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- Profissão Solene do Irmão Geraldo Maria, O.S.B.
Disponibilizamos no link abaixo o álbum da Profissão Solene do Irmão Geraldo Maria, O.S.B., ocorrida no dia 20/08/2023 em nosso mosteiro. Link de acesso ao álbum: https://photos.app.goo.gl/5F2RkBfNZ8sAqesZ6 Link de acesso ao áudio do sermão: https://www.youtube.com/watch?v=39qxe95Skgk U.I.O.G.D.
- Ordenação sacerdotal de Dom João da Cruz, O.S.B.
Trazemos no link abaixo o álbum de fotografias e o vídeo do sermão da ordenação do Rev. Pe. Dom João da Cruz, O.S.B., ocorrida no último sábado (19/08) pelas mãos de S.E.R. Dom Tomás de Aquino. Para acesso ao álbum: https://photos.app.goo.gl/XdUJHp1p6n7iXF8b6 Para acesso ao vídeo do sermão: https://www.youtube.com/watch?v=ZmigZYco8JE U.I.O.G.D.
- Comentários Eleison nº 840
Por Dom Williamson Número DCCCXL (840) – 19 de agosto de 2023 A MULHER NAS ESCRITURAS – I A que ponto a mulher e o homem modernos saíram fora dos trilhos! Que sofrimentos serão necessários para trazê-los de volta? Nossos tempos estão repletos de confusão sobre o assunto homem e mulher. Aqui embaixo, o próprio Deus fala sobre ele. E deve conhecê-lo, uma vez que foi Ele quem nos projetou, e não nós mesmos (Sl 99, 3). Gen. II, 18 - 24: Um adjutório. 18 E o Senhor Deus disse: Não é bom que o homem esteja só: façamos dele um adjutório semelhante a ele... 21 Então o Senhor Deus lançou um sono profundo sobre Adão; e enquanto ele dormia profundamente, tomou uma de suas costelas e encheu-a de carne. 22 E o Senhor Deus fez da costela que tomou de Adão uma mulher: e a trouxe a Adão. 23 E Adão disse: Isto agora é osso dos meus ossos e carne da minha carne; ela será chamada mulher, porque do homem foi tirada. 24 Portanto deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão os dois numa só carne. Gen. III, 16: A Queda: punição, submissão Disse também à mulher: “Multiplicarei as tuas dores e as de tuas concepções; com dor darás à luz filhos, e estarás sob o poder de teu marido, e ele terá domínio sobre ti. 1 Cor. XI, 3 - 12: Hierarquia 3 Mas quero que saibais que a cabeça de todo homem é Cristo; e a cabeça da mulher é o homem; e a cabeça de Cristo é Deus... 7 Na verdade, o homem não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e a glória de Deus; mas a mulher é a glória do homem. 8 Pois o homem não é da mulher, mas a mulher do homem. 9 Porque o homem não foi criado para a mulher, mas a mulher para o homem. Ef. V, 21 - 33: Casamento 22 As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor; 23 Porque o marido é cabeça da esposa, como Cristo é cabeça da igreja, Seu Corpo, da qual Ele é o salvador. 24 Portanto, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres estejam sujeitas a seus maridos em tudo... 33 Contudo, cada um de vós em particular ame a sua mulher como a si mesmo; e a mulher tema a seu marido. Col. III, 18 - 21: Família 18 Mulheres, sujeitem-se a seus maridos, como convém no Senhor. 19 Maridos, amem suas esposas, e não sejam ásperos com elas. 20 Filhos, obedeçam a seus pais em tudo, porque isto agrada ao Senhor. 1 Tm. II, 9 - 15: Salvação, Maternidade 11 Que a mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. 12 Mas não permito que a mulher ensine, nem tenha autoridade sobre o homem, mas que esteja em silêncio. 13 Pois Adão foi formado primeiro; então Eva. 14 E Adão não foi seduzido; mas a mulher, sendo seduzida, caiu em transgressão. 15 No entanto, ela será salva dando à luz filhos... se ela permanecer com modéstia na fé, na caridade e na santificação. Tit. II 4 - 5: Moças / Amor à família 4 Para que ensinem as moças a serem prudentes, a amarem seus maridos e seus filhos, 5 que sejam discretas, castas, sóbrias, cuidadoras da casa, mansas, sujeitas aos seus maridos, para que a palavra de Deus não seja blasfemada. I Pd. III, 1 - 7: O sexo frágil 1 Do mesmo modo, também as esposas sejam submissas a seus maridos; para que, se alguns não crerem na palavra, sejam conquistados mesmo sem a palavra da pregação, pelo trato de suas mulheres... 5 Porque assim também se adornavam as santas mulheres que esperavam em Deus, sendo submissas a seus maridos... 7 Vós, maridos, habitai com elas sabiamente, dando honra à mulher como ao vaso mais frágil, e como co-herdeiras da graça que dá a vida, para que nada se oponha às vossas orações. Kyrie eleison.
