada vez maior entre as necessidades reais da Fé e a impiedade real do mundo moderno, que aumentava continuamente. O cinquentismo – “Pague, reze e obedeça”, ou mantenha as aparências da Fé enquanto esvazia a sua substância – não era a solução necessária. Naturalmente, as aparências sem a substância significavam o colapso tanto das aparências quanto da substância, mas essa já era a Igreja dos anos de 1960. O Vaticano II naturalmente seguiu o cinquentismo. O Vaticano IIB corre o risco de seguir gravemente amanhã o que Menzingen está impondo aos seus seminaristas hoje. Portanto, a Neofraternidade de hoje, mas não todos os seus sacerdotes, está levando não para longe, mas de volta ao Vaticano II dos terríveis anos 1960. “Caveant, consules”. Cuidado, líderes. Parem pelo menos de inspirar cartunistas a fazerem sátiras de vocês se relacionando com seu inimigo mortal! Kyrie eleison.

  • A Declaração do Pe. Stefan Pfluger, FSSPX

    + PAX   A Declaração do Pe. Stefan Pfluger, FSSPX   Um artigo publicado na Info Católica sobre a declaração do Pe. Stefan Pfluger reflete a direção que Dom Fellay imprimiu à Fraternidade São Pio X durante os seus vinte e quatro anos à frente da Fraternidade. O Pe. Stefan Pfluger é o superior do Distrito da Alemanha. Embora a sua declaração não tenha o mesmo peso que uma declaração do Superior Geral, ela nos permite ter algum conhecimento do que pensa a Fraternidade, pensamento este que reflete, em parte ao menos, as posições tomadas outrora por Dom Fellay. Quando Dom Fellay tentou um acordo com Roma em 2012, houve uma viva reação da parte de diversos padres, bem como de três bispos da Fraternidade. Ainda que estes acordos não tenham sido concretizados, pode-se notar, até hoje, alguns resquícios das ideias de Dom Fellay no modo de pensar do Pe. Stefan Pfluger, entre outros. O Pe. Stefan Pfluger diz: “Não queremos nos separar de Roma e pertencemos à Igreja”. Dom Lefebvre também, e mais do que ninguém. Mas Dom Lefebvre dizia o que o Pe. Pfluger não diz. Ele dizia que dava toda a sua adesão à Roma eterna e se negava a seguir a Roma de tendência neomodernista e neoprotestante que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II e nas reformas que dele surgiram. O Pe. Pfluger faz bem em ressaltar que não se deve separar-se de Roma, mas de que Roma fala ele? Ele faz bem em afirmar que ele pertence à Igreja. Mas a crise atual nos obriga a perguntar: “A qual Igreja?” Dom Fellay forjou o termo de Igreja Concreta. Isto parece um meio de evitar a questão. Se esta distinção entre Igreja Católica e Igreja Conciliar é falsa, por que Dom Lefebvre a utiliza? Por que diz ele, então: “É, portanto, um dever estrito, para todo padre que quer permanecer católico, separar-se dessa Igreja Conciliar, enquanto ela não reencontrar a tradição do Magistério da Igreja e da Fé católica” (A Vida Espiritual, p. 31 – Editora Permanência)? Que isto seja um mistério, não há nenhuma dúvida. Como pode haver duas Igrejas? Como pode a Igreja Católica estar ocupada pelos seus inimigos? Não o sei. O que sei é que ela está ocupada. É um fato. Ela está ocupada e é um dever estrito de todo padre que quer permanecer católico separar-se dessa Igreja Conciliar, enquanto ela não reencontrar a tradição do Magistério da Igreja e da fé católica. É mais fácil constatar um fato do que explicá-lo. Mas é temerário recusar as constatações feitas por Dom Lefebvre. Falar da Igreja concreta já é procurar aproximar-se dos inimigos da Igreja que a ocupam. O Pe. Pfluger dá a entender que a Fraternidade fará todo o possível para obter de Roma um consentimento para novas sagrações episcopais. Em si, este pedido, mesmo feito à Roma ocupada por um papa modernista, não encerra essencialmente uma falta, pois, mesmo ocupada, a Igreja não mudou sua sede para nenhum outro lugar. No entanto, o exemplo de Dom Lefebvre nos mostra que ele não achava esse pedido essencial. Ele anunciou, em 1987, que ele sagraria bispos, provavelmente, na festa de Cristo Rei daquele ano. Houve, se não me engano, mais de uma data prevista. Roma, então, precipitou-se a oferecer a Dom Lefebvre a possibilidade de um acordo e da concessão de bispos. Ao invés de Dom Lefebvre pedir, foi Roma quem ofereceu. A sequência dos fatos é conhecida e está no livro de Dom Tissier de Mallerais. Dom Lefebvre me disse, nos anos de 1984-1985, que ele tinha muita repugnância em sagrar bispos sem a permissão de Roma, mas que ele se perguntava se Nosso Senhor não lhe diria, após sua morte: “O senhor podia fazê-lo. Por que não o fez?” A questão da permissão é muito importante, mas não é essencial no estado de necessidade em que estamos. Dom Licínio foi sagrado em 1991 em São Fidelis, Estado do Rio de Janeiro, por Dom Tissier de Mallerais, assistido por Dom Williamson e por Dom de Galarreta. Eu nunca ouvi dizer que se tenha pedido permissão a Roma para isso. Alguns padres da Fraternidade parecem ter noção diminuída da crise atual. Não todos. Alguns são fiéis a Dom Lefebvre. Alguns, talvez, pensem que a Resistência é sedevacantista. Não. A Resistência é discípula de Dom Lefebvre, o qual não era nem modernista, evidentemente, nem sedevacantista, nem acordista. Dom Lefebvre é o santo Atanásio da crise do Vaticano II. As soluções que ele deu para a crise atual, as suas palavras e suas atitudes são uma luz para todos os católicos que querem permanecer fiéis às promessas do seu batismo. Que Nossa Senhora nos obtenha a graça de sermos fiéis aos seus ensinamentos, que não são outros senão os ensinamentos da Igreja Católica, consignados na sua Tradição de dois mil anos. São os ensinamentos de Nosso Senhor, confiados aos santos apóstolos.   + Tomas de Aquino O.S.B.

