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- Comentários Eleison nº 765
Por Dom Williamson Número DCCLXV (765) – 12 de março de 2022 ORIENTAÇÃO VOCACIONAL? Para servir a Deus nunca podemos ser tão pobres, Sua ajuda está sempre "mais perto do que a porta". Mesmo nos tempos de hoje os jovens podem sentir que têm uma vocação religiosa, e então vir a procurar os mais velhos para pedir-lhes conselhos. Mas a Madre Igreja passa atualmente por um momento de grande aflição, e por isso não é fácil aconselhá-los. As palavras que se seguem podem parecer bastante negativas, mas é uma dessas tentativas. Caros jovens, É nobre o seu desejo de servir a Deus, mas na crise atual da Igreja, não se surpreendam ou se decepcionem demais se encontrarem obstáculos especiais em seu caminho. Desde a década de 1960, quando os clérigos do Vaticano II deliberadamente separaram a Autoridade de Nosso Senhor da Verdade de Nosso Senhor, todos os católicos foram forçados a escolher entre aderir à Sua Autoridade às custas de Sua Verdade, ou apegar-se à Sua Verdade às custas de ter de desobedecer ao que parece ser a Sua Autoridade. Agora vocês mesmos, Deus os abençoe, estão perseguindo uma vocação no movimento da Tradição Católica, ou seja, estão apegando-se mais à Verdade imutável do que à Autoridade aparente, mas isso significa que correm o risco de não ter acima de vocês um representante claro da própria Autoridade de Deus. Isso significa que vocês vão entrar em contato com vários servidores da Tradição Católica envolvidos em batalhas amargas e mais ou menos escandalosas entre eles mesmos, porque já não existe acima de ambas as partes aquela Autoridade à qual poderiam recorrer para resolver sua disputa. Fosse sua disputa pessoal, ou, mais importante, doutrinária, de qualquer forma havia antes uma Autoridade hierárquica capaz de pronunciar-se sobre sua diferença, e de impor, se necessário fosse, um acordo. A falta de tal Autoridade é o preço que os tradicionalistas católicos pagam, por assim dizer, por apegar-se à imutável Verdade Católica. E este é um estado da Igreja que deve durar pelo menos até que Deus intervenha, como certamente o fará, para colocar o Papa novamente de pé, para restaurar a Autoridade e voltar a unir a Autoridade Católica e a Verdade Católica. Então, o que tudo isso significa para vocês? Continuem a perseguir sua vocação, não desistam ainda da busca, mas renunciem de antemão se isso revelar-se um luxo inalcançável. A Igreja está agora mesmo marchando no deserto com rações de ferro. A humanidade já não tem o direito, como antes, a uma abundância de bons Superiores que saibam reunir e manter uma comunidade religiosa. Deus pode muito bem fazer tais Superiores dos despojos humanos, mas Ele não estará disposto a fazer isso se nosso último estado for pior do que o nosso primeiro – ai! Todos nós, hoje em dia, somos seres mais ou menos desintegrados, frutos de séculos de liberalismo. Como fazer uma comunidade integral de membros desintegrados? E sob um Papa desintegrado? Humanamente, é uma tarefa muito difícil! Portanto, tenham uma confiança ilimitada no Deus ao qual desejam servir, no Sagrado Coração de Jesus, mas nunca se deixem decepcionar pelos homens, e nunca se surpreendam se Ele escrever no cheque em branco, que vocês devem estar-Lhe dando, algo diferente do que esperavam. Na medida do possível, evitem criticar os clérigos que se encontram em dificuldades em uma Igreja que, com efeito, carece de líderes. Pelo contrário, tenham uma grande compaixão por todas as vítimas do ímpio século XXI, sejam clérigos ou leigos, porque nunca antes o mundo foi a tal ponto um "vale de lágrimas". Sigam a Providência, porque Deus pode ter previsto para vocês uma casa religiosa onde possam realizar a vocação que Ele lhes tenha inspirado. Só o Céu sabe como nosso mundo precisa de suas orações e de sua devoção ao Deus que ele mesmo despreza! Portanto, tenham coragem, rezem o Santo Rosário todos os dias, cinco Mistérios pelo menos, mas, de preferência, se possível, quinze, e Nossa Senhora cuidará de vocês e os conduzirá, por algum caminho, ao Seu divino Filho. Kyrie Eleison.
- Comentários Eleison nº 764
Por Dom Williamson Número DCCLXIV (764) – 5 de março de 2022 FEDERAL RESERVE Devemos escolher entre Mamon e Deus, disse Jesus. Os banqueiros escolhem Mamon. Então, têm de perder a Deus. “Conheça o seu inimigo”, diz o velho ditado. Com efeito, de que outra forma se pode ganhar uma guerra? Ora, gostem disso ou não, os católicos estão na linha de frente da guerra implacável entre Deus e o Diabo pela salvação ou condenação eterna das almas imortais. Mas, nessa guerra, o dinheiro é um instrumento primordial do Diabo para a sedução e a corrupção dos homens. Que os católicos se beneficiem com esta breve história do banco central dos EUA até 1913: “L’emprise de l’oligarchie bancaire sur les USA” de J.P. le Perlier (jeune-nation.com). A Guerra da Independência Americana não aconteceu por causa de impostos sobre o chá. Foi uma guerra de independência contra os banqueiros apátridas que governavam em Londres, e pretendiam dominar e resgatar a colônia americana da mesma maneira. Assim, os banqueiros fizeram o parlamento inglês aprovar uma lei obrigando os colonos a substituir seu dinheiro emitido livremente por empréstimos dos bancos a juros. “Em um ano”, disse Benjamin Franklin, “a era da prosperidade foi substituída por uma depressão tão grande que as ruas da colônia se encheram de desempregados”. Isso levou à Declaração de Independência em 1776, e à guerra resultante dela. O primeiro cuidado dos legisladores americanos foi escrever em sua Constituição que “o Congresso se reserva o direito de criar a moeda e regular seu valor”. No entanto, os banqueiros não se deram por vencidos, e, em 1791, conseguiram que o Congresso criasse um banco central no modelo inglês por uma base provisória de 20 anos. O presidente James Madison recusou a renovação deste banco central em 1811, mas ela foi novamente imposta durante vinte anos a partir de 1816. Em 1837, a renovação foi recusada pelo presidente Andrew Jackson, que era tão hostil quanto seus predecessores ao controle das finanças internacionais sobre os Estados Unidos. Quase meio século mais tarde, Abraham Lincoln foi mais longe ao criar