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  • Suplemento 7

    SUPLEMENTO Nº 7 Dom Fernando Arêas Rifan Dom Fernando Rifan sempre foi um líder. Dotado de uma viva inteligência e de contato fácil, ele não teve dificuldades para conquistar a admiração e a confiança de todos. Ordenado em 1974 por Dom Antônio de Castro Mayer ele não demorou a tornar-se o secretário do bispo de Campos. Em 1980, por ocasião da minha ordenação, o Rev. Pe. Fernando Rifan encontrou um meio de ir a Ecône. Aproveitando-se de uma visita ad limina que Dom Antônio fazia naquela ocasião, o Rev. Pe. Rifan também visitou nosso mosteiro na França e Dom Gérard logo discerniu nele um futuro bispo. Os acontecimentos darão razão a Dom Gérard, mas de modo bem diferente que se poderia esperar naquela época. Mas não antecipemos. No Brasil o Pe. Fernando fora solicitado pelos fieis de Permanência para rezar a missa no Rio. Num simpático diálogo entre o Pe. Fernando Rifan e o Dr. Júlio Fleichman, foi selada uma cooperação entre Campos e a Permanência. – “Não podemos tirar o pão dos nossos fiéis de Campos para dar aos do Rio”, argumentou o Pe. Rifan que queria evitar este apostolado fora da diocese de Campos. Campos sempre se ressentirá de um certo legalismo que limitará a ação de Dom Antônio de Castro Mayer e de seus padres. – “Mas os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos filhos”, respondeu o Dr. Júlio que, com esta bela resposta, ganhou a partida. Campos começou então a atender os fiéis do Rio e quando Santa Cruz foi fundado, em 1987, Campos pensou em nos confiar este apostolado. Consentimos somente numa colaboração, pois não queríamos assumir uma responsabilidade que poderia perturbar a regularidade de nossa vida monástica. Nosso apostolado, segundo nosso fundador, o Rev. Pe. Muard, deve ser mais o das missões do que o das paróquias. Assim foi até 1989 ou 1990, quando Dom Lourenço assumiu o apostolado no Rio ao qual foi acrescentado, em seguida, o de Niterói. Mas antes se deram as sagrações de 1988. Numa bela manhã, Dom Antônio de Castro Mayer tomou uma decisão que pegou de surpresa os seus padres. Ir a Ecône para as sagrações. Esta decisão partiu dele mesmo, como o Pe. Possidente repetiu em várias ocasiões. O Pe. Fernando o acompanhou, bem como os Rev. Padres Possidente e Athayde. Na cerimônia de sagração o Pe. Fernando traduziu o pequeno sermão, ou melhor, a profissão de fé que Dom Antônio fez para justificar sua presença naquela cerimônia e declarar publicamente seu apoio à obra de Dom Lefebvre. Este pequeno sermão marcou profundamente aqueles que o escutaram. Depois das sagrações Dom Antônio e seus padres partiram para o Barroux onde eles não puderam entreter-se com Dom Gérard como desejavam. Dom Gérard os evitava deixando assim perceptível para que lado ele estava inclinado. Saindo do Barroux o Pe. Rifan deixou uma carta a Dom Gérard sobre a imensa confusão e decepção que um acordo entre o Barroux e Roma provocaria na Tradição. Quando, no Brasil, recebemos a notícia dos acordos entramos em contato com Dom Lefebvre e Dom Castro Mayer para nos orientar sobre o que era mais prudente fazer. O Pe. Rifan, nestas horas difíceis, serviu de intermediário, para nos comunicar os conselhos de Dom Antônio. Sua Excelência e os padres propunham que fechássemos Santa Cruz e nos instalássemos na diocese de Campos. Uma carta de Dom Lefebvre nos fez tomar uma decisão diferente: não entregar o mosteiro e fazer uma declaração pública, expondo as razões de nossa ruptura com Dom Gérard. Os bens da Igreja pertencem ao Cristo Rei, não se deve deixar que caiam nas mãos dos inimigos de Seu reino universal. O Pe. Rifan veio a Nova Friburgo com o Pe. Tam ajudar-nos a redigir esta declaração. Posteriormente ele voltou mais uma vez para falar sobretudo com Dom José Vannier, que tomara o partido de Dom Gérard mas que tinha consideração pelos padres de Campos. Os Rev. Padres Possidente e Rifan falaram com Dom José, mas sem resultado. Alguns dias mais tarde, o próprio Dom Gérard apresentou-se ao mosteiro com Dom Emmanuel Butler para tentar reaver o mosteiro. Padre Fernando esteve novamente aqui para nos ajudar nas discussões que tivemos com Dom Gérard. Expressamos aqui nossa gratidão por toda aquela ajuda dada a Santa Cruz que contrasta tanto com o que ele faz hoje. Logo após estes acontecimentos, ou um pouco antes, o Pe. Rifan veio nos ajudar numa missão em nossa região, com toda sua experiência na matéria. Ao fim da missão plantamos uma cruz com a inscrição « Salva tua alma ». Os laços entre nós e o Pe. Fernando aumentaram ainda mais por ocasião duma viagem a Alemanha para obter ajuda para o mosteiro e para a paróquia do Rev. Pe. Rifan. Passando por Ecône, Dom Lefebvre nos recebeu com a gentileza que lhe era característica e colocou no bolso do Pe. Rifan uma ajuda substancial para a compra de um terreno onde se construiu uma igreja, a mesma onde, atualmente, ele defende a submissão ao Vaticano II e aos decretos litúrgicos da Igreja Conciliar. Que diria Dom Lefebvre se pudesse prever tão mal uso de sua generosa ajuda? Depois da morte de Dom Antônio uma questão urgente se impôs aos padres de Campos. Quem substituiria Dom Antônio? Isto já poderia ter sido feito em 1988, mas Campos deixara passar a ocasião. Depois de algumas deliberações o clero fiel decidiu escolher um bispo, e um pequeno “conclave” se reuniu. Dom Antônio indicara, antes de sua morte, dois nomes: o Rev. Pe. Emmanuel Possidente e o Rev. Mons. Licínio Rangel. Pode-se supor que o Rev. Pe. Rifan não tinha pois as preferências de Dom Antônio de Castro Mayer. O Rev. Mons. Rangel foi escolhido. A sagração de Dom Licínio Rangel realizou-se na cidade de São Fidelis, em 28 de julho de 1991. O bispo consagrante foi Dom Tissier de Mallerais, assistido por Dom Williamson e Dom Galarreta. Apesar do respeito que se tinha por ele, Dom Rangel jamais pertenceu ao trio dirigente do clero de Campos. Os Rev. Pe. Possidente, Rifan e Athayde tinham uma influência que limitava um pouco a ação de Dom Rangel, que era de temperamento bastante reservado e um pouco tímido. Não há nada de pejorativo nisto que é dito aqui de Dom Licínio ou dos três padres mais influentes de sua diocese. Isto é simplesmente um fato. Ele pode talvez explicar, em parte, os acontecimentos que se seguiram. Convidado pela Fraternidade São Pio X para pregar o retiro sacerdotal que precedeu o Capítulo Geral onde Dom Fellay foi eleito, em 1994, para suceder ao Rev. Pe. Schmidberger, o Rev. Pe. Rifan tornou-se cada vez mais uma referência na Tradição. Assim, quando a Fraternidade entrou em contato com Roma depois do Jubileu de 2000 e convidou Campos para participar, o Pe. Rifan foi escolhido para representar Campos nestas entrevistas. O drama de Campos ia começar. Quando as condições apresentadas por Roma pareceram inaceitáveis por parte da Fraternidade São Pio X, Campos preferiu não dar marcha ré. É difícil de estabelecer qual é a responsabilidade exata de uns e outros nestes acontecimentos. O que pode-se afirmar com certeza é que o Pe. Fernando tornara-se o homem da situação. Ainda que obedecendo às diretivas de Dom Rangel, ele era o único interlocutor presente em Roma durante as negociações. O Pe. Rifan, deve-se notar, já tinha depois de certo tempo contatos cada vez mais freqüentes com os progressistas e tinha também o costume de obter permissões para rezar a missa de São Pio V nos locais que pertenciam aos adversários. Embora isto não seja necessariamente um mal, isto foi, creio, uma abertura que contribuiu para a queda do Pe. Fernando e de toda a diocese. O simples contato com estes homens imbuídos de modernismo e liberalismo foi o ponto de partida desta queda? Vale à pena fazer-se esta pergunta. Para a grande decepção dos católicos de todo o mundo, Dom Rangel assinou um acordo com Roma na catedral da cidade de Campos no dia 18 de janeiro de 2002, na presença do Cardeal Castrillon Hoyos; do bispo titular de Campos, Dom Roberto Guimarães, e de outras personalidades do mundo eclesiástico. Foi a sentença de morte da Tradição em Campos, embora o Pe. Fernando repetisse que não se tratava de um acordo, mas de um reconhecimento. Todos os fiéis aceitaram os acordos, enganados por seus padres que, por sua vez, enganaram-se a si mesmos. Na verdade nem todos os fiéis aceitaram estes acordos, mas os que resistiram foram verdadeiramente o “pusillus grex”. Entre eles deve-se destacar aqui o Sr. Hirley Nelson de Souza. Dom Licínio, atacado por um câncer, faleceu pouco depois, e o Rev. Pe. Rifan o sucedeu à frente da Administração Apostólica, nascida dos acordos com Roma. Sagrado pelo cardeal Hoyos, Dom Fernando revelar-se-á o “ralié”[1] por excelência. Tornando-se amigos de nossos inimigos, ele percorrerá todas as dioceses, abraçando aqueles que outrora ele atacava com um ardor que os progressistas não esquecerão tão cedo. Com a mudança de lado, Dom Rifan vai acumular as provas da sinceridade de seu “alinhamento”[2]. Como disse Abel Bonnard: “Um “ralié” nunca é bastante “ralié” ”. A autoridade do Vaticano II; a legitimidade da missa nova; a obrigação de se submeter ao “magistério vivo” dos Papas liberais; a condenação de Dom Lefebvre, considerado como um cismático: tudo isso Dom Fernando Rifan foi obrigado a aceitar e proclamar. Todavia, não era isto que os padres de Campos queriam, nem o que eles haviam dito aos fiéis, nem mesmo o que eles haviam dado a entender ao Cardeal Castrillon Hoyos. Prova disso, a declaração que eles redigiram, na qual afirmaram sua determinação de continuar o combate contra o liberalismo, o modernismo e o progressismo que inspirou o Vaticano II. O Cardeal Hoyos, depois de ler a declaração, fez a seguinte reflexão que um dos padres de Campos me relatou: “Sim, foi o que nós combinamos. Mas não é necessário dizer tudo isto. Basta declarar que os senhores farão críticas construtivas conforme permite o Código de Direito Canônico”. “Depois disto, disse o mesmo padre, nosso combate terminou”. Seja por medo de contristar o Papa ou o Cardeal Hoyos, seja por falta de convicção, ou por causa de uma fé abalada, ou por medo de Dom Fernando Rifan, ou por qualquer outra razão, o fato é que Campos tornou-se semelhante a um cachorro mudo. A Roma modernista não tem nada a recear da parte destes padres, apesar deles terem sido formados na escola de um dos grandes bispos do século XX, que se opôs energicamente aos erros modernos. Como explicar isto? Sem querer penetrar no fundo dos corações e ir além daquilo que os fatos nos revelam, penso que, certamente, o contato com as autoridades que não professam a integridade da fé católica só pode levar, pouco a pouco, aqueles que se submetem a elas a compartilhar de suas idéias e de seu modo de ser. Dom Lefebvre alertara o bastante a Dom Gérard sobre isto. Em Roma não se faz o que se quer, mas o que Roma quer. Dom Gérard não levou isso em conta; Dom Fernando, menos ainda. Mas, da própria diocese é que viria a reação. Os próprios fiéis perceberam com o tempo que alguma coisa estava mudando. Eles apelaram para o mosteiro, e Dom Antônio-Maria foi rezar uma missa para eles numa fazenda que tem o belo nome de Santa Fé. Dom Fernando ficou furioso. Ele reuniu os “culpados” e lhes advertiu duramente. -“Ai dos senhores, se trouxerem aqui novamente um padre do mosteiro ou da Fraternidade!” -“Excelência, respondeu um camponês que conhecera Dom Castro Mayer, isto depende só do senhor. Se o senhor perseverar na nova direção que escolheu, eu chamarei, todos os anos, um padre da Fraternidade ou do mosteiro para fazer minha Páscoa, eu e minha família.” Dom Rifan não pôde obter nada daqueles valorosos camponeses, que atualmente, nas grandes festas, são mais de 250 numa pequena igreja construída por eles, onde os padres da Administração não põem mais os pés. Para terminar, observemos somente que Dom Fernando hoje concelebra com os bispos progressistas e diz que recusar sistematicamente a rezar a Missa Nova é uma atitude cismática. É o que chamamos de traição: ação de faltar com a fidelidade que se deve ter aos princípios católicos, pois eles nos foram confiados pela Santa Igreja, ou seja, por Nosso Senhor. É uma constatação, nada mais. Se se prefere uma outra definição de traição, pode-se aplicar-lhe esta: crime de uma pessoa que passa para o lado do inimigo. É duro, mas é um fato. Todo mundo pode constatar. Que Deus nos preserve de fazer o mesmo, nós que, por nossa fragilidade, podemos cair ainda mais baixo. Atualmente Dom Rifan é amigo daqueles que condenaram Dom Lefebvre e Dom Antônio. Ele chama João XXIII e João Paulo II de beatos. Ele é amigo dos liberais, daqueles que destronaram Nosso Senhor e que promovem a descristianização da sociedade. Que Nosso Senhor e sua Mãe Santíssima nos preservem de perder a herança que nos foi legada com tanto sofrimento por Dom Marcel Lefebvre e Dom Antônio de Castro Mayer, a qual não é senão aquela de que falava São Paulo: “Eu transmiti o que eu recebi” (I Cor. 11, 23) Ir. Tomás de Aquino O.S.B. [1] “Ralié”. Nome que os franceses deram aos que, seguindo diretivas de Leão XIII, aceitaram trabalhar com o governo republicano e maçom da França, no século XIX. As diretivas de Leão XIII se revelaram imprudentes, e os melhores católicos franceses se recusaram a segui-las. Este mesmo governo francês depois expulsou as ordens religiosas do país, obrigando-as a emigrarem para o exterior. [2] Traduziremos assim o termo “ralliement”, e para “ralié” manteremos a forma francesa. #Suplementos