  • Comentários Eleison nº 913

    Por Dom Williamson Número CMXIII (913) – 11 de janeiro de 2024 CARIDADE 2025 Se os católicos praticassem  a caridade, todo inimigo, Sem uma única gota de sangue, seria abatido. A cerca de um mês atrás, um sacerdote da "Resistência" Católica na França, o Pe. Matthew Salenave, outro que se refugiou da FSSPX, descreveu um sábio retrato do estado em que a Igreja Católica se encontra hoje. Anteriormente ele havia escrito em público de forma um tanto crítica sobre o estado da Neofraternidade Sacerdotal São Pio X que decaiu em relação ao que costumava ser quando foi fundada e liderada pelo Arcebispo Lefebvre. Junto com o texto que se segue, ele escreveu que desejava adicionar algumas "considerações mais positivas e encorajadoras". "... Se Deus permite que uma atividade sacerdotal decaia, isso não significa que Ele deseja abandonar Sua Igreja ou as almas redimidas por Seu Precioso Sangue. É por isso que, ao lado da triste deterioração da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Ele vem fazendo surgir, pelo menos nos últimos 10 anos, uma série de fortalezas, uma variedade de pequenas fortalezas da Fé. Elas não necessariamente compartilham o mesmo ponto de vista ou mostram a mesma firmeza em suas posições, mas com certeza nenhuma delas quer continuar seguindo a Neofraternidade em seu desejo de voltar à autoridade romana. Assim, temos a Companhia de Maria  com o Pe. Chazal, os Apóstolos de Jesus e Maria  com o Bispo Faure, o Priorado de Villeneuve  com o Pe. Pivert, os Dominicanos de Avrillé , os Beneditinos de Bellaigue  e várias confrarias sacerdotais sob a autoridade dos Bispos da “Resistência” e de diferentes priorados, todos reunidos sob a autoridade moral e espiritual dos sete Bispos da “Resistência”. Obviamente, o mais importante de tudo nesse esforço católico para resistir é a Fé Católica, com Bispos na linha de frente da defesa, pois é assim que a Igreja continua em sua Fé, hierarquia e em seus Sacramentos. Cada fortaleza terá suas próprias características, e até mesmo fraquezas. Uma ou outra fortaleza pode até cair para o inimigo, como dizia o Pe. Calmel, mas a queda de uma ou outra não as derrubará todas juntas, como aconteceria se estivessem todas unidas em uma única organização da Tradição Católica. O Pe. Calmel costumava sublinhar também a necessidade da Caridade para unir essas fortalezas. Pode muito bem haver certa autonomia por respeitar-se no caso de cada fortaleza, mas não há menos necessidade de que cuidem umas das outras e de que evitem aqueles ciúmes eclesiásticos e religiosos que sempre foram uma praga da vida da Igreja. Essa situação não durará para sempre, mas apenas até que a Igreja recupere um Papa perfeitamente católico. Vamos orar e agir para que Deus possa dar-nos um assim o mais rápido possível!” Então, por que essas considerações do Pe. Salenave são dignas de recomendação? A resposta está em alguns pontos: * A perspectiva principal é aquela de Deus (parágrafo 1), e do que Ele está fazendo para cuidar de Sua Igreja. Foi Deus quem permitiu que a FSSPX flertasse mais uma vez com os apóstatas em Roma, em parte porque seu orgulho merecia, em parte porque Ele precisava de uma única congregação mundial para restabelecer os direitos da Tradição, mas uma vez que isso foi alcançado, Ele não precisava mais de uma única Congregação que pudesse até mesmo parecer substituir a Igreja oficial. * Assim, temos uma diversidade  de grupos tradicionais (parágrafo 2), todos centrados na Fé , não em sua própria glória nem mesmo em sua sobrevivência, mas confiando em seus próprios Bispos para manter uma semelhança mínima com a autoridade católica. * Essa diversidade dessas fortalezas e o status não oficial de seus Bispos (parágrafo 3) certamente não são uma maneira normal para a Igreja Católica funcionar, mas nas circunstâncias atuais , de Deus purificando Sua Igreja, a diversidade impede uma queda conjunta (parágrafo 2), e a não oficialidade deixa espaço para Deus restaurar Sua Igreja de modo oficial e correto, em Seu próprio tempo, pelo Triunfo do Imaculado Coração de Sua Mãe. * O Pe. Salenave começou com a Fé e termina com a Caridade (parágrafo 4). Se as fortalezas afirmam estar servindo à Igreja, mas não têm caridade, especialmente umas com as outras , elas são, como São Paulo diz fortemente (I Cor. XIII, 1) “como um bronze que soa ou um címbalo que retine”. Que cada uma das fortalezas perceba que exemplo  de caridade está dando! Kyrie eleison.