uma moeda nacional, a “greenback [notas de verso verde]”, fora do controle da oligarquia bancária. Reeleito em 1864, Lincoln deixou claro que seu primeiro objetivo após a Guerra Civil seria acabar com a influência da oligarquia financeira nos EUA. A guerra terminou em 9 de abril de 1865. Lincoln foi assassinado em 14 de abril. Andrew Johnson, o sucessor de Lincoln, emitiu diretivas para remover as “greenbacks” de circulação, e isso foi feito em poucos anos. O movimento subsequente para a banca centralizada foi feito de forma muito gradual e com dissimulação. Evitou-se o nome “Banco Central”, e o “Federal Reserve” Act [Lei da Reserva Federal] foi aprovado em 1913. Charles A. Lindbergh declarou: “O pior crime legislativo de todos os tempos é perpetrado por esta lei: quando o presidente assinar esta lei, legalizar-se-á o governo invisível do Poder Monetário”. No entanto, a Guerra da Independência tinha como objetivo libertar os EUA da oligarquia financeira que se impôs na Inglaterra. Agora, 137 anos de intrigas finalmente permitiram que os banqueiros londrinos restabelecessem seu domínio sobre a ex-colônia americana. Com a criação do Federal Reserve, 1913 foi o ano da sujeição definitiva dos americanos aos ditames financeiros contra os quais se rebelaram em 1776. Assim como Lincoln um século antes dele, o presidente John F. Kennedy assumiu o risco de opor-se ao mesmo poder financeiro ao ordenar a emissão de uma moeda garantida pelos EUA, sem passar pelo Federal Reserve. A ordem foi datada de 4 de junho de 1963. Seis meses depois, Kennedy foi assassinado. O que Lincoln e Kennedy têm em comum? Em ambos os casos, seus sucessores interromperam imediatamente a emissão de dinheiro pelo Tesouro e restituíram esse privilégio à oligarquia financeira. Kyrie Eleison.
- Comentários Eleison nº 763
Por Dom Williamson Número DCCLXIII (763) – 26 de fevereiro de 2022 PANORAMA DOS VILÕES Pobres planejadores de um mundo "grande" e sem Deus, Nas profundezas do Inferno eles serão lançados! Um confrade no sacerdócio escreveu outra síntese valiosa de todo o caso corona ou covid, para ajudar as almas a ver claramente do que se trata realmente, em contraposição ao que os mentirosos do passado, do presente e do futuro nos dizem que se trata. Ele explica como o orgulho insano de um pequeno grupo de homens está querendo construir “A Torre Definitiva de Babel”, para deixar Deus de fora e ocupar Seu lugar, de uma vez por todas. O propósito deles é, assim, triplo: dizimar a humanidade; criar uma Nova Ordem Mundial global; e criar um tipo completamente novo de homem, que será controlado por uma elite satânica: eles mesmos. De fato, eles vêm trabalhando nesse projeto por séculos a fio, mas o avanço final de algo tão novo requeriria uma “pandemia” mundial para que fosse introduzido – daí o “coronavírus”, de Wuhan, na China. Mas as baixas estatísticas de mortes pelo corona desmentiram a "pandemia", como já vinha sendo evidenciado, em primeiro lugar, pela estrita censura universal de qualquer história contrária nos meios de comunicação oficiais do mundo, uma censura que só poderia provir de um centro de poder altamente eficiente e extremamente poderoso; e, em segundo lugar, pelos políticos servis do mundo, dispostos a impor ao público qualquer farsa ordenada por seus mestres ocultos, por exemplo, no presente caso, a proposição ridícula de que a única resposta à "pandemia" é sua "vacina" ou injeção. Devemos deter-nos por um momento na “vacina” diabólica vinda dessa elite de satanistas. É um produto inacabado, intrinsecamente dependente dos múltiplos abortos da indústria "médica" do feto, que funciona pela manipulação de genes humanos, esterilizando mulheres, carregado de nanopartículas metálicas para trabalhar na mistura de seres humanos com máquinas, aquele "transumanismo" amado por gente como Karl Schwab com o fim de criar um tipo completamente novo de ser humano, que já não seja criado por Deus. Essa espécie de batismo satânico, destinado a toda a humanidade, é absolutamente inaceitável para os católicos. Voltemos ao triplo objetivo dos globalistas com suas chamadas "pandemia" e "vacina". Em primeiro lugar, sobre dizimar a população mundial, como se comemora nas monumentais Pedras Guias da Geórgia erigidas em 1980 nas proximidades de Atlanta, nos EUA, a primeira diretriz diz: “Manter a população mundial abaixo de quinhentos milhões”, ou seja, bem abaixo de seus atuais oito bilhões, porque o número muito reduzido de seres transumanizados será muito mais fácil, para a pequena elite da NOM, de controlar como seus escravos. As mortes devem aumentar constantemente à medida que as repetidas "vacinas" e os reforços minem constantemente os sistemas imunológicos dos homens. Em segundo lugar, como os restos em ruínas da antiga Ordem Mundial Romana estão sendo empurrados para a parede por um colapso financeiro deliberado e uma Terceira Guerra Mundial planejada, suas ruínas tornarão possível a construção de uma totalmente Nova Ordem Mundial. E como a cristandade supostamente terá falhado, os homens se voltarão para um prolongamento anticristão de seu materialismo ateu, a saber, o comunismo, segundo o modelo chinês, com a "liberdade" sendo substituída pela supervisão e pelo controle total da população, por meio de "chips" injetados. E, em terceiro lugar, pela bem sucedida fusão do homem com a máquina através de implantes no cérebro e no corpo, consistentemente pesquisados em vários países desde o final da Segunda Guerra Mundial, a evolução humana dará um grande passo adiante, e o Novo Homem nascerá "limpo dos erros e das omissões do homem (tal como ele é)”, como disse Schwab. Esta é a última versão da glória do homem em substituição a Deus – a Torre Definitiva de Babel. Então, esse programa satânico está destinado a ter sucesso? Não há nada que possamos fazer? Pelo contrário! diz o nosso confrade. Em primeiro lugar, ninguém pode arrancar-nos, contra a nossa vontade, a nossa fé nem a graça de Deus. Em segundo lugar, precisamos de uma grande confiança em Deus. Ele nos pode pôr à prova, como o fez a Jó, mas se passarmos na prova, grande será a recompensa. E, em terceiro lugar, nenhuma Torre de Babel teve êxito em toda a história humana. Deus é Deus. Não nos deixemos intimidar! Kyrie Eleison.