- Agruras e doçuras do ofício
Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 28-03-1973 ANDEI escrevendo alguns artigos sobre os ofícios alheios; deixem-me hoje gemer sobre o meu próprio como gemeu Machado de Assis: "Arre! É preciso explicar tudo!" E gemo quase desesperado porque, além de ser preciso "explicar tudo" começo a desconfiar que em certos casos seja inútil exaurir-se o pobre escritor em mil explicações. Ingrato ofício este de espalhar tristes palavras ao vento, e receber o eco da mais espantosa incompreensão. VAMOS ao exemplo que está a pedir um bisturi. Na semana atrasada escrevi um artigo para apontar a falta de lógica com que o Cardeal Danielou tentava explicar a espantosa calamidade que flagela a Igreja. Terminei o artigo referindo-me à onda de defecções e de falsificações que leva o pobre fiel desnorteado a perder as tranquilas certezas morais que sempre tivera nos sinais da Igreja. Hoje, em muitas missas dominicais o fiel consciente e alfabetizado em seu catecismo muitas vezes se levanta no meio da cerimônia, escandalizado, e justamente desconfiado das intenções do celebrante e da validez da missa. Será aquilo um padre? Estará consagrada aquela hóstia? Na dúvida, o pobre fiel sai à procura de outra igreja onde possa tranquilamente cumprir o preceito. Já ouvi centenas de queixas desse tipo, e dezenas de conversas angustiadas sobre tão infeliz situação. E não adianta dizer; vá queixar-se ao Bispo; porque às vezes a Incerteza se estende até o Pastor que bem pode ser um mercenário como o próprio Jesus Cristo advertiu. E aqui cabe uma distinção muito atual. Bem sei que o padre pode estar em pecado mortal sem que a missa perca a sua validez; bem sei que o Bispo pode ser medíocre sem deixar de ser Bispo e merecer o respeito devido à plenitude do sacerdócio. Mas hoje, em tempo de apostasia em massa, acontece muitas vezes que o padre, com a marca do sacerdócio que terá até no Inferno, torna-se alheio e inimigo da Igreja sem, todavia, deixar o seu cargo, onde melhor pode esbofeteá-la. E NESSE caso, faltando-lhe a intenção de consagrar, não há missa, como não há ação pastoral no caso do mercenário que não tem a intenção de guardar e salvar suas ovelhas. NESSA ordem de ideias, abordada por milhares de escritores católicos aflitos, escrevi eu mais uma vez o seguinte, no fim de meu artigo de 15 do corrente: "Se a missa é missa, se o padre é padre, não admira que também não saibamos distinguir se o bispo é bispo ou inimigo da Igreja (mercenário) vestido de bispo." ORA, PARA meu estupor, e para meu supremíssimo cansaço, recebo mais uma longa carta do Dr. Sobral Pinto que começa por dizer que leu o meu artigo "com a necessária atenção", e adiante acrescenta estas inacreditáveis palavras: "Nestas afirmações, impressionantes pelo caráter geral de negação total, Você põe em dúvida, fraternal amigo, tudo o que constitui a essência mesma da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo!" MEU PRIMEIRO impulso foi o de não dar maior atenção a tão disparatada interpretação e o de não lhe dar nenhuma resposta. Como, porém, o missivista me diz que sua carta "não é um documento (sic) particular" dando a entender que enviou cópias aos que se norteiem por seus conselhos, achei que devia escrever uma resposta que o Dr. Sobral Pinto lealmente deverá copiar e enviar às mesmas pessoas. Aí vai a resposta. "ARRE! é preciso explicar tudo!" Expliquemos. NÃO, Dr. Sobral Pinto, eu não estou pondo em dúvida o sacerdócio, nem estou negando o valor latrêutico, eucarístico, propiciatório e impetratório do Santo Sacrifício do Altar, mesmo porque, se a minha dúvida e as minhas negações chegassem a esta horrível impiedade que me atribui o Dr. Sobral Pinto, então seria inexplicável a cólera que me acomete quando vejo alguém desvirtuar tais coisas. Não sei se o Dr. Sobral Pinto compreendeu bem o que acabo de dizer, ou se devo explicar melhor. TENTAREI abordar o problema por outra ponta. O Dr. Sobral Pinto, com fulgurante evidência, tresleu o que escrevi; mas também tresleu o seu catecismo se pensa, como dá a entender, que a essência do cristianismo consiste em crer com Fé divina, que D. Evaristo Arns, por exemplo, está efetivamente in sino Ecelesiae, e de modo algum pode estar longe da Casa do Pai "comendo bolotas com os porcos" (Luc. XV, 16). Tomo este exemplo porque é o próprio D. Evaristo quem se esforça por inculcar nos seus súditos esta suposição. E MAIS não digo. Se o Dr. Sobral Pinto, como diz na mesma carta, reserva sua indignação [...] professores da PUC de São Paulo, punidos por um prelado escandaloso, e se prefere guardar seus "beaux gestes" para a defesa dos comunistas, não vejo a necessidade de me esforçar para tê-lo como leitor, nem me parece adequado o tratamento de "fraternal amigo" que me dá nas mesmas linhas em que me acusa da mais hedionda impiedade; se o Dr. Sobral Pinto não consegue entender o que escrevo além de não partilhar de minhas aflições, não vejo porque se obstina tanto em querer estorvar meu trabalho, como em outras circunstâncias já estorvou bastante, e ao mesmo tempo se obstina em pensar que podemos ser fraternais amigos. Deixemos para outros essas convenções de envelope e de fim de carta. A vida é breve. E o trabalho que tenho é pesado demais para ainda me permitir o luxo dessas esgrimagens laterais e inócuas, já que falamos línguas desencontradas, como provou o Dr. Sobral Pinto. Tendo assim provado que não entende, ou não quer entender o que escrevo com bastante clareza, o Dr. Sobral Pinto está desobrigado da tarefa heroica que empreendeu de me esclarecer; e não podendo eu evitar que espalhe as cópias das cartas que me escreverá nem podendo evitar que as escreva, suplico ao Dr. Sobral Pinto que doravante me considere desobrigado de as ler. * * * NO mesmo dia em que recebi a carta, recebi também um telefonema: — É da casa do professor Gustavo Corção? perguntava uma velha portuguesa com a graciosíssima pronúncia de além-mar. — Sou eu mesmo, senhora. — Ai Jesus! eu não sou digna de tomar o seu rico tempo. Sou uma velha doméstica que desejava há muito ir à sua casa dizer-lhe certas coisas que trago ao peito. Mas já que estou a abusar de seu tempo, o professor há de permitir-me o desabafo. Olhe. Todas as manhãs, na Santa Missa, suplico o bom Deus que disponha de meu resto de anos para acréscimo dos seus... * * * DISSE-ME ainda outras coisas a velhinha que chorava na mesma bela língua que chorou Camões. E aqui confesso ao leitor um segredo. Não foi o Dr. Sobral quem nesse dia mais me perturbou e mais me afligiu, foi antes essa voz da santa velhinha que me deixou imóvel, curvado, esmagado a fitar longamente a ponta do botim, como lá diz o mesmo Machado de quem já neste artigo imitei a impaciência.
