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  • Um caso singular

    Um caso singular GUSTAVO CORÇÃO Veio-me agora à mente o caso mais singular de minha longa coleção de polêmicas. Naquele tempo os adversários contra os quais me batia no “Diá­rio de Notícias” e no “Estado de São Paulo” eram os maus governos do Brasil, que além de o arruinarem ainda cometeram o crime maior de abrir as portas aos inimigos da Civilização. O referido caso singular ocorreu no Governo de Juscelino Kubitschek a propósito da instalação da hidrelétrica de Três Marias. Numa demonstração pomposamente feita na televisão, em foto, gráficos e cifras, o Presidente Juscelino empulhou o respeitável público: não há, aliás, maneira mais fácil de empulhar do que com fotografias e cifras. No caso de uma realização hidrelétrica há várias cifras em jogo com significações aparentemente idênticas. Uma delas é a que exprime a potên­cia total explorável de uma determinada cachoeira: há desde o início um total que a natureza oferece antes do primeiro parafuso colocado por mão de homem. Seja 450 000 kw essa pri­meira cifra. A última cifra a figurar em qualquer programa de utilização e distribuição de energia será essa capacidade primeira natural tornada finalmente capacidade última realizada. Antes disso podem ser programadas instalações progressivas e parciais. Naquela data trabalhava-se para instalar em Três Marias um alternador de 63 000 kw, e era duvidosa a terminação dessa parte da obra por cau­sa da tirania que a Meta-Principal exer­cia sobre todas as demais. O locutor, adestrado, perguntou então ao Presidente: — Presidente, qual é o potencial total de Três Marias? — 450 000 kilowatt!. — E quando estará terminado? — Impreterivelmente em 31 de dezembro deste ano. No dia seguinte, na minha coluna eu escrevi o artigo em que desde o tí­tulo, dizia: O PRESIDENTE MENTIU, e no qual entrava em explicações téc­nicas como as que aqui esbocei. No outro dia os jornais publicavam um ar­tigo contra G. C. parecido com o que anda sendo hoje difundido pela Con­ferência dos Religiosos do Brasil por todas as casas religiosas. Sim, a mesma página inteira do “Jornal do Brasil”, que qualquer pessoa de bom senso ima­ginava ter envergonhado seus infelizes autores, ao contrário dessa suposição, parece tê-los enchido de glória, porque continuam a difundi-la como quem es­tá muito satisfeito com o que escreveu. Ora, a coluna lançada contra G. C. naquele tempo era igualmente caluniosa, injuriosa, e até arrematava, se não me falha a memória, com refe­rências à honestidade profissional do engenheiro que nada empreitou em ürnsília. Passam-se os meses. Quase no fim do ano estava a terminar meu al­moço quando o telefone chamou-me. Era uma voz feminina, secretária, eficiente, que me transmitia o desejo do (Ir. X se entrevistar comigo. Marquei a hora no Centro Dom Vital onde duran­te quinze anos fiz plantão às tardes pa­ra todos que desejavam conhecer uma pista do Reino de Deus. Que me que­reria o dr. X cujo nome trazia-me res­sonâncias de prestígios. As quatro e cinco bateu-me à porta de meu minúsculo e saudoso escritório. — Entre. Entrou um cavalheiro de meia idade bem vestido, e visivelmente habituado à afabilidade e ao destaque. Relanceou um rápido olhar com que mediu meu mundo, e instalou-se à von­tade na cadeira que lhe oferecia. Num silêncio de alguns segundos entreolha-mo-nos e eu senti que meu interlocutor desejava contar com minha simpatia. Encorajei-o com um gesto e ele, pau­sadamente, pronunciou: — Vim aqui para lhe pedir perdão. Dizia isto com firmeza e sem per­der o ar de comando e importância que lhe assentava bem na cabeça gri­salha e leonina. Depois de um silêncio em que hesitou um pouco, explicou-se: — O Sr. se lembra do artigo que escreveu sobre Três Marias depois do programa de Tv do Presidente? Lembrei-me, e tomado pelo gosto da polêmica começava a explicar minha argumentação, mas o dr. X estendeu a mão espalmada, num gesto fatigado: — Pelo amor de Deus! eu estou cansado de saber que o Sr. tem razão. — Então não entendo… — Fui eu que escrevi o artigo do dia seguinte, e é isto que me atormen­ta a consciência há quase um ano. Não o conheço mas set que é um homem honesto. Devo, todavia, dizer-lhe que as injúrias pessoais das últimas linhas não foram escritas por mim. As outras fo­ram, e é por isto que estou aqui. Deteve-se. Vi que era sincero e que lhe doía ter escrito contra a consciência e que até seu natural porte fidalgo atestava o esforço que fizer para essa separação, mas… Voltei-me para a janela e vendo que ele acompanhava meu olhar estendi a mão para a gente que passava lá em baixo. O povo. O público. E, então, balbuciei: — Meu caro senhor, nós ambos somos atados, somos ambos ho­mens públicos e nos devemos àqueles desconhecidos. O perdão é Deus que dá; mas a satisfação também não sou eu que a exijo — são eles. A eles nos devemos. Vi que empalidecia. E levantando-se respondeu: — Isto eu não posso fazer. Está acima de minhas forças. Agradeço-lhe a acolhida e espero não merecer o seu desprezo. O leitor estará perguntando por que não publiquei eu no dia seguinte tão precioso desmentido. Pare­ce-me claro, leitor, que eu não tinha o direito de completar o ato moral do dr. X. Além disso, se o fizesse, tudo indica que os prestígios do cargo pre­valeceriam, e que o meu adversário simplesmente me desmentiria. Quando a porta feichou-se sobre as imponentes espáduas ligeiramente curvadas, fiz-lhe para o que desse e viesse um sinal da cruz. E rezei três Ave-Marias paira que a Santíssima Vir­gem nos desse, a nós ambos, a cora­gem de sempre defender a verdade. #GustavoCorção

  • Declaração

    DECLARAÇÃO DE DOM TOMÁS DE AQUINO Diante do comunicado do Rev. Pe. Bouchacourt, o Mosteiro da Santa Cruz declara que chamou a Sua Ex. Dom Richard Williamson ao Brasil por considerá-lo um digno defensor da fé católica, capaz de confirmar na fé não só os monges de Santa Cruz, mas também as comunidades religiosas e os fiéis que veem com grande apreensão a nefasta política dos acordos práticos com Roma antes que Roma se converta de seus erros liberais e modernistas. Por que os capuchinhos, os dominicanos e mesmo os beneditinos de Bellaigue tiveram seus candidatos afastados ou ameaçados de afastamento da recepção das ordens, senão por causa de sua oposição à política dos acordos? E isto quando Roma já não queria mais os acordos, ao menos por hora. É faltar com a verdade calar as verdadeiras razões do que estamos vivendo. Por que a Dom Williamson se pediu que encerrasse seus “Comentários Eleison” senão por causa da doutrina aí exposta? Por que Dom Tissier de Mallerais teve de interromper suas pregações nos USA senão porque ele era contra a política dos acordos? Por que o Pe. Koller foi ameaçado de punição senão porque pregou contra esta mesma política? Por que os Revdos Padres Cardozo, Chazal, Pfeiffer e outros foram ou punidos ou expulsos senão por causa da sua oposição a esta mesma política? Cuidado, havia advertido Dom de Galarreta há alguns meses: “Para o bem da Fraternidade… e da Tradição, é necessário fechar bem depressa a ‘caixa de Pandora’,[1] a fim de evitar o descrédito e a demolição da autoridade, das contestações, das discórdias e das divisões, talvez sem retorno.” E Dom de Galarreta perguntava quais seriam as condições requeridas para uma proposta totalmente aceitável, ou seja, para uma vitória que só pode ser doutrinal, pois neste combate tudo repousa sobre a fé. E ele mesmo respondia remetendo-se aos textos de Dom Lefebvre citados em sua exposição. Citemos um destes textos: “Nós não temos a mesma maneira de conceber a reconciliação. O Cardeal Ratzinger a vê no sentido de nos reduzir, de nos conduzir ao Vaticano II. Nós, nós a vemos como um retorno de Roma à Tradição. Nós não nos entendemos. É um diálogo de surdos. Eu não posso falar muito do futuro, pois o meu está atrás de mim. Mas, se eu viver ainda um pouco e supondo que daqui a certo tempo Roma faça um chamado querendo me rever, querendo retomar as conversações, neste momento então serei eu que porei as condições. Eu não aceitarei mais ficar na situação em que nós nos encontramos durante os colóquios.[2] Está terminado. Eu porei a questão no plano doutrinal: ‘Os senhores estão de acordo com as grandes encíclicas de todos os Papas que vos precederam? Os senhores estão de acordo com Quanta Cura de Pio IX, Immortale Dei e Libertas de Leão XIII, Pascendi de Pio X, Quas Primas de Pio XI, Humani Generis de Pio XII? Os senhores estão em plena comunhão com estes Papas e suas afirmações? Os senhores aceitam ainda o juramento antimodernista? Os senhores são pelo reino social de Nosso Senhor Jesus Cristo? Se os senhores não aceitam a doutrina de seus predecessores, é inútil falarmos. Enquanto os senhores não aceitarem reformar o Concílio considerando a doutrina destes Papas que vos precederam, não há diálogo possível. É inútil.” (Fideliter, n°66, novembre-décembre 1988, pp. 12-13) Conclusão. A “caixa de Pandora” não foi realmente fechada, já que a linha traçada por Dom Lefebvre não está sendo seguida. Mas provavelmente o Rev. Pe. Bouchacourt dirá que, ao contrário, no Capítulo Geral tudo foi acertado. Tudo está em perfeita ordem. Infelizmente esta não é a verdade. O Capítulo Geral manteve o objetivo dos acordos numa base diferente da exposta acima por Sua Exc. Dom Marcel Lefebvre. Leiam os Comentários Eleison de Dom Williamson sobre as seis condições e verão como as resoluções do Capítulo Geral são insuficientes e diferentes das de Dom Lefebvre. Outros dirão: o que o senhor tem com isso? Tenho, porque a fé é um bem comum da Igreja e eu pertenço à Igreja e tenho, além disso, responsabilidades em relação aos monges de Santa Cruz e aos fiéis que nos manifestam sua confiança. Mas dirão ainda: a obediência transfere as responsabilidades aos superiores, e obedecendo ninguém se engana. Infelizmente as coisas não são tão simples. Foi assim que a maioria dos Bispos aceitou o Concílio Vaticano II. Mas dirão ainda: o senhor está contribuindo para dividir a Tradição. Respondo que a união deve se fazer em torno da verdade, ou seja, da fé católica, e as palavras e atitudes de Dom Fellay já não são, infelizmente, as de um discípulo de Dom Lefebvre, que, ele sim, defendeu a verdade sem concessões. Por que silenciar Dom Williamson e Dom Tissier de Mallerais? Leiam a carta dos três bispos a Dom Fellay e a seus assistentes e lá os senhores encontrarão a razão do combate da Tradição e a razão de nossa atitude. Corção repetia sem cessar que uma falsa noção de caridade e de união fazia estragos profundos na resistência católica. Quando se separa a caridade da verdade, a caridade deixa de ser caridade. Muitos, mesmo entre os seus amigos, o acusavam de faltar com a caridade por causa de seus artigos. Mas a primeira caridade é dizer a verdade. Era Corção que tinha razão, como os fatos o demonstraram. A mesma acusação foi feita contra Dom Lefebvre. Quanto à união, Corção dizia com humor que a experiência lhe havia ensinado que, contrariamente ao ditado popular: “a união faz a força”, ele havia tristemente constatado que frequentemente a união faz a fraqueza. E por quê? Porque uma união fora da verdade, uma união feita de concessões, uma união que sacrifica a fé é uma fraqueza que “torna fraca a forte gente”. E não foi isto que se passou com o Concílio Vaticano II? Para o bem da união com Paulo VI, muitos bispos acabaram assinando documentos inaceitáveis. A união fez não a força, mas o contrário dela. Ora, hoje na Tradição querem que nós nos unamos a todo o custo com os que creem que os erros do Concílio não são tão graves assim, que 95% do Concílio é aceitável, que a Liberdade Religiosa de Dignitatis Humanae é muito, muito limitada, que não se deve fazer dos erros do Concílio super-heresias. Mas isto não é verdade. O Concílio foi o maior desastre da história da Igreja desde a sua fundação, como diz Dom Lefebvre no seu livro Do Liberalismo à Apostasia. Se é para construirmos ou nos unirmos nestas bases, eu prefiro me abster e trabalhar para a restauração integral da fé católica como sempre nos aconselhou e exortou Dom Marcel Lefebvre, esperando que a Fraternidade se revigore novamente na fé, como espero que o faça, pois ela tem os meios para isso, já que conta com excelentes Bispos e excelentes sacerdotes. Quanto à acusação de que eu enganei os fiéis, dando a falsa impressão de que convidei Dom Williamson com todas as permissões de Dom Fellay, posso afirmar que não o escondi a ninguém, desde há muito tempo, nossa oposição à política de Dom Fellay; e, mesmo que o povo brasileiro seja um pouco ingênuo, não creio que o seja tanto quanto pensa o Rev. Pe. Bouchacourt. O contrário é que me parece ser verdade. Quem não sabe que Dom Williamson é malvisto em Menzingen? Porém aqui ele é bem-visto, pois a obediência só é uma virtude se estiver submissa a virtudes maiores, e acima de tudo à fé, à esperança e à caridade. Fazer da obediência uma arma para paralisar a Tradição é repetir o golpe de mestre de Satanás, como disse Dom Lefebvre, que pôs toda a Igreja na desobediência à sua própria Tradição, por obediência. Isto nós não faremos. Digam o que disserem. Há um problema, e este problema é de fé e ele é grave. Quanto a nós, nossa posição já está tomada. Ela é a de apoio a quem defende a fé como fizeram Dom Lefebvre, Dom Antônio de Castro Mayer, São Pio X e toda a Tradição da Igreja. Se tivermos de sofrer por causa disto, sofreremos, pois Nosso Senhor nos preveniu: “Quem quiser viver piedosamente no Cristo Jesus, sofrerá perseguição” (2 Tim. 3, 12). Quanto à Fraternidade, nós a consideramos como a obra providencial fundada por um Bispo que levou ao mais alto heroísmo as virtudes mais difíceis, que são aquelas para as quais Deus criou os dons de sabedoria, de inteligência, de conselho, de força, de ciência, de piedade e de temor de Deus. Dom Lefebvre, nós o consideramos como uma luz que brilhou nas trevas do mundo moderno, e a Fraternidade é sua obra e sua herdeira, mas com a condição de ser fiel à graça recebida. Nós rezamos por ela e, se nos opomos à política de Dom Fellay, não é por nenhum desejo hostil contra a Fraternidade, mas por amor a ela e ao próprio Dom Fellay, assim como amamos a Santa Igreja e por amor a ela combatemos o liberalismo e o modernismo de seus inimigos que se instalaram dentro dela. Que Deus abençoe e salve a Fraternidade São Pio X, à qual devo tudo o que recebi de melhor, tanto no que diz respeito à fé como no que diz respeito ao sacerdócio, que recebi das mãos de Sua Ex. Dom Marcel Lefebvre. ir. Tomás de Aquino 8 de setembro de 2012 Natividade de Nossa Senhora [1] Na mitologia grega Pandora designava a primeira mulher que, tomada de curiosidade, abriu a caixa enviada por Zeus que continha todos os males, os quais saindo da caixa deixaram no fundo apenas a esperança. [2] Dom Lefebvre faz alusão aos colóquios de antes das sagrações de 1988. #Atualidades