  • Comentários Eleison nº 912

    Por Dom Williamson Número CMXII (912) – 4 de janeiro de 2025 CAMPO DE BATALHA, A MISSA Entre a Missa nova e a Antiga há guerra, Que terminará não com conversa mole, mas com sangue derramado! "Remova a Missa, destrua a Igreja" é uma citação famosa atribuída a Martinho Lutero (1483–1546). Talvez ele nunca tenha dito isso, embora pareça altamente provável que o tenha feito, mas em todo caso o conteúdo da citação é verdadeiro, como os católicos puderam ver após o Vaticano II. O primeiro dos 16 documentos daquele Concílio, o “Sacrosanctum Concilium”, refere-se à liturgia, mas com palavras completamente ambíguas. Elas podem parecer conservadoras, mas na verdade foram concebidas para abrir a porta para aquela revolução litúrgica que, após o Concílio, praticamente destruiu a Missa. Logo após a imposição oficial (aparente) da missa nova do Papa Paulo VI em 1969, o Arcebispo Lefebvre disse que se ele tivesse que introduzi-la em seu recém-fundado Seminário de Écône, provavelmente fecharia o Seminário em três semanas. Esse é o poder anticatólico da liturgia “renovada”, pois é assistindo à Missa que a maioria dos católicos vive  a sua religião. Na verdade, de 1969 até hoje, a liturgia “renovada” do Papa Paulo VI transformou o rito da Missa no campo de batalha central da grande guerra da Fé entre o Catolicismo imutável da Tradição e a Revolução em constante evolução do protestantismo-liberalismo-modernismo. E ainda é o campo de batalha central, como demonstra a perseverança do Papa Francisco em seus esforços insanos para suprimir completamente a Missa em latim. Segue resumido abaixo um excelente artigo de um leigo francês, Yves de Lassus. Aqui está o artigo original, muito mais completo, traduzido para o inglês: https://respicestellam.org/wp-content/uploads/2024/12/Letter-to-Friends-of-AFS-Jan-22.pdf Em 18 de dezembro de 2021, a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (CCD) publicou uma nota intitulada Responsa ad dubia  respondendo a perguntas sobre a aplicação do Motu Proprio Traditionis Custodes . Muitos fiéis ficaram perturbados com a dureza dessa resposta. Mas desde o início, a intenção do Motu Proprio era clara; a resposta da Congregação apenas torna explícita uma firmeza já expressa no Traditionis Custodes . Para a CCD, a missa é a “partilha do pão partido” e o “memorial da Páscoa”. Assistir à missa significa “participar da mesa eucarística”. Nunca se menciona que a Missa é um sacrifício , a renovação incruenta do Único Sacrifício de Cristo na Cruz. Essa eliminação do caráter sacrificial é acentuada pelo propósito que a CCD atribui à missa. Para a CCD, o propósito da missa é a unidade. O primeiro objetivo do Traditionis Custodes, e consequentemente da própria missa, é “ continuar a busca constante pela comunhão eclesial ”. Nenhum dos quatro propósitos tradicionais da Missa é lembrado. Para a CCD, a missa é acima de tudo uma manifestação de unidade entre os homens em vez de um ato inteiramente voltado para Deus. Assim, fica claro que a intenção geral da resposta da CCD é pôr fim de uma vez por todas ao uso do Missal tradicional. O antigo rito, diz a CCD, “não faz parte da vida ordinária da Igreja”. Além disso, a CCD insiste que “a reforma litúrgica é irreversível”. Qualquer retorno ao antigo rito deve ser, portanto, considerado impossível. Não devemos esconder-nos da verdade. A Santa Sé entrou em guerra contra o Rito Tradicional com o desejo de erradicá-lo completamente da vida da Igreja. É uma guerra real entre duas concepções diferentes da Missa e duas concepções radicalmente opostas da Igreja e da vida cristã. Temos até o direito legítimo de perguntar-nos se elas são a mesma religião. Portanto, é uma ilusão esperar que a Santa Sé suavize sua posição se apenas mantivermos um discurso conciliatório . Não! Roma quer o fim da Missa Tradicional, enquanto queremos manter o Rito Tridentino, porque é desejado pelo próprio Deus. Diante dessa guerra entre os dois ritos, não é mais possível adiar uma decisão. Devemos escolher um lado ou outro. Qual lado? Devemos condenar o erro, mesmo que venha da Santa Sé. A Missa é, antes de tudo, um sacrifício oferecido a Deus para um propósito que é ao mesmo tempo adoração, ação de graças, propiciação e expiação. Nenhum Papa pode revogar a Bula de São Pio V que autoriza o uso do Missal Tradicional em perpetuidade . A Missa está em uma situação que, em muitos aspectos, se assemelha àquela experimentada por Nosso Senhor durante sua Paixão: a Autoridade suprema a condena à morte. Mas durante a Paixão, Nossa Senhora não se rebelou: Ela permaneceu infalivelmente próxima de Seu Filho, silenciosa e recolhida. Sem dúvida, Ela rezou pelos carrascos. Com relação à Missa em latim, adotemos a mesma atitude: permaneçamos infalivelmente apegados a ela, mesmo que tenha acabado de ser condenada à morte. Kyrie eleison.