- Comentários Eleison nº 839
Por Dom Williamson Número DCCCXXXIX (839) – 12 de agosto de 2023 DOIS TIPOS DE BISPO – V Chegar ao Céu é uma empresa que requer grande esforço, Que exclui até a sombra do menor compromisso. É hora de amarrar e encerrar esta série de cinco números destes “Comentários”, porque, girando em torno do tema de que tipo de Bispos são necessários hoje para a sobrevivência da fé católica de amanhã, os quatro primeiros números abarcaram diversos assuntos. Aqui está um breve resumo deles: 15 de julho: Para obter-se bons Bispos, a Verdade Católica imutável deve superar a Autoridade Católica atual. 22 de julho: O Arcebispo Lefebvre colocou a Verdade em primeiro lugar. Sua reorientada Fraternidade Sacerdotal São Pio X prefere a Autoridade. 29 de julho: Todos nós devemos rezar por essa Autoridade, nenhum de nós deve agir como se pudesse substituí-la. 05 de agosto: Nenhum compromisso ambíguo com a Roma atual pode servir verdadeiramente aos interesses de Deus. A conclusão que se pode tirar desses quatro números dos “Comentários” é que por um lado o Arcebispo Lefebvre estava certo em 1988 quando consagrou quatro Bispos contra a desaprovação expressa de Roma, mas, por outro, sua Neofraternidade reorientada (como se pode chamá-la por causa de sua reorientação adotada oficialmente em 2012) errou quando então optou por esperar a aprovação de Roma para obter os novos Bispos de que tanto necessita. Ela precisa deles para proteger a Fé de uma multidão de almas distantes que vêm até ela como um refúgio das muitas e resolutas heresias de uma Roma que se mantém sob as garras dos inimigos de Deus. Mas a Neofraternidade dificilmente servirá de refúgio se continuar insistindo em negociar com esses destruidores da Fé. Podem os Superiores da Neofraternidade realmente não se darem conta de que Deus, com justiça, permitiu que os cruzados liberais do mal assumissem o poder de Roma? A grave subestimação do mal que os cerca está no cerne da reorientação desses Superiores. O Arcebispo Lefebvre teve uma ideia do perigo quando renunciou em 1982 como Superior Geral daquela que ainda era então a Fraternidade, e colocou seu superiorato nas mãos de sucessores mais jovens, pois ao mesmo tempo ele reservou para si todas as questões que envolvessem as relações com Roma. Com seus longos anos de experiência direta lidando como Delegado Apostólico na África francesa com oficiais do Vaticano, ele suspeitava que os jovens sacerdotes de sua Fraternidade viriam a ser como meninos no bosque em meio aos lobos e tubarões que trabalhavam no Vaticano. E assim se deu, porque o Lobo Mau tinha dentes muito bonitos, tal como Chapeuzinho Vermelho lhe disse! “Melhor assim, para que eu possa devorá-la, minha querida”, foi a resposta. E como as mentes modernistas perderam a verdade objetiva, tanto mais poder para enganar têm as mentiras “sinceras” dos oficiais romanos. Subjetivamente, elas são “sinceras”, dentes especialmente adoráveis! Objetivamente, elas são mortais. Jovens sacerdotes da Neofraternidade, fizeram os senhores acreditarem que a Fraternidade de 2012 é a verdadeira Fraternidade do Arcebispo Lefebvre? Se assim o foi, os senhores se parecem com muitos jovens sacerdotes da Igreja oficial, aos quais só lhes foi ensinado que o Vaticano II é a verdadeira Igreja Católica. Mas alguns dos senhores agora estão despertando para o fato de que lhes venderam um fantoche como isca, e estão buscando a verdade, pela graça de Deus e pela própria boa vontade deles, e saibam os senhores que alguns deles inclusive estão voltando os olhos para o que era a Fraternidade do Arcebispo. Pela graça contínua de Deus, eles podem perceber, como vocês, que sua Fraternidade está correndo um grave risco ao querer voltar a unir-se à Roma apóstata – e isso é um grave risco porque se alguém quer algo por tempo suficiente, é provável que consiga o que quer. Jovens, cuidado com seus desejos! Onde, nesse sentido, o Arcebispo mostrou sua sabedoria? Ele disse que são os Superiores que moldam os súditos, e não o contrário; então, sonhar em voltar a Roma para convertê-la é um sonho perigoso. E sobre o Vaticano II, disse ele também, seu perigo não está tanto nos graves erros particulares da liberdade religiosa, da colegialidade ou do ecumenismo, mas no subjetivismo onipresente que mina radicalmente toda verdade objetiva junto com todas as exigências que nos faz. O que pode restar da fé católica? Caros jovens sacerdotes, peguem quaisquer textos do próprio Arcebispo e os devorem, mas cuidado com as edições adulteradas pela Neofraternidade, que censura qualquer coisa contrária às novidades dela... Kyrie eleison.