  • Le problème est de foi, et il est grave

    LE PROBLÈME EST DE FOI, ET IL EST GRAVE Un parallèle impressionnante: MGR. MARCEL LEFEBVRE MGR. BERNARD FELLAY « La déclaration conciliaire sur la liberté religieuse s’avère d’abord être contraire au magistère constant de l’Eglise. (…) Elle ne repose sur aucun fondement révélé.[1] Les « limites » fixées par le Concile à la liberté religieuse ne sont que de la poudre aux yeux, masquant le défaut radical dont elles souffrent et qui est de ne plus tenir compte de la différence entre la vérité et l’erreur ! On prétend contre toute justice,  attribuer le même droit à la vraie religion et aux fausses.[2] Le comble de l’impiété, qui n’avait jamais été atteint jusqu’alors, a été accompli lorsque ce qui a voulu passer pour [l’Eglise] a adopté au concile Vatican II le principe du laïcisme de l’Etat, ce qui revient au même, la règle de la protection égale de l’Etat aux adeptes de tous les cultes, par la déclaration sur la liberté religieuse.[3] La liberté religieuse signifie nécessairement l’athéisme de l’Etat. Car professant reconnaître ou favoriser tous les dieux, l’Etat n’en  reconnaît en fait aucun, surtout pas le vrai Dieu ! Voilà ce que nous disons, quand on nous présente la liberté religieuse de Vatican II comme un développement de la doctrine de l’Eglise ![4] Alors, nous refusons la liberté religieuse de Vatican II, nous la rejetons dans les  mêmes termes que les papes du XIXe siècle l’ont rejetée, nous nous appuyons sur leur autorité et rien que sur leur autorité : quelle plus grande garantie pouvons-nous avoir d’être dans la vérité, que d’être forts de la force même de la tradition, de l’enseignement constant des papes, Pie VI, Pie VII, Grégoire XVI, Pie IX, Léon XIII, Benoît XV, etc., qui tous ont condamné la liberté religieuse.[5] » « Beaucoup sont ceux qui comprennent le Concile de travers. (…) En y regardant de plus près, j’ai vraiment l’impression que peu de gens savent ce qu’en dit réellement le Concile. Le Concile présente une liberté religieuse qui est une liberté très, très limitée ; très limitée. »[6] « Le deuxième concile du Vatican (…) est le plus grand désastre de ce siècle et de tous les siècles passés, depuis la fondation de l’Eglise.[7] Plus on analyse les documents de Vatican II, plus on se rend compte qu’il s’agit d’une perversion totale de l’esprit… C’est très grave ! Une perversion totale !… C’est vraiment effrayant.[8] Indifférentisme de l’Etat, droit à la liberté religieuse pour tous les sectateurs de toutes les religions, destruction du droit public de l’Eglise, suppression des Etats catholiques : tout cette série d’abominations s’y trouve consignée, et exigée par la logique même d’un libéralisme qui ne veut pas dire son nom et qui en est la source empoisonnée.[9] La liberté religieuse, c’est l’apostasie légale de la société : retenez-le bien.[10] » [11] « Dans la Fraternité, on est en train de faire des erreurs du Concile des super hérésies. »[12] La contradiction est flagrante. Voilà les conséquences quand on s’approche des progressistes : ils changent nos pensées. Ils sont très habiles pour nous tromper. On va certainement m’accuser de manque de respect vis-à-vis de Mgr. Fellay. Qu’on veuille m’excuser car avant tout, je suis convaincu qu’il s’agit plutôt d’un manque de respect de Mgr. Fellay vis-à-vis de Mgr. Lefebvre, qu’il dément subrepticement. Mais, bien, voyons à travers d’une nouvelle comparaison qui a raison: Mgr. Lefebvre ou Mgr. Fellay: MAGISTÈRE INFAILLIBLE DE LA SAINTE EGLISE CONCILE PASTORAL DE VATICAN II C’est une erreur d’affirmer que : « Le meilleur gouvernement est celui où on ne reconnaît pas au pouvoir l’obligation de réprimer par la sanction des peines les violateurs de la religion catholique, si ce n’est lorsque la tranquillité publique le demande.  »[13] « La liberté de conscience et des cultes est un droit propre à chaque homme.  »[14] « [Ce droit] doit être proclamé et garanti dans toute société correctement constituée.  »[15] « Il est libre à chaque homme d’embrasser et de professer la religion qu’il aura réputée vraie d’après la lumière de la raison.  »[16] «Les hommes peuvent trouver le chemin du salut éternel et obtenir le salut éternel dans le culte de n’importe quelle religion.  »[17] « Au moins doit-on bien espérer du salut éternel de tous ceux qui ne vivent pas dans le sein de la véritable Eglise du Christ.  »[18] « Ce Concile du Vatican déclare que la personne humaine a droit à la liberté religieuse. (…) Qu’en matière religieuse nul ne soit forcé d’agir contre sa conscience ni empêché d’agir, dans de justes limites, selon sa conscience, en privé comme en public, seul ou associé à d’autres. »[19] « Ce droit de la personne humaine à la liberté religieuse dans l’ordre juridique de la société doit être reconnu de telle manière qu’il constitue un droit civil. »[20] « Le droit à la liberté religieuse a son fondement réel dans la dignité même de la personne humaine. »[21] « Ce n’est donc pas sur une disposition subjective de la personne, mais sur sa nature même, qu’est fondé le droit à la liberté religieuse. C’est pourquoi le droit à cette exemption de toute contrainte persiste en ceux-là mêmes qui ne satisfont pas à l’obligation de chercher la vérité et d’y adhérer ; son exercice ne peut être entravé, dès lors que demeure sauf un ordre public juste. »[22] Il est de Foi que : « Hors de l’Eglise absolument personne n’est sauvé.  »[23] « L’Esprit du Christ, en effet, ne refuse pas de se servir d’elles [communautés séparées] comme de moyens de salut. »[24] « Tous les croyants, à quelque religion qu’ils appartiennent, ont toujours entendu la voix de Dieu et sa manifestation. »[25] Résumant : Vatican II dit que l’homme a le droit de choisir la religion qu’il veut ou de n’en choisir aucune et de défendre publiquement les doctrines des fausses religions; et que Dieu se sert des fausses “religions” comme moyen de salut. Cette doctrine est complétement opposée aux paroles de Notre Seigneur: « Qui ne croit pas en tout ce que je vous ai enseigné sera condamné » (cf. Mc. 16, 16 et Mt. 28, 20). Si l’homme avait le droit naturel de ne pas croire aux vérités révélées par Notre Seigneur Jésus-Christ (il en est ainsi des fausses religions), il ne pourrait, pour cela même, être puni par la condamnation éternelle, puisque personne ne peut être puni à cause d’un droit et de l’exercice de ce même droit qu’il tient. Qu’y-a-t’il de plus nocif que cette doctrine de Vatican II ? Si l’homme a le droit de suivre n’importe quelle religion (ou aucune) et si Dieu se sert de toutes comme moyen de salut, pourquoi s’est-Il fait homme ? Pourquoi a-t’Il fondé son Eglise ? (cf. Mt. 16, 18) Pourquoi est-Il mort sur la croix ? Pourquoi ? Pourquoi ? Pourquoi, si l’homme peut se sauver en adhérant à n’importe quelle “religion” ou à aucune ? Cette doctrine détruit toute la raison d’être de la Sainte Eglise, car elle détruit la nécessité de la Foi (véritable) pour le salut et rend inutile l’Incarnation et la rédemption. Je me demande comment Mgr. Fellay peut ridiculiser la Fraternité Saint Pie X en disant que celle-ci voit dans Vatican II des « super hérésies ». Je ne savais pas (et d’où a-t’il sorti ça ?) que l’Eglise faisait ces distinctions : super hérésies, hérésies et « petites hérésies ». La négation d’une unique vérité révélée est suffisante pour mériter de la part de l’Eglise un rejet total et ses plus sévères anathèmes. Comment Mgr. Fellay peut-il déclarer que la liberté religieuse de Vatican II est bien petite ? Benoît XVI, au contraire, défend la liberté religieuse dans toute son amplitude, justement dans le sens condamné par la Sainte Eglise, comme on peut le voir à travers des propos du pape Ratzinger : « Parmi les droits et les libertés fondamentaux enracinés dans la dignité humaine, la liberté religieuse jouit d’un statut spécial. Quand la liberté religieuse est reconnue, la dignité de la personne humaine est respectée à sa racine même. A l’inverse, quand on essaie d’empêcher de professer sa religion ou sa foi et de vivre en conformité avec elles, la dignité humaine est lésée. Toute personne doit pouvoir exercer librement le droit de professer et de manifester individuellement ou de manière communautaire, sa religion ou sa foi, aussi bien en public qu’en privé, dans l’enseignement et dans la pratique, dans les publications, dans le culte et dans l’observance des rites. Elle ne devrait pas rencontrer d’obstacles si elle désire, éventuellement, adhérer à une autre religion ou n’en professer aucune, sauf l’exigence légitime de l’ordre public pénétré par la justice. »[26] Est-ce que Benoît XVI, lui aussi, n’a pas compris Vatican II ? Mais je prévois maintenant et j’entends déjà l’accusation de sédévacantiste dont on va me taxer certainement, ou celle d’esprit schismatique ou encore celle de manque de foi dans la divinité de l’Eglise. Je ne suis pas sédévacantiste ! Le sédévacantiste est celui qui nie que les derniers papes sont papes car ils sont modernistes. Cependant, le fait de constater que les derniers papes sont libéraux et modernistes ne signifie pas qu’on est sédévacantiste. Dans le cas contraire, Mgr. Lefebvre serait aussi sédévacantiste, car qui a vu avec plus de clarté et qui a dénoncé avec plus de force ces erreurs des derniers papes, sinon lui ? Et, malgré tout, qui oserait accuser Mgr. Lefebvre d’être un sédévacantiste ?… Je ne suis pas non plus animé d’un esprit schismatique ! Mais j’aime de tout mon cœur la Sainte Eglise, Corps mystique de Notre Seigneur de Jésus-Christ, dont la tête visible, aujourd’hui, malheureusement, est un libéral imbu de modernisme. C’est un fait. Et contre les faits il n’y a pas d’argument. Mgr. Bernard Tissier de Mallerais a écrit un travail très bien documenté prouvant cela même. Qui a des doutes, qu’il le lise. Comme Dieu l’a dit à saint Augustin : « Assis-toi et lis ». Et ce fait ne s’oppose pas à ce que l’Eglise soit divine, de même que la Passion et la Mort de Notre Seigneur ne nient en rien le fait qu’il soit Dieu, malgré le fait que pour nous c’est un mystère insondable. L’Eglise reproduit au cours des siècles la vie de Notre Seigneur Jésus-Christ et nous pouvons conjecturer qu’aujourd’hui elle revit sa Passion. Pourquoi donc s’étonner du fait que la divinité de l’Eglise soit cachée aux yeux de ceux qui n’ont pas la Foi, alors qu’elle n’a jamais cessé d’être divine ? J’entends déjà ceux qui vont me reprocher d’utiliser un pseudonyme et qui vont me traiter de lâche. Je réponds avec les mêmes paroles que l’ « Imitation du Christ » (L I, ch. 5) : « Ne cherches pas à savoir qui l’a dit, mais ce qui a été dit ». Ainsi a toujours fait et agit le journal Si Si No No de D. Putti, sans scandaliser personne. Si j’utilise un pseudonyme ce n’est pas pour me cacher et moins encore pour fuir du combat. Je suis un moine bénédictin du monastère de la Sainte Croix et il est habituel entre les moines que, quand aucune nécessité l’exige, nous signions d’une façon anonyme. Dom Delatte, lorsqu’il publia la biographie de dom Guéranger a simplement mis comme auteur « un moine bénédictin ». L’usage du pseudonyme a l’avantage d’éviter que l’attention des lecteurs soit déviée des arguments pour s’attarder sur ma méprisable personne, et ils pourraient s’exclamer : « Comment ce misérable ose élever la voix ? » Et d’ailleurs, pourquoi désireraient ils savoir qui suis-je ? Pour m’injurier ? Pour nier les faits, pour sophistiquer, pour me manifester leur sympathie pour Vatican II, ou peut-être, qui sait, pour me louer ? Non, non, ne perdez pas de temps ! Le temps est si précieux, c’est par lui qu’on gagne ou perd la vie éternelle. Employez-le, avant tout, à bien étudier les erreurs modernes condamnées par les papes, en lisant par exemple, les excellentes œuvres « Ils l’ont découronné », « C’est moi l’accusé qui devrais vous juger ! », « La lámpara bajo el celemín »27, « Cent ans de modernisme », « Catéchisme catholique de la crise dans l’Eglise » et « Prometeo – La religión del hombre »[27]. Mais que ces lectures ne soient pas superficielles, mais bien au contraire, qu’elles soient faites avec attention et assiduité ; lectures sans cesse renouvelées, afin de bien fixer dans la mémoire tous leurs enseignements et créer de profondes convictions, pour qu’il n’arrive pas comme à beaucoup qui ont déjà lu ces œuvres et qui cependant, n’ont pas compris la gravité de la situation que nous vivons ». Attention ! Dans quel chemin, dans quelle voie le supérieur général de la Fraternité St. Pie X est en train de s’engager, de s’immixer : la minimisation de la gravité des erreurs de Vatican II. Qui minimise une grave erreur contre la Foi commet un grave péché contre la Foi. Attention, donc, dans quelle voie il est en train d’emmener tous ceux qui suivent ses pas ! Beaucoup, peut-être, n’ont pas évaluent la gravité de la négation d’une vérité de Foi, et cela peut provenir, dans une certaine mesure, d’un certain naturalisme ou d’un rationalisme pratiques, qui font qu’on ne considère les dogmes que comme de pures formules, sans aucune, ou presque, influence sur notre vie, et qu’on conçoive la vie chrétienne que comme un accomplissement de pure formalité d’œuvres de dévotion, sans, ou presque, aucune application des vérités révélées dans notre vie morale, dans nos habitudes et dans l’appréciation des événements. Même s’il est vrai que beaucoup d’évêques et de prêtres sont en train de s’approcher de la messe traditionnelle et de la Tradition, juger que cela est le début d’un retour graduel à la normalisation dans la Sainte Eglise, est une illusion, un manque de réalisme. L’Eglise est hiérarchique : en elle il n’existe pas de réforme de bas en haut, mais seulement à partir du haut, du pape. Donc, tant que le pape sera libéral et qu’il aura des idées modernistes, l’Eglise continuera dans cette situation anormale. Je sais que je suis une voix qui crie au désert. Qui m’écoutera ? Qui changera de façon de penser à cause de ces mots ? Je ne me fais aucune illusion… Mais les prophètes étaient ainsi : ils parlaient à des sourds. « Qui a cru à ce que nous avons entendu [lequel nous avons annoncé] ? » (Is. 53, 1) Et, cependant, Dieu les envoyait prêcher… « Si je ne leur avais pas parlé, ils ne seraient pas coupables, mais maintenant ils n’ont plus d’excuse de leur péché » (Jean 15, 22), a dit Notre Seigneur. Marie, très Sainte Mère de Dieu, toujours Vierge, qui écrasez toutes les hérésies, priez pour les fidèles qui suivent la doctrine traditionnelle de l’Eglise de Votre Fils. Priez pour eux, pour qu’ils ne se laissent pas tromper par les pièges des progressistes, ennemis de Dieu et de son Règne. Priez pour eux, pour qu’ils ne se lassent pas de lutter et d’être considérés en marge de la société, aussi bien du monde que de l’ecclésiastique conciliaire. Priez pour que les avertissements et les enseignements de votre serviteur Mgr. Marcel Lefebvre soient écoutés et suivis. Pour que, ainsi, le plus grande nombre possible d’âmes se sauve ! Ainsi soit-il ! Arsenius [1] Ils l’ont découronné, ch. XXVIII, p. 204. [2] Ils l’ont découronné, ch. XXVIII, p. 205. [3] Ils l’ont découronné, ch. VIII, p. 60. [4] Ils l’ont découronné, ch. IX, p. 66. [5] Ils l’ont découronné, ch. IX, p. 67-68. [6] Interview vers le début mai 2012: Traditionalist leader talks about his movement, Rome. [7] Ils l’ont découronné, Introduction, p. XIII. [8] Conférence donnée à des prêtres de la Fraternité à Ecône une demi-année avant la mort de Mgr Lefebvre. [9] Ils l’ont découronné, ch. VIII, p. 62. [10] Ils l’ont découronné, ch. IX, p. 68. [11] Ces citations ont été tirées de plus d’une conférence de Mgr. Lefebvre, qui se sont réalisées bien avant les sacres ainsi comme après les sacres : cela montre qu’il n’a pas dit ces paroles mu par une émotion passagère, mais qu’elles expriment sa pensée constante au sujet de la question dont nous traitons. [12] Lettre du 14 avril 2012 aux trois évêques de la Fraternité. [13] Encyclique Quanta cura, du pape Pie IX. Dz. 1689. [14] Encyclique Quanta cura, du pape Pie IX (citant l’encyclique Mirari vos, du pape Grégoire XVI). Dz. 1690. [15] Encyclique Quanta cura, du pape Pie IX (citant l’encyclique Mirari vos, du pape Grégoire XVI). Dz. 1690. [16] Syllabus du pape Pie IX, proposition condamnée nº 15. [17] Syllabus du pape Pie IX, proposition condamnée nº 16. [18] Syllabus du pape Pie IX, proposition condamnée nº 17. [19] Dignitatis Humanae n. 2. [20] Idem. [21] Idem. [22] Idem. [23] IV Concile de Latran (cf. DS 802). [24] Unitatis Redintegratio n. 3. [25] Gaudium et Spes n. 36. [26] Message pour la célébration de la Journée Mondiale de la Paix. 1er Janvier 2011. [27] En espagnol. Malheureusement nous n’avons pas en français. #Textes