  • BOLETIM DA SANTA CRUZ Nº 48

    DEZEMBRO DE 2012 – Nº 48 Caros amigos e benfeitores, Acontecimentos da maior importância abalaram e continuam a abalar o mundo da Tradição. Depois do anúncio de um possível acordo prático com Roma, é sobretudo a expulsão de alguns padres e a de Dom Williamson que revelam a gravidade desta crise interna. Nosso mosteiro esteve e está intimamente ligado a estes acontecimentos, já que recebemos em nossos muros não só o Padre Ernesto Cardozo, mas também Dom Williamson, que veio ao Brasil para nos confirmar na fé através do sacramento da crisma e da pregação anti-liberal e anti-modernista, explicando-nos, com clareza e profundidade, a natureza e as causas da crise atual. Ele nos exortou a rezar o rosário todos os dias, o que muitos começaram a fazer depois de sua passagem pelo Brasil. Só a Medianeira de todas as graças recebeu de seu próprio Filho o poder de esmagar a cabeça da serpente infernal, abrindo-nos o caminho real da Santa Cruz, que nos conduz à beatitude eterna que nos obteve nosso Redentor com seu Preciosíssimo Sangue. Estas crismas foram veementemente criticadas e qualificadas de ilícitas. E por que seriam elas ilícitas? Porque, dirão alguns, elas não foram realizadas com consentimento de Dom Fellay, assim como todo este apostolado feito durante oito dias em terras brasileiras. Pensamos nós que, ao contrário, estas crismas foram lícitas e benéficas pela seguinte razão. É do conhecimento de todos que a pregação de Dom Williamson desagrada a Roma. Ora, no combate de hoje esta voz, como a de Dom Lefebvre há 40 anos atrás, é da máxima importância por ser uma das únicas vozes episcopais do mundo genuinamente católicas. Calar-se Dom Williamson na hora atual seria trair a sua missão episcopal. Falar é utilizar a graça episcopal, recebida para proteger e alertar os fiéis quanto ao perigo de um acordo mortal para a Tradição ou de algo semelhante: um espírito de acordo sem acordo propriamente dito. Tendo isto diante dos olhos, pensamos que Dom Williamson fez bem em expor-se a duras sanções para o bem dos fiéis. É o dever de um pastor. O bom pastor deve dar sua tranquilidade e sua vida pelas suas ovelhas. Por esta razão estamos unidos a Dom Williamson neste momento em que seu nome é, mais uma vez, desonrado com o estigma de rebelde, desobediente e outros adjetivos piores. Que Deus dê a Dom Williamson e a todos que defendem a fé católica a força de perseverar até o fim na defesa dos direitos de Cristo Rei, e não nos supostos direitos do homem moderno, que o Vaticano II quis sacrilegamente consagrar, causando assim o maior desastre da história da Igreja desde a sua fundação. Dom Prior 28 de outubro de 2012 Festa de Cristo Rei Doutrina O Sacramento da Confirmação O que é o Sacramento da Confirmação? A Confirmação, ou Crisma, é um sacramento que nos dá o Espírito Santo, imprime em nossa alma o caráter de soldados de Cristo, e nos faz perfeitos cristãos. De que maneira o Sacramento da Confirmação nos faz perfeitos cristãos? A Confirmação faz-nos perfeitos cristãos confirmando-nos na Fé, e aperfeiçoando em nós as outras virtudes e os dons recebidos no santo Batismo; e é por isso que se chama Confirmação. Quais são os dons do Espírito Santo que se recebem na Confirmação? Os dons do Espírito Santo que se recebem na Confirmação são sete: Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade, Temor de Deus. Qual é a matéria deste sacramento? A matéria deste sacramento, além da imposição das mãos do Bispo, é a unção feita na fronte da pessoa batizada, com o santo Crisma; por isso, este sacramento se chama também Crisma, que significa unção. Que é o santo Crisma? O santo Crisma é óleo de oliveira misturado com bálsamo, e consagrado pelo Bispo na Quinta-Feira Santa. Que significam o óleo e o bálsamo neste sacramento? Neste sacramento, o óleo, que se derrama e fortalece, significa a abundância da graça que se difunde na alma do cristão para o confirmar na Fé; e o bálsamo, que é aromático e preserva da corrupção, significa que o cristão fortificado por esta graça é capaz de difundir o bom aroma das virtudes cristãs, e de preservar-se da corrupção dos vícios. Qual é a forma do Sacramento da Confirmação? A forma do Sacramento da Confirmação é esta: Eu te assinalo com o sinal da Cruz, e te confirmo com o Crisma da salvação, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém. Quem é o ministro ordinário do Sacramento da Confirmação? O ministro ordinário do Sacramento da Confirmação é só o Bispo. Quem é o ministro extraordinário do Sacramento da Confirmação? O sacerdote. Em todos os lugares onde Dom Williamson confirmou, ele o fez também a pessoas que já haviam sido confirmadas no rito novo. Por quê? Porque no rito novo se introduziram modificações tanto na matéria (que não precisa ser mais o óleo de oliva), como na forma. Crônica 12 de maio Casamento em Arraial Novo, de Gabriela e Geraldo, celebrado por Dom Antônio Maria. 13 de maio Votos perpétuos das Irmãs Maria Beatriz e Maria Inês, e voto anual da Irmã Maria Goretti no Instituto Nossa Senhora do Rosário, em Anápolis. Dom Prior toma parte na cerimônia e retorna em seguida. 15 de maio Dom Antônio Maria viaja para o seminário de La Reja. 17 de maio O Rev. Padre Ernesto Cardozo canta a missa da Ascensão. 21 de maio Chegada do Rev. Pe. Fernando Conceição Lopes que vem ver as irmãs do seu Instituto que se ocupam de nosso colégio. 26 de maio Peregrinação da vigília de Pentecostes com a participação das irmãs. 27 de maio Missa de Pentecostes seguida de catecismo sobre a situação atual da Tradição. A carta que Dom Williamson, Dom Tissier e Dom de Galarreta escreveram a Dom Fellay e seus conselheiros é explicada aos fiéis. 2 de junho Conferência em Campos sobre a situação atual. 3 de junho Batismo de adulto de Tiago Gadotti, após uma preparação levada muito a sério por parte deste novo membro da Santa Igreja. 6 de junho Dom Antônio Maria e Ir. Plácido partem para Arraial Novo para a festa de Corpus Christi. 7 de junho Bela procissão de Corpus Christi no mosteiro com a participação das irmãs, que decoraram com muito zelo a capela São Miguel–Santo Antônio, onde foi celebrada a missa. Nossos amigos de Vitória vêm tomar parte na festa. 10 de junho Dom Antônio Maria parte para Bellaigue. 15 de junho Breve missão em Vitória, onde as irmãs devem se apresentar para um exame de faculdade à distância. 4 de julho Dona Teresa, a “vó” como é conhecida, recebe a Extrema Unção no hospital São Lucas. Seu estado melhora e ela volta para a casa alguns dias depois. 25 de agosto Chegada de Dom Williamson ao Rio de Janeiro, donde segue para Salvador após almoçar na casa de fiéis amigos. 26 de agosto Crismas no mosteiro Nossa Senhora da Fé e do Santo Rosário (Candeias – BA), com grande concurso de fiéis, seguida de uma conferência de Dom Williamson aos fiéis, sobre o Liberalismo. 27 de agosto Dom Williamson se entretém com o Rev. Pe. Jahir e sua comunidade. 28 de agosto Dom Williamson parte para Vitória, onde os fiéis o recebem com marcas de verdadeira piedade e santa alegria. Os irmãos André, Agostinho e Tarcísio chegam também a Vitória para a cerimônia das crismas no dia seguinte. 29 de agosto Partida para Campo Grande. Um atraso do avião obriga Dom Williamson a ficar mais um dia em Vitória e a cancelar a visita e as crismas em Campo Grande. Visita adiada, mas não cancelada. A Providência proverá. 30 de agosto Partida para Maringá, onde as crismas se realizam no dia 31. Como em Vitória e Candeias, Dom Williamson faz uma conferência aos fiéis. 1º de setembro Volta ao Rio e subida da serra para Nova Friburgo, onde Dom Williamson administra o sacramento da Crisma a cerca de 50 crismandos e dirige a palavra aos fiéis e aos monges diversas vezes para edificação e instrução de todos. 3 de setembro Festa de São Pio X, que Dom Williamson passa conosco até a hora do almoço. Na missa ele nos fala da dificuldade singularíssima que encontrou Dom Lefebvre diante da obrigação de desobedecer ao chefe supremo da Igreja, para conservar e proteger a fé. A máquina administrativa da Igreja foi utilizada contra a fé, por uma permissão de Deus para castigo dos homens e para glória dos que permaneceram fiéis, a começar por Dom Lefebvre, verdadeiro luminar nas trevas atuais que se abateram sobre a Santa Igreja. 30 de setembro Aconselhado por Dom Williamson, Dom Prior completa a série de crismas deixadas por fazer, visitando Campo Grande e administrando este sacramento de modo extraordinário como prevê a Santa Igreja em casos semelhantes. 12 de outubro Dom Prior e Irmão Plácido vão a Vitória, onde o Deivid nos auxilia a abrir uma conta Paypal para receber donativos do exterior. 15 de outubro Dom Prior visita o Pe. Fernando Lopes e seu Instituto em Anápolis, onde um internato abriga uma escola de cerca de 100 alunos, dos quais cerca de 40 são meninas internas. Três meninas de Friburgo estão atualmente neste internato. 6 de novembro Dom Prior parte para Maringá e volta passando pelo Rio de Janeiro, onde é acolhido por fiéis amigos. 12 de novembro O Rev. Pe. Cardozo passa para os monges um documentário sobre os cristeros, como já havia feito para as irmãs e como costuma fazer sobre os mais variados temas, como Garcia Moreno, Thomas Morus, milagres eucarísticos, etc. 13 de novembro D. Prior e Ir. Plácido partem para Arraial Novo para o enterro de D. Lucy, mãe de 14 filhos cujo exemplo é uma graça para os jovens casais de Arraial Novo. 14 de novembro Recebemos e lemos no refeitório a bela, firme e calorosa declaração do Rev. Pe. Jahir Britto em defesa de Dom Williamson. 25 de novembro Comunhão de cinco crianças de nosso colégio, preparadas pelas irmãs. NOTA DO CELEIREIRO Temos agora um colégio em funcionamento. Que trabalho! Este trabalho heróico é feito pelas irmãs do Rev. Pe. Fernando Conceição Lopes. Que Deus o abençoe para sempre pela tão grande generosidade em haver fundado este Instituto que cuida da formação das crianças. No entanto, se o trabalho é feito pelas irmãs, as despesas são asseguradas pelo mosteiro. Ora, nossos pequenos ou grandes trabalhos não são suficientes para pagar estas despesas. Por isto este pobre administrador que lhes escreve pede humildemente sua ajuda, assegurando-lhe das orações e gratidão dos irmãos, das irmãs e das crianças. Uma missa é celebrada todos os meses pelos nossos benfeitores. ir. Celeireiro Endereços e contas bancárias para correspondência e para quem quiser nos ajudar: Soc. C. Mant. do Mosteiro da S. Cruz Banco Itaú S.A. Agência 0222 – conta 29186-6 Nova Friburgo – RJ Soc. C. Mant. do Mosteiro da S. Cruz Banco do Brasil S.A. Ag. 0335-2 – conta 5055-5 Nova Friburgo – RJ Sociedade Civil Mantenedora do Mosteiro da Santa Cruz Caixa Postal 96582 Nova Friburgo – RJ 28610-974 Santo Natal e Feliz Ano Novo AJUDEM NOSSAS IRMÃS A CONSTRUÍREM UMA HOSPEDARIA PARA AS FAMÍLIAS “… e o reclinou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.” Luc II, 7 + PAX AJUDEM NOSSO COLÉGIO E AS IRMÃS DO SANTÍSSIMO ROSÁRIO Para o nosso colégio Donativos à ordem de: Soc. C. Mant. do Mosteiro da S. Cruz Banco Itaú S.A. Agência 0222 – conta 47957-8 Nova Friburgo – RJ Para as Irmãs do Santíssimo Rosário Donativos à ordem de: Irmã Nilza da Glória Gonzaga Banco Itaú S.A Agência 9204 – conta 14125-4 Nova Friburgo – RJ #Boletins

  • Notificação a respeito do Sr. Luis Cláudio Viana

    NOTIFICAÇÃO A RESPEITO DO SR. LUIS CLÁUDIO VIANA Notificamos que o Sr. Luis Cláudio Viana que se apresenta com o nome de Dom Bento Maria O.S.B. nunca fez votos solenes em nosso mosteiro, nem pertence ao mesmo, embora tenha estado nele por alguns meses. Procuraremos dar maiores esclarecimentos a esse respeito logo que possível para evitar que este indivíduo continue a enganar a muitas pessoas como já o fez no passado. ir. Tomás de Aquino. #Atualidades

  • Déclaration

    DÉCLARATION[1] Répondant au communiqué du R.P Bouchacourt, le monastère de la Sante Croix déclare qu’il a appelé son Exc. Mgr. Richard Williamson à venir au Brésil parce qu’il le considère comme un digne défenseur de la foi catholique, capable de confirmer dans la foi non seulement les moines de Santa Cruz, mais également les communautés religieuses et les fidèles qui voient avec grande appréhension la néfaste politique des accords pratiques avec Rome avant que Rome ne se convertisse de ses erreurs libérales et modernistes. Pourquoi les capucins, les dominicains et même lesbénédictins de Bellaigue eurent-ils leurs candidats éloignés ou menacés d’éloignement de la réception des ordres, sinon à cause de leur opposition à la politique des accords ? Et cela quand Rome ne voulait même plus les accords. C’est manquer à la vérité quede taire les vraies raisons de ce que nous vivons actuellement. Pourquoi a-t’–on demandé à Mgr. Williamson de cesser ses « Commentaires Eleison » sinon à cause de la doctrine exposée dans ceux-ci? Pourquoi Mgr. Tissier de Mallerais a été obligé d’interrompre ses prédications aux USA sinon parce qu’il était contre la politique des accords ? Pourquoil’abbé Koller a été menacé de punition sinon parce qu’il prêchait contre cette même politique ? Pourquoi les abbés Cardozo, Chazal, Pfeiffer et d’autres ont été punis ou expulséssinon à cause de leur opposition à cette même politique ? Attention, avait avertiMgr. de Galarreta il y a quelques mois en arrière[2]: « Pour le bien de la Fraternité… et de la Tradition, il est nécessaire de fermer bien vite la « boîte de Pandore »[3], afin d’éviter le discrédit et la démolition de l’autorité, des contestations, des discordes et des divisions, peut-être sans retour. » Et Mgr. de Galarreta se demandait quelles conditions allaient être exigées pour une proposition totalement acceptable, c’est à dire, pour une victoire que ne peut être qui doctrinale, car dans ce combat tout repose sur la foi. Et lui-même répondait se référant aux textes de Mgr. Lefebvre cités dans son exposition : Citons un de ces textes : «Nous n’avons pas la même façon de concevoir la réconciliation. Le cardinal Ratzinger la voit dans le sens de nous réduire, de nous ramener à Vatican II. Nous, nous la voyons comme un retour de Rome à la Tradition. On ne s’entend pas. C’est un dialogue de sourds. Je ne peux pas beaucoup parler d’avenir, car le mien est derrière moi. Mais si je vis encore en peu et en supposant que d’ici à un certain temps Rome fasse un appel, qu’on veuille nous revoir, reprendre les conversations, à ce moment-là c’est moi qui poserais les conditions. Je n’accepterai plus d’être dans la situation où nous nous sommes trouvés lors des colloques.C’est fini. Je poserais la question au plan doctrinal : « Est-ce que vous êtes d’accord avec les grandes encycliques de tous les papes qui vous ont précédés. Est-ce que vous êtes d’accord avec Quanta Cura de Pie IX, Immortale Dei, Libertas de Léon XIII, Pascendi de St. Pie X, Quas Primas de Pie XI, Humani Generis de Pie XII ? Est-ce que vous êtes en pleine communion avec ces papes et avec leurs affirmations ? Est-ce que vous acceptez encore le serment antimoderniste ? Est’ce que vous êtes pour le règne social de Notre Seigneur Jésus-Christ? Si vous «n’acceptez pas la doctrine de vos prédécesseurs, il est inutile de parler. Tant que vous n’aurez pas accepté de réformer le Concile en considérant la doctrine de ces papes qui vous ont précédés, il n’y a pas de dialogue possible. C’est inutile.» Conclusion : La « boîte de Pandore » n’a pas été fermée, puisque la ligne tracée parMgr. Lefebvre  n’a pas été suivie. Mais il est probable que le R. P. Bouchacourt dise, au contraire, qu’au chapitre général tout a été mis au point, tout est en ordre. Malheureusement cela n’est pas vrai. Le chapitre général a maintenu l’objectif des accords sur une base différente de celleexposée plus haut par Mgr. Marcel Lefebvre. Lisez les Commentaires Eleison de Mgr.Williamson[4] au sujet des six conditions et vous verrez comme les résolutions du chapitre général sont insuffisantes et différentes de celles posées par Mgr. Lefebvre. D’autres diront: en quoi cela vous regarde? Je répond que cela est bien de mon ressort parce que la foi est un bien commun de l’Eglise et j’appartiens à l’Eglise, et, en plus, je suis responsabledes moines de Santa Cruz et des fidèles qui nous manifestent leur confiance. Mais on dira également : l’obéissance transfert les responsabilités aux supérieurs, et, en obéissant, personne ne se trompe. Malheureusement les choses ne sont pas aussi simples. C’est ainsi que la majeure partie des évêques acceptèrent le Concile Vatican II. Mais d’autres diront encore: vous contribuez à diviser la Tradition. Je répondrai que l’union doit se faire autour de la vérité, c’est à dire de la foi catholique, et les paroles et attitudes de Mgr. Fellay ne sont plus, c’est regrettable, celles d’un disciple de Mgr. Lefebvre qui, lui, a défendu la vérité sans concession. Pourquoi Mgr. Williamson etMgr. Tissier de Mallerais sont mis en sourdine ? Lisez la lettre des trois évêques à Mgr. Fellay et à ses assistants et vous découvrirez la raison du combat de la Tradition et la raison de notre attitude[5]. Corção disait et répétait sans cesse qu’une fausse notion de la charité et d’union faisait de très grands dégâts dans la résistance catholique. Quand on dissocie la charité de la vérité, la charité cesse d’être charité. Beaucoup, même parmi ses propres amis, l’accusaient de manquer à la charité, à cause de ses articles. Mais l’élémentaire et première charité consiste à dire la vérité. C’est Corção qui avait raison, comme les faits l’ont démontrés. La même accusation a été faite contre Mgr. Lefebvre.[6] Quant à l’union, Corção disait avec humour que l’expérience lui avait enseigné que, contrairement au dicton populaire « l’union fait la force », il avait vu souvent l’union faire la faiblesse. Et pourquoi ? Parce que l’union en dehors de la vérité, une union faite de concession, une union qui sacrifie la foi est une faiblesse qui « rend faibles  les fortes gens» pour me servir de l’expression d’un grand poète portugais. Et n’est-ce pascela qui se passa au Concile Vatican II ? Pour un soi-disant bien, c’est à dire, pour l’union avec Paul VI, beaucoup d’évêques finirent par accepter des documents inacceptables. A cette occasion, l’union n’a pas fait la force, mais bien son contraire. Or, aujourd’hui dans la Tradition, on veut que nous nous unissions à tout prix avec ceux qui croient que les erreurs du Concile ne sont pas si graves que ça, que 95% du Concile est acceptable, que la Liberté Religieuse de Dignitatis Humanae est très, très limitée, qu’on ne doit pas faire des erreurs du Concile des super-hérésies. Mais cela n’est pas vrai. Le Concile a été le plus grand désastre de l’histoire de l’Eglise depuis sa fondation, comme le dit Mgr. Lefebvre dans son livre « Ils l’ontdécouronné ». Si c’est pour construire sur ces bases, je préfère m’abstenir et travailler à la restauration intégrale de la foi catholique comme nous l’a toujours conseillé et exhorté Mgr. Marcel Lefebvre, espérant que la Fraternité se ressaisisse de nouveau et reprenne les rênes de la vraie foi, comme j’espère qu’elle le fera, car elle en a les moyens, puisqu’elle est dotée d’excellents évêques et d’excellents prêtres. Quant à l’accusation qui dit que je trompe les fidèles, donnant la fausse impression que j’ai invité Mgr. Williamson avec l’aval de Mgr. Fellay, je puis affirmer que je n’ai pas caché, depuis déjà longtemps, notre opposition à la politique de Mgr. Fellay. S’il est vrai que le peuple brésilien est un peu naïf, je crois qu’il n’est pas aussi naïf que le pense monsieur l’abbé Bouchacourt, bien au contraire[7]. Qui ne sait pas que Mgr. Williamson est mal vu à Menzingen? Cependant, ici il est bien vu, car l’obéissance n’est une vertu que si elle est soumise à la foi, à l’espérance et à la charité. Faire de l’obéissance une arme pour paralyser la Tradition c’est répéter le coup de maître de Satan, comme l’a dit Mgr. Lefebvre, qui a mis toute l’Eglise dans la désobéissance à sa propre Tradition, par obéissance. Nous refusons catégoriquement de faire cela. Qu’on disent tout ce qu’on veut, il y a un problème et ce problème est de foi et il est grave, comme l’a écrit Arsenius. Quant à nous, notre décision est déjà prise: appuyer ceux que défendent la foi comme l’ont fait Mgr. Lefebvre, Mgr. Antônio de Castro Mayer, Saint-Pie X et toute la Tradition de l’Eglise. Si nous devons souffrir à cause de cela, nous souffrirons, car Notre Seigneur nous a averti : «Qui veut vivre pieusement dans le Christ-Jésus, souffrira persécution.» (2Tm 3,12) Quant à la Fraternité, nous la considérons comme l’œuvre providentielle, fondée par un évêque qui a pratiqué au plus haut degré l’héroïsme des vertus qui sont celles pour lesquelles Dieu a créé les dons de sagesse, intelligence, conseil, force, science, piété et crainte de Dieu. Nous considérons Mgr. Lefebvre une lumière qui a brillé au milieu des ténèbres du monde moderne et la Fraternité est son œuvre et son héritière, mais à la condition qu’elle reste fidèle à la grâce reçue. Nous prions pour elle et si nous nous opposons à la politique de Mgr. Fellay, ce n’est pas du tout par un sentiment hostile et gratuit contre la Fraternité, mais par amour pour celle-ci et pour Mgr. Fellay, de même que nous aimons la Sainte Eglise et par amour pour elle nous combattons le libéralisme et le modernisme de ses ennemis qui se sont installés dans son sein. Que le Bon Dieu bénisse et sauve la Fraternité Saint Pie X à laquelle je dois tout ce que j’ai reçu de meilleur, aussi bien dans le domaine de la foi que du sacerdoce que j’ai reçu des mains de son Exc. Mgr.Marcel Lefebvre. Fr. Thomas d’Aquin 8 septembre de 2012 Nativité de Notre Dame. [1] Traduction établie par nos soins, enrichie de quelques notes et de quelques retouches [2]Réflexions autour de la proposition romaine [3]Dans la mythologie grecque Pandore désignait la première femme, qui, par curiosité, ouvrit la boîte que Zeus lui envoya et qui contenait tous les maux qui en sortirent à l’exception de l’espérance qui resta au fond de celle-ci. [4]Commentaires Eleison nº 268 – Les six Conditions [5]On y peut lire: «À la suite de Mgr. Lefebvre le propre de la Fraternité est, plus que dénoncer les erreurs pas leur nom, de s’opposer efficacement et publiquement aux autorités romaines qui les diffusent. Comment pourrait-on concilier un accord avec cette résistance publique aux autorités, dont le Pape? » (Lettre du 10 mai 2012 au Conseil Général de la Fraternité St. Pie X) [6] Qui poursuivit son combat sachant qu’il est préférable qu’il y ait des scandales que de taire la vérité, puisque le scandale plus grand serait celui de tolérer l’erreur, comme l’affirme S. Grégoire le Grand. [7] Outre cela, quand on fait quelque chose d’honnête, il n’y a pas besoin de donner trop d’explications. Or la venue de Mgr. Williamson me semble honnête et justifiée dans le contexte actuel, même si plusieurs pensent autrement. #Textes