- XXV – A Oração - Eficácia da Oração
A Oração Eficácia da Oração II – Eficácia da Oração 1 – Santo Hilário diz que a prece faz uma doce violência ao coração de Deus, isto é, obtém tudo d'Ele: Oratio pie Deo vim infert. E a razão é esta: porque Deus é tão bom, e porque Jesus Cristo prometeu que Ele nos atenderá. Diz o Divino Salvador: “Se um filhinho pede pão a seu pai, dar-lhe-á este uma pedra? E se lhe pede um peixe, dar-lhe-á uma serpente? E se lhe pede um ovo, dar-lhe-á um escorpião? Se vós que, afinal, sois maus não negais a vossos filhos o que estes vos pedem, quanto mais o Pai celestial, que é bom, dar-vos-á o que pedis!”. (Cfr. Lc 11, 11-13). Ouvi o que diz ainda Jesus Cristo: “Em verdade, em verdade vos digo que o que pedirdes a meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá”. (Jo 16, 23) Todos aqueles que pediram graças ao Senhor, sempre as obtiveram, pois não pode falhar a Palavra de Jesus Cristo que disse também: “Quem pede recebe, e quem procura acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á: Omnis enim, qui petit, accipit: et qui quaerit invenit; et pulsante aperietur”. (Lc 11,10) 2 – Exemplos das Sagrada Escritura A Escritura está cheia de exemplos que mostram a força extraordinária da oração. No Antigo Testamento: Moisés, na montanha orava de braços erguidos, enquanto os israelitas lutavam contra os amalecitas. Quando Moisés rezava, os israelitas venciam: mal parava ele de orar, eles perdiam (Ex 17,11). Davi triunfou do gigante Golias que era o terror de Israel. De que modo? Com uma pedra jogada nele, está bem; mas ao atirar a pedra ele orava, e já havia rezado antes (1Rs 17, 49). Judite, por Deus inspirada a fim de libertar a pátria, começou sua grande empresa com a prece; e quando estava lá na tenda de Holofernes, no ato de lhe decepar a cabeça, acompanhou o golpe com fervorosíssima oração (Jud 13, 9). Os três jovens de Babilônia, que foram metidos na fornalha, caminhavam alegremente e ilesos no meio das chamas, porque oravam a Deus (Dan 3, 23-24). No Novo Testamento: Os cegos de Jericó – Dois cegos sentados na estrada fora de Jericó, ao ouvirem que passava Jesus, aumentaram a voz, dizendo: “Senhor, Filho de Davi, tem piedade de nós!”. O povo os repreendia, para que se calassem; no entanto, eles gritavam mais alto: “Senhor, Filho de Davi, tem piedade de nós!”. E, Jesus, parando, chamou-os e disse-lhes: “Que desejais que vos faça?”. E eles: “Senhor, que se abram os nossos olhos”. E Jesus, movido por compaixão, tocou os seus olhos, e os cegos logo enxergaram e o seguiram. (Mt 20, 30-34) 3 – O Senhor afinal ouvirá mais facilmente a prece quando se pedem graças espirituais. A Ave Maria de dois meninos e a conversão de um pai – Faz alguns anos havia uma mulher muito boa e piedosa, que tinha dois filhinhos bons, mas tinha um marido mau, beberrão e viciado que a maltratava sempre, e deixava faltar a ela e aos filhos até o pão. Entretanto, essa mulher suportava tudo com paciência e rezava frequentemente com seus dois anjinhos. Certa noite o marido, por não encontrar seus companheiros de farra, voltou para casa mais cedo que de costume. Ao chegar perto da porta da casa, ouve a voz da mulher: “Com quem fala ela a esta hora?”, diz intimamente aquele desgraçado com o espírito cheio de suspeitas. Depois fica a escutar, e perceber que a mulher reza devotamente com os dois filhos, aos quais por fim disse ela: “E agora, meus filhinhos, falta-vos rezar por vosso pai, que amamos tanto: recitai, pois, a habitual Ave Maria, para que Nossa Senhora o conserve e assista”. O transviado do marido, ao ouvir estas palavras, comove-se: entra em casa, põe-se de joelhos também junto à mulher, e acompanha, chorando, a prece dos filhinhos. Seu espírito estava inteiramente mudado. Conheceu, então, os seus erros e pediu perdão de todos os maus tratos proporcionados àquela santa mulher. E, com sua sincera conversão, eis tornada a paz e a alegria àquela família. Vedes a eficácia da prece feita pelos inocentes? Mas para que ela produza os seus efeitos, deve ser bem feita. A oração mal feita não se pode chamar oração, e Deus não a atende. De que modo, então, se reza bem? É o que veremos na próxima postagem deste catecismo. (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)
- Comentários Eleison nº 838