- Mudança de quê?, por Gustavo Corção
Publicado por Gustavo Corção n’O Globo em 15-09-1973 TODOS os dias esbarramos com algum espetáculo ou alguma novidade aberrante que nos induz instantaneamente este pensamento: estamos diante de mais uma transformação, de mais uma mutação, de mais uma transvalorização. E sentimos que é insuficiente a noção de menor ou maior mudança nos costumes e no estilo de vida que tantas vezes a história já registrou. O desafio que diariamente recebemos dos quadros inopinados, que os jornais estampam e as revistas ilustram, nos leva a pensar em mudanças mais profundas. Há muitos espectadores que se entusiasmam com aquilo que não sabemos se é comédia ou tragédia, e compenetradamente murmuram: evolução! Parece que houve uma mutação no homem, como as que se observam nas moscas drosófilas. Mudou o homem! E o bastardo, o filho da mutação, bate palmas, passa adiante a notícia, e alegra-se com as perspectivas de novas mutações. O termo faz sucesso e se integra festivamente no léxico da hierarquia católica que já admite a ideia de haver mudado a essência do homem. Em várias línguas já li o termo em cartas pastorais e em alocuções de bispos. E logo, admitida essa ideia, impõem-se todos os corolários que querem negar a estabilidade das verdades da Fé. * * * NÓS podemos admitir que grande parte da humanidade tenha mudado o modo de pensar e o jeito de querer, que tenha cambiado os objetos de sua admiração e de seus desejos. Podemos facilmente admitir que a maior parte da humanidade esteja entusiasmada com a ideia de se haver transformado em burro o homem da Europa e em onagro o habitante da América Latina. Mas, ainda que esse entusiasmo seja proclamado nos dois hemisférios, sabemos com inalterável e dolorida convicção que o homem permanece o mesmo animal-pensante, embora hoje pense mais no animal do que no prodígio de ser pensante. MAS esse divórcio entre o que o homem é e o que ele pensa e proclama que passou a ser não é matéria irrelevante. O homem é, por sua trágica condição, um ser constantemente levado a se enganar sobre si mesmo, e a se amar a si mesmo na cômica perspectiva desse engano. NUMA questão de fundamental importância, na Suma Teológica, Santo Tomás analisa o perverso amor com que a si mesmos se amam os pervertidos. E conclui: "Os homens bons estimam como principal a natureza racional, o HOMEM INTERIOR, e por isso se prezam verdadeiramente pelo que são. Os transviados, ao contrário, pensam que é principal no homem a natureza sensível, o HOMEM EXTERIOR, E É POR ISSO QUE, NÃO SE CONHECENDO RETAMENTE, ELES NÃO SE PREZAM VERDADEIRAMENTE, MAS PREZAM AQUILO QUE JULGAM SER." PERMITA-ME o leitor aqui o gosto de escrever no original esta lapidar definição do humanismo transviado: "UNDE NON RECTE COGNOSCENTES SEIPSOS NON VERE DILIGUNT SEIPSOS, SED DILIGUNT ILLUD QUOD SEIPSOS ESSE REPUTANT" (IIª IIIª Qu, 25, a. 7). ESSA é a tragédia de nosso tempo: o novo humanismo é um humanismo de equivocados que, não sabendo retamente o que são, não se prezam verdadeiramente, mas prezam aquilo que pensam que são, isto é, o burro ou o onagro dos dois hemisférios. ESCREVI um livro, Dois Amores Duas Cidades (AGIR), sobre esse equívoco fundamental de nosso tempo. E agora, diante das consequências aberrantes da transformação de mentalidade começada nos tempos da Renascença e da Reforma, vemos em cada caso mais ou menos monstruoso o mesmo fundamental equívoco: "unde non recte cognoscentes seipsos...". O QUE mais choca o pensamento católico neste turbilhão de disparates é a alegria com que os chamados "progressistas" ou "modernistas" anunciam a própria mutação. Esse evolucionismo, que está errado em todos os níveis do conhecimento, onde pretende que a própria matéria é por si mesma capaz de passar da potência ao ato, em níveis ontológicos cada vez mais perfeitos, é especialmente repugnante no humanismo e revoltante no cristianismo. Porque, se tal evolucionismo for levado às últimas consequências, teremos na Santa Humanidade de Cristo, sentado à direita do Pai, apenas um esboço, um feto, e não o excelente MODELO do homem. OS TOLOS que falam levianamente em mutação e pensam alegremente que mudou neste século, depois do Concílio, a própria essência do homem, não sabem que estão festejando a própria degradação se a mutação foi descendente; ou estão festejando a obsolescência de Cristo-Homem, se a mutação foi ascendente. Em qualquer hipótese perde-se o humanismo e o cristianismo. E É CONTRA essa "mudança" absurda mas suposta e festejada que devemos lutar. Se queremos defender os valores da Fé, e da Civilização. Lutamos por um ideal mais alto do que todos os demais legítimos ideais, e pelejamos contra o pior inimigo que já se atravessou no caminho do homem em toda a sua história. Queremos progredir nas virtudes e nas ciências, mas não nesse descarrilamento que nos leva à ridícula situação descrita por Santo Tomás: "Não sabendo retamente o que são, não podem verdadeiramente se prezar, porque se prezam por aquilo que não são." ESSE é o humanismo, o altruísmo tão abundantemente pregado nos meios católicos que apregoam uma valorização do homem alçançada com o esquecimento de Deus. Temos diante de nós um panorama sombrio: uma nova humanidade enche o planeta com o alarde de um falso humanismo que não poderá jamais amar com verdadeiro amor. Da mentira universal do homem sobre si mesmo e sobre Deus só pode nascer a universal inimizade. E não penso aqui numa violenta guerra de extermínio: ao contrário, e com maior horror, penso numa pacífica inimizade feita de infinitas mesquinharias policiadas e mantidas em níveis de decretadas mediocridades.