  • Honra e glória a Dom Williamson

    Honra e glória a Dom Williamson Neste momento dramático da vida da Santa Igreja, momento em que a Fé se encontra ameaçada gravissimamente, uma voz episcopal se levanta e confirma os fiéis na Fé de seu Batismo. De quem é esta voz senão do Bispo perseguido, caluniado, acusado de rebeldia, etc., etc., etc.? E por que é ele perseguido, caluniado, acusado? Justamente porque defende a Fé, e este crime não tem perdão para o mundo moderno. O mundo moderno aceita tudo, aceita até mesmo a Tradição, contanto que a Tradição aceite o mundo moderno. O mundo moderno é um dissolvente altamente concentrado. Ele aceita tudo o que ele pode dissolver, menos a Fé católica indissolúvel, menos a Fé integral, menos a íntegra, pura e imaculada doutrina católica, e é isto que está em jogo neste momento dramático para a Tradição. Vamos dividir a Fé como propôs Salomão às duas mulheres que se disputavam uma criança? A Roma modernista diz: “Sim, dividamos a Fé, façamos uma barganha. Por que não? Dom Williamson diz: “Não! Non possumus!” e nós com ele: “Non possumus!” Como São Pedro aos fariseus nós dizemos: “Não podemos não pregar em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo! Julgai vós mesmos se é melhor obedecer aos homens do que a Deus.” A criança deve viver, como no julgamento de Salomão. No caso presente não é a criança que deve viver, mas a mãe, nossa mãe a Santa Igreja. Dividi-la, dando um pedaço aos modernistas e um pedaço aos tradicionalistas? Jamais! Por todas estas razões nós dizemos e proclamamos: honra e glória a Dom Williamson e a todos os padres que defendem a Fé sem compromisso com os inimigos da Fé católica. Alguns talvez se escandalizem pelo simples fato de falarmos de inimigos nesta terrível batalha. Se este é o seu caso, caro leitor, lembre-se de que a Igreja aqui na terra é chamada de militante porque ela milita contra três cruéis inimigos, como diz o Catecismo do Concílio de Trento, os quais são: o demônio, o mundo e a carne. Lembre-se também da oração: “Pelo sinal da santa Cruz, livrai-nos Deus Nosso Senhor, de nossos inimigos. “Lembre-se também do que disse São Pio X, que festejamos hoje. Os inimigos da Igreja se encontram atualmente nas veias mesmo da Igreja. Estes inimigos estão em Roma, infelizmente, esta Roma que quer fazer um acordo com a Tradição, ou seja, a Roma modernista que quer fazer um acordo com a Roma eterna. Para que fim? Mesmo se não sei qual é a intenção do coração de Bento XVI, não é difícil saber que fim terá tudo isto se estes acordos (cujos frutos amargos já se fazem sentir, antes mesmo de concluídos) se realizarem. O fruto, que já se está vendo, será o silêncio da Tradição, mas como diz São Gregório Magno: “A Igreja prefere morrer do que se calar.” Logo, ela, a verdadeira mãe, não se calará, não fará este vergonhoso acordo, mas continuará a falar, pregar e trabalhar pela salvação de seus filhos. É o que estão fazendo padres corajosos e é o que está fazendo Dom Williamson. Por esta razão dizemos: honra e glória a Dom Williamson, sucessor dos Apóstolos e confessor da Fé. Honra e glória ao Bispo que fez 99 crismas em oito dias e dirigiu sua palavra apostólica 15 vezes a públicos diversos que, somados, representam mais de 300 pessoas, neste vasto Brasil, evangelizado pelos portugueses e agora por um Bispo da outrora “ilha dos santos”. Nosso mosteiro da Santa Cruz e os fiéis do Rio, Salvador, Vitória, Campo Grande (onde um atraso nas conexões impediu a ida de Dom Williamson), Maringá e Nova Friburgo agradecem a solicitude de um verdadeiro filho de Dom Lefebvre, fiel aos seus ensinamentos, que veio nos confirmar não só com o Sacramento, mas também com sua profunda compreensão da doutrina revelada, dos erros modernos e dos remédios aos males de hoje, entre os quais se destaca com um brilho todo especial o Santo Rosário, que Dom Williamson nos recomenda rezar integralmente todos os dias. Que a Virgem Santíssima nos obtenha a graça de vigiar e orar para não entrarmos na tentação dos acordos e para vencer a serpente infernal que quer destruir a Tradição. ir. Tomás de Aquino 3 de setembro, festa de São Pio X #Atualidades

  • A Filosofia e a Crise Religiosa

    A Filosofia e a Crise Religiosa Dom Antônio de Castro Mayer “A Exortação de Paulo VI fala na dificuldade de obter a renovação da roupagem em que se transmitissem aos homens de hoje os mistérios de Deus. E reconhece que foram as novas expressões para as verdades de Fé que trouxeram a angústia das incertezas, ambiguidades e dúvidas. Como foram os novos termos que facultaram, aos fautores de uma nova Igreja, a difusão de uma concepção nova e estranha da Religião Cristã. É de São Pio X a afirmação de que o abandono da escolástica, especialmente do tomismo, foi uma das causas da apostasia dos modernistas (Encíclica “Pascendi”). Após o Concílio Vaticano II, retorna a meios católicos o mesmo erro, a mesma ojeriza contra a filosofia que Leão XHI apelidou “singular presídio e honra da Igreja” (Encíclica “Arterni Patris”). De fato, um dos sofismas dos teólogos do novo cristianismo é acusar de aristotelismo a formulação dogmática tradicional, quando á Igreja não deve estar enfeudada a nenhum sistema filosófico. Acrescentam que semelhante formulação foi útil e válida ao seu tempo, ou seja, dentro do ambiente cultural da Idade Média. Hoje, porém, em meio cultural totalmente outro, ela já não tem valor. É antes nociva. Emperra o progresso dos fiéis e é responsável pela descristianização do mundo atual. A Igreja, se quiser reviver, se quiser conservar sua perenidade, deve abandonar as fórmulas antigas e adotar outras, de acordo com a filosofia de hoje, o pensamento e a mentalidade contemporâneos. Só assim realizará Ela o ideal proposto por João XXIII e o Concílio Vaticano II. E, para não serem tidos como negligentes no seu papel de teólogos, passam à aplicação do princípio por eles mesmos estabelecido e, às verdades reveladas vão dando novas formulações dentro da concepção da filosofia contemporânea. A falácia não é nova. Na antiguidade, outra coisa não fizeram os gnósticos que deturparam a Revelação, para enquadrá-la dentro da filosofia neoplatônica; no século passado, foi o hegelianismo que desvairou certos teólogos católicos. Os da nova Igreja desejam servir ao marxismo, existencialismo e às demais filosofias antropocêntricas que pululam na angústia intelectual, característica de nossa época. O Vigor do tomismo 0 engano, amados filhos, dos mentores do novo cristianismo está no esquecimento a que votam uma verdade de senso comum, sem a qual é inexplicável o conhecimento, impossível a ciência e a própria vida humana Semelhante verdade de senso comum está na base de toda filosofia, que não seja mera construção arbitrária do espírito. Consiste nà persuasão de que o conhecimento é determinado pelo objeto externo. Ele é verdadeiro, quando aprende a coisa como ela é; e é falso, quando destoa da realidade. Podem variar os sistemas filosóficos. Eles serão mais ou menos verdadeiros na medida em que suas conclusões atendam ao princípio de senso comum acima enunciado. No acatamento a semelhante princípio, encontra o tomismo todo o seu vigor. Salienta-o Leão XXIII quando diz que o tomismo é uma filosofia “solidamente firmada nos princípios das coisas” (Encíclica “Arterni Patris”). Ou seja, não é um sistema arbitrário, fruto da imaginação ou criação subjetiva do filósofo. Muito ao contrário, a filosofia tomista curva-se sobre a realidade, para apreendê-la como ela é. *’ Quando enuncia seus dogmas, servindo-se dos termos usuais na escolástica, a Igreja não o faz porque tais expressões sejam de um sistema filosófico particular e, sim, porque pertencem à filosofia de todos os tempos”. (Pastoral “Aggiornamento e Tradição”, 11 de Abril de 1971 – Por um Cristianismo Autêntico, págs. 362/363) #DomAntôniodeCastroMayer