  • Comentários Eleison nº 911

    Por Dom Williamson Número CMXI (911) – 28 de dezembro de 2024 CONTRA O SEDEVACANTISMO O comportamento humano deve ser aperfeiçoado pela lei, Mas a lei deve seguir bem de perto a realidade. A controvérsia sobre a renúncia de Bento XVI ao Papado em fevereiro de 2013 continua a alimentar a argumentação sobre a vacância da Sé Apostólica – essa renúncia foi ou não válida? Se foi válida, então a eleição subsequente do Papa Francisco não foi invalidada por Bento ainda ser de alguma maneira o Papa válido. Mas se a renúncia de Bento foi duvidosamente válida, então remanesce uma dúvida que paira sobre todo o papado subsequente de Francisco, porque Bento só morreu em 2022, depois de Francisco ter atuado como Papa por quase dez anos. No outono do ano passado, o bispo Athanasius Schneider escreveu um artigo muito interessante, acessível na Internet, que fornece princípios preciosos referentes a toda a disputa sobre se a Sé Apostólica (do latim "sedes") está vaga ou não. Pode parecer uma disputa inútil, mas não é. A Igreja Católica é uma organização mundial, estritamente hierárquica, na qual todos os párocos dependem de bispos diocesanos válidos para sua nomeação válida para paróquias, e esses bispos dependem, por sua vez, de um Papa válido para sua nomeação válida para suas dioceses. Para que a Igreja possa funcionar, sua cabeça deve ser realmente existente, claramente identificada e universalmente aceita. Claro que várias vezes na história da Igreja a identidade do Papa foi contestada, notavelmente durante o Grande Cisma do Ocidente de 1378 a 1417, que no final viu não apenas dois, mas três candidatos, todos alegando ser Papa. No entanto, todos os católicos sabiam que mais de um Papa seria mais prejudicial à Igreja, então o Cisma durou apenas 39 anos. Nessa disputa, é enriquecedor observar como a Igreja julgou a validade dos papas em questão. Por um lado, Urbano VII foi regularmente eleito em Roma no conclave papal de 1378 em meio a enormes pressões e ameaças, mas foi aceito e reconhecido como Papa por todos os cardeais que o elegeram. A Igreja passou a ver nele e em seus sucessores a linhagem de Papas verdadeiros e válidos. Por outro lado, alguns meses depois, cardeais franceses em oposição elegeram um francês como Papa Clemente VII, que estabeleceu o papado de Avignon no sul da França. Essa linhagem de "papas" a Igreja passou a condenar como antipapas. O que se deve observar neste exemplo e em vários outros, especialmente na Idade Média, é que, para que um Papa seja válido, a letra da lei é menos importante do que a necessidade absoluta de a Igreja ter uma cabeça única, visível, reconhecida e certa. Assim, Gregório VI comprou seu papado em 1045 por uma grande soma de dinheiro, de modo que sua eleição foi rigorosamente inválida, mas a Igreja sempre o reconheceu como um Papa válido. Em 1294, o Papa Celestino V renunciou duvidosamente, e Bonifácio VIII o sucedeu; mas ambos os eventos foram “curados pela raiz”, ou tornados válidos depois, por terem sido universalmente aceitos pelos católicos, do clero ao laicato. Essa doutrina de um evento ilegal na época, mas que se tornou legal depois, a Igreja aplica a matrimônios e eleições papais sob certas condições. Para eleições papais, essas condições são que o novo Papa seja imediatamente aceito como Papa pela Igreja Universal. Esse foi certamente o caso do Papa Francisco, quando ele cumprimentou a multidão de uma sacada do Vaticano com vista para a Praça de São Pedro logo após sua eleição papal, mesmo com todas as possíveis falhas canônicas da eleição. Quanto à renúncia contestada ou duvidosa de Bento XVI, as opiniões podem divergir, e a Igreja pode decidir com Autoridade o que isso significou somente depois que ela finalmente emergir da crise sem precedentes provocada pela separação entre a Autoridade Católica e a Verdade Católica no Concílio Vaticano II. No entanto, com base nos princípios realistas estabelecidos pelo Bispo Schneider em seu artigo, não parece difícil concluir que essa renúncia foi duvidosa em si mesma e prejudicial, na prática, para a Igreja. Duvidosa em si mesma  porque Deus projetou Sua Igreja como uma monarquia, ou governo de um, e não como uma diarquia, ou governo de dois. Deus obviamente quis que Seu Vigário, ou representante terreno, tivesse à sua disposição em Roma uma aristocracia inteira de oficiais para ajudá-lo a governar a Igreja mundial, mas dessa aristocracia ele deveria ser indiscutivelmente o único rei. E prejudicial na prática , porque a distinção de Bento entre “munus” (ofício) para si mesmo e “ministerium” (ministério ou trabalho) para Francisco, não excluiu claramente sua própria participação contínua no governo da Igreja. No entanto, quem governou a Igreja desde a renúncia de Bento até a sua morte? Não foi Bento. E quando Bento morreu, houve um conclave papal? Não houve. Foi Francisco o Papa de 2013 até agora. Kyrie eleison.