- Comentários Eleison nº 762
Por Dom Williamson Número DCCLXII (762) – 19 de fevereiro de 2022 PROTOCOLO INTERESSANTE Senhor Deus, por favor, fazei-nos entender retamente, A covid vem por meio dos homens, mas da Vossa própria Mão! Os Protocolos dos Sábios de Sião é um livro que merece ser mais conhecido antes que a posse de um exemplar volte a ser, sob um regime comunista, uma ofensa capital. Isso se deve ao fato de que ele é um esquema do mundo moderno, e se alguém se pergunta como o mundo moderno veio a ser o que é, o livro fornece uma série de respostas, por mais estranhas que essas respostas possam parecer à primeira vista. Estes “Comentários” apresentaram anteriormente (5 de dezembro de 2020) um resumo útil de todos os 24 Protocolos. Na semana passada, eles se referiram ao final do Protocolo nº 10 como estando muito possivelmente relacionado ao contrassenso da covid, a “escandemia”. Eis o final do décimo Protocolo: “...Mediante tais medidas obteremos o poder de destruir pouco a pouco, passo a passo, tudo o que desde o início, quando abordamos nossos direitos, nos vemos obrigados a introduzir nas Constituições dos Estados para preparar a transição para uma abolição imperceptível de todo tipo de Constituição, e então chega o momento de transformar todas as formas de governo em nosso despotismo. “O reconhecimento de nosso déspota também poderá vir antes da destruição da Constituição; o momento deste reconhecimento chegará quando os povos, completamente cansados das irregularidades e incompetências – algo que providenciaremos – de seus governantes, clamarem: ‘Fora com eles e nos deem um rei sobre toda a terra que nos una e aniquile as causas das discórdias – fronteiras, nacionalidades, religiões, dívidas do Estado –, que nos dê a paz e a tranquilidade que não podemos encontrar sob nossos próprios governantes e representantes’. “Mas vós mesmos (dirigindo-se aos Sábios de Sião em sua reunião) sabeis perfeitamente que para produzir a possibilidade da expressão de tais desejos por parte de todas as nações, é indispensável perturbar em todos os países as relações dos povos com seus governos de modo que extenue totalmente a humanidade com dissensões, ódios, lutas, invejas, e até mesmo com o uso da tortura, com a fome, com a inoculação de doenças, com a pobreza, de maneira que os GOYIM (gentios) não vejam outra saída senão refugiar-se em nossa completa soberania no dinheiro e em tudo o mais. Mas se dermos às nações do mundo um espaço para respirar, o momento que ansiamos dificilmente chegará” (Fim do Protocolo nº 10.). Para qualquer recém-chegado aos Protocolos, pode ser necessário ler estes quatro parágrafos algumas vezes para captar a mensagem essencial, mas vale a pena perceber quem são os cérebros e a força motriz por trás da “escandemia” ou “plandemia” ou “contrassenso-covid” ou como quer que se queira chamá-la. O último de seus verdadeiros horrores que deverá vir à tona são os longos coágulos de sangue sem precedentes que agora estão sendo retirados das veias dos cadáveres dos “vacinados” por embalsamadores que esvaziam esses vasos para preparar os cadáveres para o enterro. No entanto, o Protocolo nº 10 pode sugerir que, para aqueles que o planejaram, quanto mais horrores a covid provocar, mais bem preparados os GOYIM estarão para clamar por sua própria dominação completa pelos... Sábios de Sião. Os próprios Sábios sempre contestaram amargamente a autenticidade dos Protocolos, alegando que seriam uma compilação parcial de séculos anteriores ou uma completa falsificação. Mas, como disse Henry Ford, o famoso fabricante de automóveis americano: “Se você quer saber se os Protocolos são autênticos, olhe ao seu redor”. De fato, todo o mundo moderno corresponde ao plano dos Sábios nos Protocolos. Em 1899, o Papa Leão XIII escreveu a Oração da Consagração do Mundo ao Sagrado Coração, que incluía as seguintes linhas, hoje frequentemente omitidas por medo dos Sábios. Rezemo-la, contra a covid. “Olhai, finalmente, com olhos de piedade para os filhos daquela raça, que foi por tanto tempo Vosso povo eleito; e que o Vosso Sangue, que uma vez foi invocado sobre eles em vingança, desça agora também sobre eles em uma torrente purificadora de redenção e vida eterna”. Kyrie Eleison.
- Communiqué à nos bienfaiteurs en Europe
+ PAX Communiqué à nos bienfaiteurs en Europe Chers amis et bienfaiteurs; La Banque BNP Paribas vient de nous a communiqué sa décision de clôturer notre compte en France, sans nous dire le motif. Notre monastère n'a donc plus de compte bancaire en France. Alors, nous vous prions de ne plus utiliser nos coordonnées chez BNP Paribas pour nous faire des dons. Nous essayons de trouver une banque qui soit disposée à nous ouvrir un autre compte, mais ce n'est pas facile, puisque nous sommes une personne morale domiciliée en dehors de l'Europe. S'il y a quelqu'un dentre vous qui connaissent éventuellement une solution, voir ami banquier disposé à nous aider à ouvrir un autre compte pour notre monastère, nous vous en remercions de tout notre coeur. Provisoirement, pour nous envoyer des dons en Europe, veuillez utiliser Paypal ( Doar paypal.com ) ou bien nous écrire par courriel pour essayer de trouver un autre moyen. Que le bon Dieu vous bénisse. In Corde Mariae R. Müller Secrétaire de Mgr Thomas d'Aquin U.I.O.G.D.