  • Catálogo de livros

    Observação 1- Nossos estoques são reduzidos. 2- As despesas de transportes pelo correio já estão incluídas no pacote de cada livro, quando se trata de encomenda simples (PAC). 3- Para envio via Sedex o valor será calculado a parte. Favor fazer seu pedido para o endereço: Irmão Agostinho, O.S.B. Mosteiro da Santa Cruz Cx. Postal: 96582 Nova Friburgo, RJ – Brasil Modo de Pagamento: Cheque Nominal a José da Silva Nascimento ou Deposito bancário: Banco Itaú Titular: José da Silva Nascimento Conta Poupança: 15359-8/500 Agência: 9204 Obs: O deposito bancário, favor enviar o comprovante! Se preferir via e-mail: vendasmsc@gmail.com Atenção: o deposito devera ser feito apenas na conta descrita acima, e não na conta da Sociedade Civil Mantenedora do Mosteiro da Santa Cruz. Catecismo do Matrimônio. Mais do nunca necessário este breve catecismo orientará os que desejam formar um lar cristão destinado a povoar o céu e a dar à sociedade os seus melhores membros sem os quais toda restauração católica é impossível. R$ 25,00 O Liberalismo é pecado Obra indispensável para compreender e combater a heresia dos tempos modernos que é este liberalismo nascido na Renascença, desenvolvido pelo protestantismo, levado ao paroxismo nas Revoluções Francesa e Russa, introduzido nas veias mesma da Igreja pelos católicos libereais que triunfaram no Concílio Vaticano II. R$ 27,00 O devoto do Anjo da Guarda. Este livro se recomenda por si mesmo, tanto pela importância do assunto como pela santidade do autor. R$ 12.00 Breve Novena Angélica. Santo Antônio é um dos santos mais populares da cristandade no mundo inteiro. Deus ama nos conceder muitas graças através de seus santos. Invoquemos com confiança este grande filho de São Francisco de Assis. R$ 15,00 O Marido, o pai, o apóstolo. A missão e os deveres do homem na família e na sociedade. R$ 9.00 Ordinário da Santa Missa. Texto do ordinário da missa em latim e a tradução em português, além de algumas orações e cânticos. R$ 12.00 Pequeno Catecismo. Catecismo apropriado para as crianças com desenhos de bom gosto e piedosos. R$ 12.00 O Segredo Admirável. São Luís Maria Gringnio de Monfort Verdadeiro tesouro para se conhecer e amar o santo Rosário, devoção essencial da piedade católica. R$ 10.00 O Escapulário Verde. Não foi só a Medalha Milagrosa que Nossa Senhora nos deu como meio de santificação ao século XIX. O escapulário verde foi dado ao mundo católico por Nossa Senhora poucos anos após a Medalha Milagrosa e a uma irmã da mesma Congregação que Santa Catarina Labouré. Este escapulário é antes de tudo para se obter a conversão das almas que estão afastadas de Deus. R$ 3.00 Liberalismo e Catolicismo Pe. Augustin Roussel Obra vivamente recomendada por Dom Marcel Lefebvre R$ 32,00 Despesas do correio inclusas Máximas Eternas Santo Afonso Maria de Ligório Meditações para cada dia da semana Mais uma obra do grande doutor e apóstolo que foi Santo Afonso. R$ 4,00 Conhecer a finalidade principal do Matrimônio e as condições para que este sacramento seja recebido e vivido de modo a dar seus abundantes frutos nesta vida e na esternidade, é o que se propõe o autor deste breve tratado, cuja simplicidade o torna de fácil leitura para todos. (28 páginas) R$ 10,00 Jesus, Filho Único da Virgem Maria Herley Nelson de Souza Conferência no qual o autor explica com clareza várias questões referentes aos nomes e parentesco de Nosso Senhor. (18 páginas) R$ 7,00 Resposta à Campos: Boletim 2002 Dom Tomás de Aquino, O.S.B. É necessário combater os falsos argumentos de Dom Fernando Rifan e esclarecer os fiéis. É o que se propõe esse breve trabalho. (24 páginas) R$ 5,00 Biografia de Santo Tomás de Aquino, publicada pelas Edições Co-Redentora (164 páginas) R$ 25,00 Obra do grande autor beneditino do século XX sobre o Santo Sacrifício da Missa. (68 páginas) R$ 9,00 Descrição da vida beneditina com grande talento e cativante estilo. (43 páginas) R$ 7,00 Breve critica do escândalo que contribuiu para a realização da tão funesta religião mundial das nações. (56 páginas) R$ 6,00 O inigualável São João Bosco nos fala como falava a seus meninos para conduzi-los a vida eterna. R$ 4,00 Regras da Modéstia Num mundo que ignora os tesouros da doutrina Católica, este livrinho vem trazer uma orientação sólida, dada no seminário da Fraternidade São Pio X na Argentina, para a delicada e tão importante virtude da modéstia. R$ 10,00 #Semcategoria

  • Quando Dom Pozzo desmascara-se

    Quando Dom Pozzo desmascara-se A Carta de D. Pozzo com seu anexo, após a visita canônica ao Instituto do Bom Pastor realizada pelo cardeal Ricard, D. Pozzo e o Pe. Bonino, O.P., são bem instrutivas pelas exigências que eles formulam. São de fato exigências que demonstram a medida que o IBP depende da boa vontade de Roma para manter sua existência eclesial. Não responder aos desejos de Roma exporá o IBP à recusa da renovação de uma experiência inconclusa. Os avisos de Roma são de quatro ordens: canônica, administrativa, litúrgica e doutrinal. Pularemos as observações canônicas por não sabermos exatamente do que se trata. Dum ponto de vista administrativo e pastoral, o IBP fica imobilizado no discernimento das vocações. É lembrado que a ruptura do Pe. Philippe Laguérie com a FSSPX foi, oficialmente, devido a uma suposta má gestão dos seminários da Fraternidade. E eis que o grande mago das vocações é taxado das mesmas reprovações… Mais interessante é a demanda feito aos “padres do Instituto [de se inserir] realmente com um espírito de comunhão no conjunto da vida eclesial da diocese”. Esta frase, aparentemente insignificante, é cheia de sentidos. Ela intima para uma verdadeira práxis eclesial destinada a modificar num primeiro momento o comportamento, depois o espírito dos padres do IBP, tanto é verdade quanto se acaba pensando como se vive. Em suma, que os padres frequentem as reuniões sacerdotais, que eles participem das cerimônias comuns, que concelebrem a Quinta-Feira Santa, numa palavra, que eles “se insiram”, que se fundam no meio dos outros, eliminando as diferenças que ainda estão bem presentes. A subserviência financeira e econômica é igualmente determinada: “O estabelecimento de um conselho econômico ajudará a paróquia Saint-Éloi a tornar-se juridicamente mais conforme as outras paróquias da arquidiocese de Bordeux”. Dito de forma polida e os benfeitores do IBP são amavelmente advertidos… O padre Laguérie, lembramos, quando foi eleito presidente da associação que administrava a igreja Saint-Éloi, o padre Cacqueray, superior do distrito da França da FSSPX, do qual aquele dependia, nem sequer estava ciente. E eis o padre Laguérie “convidado” a mostrar suas contas mais de perto, embora seja ele o superior geral. Aperta-se o Cerco Litúrgico Em outubro de 2007, Le Chardonnet apresentou a obrigação implícita feita aos institutos Ecclesia Dei pelo moto próprio Summorum pontificum, de deixa a porta aberta à celebração da missa nova[1], o IBP protestou fortemente baseado no reconhecimento oficial por Roma do uso exclusivo do rito de 1962[2]. O pe. Christophe Héry tinha razão em 2009; Este uso não foi colocado em causa e o pe. Ph. Laguérie poderia evocar dentro da mesma Pastorale sobre Dom Pozzo, “a confiança recíproca”, o “respeito das pessoas e do direito” e “a colaboração (sic) recíproca” [3]. Mas foi preciso dar tempo ao tempo. Em 2012, não é mais válido e os estatutos interditando celebrar o novo rito precisam mudar. Apenas uma palavra: de “exclusivo” passará a “próprio”. A Escravização doutrinal Realmente a serpente não é pequena e o cinismo de dom Pozzo aparece em sua realidade nua e crua. Ela não é pequena. Roma não se esqueceu de nada: a formação do seminário deverá “integrar os estudos do Magistério atual dos Papas e do Vaticano II”. E o anexo acrescenta: é necessário também “inserir um estudo atento do Catecismo da Igreja Católica”. Observemos os termos “inserir” e “atento”. Esta integração será sem dúvida dolorosa ao pe. Ph. Laguérie que escreveu em janeiro de 1993: “Nossa conclusão é clara: o “Catecismo da Igreja Católica” não é, portanto um engano suplementar (…) ele poderá tranquilizar os ignorantes, e até fazer algum bem acidental, ele não passa de um documento fundamentalmente modernista, na pura lógica da ruptura conciliar, com aquele maquiavelismo no qual se acrescentou um tempero para melhor engolir veneno[4] (…) é um novo desastre para a Igreja “[5]. Quanto à crítica do Concílio pelo IBP – cujas publicações nunca esperamos impacientemente desde sempre – ele ficará seriamente de mãos atadas: “Mais que uma crítica, ainda que “séria e construtiva”, do Concílio Vaticano II, os esforços dos formadores deverão se concentrar sobre a transmissão da integralidade (sic) do patrimônio da Igreja, insistindo (sic) sobre a hermenêutica da renovação na continuidade tendo por suporte a integridade (resic) da doutrina católica exposta pelo Catecismo da Igreja Católica”. (…) Mais claro impossível. Enfim, querem em todo o caso que os padres do IBP se “entretenham em criticar as críticas do Concílio” [6]. Para assegurar a “retomada de todos os atos do Concílio a fim de estabelecer uma crítica melhor, dever-se-á manifestar a ausência de erro e a perversidade de certos atos cuja ambiguidade permitiu o espírito modernista de orquestrar a apostasia imanente” [7]. Em suma, o IBP deve “salvar a tese de Ratzinger: um concílio muito bom trapaceado pessoas muito vis” [8]. Um último pedido que pareceria benigno se não recordássemos que ele contém o ensino do sacerdócio ministerial e os meios de exercício do sacerdócio tido comum dos fiéis: “A formação pastoral deveria ser feita a luz do Pastores dabo vobis”. Esta exortação sinodal contém notadamente a seguinte passagem: “Pelo sacerdócio ministerial, que os padres receberam do Cristo, pelo Espírito, um dom específico, a fim de poder ajudar o Povo de Deus a exercer fielmente e plenamente o sacerdócio comum que lhes é conferido” [9]. A Submissão aos Bispos Enfim, continuando as múltiplas queixas amargas dos membros do IBP sobre a dificuldade de fundar novas casas, Roma digna-se de tratar de por um fim na inadmissibilidade: “Para resolver a questão de implantação do seminário, fora dos limites de Courtalain, seria possível interrogar a Conferência Episcopal da França, afim de que eles mesmos sugiram os nomes das dioceses onde instalar”. Todos os termos utilizados são ricos em precaução. Além disso, o documento evoca somente a Conferência Episcopal da França. Ele parece, portanto excluir a fundação de outros seminários pelo mundo. O copo está cheio e é amargo. Como a carta e o anexo de Dom Pozzo o manifestam cruelmente, Roma não mudou, mas ela está bem resoluta em mudar o Instituto do Bom Pastor. O pe. Philippe Laguérie congratulou-se publicamente há pouco tempo em seu blog: “Creio na possibilidade de um acordo prático e na inutilidade total de discussões doutrinais na hora atual” [10]. Logicamente, o pe. Laguérie, e o IBP por sua vez, devem manifestar sua prontidão em por em prática as diretivas da Santa Sé. O pe. Laguérie esta numa encruzilhada. Ou ele obedece a Roma e endossa os novos compromissos que lhes são pedidos devendo renunciar aos seus princípios doutrinais. Ou ele se opõe à Roma e admite ipso facto o que ele não estava certo 2001 e em 2005 e que era impossível hic et nunc confiar em Roma malgrado suas promessas. Esta é a solução que ele parece optar de acordo com suas próprias palavras: “Quanto às questões doutrinais levantadas pelo relatório da visita canônica, o IBP não necessita de ninguém, sobretudo de criminosos, para guardar a fidelidade integral a seus estatutos iniciais (dos quais eu sou o autor, por favor), em particular sobre seu rito próprio (e exclusivo), a liturgia de 1962”. Uma coisa é certa, querer um acordo prático sem um acordo doutrina revela-se um impasse para o IBP. Rezamos para que ela vença nesta prova de força, e que ele não recaia, e com ele o IBP, dentro de um novo compromisso. “E aquele que está de pé cuide-se para que não caia”. [1] “Bombas-relógio (…) para os institutos do tipo Ecclesia Dei adflicta como a Fraternidade São Pedro ou o Instituto do Bom Pastor, este Moto Proprio não reconhece a possibilidade de qualquer padre membro destes institutos celebrar a segundo o missal de Paulo VI sem que seu superior possa se opor? Afinal, o Motu próprio não indica que tudo “isto tem um valor pleno e estável (…) não obstante todas as coisas contrárias”?” Le Chardonnet nº231, outubro de 2007, p.7. [2] “Paradoxalmente, tem acontecido de fazerem objeção ao nosso estatuto específico numa leitura desfavorável do novo direito estabelecido em 7 de julho de 2007 pelo Motu proprio Summorum Pontificorum de Bento XVI. Este texto de lei foi promulgado em favor da liturgia tradicional, portanto ele não pode ser invocado como se minimizasse ou restringisse o direito estatutário do IBP. Pois o Moto proprio de 2007, primeiramente revoga o precedente de 1988, e por outro lado não contradiz em nada do direito geral da Igreja (por ex. o cânon 394, sempre vigorando). Ele confirma e garante nosso caráter e nosso direito próprio: celebrar unicamente segundo o ordo de 1962, em todo lugar” Pe. Christophe Héry, “Le charisme propre de l’IBP dans le droit de l’Eglise”, Bulletin de liaison des amis de l’Institut de Bon Pasteur, nº 2, novembro 2009, p.3 e 4. [3] Ibidem, p. 2. [4] N. do T.: O Pe. Laguérie fez, nesta passagem, um jogo de palavras com peixe e veneno. No texto ele escreve “poi(s)son”, com um “s” entre parentes, que pode ser lido “poison” (veneno) ou “poisson” peixe. [5] “Editorial do Chardonnet de janeiro de 1993” em Pe. Philippe Laguérie, Avec ma bénédiction. Quatorze ans au Chardonnet, Certitudes, 1997, p. 275. Ver artigo seguinte. [6] “Editorial do Chardonnet de março-abril de 1994” em Pe. Philippe Laguérie, Avec ma bénédiction. Quatorze ans au Chardonnet, Certitudes, 199, p. 316 [7] Ibidem, p. 148 [8] Ibidem, p. 148. [9] João Paulo II, Exortação apostólica pós-sinodal Pastores dabo vobis de 25 de março de 1992, § 17. [10] “Pacte”, abril de 2001, citado no “Le Blog de l’abbé Laguérie”, quarta-feira 21 de fevereiro de 2012. #Atualidades