  • Um abençoado e feliz Ano-Novo a todos os nossos amigos e benfeitores!

    C​aros amigos e benfeitores, O Mosteiro da Santa Cruz deseja a todos um santo​ Tempo de Natal​ e um feliz Ano-Novo de 2025. ​"Ele está em uma manjedoura, mas contém o mundo. Ele mama no peito, mas também alimenta os anjos. Ele está envolto em panos, mas nos veste com a imortalidade."​ (S. Agostinho, Sermão 190) Que estas palavras de Santo Agostinho nos reconfortem neste vale de lágrimas e nos fortifiquem no caminho para a santidade​. Com nossas orações e sincera gratidão, ​+ Dom Tomás de Aquino O.S.B. e toda a comunidade do Mosteiro da Santa Cruz https://www.mosteirodasantacruz.org/   FRANÇAIS Chers amis et bienfaiteurs, Le Monastère de la Sainte-Croix vous souhaite à tous un saint temps de Noël et une excellente Nouvelle Année 2025. « Il est couché dans une crèche, mais Il contient le monde: Il est à la mamelle, mais est la nourriture des anges: dans les langes, Il nous revêt d'immortalité. ». (Saint Augustin, Sermon 190) Puissent ces paroles de saint Augustin nous réconforter dans cette vallée de larmes et nous fortifier sur le chemin de la sainteté. Avec nos prières et notre sincère gratitude,   + Mgr Thomas d'Aquin O.S.B. et toute la communauté du Monastère de Santa Cruz https://www.mosteirodasantacruz.org/ ENGLISH Dear friends and benefactors, The Holy Cross Monastery wishes you all a holy Christmas season and a happy New Year 2025. ‘He lies in a manger but He holds the world in His hand; he is nourished at the breast but He feeds the angels; He is wrapped in swaddling clothes but He clothes us with immortality’ (St Augustine, Sermon 190) May these words of St Augustine comfort us in this Valley of Tears and strengthen us on the road to holiness. With our prayers and sincere gratitude, + Bp. Thomas Aquinas O.S.B. and the community of Santa Cruz Monastery https://www.mosteirodasantacruz.org/   DEUTSCH Liebe Freunde und Gönner, Das Kloster vom Heiligen Kreuz wünscht Ihnen allen ein gesegnetes Weihnachtsfest und ein glückliches Neues Jahr 2025. “Er liegt in einer Krippe, aber er hält die Welt in seiner Hand; er wird an der Brust gestillt, aber er nährt die Engel; er ist in Windeln gewickelt, aber er kleidet uns mit Unsterblichkeit“ (Augustinus, Predigt 190) Mögen diese Worte des heiligen Augustinus uns in diesem Tal der Tränen trösten und uns auf dem Weg zur Heiligkeit stärken. Mit unseren Gebeten und aufrichtiger Dankbarkeit,   + Bischof Thomas von Aquin O.S.B. und die Gemeinschaft des Klosters Santa Cruz https://www.mosteirodasantacruz.org/   ESPAÑOL El Monasterio de la Santa Cruz les desea a todos una santa Navidad y un feliz Año Nuevo 2025. "Yace en un pesebre, pero contiene al mundo; toma el pecho, pero alimenta a los ángeles; está envuelto en pañales, pero nos reviste de inmortalidad." (San Agustín, Sermón 190) Que estas palabras de San Agustín nos reconforten en este Valle de Lágrimas y nos fortalezcan en el camino de la santidad. Con nuestras oraciones y sincera gratitud, + Mons. Tomás de Aquino O.S.B. y toda la comunidad del Monasterio de la Santa Cruz https://www.mosteirodasantacruz.org/   ITALIANO   Il Monastero di Santa Croce augura a tutti voi un santo Natale e un felice anno nuovo 2025. "Egli giace in una mangiatoia, ma contiene l'universo intero; succhia da un seno, ma è il pane degli angeli; è avvolto in pochi panni, ma ci riveste dell'immortalità" (S. Agostino, Discorso 190) Che queste parole di sant'Agostino ci confortino in questa valle di lacrime e ci rafforzino nel cammino verso la santità. Con le nostre preghiere e la nostra sincera gratitudine,   + Mons. Tommaso d'Aquino O.S.B. e tutta la comunità del Monastero di Santa Cruz https://www.mosteirodasantacruz.org/

