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  • Nota sobre o falecimento de S.E.R. D. Bernard Tissier de Mallerais

    Com pesar, reproduzimos o comunicado do falecimento de S. Exa. Revma. Dom Tissier de Mallerais ora publicado no site da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Confiamos sua alma à Ssma. Virgem e a encomendamos às orações de nossos monges, fiéis e amigos. S.E.R. Dom Tomás de Aquino, O.S.B.

  • O Brasil se defende

    Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 18 de maio de 1972 DEPOIS do famoso "documento Comblin" que fez escândalo em 1968 e que serviu de base ao de Medelin, pomposamente apresentado como documento oficial do Magistério, não me espantou nem me interessou — a não ser como amostra dos tempos — a Teologia da Revolução do mesmo padre belga. Recentemente houve nova agitação em torno desse padrex (?) por causa de sua expulsão do país, coisa que a meu ver veio tarde. ANTES de dizer o que penso dos padres estrangeiros expulsos (ou em processo de expulsão) devo frisar o que todos nós no Brasil devemos aos padres estrangeiros. Não caberia nestas colunas e no jornal inteiro a história do benefício imenso que recebemos de religiosos alemães, franceses, italianos, espanhóis etc. Pessoalmente devo uma enorme gratidão ao bom frei Pedro Sinzig, franciscano de hábito, cordão, sandália e coração, que esteve em minha casa nos idos de 28 para ver o órgão eletrônico que naquele tempo montara eu em Jacarepaguá, na Estação Receptora da Radio Brás. Anos depois foi esse mesmo religioso que voltou sob meu teto para trazer tão perto de mim, pela primeira vez na minha vida, o Corpo de Deus. Minha primeira mulher, na interminável agonia que a levava aos 29 anos de idade, teve a seu lado o bom franciscano. E toda a casa, chorando e rezando, aprendeu com ele a repetir esta terrível e adorável oração: "Vem Jesus, vem Jesus!" PASSAM-SE mais alguns anos, e é novamente em torno de um religioso estrangeiro, agora beneditino, que se forma o grupo do Movimento Litúrgico, dentro do qual, em 1939, voltei à Fé do meu batismo. E depois, na paróquia, desfilam bons padres do Verbo Divino, também estrangeiros... Noto agora que o próprio vocábulo "estrangeiro" me soa como uma das tantas formas do desamor. Não gosto, e creio que nela primeira vez o uso tão repetido em tão poucas linhas. O caso é que me veio à memória a queixa de um dos excelentes vigários que o vento levou. Contava-me ele, magoado, o que ouvira de Dom Hélder, numa reunião do Clero, quando ousara discordar: "Nós não precisamos aqui de padres estrangeiros!" NAQUELE tempo Dom Hélder pertencia ao nacionalismo integralista que atribuía todos os males do Brasil à desgraça de ter sido descoberto por uma potência estrangeira. Hoje Dom Hélder filiou-se à IV ou V Internacional, financiadora de voos e de conferências no mundo inteiro: e nós que não voamos, nós que ficamos, começamos agora a sentir, com bem fundados motivos, que é do "estrangeiro" que, em matéria de Clero, nos vem o pior. Os novos, os agitadores, os devotos de Guevara ou de Luther King, extremos que se tocam, estão fazendo tudo para apagar a gloriosa história da evangelização do Brasil por missionários de todo o mundo. * * * CREIO QUE o primeiro caso estridente foi o do Pe. Wauthier que fez em Osasco agitação operária, com o Pe. Jentel, também francês, que está fazendo em Mato Grosso. O PE. WAUTHIER foi expulso com certa rapidez, e logo a CNBB, e especialmente o Cardeal Rossi, então arcebispo de São Paulo, precipitaram-se na defesa do Pe. Walthier. DIZIA O Cardeal que o Pe. Wauthier estava cumprindo as diretrizes do Concílio; em coro, o Grêmio Episcopal avalizava os métodos de Economia e Humanismo do Pe. Wauthier. Houve boato de que o padre se casara logo ao chegar na Europa, e logo se precipitam, o Cardeal e o Grêmio, para desmentir a falsa (?) notícia. O autor destas mal traçadas linhas teve a honra de ser chamado caluniador e mentiroso em francês, por dois religiosos de renome. Hoje sabemos que o pobre diabo que sonhou ser padre operário, e acordou operário puro e simples, casou-se e atirou às urtigas a batina e os votos. Em Belo Horizonte tivemos o "affaire" Pe. Ven, assuncionista, que andou ensinando revolução em vez de religião. E AGORA temos o Pe. Jentel, francês, que esteve agitando os posseiros em Mato Grosso com o benevolente apoio de seu bispo Dom Pedro Casaldaliga (também estrangeiro) e entusiásticos aplausos de Dom Fernando Gomes, bispo de Goiânia, que, paramentado com o título de Presidente do Regional Centro-oeste da CNBB, enviou ao Ministro da Justiça, em nome do fragmento centro-oeste do Grêmio Episcopal, uma carta onde manifestava sua inquietação diante de medidas rotineiras de repressão de desordens que o Governo tomou. EM ENTREVISTA com o mesmo Ministro de Estado, o Presidente da CNBB ameaçou o Governo brasileiro com entrevistas e pronunciamentos que daria à imprensa estrangeira. E aqui encerro a amostra do que tem feito aqui a CNBB em relação aos padres grevistas ou guerrilheiros, e com isto confirmo a convicção que mais de uma vez manifestei: a CNBB não está apenas deformada, desviada, destorcida em relação ao que o Magistério da Igreja, por seus pronunciamentos mais solenes, disse das conferências episcopais. São hoje, na França, na Espanha, e no Brasil, não apenas uma coisa em mau estado; são realmente outra coisa; pregam outro evangelho e por isto nos dão todo o direito de reagir e de opinar como instituição que estivesse fora da Igreja, conforme nos aconselha S. Paulo na epístola aos Gálatas, capítulo I, versículos 6 e seguintes. QUANTO aos padres “estrangeiros que aqui vêm pregar reformas agrárias e outras providências deste tipo, não vejo a necessidade dos inquéritos e das minúcias processuais reclamadas por Dom Fernando. O Governo não quer aplicar-lhes pena alguma, quer apenas que voltem para casa. Go home . Ninguém contestará a necessidade de maior apuro de diligências quando se trata de prender e punir; mas quando o caso é de visita indesejável o bom-senso dita os processos. Nos tempos que correm bastaria a procedência, bastaria o itinerário, bastaria um sermão para indicar com evidência solar o padre indesejável. O alarido da CNBB se explicaria bem se supuséssemos que essa entidade mutacionada em grupo de "hors cadre" da revolução mundial fosse manobrada exatamente por padres ou não-padres absolutamente indesejáveis. RARO o leitor ter uma ideia do que são esses padres que o Brasil expulsa cerimoniosamente e com gasto de resmas de papel dou abaixo algumas citações do Pe Comblin, colhida em Cruz, de 14 do corrente e num artigo de Dom João Evangelista O. S. na revista "Liturgia Vida", e tiradas todas de um livro do padre belga. Ei-las: "Com certeza, Jesus não podia ter a vista da história que temos. Não podia prever os 20 séculos que nos separam dele (grifo nosso). "Nada nos permite pensar que Jesus imaginou a sua ressureição da maneira como ela se realizou de fato" "Jesus não pratica nenhum ato religioso nem parece preocupar-se com a prática religiosa de seus discípulos". E ASSIM por diante vai esse papagaio com os dirigentes da CNBB respeitosamente chamar de "teólogo", e que no Brasil, em boa hora, ele expulsou como falsário. Não compete ao governo brasileiro apurar a ortodoxia dos padres franceses e belgas, mas compete-lhe defender o solo pátrio dos empulhadores estrangeiros que evidentemente praticam a falsificação. Há vários critérios mais ou menos caprichosos para filtrar a entrada de estrangeiros nos países mais desvairadamente liberais. O critério com que o governo brasileiro expulsou Comblin expulsará Jentel é excelente; e mais detestável e mais humilhante para os católicos não podia ser o critério do grêmio episcopal que insiste em perturbar a ordem pública e em atrapalhar os atos do Governo.