  • Os católicos franceses lutam

    Os católicos franceses lutam GUSTAVO CORÇÀO JÁ FALAMOS NOS ENCONTROS e nas proveitosas conversações com nossos companheiros de luta na França, cola­bores de Itinéraires e de outros movimen­tos, Jean Madiran, Hugues Kerally, Louis Saleron, Pierre Tilloy, Antoine Barrols, Jacques Perret, Annick De Lussy, Jean Beaucoudray do Office International, e Marcel de Corte que veio de Liège ao nos­so encontro no último dia de nossa es­tada em Paris, e com o qual tivemos uma calorosa e mútua transfusão de alegria fraterna, Pe. Cotard, Fernand Sorlot da Nouvelles Editions Latines, e em outro artigo falaremos de nossos encontros em Paris e Bédouin, com Dom Mareei Lefebvre. HOJE QUERO TRANSMITIR ao leitor o proveito, a admiração e a alegria que tive no encontro com um personagem anô­nimo e coletivo que, por esta e aquela razão, não desperta habitualmente meu entusiasmo: refiro-me ao chamado “povo de Deus”, ou a multidão de fiéis. FOI NO DIA 20 DE OUTUBRO, no auditório da Mutualité, 24 rue Saint-Victor, onde se realizava uma reunião sob a presidência de Monsenhor Ducaud Bourget, e na qual falaram os seguintes oradores, Hugues Kerally de Itinéraires; Roland Gaucher, jornalista e escritor; André Figueras, de Monde et Vie; Pierre Arnaud, sociólogo; Pe. Noel Barbara, de Fort dans la Fol, e Pe. Louis Coache de Combat de la Foi. O objetivo anunciado para esta reunião era?. o de prestar homenagem a D. Lefebvre. Em volantes distribuídos por moços des­de a entrada do auditório lia-se o apelo: JUSTICE POUR MONSEIGNEUR LEFEB­VRE e também DROIT À LA MESSE. TODOS OS ORADORES falaram a língua católica substituída hoje por um jargão revolucionário e primário, especialmente nos documentos das conferências episcopais que, dentro da mundial algazarra de despropósitos, se destaca em baixo relevo; mas o que hipnotizou nossa atenção nessa noite foi a presença fervorosa, firme e disposta a lutar de cerca de 5.000 pessoas de todas as idades e condições sociais, unidas no propósito de reafirmar sua rejeição dos “resultados conciliares” em que a Igreja de Cristo foi, não apenas reformada no que carecia reforma, mas deformada, transformada, transtornada, adulterada. SERIA ERRÔNEO E INJUSTO pensar que aquelas pessoas eram lideradas, ou seguiam Dom Lefebvre. Em conferência pronunciada a 2 de maio de 76 na Villa Aurore, sede de um movimento católico de preservação da família, o próprio Dom Lefebvre rejeita esse título de líder e coloca em termos justos a posição dos que o apoiam. A conferência começa pelo relato de uma conversa de Dom Lefebvre com o Cardeal Benelli em Roma. Eis o que diz D. Lefebvre aos seus ouvintes de Villa Aurore: “NO ÚLTIMO ENCONTRO que tive com o Cardeal Benelli que, como sabemos, é o constante secretario do Papa e com ele se encontra regularmente todos os dias, o cardeal me interpelou nestes termos: O Sr. compreende, o Sr. e seus adeptos… Eu não tenho adeptos, respondi, o Sr. se engana completamente e não sei o que o Sr. quer dizer. Todos aqueles que o seguem… — Mas não há ninguém que me siga, insisti, o que há no mundo inteiro, são milhares de padres, de fiéis, e até bispos apavorados com o que acontece atual­mente na Igreja e naturalmente sofrem e reagem do mesmo modo e que coincidem com nossas próprias reações. Sendo eu um Bispo, diretor de um Seminário, é natural que esse Seminário exerça atração sobre as almas e que ai venham buscar apoio para perseverar. Mas se amanhã eu desaparecer essas pessoas continuarão a manter as mesmas convic­ções na Fé. Estamos numa situação anormal e devemos defender nossa Fé de uma maneira muito especial nos nossos tempos. É ilusão dizer que sou uma espécie de leader e que tenho adeptos que me seguem incondicionalmente; e não menor ilusão é crer que se me derrubarem, derrubarão toda a resistência à destruição da Igreja…” MAS A MAIOR E MAIS GRATA surpresa, no que concerne ao vigor e è expansão de um movimento de fiéis que em tempo e contratempo querem guardar a Fé e assegurar a Salvação, tivemo-la na Santa Missa da sala Wagran. Sim, é em torno da Santa Missa que se configura essa resis­tência dos católicos franceses. Eu os vi e, com estupefação ouvi dizer que, em cada domingo, aquela sala Wagran cinco vezes fica lotada com cerca de 2.000 pes­soas de todas as idades e condições sociais. Durante a semana, uma capela menor anexa oferece aos católicos duas vezes a mesma Missa virginalmente guar­dada. Esboço aqui a curta e eloquente história dessa sala Wagran. Aquele an­cião Monsenhor Ducaud Bourget que no dia 20 presidia a sessão na Mutualité, era anos atrás capelão do Hospital Laennek onde celebrava a Santa Missa hà não sei quantos anos, e tranqüilamente conti­nuou a celebrar a mesma Santa Missa a despeito das reformas anunciadas que eram feitas para acomodar a Liturgia à “mentalidade contemporânea” SUA CAPELA FREQUENTADA apenas pela» pessoas do hospital, foi descoberta, e começou a ser procurada por fiéis católicos que não podiam em consciência aceitar “o novo humanismo”. Dia a dia aumentou o número de fiéis e a Direção do Hospital se viu obrigada a reclamar. Puseram-se os fiéis em campo à procura de um salão espaçoso já que as Igrejas de Paris, como de toda a França estão nas mãos dos “humanistas” ou, se preferem, dos invasores. Depois de muitos episódios conseguiram um grande e velho cinema que seria sombrio e feio se não ganhasse esta nova e deslumbrante sig­nificação de catacumba do século XX no centro do mundo. Esses fiéis também não são seguidores ou adeptos de Mon­senhor Ducaud Bourget, são seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo que se reúnem num local em que, pela graça de Deus, acharam sinais de seu Sangue. DEVO ACRESCENTAR QUE SÔ em -Paris e arredores existem, aos Domingos, 14 missas rezadas por padres tradicionais. No resto da França dizem-nos que são 400 as capelas, ou lugares Improvisados, em que se reúnem para o santo preceito. È evidente que sendo numerosos os fiéis e as missas, numerosos serão os padres corajosos que tudo enfrentam para bem marcar a permanência de sua fé. ESTE SINAL DE VITALIDADE me volta obsessivamente à memória, à imaginação, sobretudo quando se evidencia a exces­siva miséria espiritual de nossos bispos, de nossos padres, de nosso pobre povo. #GustavoCorção