- Comentários Eleison nº 761
Comentários Eleison – por Dom Williamson Número DCCLXI (761) – 12 de fevereiro de 2022 LIDERANÇA ERRÔNEA II “Homens nós somos, e devemos sofrer quando até a sombra, Daquilo que uma vez foi grande, foi embora”. (William Wordsworth, “Sobre a extinção da República de Veneza”) Os leitores destes “Comentários” da semana passada perceberam, é claro, que faltou espaço para toda a análise prometida das três comparações feitas pelo Superior Geral (SG abreviado) da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em apoio à posição desta de que os católicos podem aceitar ser inoculados com a “vacina” ou picada para a covid. Continua abaixo a crítica a essas comparações, não pelo prazer de criticar a Fraternidade – Deus me livre disto! – mas porque é muito importante, na confusão atual que a tudo invade, pensar da forma mais clara possível. Somente a verdade pode ser uma base sólida para que se aja com sensatez. Respondendo a perguntas após sua palestra sobre “A Missão da FSSPX” na Conferência de Imprensa da Fraternidade para a Tradição Católica realizada nos EUA em dezembro passado, o SG começou apresentando o princípio de São Tomás de Aquino (2a2ae Q.78, a4) que permite beneficiar-se dos pecados dos outros desde que não haja cooperação no pecado como pecado. E então o SG cita três comparações para ilustrar a aplicação deste princípio ao caso da aceitação de uma inoculação para covid contaminada pelo pecado do aborto por utilizar, para sua pesquisa ou ensaio ou produção, tecido fetal obtido de abortos. Observe-se que as comparações sempre ilustram, mas também “sempre claudicam” (provérbio latino), porque sempre têm uma perna boa, a parte que ilustra, e uma perna ruim, a parte que não se aplica. Quão bem as comparações do SG se aplicam? Primeira comparação: assim como todos concordam que tirar uma córnea do cadáver de um homem assassinado há algumas horas, desde que não tenha nada que ver com o assassinato, é legítimo, todos devem concordar que tirar tecido fetal de um bebê recém-abortado é legítimo, desde que não tenha nada que ver com os abortos em questão. No entanto, como se pode comparar um único assassinato, completamente desvinculado da retirada da córnea do cadáver, com a atual indústria fetal (como se pode chamá-la), que arranca deliberadamente Deus sabe quantos fetos do útero de suas mães para serem dilacerados ainda vivos, sem anestesia, para que sua variedade de tecidos sirva à medicina moderna de várias maneiras? É verdade (perna boa), eu não tive nada que ver diretamente com todos aqueles abortos, nem muitos da totalidade dos pacientes que se beneficiaram deles. Mas quando a fúria de Deus descer sobre a indústria fetal, quantos de nós teremos merecido escapar dela? Segunda comparação: assim como uma organização católica não pode dar para o Islã dinheiro dado a ela para um propósito católico, mas pode aceitar bens do Islã dados para um propósito católico, um católico não pode aceitar uma inoculação dada para um propósito sinistro, mas pode aceitá-la para um propósito decente. No entanto, o propósito do doador não é o único motivo para aceitar ou recusar um presente. Por exemplo, se eu sei que um presente em dinheiro vem de bens roubados, a Igreja não o poderá aceitar, por mais piedoso que seja o propósito do doador, porque o presente está contaminado em si mesmo. Ora, a inoculação para a covid está completamente contaminada em si mesma: medicamente é assassina, moralmente provém da indústria fetal, e politicamente significa conformidade com a Nova Ordem Mundial e o comunismo. Só um propósito bastante excepcional pode justificar sua aceitação, porque a tripla mácula é evidente para quem passe tão somente umas poucas horas pesquisando na Internet. Terceira comparação: assim como a carne que foi oferecida aos ídolos pode ser comida depois (desde que não haja escândalo) pelos católicos, porque sabem que os ídolos não são nada (I Cor. VIII), os católicos podem aceitar a inoculação para covid porque creem que não tem implicações religiosas. No entanto, estados por todo o mundo continuam a impor restrições tirânicas para que todos os seus cidadãos sejam inoculados, apesar das catastróficas lesões e mortes causadas pela inoculação. Isto sugere fortemente que a saúde nunca foi sua principal preocupação. Todas as evidências indicam que a picada não era para o “vírus”, mas que o “vírus” (ainda não isolado) era para a picada. A inoculação tem enormes implicações religiosas, e é apenas parte da grande guerra da judeu-maçonaria contra Deus. Leia o final do décimo dos 24 Protocolos dos Sábios de Sião. Kyrie Eleison.