  • Comentários Eleison nº 898

    Por Dom Williamson Número DCCCXCVIII (898) – 28 de setembro de 2024 VIGANÒ COM CARLSON – II A necessidade de Cristo por parte da cristandade é absoluta. Deve-se dar ouvidos ao ensinamento do Arcebispo Viganò. Na semana passada, estes “Comentários” apresentaram de forma resumida a primeira parte de um artigo muito interessante do Arcebispo Viganò publicado no ano passado, inspirado por uma transmissão do jornalista americano Tucker Carlson. Carlson argumentava que o humanismo secular pode alegar repudiar toda religião, mas ele faz isso tão somente se passando por uma religião substituta completa. Nessa ideia, o Arcebispo corroborou Carlson como só um eminente clérigo católico pode fazer, porque somente tal clérigo pode ter a verdade, altura e amplitude de visão suficientes para compreender totalmente o que está em jogo. Com essa ou aquela solução  proposta pelo Arcebispo Viganò, pode-se discordar, por exemplo, o sedevacantismo (se é que isso ainda o tenta), ou a expulsão das autoridades traidoras da humanidade na Igreja e no Estado (como isso poderia ser feito, quando elas detêm todas as alavancas do poder, como nunca antes?); mas o que interessa aqui é que o Arcebispo está lidando com as raízes do problema . Se ao menos a Madre Igreja tivesse hoje uma dúzia de Bispos com sua clareza e coragem, ela não estaria mergulhada no mesmo problema. Para um resumo do restante do artigo do Arcebispo, prossiga com a leitura. É desconcertante que entre o número de convertidos à religião universal também possamos contar Jorge Mario Bergoglio, junto com toda a covardia dos clérigos que permanecem fiéis a ele. A apostasia da hierarquia católica chegou a um ponto no qual se presencia a adoração ao ídolo da Pachamama, que é a personificação demoníaca do globalismo ecumênico, inclusivo e sustentável "amazônico". O que estamos testemunhando nada mais é do que a aplicação reversa do processo que levou à disseminação do cristianismo no Império Romano e em todo o mundo, uma espécie de vingança da barbárie e do paganismo sobre a Fé de Cristo. O que Juliano, o Apóstata, tentou fazer no século IV, a saber, restaurar o culto aos deuses pagãos, hoje é seguido zelosamente por novos apóstatas, todos unidos por um “furor sagrado” que os torna tão perigosos quanto o seu convencimento de serem capazes de ter sucesso em suas intenções, por causa dos meios infinitos à sua disposição. Essa religião nada mais é do que uma realização moderna do culto a Lúcifer. Não é nenhum mistério que os ideólogos do pensamento globalista sejam todos anticristãos e anticlericais, significativamente hostis à moral cristã, opostos à civilização e à cultura que o Evangelho moldou em dois mil anos de história. Todos os preceitos da religião globalista são uma versão falsificada dos Dez Mandamentos, sua inversão grotesca, uma reversão obscena. Na prática, eles usam os mesmos meios que a Igreja sempre usou para a evangelização, mas com o objetivo de condenar as almas e submetê-las não à Lei de Deus, mas à tirania do diabo, sob o controle inquisitorial da anti-igreja de Satanás. No fundo de tudo isso, há o ódio a Deus e a inveja pela bem-aventurança sobrenatural que Ele reservou aos homens ao redimi-los do pecado através do Sacrifício da Cruz de Seu Filho. A inimizade entre a semente da Mulher e a da serpente (Gn 3, 15) é uma realidade teológica na qual os inimigos de Deus creem acima de tudo. Alguns dos sinais do fim dos tempos são a abolição do Santo Sacrifício e a presença da abominação da desolação no templo (Dn 9, 27). As tentativas de suprimir ou limitar a Missa tradicional unem a Deep Church e o Deep State , revelando a matriz essencialmente luciferiana de ambos. Eles sabem muito bem quais são as graças infinitas que se derramam sobre a Igreja e sobre o mundo por meio daquela Missa, e querem impedir que essas graças sejam concedidas, a fim de que não atrapalhem seus planos. Por muito tempo, cidadãos e fiéis têm sofrido passivamente as decisões de seus líderes políticos e religiosos diante das evidências de sua traição. Se aquelas autoridades do Estado e da Igreja agem contra os cidadãos e os fiéis, é porque seu poder é usurpado, e sua autoridade é nula. Se elas não querem ser como pais para nós; se elas não querem o nosso bem e se de fato fazem de tudo para corromper-nos em corpo e espírito, é hora de expulsá-los de suas posições e chamá-los a prestar contas de sua traição, de seus crimes e de suas mentiras escandalosas. Kyrie eleison.