  • O estruturalismo francês

    O ESTRUTURALISMO FRANCÊS E A SUBVERSÃO DO INDIVIDUO ATRAVÉS DA OBSESSÃO MUSICAL, PSICOLÓGICA E TOXICOLÓGICA d. CURZIO NITOGLIA [Tradução: Gederson Falcometa] O estruturalismo é “o certificado de morte da alma”(Michel Focault). “Existe muita lógica nesta loucura” (Hamlet, W.Shakespeare). Proêmio O marxismo em crise depois da falência da revolução stalinista, que não conseguiu exportar o comunismo para o mundo inteiro, buscou (dos anos Trinta ao Sessenta e oito) uma outra via, para levar a revolução na parte do mundo, ainda não marxizada  e conseguiu. Esta nova via consiste em substituir o proletariado e a luta de classes com a corrupção intelectual e ética do individuo, e mesmo com a destruição da realidade levada adiante pela classe estudantil, embriagada de doutrinas irracionais, ilógicas e niilistas, as quais conduzem ao suicídio do individuo, a destituição da moral natural e a tentativa de “matar” o próprio Ser subsistente através do enti-cídio ou a destruição do ser participado, finito e criatural. Já falamos difusamente da Escola de Frankfurt e apenas en passant do Estruturalismo francês. Agora nos propomos a tratar mais detalhadamente desta segunda escola de pensamento, estudando a vida e as obras dos seus maiores representantes e a doutrina que nasceu de suas mente doentes para contagiar a juventude estudantil, arruinar o individuo, a família e subverter a Sociedade e a Igreja com a tática da mão estendida ou do diálogo entre o comunismo de face humana e o cristianismo (Garaudy, Bloch e Rodano). Música e revolução O estruturalismo (J. Lacan), como na Escola de Frankfurt (T. W. Adorno), estudou também a música como elemento destrutivo e dissolvente da harmônia e do equilíbrio humano (sensibilidade submetida ao intelecto e a vontade). Aristóteles escreve que “mentes perversas levam a estilos musicais retorcidos” (Política, VI). O estruturalismo e especialmente Adorno o entenderam muito bem e revogaram a verdade aristotélica: “a música retorcida perverte a mente e a alma do homem”. Por isso se tem trabalhado para destruir e subverter a Sociedade Civil, a família e o individuo desde a profundidade da sua alma através de uma música selvagem. Infelizmente com a “Reforma litúrgica” de Paulo VI em 1970 esta dissonância musical (e não apenas ela) entrou também nas igrejas e perverteu a mente e a Fé dos cristãos. Os estruturalistas e Adorno partem de Richard Wagner e Schönberg, com o qual inicial o predomínio das variações, dissonâncias, sobreposição dos temas, para chegar a música leve ou pop moderna, que é a radicalização da desarmonia  para desequilibrar e deseducar através da audição a mente das novas jovens gerações [1]. Os autores estudados são Richard Wagner (+1883), Arnol Schönberg (+1951) e Elvis Presley (+1977), do qual nasceu a revolução musical que nos anos Sessenta arruinou milhões de jovens, junto a droga e ao álcool. Richard Wagner [2] inicia o romantismo musical, “sem sombra de resíduos clássicos” [3]. Ele se distancia sempre mais deliberadamente do gênero tradicional da ópera histórica para chegar a uma fase autoral da história a “qual corresponde a indeterminação da sua música” [4]. A realidade da música que era assim clara em Mozart, Bach e Beethoven, é sacrificada definitivamente por Wagner pelo ideal da música como linguagem sonora. Ele “desossa a música clássica da harmônia e da arquitetura, […] não existe nunca som puro tudo é amalgamado […] em uma mistura de sons” [5]. Além disso a sua ultima ópera o Parsifal (1882) “resume os tons do misticismo sexual wagneriano” [6]. Sobre a linha do cromatismo wagneriano de Tristão, “que já comprometia as relações fundamentais da harmônia clássica, prosseguiram alguns compositores da Áustria e da Europa central, para a atonalidade […] sem mais hierarquia tônica” [7]. Luisa Cervelli, docente de história da música  em La Sapienza, escreve: «No Parsifal […] mais que o herói cristão, brilha o espírito pagão-germânico que […] parece quase representar o triunfo do mito pagão germânico sobre a tradição latina e sobre o espírito católico do cristianismo» (voce Wagner Richard, in “Enciclopedia Cattolica”, Città del Vaticano, 1954, vol. XII, col. 1643). Wagner foi um inovador na música clássica e abriu as portas a música moderna e desarmônica; de fato ele “condena toda música excluída a nona de Beethoven» [8]. Wagner entende revolucionar e mudar o mundo e o homem através da “música nova”, que é o poema sinfônico e o drama musical, contrapostos a música clássica do passado ou “música pura” (a sinfonia e o concerto). O drama musical de Wagner se revelou como o gênero mais inovativo e revolucionário do Século XIX alemão [9]. Das obras musicais estreitamente instrumentais (sinfonias, concertos) se passa com Wagner as obras musicais nas quais um sistema literário, filosófico e histórico-politico influem sobre a música instrumental (drama musical), assim que a música tira sua origem de uma fonte extra-musical: um poema ou narrativa histórica [10]. Também a própria música com Wagner (+1883) começa a sofrer um mutamento substancial, que encontrará o cumprimento com Schönberg (+1951): “não mais melodia regular e simétrica, mas ao invés temas que se contrapõem, se transformam, se dividem, se sobrepõem. […]. É subvertida a relação tradicional hierárquica entre melodia e harmônia” [11]. Depois de Wagner o estruturalismo estudou Arnold Schönberg (Vienna 1874-Los Angeles 1951) [12], no qual “encontra a sua expressão mais completa a escola atônica, o cromatismo tristaniano, carregado de mórbida emotividade” [13]. O Autor “volta as costas a harmônia tradicional, implementando o comunismo ou a absoluta paridade entre os doze sons. […]. A liberalização total da dissonância não dá lugar ainda a outros princípios compostos que substituem aqueles, agora destruídos, da harmônia tradicional. É o momento da absoluta liberdade e da subversão total” [14]. A sua música é composta substancialmente de dois elementos principais: “dissonância e sexualidade, feiura sonora e frenesi dionisíaco” [15]. Ele destrói a música clássica e dá início a dissonância afro-americana. Em 1948 Theodor Wiesegrund Adorno escreve a obra intitulada Filosofia da nova música, na qual compara um ensaio sobre Schönberg e o progresso. Adorno apontou em Schönberg o modelo insuperável da modernidade, o assassino da tradição [16]. A escola neo-alemã de Schönberg se refere a Wagner e se contrapõe a música clássica vienense até Brahms. A nova escola é fundada “sobre o urro, sobre gesto violento, sobre deformações da realidade, sobre representações da angústia e do delírio. […] Essa é a epifania do negativo e, sobretudo a repulsa de toda reconciliação entre o homem e o mundo. […] é na expressividade acesa, distorcida, violenta dos seus primeiros dramas teatrais, […] a total emancipação da dissonância […] e a necessidade de exprimir com meios musicais de todo novos e inauditos a tensão utópica,revolucionária do nascente expressionismo teatral” [17]. Schönberg se serve da dodecafonia, segundo a qual os doze sons da escala cromática são todos perfeitamenteequivalentes onde é abolido o fundamental princípio hierárquico sobre o qual se baseia o sistema tônico, assim ele consegue representar “a angústia, a alucinação e o sonho a olhos abertos” [18]. De tanta dissonância, passo ao rock de Elvis Presley (+ 1977) caracterizado pela “exaltação do sexo, […] pelo rock, pela droga e pelo rock satânico, até ao rock da violência e do crime” [19] foi breve. De 1956 a 1960, Elvis “deliberadamente provocou a revolta massiva de milhões de jovens no mundo inteiro contra toda forma de sujeição e de autoridade. […]” [20]. A sua ultima exibição acontece em 16 de junho de 1977 e em 16 de agosto de 1977 é encontrado morto por over dose [21]. Como se vê, a revolução foi feita também e talvez, sobretudo mediante a música. De fato, como uma marcha militar acende a irascibilidade e a reforça, como a música clássica, polifônica e gregoriana relaxam, acalmam e unem a Deus as almas dos ouvintes, assim a música desarmônica e obsessiva-compulsiva desencadeia os piores instintos animalescos no homem e o leva ao delírio, a droga, a degeneração moral e mesmo ao suicídio ou ao satanismo (v. Presley). A doutrina estruturalista como levante do marxismo em chave niilista, psicoanalítica e selvagem estruturalismo francês é a doutrina anti-filosófica, segundo a qual, se deve (não apenas se pode, mas é absolutamente necessário) estudar as relações (ou “estruturas” que é a relação de uma coisa com a outra) entre os vários termos, sem conhecer os próprios termos. O fundandor do estruturalismo Claude Lévy-Strauss escreve: «o estruturalismo leva os fatos sociais da experiência e o transporta para o laboratório.  Neste lugar lhe representa sob forma de modelos, tomando em consideração não os termos, mas as relações entre os termos»[22]. Como se pode  falar da relação de uma coisa com a outra sem conhecer as coisas que estão em relação recíproca? É como querer falar da relação de paternidade ou filiação, que intercorre entre pai e filho e viceversa, sem conhecer e tomar em consideração o pai e o filho.  S. Tommaso D’Aquino (S. Th., I, q. 13, a. 7) explica que os termos da relação ou “relação de uma coisa com outra” são quatro: 1º)o sujeito, que é o ente ao qual a relação se refere (por ex. paternidade-pai); 2º) o termocom o qual o sujeito é colocado em relação (filho); 3º) o fundamento da relação entre sujeito e termo (geração ativa); 4º) a relação ou vínculo  que liga o sujeito ao termo (parentela ou paternidade). A relação (paternidade) tem um ser acidental próprio que é o inerir ou “esse in” a substância (pai). Ora o acidente não é o ente, mas é do ente; o seu ser é de inerir sobre uma substância, isso é precário e insubsistente em si, que é incapaz de existir em si e por si e então deve sobrevir ou aceder (accedit, de accidere) a uma substância, a qual existe em si e por si e atua no sujeito (substat) como acidente. Se falta o substrato, falta o acidente. Por exemplo, ser médico acessa e aperfeiçoa a substância do homem. Se não existe o homem, não existirá nem mesmo o médico, o musicista… (S. Th., II-II, q. 23, a. 3). Então, se não existe um pai, não existe um filho e não subsiste a relação de paternidade; se não existe um filho, não existe um pai e não subsiste a relação ou “estrutura” de filiação. Assim, é impossível estudar a paternidade se não existe o pai. O estruturalismo, portanto, é uma relação que não tem fundamento na realidade: a partir da experiência chega a elaborações de laboratório, que separa a relação dos termos relativos, que é o acidente da substância. Ora a definição de acidente é “aquilo que é inerente a uma substância. Deste modo, o acidente sem a substância é um puro ente lógico ou de razão sem fundamento na realidade. Onde a primeira característica do estruturalismo é uma metodologia niilista que estuda “estruturas” fundadas sobre o nada. Isso busca construir  ou melhor “criar ex nihilo” – como faz a mente do louco alucinado – esquemas de relações, sobretudo em campo antropológico e sociológico com Lévy-Strauss, (que relança o marxismo clássico segundo o qual a economoa é a estrutura sobre a qual se baseiam as superestruturas) e no campo psicológico com Jacques Lacan (elaborando esquemas de relações obscuras do incosciente, ao lado do freudismo e ultrapassando-o no elogio da multidão). O método do estruturalismo se funda sobre a teoria do conhecimento segundo o qual, a razão humana pode conhecer apenas as relações (ou “estruturas”) e não as substâncias ou essências das coisas, que, se existem, são inconhecíveis. Nada de novo! É apenas a extensão do subjetivismo moderno, especialmente kantiano, segundo o qual, não conheço a coisa em si (noumeno), mas como me parece (fenômeno), no campo da sociologia materialista (Marx) e da psicanálise do subconsciente ou do inconsciente (Freud). O estruturalismo ultrapassa, todavia, a modernidade kantiniana-hegeliana e se coloca em plena pós-modernidade niilista enquanto nega não apenas a possibilidade de conhecer a realidade objetiva (Kant) ou a sua existência (Hegel), os fenômenos (sensismo ou empirismo inglês), os fatos ou experiências individuais (positivismo), mas também o conhecimento e a existência de um Sujeito, um Eu ou Espírito absoluto, porque não conhecemos termos ou sujeitos, mas apenas as suas relações, o que é absurdo porque sem sujeito ou termo não existe a relação. Portanto o estruturalismo como método e como gnoseologia é essencialmente niilista e pós-moderno. A “contra-filosofia” estruturalista foi bem definida por seu fundador Claude Lévy-Strauss comoPensamento selvagem [23]. Na verdade – segundo ele – a lógica, a própria razão do homem, é uma mistificação, uma invenção fundada sobre a filosofia realista e a metafisica do ser, segundo as quais existe uma realidade objetiva, um sujeito conhecedor e os termos, enquanto para o estruturalimso existe apenas as estruturas ou relações, que se manifestam psicanaliticamente (Freud) na subconsciência humana ou sociologicamente (marx) nas relações dos povos selvagens, que não foram desviados pelo pensamento lógico e pela metafisica clássica (o marxismo da luta de classes do proletariado é transposto ao irracional e ao delírio, que destroem melhor a cultura européia do que havia feito a luta e o ódio de classe). A tarefa do estruturalismo é aquela de cancelar também na Europa, a lembrança da lógica e da metafísica, para tornar o “velho-Continente” semelhante aos selvagens aborígenes das tribos primitivas. Então, Lévy-Strauss propõe uma contra-evangelização, que torna selvagem também a Europa, a qual antes evangelizava e civilizava os selvagens, enquanto agora esta por ser tribalizada e embarbarizada pela invasão de massa dos novos selvagens, que veem de além Oceano para asselvajar a velha Europa. A música que hoje se tornou rumor é uma aplicação do estruturalismo no campo da melodia e da harmônia, as quais foram voluntariamente canceladas para ceder o lugar a dissonância e ao ruído frenético. A conclusão teórica que chega o estruturalismo é o niilismo metafísico, a qual consequência prática é o niilismo moral. Na verdade, se para a filosofia moderna mais estimulada, a saber o hegelianismo, existe um Espírito ou o absoluto, o estruturalismo decreta a morte de toda realidade não apenas objetiva, mas também do sujeito ou absoluto. Não existe objeto, nem sujeito, matéria ou espírito, existem apenas estruturas ou relações baseada sobre o nada. Ora, ex nihilo nihil fit. Assim, a própria estrutura é impossível. Se o estruturalismo decreta teóricamente a morte do real objetivo e subjetivo, do homem, do conhecimento, praticamente lhe segue a morte ou o tombamento da moral   substituídas pela psicanálise do inconsciente, que torna licito todas as ações mais imorais e perversas, enquanto estruturas ou relações do subcônscio mais obscuro, ao qual deve ser deixada toda liberdade [24]. Segundo Lacan e Focault não é correto dizer “Eu penso”, mas é necessário dizer “se pensa” para colocar em relevo a estrutura ou a relação sem sujeito ou termos, que pensa (vázio). Na verdade, Lévy-Strauss ainda diz que “o homem não tem nenhum sentido” [25]. Então, praticamente ou “eticamente”, convém se deixar ir para o incônscio, o inconsciente, a loucura, a droga e a alucinação. A matéria de Marx, o Eu de Hegel são substítuidos pelo nada do estruturalismo, que teve um grande papel na Revolução estudantil de 1968, junto a escola de Frankfurt. Embora tenham dado o golpe de misericórdia nos ultimos vestígios da civilização greco-romana e cristã. Estas doutrinas delirantes, selvagens, irracionais e ilógicas tem levado a reformas médico-psiquiátricas segundo as quais os loucos, sendo selvagens ilógicos e não corrompidos pela metafísica clássica, deviam ser considerados normais (Lacan, Basaglia [26] e Foucault [27]). Lacan teorizou, Basaglia colocou em prática a doutrina segundo a qual o incônscio prevalece sobre o cônscio (neo-psicanálise freudiana-estruturalista) e então, teceu o elogio da loucura. Este é o êxito do pensamento filosófico moderno e pós-moderno: o nada, a loucura, a droga, o tribalismo cavernoso. Além da modernidade, há o niilismo e o precipitar no abismo do nada onde tudo afunda. Este modo de devanear “venceu” a batalha presente. O mundo, a escola, a família, até mesmo os homens da Igreja (com o Concílio Vaticano II) respiraram a plenos pulmões esta nuvem tóxica chamada modernidade, pós-modernidade e estruturalismo. Humanamente falando a luta é ímpar. Na verdade, o individuo foi corrompido desde a profundidade da alma, passando através dos sentidos (música, droga e apatia). Então, apenas Deus poderá nos tirar fora do poço do abismo no qual fomos precipitados. Os maiores representantes do Estruturalismo CLAUDE LÉVY-STRAUSS Ele nasceu em Bruxelas em 1908 de progenitores franceses, passou a infância e a juventude em Paris. Formou-se em filosofia na Sorbone. Em 1935 ensinou sociologia na Universidade de São Paulo Brasil. Desde aquele momento, se entregou a antropologia. Em 1941 se transferiu para Nova Iorque; depois em 1947 voltou a França, a Paris onde iniciou a sua produção “científica” estruturalista. O seu pensamento estruturalista antropológico é caracterizado por “uma verdadeira e própria opção anti-filosófica”[28]. Levy-Strauss se distancia radicalmente do idealismo e se transfere para “uma etnologia em sintonia com marxismo e psicanálise. […] Freud lhe revela como próprio os comportamentos em aparência mais afetivos, as manifestações pré-lógicas, são exatamente as mais significantes [29]”. Marx ao invés o convida a construir uma antropologia social e anti-filosófca onde predomina o elemento de mudança econômica, que unido ao incônscio freudiano produz o estruturalismo francês. No seu livro livro Les structures élémaintaires de la parenté (Parigi, PUF, 1949; tr. it., Milano, Feltrinelli, 1969) Lévy-Strauss fala positivamente do incesto e coloca em dúvida as considerações feitas sobre esse pela precedente investigação cientifica-filosófica. Um outro elemento da sua doutrina estruturalista é o “esvaziamento radical do próprio sujeito humano, em nome das estruturas ou relações que a qualificam, pela qual, quando se fala do homem, se fala de forma ou estruturas e não de substância” [30]. Segundo ele Michel Focault tem razão quando escreve que “o homem é uma invenção” (Les mots et les choses, Parigi, Gallimard, 1966, tr. it., Milano, Rizzoli, 1967, p. 414). Em 1962 com a sua “obra-prima” La pensée sauvage (Parigi, Plon) ele “contrapõe a mentalidade primitiva e selvagem àquela “civilizada” a partir da ideia da superioridade afetiva, de estampa emotiva e irracional” [31]. O seu influxo si nota ainda hoje especialmente sobre os filhos do Sessenta e oito nos quais o elemento racional e voluntário-livre cedeu o lugar a emotividade sentimentalista e irracional. MICHEL FOCAULT Nasceu em Poitiers em 1926. Desde os anos Cinquenta se impôs como ensaista radicalmente critico da filosofia clássica. No Sessenta e oito se tornou um dos “gurus” do movimento estudantil. Nos anos sessenta o seu pensamento influenciou a cultura americana. Desenvolveu uma análise estruturalista sobre a loucura, a psiquiatria e seus temas sociais, unindo Freud e Marx. A sua “obra-prima” é uma antologia dos seus diversos ensaios traduzidos e publicados em italiano: Microfisica del potere, Torino, Einaudi, 1977. Morreu em 1984.  Ele retomou os temas antropológicos estudados por Lévy-Strauss e aqueles psicanalíticos estudados por Lacan. Desenvolveu in savoir, Paris, Gallimard, 1976, tr. it., Milão, Feltrinelli, 1978; L’usage du plaisir,Parigi, Gallimard, 1984, tr. it., Milão Feltrinelli, 1984; Le souci de soi, Parigi, Gallimard, 1984, tr. it., Milão, Feltrinelli, 1985). A sua teoria é a destruição ou ausência total até do sujeito humano: “não existe sequer um homem para salvar, já que ele não tem sobre seus lábios nem mesmo uma palavra a pronunciar [32].  Nada daquilo que fez a cultura européia tem direito a impressão. […] Aquilo que vive no espírito de Focault é o certificado da morte da alma” [33]. JACQUES LACAN Nasceu em Paris em 1901. Especializou-se em psiquiatria em 1932. Em 1966 recolheu o “melhor” dos 30 anos da sua investigação psiquiátrico-estruturalista em um livro intitulado Ecrits(Parigi, Ed., du Seuil). Morreu em 1981 [34]. Entre os seus estudos são significativos aqueles sobre La signification du fallus (1958), o que evidência como o órgão com o qual raciocinam os estruturalistas, não é o cérebro, mas um outro muito menos nobre e “inferior”. Um outro livro seu interessante é Kant avec Sade (1963). Ele foi influenciado pelo neo-marxismo de Louis Althusser, seu amigo paciente, que depois de ter estrangulado a mulher suicidou-se em 1990. O coração do seu pensamento é o uso da psicanálise em função anti-filosófica, que adversa seja Sócrates, Platão e Aristóteles seja Hegel, porque nega, seja o objeto real da filosofia grega, seja o sujeito absoluto da filosofia moderna idealista, para salvar apenas as relações ou “estruturas” sem os relativos termos. Ele, com a corrente estruturalista francesa, é critico até mesmo para a Escola de Frankfurt e especialmente para Marcuse, “que também elaborou uma contribuição substancial naquilo que concerne a relação entre Eros e civilizão industrial, mas não conseguiu – segundo Lacan – dar uma correta teoria psicanilitica” [35]. Segundo Lacan o verdadeiro retorno a Freud significa retornar a Descartes e um distanciar-se de Bergson [36]. Todavia o retorno a Descartes é limitado a sua dúvida metódica e ao primado do Cogito sobre o ser, enquanto todo o resto do seu sistema filosófico é rejeitado. Freud retirou toda certeza que Descartes havia deixado ao homem moderno, porque, se para Descartes onde  penso naquele lugar me encontro, para Freud “eu sou onde não penso” (L’instance de la lettre dans l’inconscient ou la raison depuis Freud, 1957, p. 517), então o “não-pensamento” é o centro da psicanálise estruturalista lacaniana, enquanto o incônscio esta lá onde falta o pensamento. Ele insiste muito sobre a relação positicavemente narcisista entre sujeito-objeto que é superado (o “moi” ou “eu” con o “e” minuscúlo) pela relação sujeito e sujeito (o “Je” ou “Eu” com o “E” maiuscúlo). Lacan insiste muito sobre o fato de que foi Freud  a ter visto na linguagem a estrutura por excelência. Conclusão Em certo sentido, o escopo subversivo e dissoluto do estruturalismo francês supera até mesmo aquele da escola de Frankfurt. Na verdade, se eles tem em comum o conúbio entre psicanálise e marxismo, o estruturalismo chega ao paroxismo do “não-pensamento” ou do incônscio superior a consciência, ao elogio do ilógico e até mesmo da loucura em sentido estreito do termo e então decreta a “morte do homem e da alma”. O homem, de fato é uma invenção, não é uma substância, mas uma relação e “não tem nenhum sentido”. Partindo-se do princípio estruturalista de que não existem termos ou sujeitos, mas apenas relações arcadas no ar, estas conclusões aberrantes são em tudo consequentes e coerentes. “Existe muita lógica nesta loucura” diria Hamlet de Shakespeare, e ex contrario “existe muita lógica nesta ilogicidade” podemos dizer nós. O narcisismo do Eu que se espelha no Eu explica a ilogicidade, a loucura e as torpezas práticas teorizadas e admitidas pelo estruturalismo. É um mundo induzido cientificamente ao enlouquecimento. O remédio depois do diagnóstico é o retorno ao real, a lógica, a metafísica do ser, a espiritualidade cristã, que nos ensina a sermos donos dos nossos instintos e a encaminhar-lhes a Deus (sublimação), depois de tê-los submetido (mortificação) ao intelecto e a vontade. Não precisa negligenciar a música, que tanto papel teve no dissolvimento do homem contemporâneo e pós-moderno. De fato, é difícil levar o homem diretamente a droga se antes não se destrói a sua capacidade racional e a sua livre vontade, mediante teorias abstrusas e vazias (relações sem sujeitos). Mas, antes ainda de perverter o intelecto humano, é preciso perverter a sua sensibilidade (“nihil in intellectu quod prius non fuerit in sensu”). Ora, um dos sentidos mais desenvolvidos é o ouvido, que pode ser educado ou deseducado  pela música harmônica ou desarmônica. Através da desarmonia o estruturalismo levou a desordem, ao frenesi e a loucura no intelecto humano. Já Dante  tinha dito: “Não fostes feitos para viver como brutos, mas para seguir a virtude e o conhecimento” (Inferno, XXVII, 119); “Sejam homens e não ovelhas loucas, de modo que o judeu de vós entre vós não zombe” (Paraiso, V, 80). Se pensarmos que a maior parte dos filósos de Frankfurt e do estruturalismo francês são israelenses e que fizeram o homem contemporâneo similar ao bruto, sem virtude nem racíocinio,  se entende até mesmo porque “o judeu de nós entre nós zomba”. Mas ri melhor quem por ultimo. Busquemos nos tornar aquilo que somos: homens criados a imagem (intelecto e vontade) e semelhança (graça santificante) de Deus e não aquilo que o inimigo do gênero humano quer que sejamos: “ovelhas loucas”. Certamente não é o estruturalismo, ném a modernidade que nos ajudam a alcançar o nosso fim, mas – na ordem natural – a metafísica do ser e – na ordem sobrenatural – a espiritualidade católica. d. CURZIO NITOGLIA 8 de junho de 2011 http://www.doncurzionitoglia.com/strutturalismo_francese.htm Notas [1]Cfr. U. Eco, La struttura assente, Milano, Bompiani, 1968; J. M. Auzias, tr. it., La chiave dello strutturalismo, Milano, Mursia, 1969; J. Piaget, tr. it., Lo strutturalismo, Milano, Il Saggiatore, 1968; S. Moravia, Lo strutturalismo francese, Firenze, Sansoni, 1975. [2] Cfr. “Enciclopedia della musica”, Milano, Garzanti, III ed., 2010, pp. 965-999. [3] M. Mila, Breve storia della musica, Torino, Einaudi, 1963, p. 243. [4] M. Mila, cit., p. 244. [5] M. Mila, cit., p. 245. [6] M. Mila, cit., p. 250. [7] M. Mila, cit., p. 365. [8] S. Bettini, “Enciclopedia Filosofica”, Gallarate, 1982, vol. VIII, p. 831. [9] G. Barbieri, La grande storia della musica classica, vol. XI, Richard Wagner, Roma, Gruppo Editoriale L’Espresso, 2005, pp. 6-7. [10] G. Barbieri, cit., p. 8. [11] G. Barbieri, cit, pp. 10-11. [12] Cfr. “Enciclopedia della musica”, Milano, Garzanti, III ed., 2010, pp. 797-799; cfr. “Enciclopedia della musica”, Milano, Garzanti, III ed., 2010, pp. 797-799. [13] M. Mila, cit., p. 390. [14] M. Mila, cit., ivi. [15] E. M. Jones, Il ritorno di Dioniso. Musica e rivoluzione culturale, Viterbo, Effedieffe, 2009, p. 92. [16] G. Barbieri, La grande storia della musica classica, vol. XVII, Arnold Schönberg,Roma, Editoriale dell’Espresso, 2006, p. 5. [17] G. Barbieri, La grande storia della musica classica, vol. XVII, Arnold Schönberg, cit., pp. 8-9. [18] G. Barbieri, cit., pp. 10-11. [19] C. Balducci, Adoratori del diavolo e rock satanico, Casale Monferrato, Piemme, 1991, p. 151. [20] C. Balducci, cit., p. 154. [21] Cfr. Th. W. Adorno, tr. it., Introduzione alla sociologia della musica, Torino, Einaudi, 1971. Come si vede, anche la Scuola di Francoforte ha studiato e favorito la rivoluzione musicale sino a quella satanistica. Lo strutturalismo francese non è stato da meno con Jacques Lacan. [22] C. Lévvy-Strauss, Nouvel Observateur, 25 gennaio 1967. [23] Cfr. C. Lévy-Strauss, La pensée sauvage, Parigi, Plon, 1962; tr. it., Il pensiero selvaggio,Milano, Il Saggiatore, 1964. [24] Cfr. Michel Focault, Les mot set les choses, Parigi, Gallimard, 1965. [25] Cfr. La France Catholique, 16 ottobre 1964. [26] Cfr. F. Basaglia, La maggioranza deviante, Torino, Einaudi, 1970. [27] Cfr. M. Focault, Sorvegliare e punire, tr. it., Torino, Einaudi, 1976. [28] Cfr. Italo Boni (a cura di), Claude Lévy-Strauss, in “Novecento filosofico e scientifico”,diretto da Antimo Negri, Milano, Marzorati, 1991, III vol., p. 178. [29] Ibidem, p. 180. [30] Ib., p. 183. [31] Ib., p. 184. [32] Não se entende, então, porque ele a pronúncia: por coerência deveria calar como todo outro homem. [33] Cfr. I. Bertoni, (a cura di) Michel Focault, op. cit., pp. 207-208. [34] Cfr. P. Caruso (a cura di), Conversazioni con Lévy-Strauss, Focault e Lacan, Milano, Mursia, 1969; G. Contri, Nozioni fondamentali nella teoria della struttura in Lacan,Torino, Boringhieri, 1972; M. Francioni, Psicanalisi linguistica ed epistemologia in Jacques Lacan,Torino, Boringhieri, 1978; C. Clément, tr. it., Vita e leggenda di Jacques Lacan, Bari, Laterza, 1982. [35] Cfr. Giovanni Invitto, Jacques Lacan, in “Novecento filosofico e scientifico”, cit., p. 220. [36] Ivi. #Atualidades