  • Democracia

    Praticamente todos os países de hoje têm uma espécie de culto pela democracia. Ora a democracia moderna, herdada da Independência Americana e da Revolução Francesa, é uma democracia revolucionária. Esta noção de democracia deve ser totalmente rejeitada, pois ela diz que a autoridade procede do povo e não de Deus. Como consequência, a legitimidade das leis procede também do povo, e não de Deus. Se assim for, que valor têm os dez mandamentos da lei de Deus? Deus diz não matar. As democracias modernas de vários países dizem: “Podem matar”. E assim legalizam o aborto e a eutanásia. Quem tem razão? O povo e seus representantes ou Deus? O absurdo da democracia moderna é patente. Outro aspecto da democracia religiosa são as liberdades modernas: liberdade de culto, liberdade de palavra e imprensa, liberdade de ensino e liberdade de consciência. Todas essas liberdades estão condenadas pela Igreja. A liberdade de culto reivindica o direito a todas as religiões de gozarem da proteção do Estado para seus cultos, sua pregação e demais atividades. Isto é contrário à Revelação, pois uma falsa religião não tem direitos. Ela pode ser objeto de uma tolerância, mas nunca de um direito. A liberdade de imprensa é um princípio liberal, igualmente absurdo. Mesmo entre os defensores desta liberdade se vê um grande número combater os seus adversários, procurando silenciá-los a todo custo e por todos os meios, contrariando os seus próprios princípios. Mas o pior é este princípio mesmo, o qual está igualmente condenado pela Igreja, pois só a verdade e o bem podem gozar da liberdade de serem propagados pela imprensa e pela palavra. O mundo moderno não compreende esta condenação, porque o mundo moderno não crê na Igreja. A Europa, cuja missão era a de ser a luz do mundo, lança-se cada vez mais numa completa apostasia. Estando na apostasia, ela não aceita nem entende que a Igreja condene a liberdade de imprensa e de palavra. A liberdade de ensino parte do mesmo princípio. Que o homem pode dizer ou ensinar tudo o que quiser. As universidades de hoje são centros de difusão de toda espécie de erros, como a imprensa moderna e todos os meios de comunicação. Há uma justa liberdade de pesquisa, de investigação dos fatos, mas não deve haver liberdade para ensinar o que é contrário à Revelação. A liberdade de culto é outra liberdade com a qual os revolucionários procuram destruir a fé dos países católicos. Os liberais no Concílio Vaticano II conseguiram que fosse aprovado o Decreto de Liberdade Religiosa, indo contra as condenações da Igreja. Tudo isso fez com que a democracia moderna procedesse de princípios revolucionários. Revolucionários e falsos. Tanto o Brasil e os países da América do Sul, como os EUA, como os países da Europa seguem essas falsas doutrinas. Enquanto esses países seguirem essas falsas doutrinas, eles não terão a verdadeira paz, não terão uma vida social justa e nunca merecerão o nome de países civilizados, mesmo se suas finanças andarem bem. Não é sem razão que São Pio X escolheu o lema “Instaurare Omnia in Christo”. Sem esta restauração, o mundo se perderá cada dia mais. Esta restauração nós devemos esperá-la da Medianeira de todas as graças.   + Tomás de Aquino O.S.B.