  • Uma retratação oportuna

    Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 31 de agosto de 1972 NAS ÚLTIMAS páginas do 1º volume de meu livro Dois Amores e Duas Cidades , referindo-me à transmutação civilizacional que se operou no século XVI, escrevi estas linhas: "Volvendo ao problema da mudança de civilização, tornamos a dizer que a Idade Média morreu de morte trágica, e que a nova civilização nasceu em termos de modernidade, isto é, de rejeição do mundo anterior. Com muita dificuldade se imaginará o emaranhado de causas, nos Impérios, no Papado, nas estruturas sociais e econômicas, que produziram essa condensação de ressentimentos com dimensões civilizacionais. Sem querer anular as responsabilidades pessoais, é terrível pensar nessa dinâmica da solidariedade nos méritos e deméritos, pensar nas somas que influem em cada um, e nos atos de cada um que influem nas somas." "QUANDO, por exemplo, Lutero pregou com sonoras e coléricas marteladas, na porta de sua igreja, as proposições de rebeldia, uma imensa multidão de responsáveis teria de ser imaginada em torno dele, para a mais completa explicação de seu ato, e da morte trágica do mundo medieval. O fato é que uma belíssima experiência — a da conquista da terra e da afirmação de seu senhorio sobre o mundo — começa para o homem em termos de ruptura e ressentimento. E assim prosseguirá." * * * "E AGORA, com a ajuda da imaginação do leitor, seremos os cenógrafos de tão prodigiosa transmutação. O pano desceu sobre o mundo medievo, mundo mediterrâneo, côncavo, fechado sobre si mesmo, ou aberto na direção das agulhas de pedra das catedrais. Descortina-se agora um mundo atlântico, uma Europa convexa, estrelada, lançada nos mares pelas pontas imantadas de seus promontórios. Sagres lança linhas de força que abrangem o orbe. O prestígio da misteriosa e abrigada Veneza transfere-se para Antuérpia debruçada sobre um mundo nascente. E é nessa paisagem de apoteose que vemos o novo homem pisar com mais força a terra mais possuída, a natureza mais dominada. Diz no seu coração que doravante pode contar consigo mesmo, e até nos momentos de maior exaltação chega a dizer em seu coração exaltado que só consigo mesmo pode contar." * * * ASSIM descrevia eu anos atrás a transformação composta de miséria e de glória que se opera no mundo ocidental. O resto está em Dois Amores e Duas Cidades , AGIR, vol. II. Mas o que hoje me traz à rememoração deste texto é a lembrança do 4º centenário dos Lusíadas, e a decorrente ideia da necessidade de uma retificação. NA PASSAGEM que acabamos de ler (creio que induzido por Sombart ou Burckhardt), tomei duas cidades como símbolos das duas civilizações, a mediterrânea, e a atlântica, Veneza e Antuérpia. Ora, a lembrança das comemorações do centenário dos Lusíadas, e o casual reencontro da mensagem de Fernando Pessoa me fizeram cair em mim, e não há queda mais alta e contundente. Caído em mim reconheci a injustiça colossal dos símbolos escolhidos, e aqui trago a mão à palmatória. Mas antes da retificação acho necessário estabelecer uma distinção importante no que concerne ao critério do valor das nações. Diria inicialmente que quase todas as nações do mundo — aquelas que não resultaram do aleatório movimento browniano dos povos — têm sua razão de ser, e podem ser aquilatadas segundo dois critérios: o primeiro que chamo de valor histórico e que se mede pela riqueza de consequências na linha horizontal dos eventos que tecem a história; o segundo critério é o do valor cidético que se mede pela riqueza e significações de ideias que certa nação realizou numa imobilidade de arquétipo, ou de figura zodiacal projetada no firmamento sob cuja impassibilidade transcorre o tumultuoso torvelinho da aventura horizontal da humanidade. Tomemos a Grécia. A Grécia de Péricles, de Euclides, de Platão e Aristóteles teve, como todas as nações, uma genealogia histórica: fundou o império mediterrâneo, fecundou com seus cromossomos o mundo romano, e ao cabo de alguns muitos séculos tornou-se um mero país balcânico. Mas houve um momento em que três ou quatro séculos se imobilizaram num eidos, num arquétipo, numa constelação de ideias que ficaram e ficarão perenemente oferecidos à admiração dos homens, como uma Cantata de Bach, ou um Quinteto de Mozart. A CIVILIZAÇÃO mediterrânea nas subsequentes glórias, no esplendor do Império de Trajano, terá sempre essa transcendental e super história matriz que foi a Helade. E ONDE buscaremos nós o padrão, o arquétipo da civilização atlântica? A resposta primeira está na Lusíada epopeia, sem igual em toda a literatura do mundo, e perto da qual a Henríade de Voltaire soa como obra de um colegial escrita em boa prosa francesa. A segunda resposta está na Mensagem de Fernando Pessoa, que tem esta epígrafe: " Benedictus Dominus Deus noster qui dedit nobis signum ", e este texto inicial: A Europa jaz, posta nos cotovelos: De Oriente a Ocidente jaz, fitando, E toldam-lhe românticos cabellos Olhos gregos lembrando. O cotovelo esquerdo é recuado; O direito é um ângulo disposto, Aquele diz Itália onde é pousado; Este diz Inglaterra, onde afastado, A mão sustenta, em que se appoia o rosto. Fita, com olhar sphyngico e fatal, O Ocidente, futuro do passado. O rosto com que fita é Portugal. * * * SE HOJE reescrevesse o passe da transmutação da Cristandade morta para a nova Cristandade que o povo ibérico propôs ao mundo, e o mundo recusou, eu escolheria duas nações extremas e eternas no passado que passou, para marcar a civilização mediterrânea e a civilização atlântica e universal: Helade para a primeira, e para a outra Portugal. AMBAS pequenas, como convém às joias.

  • Comentários Eleison nº 895

    Por Dom Williamson Número DCCCXCV (895) – 7 de setembro de 2024 ESTOURO DE ROSÁRIOS 2024 Nossa Senhora sabe exatamente por que estamos sangrando, E, melhor do que ninguém, do que estamos precisando. Tanto em Fátima, em Portugal, em 1917, quanto em Akita, no Japão, em 1973, Nossa Senhora disse que somente Ela pode nos ajudar dali para frente. Em Akita, Ela acrescentou: " das calamidades iminentes ", referindo-se às calamidades que pairam sobre nossas cabeças. Se alguém observou os eventos na Ucrânia nos últimos dois anos, e não vê uma Terceira Guerra Mundial nuclear chegando e trazendo consigo calamidades incomensuráveis, deve ser cego, natural ou intencionalmente. Nossa Senhora de Akita também disse à Irmã Agnes Sasagawa que todos aqueles que depositam sua confiança n’Ela serão salvos, com o que Ela quase certamente quis dizer, salvos para a eternidade, e não apenas para esta breve vida na terra, que é muito menos importante. Em todo caso, é Nosso Senhor mesmo — em controle total dos eventos mundiais vindouros, e que permite as calamidades tão somente para o nosso bem maior — que nos disse que para recompensar Sua Mãe pelo papel especial que Ela desempenhou na salvação das almas, especialmente nos tempos modernos, Ele quer que seja o Imaculado Coração de Maria que levará o crédito entre os homens pelo eventual resgate da humanidade de suas atuais dificuldades. Pois, de fato, a humanidade será resgatada no Triunfo do Imaculado Coração de Nossa Senhora, uma breve Era de Ouro para a Igreja, que seguirá o Castigo, e constituirá a maior vitória mundial da Igreja de Nosso Senhor em toda a sua história. Então o pecado retornará, com a queda até o Anticristo e a mais feroz perseguição aos cristãos, gerando alguns dos maiores santos de toda a história da Igreja. Nesse drama cósmico que precede o fim do mundo se insere Nossa Senhora como Rainha e nossa guia, designada por Seu próprio Filho Divino. Em Akita, meio século atrás, Ela nos alertou, como uma boa mãe, sobre o “ fogo que cairá do Céu e eliminará uma grande parte da humanidade, tanto os bons quanto os maus, não poupando nem sacerdotes nem leigos, e deixando os sobreviventes tão desolados que invejarão os mortos. Naquele momento, vocês terão duas armas restantes: o Rosário e o sinal deixado por Meu Filho  (ainda não está certo em que consiste esse sinal). Rezem o Rosário pelo Papa, pelos bispos e padres ”. De fato, o principal problema hoje de nossa Igreja e do nosso mundo tempestuosos é a deserção dos clérigos católicos, enganados pelo diabólico Concílio Vaticano II da década de 1960. Em relação a tudo isso, o pequeno movimento “Resistência” na Inglaterra está organizando novamente este ano uma peregrinação a Walsingham em Norfolk, de quinta-feira 26 a domingo 29 de setembro, mas com sede este ano em Swaffham, a cerca de 30 minutos de carro. Como nos anos anteriores, a principal atividade dos peregrinos será a Missa diária e a oração dos Rosários completos de 15 mistérios, possivelmente até dez nos quatro dias, inclusive, de quinta a domingo. Isso pode parecer muito, mas ninguém reclamou nos anos anteriores; pelo contrário, eles foram recompensados ​​com a percepção de quão relativamente fácil o Rosário completo pode ser recitado. E eles sabiam muito bem que não estavam desperdiçando seu tempo fazendo exatamente o que a Rainha do Céu pede a todos nós. No cerne da angústia de nossos tempos está um problema espiritual, e não material . O problema é que a humanidade virou as costas para Deus, diante do qual todos os mais recentes e melhores aviões de guerra, submarinos e tanques são relativamente inúteis. Veja o Salmo 32-33: “ O cavalo de guerra é uma vã esperança de vitória... Eis que os olhos do Senhor estão sobre aqueles que o temem ”. Para todos os detalhes práticos de como chegar a Swaffham, para acomodação (não fica caro se você puder trazer sua própria roupa de cama e toalhas) etc., envie um e-mail para respicestellam2015@gmail.com . A Missa será realizada todos os dias em um antigo convento em Swaffham, seguida de um café da manhã simples, e as instalações da cozinha estão disponíveis para servir uma ceia. Comunique o mais rápido possível por e-mail neste mesmo endereço se você pretende participar, porque os organizadores gostariam de ter uma ideia do número de participantes. E pense em fazer um grande serviço a Nossa Senhora, ao seu país, à sua família e a si mesmo participando desse “Estouro de Rosários”. Kyrie eleison.