  • Mgr. Williamson et la déclaration du Rev. Père Jahir Britto

    + PAX Mgr. Williamson et la déclaration du Rev. Père Jahir Britto Un des quatre évêques sacrés par Mgr. Marcel Lefebvre, assisté de Mgr. Antônio de Castro Mayer, est exclu de la Fraternité Saint Pie X. Honni de partout, voilà Mgr. Williamson qui doit chercher un toit où s’abriter. Honni par l’Eglise conciliaire, honni par les maîtres du monde politique serait-il aussi honni par la Tradition ? Bien sûr que non. Si Mgr. Williamson n’est pas bien vu par l’actuelle direction de la Fraternité il est très bien vu et respecté, pour ne pas dire vénéré, par nombre de fidèles et de prêtres, tels que le Rev. Père Jahir Britto, fondateur et supérieur de la Congrégation Familia Beatae Mariae Virginis, qui vient de faire une  profession de foi et de résistance pour soutenir Mgr. Williamson et dénoncer l’injustice commise par Mgr. Fellay. Sur quoi se fonde le Rev. Père Jahir pour soutenir l’évêque de l’ancienne île des saints ? Il se fonde sur les paroles et les actes publics de Mgr. Williamson. Qui a pris comme lui la défense de la Tradition ces derniers mois ? Certes, Mgr. Tissier et Mgr. de Galarreta ont écrit à Mgr. Fellay avec Mgr. Williamson. Mgr. Tissier a parlé et continue à parler contre les accords. Mais Mgr. Williamson a fait plus que ses confrères. Il est venu nous apporter sa parole apostolique en ce lointain Brésil. Il a soutenu le courage des fidèles dans le monde entier avec ses Commentaires Eleison. Il a dévoilé ce qui se faisait dans l’ombre . Il est vrai qu’il y a des avis divergents sur lui. Les uns disent : « C’est un vrai disciple de Mgr. Lefebvre. » Les autres disent : « C’est un méchant homme, un révolutionnaire, un désobéissant. » Les uns pensent qu’il est injuste de l’expulser. D’autres disent qu’il l’a bien mérité. Ce que je sais, c’est qu’il défend la foi comme rarement la foi a été défendue en ce siècle de mensonges où nous vivons.  Un évêque parle était le titre d’un recueil des textes de Mgr. Lefebvre publié vers 1975. Voilà maintenant un autre évêque qui parle et qui, par sa parole, redonne aux îles britanniques sa première vocation. Lisez le texte du Rev. Père Jahir. Vous y verrez une apologie aussi sérieuse que chaleureuse de Mgr. Williamson, apologie que nous, à Santa Cruz, nous faisons nôtre. Notre Dame de la Salette a dit que « l’Angleterre sera l’instrument par qui toutes les nations de l’univers se convertiront ». Qui sait si nous n’avons pas devant les yeux les prémices de cette prophétie ? fr. Thomas d’Aquin #Textes