  • O problema é de Fé, e é grave

    O PROBLEMA É DE FÉ, E É GRAVE Um paralelo impressionante: DOM MARCEL LEFEBVRE DOM BERNARD FELLAY “A Declaração conciliar sobre a liberdade religiosa se mostra contrária ao Magistério constante da Igreja. (…) Ela também não se apóia em nenhum fundamento revelado.[1] Os ‘limites’ fixados pelo Concílio à liberdade religiosa são como poeira nos olhos que oculta o seu defeito radical, que é o de não levar em conta a diferença entre a verdade e o erro. Contra toda justiça, pretende-se atribuir o mesmo direito à verdadeira religião e às falsas.[2] O auge da impiedade, que antes nunca havia sido alcançado, foi quando se adotou no Concílio Vaticano II o equivalente ao princípio do laicismo do Estado, pela declaração da liberdade religiosa.[3] A liberdade religiosa significa necessariamente o ateísmo do Estado, pois ao professar o reconhecimento ou favorecer a todos os deuses, o Estado de fato não reconhece a nenhum, especialmente não reconhece o verdadeiro Deus! Eis aí o que respondemos quando nos apresentam a liberdade religiosa do Vaticano II como um desenvolvimento da doutrina da Igreja.[4] Por causa disso nós rechaçamos a liberdade religiosa do Vaticano II, a rechaçamos nos mesmos termos em que fizeram os Papas do século XIX, nos apoiamos em sua autoridade e somente nela. Que maior garantia podemos ter de estar na verdade e sermos fortes senão pela própria força da Tradição e do ensinamento constante dos Papas, Pio VI, Pio VII, Gregório XVI, Pio IX, Leão XIII, Bento XV, etc., que sem exceção condenaram a liberdade religiosa?[5]” “Muitos compreendem o Concílio erradamente. Olhando de mais perto, tenho verdadeiramente a impressão de que poucos sabem o que diz realmente o Concílio acerca da liberdade religiosa. O Concílio apresenta uma liberdade religiosa que é muito limitada.”[6] “O segundo Concílio Vaticano é o maior desastre deste e de todos os séculos passados desde a fundação da Igreja.[7] Quanto mais se analisa os documentos do Vaticano II, mais nos damos conta que se trata de uma perversão total do espírito. Isto é muito grave! Uma perversão total!… Isto é verdadeiramente espantoso.[8] Encontramos nele o indiferentismo do Estado, direito à liberdade religiosa para os seguidores de todas as religiões, destruição do direito público da Igreja, supressão dos Estados católicos; tudo está ali, toda esta série de abominações encontra-se ali consignada e exigida pela lógica mesma de um liberalismo que não quis dizer seu nome, mas que é sua fonte envenenada.[9] Lembrem-se sempre: a liberdade religiosa é a apostasia legal da sociedade.[10]” [11] “Na Fraternidade está-se fazendo dos erros do Concílio super heresias.”[12] A contradição é flagrante. Eis as conseqüências de se aproximar dos progressistas: eles mudam nossa cabeça. Eles têm a arte de saber nos enganar. Certamente acusar-me-ão de estar faltando ao respeito para com Dom Fellay. Desculpem-me, mas penso que, antes, é Dom Fellay que falta ao respeito para com Dom Lefebvre, desmentindo-o. Mas, com um novo paralelo vejamos quem tem razão: Dom Lefebvre ou Dom Fellay. MAGISTÉRIO INFALÍVEL DA SANTA IGREJA CONCÍLIO PASTORAL VATICANO II É um erro afirmar que: “A melhor condição da sociedade é aquela na qual não se reconhece o direito de reprimir com penas legais aos que violam a religião católica, salvo quando a paz pública o exige.”[13] “A liberdade de consciência e de culto é um direito próprio de todo indivíduo.”[14] “Tal direito deve ser proclamado e estar garantido em toda sociedade corretamente organizada.”[15] “Todo homem é livre de abraçar e professar a religião que, guiado pela luz da razão, lhe parecer verdadeira.”[16] “Os homens podem achar no culto de qualquer religião o caminho da salvação eterna.”[17] “Deve-se ter fundadas esperanças na eterna salvação daqueles que não se acham de modo algum na verdadeira Igreja de Cristo.”[18] “Este Concílio declara que a pessoa humana tem direito à liberdade religiosa. Essa liberdade consiste, em matéria religiosa, que ninguém seja impedido de agir segundo sua consciência, em privado ou em público, só ou associado, nos justos limites.”[19] “Este direito da pessoa humana à liberdade religiosa deve ser reconhecido na ordem jurídica da sociedade como um direito civil.”[20] “O direito à liberdade religiosa tem seu fundamento na própria dignidade da pessoa humana.”[21] “Não é, pois, sobre uma disposição subjetiva da pessoa, mas sobre sua natureza mesma, que está fundamentado o direito de liberdade religiosa. É por isso que o direito a essa imunidade persiste mesmo naqueles que não satisfazem a obrigação de procurar a verdade e de a esta aderir; e, desde que se guarde a justa ordem pública, o seu exercício não pode ser impedido.”[22] É de Fé que: “Fora da Igreja ninguém se salva.”[23] “O Espírito de Cristo não recusou servir-se das igrejas e comunidades separadas como meios de salvação.”[24] “Quantos crêem em Deus, seja qual for sua religião, escutaram sempre a manifestação da voz de Deus.”[25] Resumindo: O Vaticano II diz que o homem tem um direito natural de escolher a religião que quiser ou de não escolher nenhuma e de defender publicamente as doutrinas dessas falsas religiões; e que Deus se utiliza dessas “religiões” como meio de salvação. Doutrina essa que é totalmente oposta às palavras de Nosso Senhor: “Quem não crer em tudo o que vos mandei [que ensinásseis] será condenado.” (cf. Mc. 16, 16 e Mt. 28, 20). Se o homem tivesse o direito natural de não crer nas verdades reveladas por Nosso Senhor Jesus Cristo (como acontece nas falsas religiões), ele não poderia ser, por isso, punido com a condenação eterna, pois ninguém pode ser punido pelo fato de exercer um direito que ele tem. Que há de mais danoso do que essa doutrina do Vaticano II? Se o homem tem direito de seguir qualquer religião (ou nenhuma) e se Deus se utiliza de todas como meio de salvação, para que Ele se fez homem? Para que Ele fundou a Sua Igreja? (cf. Mt. 16, 18) Para que Ele morreu na cruz? Para que? Para que? Para que, se o homem pode salvar-se em qualquer “religião” ou mesmo sem nenhuma? Essa doutrina destrói o fundamento de toda a Santa Igreja, pois destrói a necessidade da Fé (verdadeira) para a salvação e torna inútil a Encarnação e a Redenção. Não sei como Dom Fellay pode ridicularizar a Fraternidade São Pio X dizendo que esta vê no Vaticano II “super heresias”. Nunca soube que a Igreja fizesse distinção entre super heresias, heresias e “heresiasinhas”. Uma só negação de uma verdade revelada basta para merecer da Igreja um total repúdio e seus mais severos anátemas. Como pode Dom Fellay declarar que a liberdade religiosa do Vaticano II é “pequininha”? Bento XVI, ao contrário, defende a liberdade religiosa com toda a sua amplidão, justamente no sentido condenado pela Santa Igreja, como podemos ver no que diz o Papa Ratzinger: “Entre os direitos e as liberdades fundamentais radicados na dignidade da pessoa, a liberdade religiosa goza de um estatuto especial. Quando se reconhece a liberdade religiosa, a dignidade da pessoa humana é respeitada na sua raiz. Quando se tenta impedir de professar a própria religião ou a própria fé e de viver de acordo com elas, ofende-se a dignidade humana. Toda pessoa deve poder exercer livremente o direito de professar e manifestar, individual ou comunitariamente, a própria religião ou a própria fé, tanto em público como privadamente, no ensino, nos costumes, nas publicações, no culto e na observância dos ritos. Não deveria encontrar obstáculos, se quisesse eventualmente aderir a outra religião ou não professar religião alguma, salvo a legítima exigência da justa ordem pública.”[26] Será que também Bento XVI não entendeu o Concílio Vaticano II? Mas já estou a ouvir a acusarem-me agora de ser sedevacantista, ter espírito cismático e não ter fé na divindade da Igreja. Não sou sedevacantista! Sedevacantista é aquele que nega que os últimos Papas, por serem modernistas, não são, por isso mesmo, Papas. Porém, o fato de constatar que os últimos Papas são liberais e modernistas não é ser sedevacantista. Caso contrário, Dom Lefebvre seria também sedevacantista, pois quem viu com mais clarividência e denunciou com mais força esses erros dos últimos Papas do que ele? E, no entanto, quem ousaria acusar Dom Lefebvre de ser sedevacantista?… Não tenho também espírito cismático! Mas amo com todas as veras do coração a Santa Igreja, Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo, cuja cabeça visível, hoje, infelizmente, é um liberal imbuído de modernismo. É um fato. E contra fato não há argumento. Dom Bernard Tissier de Mallerais fez um trabalho muito bem documentado provando isso mesmo. Quem o duvide, leia-o. Como disse Deus a Santo Agostinho: “Senta e lê.” E esse fato não obsta a que a Igreja seja divina, assim como a Paixão e Morte de Nosso Senhor não obsta a que Ele seja Deus, apesar de que isso seja um mistério insondável para nós. A Igreja reproduz através dos séculos a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo e podemos conjecturar que hoje ela vive Sua Paixão. Por que, então, admirar-se de que sua divindade esteja como que ocultada aos olhos dos que não têm Fé, apesar de nunca deixar de ser divina? Já estou a ouvir também o recriminarem-me de usar um pseudônimo, como sendo uma covardia de minha parte. Respondo com as palavras do livro “Imitação de Cristo” (L I, cap. 5): “Não procures saber quem disse, mas o que foi dito.” Assim se fez sempre no excelente jornal Si Si No No de D. Putti, sem que ninguém se escandalizasse. Se uso pseudônimo não é para me esconder e muito menos para fugir do combate. Sou monge beneditino do Mosteiro da Santa Cruz e é costume entre os monges que, quando não há necessidade, assinemos sem pôr o nosso nome. Dom Delatte ao publicar a biografia de Dom Guéranger pôs simplesmente como nome de autor “um monge benditino”. O uso do pseudônimo tem a vantagem de evitar que a atenção dos leitores se desvie dos argumentos e se dirija para a minha desprezível pessoa, o que poderia leva-los a exclamarem: “Como pode esse ínfimo ousar levantar assim a voz?” Ademais, para que desejariam saber quem sou? Para injuriar-me, negarem os fatos, sofismarem, manifestarem-me sua simpatia pelo Vaticano II, ou talvez, quem sabe, para elogiar-me? Não, não percam tempo! O tempo é algo de muito precioso, com o qual podemos ganhar ou perder a vida eterna. Empreguem-no, antes, em estudar bem os erros modernos condenados pelos Papas, lendo, por exemplo, as excelentes obras “Do Liberalismo à Apostasia”, “Soy Yo, el Acusado, Quien Tendría que Juzgaros” (27), “A Candeia debaixo do Alqueire”, “Cien años de modernismo” (27), “Catecismo Católico da Crise na Igreja” e “Prometeo – La religión del hombre” (27). Mas que não seja uma leitura superficial, mas, antes, feita com detença e cuidado; leitura essa que deve ser freqüentemente renovada, para colocar assim bem na memória todos os seus ensinamentos e criar profundas convicções, para não acontecer como a muitos que já leram essas obras e, no entanto, ainda não entenderam a gravidade da situação em que vivemos. Atenção para o caminho no qual o Superior Geral da Fraternidade São Pio X está se enveredando: a minimização da gravidade dos erros do Vaticano II. Quem minimiza um grave erro contra a Fé comete pecado grave contra a Fé. Atenção, portanto, para o caminho para o qual ele está conduzindo a todos os que lhe quiserem seguir as pisadas! Muitos talvez não avaliam a gravidade da negação de uma verdade de Fé, e isso pode ser devido, em certa medida, a um naturalismo ou a um racionalismo práticos, que fazem com que se considere os dogmas como meras fórmulas, sem quase nenhuma influência sobre nossa vida, e que se conceba a vida cristã como um mero cumprimento de obras de devoção, sem quase nenhuma aplicação das verdades reveladas em nossa vida moral, em nossos costumes e na apreciação dos acontecimentos. Mesmo se for verdade que muitos Bispos e Padres estejam se aproximando atualmente da Missa tradicional e da Tradição, julgar que isso é o começo de uma volta gradual à normalidade na Santa Igreja, é uma ilusão, uma falta de realismo. A Igreja é hierárquica: nela não existe reforma de baixo para cima, mas somente a partir de cima, do Papa. Portanto, enquanto o Papa for liberal e ter ideias modernistas, a Igreja continuará em situação anormal. Sei que sou uma voz que clama no deserto. Quem me ouvirá? Quem mudará de pensamento em virtude de minhas palavras? Não nutro nenhuma ilusão… Mas assim foram os profetas: falavam a surdos. “Quem deu crédito ao que nós ouvimos [o qual lhes anunciamos]?” (Is. 53, 1) E, no entanto, Deus os enviava a falar… “Se Eu não lhes tivesse falado, eles não teriam culpa, mas agora não têm desculpa do seu pecado.” (Jo. 15, 22), disse Nosso Senhor. Maria Santíssima, Mãe de Deus, Sempre Virgem, esmagadora de todas as heresias, rogai pelos fiéis que seguem a doutrina tradicional da Igreja de Vosso Filho. Rogai por eles, para que não se deixem enganar pelos embustes dos progressistas, inimigos de Deus e de Seu reino. Rogai por eles, para que não se cansem de lutar e de serem considerados à margem da sociedade, tanto do mundo quanto da eclesiástica “conciliar”. Rogai para que as advertências e os ensinamentos de Vosso servidor Dom Marcel Lefebvre sejam ouvidos e seguidos. Para que, assim, o maior número de almas possível se salve. Assim seja! Arsenius [1] Do Liberalismo à Apostasia, cap. XXVIII, pág. 219. [2] Do Liberalismo à Apostasia, cap. XXVIII, pág. 220. [3] Do Liberalismo à Apostasia, cap. VIII, pág. 72. [4] Do Liberalismo à Apostasia, cap. IX, pág. 78. [5] Do Liberalismo à Apostasia, cap. IX, pág. 79-80. [6] Entrevista em começo de maio de 2012: Traditionalist leader talks about his movement, Rome [7] Do Liberalismo à Apostasia, Introdução, pág. 9. [8] Conferência para os sacerdotes da Fraternidade São Pio X, em Ecône, meio ano antes da morte de Dom Lefebvre. [9] Do Liberalismo à Apostasia, cap. VIII, pág. 74. [10] Do Liberalismo à Apostasia, cap. IX, pág. 80. [11] Estas citações foram retiradas de mais de uma conferência de Dom Lefebvre, que se realizaram tanto bem antes das sagrações como bem depois das mesmas: o que mostra que ele disse essas palavras não movido por uma emoção de momento, mas que elas exprimem seu pensamento constante a respeito do assunto tratado. [12] Carta do dia 14 de abril de 2012 aos três Bispos da Fraternidade. [13] Encíclica Quanta cura, do Papa Pio IX. Dz. 1689. [14] Encíclica Quanta cura, do Papa Pio IX (citando a encíclica Mirari vos, do Papa Gregório XVI). Dz. 1690. [15] Encíclica Quanta cura, do Papa Pio IX (citando a encíclica Mirari vos, do Papa Gregório XVI). Dz. 1690. [16] Syllabus do Papa Pio IX, proposição condenada nº 15. [17] Syllabus do Papa Pio IX, proposição condenada nº 16. [18] Syllabus do Papa Pio IX, proposição condenada nº 17. [19] Dignitatis Humanae n. 2. [20] Idem. [21] Idem. [22] Idem. [23] IV Concílio de Latrão (cf. DS 802). [24] Unitatis Redintegratio n. 3. [25] Gaudium et Spes n. 36. [26] Mensagem para a celebração do XLIV Dia Mundial da Paz. 1 de janeiro de 2011. (27) Em espanhol. Infelizmente não o temos em português. #Atualidades