  • XXXIII – O Remédios contra a Impureza - A oração

    O Remédios contra a Impureza A oração III – A Oração 1 – O recurso a Deus A oração é o remédio eficacíssimo e indispensável para obter a força de resistir às tentações. Sem a oração não adiantam os outros esforços. Daí o Sábio: “Sabendo não poder ser puro sem a ajuda de Deus, para Ele me voltei, e Lho roguei” (Sb 8, 21). Falando da impureza adverte-nos Jesus Cristo no Evangelho: “Essa espécie de demônios não se expulsa senão mediante a oração e o jejum” (Mt 17, 20). E alhures: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (Mt 26, 41). Nos perigos, elevar a Deus o gemido: “Senhor, meu estado é violento: protegei-me” (Is 38,14). “Salvai-me, ó Senhor” (ib., 20). 2 – A frequência dos Sacramentos Outro remédio eficacíssimo contra a luxúria é a frequência dos sacramentos. Quem recorre amiúde aos Santos Sacramentos, que são os canais da graça, resiste com facilidade a todos os ímpetos da lascívia, mesmo que se tratasse de hábito inveterado. Bem o sabe o demônio, cujas artes visam especialmente a manter suas vítimas longe da Confissão e da Comunhão. E se de novo se repetisse a queda? Não deve haver desânimo! Volte-se sem escrúpulos ao mesmo confessor, para obter novos conselhos e novos remédios. S. Filipe Néri desse modo da desonestidade um jovem que nela se achava mergulhado há muito tempo: ordenou-lhe que toda vez que caísse, fosse logo se confessar e comungar. O jovem obedeceu, e em pouco tempo se viu emendado. A Comunhão bem feita: eis “o trigo dos eleitos e o vinho que produz as almas puras: Frumentum electorum, et vinum germinans virgines ” (Zc 9,17). 3 – A meditação dos Novíssimos A meditação e a ideia da presença de Deus será também ajuda à vitória nas lutas do espírito contra a carne. Diz-nos o Espírito Santo: “Em todos os teus atos lembra-te do teu último fim e não pecarás por todo sempre” (Eclo 7, 40). Pensar na ruína que brevemente se dará desse nosso corpo, e no eterno castigo! Pensar que momentaneamente é o prazer; eterno o tormento: Momentaneum quod delectat; aeternum quod cruciat! (S. Greg.). Pensar que estamos sempre sob olhos de Deus, e dizer nas tentações: “Deus me vê: ousarei eu macular-me em sua presença?”. Assim faziam os santos, e assim saíam vencedores de todos os perigos da sensualidade. Conclusão Eis sumariamente expostos os remédios contra a impureza. Cabe a vós recorrer a esses poderosos contravenenos. Dois caminhos diferentes se vos deparam, que podeis percorrer; e duas vozes diferentes vos convidam. Daqui vos atrai a volúpia; dali vos chama a severa continência. Por aqui o caminho florido do prazer que leva à ruína; por ali o árduo caminho da castidade que leva à glória. Por que caminho meter-vos-eis? Há o que pensar? Já deveis ter optado. Se a lei da castidade vos parece dura, os meios para cumpri-la não são difíceis, e são de efeito seguro. Pensai nas grandes recompensas da castidade, com a qual tornar-vos-eis semelhantes aos Anjos, aproximar-vos-eis sempre mais de Deus. Pensai na coroa que vos espera quando formardes aquela geração em que Deus põe as suas complacências, e da qual o Espírito Santo fez o elogio, dizendo: “Oh! Quão bela é a geração casta com glória! Sua memória é imortal, porque ela é conhecida perante Deus e perante os homens: O quam pulchra est casta generatio cum claritate! Immortalis est enim memoria illius; quoniam et apud Deum nota est, et apud homines ” (Sb 4,1). (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos , G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)