  • E a Terra não parou

    E a Terra não parou de Márcio Tenha certeza o leitor de que ponderamos bastante antes de escrever este artigo, porque sabemos bem que a matéria é delicada e alguns procurarão levantar escândalo. No entanto, a culpa do escândalo é de quem o provoca. O que não podemos é permitir que tantas pessoas sejam levadas pela mentira. A verdadeira paz somente pode ser fruto da justiça (Is 32,17). Uma “paz” mantida às custas da mentira não pode ser duradoura. Quem quiser argumentar que é melhor ficar em silêncio para apaziguar Dom Fellay estaria assumindo que da mentira se poderia tirar proveito para a paz. Com isto jamais poderemos concordar. A propaganda dos que defendem Dom Fellay continua forte e agressiva, como sempre. Dom Lourenço, para nossa profunda decepção, escreveu um artigo repleto de equívocos e insultos. Portanto, passamos agora a refutá-lo. A refutação não é completa pois, se fôssemos nos preocupar com todos os pontos, teríamos de escrever quase um livro. Por isso, nos ativemos ao que era mais importante, e também o suficiente para desfazer as mentiras mais graves. Mesmo assim, o artigo ficou muito maior do que o desejável. Infelizmente, não havia outra forma de contestar a tantos erros. Vou repetir aqui a refutação do único ponto que já havia sido refutado em outro artigo a fim de que este não fique incompleto, pelo menos quanto aos pontos mais importantes. As seis condições O Capítulo Geral da FSSPX, de Julho de 2012, definiu seis condições para um acordo com Roma, sendo as três primeiras necessárias e as demais apenas desejáveis. Algumas pessoas comemoraram o fato afirmando que estas condições seriam suficientes para impedir que a FSSPX caísse na mesma armadilha em que caíram todos os outros grupos tradicionais que assinaram acordos com Roma. Dom Richard Williamson, em seu Comentário Eleison 268, demonstrou o erro destas pessoas. Apesar de toda clareza utilizada pelo bispo, ele foi asperamente acusado por Dom Lourenço de ter deturpado o texto do Capítulo Geral. Vamos analisar detidamente os textos para concluir quem está dizendo a verdade. A primeira condição é a liberdade da FSSPX para ensinar a imutável verdade da Tradição Católica e criticar abertamente os responsáveis pelos erros do modernismo, liberalismo e do Vaticano II. Vamos ler exatamente o que Dom Lourenço escreveu em acusação a Dom Williamson relativamente à primeira condição: Em seu Comentário Eleison 268, Dom Williamson deturpa o texto dessas condições. Para o leitor distraído, o bispo parece ter razão, pois os verbos usados por ele, junto com suas explicações, tornam o texto das condições inaceitáveis. No longer “Rome must convert because Truth is absolute”, but now merely “The SSPX demands freedom for itself to tell the Truth.” Instead of attacking the Conciliar treachery, the SSPX now wants the traitors to give it permission to tell the Truth ? “O, what a fall was there !” O advérbio “merely” obriga a tradução de “demands”  por “pede”. Isso porque, se a tradução de Mons. Williamson fosse “exige”, não caberia dizer que a Fraternidade “apenas” exige.  Isso vem confirmado pelo “wants the traitors”.  Em português, ficaria assim: Já não é mais “Roma que deve converter-se porque a Verdade é absoluta”. Mas agora apenas a Fraternidade pede a liberdade para ela mesma dizer a Verdade. Em vez de atacar a traição Conciliar, a Fraternidade SPX solicita agora aos traidores que deem permissão de dizer a Verdade. Ah! Que queda foi essa?” Ora, o texto francês da carta não diz isso! É diferente dizer “s´impose… reclame”, de dizer “pede, solicita”. Francamente, o pior cego é o que não quer ver. A malícia do texto é patente! A conclusão de Dom Lourenço é clara: ele acusa abertamente Mons. Williamson de malícia patente e de deturpar o texto que analisava. O “pequeno” problema é que a deturpação quem fez foi Dom Lourenço. Tudo gira em torno da tradução que ele escolheu para o verbo inglês “to demand”. Para Dom Lourenço, este verbo deveria ser traduzido por “pedir”, porque alguém pode “apenas pedir”, mas não pode “apenas exigir”. E, como o texto original, em francês, usava o equivalente a “exigir”, logo, Dom Williamson seria um falsificador, deturpador, rebelde que induz as pessoas com o inocente superior geral. Este foi o esboço de raciocínio que Dom Lourenço tentou fazer. Vamos mostrar onde está o erro dele. Quem lê o texto todo de Dom Williamson, percebe que ele está confrontado a visão de Dom Lefebvre com a atual de Dom Fellay. Por isto, ele coloca entre aspas os textos de cada um deles. Dom Lourenço conseguiu, em sua interpretação, colocar o advérbio “merely” dentro da segunda frase, o que não estava no texto original. Ora, o texto de Dom Wiliamson só pode ser entendido com a comparação entre as duas frases: “Roma deve se converter porque a Verdade é absoluta” e “A FSSPX exige liberdade para ela mesma dizer a Verdade”. Fica claríssimo, para qualquer pessoa com o mínimo de boa vontade, que a primeira frase é muito mais exigente que a segunda. Os destaques, que existem no texto de Dom Williamson mas que foram retirados da citação feita por Dom Lourenço, enfatizam este contraste. Antes se lutava para que as autoridades romanas se convertessem mas, agora, Dom Fellay “exige apenas”, como condição para um acordo, que a própria FSSPX possa dizer a verdade. Como se percebe, o verbo usado por Dom Williamson continua sendo “exigir”, tal como o texto que cita e, portanto, não houve nenhuma falsificação da parte dele. Será que Dom Lourenço não consegue entender que alguém pode exigir muita coisa ou “exigir apenas” um pouco? E que diferença faz a posição do advérbio! O joguinho de palavras que ele fez é tão ridículo que um aluno de ensino médio consegue facilmente desmascarar. E o pior é que foi usado para insultar um nobre e digno defensor da Fé. Tudo o que ficou dito fica muito claro ao se ler o parágrafo todo em que Mons. Williamson compara a posição de Dom Lefebvre e a Dom Fellay: The first “essential requirement” is freedom for the Society to teach the unchanging truth of Catholic Tradition, and to criticize those responsible for the errors of modernism, liberalism and Vatican II. Well and good. But notice how the Chapter’s vision has changed from that of Archbishop Lefebvre. No longer “Rome must convert because Truth is absolute”, but now merely “The SSPX demands freedom for itself to tell the Truth.” Instead of attacking the Conciliar treachery, the SSPX now wants the traitors to give it permission to tell the Truth ? “O, what a fall was there !” Dom Lourenço acusa, gravemente, Dom Williamson de ter usado de “malícia patente”. E faz esta acusação grave baseado na tradução que ele escolheu para as palavras do bispo. Tradução esta extremamente forçada e sem sentido, que demonstra a má vontade de Dom Lourenço. Admire-se o leitor, mas esta foi a única vez, em todo seu longo artigo, que Dom Lourenço utilizou realmente as palavras de Dom Williamson. Em todo o resto, abundaram os insultos e faltou qualquer menção às palavras do bispo. Demonstraremos a seguir como as críticas do bispo às demais condições também são válidas. Sobre a segunda condição, Dom Lourenço escreveu um único parágrafo: A segunda condição exige o uso exclusivo da liturgia da missa e dos sacramentos de 1962, no sentido de escapar, igualmente, da armadilha imposta aos demais, quando o Vaticano, após 3, 7 ou 10 anos de acordo, exigiu a missa nova e o bi-ritualismo. Não! A Fraternidade não aceita a nova liturgia, como não aceita a nova teologia. A FSSPX não aceita a nova liturgia. Ótimo. Mas, os outros institutos que fizeram acordos aceitavam? A resposta é: não! Assinaram os acordos acreditando que seriam respeitados. E mesmo assim, depois de alguns anos, viram-se traídos por aquelas autoridades em que confiaram. Vejam o caso da Fraternidade São Pedro, que teve seu superior geral, legitimamente eleito, trocado por outro liberal. Vejam o caso recente do Instituto do Bom Pastor, que também foi instado a celebrar a missa nova e a aceitar as novidades conciliares. Quando o IBP foi criado, o superior geral, Pe. Laguérie comemorava da seguinte forma: É formidável. É formidável e exaltante. Nós realmente agradecemos às autoridades que nos permitiram realizar isto. Você me dirá… mas houve compromissos? Não, você vê bem: sobre a liturgia, nenhum compromisso, sobre a doutrina, nenhum e ainda menos, se eu posso dizer. [C’est formidable. C’est formidable et exaltant. Nous remercions vraiment les autorités qui nous ont permis de réaliser cela. Vous me direz… mais il y a eu des compromissions ? Eh bien non, vous avez bien vu : sur la liturgie, aucune, sur la doctrine, aucune et encore moins, si je puis dire.] http://archives.leforumcatholique.org/consulte/message.php?arch=2&num=213967 No entanto, no último mês de Abril, Mons. Guido Pozzo escreveu uma carta ao Pe. Laguérie incitando-o a aceitar tudo aquilo para o que o IBP teria sido criado para combater. Ele expressa com todas as letras que não deve haver exclusividade do rito tridentino. Então, de que servem promessas de que haverá liberdade para a Missa Trindentina quando a missa nova é imposta como obrigatória? Mesmo que demorem alguns anos, a imposição de Roma sempre vem. Além da missa, houve também a exigência de que o IBP se integrasse nos ensinamentos de seu seminário o Concílio Vaticano II e o magistério pós-conciliar. Então, de que servem as promessas se elas não são cumpridas? Além desta imposição forçada da missa nova, outra estratégia mais sutil está sendo armada pelos modernistas. E esta armadilha sutil é o “rito misto” ou, como o chamam sofisticamente, “o enriquecimento mútuo” dos dois ritos, o Tridentino e o Novus Ordo. Como se juntado água limpa com água suja se pudesse obter algo de bom. O rito do Novus Ordo é intrinsecamente mal, como o provou o cardeal Ottaviani e tantos outros. Qualquer influência sua sobre o rito Tridentino será sempre uma perda, uma deturpação, uma mutilação, uma perversão do verdadeiro rito da Santa Missa. Tudo isto faz parte de uma estratégia revolucionária. Quando se progride rápido demais na revolução, é necessário voltar atrás para acalmar os ânimos dos que defendem a ordem. Uma vez aceita a posição intermediária, os revolucionários avançam novamente. Assim, devagar e “dialeticamente”, se vai caminhando sempre na direção da revolução. Este perigo foi mencionado por Dom Williamson em seu comentário Eleison, porém Dom Lourenço, em sua “refutação” nem sequer o mencionou. Muito menos mencionou os casos históricos em que os tradicionalistas foram traídos e lhes foi imposta a missa nova. Sobre a terceira condição, Dom Lourenço também escreveu um único parágrafo: A terceira condição foi criticada por alguns corvos que gralharam nas soleiras e umbrais: “só um?! Porque só um?!” Não percebem as negras e soturnas aves de rapina que não é a quantidade que importa, mas o princípio admitido. Conseguindo peneirar alguma coisa que não seja ofensa, encontramos a afirmação de que não importa a quantidade de bispos sagrados, mas sim o “ princípio admitido”. Ora, em primeiro lugar, quem crisma os fiéis é o bispo, e não algum “princípio admitido”. Se um único bispo tiver de correr o mundo fazendo as crismas, estaria ele sobrecarregado ou não? E se ele fica enfermo? Dom Lourenço não pensou, ou não quis pensar, nisto. Pior ainda, imaginem se este bispo se desvia da Tradição, como já aconteceu com tantos cansados do combate? Mas, os mais impressionante é que, no texto de Dom Lourenço, não houve a menor menção à crítica levantada por Dom Williamson sobre esta condição. Dom Williamson, de fato, criticou a condição porque ela não menciona quem iria escolher o bispo da FSSPX. E ainda recordou que, em 1988, os três candidatos indicados por Dom Lefebvre foram rejeitados por Roma. Percebe-se facilmente que a armadilha está pronta. Se forem as autoridades modernistas de Roma que escolherão o bispo, é óbvio que escolherão o mais fraco de todos os padres da FSSPX. Além do que, abusando da fraqueza humana, quem duvida que eles não ofereceriam o episcopado ao primeiro que quisesse trair a FSSPX? A quarta condição, apenas “desejável”, trata dos tribunais de nulidade matrimonial. A FSSPX possui tribunais em três instâncias, o que garante que todo o processo será realizado dentro de um ambiente tradicional e com respeito às leis da Igreja. A igreja modernista declara nulos casamentos que não são, de forma que não se pode ter confiança em seus julgamentos. Dom Lourenço reconhece a importância destes tribunais, ao ponto de transcrever três artigos: Casamento nulo. Será?; Os tribunais de anulação matrimonial; e Estudo Canônico sobre os Tribunais de Anulação. Tão escandalosas são estas anulações, que até Bento XVI criticou a facilidade com que estas são conseguidas. o texto da quarta condição diz que é apenas desejável que a FSSPX possua tribunais de primeira instância. Ora, como bem observou Dom Williamson, se os tribunais de instâncias superiores estão nas mãos de Roma, e se estes podem desfazer a decisão do tribunal tradicional, será de nenhum valor a existência deste. A condição é completamente inútil e não será capaz de preservar o casamento tal como acontece atualmente estando todas as instâncias em mãos tradicionais. A quinta condição apresenta como apenas “desejável” que a FSSPX esteja livre da dependência canônica do bispo diocesano. Sabemos que, na maioria dos casos, o bispo diocesano é um grande adversário da Tradição católica, seja impedindo a Missa Tridentina, seja ensinando o contrário da doutrina e da moral católicas, seja apoiando abertamente os inimigos da Igreja. A independência deste bispo, na maioria dos casos, é condição impreterível para qualquer apostolado verdadeiramente católico. Colocar a FSSPX na dependência do bispo diocesano é desnaturalizar todo o vigor que ela possui na cura das almas mais desamparadas pelo clero modernista. Como já expressamos em outra oportunidade, é exatamente nos locais mais infestados de modernistas, onde os fiéis têm maior necessidade, é que a FSSPX pode atender os casos em que os bispos impedem o apostolado tradicional. Se este apostolado passar a depender do bispo, já estará no mesmo nível de todos os Ecclesia Dei, que só “protegem” as ovelhas na medida em que o senhor lobo permite. Tanto mais grave é a situação, quanto o próprio Dom Fellay admitiu que até a abertura de novos priorados iria depender da aprovação do bispo diocesano. E tem gente que ainda não quer enxergar que estão colocando veneno nas raízes da FSSPX… A sexta condição, apenas “desejável”, é a criação de uma Comissão dependente diretamente do papa, com presidência e maioria da Tradição, para tratar dos assuntos relativos à Tradição. O que Dom Williamson objeta é que esta comissão estaria sob dependência do papa. Em uma situação normal, todos os católicos devem estar sob a dependência do papa. Porém, como lembrou o bispo, os papas pós-conciliares são grandes liberais. E os grandes teólogos da Igreja nos ensinam que, quando um papa se afasta da doutrina, não lhe devemos obedecer. Citemos apenas uns poucos: São Roberto Belarmino: “Assim como é lícito resistir ao pontífice que agride o corpo, assim também é lícito resistir ao que agride as almas, ou que perturba a ordem civil, ou, sobretudo, àquele que tentasse destruir a Igreja. Digo que é lícito resistir-lhe não fazendo o que ordena e impedindo a execução de sua vontade” (De Rom. Pont. “ , Lib. II, c. 29). Suarez: “ Se (o Papa) baixar em ordem contrária os bons costumes, não se há de obedecer-lhe; se tentar fazer algo manifestamente oposto à justiça e ao bem comum, será lícito resistir-lhe (…)” (De Fide, dist. X, sect. VI, no 16). Cardeal Journet: “Quanto ao axioma “Onde está o Papa está a Igreja”, vale quando o Papa se comporta como Papa e chefe da Igreja; caso contrário, nem a Igreja está nele, nem ele está na Igreja (Caietano, II-II, 39,1)” (L’Elglise du verbe Incarne”, vol. II, pp. 839-840). Guido de Vienne (futuro Calixto II), São Godofredo de Amiens, Santo Hugo de Grenoble e outros Bispos reunidos no Sínodo de Vienne (1112) enviaram ao papa Pascoal II as decisões que adotaram, escrevendo-lhe ainda: “Se, como absolutamente não cremos, escolherdes uma outra via, e vos negardes a confirmar as decisões de nossa paternidade, valha-nos Deus, pois assim nos estareis afastando de vossa obediência” (Citado por Bouix, “ Tract. De Papa”, tom. II, p. 650). As citações foram retiradas do livro “A missa nova, um caso de consciência”. Logo, o escândalo farisaico que alguns poderiam levantar contra a objeção de Dom Williamson, não tem sentido, dadas as condições atuais em que vivemos, sob papas liberais. Acreditar que o papa que “beatificou” João Paulo II, convoca encontros ecumênicos como o de Assis III, visita templos das falsas religiões, silenciou a mensagem de Fátima, perseguiu Dom Lefebvre, teve e tem péssimos amigos, teve e tem ideias heterodoxas, escolhe bispos e cardeais modernistas, etc, vai fazer o bem para os tradicionalistas que se colocarem sob sua dependência é viver na mais completa alienação. Dom Lourenço passou longe de toda esta argumentação. De fato, tudo o que ele fez foi afirmar que as três condições desejáveis “são importantes e também afastam os entraves encontrados [pelos Ecclesia Dei]”. Afirmação gratuita que, como vimos, não correspondem de forma alguma à realidade. O acordo entre o lobo e a ovelha Todas as seis condições foram devidamente