  • Bulletin Nº 45

    BULLETIN DE LA SAINTE CROIX Nº 45 SEPTEMBRE 2011 Chers amis et bienfaiteurs, Une terrible calamité s’est abattue sur notre ville de Nova Friburgo. D’autres villes comme Teresópolis, Petrópolis, Bom Jardim ont été également bien châtiées. Mais ce mot est-il bien choisi : châtiées !? Devons-nous parler de châtiment ? Cette parole est dure, et dans ces moments nous devons surtout consoler les affligés et ne pas les accabler de réprimandes. Pour cette raison, nous avons consacré les jours qui suivirent ce fléau à visiter des victimes, à exposer le Très Saint Sacrement, à prêcher et à faire trois jours de processions suppliant la miséricorde divine. Nos paroissiens n’ont pas mesuré leurs efforts secourant quelques familles, pendant plusieurs semaines. Ceci dit, la même question revient à nos esprits. Pourquoi ce fléau ? Quelle est la raison de ce mal ? En tout nous devons chercher à connaître les causes. Quelle est la cause de tant de morts, de tant de familles sans abri, de la perte de tant de biens ? Interrogeons la Révélation pour savoir si elle dit quelque chose au sujet de cette énigme, au moins d’une façon générale. La Révélation se trouve dans la Tradition et dans la Sainte Ecriture. Or, l’une ou l’autre nous parlent-elles des raisons des grands cataclysmes ? Oui. Et que disent-elles ? La Tradition, qui se manifeste tout spécialement dans la liturgie, nous dit : « Protégez-nous, Seigneur, puisque nous avons reçu vos saints mystères, et par votre miséricorde affermissez la terre que nous voyons trembler par le poids de nos iniquités, afin que les mortels sachent que de tels fléaux sont les châtiments de votre main, et son terme effet de votre miséricorde. » Et la Sainte Ecriure, que dit-elle ? Elle nous dit que la terre a été maudite à cause du péché d’Adam ; que les péchés des hommes ont été la cause du déluge ; que Sodome et Gomorrhe ont été calcinées à cause de leurs péchés. Où il y a punition, il y a un péché qui en est la raison. Mais beaucoup de ceux qui meurent sont innocents et beaucoup de coupables sont épargnés, diront quelques-uns. Il n’y a pas de doute. Nous n’en sommes pas au jugement dernier. Il y a un double aspect des châtiments. Saint Augustin enseigne que les hommes qui péchent sont chatiés par Dieu non seulement en ce monde mais surtout dans l’autre. Cependant les nations et les villes, n’étant pas immortelles, ne peuvent être chatiées qu’en ce monde. Les guerres, les épidémies et les fléaux sont les moyens habituels que Dieu utilise pour punir les péchés des nations et des cités. Les innocents meurent aussi avec les méchants, mais leur sort est bien différent, comme nous le savons bien. Ainsi la justice n’est pas blessée et la miséricorde trouve aussi son compte puisque ces châtiments sont de nature à ouvrir les yeux de ceux qui ne sont pas entièrement aveuglés par leurs passions et les aménent à se convertir. Nos péchés sont nombreux et nous ne nous rendons pas compte ni de leur nombre, ni de leur gravité. Nous avons tous péchés, certains plus, d’autres moins ; quelques-uns mortellement, d’autres véniellement ; certains par ignorance, d’autres par malice, et d’autres par fragilité. Quoi qu’il en soit de la cause, nous devons nous convertir et combattre le péché par la prière et la pénitence. Ces fléaux sont un signe d’alarme salutaire. Personne n’est totalement innocent. Seulement Notre Seigneur et Notre Dame sont innocents. Prière et pénitence voilà ce que Notre Dame a demandé à Lourdes et elle a renouvelé sa demande à Fatima. C’est toute une ville, c’est la ville entière de Nova Friburgo qui doit se convertir. C’est le monde moderne qui doit renoncer à ses erreurs, à sa mentalité, à sa façon de vivre, fruit des doctrines libérales, véhiculées par le protestantisme, la maçonnerie et le modernisme. Mais cela est impossible, dira-t-on. Vous ne voulez tout de même pas convertir une ville entière ? Pour cela il faudrait un déluge de grâces. Si, convertir Nova Friburgo est impossible aux hommes, mais à Dieu tout est possible. D’ailleurs un rayon de soleil a brillé dans le ciel nuageux de notre cité. Un rayon de soleil plein d’espérances. C’est une pierre d’attente pour des événements futurs quand le Cœur Immaculé de Marie triomphera. Après les pluies de janvier nous avons eu l’idée de proposer au maire de Nova Friburgo qu’il consacre la ville au Cœur Immaculé de Marie. Après un premier contact durant lequel nous avons exposé les raisons d’une telle iniciative, la réponse nous est parvenue. Il ne manquait plus que fixer la date. Nous étions au début du mois de mai. Nous avons proposé donc le 13, qui a été accepté. Nous avons eu le temps de faire une neuvaine préparatoire à laquelle le maire et son épouse s’unirent. Le jour convenu, dans le cabinet de Monsieur le maire Dermeval Barboza Moreira Neto, à environ 8h30 du matin, en présence du susdit maire, de sa soeur Madame Cristina Mastrângelo, chef de cabinet de la mairie, de quelques moines de Santa Cruz et de quatre fidèles, la ville de Nova Friburgo a été consacrée au Cœur Immaculé de Marie. Nous ne pouvons pas ne pas y voir le doigt de Dieu. Que Notre Dame étende sa protection sur Nova Friburgo et sur son maire auquel nous exprimons ici toute notre gratitude pour cet acte courageux et filial. Que Notre Dame protége également tous ceux qui désirent réagir contre la profonde décadence intellectuelle et morale de notre patrie et de tout le monde moderne qui court à sa ruine s’il ne retourne pas à Dieu à travers du très saint Cœur Immaculé de Marie. Père Prieur ACTE DE CONSÉCRATION DE NOVA fRIBURGO AU COEUR IMMACULÉ DE MARIE, PRONONCÉ LE 13 MAI 2011 À LA MAIRIE Conscients de notre responsabilité devant Dieu et de nos concitoyens, conscients que rien n’arrive sans la permission de Dieu, qui tempére les joies et les douleurs en vue du salut étrernel de ses fils, conscients que les fléaux n’ont pas d’autre raison d’être que nos péchés, conscients enfin, que Dieu Lui-même nous a donné la très sainte Vierge Marie, mère de son Fils éternel, comme Médiatrice de toutes les grâces et refuge de tous ceux qui ont recours à elle, nous, avec un ardent amour filal, nous consacrons aujourd’hui la ville de Nova Friburgo au Cœur Immaculé de Marie, lui demandant qu’elle éloigne de notre cité toute sorte de calamité et par dessus tout qu’elle nous obtienne la grâce de nous maintenir loin de tout ce qui peut offenser la souveraineté divine, c’est à dire nos péchés, cause des maux qui nous sont survenus dans la terrible catastrophe du douze janvier de cette année de grâce de deux mille onze. Ô très sainte Mère, animés par un profond amour filial, nous vous consacrons notre ville, nos personnes et nos biens. Veillez sur les uns et sur les autres comme sur votre propriété. Protégez nos âmes, nos corps, nos familles, nos proches et nos amis. Nous vous reconnaissons comme notre Mère et Mère de Dieu. Nous croyons à votre Immaculée Conception ainsi qu’à tous les privilèges que Dieu vous a concédés. Beaucoup vous méconnaissent, beaucoup vous ont abandonnée, mais ayez pitié de tous et étendez votre protection sur toute notre cité. Ainsi soit-il. DOCTRINE Nous exposons ici quelques textes, réflexions et informations qui nous aident à mieux comprendre le lien entre les péchés des hommes, les châtiments de Dieu et la nécessité de recourir à la protection maternelle de la très sainte Vierge Marie dans les épreuves. I – La cause des fléaux naturels selon l’enseignement tiré de la vie des saints « Il y a environ 6 mois la ville de Nocera était en deuil parce que le ciel, d’airain comme aux jours du profète Elie, ne laissait tomber aucune goutte d’eau. Si la sécheresse se prolongeait un peu plus, la perte de la cueillette et la disette seraient inévitables. Le peuple pleurait, réfléchissant au futur, et Alfonse déplorait les péchés du peuple, qui sont la cause de ces fléaux. Un dimanche, 15 mai, il entreprit, malgré sa faiblesse, une procession de pénitence pour calmer la colère divine. Il se revêtit de ses habits violets, se recouvrit de cendre et, la corde au cou, se dirigea avec ses religieux en direction de l’église, afin d’élever là une grande croix. Comme le trajet était trop long, ils l’obligèrent à parcourir la moitié du trajet en voiture ; mais nonobstant les insistances, il fit à pied la deuxième moitié, s’appuyant sur deux de ses serviteurs. Toute la ville assista à cette émouvante cérémonie. Aussi bien l’église que ses abords étaient bondés de gens. Le saint ancien voulut profiter de l’occasion pour exhorter les pécheurs au repentir. Pour que la multitude puisse l’entendre, on mit la chaire hors de l’église, et le saint ne pouvant pas y monter, les fidèles l’y juchèrent le suspendant par les bras. Pendant plus d’une heure le saint exhorta contre le péché mortel, qui non seulement offense à Dieu, mais attire également sur les populations entières les plus terribles châtiments. Hommes, femmes et enfants, les yeux baignés de larmes, battaient leur coulpe se frappant la poitrine demandant à Dieu pardon de leurs péchés. L’après-midi, tous les confessionnaux étaient assaillis par les pénitents. Le Ciel paraissait insensible aux prières de ce peuple affligé. Huit jours s’écoulèrent sans la moindre variation atmosphérique. Le 24 mai, lundi de Pentecôte, Alfonse revenait chez lui de sa promenade en charette, quand, alors qu’il était tout près de chez lui, il commanda au cocher de retourner sur ses pas et de le conduire à une certaine église consacrée à la très sainte Vierge. Le voyant descendre de la voiture et entrer dans l’église, la foule accourut pour prier avec lui. Le saint ordonna d’exposer la statue de la Vierge et exhorta les assistants à recourir avec confiance à sa toute puissante intercession. Après avoir prié quelques temps en silence, se retournant de côté vers la foule il dit avec assurance : « Continuez à vous recommander à la Madona, confessez-vous et communier cette semaine : dimanche vous aurez de la pluie. » La prédiction se répandit tout de suite dans la ville et le voisinnage. La semaine entière le ciel garda son implacable sérénité ; le dimanche ne présenta aucun changement, et tous commençaient à dire que cette fois le saint avait été un mauvais profète, quand tout à coup, dans l’après–midi, une révolution s’opère dans l’atmosphère, en un clin d’œil le ciel se couvre de nuages et la pluie tombe si abondamment qu’elle inonde tous les champs. Les prières du serviteur de Marie furent écoutées et l’hosanna populaire retentit pendant longtemps, le glorifiant aussi bien dans les villes qu’à la campagne. » (Saint Alfonse de Ligorie, par le R. P. Berthe) II – Les modes indécentes et la Maçonnerie La Maçonnerie n’est pas exempte de faute quant à la décadence des mœurs et des coutumes que tous peuvent constater dans notre pays, et en particulier à Nova Friburgo, inondée de propagandes indécentes pour alimenter le commerce. Dans un livre publié en 1931 qui regroupe les 100 premiers numéros de l’ancienne publication brésilienne « Raios de Sol » nous trouvons le passage suivant, d’une réunion maçonnique. Ce sont des choses connues. Si nous y revenons c’est que nous pensons y trouver la cause principale des fléaux qui se sont abattus sur Nova Friburgo, ville qui se signale par le genre de scandale dont la maçonnerie s’est faite le champion, par son naturalisme païen et anti-chrétien. « Nous devons nous convaincre intimement d’une chose : le jour où nous aurons l’appui et l’aide de la femme, ce jour-là et seulement ce jour-là, nous serons vraiment victorieux des superstitions ; mais tant que nous n’aurons pas réussi à arracher et soustraire nos filles à l’enseignement de l’Eglise, nos efforts resteront stériles, sans fruits, condamnés à un déplorable échec. » Et qu’est-ce que ces illustres franc-maçons voulaient des femmes ? Ils voulaient qu’elles soient les corruptrices du genre humain. Sachant combien le péché de la chair dégrade l’homme les maçons travaillaient pour une méthodique diminuition de la taille des habits pour en arriver où nous en sommes aujourd’hui. Le nu artistique, le nu hygiénique, la beauté corporelle admirée, exposée au soleil, aux yeux de tous. Ce n’est pas sans raison que Grégoire XVI écrivait au sujet de la Maçonnerie : « Cloaques dans lesquels sont amoncelés et amalgamés les déchets de tout ce qu’il y a de plus sacrilège, infâme et blasphématoire. » Léon XIII, à son tour, va jusqu’à la racine du mal, dénonçant la doctrine du naturalisme, qui est le fondement de l’enseignement maçonnique, qui rejette la Révélation, et qui, par conséquent, refuse tout l’enseignement de l’Eglise. Mais le pire ce n’est pas de voir l’ennemi de l’Eglise l’attaquer avec insolence. Le pire est voir les catholiques marcher sous l’étendart de la maçonnerie pensant marcher sous l’étendart du bon sens. Ce mal nous est venu par le libéralisme qui est une désertion du combat que nous devons livrer contre le Monde ennemi de Dieu. Ce libéralisme a été promu par Vatican II et le résultat est devant nos yeux. Les femmes de Nova Friburgo adoptent allègrement les modes de s’habiller inspirées par les principes du naturalisme, diffusés par les sectes maçonniques. « S’habiller le moins possible ; se dévêtir le plus possible. » Voilà le mot de passe des tailleurs et modistes modernes et Friburgo en connaît quelque chose, surtout par ses affiches. Que le Cœur Immaculé de la très sainte Vierge Marie écrase les sectes qui corrompent notre peuple brésilien et fasse briller de nouveau en notre pays la vérité et la sainteté, et de mode spécial à Nova Friburgo. CHRONIQUE 28 septembre Un ex-séminariste de Campos vient passer quelques jours parmi nous. Dans l’actuel séminaire de Campos les séminaristes doivent faire attention à ce qu’ils disent désormais, quand ils parlent de Mgr. Antônio de Castro Mayer et de Mgr. Lefebvre, lesquels ne sont plus « persona grata » dans ce séminaire qui se dit de la Tradition. On nous a raconté que certains séminaristes utilisent des codes pour ne pas être inquiétés quand ils veulent parler de Mgr. Lefebvre et de Mgr. de Castro Mayer. 23 octobre Décès de Paulo César, frère de notre frère Tarcisius. 24 octobre Dom Prieur, frère Augustin et frère Tarcisius vont à Campos pour l’enterrement de Paulo César. Dom Antônio Maria et frère Placide vont donner l’extrême-onction à monsieur Natalino. 31 octobre Elections présidentielles. Que le Christ Roi abrévie les temps de l’apostasie officielle de notre malheureux pays. 9 novembre Visite du R. P. Leonardo Holtz Peixoto, qui vient faire une retraite au monastère. Ce prêtre veut rejoindre la Tradition qu’il porte déjà dans son cœur. 21 novembre Arrivée du R. P. Joaquim, de la communauté du R. P. Jahir Britto, qui vient nous prêcher notre retraite annuelle. 23 novembre Arrivée de monsieur Ignácio, et de monsieur Pablo Baquerizo qui restera quelques mois ici. Monsieur Baquerizo est de la famille de Garcia Moreno, président assassiné par la franc-maçonnerie après avoir consacré son pays, l’Equateur, au Sacré Cœur de Jésus. 22 novembre Adoration du très Saint Sacrement en réparation des péchés de l’avortement. 2 décembre Visite de Mr. l’abbé Christian Bouchacourt. 3 décembre Projection d’un documentaire apporté par Mr. l’abbé Bouchacourt sur la vie de Mgr. Lefebvre. 6 décembre Départ du frère Placide pour Anápolis pour représenter le monastère lors de la prise d’habit de la sœur Lúcia, vocation d’Arraial Novo, du diocèse de Campos. 7 décembre Prise d’habit de notre frère Gabriel. 8 décembre Départ de Dom Prieur avec le frère Augustin pour Mato Grosso du Sud, pour prêcher une retraite aux sœurs de Campo Grande. 13 décembre Arrivée de Mgr. Tissier de Mallerais, qui administre la confirmation à 7 enfants et repart le jour même après avoir fait une conférence sur la fondation de la Fraternité Saint Pie X. Mgr. Tissier part pour le diocèse de Campos pour administrer la confirmation à Arraial Novo. Ensuite il va à Vitória et Anápolis parcourant, en peu de jours, environ 3.000 Km avant de repartir pour l’Argentine, où il devra procéder aux ordinations de La Reja. Le même jour arrive d’Italie au monastère, Pier Francesco et un de ses amis. 3 janvier Monsieur l’abbé Fábio Calixto, récent-ordonné, vient célébrer une messe dans notre monastère et nous donner sa bénédiction. 10 janvier Visite des sœurs de Campo Grande, dont la congrégation porte le nom de : « Servantes de Marie Reine de la Paix ». Mère Jeanne d’Arc, sœur Marie-Madeleine et sœur Justine repartent le jour suivant, juste avant les pluies qui s’abattirent violemment sur la ville de Nova Friburgo. 12 janvier Dans la nuit du 11 au 12, cataclysme qui a causé la mort d’environ 1.000 personnes dans notre région montagneuse. 13 janvier Un des nos fidèles arrive au monastère et nous parle de l’état de la cité après la calamité. Frère Placide et Guillaume partent en ville voir nos amis, s’ils sont en vie et s’ils ont besoin de secours. Dom Antônio Maria, frère Augustin et deux de nos hôtes vont à Riograndina voir s’ils peuvent aider à quelque chose. Nos paroissiens aident les sinistrés pendant plusieurs jours suivis. 14 janvier Retour du frère Placide dans la nuit. 15 janvier Frère Placide répart pour secourrir les victimes. 17 janvier Nouveau départ de frère Placide et de Guillaume qui vont voir un de nos employés dont la famille, grâce à Dieu, a survécu au désastre. 18 janvier Jour de recueillement pour les dames avec adoration du Saint Sacrement pour les victimes de Nova Friburgo et des villes voisinnes. 19 janvier Père Prieur et frère Augustin partent en ville voir des victimes. Père Antoine et frère André visitent aussi un de nos voisins. 20 janvier Jour de recueillement pour les hommes avec adoration du Saint Sacrement à l’intention des victimes. 23 janvier Procession avec les litanies de tous les saints pour les victimes de l’inondation et en réparation des péchés qui, pensons nous, ont été la cause de ces calamités. 24 et 25 janvier Procession comme le 23 janvier. 2 février – Purification de Notre-Dame Profession temporaire de notre frère Tarcisius. 21 mars Arrivée des capucins qui viennent de France nous rendre visite et voir un terrain qui leur est offert à Anápolis, ville du Centre-Ouest brésilien : Père Jean, Père Pacifique et Frère Felix Marie. Ils apportent un don pour les victimes des inondations. 22 mars Après la messe un petit vin d’honneur permet aux capucins de s’entretenir avec nos fidèles. Dans l’après-midi, projection sur la vie capucine pour nos fidèles et les moines. 23 mars Départ des capucins avec Père Prieur et Frère Placide, en direction d’Anápolis. 24 mars Récéption des capucins à Anápolis, d’abord chez Mr. l’abbé Fernando Lopes qui a une belle communauté de vingt quatre sœurs qui se dévouent pour l’éducation des enfants, ayant plus de trente filles internes et plus de cent à leur école. Le lendemain les capucins vont voir le terrain. Pour l’instant cela n’est qu’un projet. Puissent-ils un jour, venir sur cette terre où les fils de Saint François ont été les premiers a y mettre les pieds et a y dire la messe. 7 mai Dom Prieur et frère João Batista vont à São Fidélis pour fêter les 50 ans de mariage des parents du frère João Batista. Aux heureux mariés nos meilleurs vœux de « ad multos annos ». 13 mai Dans la mairie en présence de monsieur le maire de Nova Friburgo, M. Dermeval Barboza Moreira Neto, de madame Cristina Mastrângelo, chef de cabinet, de dom Prieur et quatre moines du monastère et quatre de nos fidèles, fut réalisé la consécration de la ville de Nova Friburgo au Cœur Immaculé de Marie et fut placé dans le cabinet de monsieur le maire, dans un honorable endroit, un tableau du Cœur Immaculé. M. le maire a prié avec nous, à genoux, devant l’image du Cœur Immaculé et est venu à la messe au monastère trois jours après. Sa femme nous a demandé de consacrer sa famille au Cœur Immaculé. NOTE DU CELLÉRIER Notre troupeau de moutons augmente chaque mois nous donnant l’espoir d’y trouver un support pour nos dépenses. Poules, canards et d’autres volailles grandissent et se multiplient aussi nous fournissant des œufs et de la viande… pour nos hôtes. Nous ésperons que notre campagne pour l’achat d’une voiture trouvera bon accueil auprès de votre charité. Dès à présent nos chaleureux remerciements. fr. Cellérier Virements bancaires:FRANCE Soc. C. Mant. do Mosteiro da S. Cruz BNP PARIBAS PARIS ARC DE TRIOMPHE Code Banque  Code Agence     N° de compte    Clé RIB 30004              02933            00010061014         60 IBAN: FR76 3000 4029 3300 0100 6101 460 BIC: BNPAFRPPPCE 80 av. Marceau 75008 Paris – FRANCE Chèques bancaires:FRANCE Association Des amis du Monastère de la Sainte Croix Maison CHOKO BERRIA 41, rue de Navarre 64240 HASPARREN – FRANCE C.C.P. 13 167 52 S Marseille Notre adresse pour toute correspondance: Mosteiro da Santa Cruz Caixa postal 96582 28610-974 Nova Friburgo – RJ BRESIL #Bulletins