  • Comentários Eleison nº 894

    Por Dom Williamson Número DCCCXCIV (894) – 31 de agosto de 2024 GLOBALISMO SATÂNICO Se os inimigos de Deus parecem prevalecer, É somente porque os amigos d’Ele falham em rezar. Em seu livro, agora censurado, “A Hierarquia dos Conspiradores: a História do Comitê dos 300”, o Dr. John Coleman (nascido em 1940), que há muito tempo estuda os governantes criminosos do mundo moderno, apresenta uma lista de 20 meios pelos quais eles pretendem impor ao mundo a sua Nova Ordem Mundial. Isso interessa para os católicos no sentido de que reconheçam, se ainda não o fizeram, o quão criminosos são aqueles que realmente nos governam atualmente, os mesmos que controlam nossos governantes fantoches, e que se ocultam das vistas do público. Os católicos devem perceber com que astúcia e coordenação os globalistas operam, e quão perto estão de atingir seus objetivos totalmente ímpios. Deus não os deixará vencer definitivamente, mas Ele os deixará submeter-nos às duras provas que mostram merecermos. 1. Erigir um Governo Mundial Único com uma única Igreja e um único sistema monetário, sob seu controle. 2. Destruir completamente todo senso de identidade nacional e orgulho pela própria nação, pois somente assim os homens aceitarão um Governo Mundial acima de todas as nações. 3. Destruir todas as religiões, especialmente a religião cristã, com uma exceção: sua própria nova "religião". 4. Estabelecer técnicas de controle do pensamento para criar robôs humanos controlados externamente. 5. Interromper toda a industrialização, exceto os setores de computadores e serviços. O que é necessário é uma "sociedade pós-industrial sem crescimento". A indústria necessária pode ser terceirizada para países do Terceiro Mundo com baixo custo. 6. Promover o consumo de drogas e inclusive sua legalização, e transformar a pornografia em uma forma de arte, para torná-la amplamente aceita e até vista como normal. 7. Despovoar grandes cidades, nos moldes dos massacres de Pol Pot no Camboja. 8. Suprimir todo desenvolvimento científico, salvo o que sirva aos propósitos dos globalistas. 9. Causar a morte de 3 bilhões de pessoas até 2050, seja por meio de "guerras locais limitadas" nos países desenvolvidos, ou por meio de fome e doenças nos países subdesenvolvidos. Por exemplo, a população dos EUA deve ser reduzida a 100 milhões até 2050. 10. Enfraquecer o moral das pessoas e desmoralizar ainda mais as classes trabalhadoras pelo desemprego. Os jovens devem ser encorajados por meio de drogas e música selvagem a se rebelarem contra o status quo , o que levará também ao enfraquecimento e à dissolução da família. 11. Desacostumar as pessoas a decidirem seu próprio destino, expondo-as a uma crise após a outra. Elas deverão sentir-se tão sobrecarregadas pelas decisões necessárias sobre seu próprio destino, que se tornarão apáticas. 12. Introduzir novos cultos religiosos e promover os cultos já existentes. 13. Promover o fundamentalismo cristão, que vê o estado sionista de Israel como a "raça eleita por Deus", para que Israel receba apoio com, entre outras coisas, grandes somas de dinheiro. 14. Pressionar a disseminação de seitas religiosas extremas como a Irmandade Muçulmana e os Sikhs, e realizar experimentos de controle do pensamento, como Jim Jones fez em seu campo de extermínio em Jonestown, em 1978. 15. Provocar um colapso da economia mundial e, com isso, o caos político total. 16. Assumir o controle de todas as políticas nacionais e internacionais dos EUA. 17. Dar o maior apoio a instituições supranacionais como a ONU, o FMI, o Banco de Compensações Internacionais em Basileia, o Tribunal de Haia, enquanto as instituições nacionais são enfraquecidas. 18. Infiltrar-se e assumir o controle de todos os governos, para dissolver os direitos supremos de cada nação. 19. Criar um terrorismo internacional e negociar com os terroristas que tenham agido recentemente. 20. Tomar o controle de todas as instituições educacionais nos EUA, para arruiná-las completamente. Kyrie eleison.

  • A Independência do Brasil

    Por Gustavo Corção, publicado n’o Globo em 07 de setembro de 1972 A INDEPENDÊNCIA das nações não pode ser definida nem medida em termos de isolacionismo e de autossuficiência econômica. Sendo uma categoria antes de tudo política, e portanto moral, a independência de uma nação consiste na sua autonomia política como nação, na consciência nacional dessa autonomia, e, para ser efetiva, no reconhecimento pacífico dessa autonomia pelas outras nações, e principalmente por aquelas a que anteriormente estava vinculada essa nação. NO vocabulário da moderna civilização, mareada pelo funesto princípio da vital inimizade entre os homens, de Hobbes a Marx, essa autonomia das nações é enfaticamente chamada de soberania. Este termo vem carregado de uma espécie de macro egoísmo, que é a característica principal da civilização nascida do humanismo renascentista e protestante, que já anunciava, há quatro séculos, a revolta idolátrica da anti-Igreja que hoje adora um bizarro bonzo chamado Homem Moderno. POR paradoxo, essa mesma filosofia política que exalta as "soberanias" nacionais, a partir de uma "descoberta do Homem", obscurece a lei natural que pede o concurso e a convergência de todas as nações no bem comum mundial. E A PARTIR dessas considerações cabe a pergunta: será sempre um bem, para a própria nação e para o mundo, a sua independência? A essa pergunta responderemos tranquilamente contra toda a onda desencadeada pelas esquerdas e concentradas no vácuo chamado ONU. A independência, como processo de consciência e afirmação de maioridade, pede toda uma constelação de condições, e só se reduz a um lema de brutal simplificação nos momentos históricos mareados pela estupidificação. PARECE-ME claro que, para a mais bela manifestação da grande aventura humana neste mundo, Deus quer a diferenciação de nações, como quer a variedade de rosas e de pássaros. Nessa variedade, cada grupo nacional terá uma missão, uma vocação, um papel especial, um especial timbre da mesma grande voz. Mas eu creio que há nações que indubitavelmente se constituem para esse testemunho do homem, e para esse louvor de Deus, enquanto outras há que nasceram ao acaso, e ao acaso dos ventos se desfizeram. O frenesi anticolonialista é indubitavelmente uma das muitas asneiras de nosso bravo século; mas o reconhecimento do valor e do papel transcendente das nações autônomas é lema da mais sábia filosofia. NO caso do Brasil parece-me transluminosamente clara a glória de sua independência, e a mim me parece mais clara essa evidência por duas razões principais, uma que está na origem histórica, cujos 150 anos agora festejamos, e outra que está no desenrolar da nossa história, e principalmente na atualíssima proclamação que vale por uma confirmação profunda de nossa verdadeira independência. A PRIMEIRA razão reside na feição singularmente pacífica e continuadora, que deu à nossa maioridade um caráter único no continente. Devo declarar, para desfazer qualquer equívoco, que não pertenço à família espiritual dos que se molestam por esse caráter de continuidade luso-brasileira de nossa independência, e muito menos dos que se entusiasmam com as influências do iluminismo e do revolucionarismo produzidos pelo século XVIIII, que, para meus parentes espirituais, foi o menor dos séculos, a despeito de seus "filósofos", enciclopedistas e revolucionários; ou foi o mais chato dos séculos precisamente por causa desses "filósofos" e de todos os pedantíssimos iluminados. Não me aquece o sangue a ideia de ter sido Pedro I pressionado pelos que daqueles iluminismos se inspiravam; antes o aquece a ideia de descendermos de Nuno Alvares Pereira. É DIGNO de nota o fato de "terem sido nobremente ponderadas e pacíficas as independências dos dois grandes países americanos. Se é verdade que os norte-americanos tinham queixas sérias da metrópole, não é menos verdade que souberam exprimir sua Declararão de Independência nos mais sóbrios e serenos termos: "Quando, no curso dos acontecimentos humanos, sente-se um povo compelido a dissolver os laços políticos que o ligavam a outro povo, e a assumir, entre as várias nações do mundo, uma independente e igualada situação, à qual tem direito pelas leis da natureza e pela lei de Deus, um decente respeito pela opinião de toda a humanidade exige que esse povo declare as causas que o compelem à independência." A INDEPENDÊNCIA do Brasil, por suas razões profundas e a despeito de todas as intrigas com que se tecem as histórias superficiais dos povos, foi a transmissão de um legado, e só merece ser hoje comemorada festivamente se esse legado foi dignamente cumprido. Ora, é aqui que cabe inserir a segunda razão que concorre para nos rejubilarmos especialmente nesta Semana da Pátria de 1972. * * * HOJE o Brasil, graças ao movimento de 64, emancipou-se do mais cruel e estúpido imperialismo: o da ideologia revolucionária que, no mundo inteiro, inebria os "intelectuais" e envenena as fontes de informação. Sim, o que está poluído — como gritou o doutor Thomas Stockmann no "Inimigo do Povo" de Ibsen — não é o ar que respiramos, nem são as fontes d'água que bebemos, é antes a trama de informações e o sistema de comunicações da civilização em agonia. E dentro deste envoltório o Brasil deu ao mundo inteiro uma lição de real independência. Resistindo à mais volumosa e eficiente cadeia de calúnias e pressões, o Brasil de hoje repeliu os adversários de sua vocação e proclamou, ou melhor, confirmou gloriosamente seus cento e cinquenta anos de independência. O Brasil será um baluarte dos valores cristãos, ou não será o Brasil. Rezemos a Deus pedindo que nossos governantes, a tempo e contratempo, e a despeito das dificuldades criadas por alguns bispos e arcebispos, persevere na defesa dos valores humanos e divinos, e corajosamente mantenha e amplie sua independência.