refutadas por Dom Williamson, mas Dom Lourenço somente citou as palavras do bispo na primeira condição, e ainda assim, deturpando-lhes totalmente o sentido, como provamos acima. Nas outras, o pseudoargumento de Dom Lourenço foi apenas o de que “é impossível que Roma aceite sem uma verdadeira conversão”. Além do escândalo com o que ele tenta intimidar quem pensa diferente: Salta aos olhos de qualquer fiel medianamente conhecedor da crise da Igreja que essas condições evitam, previamente, as armadilhas postas contra os institutos que já fizeram acordos. É muito simples rebater. Pois, em todos os acordos prévios, os tradicionais acreditavam que seriam respeitados e, no entanto, a Roma modernista simplesmente os atropelou. Aliás, é como o próprio Dom Lourenço escreveu no ano de 2001, não somente na Internet com em um livro impresso, que eu mesmo o tenho. Então, para que servem acordos que são rasgados unilateralmente? Servem para destruir o fraco, que aceita assinar este acordo. A situação é muito grave e não podemos fechar os olhos para o perigo destas condições em que tantos estão colocando as esperanças. Estamos pedindo demasiado? Nós também queremos a paz, mas a paz verdadeira, que é fruto da justiça (Is 32,17). Não queremos a “pax romana”, imposta tiranicamente. Querem a paz? Então vamos desfazer as mentiras e as injustiças. Vamos voltar à condição para o acordo que havia sido estabelecida por Dom Lefebvre: a verdadeira conversão das autoridades romanas. Esta condição havia sido definida como necessária no Capítulo Geral da FSSPX em 2006: Se, uma vez isto realizado, a Fraternidade espera a possibilidade de manter discussões doutrinárias, é ainda com a finalidade de fazer ressoar com mais força, dentro da Igreja, a voz da doutrina tradicional. De fato, os contatos que ela mantém esporadicamente com as autoridades romanas tem por único fim de ajudá-las a se reaproximar da Tradição que a Igreja não pode renegar sem perder sua identidade, e não numa procura de vantagens pessoais para ela própria, ou de chegar a um impossível “acordo” puramente prático. No dia em que a Tradição recuperará todos os seus direitos, “a questão da reconciliação não terá mais razão de ser e a Igreja terá encontrado uma nova juventude”. [Carta de 02 de julho de 1988 de Dom Lefebvre para João Paulo II] http://www.fsspx.com.br/exe2/16072006-comunicado-do-capitulo-geral-da-fsspx/ Logo, não estamos inventado nada. Somente queremos a garantia de que não irão jogar a FSSPX na boca do lobo modernista. Se não tivesse havido a desgraçada mudança de objetivos da liderança da FSSPX, não estaríamos passando por toda esta crise. Está muito claro que não houve a conversão das autoridades romanas, então não havia o menor motivo para se pensar em acordo na situação atual. O que é que nós estamos pedindo demais? Nada! Queremos apenas agir com segurança. O dia em que pudermos “regularizar” a situação sem colocar a Fé em perigo, nós o faremos. Aqueles que dizem “ou regularizam agora ou nunca mais”, carecem totalmente de Fé. Dom Fellay acusava os anti-acordo de não ter a Fé sobrenatural. Ora, são os acordistas que a não tem. Ou alguém prefere “lançar a sorte” em uma questão tão grave? Prefere seguir pelo caminho em que todos os anteriores foram capturados em armadilhas? Prefere satisfazer o ego de Dom Fellay e continuar seguindo com estas perigosas condições que de nada valem diante de modernistas que não respeitam acordos assinados? Uma das resoluções do Capítulo Geral de 2012 foi a de que, no caso de uma eventual regularização canônica, um Capítulo Extraordinário deliberativo seria convocado previamente. Será que isto resolve o problema? Em primeiro lugar, se os representantes do atual Catpítulo Geral se satisfizeram com as fraquíssimas e perigosas seis condições, quem garante que não aprovarão uma “regularização” sob elas? E mais: no futuro, a tendência é que os superiores de distrito estejam cada vez alinhados com a política de Dom Fellay, que certamente não escolherá os mais resistentes contra sua linha. Finalmente, se existe uma condição que resolve os problemas – a conversão prévia das autoridades romanas – por que ficar reinventando a roda com soluções precárias? Por que esta perversa insistência em não retornar à condição que Dom Lefebvre, depois de toda sua experiência tratando com Roma, determinou como necessária? O “escândalo” brasileiro Dom Lourenço aponta como “escandalosa” a vinda de Dom Williamson ao Brasil para administrar a Crisma. Não perderemos tempo com a refutação, pois ela já foi feita. Mas a obra de desinformação de Dom Lourenço continua: “Algumas pessoas criticaram esse texto [do padre Bouchacourt], acusando-o de mentir ao afirmar que foi por motivos doutrinários que a Fraternidade recuou na assinatura do reconhecimento canônico. Falam como se a Fraternidade tivesse, efetivamente, traído, assinado, concordado, aceito Vaticano II e todo o resto.” Pior do que mentir, é continuar mentindo depois que já foi descoberto. Errar é humano, persistir no erro é diabólico. Dom Lourenço queria defender o padre Bouchacout? Então porque não demonstrou que nós estávamos errados quando o acusamos de mentir? Ele apenas levanta escândalo contra nós mas, como fez contra Dom Williamson, não ousa sequer citar nossas palavras para refutá-las. Afinal de contas, em que nós nos baseamos para acusar o padre de mentir? Nós utilizamos as próprias palavras de Dom Fellay e de seus assistentes, escritas ou proferidas em diversas ocasiões. Não vamos repetir aqui todas elas, mas apenas uma: Dom Fellay, em sua carta aos três bispos, na intenção de fazê-los aceitar a proposta de Roma, afirmou que Dom Lefebvre não hesitaria em assinar um acordo na situação atual. Ora, sabemos que o problema doutrinário até agora não foi resolvido. Então é mentirosa a afirmação de que Dom Fellay estava aguardando a solução deste problema para assinar o acordo. Portanto, este e outros exemplos provam que o padre Bouchacourt mentiu. A segunda frase de Dom Lourenço, que citamos acima, não tem conexão lógica com a primeira. A acusação feita contra o padre Bouchacourt não implica que a FSSPX “tivesse, efetivamente, traído, assinado, concordado, aceito Vaticano II e todo o resto.” Aliás, elas são mesmo contraditórias, pois se a FSSPX recuou nas assinaturas, ela não poderia ter efetivamente assinado. Esta segunda frase colocada por Dom Lourenço apenas confunde o leitor, distraindo o raciocínio. Ele coloca este fato da efetiva traição como se fosse a causa da nossa contestação ao padre Bouchacourt e, como esta condição não aconteceu, estaríamos errados. Isto é mentira, porque o verdadeiro motivo que nos fez discordar do padre foi o exposto acima. Quem está fazendo a vontade dos modernistas? Já demonstramos que Dom Lourenço não ousou tocar nas palavras de Dom Williamson, exceto para distorcer o que ele disse sobre a primeira condição. Ou seja, ele fugiu da luta e saiu aos quatro cantos insultando o bispo. Uma atitude de covardia que eu jamais esperaria de Dom Lourenço. Mas os arroubos de raiva nada cristãos continuaram atacando o pobre monge: É preciso gritar pelos telhados a essas “estrelas novas” em explosão e, sem falsos romantismos, perguntar aos astros fugitivos: quando, ó “buracos negros”, quando Roma poderia sequer pensar em aceitar essas condições? Digam-me senhores das trevas, acham realmente que um papa modernista poderia aceitar que seu nome seja criticado publicamente, que o seu amado concílio do Bar-Jona e da Aliança Européia seja posto em derrisão, dissecado, e cuspido como um bagaço? Quando aceitarão que sua querida missa protestantizada seja largada de lado e mostrada na sua pobreza total, no seu vazio teológico e litúrgico? Quando essas autoridades aceitarão o princípio de nos dar novos bispos? Não percebem que essas condições significam exatamente o que os senhores ficam repetindo como papagaios, que só poderá haver acordo com a conversão das autoridades romanas? A realidade está na ponta dos seus narizes, mas os senhores não quiseram ver. Provavelmente, Dom Lourenço estava tão ocupado inventando apelidos e insultos contra nós, que não percebeu que os fatos descritos como inaceitáveis para Roma já acontecem. Sim, o concílio e a missa nova já são dissecados e mostrados em todo seu vazio e contradição. E isto é feito pelos tradicionalistas que não estão subordinados ao autoritarismo modernista. É exatamente porque as autoridades modernistas não suportam estas críticas, as quais eles não podem responder porque são verdadeiras, é exatamente por isto que elas querem todos os tradicionalistas sob a sua caricatura de autoridade, para que possa silenciar a todos. As autoridades modernistas podem muito bem assinar um acordo, trazer a FSSPX para a situação dos Ecclesia Dei durante alguns anos e depois, quando já estiverem acostumados com a obediência cega, desferir o golpe mortal como fizeram com todos os outros. O raciocínio de Dom Lourenço somente seria válido se todos os que assinam acordos acreditassem no que estão assinando. Esta premissa é fraquíssima, e qualquer um com um pouco de boa vontade consegue refutá-la. Pois é muito fácil entender que, se um dos assinantes do acordo é muito mais forte que o outro, ele pode facilmente desrespeitar o acordo. A história pode nos fornecer exemplos de tratados desrespeitados. Por exemplo, quando Hitler e Stalin assinaram o pacto de não agressão durante a Segunda Guerra Mundial, eles acreditavam no que estavam fazendo? Seria um completo ignorante aquele que os quisesse chamar de pacifistas porque “estariam buscando a paz”. Foi um tratado assinado já com a intenção de ser desrespeitado. Então nós nos perguntamos: são os “dissidentes” que fazem a vontade de Roma? Claro que não. Dom Lourenço que nos acusa de não enxergar a verdade, é ele mesmo que não a enxerga. Pois, será que o objetivo dos modernistas era dividir a Tradição? Certo é que esta divisão é uma vitória deles, mas apenas parcial. A vitória somente seria completa se todos os bispos se calassem e estivessem submissos ao acordismo. Enquanto houver um único bispo tradicional capaz de transmitir o episcopado independente dos modernistas e de proclamar a verdade sem ser calado, os inimigos da Igreja não podem comemorar a vitória definitiva. Dom Lefebvre também chegou a ficar sozinho, desamparado, mas a força de um bispo que não perdeu a Fé foi capaz de construir toda esta maravilhosa obra que é a FSSPX. Por que é necessário não calar? Apesar de estarmos cansados de toda esta confusão, sentimo-nos obrigados a escrever este artigo pelos motivos resumidos a seguir: 1) O risco que a resistência tradicional ainda corre O texto do capítulo, com suas seis condições, não são suficientes para garantir a resistência frente aos ataques modernistas. Um acordo sob estas condições colocaria a FSSPX nos mesmos perigos em que sucumbiram todos os outros que anteriormente assinaram acordos. 2) Não deixar impune a mentira Os acordistas mentiram gravemente quando disseram que não teriam feito acordo sem antes resolver os problemas doutrinários. Mentiram quando acusaram as pessoas de estar em pecado mortal por acessarem os sites anti-acordo. Santo Agostinho em seu tratado Contra a Mentira afirma: “Não devemos mentir nem mesmo para salvar um homem do castigo eterno”. Como podemos esperar as bençãos de Deus para nosso apostolado se formos coniventes com a mentira? 3) Defender o bom nome das pessoas insultadas Dentre as mentiras contadas, as mais graves são aquelas que redundaram em dano ao bom nome de muitos bom clérigos. Vejam o exemplo de Dom Williamson, cujas palavras foram absurdamente deturpadas a fim de se “concluir” que o mesmo estava “enganando” as pessoas… Não é possível ficar quieto diante de uma injustiça deste tamanho. 4) A questão da credibilidade Se ficássemos quietos, Dom Fellay sairia desta confusão como o inocente, a vítima de uns “extremistas” e “fanáticos”, e ganharia a credibilidade que ele não angariou por suas ações e suas palavras. Ao mesmo tempo em que os opositores do acordo sairiam injustiçados pelas mentiras, Dom Fellay sairia como o conciliador e salvador da unidade. Isto, os fatos desmentem. Não temos o direito de permitir que a propaganda encubra os fatos. Esta questão da credibilidade poderia ser matéria para um artigo inteiro, mas vamos prolongar ainda algumas palavras no presente. Dom Lefebvre reconheceu que havia ido longe demais nas conversações com Roma e não ficou nas palavras, mas agiu corretamente para restabelecer o bom combate da Tradição, até o ponto de sagrar os bispos tão necessários à sobrevivência. Dom Fellay não reconheceu erro nenhum de sua parte. Pelo contrário, ele e os seus auxiliares se fazem de vítima, acusam de mentirosos aqueles que dizem a verdade sobre eles, acusam de espalhar boatos aqueles que comentam os fatos e palavras que os acordistas fizeram ou falaram em público. Dom Fellay não se retratou de nada do que falou em defesa do concílio Vaticano II. É certo que o Capítulo Geral confirmou a “fé na Realeza universal de Nosso Senhor Jesus Cristo, criador das ordens natural e sobrenatural, a quem todo homem e toda sociedade devem se submeter.” Afirmaram uma verdade, mas tiveram o cuidado de não condenar o Vaticano II, que defende o erro oposto a esta verdade. Isto é uma demonstração da vigilância que os acordistas têm para não afetar a perigosa aproximação que eles buscam com Roma. E também o quanto Dom Fellay não admite seus erros, porque nunca ele se retratou de ter afirmado que “a liberdade religiosa do Vaticano II é muito, muito limitada”. Também não se retratou de ter dito tantas besteiras, como “noventa e cinco por cento do concílio é aceitável”, ou “muitos dos erros que nós atribuíamos ao concílio, na realidade não são do concílio, mas sim do seu entendimento comum”. Também não se retratou de ter acusado os outros três bispos de enxergarem “super-heresias” no Vaticano II. Se ele voltou atrás em seus planos acordistas, porque não se retrata e não obriga a se retratar todos os que erraram com ele? Por exemplo, não é grave o erro do Pe. Pfluger, seu primeiro assistente, afirmar que “rechaçar a oferta [de acordo prático] de Bento XVI é cair no sedevacantismo”? Enão como se pode acreditar na boa vontade de alguém que joga todo o lixo debaixo do tapete? Dom Lourenço não está apenas tentando acalmar os ânimos para evitar divisões. Ele está abertamente defendendo Dom Fellay e escondendo seus erros, ao ponto de escrever em seu artigo: “Mas soa bem, para quem prefere ver a Fraternidade quebrada, dar a impressão de que Dom Fellay tem má doutrina.” Não! Ninguém está “dando a impressão”. Estamos provando com as próprias palavras de Dom Fellay e de seus seguidores que eles, de fato, tem péssima doutrina, que já não é mais aquela oposição aos erros do Vaticano II, pelo contrário, é a atenuação e o mascaramento destes erros. Nós não queremos ver a FSSPX quebrada. Mas também não podemos jamais trabalhar para dar credibilidade a Dom Fellay depois de tudo o que aconteceu e sem nenhuma volta atrás de sua parte. O que pretende Dom Lourenço? Que a FSSPX esteja unida debaixo dos erros de Dom Fellay? A desunião já foi semeada exatamente por este bispo. Quem discorda dele, ou é perseguido porque se opõe, ou fica em silêncio por medo da perseguição. Dom Williamson foi “expulso” porque não havia como contestar sua críticas. Em outros casos, padres foram expulsos ou pediram demissão por discordarem de Dom Fellay. Dom Lourenço afirma que estes padres “tinham problemas com a FSSPX” antes da crise estourar. Não, eles tinham problemas é com Dom Fellay e sua política acordista. E a crise estourou agora, quando o acordo estava prestes a ser firmado, mas já vem de vários anos. 5) Impedir que algumas ratazanas de internet saiam por aí espalhando sua propaganda suja, invertendo a história e apresentando os agressores como vítimas. Com isto, não pretendemos criar ainda mais confusão, mas sim impedir que as pessoas saiam acreditando em uma versão totalmente falsa e perigosa desta história toda. Conclusão Estes são os principais motivos pelos quais nos sentimos obrigados a não calar. Dom Lourenço, como mostramos, fugiu do tema, não se aprofundou, não encarou as palavras de Dom Williamson, senão brevemente e para distorcê-las. Tendo fugido de toda objetividade, só lhe restou partir para o lado pessoal, com uma infinidade de insultos. Não contente, para finalizar o artigo, Dom Lourenço levantou graves juízos temerários contra os “dissidentes”. Chega mesmo a ter a ousadia de afirmar que uma queda da Fraternidade lhes teria “dado a oportunidade de se sentirem vingados”. A atitude destes “dissidentes” contra Dom Fellay seria resultado do orgulho ferido. Engraçado, Dom Lourenço não enfrenta os nossos argumentos, devia-se das palavras que escrevemos, mas conhece até o nosso íntimo, nossas intenções mais secretas… Ainda querendo ver o fim desta luta fratricida, não podemos nos calar diante de uma tão tremenda injustiça cometida por Dom Lourenço contra os clérigos que se opõem a política destrutiva de Dom Fellay. O perigo é real, mesmo depois do Capítulo Geral, e é este perigo que nos move a nos opormos a Dom Fellay. Mas esta questão objetiva foi jogada debaixo do tapete por Dom Lourenço, o qual preferiu “explicar” a nossa atitude como “orgulho ferido por não ter a FSSPX caído”… Acredito que já tenha ficado bem claro para todos que a verdade é muito diferente disto. #Atualidades