Por Dom Williamson Número DCCCXXXVIII (838) – 5 de agosto de 2023 DOIS TIPOS DE BISPO – IV Ao servir a Deus, meias-medidas não funcionam. Devemos ser fiéis a todas as Suas exigências. Depois de três números destes “Comentários” (os de 15, 22 e 29 de julho), é hora de ir ao cerne da divisão entre os dois tipos de Bispos católicos que se devem sagrar pelo futuro da Igreja Católica. De um lado estão aqueles desejados pelo Arcebispo Lefebvre para a sua Fraternidade Sacerdotal São Pio X original. Do outro lado estão aqueles desejados pela Neofraternidade do Bispo Fellay, que busca a aprovação oficial da Neoigreja do Vaticano II. Pela sua política de “Nenhum acordo prático sem acordo doutrinário”, o Arcebispo colocou Deus na frente dos homens, a doutrina de Deus da verdadeira Igreja na frente de qualquer falso acordo com a Neoigreja dos homens. Em contrapartida, a Neofraternidade é responsável por colocar os homens na frente de Deus, por causa de sua política de “uma vez que não podemos ter um acordo doutrinário com os oficiais romanos, vamos ter pelo menos um acordo prático”. Ora, alguns seguidores da Neofraternidade poderão objetar imediatamente que, desde que ela adotou em 2012 a política da prática antes da doutrina, não entrou em nenhum acordo falso que traísse a verdadeira doutrina, e por isso não está colocando os homens na frente de Deus. É verdade que a Neofraternidade recusou até agora todo falso acordo importante com Roma sempre que esta insistiu para que ela aceitasse a teoria da nova religião do Vaticano II, ou sua práxis, que é a missa nova. Mas a Neofraternidade aceitou desde 2012 pelo menos três acordos menores (sobre confissões, matrimônios e ordenações) que demonstram ao mundo que ela reconhece os apóstatas em Roma, apóstatas da Fé de fato – assim o disse o Arcebispo –, ainda como servidores da verdadeira Fé. Que mensagem isso envia aos católicos confusos? Os romanos jogaram com habilidade. Pois, de fato, a Roma conciliar abandonou a doutrina católica, vem devastando a Igreja desde o Vaticano II, na pessoa do Papa Bergoglio está deliberadamente destruindo a Fé dia após dia, e está preparando o Sínodo de setembro sobre a sinodalidade para dissolver a últimas estruturas remanescentes da Igreja de Jesus Cristo. E a Neofraternidade? Segue guardando um silêncio oficial sobre toda essa demolição em curso! Por quê? Porque não quer ofender os apóstatas de Roma, dos quais espera uma aprovação oficial! Sonhando com uma aprovação maior, a Neofraternidade não quer, ao manifestar-se, jogar fora as três pequenas concessões supramencionadas, pelas quais Roma efetivamente comprou – tão barato – seu silêncio. Os líderes da Neofraternidade não se dão conta de como lhes venderam um prato de lentilhas (Gen. XXV, 34)? Não, eles não veem, porque se pode temer que queiram ter uma vida confortável escondida em um canto tranquilo do sistema perverso que atualmente governa o mundo e a Igreja. O Diabo os enganou dizendo que a Roma de hoje não é tão ruim assim, que a Neofraternidade é uma congregação católica normal que merece pleno reconhecimento oficial, que não estamos no meio de uma crise pré-apocalíptica com um Castigo divino pairando sobre nossas cabeças, que os oficiais do Vaticano são nossos “novos amigos”, que “o Papa Bergoglio nos ama”, e assim por diante. Em outras palavras, pelo menos os líderes da Neofraternidade, se não também uma quantidade significativa de seus padres e fiéis, entraram pelo menos pela metade no país das maravilhas do homem moderno, o que é suficiente para que seu sal católico tenha perdido o sabor. Na verdade, eles não tiveram fé suficiente, não tiveram amor suficiente pela Verdade (II Tess. II, 10), para assimilar a verdadeira medida do que está acontecendo ao seu redor. São Thomas More poderia ter dito deles o que disse dos clérigos ingleses responsáveis pelo colapso da Igreja Católica na Inglaterra de seu tempo: “Eles não estavam rezando o suficiente”. Leitores, católicos ou não católicos, a situação é urgente mais do que as palavras podem descrever. Orem para que Nosso Senhor nos dê Bispos católicos com um verdadeiro amor pela Verdade; com uma fé forte o suficiente para ver quão corrupto é o Sistema que está sendo construído pelo Diabo e seus agentes ao nosso redor; sem nenhum desejo de entrar em um país das maravilhas; Bispos sem nenhuma inclinação para calar-se quando milhões e milhões de almas estão sendo arrastadas para a condenação eterna, mas com disposição para morrer como São Thomas More, se necessário, para a maior glória de Deus. Orem pela intercessão Sua Mãe. Rezem o Rosário. Rezem 15 Mistérios por dia. E Deus os abençoará. Kyrie eleison.
- [CONVITE] Ordenação sacerdotal do Ir. João da Cruz, O.S.B.
O Mosteiro da Santa Cruz convida seus fiéis e amigos a assistir a ordenação sacerdotal do Ir. João da Cruz, O.S.B., em cerimônia que será realizada no dia 19/08/2023 por S.E.R. Dom Tomás de Aquino.
- Visita dos monges a Petrópolis por ocasião do grande passeio anual do Mosteiro
Este passeio é realizado anualmente, seja nos arredores do mosteiro, seja em cidades próximas a Nova Friburgo. Os monges aproveitaram a ocasião e visitaram o Palácio Imperial e a Catedral de Petrópolis, onde puderam testemunhar sua riquíssima arquitetura e inúmeras obras de arte, conforme as fotografias abaixo.