  • Comentários Eleison nº 893

    Por Dom Williamson Número DCCCXCIII (893) – 24 de agosto de 2024 ESCÂNDALO OLÍMPICO Por trás das aparências, nosso mundo zomba de Deus. Mas d’Ele não se zomba. Almas, esperem a vara! Quando se viu na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos realizada recentemente em Paris, na França, uma apresentação blasfema da Última Ceia realizada por Nosso Divino Senhor com Seus Apóstolos na véspera de Sua crucificação, o escândalo foi tal, que todos os tipos de comentaristas disseram e escreveram todos os tipos de coisas verdadeiras em protesto. Graças a Deus! E a cerimônia de encerramento dos jogos foi de natureza ambígua, mas não tão claramente escandalosa. No entanto, que ninguém se surpreenda que o escândalo tenha ocorrido. Em vez disso, deve-se refletir sobre todas as implicações: Paris está cometendo suicídio, e, com Paris, a chamada "civilização ocidental". Não é de surpreender que o escândalo tenha ocorrido, porque é apenas o mais recente de uma série de insultos públicos e cada vez mais graves ao Deus Todo-Poderoso. Eles estão sendo organizados por Seus inimigos para explorar e promover a crescente falta de religião verdadeira por parte de Seus amigos. A apostasia subjacente da cristandade que dá as costas a Cristo remonta pelo menos ao final da Idade Média. Ela explodiu nos tempos modernos com a Revolução Francesa de 1789, centrada em Paris, para lançar a República Maçônica da França como substituta do Rei Católico da França. Por trás do lançamento dos Jogos Olímpicos modernos na década de 1890 estava a Maçonaria, novamente inimiga especial de Deus, para promover o esporte pagão com, por exemplo, cada vez mais mulheres participando com roupas cada vez mais escassas. Na Internet, o "artista" encarregado de projetar a escandalosa cerimônia de abertura em questão justificou-se dizendo que queria comemorar os "valores republicanos" da França. Em outras palavras, ele estava apenas continuando a Revolução Francesa. Alguém ainda não consegue ver que os escândalos pontuais são apenas parte da guerra universal do nosso mundo contra Deus? Em 2024, o pior de tudo é o fato de que as mais altas autoridades do estado francês certamente estavam cientes do escândalo que estava sendo preparado, e devem ter dado sinal verde para que ele fosse adiante. Quanto às autoridades olímpicas, é claro que elas também devem ter dado sua permissão, se não foi sua a ideia original. Mas o que uma zombaria da Última Ceia de Nosso Senhor tem que ver com jogos esportivos? Um grande número de pessoas hoje tem uma ideia tão vaga da importância da religião, que não consegue nem imaginar que ela possa desempenhar um papel tão sério na vida dos homens; mas aqui está ela, conduzindo, no fundo, os esportes e jogos que eles tanto amam. Vamos concluir com duas citações, uma ignóbil, dos “Protocolos dos sábios de Sião”; a outra divinamente nobre, um comentário sobre a Última Ceia nas Escrituras. Aqui está uma passagem do Protocolo nº 13: “...A fim de que as massas não percebam o que estão fazendo, nós as distrairemos  com mais diversões, jogos , passatempos, paixões, casas do povo. Em breve, proporemos pela imprensa concursos de arte, competições de esportes de toda espécie : esses interesses distrairão definitivamente as mentes das questões nas quais teríamos de confrontá-las... ” E da Escritura, Lc. XXII, 15–20, “ Desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco antes de sofrer... Isto é o Meu Corpo, que é dado por vós... Este cálice, que é derramado por vós, é a Nova Aliança em meu Sangue ...” E o comentário: Nesse ponto, Nosso Senhor parece quase desapontado, como se Ele não tivesse mais nada que pudesse dar aos Seus Apóstolos. Kyrie eleison.