  • A Contra-Igreja Conciliar

    A Contra-Igreja Conciliar Dom Marcel Lefebvre Contrafacção da Igreja Pelo contrário, penso que no próximo encontro, ou mesmo antes do próximo encontro, se verdadeiramente me convidarem. Sou eu que lhes faria perguntas: sou eu que os interrogaria, para lhes perguntar: – Que Igreja sois? De que Igreja tratamos– eu quereria saber – se trato com a Igreja Católica, ou se trato com outra Igreja, uma Contra-Igreja, uma contrafacção da Igreja?… Ora, creio sinceramente que tratamos com uma contrafacção da Igreja e não com a Igreja Católica. Por que? Porque já não ensinam a Fé Católica. Já não defendem a Fé Católica. Não só já não ensinam mais a Fé Católica e não defendem mais a Fé Católica, mas ensinam outra coisa, mas arrastam a Igreja para outra coisa que não é a Igreja Católica. Já não é mais a Igreja Católica. Estão sentados nas cadeiras dos seus predecessores, todos esses Cardeais das Congregações e todos esses Secretários que estão nessas Congregações ou na Secretaria de Estado; estão muito bem sentados onde estiveram os seus predecessores, mas não são uma continuação dos seus predecessores. Não têm a mesma Fé, nem a mesma doutrina, nem mesmo a mesma moral que os seus predecessores. Então, não é mais possível! E, principalmente, o seu grande erro que é o ecumenismo. Ensinam o ecumenismo, que é contrário à Fé Católica! E eu lhes diria: – Que pensais dos anátemas do Concílio de Trento? Que pensais dos anátemas da Encíclica “Autorem Fidei” sobre o Concílio de Pistóia? Que pensais do “Syllabus”? Que pensais da Encíclica “Immortale Dei” do Papa Leão XIII? Que pensais da “Carta sobre o Sillon” do Papa São Pio X? Da Encíclica “Quas Primas” do Papa Pio XI, da “Mortalium Animos” do Papa Pio XI, precisamente contra o ecumenismo, contra esse falso ecumenismo? E assim por diante… Que pensais de tudo isso? Que me respondam! Que me digam se estão de acordo com todos esses documentos dos Papas, com todos esses documentos oficiais que definem a nossa Fé. Não se trata de quaisquer documentos, não são arengas ou conversas privadas dos Papas, são documentos oficiais emitidos pela autoridade do Papa. Então?… Penso que se pode, que se deve mesmo crer que a Igreja está ocupada. Está ocupada por essa Contra-Igreja. Por essa Contra-Igreja que conhecemos bem e que os Papas conheceram perfeitamente e que os Papas condenaram ao longo dos séculos. Desde há quatro séculos que a Igreja não cessa de condenar essa Contra-Igreja nascida sobretudo com o protestantismo, que se desenvolveu com o protestantismo e que está na origem de todos os erros modernos, que destruiu toda a filosofia e que nos arrastou para todos esses erros que bem conhecemos e os Papas condenaram: liberalismo, socialismo, comunismo, modernismo, sillonismo, e mais não digo! E disso estamos a morrer! Os Papas tudo fizeram para os condenar. E eis que os que se sentam agora nas cadeiras dos que condenaram aqueles erros estão agora praticamente de acordo com esse liberalismo e com esse ecumenismo! Não! Não podemos aceitar isso! E quanto mais as coisas se sabem, mais percebemos que esse programa, que foi elaborado nas lojas maçônicas – todo esse programa, todos esses erros foram elaborados nas lojas maçônicas – pois bem, mais facilmente percebemos e com precisão cada vez maior que, muito simplesmente, existe uma loja maçônica no Vaticano! E que, agora, quando alguém se encontra perante um Secretário de Congregação ou um Cardeal, sentados nas cadeiras e nos gabinetes onde estiveram santos Cardeais, Cardeais que possuíam a Fé da Igreja e que defendiam a Fé da Igreja e que eram homens da Igreja, pois bem, esse alguém está perante um maçom! Então, trata-se da mesma coisa? Pois bem, bradam pela mesma obediência. Sim, noutro tempo diziam-nos para obedecer à Fé, obrigavam-nos ao juramento anti-modernista, fazíamos profissões de Fé e tudo o mais, mas agora, essa gente, que Fé nos exige? Já não é mais a mesma! Agora bradam sempre: obediência, obediência, obediência! Ah! Pois, mas mesmo assim… Obediência à Igreja, sim! Obediência ao que a Igreja sempre ordenou, sim! Obediência à Fé da Igreja, sim! Mas obediência à maçonaria, não! É isto, de certeza! Ultimamente trouxeram-me documentos que parecem completamente verídicos, documentos que mostram a correspondência entre Bugnini e o grão-mestre da maçonaria, principalmente sobre a reforma litúrgica, nos quais o grão-mestre da maçonaria diz a Bugnini que aplique a reforma do famoso Rocca, o padre apóstata que tinha já predito tudo o que deviam fazer e tinha já previsto o que deviam fazer quando o Vaticano fosse ocupado pela maçonaria: – Eis o que se deve fazer. E então, agora, o grão-mestre da maçonaria diz a Bugnini para aplicar tudo isso! E o grande princípio: é preciso implantar a “naturalizatione del Incarnatione”, portanto, naturalizar a Encarnação. Logo, chega-se ao naturalismo! E é preciso aplicar os princípios da língua vernácula, da multiplicidade dos ritos, da multiplicidade da liturgia para a tornar completamente confusa e pôr a confusão em todo o lado, e provocar oposições entre os diferentes ritos. Bugnini responde que está completamente de acordo com isso, mas que é preciso tempo. São precisos talvez dez anos, mas em dez anos conseguirá tudo e que, com a confiança que lhe concedem particularmente o Cardeal Lercarro e mesmo o Papa Paulo VI, com esta confiança que lhe concedem, está seguro de poder atingir os seus fins. E nomeia todos aqueles com quem trabalhará na Cúria Romana, todos tendo ligações à Maçonaria, podendo assim trabalhar com eles. Mas é preciso colocar uns quantos, será preciso colocá-los nas Congregações, a fim de poderem levar a cabo o trabalho. É preciso que todas as Congregações estejam mais ou menos infiltradas e tenham núcleos dos membros da maçonaria que ele lista: fulano, sicrano, beltrano… É preciso expulsar um tal fulano, porque nos incomoda, está contra nós, então é preciso pô-lo fora. Será necessário suprimir a Congregação dos Ritos – alvitra – mas não é a Congregação dos Ritos, é a Congregação dos Sacramentos. Conseguiu suprimir a Congregação dos Sacramentos para a colocar sob a Congregação dos Ritos, por consequência para pôr tudo sob sua autoridade. Tudo isso está dito nas cartas ao grão-mestre da maçonaria. Então, que esperais? A obediência? Ah !Não ! Não nos falem de obediência! Certamente, queremos obedecer. Somos os mais obedientes à Igreja e a tudo que sempre ensinou, sempre quis, mas não a homens que trabalham na destruição da Igreja no interior da Igreja. O inimigo está no interior da Igreja. O Papa Pio X o anunciou. La Salette o anunciou. Fátima o anunciou. Tudo foi anunciado publicamente.Sabia-se que o inimigo se ia introduzir no interior da Igreja. Pois bem, ele lá está! Lá está! E agora vêm exigir que não se façam as Ordenações! Quem exige que não se façam Ordenações? Quem exige que não se ordenem bons Padres? Quem? É o Espírito Santo ou é o Diabo? Está claro, está claro! Pode um poder normal da Igreja exigir a um Bispo que não crie bons Padres? Pode um poder normal da Igreja exigir semelhante coisa? Exigir a supressão de Seminários, que eles sabem serem bons? Sabem-no, disseram-no. Disseram que eram bons Seminários. Sabem que a doutrina que vos ensinam é a verdadeira doutrina. Sabem-no, escreveram-no, sabem-no perfeitamente. Escreveram-no no relatório dos visitadores. Os visitadores o disseram. Escreveram um excelente relatório a favor do Seminário. Foi o que o Cardeal Garonne me disse a mim mesmo quando me pediu que fosse a Roma. Disse: – Sim, o relatório é bom. Sabemos que o Seminário é bom, etc., etc.. Então, por que fechar o Seminário? Muito simplesmente, porque não queremos seguir as orientações maçônicas do ecumenismo, e todas as novas orientações que se forjaram nas lojas maçônicas. Então, querem fechar o Seminário! Pois bem, não, não é possível! Isso não provém do Espírito Santo, isso não provém da Igreja. Não é a Igreja que nos exige o encerramento do Seminário. Não é a Igreja. Não é o Papa como Papa, os que lá estão verdadeiramente como sucessores dos que lá estavam antes deles, não! É uma loja maçônica que conseguiu penetrar no interior do Vaticano e tudo trama, e que, evidentemente, não nos suportam ver nem pintados. É claro, é evidente. Somos um obstáculo ao seu plano, ao seu plano de destruição do Sacerdócio, de destruição da Missa, de destruição da Liturgia. É evidente! Então, devemos obedecer? Em consciência, creio diante do Bom Deus, quando me diz: – Reflecte bem perante Deus, em consciência, naquilo que fazes… Sim, reflecti em tudo perante o Bom Deus. Se estou enganado, que o Bom Deus me dê a luz que mostre o meu engano, mas não o creio. Creio verdadeiramente que fazendo o que faço, ordenando os Padres que vou ordenar, creio que sirvo a Igreja. Sirvo a Igreja! Não o faria se, por um instante, pensasse que tal pudesse ser contrário ao bem da Igreja, pois bem, eu me absteria de fazer tais coisas! Pois se eu o fizesse, seria muito grave. Mas de fato foi para o bem da Igreja! Enfim, os fatos são agora evidentes, as consequências dessa reforma e dessa perseguição da Igreja no interior da Igreja estão patentes a todo o mundo, cada vez é mais claro. Basta ler a Documentation catholique para nos apercebermos de como as falsas ideias estão infiltradas em documentos episcopais, em todos os documentos, em todas essas Comissões Teológicas. […] Estão cheios de erros, é um espírito falso que não é nada o espírito da Igreja! Então, é por tudo isso que não hesitamos um instante e espero que o Bom Deus nos continue a abençoar! [Extrato de uma conferência de Dom Marcel Lefebvre aos seminaristas de Écône, em 8 de Junho de 1978] #DomMarcelLefebvre

  • A posição de Sim Sim Não Não

    A posição do Sim Sim Não Não “Para as questões concernentes à continuidade real, e não somente verbal entre a Tradição apostólica e o Concílio Vaticano II, incluindo a missa apostólica dita de São Pio V e o Novus Ordo de Paulo VI, o papa Bento XVI não deu resposta. Ele se contenta em repetir a afirmação da continuidade, sem nenhuma prova. Fora o reconhecimento do fato que a missa tradicional não podia ser ab-rogada e que ela nunca o foi (Motu próprio, 7. VII., 2007), não houve nenhuma mudança positiva importante sobre a “nova “ doutrina da “colegialidade episcopal” (Lúmen Gentium), sobre a “liberdade religiosa” (Dignitatis Humanae), o “pan-ecumenismo” (Nostra Aetate) e sobre o “antropocentrismo” essentialmente panteísta (Gaudium et Spes). Pelo contrário, observa-se um aumento da frequentação de mesquitas, sinagogas e templos protestantes, tendo como resultado o encontro de Assis de 27 outubro de 2011. Os fiéis católicos não podem aceitar nem se calarem sobre essas “novidades” concernentes às questões de fé e moral, novidades que estão em contradição tanto com o Magistério constante da Igreja até Pio XII, como com a Sagrada Escritura e a Tradição divina. Pelo contrário, os fiéis católicos são sempre colocados na “tragica necessidade de escolher” (Cardeais Alfredo Ottaviani e Antônio Bacci, Breve exame crítico do Novus Ordo Missae, Corpus Domini 1969). Para evitar o risco de um futuro cisma longínquo, não é permitido diluir a fé no presente. Assim como, afim de evitar um eventual câncer, não é permitido lançar-se  do 7º andar na esperança de suprimir esse risco iminente de câncer, deixando intacto o corpo atual. Nosso Jornal “sim sim não não” é anti-modernista e continuará a denunciar os desvios doutrinais, morais e litúrgicos que invadiram o santuário depois do Concílio Vaticano II. Nós não podemos aceitar uma paz aparente sem que tenham sido respondidas as questões levantadas desde 1962. Por conseguinte, com o auxílio de Deus, sem nos perder em acusações pessoais, continuaremos o combate da fé contra a heresia neo-modernista.” Sim sim não não, 15 de junho de 2012 #Atualidades