- Comentários Eleison nº 760
Por Dom Williamson Número DCCLX (760) – 5 de fevereiro de 2022 LIDERANÇA ERRÔNEA - I SG, esqueça as distrações, vá às raízes – O que É a “vacina”, e quais são seus FRUTOS. Na Conferência de Angelus Press para a Tradição Católica realizada nos EUA em 11 de dezembro de 2021, o Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (SG para abreviar) pronunciou-se oficialmente sobre duas questões diferentes referentes à covid, ambas controversas, mas na verdade bastante distintas. Em primeiro lugar, em um breve discurso, ele forneceu três argumentos para justificar por que a Fraternidade não se posiciona publicamente favorável ou contrária às chamadas “vacinas” para covid. E, em segundo lugar, na parte de perguntas, ele fez três comparações para ajudar a explicar por que a Fraternidade diz aos católicos que eles podem aceitar que sejam inoculados com essas “vacinas”. Tanto seus argumentos como suas comparações merecem ser examinados. Mas vale observar que o SG foi citado favoravelmente mais de uma vez nestes “Comentários”. O problema não é absolutamente, de forma alguma, pessoal. Pode-se assistir ao pronunciamento na Internet: https://youtu.be/OYuqVdzr6Ew Seu primeiro argumento para que a Fraternidade se mantenha à margem de toda a controvérsia sobre a covid é que se trata uma questão médica que não está sob a missão religiosa da Fraternidade. E esse argumento, segundo ele, é a principal razão para que a Fraternidade não se comprometa oficialmente de uma forma ou de outra. No entanto, a abolição de Deus, de Cristo e da Igreja Católica não é uma questão religiosa? A equipe de investigação objetiva do advogado alemão Reiner Fuellmich entrevistou centenas de médicos e políticos desde que a covid explodiu no cenário mundial em março de 2020, e sua grave conclusão é que o ataque da covid é “o maior crime já cometido contra a humanidade em seu conjunto". Fuellmich está convencido de que a picada ou “vacina” não foi inventada para o vírus da covid, mas o vírus foi inventado para impor a picada, seja para despovoar, ou seja, matar, milhões de seres humanos, ou então para alterar seu genoma a tal pondo de torná-los escravos mais dóceis da elite sobrevivente. É por isso que tantas pessoas fazem a mesma acusação, a de que a covid é uma fraude, com aparência médica, mas na realidade totalmente política, parte de uma fraude maciça e incrivelmente perversa para a tomada de poder sobre o mundo inteiro. Objeção: os sacerdotes devem afastar-se, porque quem pode saber com certeza se pessoas como Fuellmich não são simplesmente “teóricas da conspiração”? Resposta: Se a covid não fosse uma fraude, precisaria de uma massa de mentiras mutáveis para promovê-la e protegê-la? Uma mente honesta é realmente tão incapaz de descobrir a verdade objetiva? O SG até admite em seu segundo argumento que a Conspiração Globalista para substituir a Igreja Católica e a ordem natural de Deus por outra autoridade universal criada pelo homem, começou há 300 anos, com a Maçonaria. A Igreja há muito sabe tudo sobre a Maçonaria, diz ele, então não precisamos preocupar-nos com a covid. No entanto, se a covid está sendo vinculada através dos globalistas à judeu-maçonaria, o principal inimigo organizado da Igreja, como os Papas reconheceram desde a década de 1730, podemos então sentar e relaxar? A covid não deveria estar preocupando ainda mais os sacerdotes, e não menos? Ou a FSSPX também foi infiltrada pela Maçonaria? Fazer esta pergunta é temer a resposta, quando seu SG argumenta dessa maneira. Seu terceiro argumento, o da aliança “antivacina”, é igualmente contorcido. Ele diz que a FSSPX não pode dar-se ao luxo de juntar-se à aliança “antivacina” porque esta inclui esquerdistas que se opõem à “vacina” em nome da dignidade humana e dos direitos humanos, assim como os abortistas afirmam que o aborto é parte da dignidade humana e um direito humano. No entanto, não há comparação entre esses dois “direitos humanos”. O direito de qualquer homem ou mulher de recusar qualquer coisa que entre em seu corpo e que eles não queiram em seu corpo é um verdadeiro direito humano sobre o próprio corpo. O aborto não é nenhum direito humano, nem mesmo da mãe, porque o feto nunca é parte do corpo que pertence a ela, pois desde o momento da concepção é uma substância distinta da substância da mãe, como pelo tipo sanguíneo, pela impressão digital e pela composição genética. Portanto, qualquer um, de esquerda ou de direita, que afirme que os dois direitos são comparáveis, está falando bobagem, e para opor-se à “vacina”, a FSSPX não precisa ter medo de ser associada a essa gente. A tarefa de um SG é falar com senso católico, e não se preocupando tanto com as multidões que falam bobagens. Kyrie eleison.
- Comentários Eleison nº 759
Por Dom Williamson Número DCCLVIX (759) – 29 de janeiro de 2022 SUPER-INFLAÇÃO CHEGANDO O homem sem Deus faz das finanças um inferno na terra. Nossa única esperança é o renascimento de Cristo em nós. Adaptamos aqui, e resumimos, mais verdades preciosas do website de Doug Casey: internationalman.com, em “Here’s why the money-printing won’t stop [Eis por que a impressão de dinheiro não vai parar]”. Pergunta: O governo dos EUA imprimiu mais dinheiro recentemente do que em seus quase 250 anos de existência. Ele tem alguma alternativa a imprimir cada vez mais dinheiro? Resposta: A questão é: o que o Federal Reserve (Fed) fará quando não puder mais fingir que a inflação está sob controle? O Fed já imprimiu trilhões, de modo que uma inflação muito mais alta já se incorporou ao bolo. A questão é como o Fed responderá à inflação fora de controle. Ou 1) ele continua imprimindo trilhões e deixa a inflação disparar, assegurando que o dólar acabe perdendo todo o seu valor, ou 2) ele endurece a política monetária cortando gastos do governo, e vê os mercados quebrarem, inclusive o mercado de ações. Quando encaram esse tipo de escolha, os políticos costumam optar pela alternativa mais fácil, que é, neste caso, continuar imprimindo dinheiro. Pois, de fato, as decisões de cortar gastos muitas vezes se tornaram politicamente impossíveis, de modo que o governo dos EUA já tem a perspectiva certa de déficits intermináveis de vários trilhões de dólares que a impressão de dinheiro cada vez maior pode financiar por si só. Assim, uma estimativa conservadora do déficit orçamentário entre agora e 2031 será de cerca de US$ 20 trilhões, e esse é um déficit que somente as impressoras do Fed podem pagar. Ademais, não há maior devedor na história do mundo do que o governo dos Estados Unidos, e a inflação permite que qualquer devedor reduza sua carga de dívida, porque o que ele tomou emprestado em dólares pode pagar em moedas de dez centavos. Portanto, o governo tem um enorme incentivo para continuar criando enormes quantidades de inflação. Além disso, uma breve olhada em como o governo dos EUA se financia revela que está, sem dúvida, executando um gigantesco esquema Ponzi, o que significa que, se eles pararem de injetar continuamente mais dinheiro fresco, a coisa toda entrará em colapso. Ora, ao contrário dos esquemas Ponzi privados, o governo dos EUA pode continuar a injetar dinheiro novo em seu esquema imprimindo o dinheiro necessário – e voltamos às impressoras do Fed. Assim, o Fed pode fazer gestos de cortar gastos, mas assim que os mercados começarem a colapsar e as instituições a falir, deixará de apertar e voltará a soltar a impressão de dinheiro. Em suma, o governo dos EUA não tem outra opção a não ser continuar com o aumento da impressão de dinheiro para cobrir seus gastos. Pergunta: Mas o governo disse recentemente que “a inflação é boa”. Resposta: Bobagem! Beneficia o governo ao aliviar sua carga de dívida, mas isso faz com que o valor dos dólares no bolso de cada cidadão seja esvaziado. O governo está na verdade roubando de seus cidadãos, mas de tal forma que poucos cidadãos percebem o que está acontecendo. Na realidade, o Federal Reserve e outros bancos centrais só vieram à existência para roubar dinheiro de você através da inflação e redirecioná-lo para pessoas politicamente conectadas. Esse é o principal objetivo deles, e sempre o foi. Daí o fluxo de informações falsas sobre finanças e economia na mídia vil e nas “universidades” em particular. Pergunta: Que outros truques o governo dos EUA pode usar a esta altura do jogo? Resposta: Seja qual for o nome e a forma que assumir, você pode ter certeza de que o efeito líquido transferirá mais dinheiro e poder para o governo. A inflação descontrolada é uma desculpa comum para os governos implementarem controles de capital, controles de preços, confiscos de riqueza e todo tipo de outras medidas desagradáveis. Mas talvez o item mais aterrorizante do menu sejam as moedas digitais dos bancos centrais (CBDCs), que possibilitarão um sistema de vigilância orwelliano que monitora e controla cada centavo que você ganha, economiza e gasta. As CBDCs são um tópico importante; devemos dedicar a elas nossa próxima conversa. Kyrie Eleison.