  • Ainda as variações em torno de um tema

    Ainda as variações em torno de um tema Gustavo Corção VALE A PENA continuar a conversa de grande proveito para o conhecimento de nossa alma e certa­mente o desenlace de nossa sorte. E aqui me ocorre a idéia de desfazer um equívoco que perturba toda a at­mosfera de nosso tempo: todos imaginam que o termo “amor-próprio” se tornou antiquado e que foi substi­tuído pelo termo “egoísmo” que julgam conhecer. Já o psicólogo Erich Fromm, citado em outras linhas, tendo chegado à descoberta sensacional dos dois amores de si mesmo, o bom que nos leva a Deus e o per­verso que d’Ele nos afasta, infelizmente escolheu dois termos que desviam a atenção devida à antiga sabedoria: self love e selfishness, que se traduz por amor de si mesmo e egoísmo. Ora, a idéia que o termo amor-próprio nos incute é distinta da idéia significada pelo termo egoísmo. Este último está horizonta­lizado no plano da justiça e das rela­ções humanas sem nenhuma referência a Deus. Ao contrário, o termo amor-próprio e a idéia que ele nos in­cute é totalmente diversa do egoísmo. A noção de amor-próprio é impossível sem referência à relação homem-Deus, e até pode ser defini­da como uma inclinação má, deixa­da nas almas pelo pecado original, que nos afasta de Deus e nos leva a um desregrado amor de si mesmo e a um amor ainda mais desregrado das criaturas exteriores. Uma es­quecida expressão escolástica defi­ne bem a principal função do amor-próprio: avertio a Deo et convertio ad creaturam. Depois do primeiro passo do amor-próprio, que é a aver­são a Deus, ele se multiplica em fal­sos amores de que a alma decaída tem fome. Posso até, entre os sub­produtos do amor-próprio, incluir o egoísmo e também o bastardo con­ceito de justiça social, nascido nas revoluções contra Deus, e agora sa­boreado pelos novos eclesiásticos. A RIGOR pode-se dizer que toda a calamidade que hoje flagela a Igreja Católica é fruto espúrio de uma maratona de amor-próprio desencadeada, com forte apoio do Demônio, em todos os escalões da hierarquia. Todas as aberrações e perversões admitidas na nova Igreja, são invariavelmente, frutos da aver­são a Deus, e do complementar amor do próprio umbigo. Sim, insis­to e insistirei a tempo e contratempo que todas as aberrantes inovações nasceram da primeira de todas as impurezas: o amor-próprio. Convém voltarmos à consideração do egoísmo e da justiça, para que o lei­tor não imagine que menosprezei a virtude da Justiça reduzindo-a às de­formações dos tempos modernos. Algum religioso, talvez até três reli­giosos, ainda se lembrarão de que a justiça, como a Igreja a vê e a estimula, tem sido perversamente rebatida sobre o plano dos negócios humanos. Guardo a esperança talvez ingênua de supor que os três religio­sos, ou cinco, (mas não exagere­mos!) ainda sabem que a mais alta forma de justiça é aquela que nos leva a prestar a Deus o culto de adora­ção que lhe é devido. Este ponto alto da virtude da Justiça é também cha­mado virtude de religião. Contrariá-la ou desprezá-la é a mais clamorosa injustiça que pode o homem prati­car: a recusa de prestar a Deus o culto de adoração que lhe é devido. Repeti em forma negativa o que dis­se acima em forma positiva com a intenção de conquistar mais um re­ligioso e algum padre para esta conjuração com que nos atrevemos a lembrar a antiga e invariável sabe­doria. Creio entretanto que 99% das pessoas que pronunciam o santo no­me da Justiça estão longe de querer prestar o culto de adoração a Deus. Sinto-me até um pouco ridículo na exegese com que estou recordando a verdadeira noção de Justiça! O fato inegável é que toda uma corrente revolucionária foi motivada pelo ressentimento humano. Já há muitos anos ultrapassei a idade em que al­guém ainda pode acreditar na gene­rosidade dos socialistas. Mas ainda acredito no fato bruto que se impõe a qualquer observador: os movimen­tos revolucionários motivados pela mais-valia e pela “justiça social” estão aí reclamando dos imbecis um culto de admiração. TODA A TRAMA dos problemas modernos na cidade e na Igre­ja resultam de uma subversão de to­dos os valores e todas as virtudes cristãs. Chesterton dizia que esse palavrório das modernas ideologias são apenas as antigas virtudes cris­tãs enlouquecidas. O firmamento das civilizações onde brilham as constelações de valores, critérios e idéias foi terrivelmente mudado de­pois da renascença e da Reforma. O que sobrou no mundo ocidental cada vez mais burro e menos cristão, foi a tarefa de aceitar, defender e culti­var os erros que visaram a morte de Deus e o enterro da Igreja. ESSE MOVIMENTO de idéias, valores e critérios consistiu prin­cipalmente na subversão ditada pelo amor-próprio tornado a peste negra daquele e de nosso tempo. Digo mais claramente: o mundo moderno ofi­cializou para as almas (as almas?) e para as instituições reviravoltadas, esta brutal inversão de valores e cri­térios. E hoje vemos cada dia que os mais ardentes seguidores de tais movimentos são o clero e a hierarquia eclesiástica, em todos os seus escalões. Até quando, meu Deus? #GustavoCorção

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