- Comentários Eleison nº 837
Por Dom Williamson Número DCCCXXXVII (837) – 29 de julho de 2023 DOIS TIPOS DE BISPO – III As almas que buscam Deus merecem a nossa atenção. As almas que desprezam Deus precisam de nossa caridade. Os últimos dois números destes “Comentários” apresentaram uma versão da diferença entre a Neofraternidade Sacerdotal São Pio X e a Fraternidade original do Arcebispo Lefebvre na questão crucial da obtenção de futuros Bispos capazes de garantir que a Igreja sobreviva à sua atual crise, passado mais de meio século desde o fim do Vaticano II, o Concílio da Igreja que desencadeou essa mesma crise. Isso necessariamente implicou ter de apresentar, ainda que brevemente, uma versão da própria crise, ou seja, do rompimento entre a Autoridade Católica e a Verdade Católica provocado por esse Concílio centrado no homem, que deveria ter permanecido, como todos os vinte Concílios anteriores da Igreja, centrado em Deus. Pela sobrevivência da Igreja, há muitas outras conclusões que se pode tirar, conclusões que dizem respeito a todos nós, e não somente ao clero. Antes de mais nada, a Igreja Católica não pode prescindir da Verdade, porque ninguém pode salvar sua alma sem a Verdade (Heb. XI, 6), pois nenhuma mentira ou falsidade pode entrar no único e verdadeiro Céu do único e verdadeiro Deus, que é a própria Verdade (João XIV, 6). No entanto, em nosso mundo decaído, a Verdade não pode prescindir da Autoridade, porque a Verdade faz exigências aos homens, e todos os homens sofrem com o pecado original, de modo que muitas vezes desejam não viver de acordo com essas exigências, e somente de Deus pode vir qualquer Autoridade infalível e suficiente para obrigar os homens a viver de acordo com as exigências da Sua Verdade. Essa Verdade da salvação Ele quis confiar a Pedro e aos seus sucessores, todos eles homens falíveis dotados de livre-arbítrio, sempre capazes de pecar (Mt. XVI, 23; Gal. II, 11 etc.). Ora, prevendo desde a eternidade que alguns Papas seriam falíveis e pecariam até mesmo gravemente contra a Verdade, então, para garantir que Sua Igreja e sua Verdade sobreviveriam até o fim do mundo (Mt. XXVIII, 20), Ele deve ter previsto também Suas próprias intervenções para garantir essa sobrevivência, contornando as falhas de Seus ministros humanos falíveis. E como Ele decidiu desde a eternidade permitir até mesmo que houvesse uma sequência de seis Papas sucessivos, após a morte de Pio XII em 1958, caindo no erro doutrinário radical do modernismo, causando a pior de todas as crises da Igreja, que já dura 65 anos (1958-2023), então não há dúvida de que Ele intervirá de maneira muito especial para acabar com essa crise. Vejamos, por exemplo, as profecias de Garabandal sobre um grande Aviso, um grande Milagre e um grande Castigo. Mas entre esse momento e o agora, o que o divino Pastor está fazendo para garantir a sobrevivência de Suas ovelhas? Ele deve estar fazendo alguma coisa. Olhemos à nossa volta em 2023 para descobrir o que é. O que observamos é uma tremenda variedade de grupos e agrupamentos católicos que, em linhas gerais, podem ser classificados de acordo com a importância relativa que cada um deles dá à Autoridade Católica ou à Verdade Católica. E como a Verdade é imutável, somente quando a Autoridade conciliar abandonar o Vaticano II é que a desastrosa ruptura entre a Autoridade e a Verdade poderá ser sanada. Até então, os católicos devem rezar urgentemente pelo Papa, ou pela recuperação do Papa, para que ele possa recuperar a Autoridade Católica, pois o papado hoje está humanamente destruído, e somente Deus pode restaurá-lo. Até que chegue esse momento, como diz o provérbio: “O que não se pode curar, deve ser suportado”. Então, enquanto a Autoridade estiver sendo estrangulada pelos Papas conciliares, os católicos estarão fadados a permanecer divididos, de modo que alguns são 80% voltados para a Autoridade e 20% para a Verdade, outros estarão 80% voltados para a Verdade e 20% para a Autoridade, com todas as combinações possíveis no meio. Mas quando o Papa se encontra ferido desta forma, as ovelhas estão tão inevitavelmente dispersas, que seja qual for a combinação a que se apeguem, se desejam sinceramente ser católicas, Deus estará visivelmente tolerando-as. E os católicos, em vez de brincar de Deus excomungando-se uns aos outros, farão melhor, em termos gerais, se imitarem a Deus tolerando-se uns aos outros (Gal. VI, 10), até que Deus considere oportuno acabar com a crise. Não é que a Verdade não importe, pelo contrário, e alguém na Igreja deve preservá-la: mas sem uma Autoridade que atue retamente, torna-se mais difícil culpar os católicos por não encontrá-la. Kyrie eleison.