  • XXXIII – O Remédios contra a Impureza

    O Remédios contra a Impureza A mortificação dos sentidos S. Paulo disse que quem quer ser de Jesus Cristo, deve crucificar a sua carne com as suas concupiscências: “ Qui Chisti sunt, carnem suam crucifixerunt cum vitiis et concupiscentiis suis ” (Gl 5, 24). E ele o praticava: “Castigo o meu corpo e o reduzo à escravidão (1 Cor 9, 27). É mister pois mortificar os sentidos. I – A mortificação dos sentidos 1 – A mente e o coração Não dar ensejo a pensamentos, imaginações, desejos, afeições impuras. São pecados, quando são desejados, ainda que não haja a prática deles. Jesus chamou os Fariseus de “sepulcros caiados”, justamente porque bons só por fora, e por dentro maus e desonestos. Os pecados íntimos são desastrosos pela frequência e facilidade com que se repetem. Os atos nem sempre se podem praticar, mas os pensamentos se podem multiplicar sempre e em toda parte. Ao demônio basta apenas agarrar as suas presas: faz como o gavião. Este bicho, quando agarra o pássaro, só lhe come o coração: o resto ele larga. Também o demônio: contenta-se em fazer o estrago do espírito e do coração do jovem incauto, pois assim já despojou da graça a alma. Dizia S. Leonardo: “Se a juventude incauta tivesse de vidro a cabeça, de se poder enxergar dentro, quantas diabruras descobrir-se-iam!”. Resistência, pois, ao primeiro assalto. Então é mais fácil vencer o inimigo, quando não se lhe abre a porta do espírito e do coração. Disso nos adverte o Espírito Santo: “Cuidai com toda a vigilância do teu coração, pois dele vem a vida; virá dele, no entanto, a morte, se negligencias o diligente cuidado dele” (Prov 4, 23). 2 – Os olhos Jó disse ter feito um trato com seus olhos, o de nem pensar numa virgem (Jó 31,1). Por que o trato com os olhos? Porque estes são o veículo pela qual se transmite ao pensamento o objeto mau, e à alma o pecado. O demônio às vezes se contenta ao conseguir impressionar apenas o olhar, seguro de fazer presa da alma. Imita certo soldado que, pretendendo ferir o rei Filipe, escreveu na ponta de uma frecha estas palavras: A Filipe num olho”. Depois fez a mira do olho dele, e naquele ponto conseguiu enfiar a frecha. Quantos são tidos em mira pelo demônio desse modo! Deve-se imitar os pássaros, cujo exemplo nos oferece o Espírito Santo: “Em vão se arma a rede ante os olhos dos pássaros” (Prov 1,17). Vendo-a, eles fogem e escapam da morte. São Pedro Damião conta de si mesmo, que na mocidade, estudando em Parma, teve de ver, por necessidade e contra a sua vontade, certa pessoa sedutora; e embora lhe houvesse oposto vigorosa resistência, a impressão foi tão forte e persistente, que lhe causou violentas tentações que o perseguiram até no deserto onde se havia retirado. Davi e os dois velhotes que tentaram seduzir Susana deveram apenas a olhares ilícitos a sua fatal queda. 3 – A língua “As más conversas corrompem os bons costumes, diz S. Paulo (1 Cor 15, 33). Que ninguém jamais se permita dizer palavras obscenas ou indecentes, as quais fomentariam as paixões. Disse-o até um filósofo gentio (Aristóteles): Da licença das palavras torpes decorrem afinal os atos torpes (Arist., 7 Pol.). 4 – O ouvido Também pela porta dos ouvidos pode o ladrão infernal entrar na alma e depredá-la. Por isso nos inculca o Espírito Santo: “Põe cercas de espinhos em tuas orelhas, para não escutar a má língua “Eclo 28, 28). A quem ousar falar-vos de modo impróprio, podeis responder com as palavras do Evangelho: “Vós tendes por pai o diabo” (Jo 8, 44). S. Estanislau Kostka era filho de um rico senador da Polônia. Desde a tenra idade conheceu que a pureza do coração é uma flor delicadíssima que ao menor vento murcha. Por isso, quando o pai dava banquetes a príncipes, generais e senadores que lhe frequentavam a casa, se Estanislau (ainda com 5 ou 6 anos de idade) às vezes ouvia alguma conversa imoral, corava, depois ficava pálido e desmaiava. De sorte que o pai era obrigado a dizer aos convidados antes do banquete: “Evitai certas conversas; então o meu pobre pequeno olha para o céu e rola pelo chão sob a mesa”. 5 – A gula Evitar a intemperança. O uso imoderado do vinho e de outras bebidas alcóolicas excita e fomenta os apetites sensuais. Diz São Paulo: “Não vos inebrieis com vinho, em que há luxúria” (Ef 5,18). E Orígenes assevera que a sobriedade é a mãe de todas as virtudes. As antigas mulheres romanas deram exemplo de pudicícia por sua sobriedade. “Das romanas à antiga singeleza Água bastava” (Purg. XXII, 145-146) A temperança, de fato, reprime a carne e mantém-na submissa ao espírito, habilita o homem para o estudo, conserva a mente serena e abre a porta às virtudes. S. Hilarião , perseguido por pensamento contrários à bela virtude, resistia energicamente, batendo no pito com uma pedra e dizendo a seu corpo: “Asno insolente, farei realmente com que não recalcitres: dar-te-ei palha em vez de cevada, varadas em vez de carícias”. Assim passava alguns dias comendo só ervas grestes; e entrementes estava salva a virtude dos Anjos. 6 – O tato Lembremos aqui as palavras do Espírito Santo: “Quem subirá à montanha do Senhor? Aquele que tem as mãos limpas e o coração puro” (Sl 23, 3-4). De todos os sentidos, é o tato o mais material e o mais daninho; é o que, se não é mortificado, faz degenerar o homem de sua nobreza, porque é instrumento para todas as deleitações sensuais. A esse terrível inimigo é preciso combater com violência, e não se lhe deve conceder nada, advertindo-os o Espírito Santo de que “quem desde a puerícia tratar o próprio corpo (destinado a ser servo da alma) com excessiva condescendência e delicadeza, tê-lo-á rebelde, e acabará afinal, por ser dominado por ele. Souberam-no os antigos romanos antes de se degenerarem. A vida austera e sóbria, o suar nos campos, o exercitar-se nas armas, o tratar com aspereza o próprio corpo: eis o que os fez continentes, elevando-os à verdadeira grandeza. Souberam-no os filósofos antigos, embora pagãos. (Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos , G. Montarino, Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)

  • Comentários Eleison nº 892

    Por Dom Williamson Número DCCCXCII (892) – 17 de agosto de 2024 COM A PALAVRA, DOM TOMÁS Este verdadeiro discípulo não se comprometeu, E, ao seu Mestre, continua a mostrar-se fiel e sábio. Dom Tomás de Aquino, Prior do Mosteiro Beneditino da “Resistência”, situado nas montanhas que ficam dentre o Estado do Rio de Janeiro, no Brasil, não costuma fazer declarações públicas; mas a que fez no final do mês passado sobre “Dom Viganò, Dom Lefebvre e o sedevacantismo” nos faz desejar que ele manifestasse suas posições em público com mais frequência. Naqueles anos cruciais das décadas de 1970 e 1980, o Padre Tomás de Aquino não chegou a ser um seminarista diretamente subordinado ao Arcebispo Lefebvre dentro de sua Fraternidade Sacerdotal São Pio X, mas sua mentalidade estava mais próxima da do Arcebispo do que a de muitos dos próprios seminaristas deste, e o Padre Tomás de Aquino poderia, já naquela época, ter sido considerado como homem de confiança do Arcebispo. A sua fidelidade ao modo de pensar do Arcebispo fica patente no recente artigo de Dom Tomás que se segue em sua versão integral. Dom Viganò se comportou como um verdadeiro herói a partir do momento em que compreendeu ou começou a compreender a decomposição moral e doutrinal da Igreja conciliar. Infelizmente, ele parece inclinar-se para a posição sedevacantista. O tempo dirá melhor qual é a sua verdadeira posição.   Quanto a Dom Lefebvre, ele já iniciara este combate contra a Igreja conciliar em circunstâncias mais decisivas do que as de hoje. Ele havia ganhado a confiança dos fiéis no mundo inteiro, por causa da solidez de sua formação e da superioridade de sua prudência. Sua prudência o fez evitar ao mesmo tempo os ralliements das comunidades Ecclesia Dei e o erro do sedevacantismo. Com precisão, ele mostrou como Dom Gérard e outros suicidavam suas obras, ao se colocarem sob a autoridades dos modernistas, e como os sedevacantistas, por sua vez, punham-se numa posição tão incerta quanto perigosa, afirmando mais do que os ensinamentos da Igreja permitem afirmar.   Alguns pensam que Dom Lefebvre hoje seria sedevacantista. Não creio que seja assim. Creio mesmo o contrário. Creio que os argumentos que ele deu durante sua vida guardam sua força e atualidade nos dias de hoje. Seus argumentos são simples. Como fica a Igreja se os papas de João XXIII até Francisco não são papas? Os cardeais nomeados por eles não são cardeais? Quem elegerá então o papa? Como se poderá ter, novamente, um papa? Isto parece pôr em perigo a existência mesma da Igreja. O melhor é esperar pela sentença que a Igreja dará um dia, definindo e resolvendo esta questão.   Diante da divergência de ideias e de procedimentos dentro da Tradição, não vejo senão uma conduta sensata a seguir: guardar e transmitir o que recebemos de Dom Lefebvre tanto do ponto de vista doutrinal como do ponto de vista prudencial. Mas muitos dirão: a prudência leva em conta a mudança de situação entre o estado da crise no tempo de Dom Lefebvre e agora. Sim, há algumas mudanças, mas elas não são essenciais. A essência da crise permanece a  mesma.   Como na crise ariana, que durou cerca de 60 anos, esta crise se prolonga sem que os pontos essenciais mudem. É por isso que o exemplo de Dom Lefebvre permanece atual.   Que Nossa Senhora, que venceu todas as heresias, nos obtenha a graça de vencer os ataques do demônio e dos modernistas. +Tomás de Aquino, O.S.B. Eis a sabedoria católica do Arcebispo Lefebvre, reafirmada para os nossos tempos, mais fecunda para a Igreja quando se a julga pelos seus frutos, de não desviar-se para a direita ou para a esquerda, como o Senhor Deus comandou Josué quando sucedeu a Moisés como líder dos israelitas (Josué 1, 7). A Verdade é a medida desta posição central, e não onde a direita ou a esquerda possam encontrar-se, porque a Verdade é de Deus. Kyrie eleison.