- Será preciso mais?
Por Gustavo Corção, publicano n’O Globo em 20–09–1973 A FRAGOROSA derrota da experiência socialista no Chile vem acrescentar mais um ponto à dúzia de fracassos já devidamente comprovados e registrados na História. É o caso de perguntar se será preciso mais cem, duzentos, mil esfomeações para que o mundo inteiro comece a desconfiar da evidente insanidade da maldosa utopia socialista? Sim, maldosa. Há loucuras e utopias generosas, mas o socialismo tem a terrível crueldade da falsa generosidade. Marcel de Corte, numa carta de agradecimento dirigida anos atrás ao Padre de Nantes, dizia que não há nada mais cruel do que o abstrato amor dessas esquerdas. O CASO do Chile teve várias feições semelhantes ao nosso. Começou pelo bom-senso caloroso das mulheres, que geralmente sabem melhor do que nós o que é humano, e o que é infra-humano ou desumano, e arrematou-se com a intervenção das "virtudes militares". O mundo, o planeta habitado está de parabéns com a derrota dos cubanos no Chile, e o Brasil, cujo exemplo certamente terá estimulado as mulheres e os soldados, merece especiais aplausos pelo que fez e certamente fará pela nação irmã. MAS o caso do Chile desenrolou-se com mais dramática intensidade do que o brasileiro por causa da deletéria ação da mentalidade democrata-cristã e da ainda mais deletéria ação de Eduardo Frey, o grande responsável pelos sofrimentos do Chile e pelo sangue derramado na sua redenção. Também contribuíram para protelar a intervenção militar os católicos ditos de esquerda e mais especialmente os bispos, arcebispos, cardeais e núncios que, ao invés de despertar o patriotismo chileno, ao contrário tudo fizeram para adormecê-lo com cantilenas de falsa prudência e lemas de falsíssima doutrina. COMO é cansativo ter razão, dizer que tivemos razão, lembrar que tivemos razão quando tantas vezes dissemos que o sol alumia, a água molha, que o socialismo fracassa, e que o socialismo em adulterino conúbio com o catolicismo apodrece! "Tudo isto exaure, tudo isso cansa", gemia Machado em tempos bem mais amenos. A JUNTA militar, que hoje governa o Chile, terá tarefa mais difícil do que a nossa por causa das protelações e do agravamento da situação econômica, mas esperamos que seja recebida com mais compreensão pelo mundo inteiro, que já se habituou um pouco a ver na solução brasileira o remédio adequado à doença do século. O fato principal, o fato maravilhoso que temos diante dos olhos é uma nova América Latina descongestionada. O Brasil — não falo com nenhum título de dirigente, mas com o modesto e altíssimo título de brasileiro que ama seu país sem desamar o resto do mundo —, o Brasil não deseja e não deve desejar nenhum ascendente ou nenhuma liderança entre as nações sul-americanas: ele deve desejar o acerto político e a promoção do bem comum. Se conseguir tão elevados objetivos — e tudo no panorama político nos induz a esperar que consiga —, então a liderança será uma decorrência de tais acertos, reconhecida por todos os sul-americanos de boa vontade. NO CASO presente ainda nos restam apreensões no que concerne à situação da Argentina. O meu nível modesto de homem comum me permite dizer desassombradamente meu desejo: a derrota de Perón nas eleições. O resultado desse pleito será um hemograma da situação argentina. Se Perón vencer, e se o figurino de Isabelita se configurar bem pelo de Evita, como o demonstrou um astrólogo oficial, então teremos de esperar que os argentinos acordem. O peronismo não é melhor nem menos destruidor que o comunismo de Fidel Castro. É verdade que na Argentina não existe um Eduardo Frey para perturbar os juízes, nem os refugiados brasileiros que, para nossa tristeza, colaboraram com Frey no empreendimento da chinificação da América Latina. SE PERÓN vencer — quod Deus non avertat — teremos de esperar alguns anos para que se consolide na América do Sul o baluarte ABC contra a Revolução Anarquista que devasta a Civilização. * * * TORNO a perguntar aos intelectuais de esquerda e aos padres e bispos filocomunistas: Será preciso mais? SEMPRE me pareceu misteriosa a força com que a utopia socialista resiste às mais refulgentes provas. No que concerne aos intelectuais, o fenômeno já foi parcialmente desvendado por Jules Monnerot em sua La France Intellectuelle. No capítulo Histoire Succinte des Intellectuels, Monnerot sintetiza o irrealismo em que se movem os "intelectuais" nesta fórmula: "Um traço comum aos "intelectuais" é que eles nunca tiram lições dos acontecimentos, ou melhor: eles os censuram." E com este mecanismo psicológico de "censura" defensiva, isto é, do processo de tapar o que não quer ver, Monnerot apenas descreve o velho processo moral chamado má-fé. O "intelectual", que em regra geral é um homem que vive profissionalmente da inteligência, sem ser muito inteligente, precisa possuir vários mecanismos de disfarce. Um deles, clássico e já encanecido, é o pedantismo. Outro mais moderno, mas já em caminho de operação plástica, é o esquerdismo. Daí sua soberba indiferença aos fatos: se os fatos provam monotonamente que o socialismo é uma falsa generosidade e uma estúpida teoria sócio-econômica, tanto pior para os fatos, porque o "Intelectual", não tendo vocação de mártir, não poderia jamais enfrentar a evidência da própria tolice, ou a evidência da vacuidade do socialismo, e mais especialmente do marxismo.