- Comentários Eleison nº 836
Por Dom Williamson Número DCCCXXXVI (836) – 22 de julho de 2023 DOIS TIPOS DE BISPO – II Diz-se que não se pode mudar as manchas do leopardo... Roma está em mãos inimigas... Basta ligar os pontos! “Tempora mutantur, nos et mutamur in illis”, diziam os latinos. Em português, “Os tempos mudam, e nós mudamos com eles”. E já que Deus criou todo esse nosso mundo para povoar Seu Céu com anjos e seres humanos merecedores de compartilhar de Sua bem-aventurança eterna; e já que para castigar a Queda de Adão e Eva Ele permitiu que o maior dos anjos caídos se tornasse “o Príncipe deste mundo” (João XII, 31; XIV, 30; XVI, 11); e uma vez que o mundo, a carne e o Diabo juntos criam uma poderosa corrente que arrasta um grande número de almas para sua perdição eterna; então cada um de nós deve ter certeza de que, com o passar do tempo, podemos estar de fato mudando, mas em direção a Deus, e não para longe d’Ele. Ora, o Vaticano II (1962-1965) é um exemplo catastrófico de milhões de católicos se afastando de Deus mesmo sob a aparência de estarem sendo conduzidos a Ele. E o engano massivo continua. Assim, em meio à grande decadência da Igreja Católica após o Vaticano II, o Arcebispo Lefebvre (1905-1991) realizou a façanha milagrosa de criar dentro da Igreja uma congregação sacerdotal para opor-se à decadência imposta a toda a Igreja por seus mais altos responsáveis em Roma e nas dioceses. Esta foi a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, oficialmente condenada na aparência pela hierarquia, dos Papas para baixo, mas, na realidade, mantendo a verdadeira Fé com a graça de Deus e com o apoio de uma remanescência de verdadeiros católicos em todo o mundo. Para salvar Sua Fraternidade e proteger esses católicos, em 1988 o Arcebispo se viu obrigado, contra a proibição expressa de Roma, a consagrar quatro Bispos seus, que por duas décadas prestaram, pelo menos exteriormente, um serviço fiel à Verdade Católica e, portanto, à Igreja. Interiormente, porém, os tempos estavam mudando, e com eles estavam mudando os líderes da Fraternidade que o Arcebispo havia deixado para trás quando faleceu em 1991. Em poucos anos, os contatos entre a Fraternidade e Roma – que o Arcebispo havia interrompido em 1988 até que, segundo ele, “Roma retornasse à fé católica” – foram sendo discretamente, para não dizer secretamente, renovados, embora Roma estivesse impondo cada vez mais a falsa “renovação” conciliar. A discrição ou o sigilo desses contatos era necessária para não afugentar as almas de nenhum dos lados que – com toda a razão – não podiam acreditar que catolicismo e conciliarismo pudessem conciliar-se. Foi preciso dar tempo a essas almas de ambos os lados para que mudassem o suficiente para aceitar que não haveria contradição irreconciliável entre a Fé e o Vaticano II. E, de fato, os homens mudaram com o tempo, e, em 2012, os líderes da Fraternidade estavam pelo menos prontos para negar a contradição. E assim, em seu Capítulo não eletivo daquele ano, eles mudaram oficialmente a política de seu fundador que se baseava em “nenhum acordo prático sem um acordo doutrinário”, o que coloca a Fé em primeiro lugar, para uma política de “não pode haver acordo doutrinário, então devemos contentar-nos com um acordo prático”, o que coloca a doutrina em segundo lugar e o acordo em primeiro lugar, algo que o próprio Arcebispo, depois de 1988, nunca teria feito. Pois, como se disse nestes “Comentários” da semana passada, nas negociações com Roma em maio de 1988, Dom Lefebvre considerou que a prevaricação do Cardeal Ratzinger havia mostrado de uma vez por todas que Roma não protegeria a Tradição. Mas, alguém poderia objetar: o que há de errado com um acordo prático quando um acordo doutrinário prova ser impossível, como ficou claro após as infrutíferas discussões doutrinárias entre Roma e a FSSPX de 2008 a 2011? O que está errado é aquilo que o velho Arcebispo compreendia bem: que a partir de qualquer acordo prático, a leve Fraternidade teria se amarrado à pesada Roma, e o único peso verdadeiro da Fraternidade, sua doutrina da Verdade, ter-se-ia desvanecido, até que fosse virtualmente abandonada, e a Fraternidade seria anulada, como a Roma infiel, a Roma conciliar, sempre desejou. Certamente o Dom Huonder, com toda a sua boa vontade possível – Só Deus sabe – está sendo preparado em 2023 por ambas as partes para dar uma contribuição significativa para essa anulação – Só Deus sabe. Kyrie eleison.