  • Comentários Eleison nº 910

    Por Dom Williamson Número CMX (910) – 21 de dezembro de 2024 ELEIÇÃO AMERICANA Deus é imensamente generoso. Perder a sua felicidade me deixaria louco. A reeleição no início do mês passado de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos da América pelos próximos quatro anos pode ser vista sob uma perspectiva religiosa ou política. Se Deus não existisse, então a perspectiva religiosa seria de pouco ou nenhum interesse, e essa eleição poderia ser encarada como uma prova animadora de que o povo americano não perdeu todo o bom senso, já que ela mostrou aquele povo levantando-se contra a loucura de extrema esquerda dos últimos quatro anos de governo sob o presidente Biden e os democratas. Por outro lado, se Deus existe, então essa eleição não é tão animadora, porque muitas eleições democráticas nos tempos modernos mostram que na direita os conservadores estão conservando relativamente pouco, enquanto na esquerda os revolucionários estão o tempo todo ganhando terreno. Essa eleição não foi exceção. Por exemplo, o valente editor católico da revista e site americano The   Remnant,  Michael Matt, comparou o Manifesto Republicano de Trump de 2016, quando ele foi eleito presidente pela primeira vez, com o Manifesto de sua segunda eleição em 2024. Em 2016, ele se posicionou contra o aborto, frequentemente mencionado. Em 2024, o tema pró-vida dificilmente é mencionado, pois ele deixou claro que não era mais contra o aborto. Em 2016, o Manifesto mencionava Deus 16 vezes. Em 2024, Deus foi mencionado duas vezes. Além disso, antes da eleição de 2024, Trump deu várias indicações adicionais de sua deferência àqueles anticristãos que governam os EUA, a ponto de qualquer um perguntar-se se eles não estariam confiantes de que podem controlá-lo pelos próximos quatro anos. Em 2016, eles podem ter temido que Trump liderasse uma reação popular contra eles, mas dificilmente em 2024. Em 2016, ele era um homem com valores decentes de família, pátria e Deus. Ele ainda é o homem que era em 2016? Ou ele deslizou para a esquerda, como grande parte de seus compatriotas? Claro que esse deslizamento para a esquerda, apesar de algumas aparências de direita, como nesta eleição de 2024, não ocorre apenas nos Estados Unidos, mas em todos os países do Ocidente pós-cristão. Por quê? Porque a religião fundamenta a política tal como Deus, a Causa Primeira, fundamenta o ser e a ação de todas as causas secundárias. Quando os homens expulsam Deus de suas vidas, é claro que perdem todo o senso da importância da religião, e, para terem uma vida boa, confiam apenas em si mesmos e fazem religiões substitutas com uma variedade de alternativas a Deus, principalmente com a política. Desde Henrique VIII, os ingleses adoram seu governo em vez de Deus, com resultados desastrosos para a Inglaterra e para a salvação eterna das almas inglesas em seu Juízo diante de Deus. Mas Ele não deixa de existir, nem deixa de fazer tudo o que pode, que não seja tirar o livre-arbítrio dos homens, para salvar suas almas. É por isso que eles podem votar democraticamente para livrar-se d’Ele e de Seus Dez Mandamentos, mas como resultado suas vidas se tornarão cada vez mais insuportáveis, como uma punição pela ausência d’Ele, por recusarem a presença d’Ele (parafraseando o Cardeal Pie). Claro que os homens estão cientes de que suas vidas sem Deus estão tornando-se cada vez mais assassinas – a comida que não nutre, as escolas que não ensinam, os médicos que não curam mais, os hospitais que matam pacientes de todas as idades, os políticos que traem... e a lista não para. Mas será que as pessoas pelo menos sonham em voltar para Deus, para Nosso Senhor Jesus Cristo? Essa constitui a única solução, mas que já é excluída de antemão. Ela não pode ser mencionada nem em uma conversa educada nem na política. Aqui está como e por que temos os políticos e a política que temos. A política não é uma religião substituta . Ela é meramente o arranjo da sociedade humana entre os homens. A religião é muito mais profunda e mais elevada do que a política, pois diz respeito ao acordo da salvação eterna entre os homens e Deus, onde se destacam os Dez Mandamentos, e especialmente o primeiro: Eu sou o Senhor teu Deus, fui Eu quem projetou a tua natureza humana para que vás para o Céu, se cooperares, e isso é um dom supremo para toda a eternidade. Eu te cerco em tua vida na terra com tantas criaturas para te ajudar a ir para o Céu, que não é mais do que justo para Mim exigir de ti amor e obediência em troca. Mas Eu sou um Deus zeloso, e para o teu próprio bem não tereis outros deuses diante de Mim. Presta atenção ao que Eu digo: não dês atenção aos mentirosos que Me contradizem; obedece aos Meus Mandamentos, e então uma bem-aventurança que nem remotamente imaginas será tua, ininterruptamente, para todo o sempre. Presta atenção à Minha Mãe, que nunca mentirá para ti, e Ela te mostrará o caminho seguro para o Meu Céu, através da Minha Igreja Católica . Kyrie eleison.