  • Adesão à profissão de fé

    Adesão à profissão de fé e de resistência Nós, monges do Mosteiro da Santa Cruz de Nova Friburgo – RJ, desejamos tornar pública nossa adesão à profissão de fé e de resistência do Rev. Pe. Jahir Britto e de sua comunidade. Há um tempo para falar e outro para calar. Nesta hora em que acontecimentos trágicos abalam o coração e a fé de tantos fiéis, cremos ser útil tornar pública nossa adesão à declaração feita pelo fundador da Familia Beatae Mariae Virginis. Com isto, queremos reconfortar os fiéis e, quem sabe, reconfortar Mons. Williamson também, cuja cruz se revela bem pesada, pois seu nome é repudiado e mesmo detestado nos mais diversos meios, quer seja na Igreja Conciliar, quer seja entre os políticos que desgovernam este mundo. Quanto aos que compartilham a fé católica que ele intrepidamente defende, se há alguns que não o aprovam, nós queremos crer que estes reconhecerão um dia o seu heroísmo em defender a causa de Nosso Senhor e de sua Igreja como ele o faz. Por esta razão deixamos aqui nossos nomes em sinal de adesão e apoio ao texto do Rev. Padre Jahir. Aproveitamos a ocasião para congratular todos aqueles que, no mundo inteiro não medem esforços para divulgarem os escritos e notícias que são de natureza a esclarecer os fiéis neste trágico momento em que vivemos. Ir. Tomás de Aquino OSB Ir. Plácido OSB Ir. André OSB Ir. Agostinho OSB Ir. João Batista OSB Ir. Tarcísio OSB Ir. Gabriel OSB Ir. Inácio OSB Ir. postulante Luan Ir. postulante Rodrigo Ir. postulante Renato #Atualidades

  • Declaração de 1974

    Declaração de 1974 Nós aderimos de todo o coração e com toda a nossa alma à Roma católica, guardiã da fé católica e das tradições necessárias para a manutenção dessa fé, à Roma eterna, mestra de sabedoria e de verdade. Pelo contrário, negamo-nos e sempre nos temos negado a seguir a Roma de tendência neomodernista e neoprotestante que se manifestou claramente no Concílio Vaticano II, e depois do Concílio em todas as reformas que dele surgiram. Todas estas reformas, com efeito, contribuíram, e continuam contribuindo, para a demolição da Igreja, a ruína do sacerdócio, a destruição do Sacrifício e dos Sacramentos, a desaparição da vida religiosa, e a implantação de um ensino naturalista e teilhardiano nas universidades, nos seminários e na catequese, um ensino surgido do liberalismo e do protestantismo, condenados múltiplas vezes pelo magistério solene da Igreja. Nenhuma autoridade, nem sequer a mais alta na hierarquia, pode obrigar-nos a abandonar ou a diminuir a nossa fé católica, claramente expressa e professada pelo magistério da Igreja há dezenove séculos. ‘Se ocorresse – disse São Paulo – que eu mesmo ou um anjo do céu vos ensinasse outra coisa distinta do que eu vos ensinei, seja anátema’ (Gal. 1, 8). Não é isto o que nos repete hoje o Santo Padre? E se se manifesta uma certa contradição nas suas palavras e nos seus atos, assim como nos atos dos dicastérios, então elegeremos o que sempre foi ensinado e seremos surdos ante as novidades destruidoras da Igreja. Não se pode modificar profundamente a lex orandi (lei da oração, liturgia) sem modificar a lex credendi (lei da Fé, doutrina, magistério). À Missa nova corresponde catecismo novo, sacerdócio novo, seminários novos, universidades novas, uma Igreja carismática e pentecostalista, coisas todas opostas à ortodoxia e ao magistério de sempre. Esta Reforma, por ter surgido do liberalismo e do modernismo, está completamente empeçonhada, surge da heresia e acaba na heresia, ainda que todos os seus atos não sejam formalmente heréticos. É, pois, impossível para todo o católico consciente e fiel adotar esta reforma e submeter-se a ela de qualquer modo que seja. A única atitude de fidelidade à Igreja e à doutrina católica, para bem da nossa salvação, é uma negativa categórica à aceitação da Reforma. E por isso, sem nenhuma rebelião, sem amargura alguma e sem nenhum ressentimento, prosseguimos a nossa obra de formação sacerdotal à luz do magistério de sempre, convencidos de que não podemos prestar maior serviço à Santa Igreja Católica, ao Soberano Pontífice e às gerações futuras. Por isso, cingimo-nos com firmeza a tudo o que foi crido e praticado na fé, costumes, culto, ensino do catecismo, formação do sacerdote e instituição da Igreja, pela Igreja de sempre, e codificado nos livros publicados antes da influência modernista do Concílio, à espera de que a verdadeira luz da Tradição dissipe as trevas que obscurecem o céu da Roma eterna. Fazendo assim, com a graça de Deus, o socorro da Virgem Maria, de São José e de São Pio X, estamos convictos de permanecer fiéis à Igreja Católica e Romana e a todos os sucessores de Pedro, e de ser os ‘fideles dispensatores mysteriorum Domini Nostri Jesu Christi in Spiritu Sancto’. Amem. (cf. I Cor. 4, 1 e ss.)” + Marcel Lefebvre 21 de novembro de 1974 #DomMarcelLefebvre

  • Profissão de fé

    PÚBLICA PROFISSÃO DE FÉ E RESISTÊNCIA CATÓLICA DA FAMILIA BEATAE MARIAE VIRGINIS Aos que guardam  e, mercê de Deus, querem continuar guardando a integridade do Sagrado Depósito da Fé Católica Apostólica e Romana, Pax Christi in Regno Christi: Eis que Sua Excelência Reverendíssima o senhor Monsenhor Richard Williamson, o impávido e sereno guerreiro da Fé, um dos Bispos deixados pelo heróico sangue de Mons. Marcel Lefebvre para continuar seu profícuo trabalho em defesa da vitalidade da Fé e da Santidade na Igreja, digo, este admirável Mons. Richard Williamson, foi expulso da Fraternidade São Pio X pela ainda acatada Direção Suprema da entidade, isto é, por Mons. Bernard Fellay e seu Conselho. Logo após a citada punição, chegamos ao conhecimento da serena, firme, justa e caridosa resposta que a isso deu o admirável Prelado injustiçado. O acontecimento faz recordar outro semelhante. Conta-se que, ao tomar conhecimento do ato declaratório de sua excomunhão, levado a efeito pelas Autoridades Romanas  do tempo do infeliz reinado de João Paulo II, Sua Excia  Revma. o Senhor Mons. Marcel Lefebvre teria, com justeza, declarado que o ato nada significava, já que ele nunca pertencera à Igreja Modernista, nascida do Vaticano II. Era ser expulso de uma entidade da qual nunca fizera parte. A mesma coisa, com toda propriedade, declarou o nosso injustiçado e ilustre Prelado, na carta aberta que publicou em reposta ao infeliz decreto de expulsão que recebeu de Mons. Fellay: …”esta expulsão será mais aparente que real.  Eu sou membro da Fraternidade de Mons. Lefebvre desde o meu compromisso de incorporação a ela até a perpetuidade. Eu sou um de seus sacerdotes há 36 anos. Como vós, eu sou um de seus Bispos, já há quase um quarto de século. Isso não se risca com uma canetada e, portanto, eu continuo sendo membro da Fraternidade.” “Se vós tivésseis permanecido fiel à herança dele e tivesse eu sido comprovadamente infiel, eu reconheceria perfeitamente vosso direito de me expulsar. Mas como as coisas estão ocorrendo diversamente, espero não faltar ao respeito para com vossa função, se sugiro, para a glória de Deus, para a salvação das almas, para a paz interna da Fraternidade e para vossa própria salvação eterna, que faríeis melhor em demitir-vos a vós mesmo da dignidade de Superior Geral do que me expulsar. Que o Bom Deus vos conceda a Graça, a Luz e as forças necessárias para executar um ato deste de insigne humildade e devotamento ao bem comum de todos, E agora, como muitas vezes terminei as cartas que vos tenho enviado, desde anos, Dominus tecum.“ Assim, de modo comovente, repleto de fé e caridade o admirável Mons. Williamson, o denegrido, o “marcado”, como outros têm a coragem de dizer, termina o católico monumento de sua admirável carta aberta em resposta ao infeliz Mons. Fellay. É assim que misteriosamente mas evidentemente o Bom Deus transfere o cetro da Verdade das mãos de Mons. Lefebvre para as de Mons. Richard Williamson, Eis que a Inglaterra, que no século XVI, com Henrique VIII, traiu sua Mãe, a Santa Igreja, por outro inglês, desagrava a mesma Mãe, Deus seja bendito. Diante do universal estrago com que o Catolicismo Liberal vem devastando a Igreja a começar de sua Hierarquia central, Mons. Williamson continua firmemente fiel ao sagrado legado de seu Fundador Mons. Lefebvre. O senhor Bispo continua seguindo a última determinação de Mons. Lefebvre de não aceitar qualquer tipo de acordo prático com as autoridades romanas, enquanto elas não repudiarem os erros que vêm professando e se declararem em perfeita comunhão com as condenações e advertências doutrinárias pronunciadas pelos últimos Papas anteriores a João XXIII, isto é, de Gregório XVI a Pio XII. A constante traição, levada a efeito pela Direção Suprema da Fraternidade São Pio X, nos últimos 12 anos e agora posta plenamente a descoberto em nível mundial para amigos e inimigos, e que tem, na publicação da carta de resposta de Mons. Fellay aos três outros Bispos que Mons. Lefebvre consagrou, datada de abril deste catastrófico ano de 2012, em seu texto, de importância máxima, revela o ânimo revolucionário da atual chefia da antiga Fraternidade São Pio X. O mais trágico de tudo isso é o modo com que as coisas estão sendo conduzidas, escapulindo da iminência da assinatura de um acordo prático em junho último “porque Roma não tolera mais” (D. Fellay), acordo esse à revelia das recomendações do Capítulo de 2006, celebrado pela Fraternidade, e indo em direção a uma nova tática bem mais eficiente de envenenamento ou entorpecimento geral. Assim, em vez de um acordo apressado, que acabaria dividindo a Fraternidade em duas porções distintas e opostas uma à outra, passaram através de uma mudança de aparência na cara da Direção, para um esforço que infelizmente está sendo muito bem sucedido, a conseguir acalmar os descontentes, conduzindo-os mais suavemente para rotas liberais ou semi-liberais. Contra o que seria de esperar (mistério!), os outros principais e conspícuos líderes da Resistência Católica dentro da Fraternidade, ela que era o Carro-Chefe da vitalidade católica, num todo, contra o Maligno, esses grandes líderes mostram-se tranquilos, aceitando uma convivência com os novos inimigos, já insofismavelmente desmascarados. Também aqui e ali grupos amigos, que já têm uma gloriosa folha de serviços em favor da Verdade, talvez por causa de interesses menores ainda que não destituídos de valor, vão deixando as armas, o que provoca incontestável risco de envenenamento, ao menos muito lento, além da gravidade da omissão. Proh dolor! É quase desesperador ver Bispos admiráveis calados, ou inoperantes ante o crescente sucesso da invasão interna do inimigo, pregando obediência a um chefe traiçoeiro, refinadamente  astuto, que deveria ter sido alijado do poder com seus auxiliares, por um Capítulo sadio. E isso quando todos nós já aprendemos suficientemente que a obediência tem como fundamento a Santa Vontade de Deus e isso é tão duramente real,  que já há muitos anos estamos, por causa dos direitos supremos de Deus, manifestados na Sagrada Tradição, desobedecendo até a ordens do Papa, detentor na Terra do supremo Poder,  e não percebemos que, se podemos ser forçados a desobedecer ao Papa, por nós inamovível, como não se pode desobedecer ao superior de uma congregação perfeitamente removível, em caso de verdadeira necessidade? O Capítulo de julho de 2012 teve a covardia de aprovar a ausência de Mons. Williamson e trocar a orientação do Santo Fundador, ao admitir a possibilidade de novas condições para um acordo com a Roma Modernista em vez de permanecer fiel à única condição aceitável e por Mons. Lefebvre determinada, que é a conversão da Roma Modernista à integridade bimilenar da profissão de fé na plenitude da ortodoxia católica, isto é, a Sagrada Tradição. A desmoralização em que caiu a Fraternidade, sobretudo depois do vergonhoso pacifismo com que têm se comportado grandes figuras da até então mundialmente respeitada entidade, ante as manobras, muitas delas nada veladas, do chefe e de seus mais íntimos apoiadores, levou a situação a tal estado, que mesmo que substituam D. Fellay por qualquer outro, a confiança, esse belo vaso de cristal sem fissuras, não se recuperará. Somente o surgimento de uma Reforma como no passado uma Santa Teresa fez no Carmelo, poderá começar lentamente a levantar a desmoronada obra-prima de Mons. Lefebvre. Não posso terminar sem cumprir a grave obrigação de fazer um apelo aos padres fiéis porém medrosos  que falaram e ainda estão falando anonimamente, muitas vezes com admirável acerto, contra a realização desta tragédia que caiu sobre os tradicionalistas católicos, particularmente sobre a Fraternidade São Pio X. Perdão, Revmos Senhores Sacerdotes, mas os senhores darão severas contas a Deus de vossa covardia e omissão. Esperar os chefes retardatários? Mas como não tomar a inciativa se o incêndio se alastra, sobretudo com o atual processo de erosão que só tem conseguido destruir ou imobilizar as resistências e energias? Medo de castigo? Os senhores são filhos dos mártires! Acordem! Levantem-se, nem que seja para morrerem pela Fé. De qualquer forma quero também cumprir aqui o grave dever da gratidão. Em nome da nossa pequena comunidade; das almas fiéis à Sagrada Tradição Católica; em nome da Igreja e do mundo, eu quero proclamar, o mais alto que posso a profunda gratidão a Mons. Marcel Lefebvre, a seus sábios, castos, virtuosos e zelosos sacerdotes, por sua preciosa contribuição em favor do Reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo, e em favor da verdade. Como esquecer as visitas episcopais, as ordenações, as confirmações, o bem que fazia,  ver ainda existindo, figuras admiráveis de verdadeiros Bispos católicos, os Seminários, os preciosos e sólidos livros e revistas e particularmente para nós, os menores, a obtenção fácil de intenções de missas que os generosos fiéis encomendavam, enfim, todo o imenso bem que a obra do grande Arcebispo espalhava, impossível de ser exaustivamente aqui catalogada nem esquecida. Mons. Williamson, que evidentemente quer se salvar, não vai poder ficar omisso  perante o sinal que lhe deu o Senhor da Fé com sua expulsão. E eu espero ardentemente que todos aqueles que não dobraram os joelhos diante de Baal, adiram firmemente a ele, pois é um BISPO. Pode haver Igreja sem BISPO? Tempos duros estes nossos, mas em que o Bom Deus suscita um Bispo para conservar a Igreja. E quando, algumas dezenas de anos depois, sua obra de desmorona, o Bom Deus tem por bem, em sua admirável Providência, suscitar outro para o incansável trabalho de recomeçar, do mesmo modo como faz o indivíduo lutando contra suas próprias misérias. Nunca desanimar. Recomeçar, recomeçar, recomeçar. Que o Imaculado Coração receba de nós, cada vez mais vezes os 15 mistérios do Santo Rosário, para nos conduzir com segurança ao Coração de Seu Filho. Declaro diante de Deus, que há de me julgar, que esta pública profissão de fé, de resistência católica e repúdio à Revolução é aqui feita em meu nome  e de cada um dos membros da Familia Beatae Mariae Virginis, nossa pequena comunidade. Do mosteiro de Nossa Senhora da Fé e Rosário, Candeias, Brasil, aos 14 de novembro de 2012, memória do Martírio de São Serapião, religioso mercedário, glorioso mártir inglês da Fé Católica. Padre Jahir Britto de Souza e Irmãos. #Atualidades

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