  • Quando o sal da Terra se degrada

    Por Gustavo Corção, publicado n’O Globo em 14 de setembro de 1972 A SINISTRA façanha dos terroristas árabes nas Olimpíadas de Munique terminou — diz-nos o jornal — num verdadeiro banho de sangue. Confesso que não gostei da metáfora do colega, mas compreendo, compreendo o désarroi ou a consciência boquiaberta do jornalista que já não tem o que dizer nem como manifestar seu estupor, se acaso o sente. No mesmo jornal cintilava ou lampejava —com fotografias e manchetes — a notícia do sequestro do presidente da Philips da Argentina. Mas não é por isso que não gostei da metáfora "banho de sangue". A razão é translúcida, porque a palavra "banho" dá ideia de purificação e de limpeza. Ora, o sentimento que me vem de tudo o que aconteceu, tudo o que se fez e se disse em torno dessa repetição de hediondos crimes comuns disfarçados em "crimes políticos" ou até enfeitados com a denominação de "violência revolucionária", se concentra e se reduz a uma fétida porcaria que parece constituir uma espécie de camada atmosférica que chamaríamos de escatosfera. Meu sentimento dominante é o de uma enorme náusea, que nada tem a ver com a náusea de Sartre, a não ser para incluí-los, ela e ele, como objetos da minha. CREIO que o Papa externou sentimento parecido com o meu, mas expresso em termos mais moderados como convém às tiaras. Não tendo eu encargo ou cargo além da cruz que meu bom Deus carpinteiro à minha pobre vida afeiçoou, posso expandir-me aos gritos. "Já me desenganei que de queixar-me Não me alcança remédio; mas quem pena Forçado lhe é gritar, se a dor é grande. Gritarei..." * * * GRITAREI para lembrar que todas essas coisas, contra as quais gritamos, formam um sistema. Torno a lembrar aqui a observação de um personagem de Shakespeare a respeito da propalada loucura de Hamlet. Sim, loucura também de nosso tempo, mas, "There's method in his madness." E O MÉTODO está nas esferas (que nome lhes darei?) que falam de violências e não violências e que, com esta bela e vulcânica palavra, pretendem encobrir aquela universalizante substância que entra pelos olhos, e sobretudo pelos narizes, mas ainda não pode ser impressa num ordeiro jornal. Sim, " there's method ", isto é, há um sistema inspirador dessa inundação de "escatos", como creio que se diz em grego. E o método reside precisamente na deterioração geral do sal da Terra . E AQUI neste ponto, se eu mencionar Dom Hélder, que tornou público o seu apreço por sequestros, assassínios de reféns, e por todo o "escatos" de que parece lambuzado o planeta, receio que algum leitor me julgue maníaco ou rancoroso. Nem uma coisa nem outra. Sou apenas um pobre homem normal, entrado em anos que já estou a dever à cova, como lá se diz nas terrinhas de Portugal. Sim, um pobre old man que não fez votos de estupidez, hipocrisias ou esquecimento, com os quais constituir-se-ão as novíssimas ordens religiosas, e por isto me lembro da entrevista concedida à revista Express (e certamente desmentida nos confessionários) em que Dom Hélder proclama sua admiração pelos sequestradores, só lamentando que o dinheiro obtido fosse pouco para a compra de armas. E, lembrando-me, julgo-me no dever profissional de relembrar. * * * LIA ONTEM, por acaso, num livro de apologética, uma longa citação tirada de Taine, Hypolyte Taine, historiador, ensaísta, filósofo e acadêmico que cem anos atrás pontificou sobre todas as coisas. Ouçamos o fantasma que nos dirá coisas sensatas com certo cheiro de guardado, e nesta irreverência o leitor verá que sou mais trapezoidal do que quadrado. Vamos ao Taine: "O cristianismo — dizia o historiador — é o órgão espiritual, o grande par de asas com as quais o homem se ergue acima de si mesmo, de sua vida arrastada e de seus apertados horizontes, e sendo conduzido através da paciência e da resignação até a serenidade, consegue ultrapassar a temperança, a pureza e a bondade, até chegar ao dom de si mesmo e ao sacrifício." E mais adiante o historiador acrescenta: "Sempre e em toda parte, há mais de dezoito séculos, desde que desfaleçam ou se atrofiem essas asas, os costumes públicos e privados se degradam (...) e a sociedade se transforma num prostíbulo ou num covil de assassinos." ISTO que já foi dito em todos os tons por todos os homens de bem, e que Nosso Senhor Jesus Cristo resumiu nesta fórmula: "Sois o sal da Terra", é uma experiência palpável e mal cheirosa em nossos tempos. Não há portanto nenhum rancor, nenhuma monomania na evocação das causas profundas, quando os efeitos são tão gritantes; e as causas profundas de todos os desconcertos do mundo são religiosas, e se prendem à degradação do sal da Terra. * * * NÃO é descabido lembrar, na Semana da Pátria em que escrevo este artigo, o papel que o Brasil tem representado no pavoroso desconcerto que nos deixa estupefatos e que, entre outros fenômenos, produz a aberração ocorrida nas Olimpíadas, e a aberração mais grave ocorrida nos meios eclesiásticos. Eu me glorio de ser habitante do singular e único país do mundo que soube dizer não ao Sistema , ou ao "method of the world's madness". E já que o atual Governo teve contra si calúnias do mundo inteiro convém lembrar e convém gloriarmo-nos no fato consolador de ser este o mais popular Governo que já tivemos. E é com prazer que registramos a notícia recentemente publicada no O Estado de São Paulo : O MAF APOIA O PRESIDENTE: "O Movimento de Arregimentação Feminina, MAF, enviou telegrama ao Presidente da República manifestando irrestrito apoio a todos os atos com que honra o seu mandato ." DIZ o telegrama, subscrito pela presidente da entidade, D. Maria Mesquita da Mota e Silva: "O MAF, que congrega inúmeras mulheres de São Paulo, no momento que passa, vem apresentar V. Exª irrestrito apoio a todas as suas atitudes como todos os atos com que honra o seu mandato, que defende e engrandece o Brasil." EU ACRESCENTARIA: "Porque, assim fazendo, opõe uma barreira à onda de [...] que ameaça o cristianismo e a civilização."

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