  • Comentários Eleison nº 909

    Por Dom Williamson Número CMIX (909) – 14 de dezembro de 2024 CAUSA JUSTA Um russo convertido troveja contra o Ocidente? É porque reconhece nele o pior inimigo de Deus! Caros leitores, atenção! A longa citação de hoje vem do ex-presidente da Rússia, que substituiu, no período de 2008 a 2012, o presidente Vladimir Putin, que na época foi obrigado pela Constituição russa a renunciar por quatro anos à Presidência, embora tenha permanecido como Primeiro-Ministro. Até hoje, Dmitri Medvedev (1965-) continua sendo, diz-se, um colaborador próximo de Putin, certamente um defensor daquilo que Putin está tentando alcançar na guerra com a Ucrânia, como demonstrado por essas palavras dele mesmo de dezembro de dois anos atrás. Na denúncia altamente colorida de Medvedev sobre o Ocidente podre de hoje, pode-se não concordar com todos os detalhes, pois, por exemplo, os primeiros impérios europeus, dentre os quais Portugal e Espanha construíram um rosário de nações católicas de cima a baixo da América Central e do Sul, devem ter enviado ao Céu centenas de milhares de almas católicas. No entanto, quanto ao cerne da questão, Medvedev está absolutamente certo. Deus existe. O Diabo existe. Entre os dois há uma batalha campal e irreconciliável  pela conquista de almas, da parte de Deus para povoar o Céu, e da parte do Diabo para povoar o Inferno. Como Deus é o Criador e o Diabo é uma mera criatura, então Deus poderia paralisar completamente o Diabo no momento em que Ele quisesse. Mas Ele não quer, porque quanto mais os homens tiverem que lutar nessa breve vida para salvar suas almas, maior será a qualidade das almas salvas, mais belo será o paraíso de Deus. Então Deus está sempre dando certa liberdade ao Diabo para tentar e condenar almas, mas nunca tanta liberdade a ponto de forçar  almas a escolher a condenação. Mesmo no Jardim do Getsêmani, Nosso Senhor ainda tentava converter Judas Iscariotes: “Amigo, por que você está aqui?” (Mt. XXVI, 50). Toda a vida humana se desenrola tendo essa batalha entre Deus e o Diabo como seu pano de fundo final, e pretender manter-se neutro é ficar do lado do Diabo. Isso é o que Medvedev vê tão claramente na guerra entre a Rússia e a Ucrânia: o Ocidente está podre, e a Rússia tem essa incumbência de derramar seu sangue e tesouro para limpar a podridão. Certamente Nossa Senhora de Fátima pensa o mesmo. Medvedev se converteu à ortodoxia russa aos 23 anos. Muito provavelmente Ela obteve essa graça para ele. Aqui está o que ele disse em 2022: prepare-se para chocar-se. Tudo o que está contra a Rússia hoje pertence a um mundo moribundo. É um bando de drogados nazistas loucos, de zumbis intimidados por eles, e uma enorme matilha de cães latindo saindo do canil ocidental. Junto com eles, um rebanho variegado de porcos grunhindo e uma classe média mesquinha, originária do colapso do império do Ocidente, com a saliva da degeneração escorrendo pelo queixo. Eles não têm fé nem ideais, a menos que sejam as morais obscenas que inventaram e as normas de “duplipensamento” que espalharam, negando qualquer moralidade concedida às pessoas normais. Eis por que, ao nos levantarmos contra eles, nossa luta assumiu um caráter sagrado... Mas então, pode-se objetar, por que vocês ficaram em silêncio por tanto tempo? Éramos fracos, abatidos por um episódio lamentável em nossa história. Mas agora acordamos completamente daquele sono meio pegajoso e da névoa triste dessas últimas décadas em que a morte da Pátria nos imergiu. Outros países estavam esperando o nosso despertar, países violados, escravizados e oprimidos pelos senhores das trevas que ainda sonham com seu monstruoso passado colonial, enquanto aspiram manter seu poder sobre o mundo. Muitos países desistiram de acreditar nas bobagens destes há muito tempo, mas ainda têm medo dos poderes coloniais. Logo eles terão de despertar. E quando a ordem mundial podre de hoje entrar em colapso, ela enterrará sob toneladas e toneladas de seus destroços todos os seus arrogantes sumos sacerdotes, seguidores manchados de sangue, servos zombeteiros e zumbis estúpidos. Então, que armas temos? Elas são várias. Temos os meios de entregar todos os nossos inimigos a um inferno de fogo, mas não é este o nosso propósito. Queremos ouvir as palavras do Criador em nossos corações e obedecê-las. Essas palavras nos dão um propósito sagrado, que é deter o líder supremo do Inferno, qualquer que seja o nome que alguém queira dar a ele... porque seu propósito é a morte, e o nosso propósito é a vida. A arma dele é uma imensa mentira, e nossa arma é a Verdade. Eis por que nossa causa é justa. Eis por que a vitória será nossa! Kyrie eleison.

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