- Comentários Eleison nº 835
Por Dom Williamson Número DCCCXXXV (835) – 15 de julho de 2023 DOIS TIPOS DE BISPO – I Se é dos inimigos da Verdade que provêm os Bispos, Será realmente que estes estarão sempre defendendo a Fé? Tanto a Neofraternidade Sacerdotal São Pio X como os padres que a deixaram para juntar-se ao movimento não estruturado conhecido como “Resistência” estão bem cientes de como os Bispos são indispensáveis para a sobrevivência da Igreja Católica. No entanto, eles têm ideias bastante diferentes sobre como garantir que haverá tais Bispos no futuro. O Vaticano II separou a Autoridade Católica da Verdade Católica, uma divisão que está no centro da crise que a Igreja sofre continuamente desde os anos sessenta. De um modo geral, a Neofraternidade prioriza a Autoridade em vez da Verdade (sem abandonar completamente a Verdade), enquanto a “Resistência” prioriza a Verdade em vez da Autoridade (sem abandonar completamente a Autoridade). Desse modo, a Neofraternidade ainda está esperando a aprovação romana ou conciliar para ter os novos Bispos de que precisa desesperadamente, enquanto a “Resistência” está fazendo Bispos para si mesma, sem essa aprovação, como o fez o Arcebispo Lefebvre para a Fraternidade original em 1988, com grande sucesso para a Fé. Para provar que a Neofraternidade continua esperando a aprovação de Roma para ter novos Bispos, deve ser suficiente uma citação do Bispo Fellay em uma entrevista realizada no ano passado a um jornalista espanhol em Madri. Questionado sobre o que fará para ter novos Bispos, sua resposta foi, substancialmente: faremos exatamente o mesmo que o Arcebispo Lefebvre fez em seu tempo. Quando surgir a urgência e a necessidade, faremos como ele fez, recorrendo a Roma e, depois, dependendo da resposta, faremos como o Bom Deus nos disser. Vejo uma nova abertura, que pode ter se tornado mais visível nos últimos anos, ou seja, não descarto que num futuro próximo Bispos da Igreja Católica nos apoiem mesmo em público, e se isso acontecer, pode passar a ser desnecessário que a Fraternidade consagre seus próprios Bispos. Dois pontos merecem comentários aqui. Em primeiro lugar, é verdade que o Arcebispo negociou com Roma em maio de 1988, a fim de obter uma luz verde da Autoridade romana para a planejada Consagração de quatro Bispos para a Tradição, ou seja, para a Verdade. No entanto, em determinado momento dessas negociações, ele percebeu que o cardeal Ratzinger estava protelando tanto para fixar uma data para as Consagrações, que aquilo na prática equivalia a não conceder a permissão teórica de Roma para ter um Bispo. Naquele momento ficou claro para o Arcebispo que a autoridade romana se recusava a velar pela Verdade, e até a sua morte, em 1991, ele suspendeu todo contato com os romanos, a menos até que eles retornassem à fé católica, segundo ele mesmo disse. Será que agora, em 2023, eles retornaram? Obviamente não – Pachamama e Traditionis Custodes são somente dois exemplos de sua guerra contra a Verdade Católica, que está mais acirrada do que nunca. Então, como Dom Fellay pode afirmar que está fazendo “exatamente o mesmo” que o Arcebispo? E, em segundo lugar, na citação acima, Dom Fellay não só tem uma ideia muito diferente da do Arcebispo sobre o que a Autoridade ímpia fará para servir à Fé, como também contempla claramente a possibilidade de a Neofraternidade recorrer a consagrações episcopais de bispos da Neoigreja, que normalmente terão sido consagrados bispos somente no rito pós-conciliar de consagração, fabricado por maçons como Dom Bugnini para introduzir uma sombra de dúvida quanto à sua validade. O Bispo Fellay realmente acha que o Arcebispo teria recorrido a um rito tão inseguro? Em sentido contrário, a “Resistência” seguiu o exemplo pioneiro de Dom Lefebvre em 1988, assegurando seus próprios Bispos para o serviço da Verdade e da Tradição. Entre 2015 e 2017 foram sagrados os Bispos Faure, Tomás e Zendejas, que seguramente têm trabalhado com êxito pela Tradição desde então, e mais recentemente, mas em privado, o Bispo Ballini para a Irlanda (2021) e o Bispo Stobnicki para a Polônia (2022). Mas por que a privacidade? De fato, a privacidade não é natural para as cerimônias de Consagração de Bispos católicos, mas os anos de 2020 não são mais os anos de 2010, e muito menos os anos de 1980. As razões foram, em primeiro lugar, permitir que um número crescente de católicos acompanhasse a necessidade urgente da Igreja de seguir o exemplo do Arcebispo Lefebvre, dando mais prioridade à Verdade e menos importância àquela Autoridade conciliar que está sem a Verdade; e, em segundo lugar, adiar a agitação de um pano vermelho sob o nariz da Nova Ordem Mundial, que é mais poderosa e mais maliciosa a cada dia que passa. Aqui está a breve autobiografia do Dom Stobnicki: Nasci em 1987 em uma família católica polonesa. Terminei o ensino escolar em 2006 e entrei para a FSSPX seguindo o conselho de velhos padres poloneses. Em 2008, fui abruptamente expulso do seminário da FSSPX em Zaitzkofen, porque estava em contato muito estreito com Dom Williamson, mas continuei minha formação sacerdotal sob a direção desses velhos padres poloneses e de dois Bispos tradicionais. Enquanto isso, em 2014 me formei na faculdade de direito e trabalhei algum tempo como advogado. Em 2013 entrei em contato novamente com Dom Williamson, quando ele foi expulso da FSSPX. Em 2016 começou a vir para a Polônia com certa regularidade, e achou por bem ordenar-me sacerdote no dia primeiro de julho de 2017. Nos cinco anos seguintes, tais foram os frutos do meu ministério sacerdotal na Polônia (e – certamente um bom sinal – a violenta oposição a ele), que fui consagrado por ele como Bispo, em privado, mas com testemunhas, em 15 de agosto de 2022, com um colega sendo também ordenado Padre por Dom Williamson. Servimos agora a 17 centros de Missa na Polônia, que incluem até o momento nove cerimônias de Confirmação e a reordenação condicional de seis sacerdotes. A oposição violenta também continuou, incluindo um possível atentado com um corte em um pneu do meu carro. Estabelecer a “Resistência” na Polônia tem sido um trabalho árduo, mas meu colega e eu agora estamos ajudando a cuidar de muitas boas almas. Graças a Deus e a Nossa Senhora, Rainha da Polônia. Kyrie eleison.






![[CONVITE] Ordenação sacerdotal do Ir. João da Cruz, O.S.B.](https://static.wixstatic.com/media/c73eb9_3a8c2e81bd9e46cfba12388e2e530a34~mv2.jpg/v1/fit/w_176,h_124,q_80,usm_0.66_1.00_0.01,blur_3,enc_auto/c73eb9_3a8c2e81bd9e46cfba12388e2e530a34~mv2.jpg)