- Comentários Eleison nº 758
Por Dom Williamson Número DCCLVIII (758) – 22 de janeiro de 2022 O BOM SENSO DE PUTIN Os comunistas estavam enlouquecidos ontem. Guerreando contra Deus, eles continuam loucos hoje. O bom senso está tornando-se tão raro hoje em dia que, de onde quer que venha, deve ser bem-vindo. Algumas pessoas pensam que o presidente da Rússia Vladimir Putin é simplesmente um peão daquele poder mundial que atualmente usa a covid para chegar a uma ditadura anti-humana em nível global. Isso pode ser verdade em parte, na medida em que esse mesmo poder já tem tanto controle sobre os assuntos mundiais, que Putin dificilmente conseguiria ter-se tornado um líder mundial sem o seu consentimento. Por outro lado, outras pessoas pensam que ele é o único verdadeiro estadista no cenário mundial atual, por causa do bom senso que mostra quando trata dos verdadeiros interesses do mundo inteiro, e não somente dos da Rússia. Em todo caso, ele é capaz de falar com bom senso como poucos políticos dos dias de hoje o fazem. Veja-se, por exemplo, este resumo de parte de seu discurso de 21 de outubro passado na reunião anual do Clube de Debates Valdai em Sochi, na Rússia, que reuniu cerca de 300 participantes dos meios acadêmico, político e midiático. Link em inglês: Putin’s speech at the plenary session of the 18th Valdai Club – Global Review (global-review.info). Algumas pessoas no Ocidente acreditam que uma eliminação agressiva de páginas inteiras de sua própria história; a "discriminação reversa" contra a maioria em benefício de uma minoria em particular; e a exigência de renunciar às noções tradicionais de mãe, pai, família e até mesmo gênero, são marcos no caminho de uma renovação social. Os defensores do chamado “progresso social” acreditam que estão apresentando à humanidade algum tipo de consciência nova e melhor. No entanto, suas prescrições não são novas, absolutamente. A Rússia já esteve lá. Após a revolução de 1917, os bolcheviques, apoiando-se nos dogmas de Marx e Engels, também disseram que mudariam os modos e costumes existentes, inclusive a noção mesma de moralidade humana e os fundamentos de uma sociedade saudável. A destruição dos valores ancestrais, da religião e das relações entre as pessoas, até a rejeição total da família, com parentes mais próximos denunciando-se uns aos outros ao estado, foi proclamada então como um progresso, e foi amplamente apoiada em todo o mundo, tal como agora. A luta pela igualdade e contra a discriminação nos países ocidentais se transformou em um dogmatismo agressivo que beira o absurdo. As obras dos grandes autores do passado, como Shakespeare, não são mais ensinadas em escolas ou universidades. Os clássicos são declarados atrasados e ignorantes em relação à importância do gênero ou da raça. Em Hollywood, distribuem-se memorandos sobre quantos personagens de que cor ou gênero devem aparecer em um filme. Isso é ainda pior do que o departamento de Agitprop do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética. Os fanáticos dessas novas abordagens chegam ao ponto de querer abolir completamente esses conceitos. Qualquer um que se atreva a mencionar que homens e mulheres realmente existem, o que é um fato biológico, é intimidado com uma horrenda “novilíngua”, que nega o fato. Isso não é novidade: na década de 1920, os “criadores” de cultura soviéticos também inventaram uma novilíngua, acreditando que estavam criando uma nova consciência e mudando os valores dessa maneira. Causaram um desastre que ainda dá arrepios. É monstruoso que hoje em dia se ensine desde cedo às crianças que um menino pode facilmente tornar-se uma menina e vice-versa. É quase um crime contra a humanidade, e está sendo feito sob a bandeira do progresso e em nome dela. O custo desses experimentos sociais mal concebidos é por vezes incalculável. Tais ações podem destruir não só os fundamentos materiais, mas também espirituais da existência humana, deixando para trás uma ruína moral na qual por muito tempo nada se pode construir para substituí-la. Kyrie eleison.
- Comentários Eleison nº 757
Por Dom Williamson Número DCCLVII (757) – 15 de janeiro de 2022 GUERRA CULTURAL Homens bons, a luta é nada menos que por Deus. Lute abertamente por Ele, e veja-O abençoar! Estes “Comentários” recomendaram calorosamente aos leitores pelo menos uma vez a leitura dos artigos frequentes de John HORVAT no site da TFP, em tfp.org. E o fizeram porque para inúmeros adultos dos dias de hoje, Deus é o Grande Inominável. Ele não deve nem ser mencionado na sociedade educada. Em sentido contrário, quando Horvat comenta sobre a política americana, sempre o faz da perspectiva católica do Deus Todo-Poderoso. Nas palavras de um dos grandes pensadores católicos do século XIX, Horvat vê e diz que se Deus hoje não está governando a Criação com Sua presença, então Ele a está governando com Sua ausência. Isto se dá porque Deus criou o mundo livremente, por amor, e ama em particular a criatura que Ele mesmo estabeleceu que governaria a Criação como Sua substituta; e essa criatura é o homem, que governa por aquela faculdade da razão e do livre-arbítrio. que só ele possui entre todas as criaturas materiais de Deus. No entanto, se o homem usa esse livre-arbítrio para afastar-se de Deus, algo que Ele mesmo pode permitir-lhe fazer, então Deus, que conhece plenamente o que o homem não conhece, ou seja, a terrível eternidade que ele merece para si mesmo por desprezar o grande amor que Deus lhe tem, não pode deixar Sua amada criatura sozinha no caminho para tal destruição. E eis por que o homem moderno, que foge de Deus, não pode deixar de reconhecer que o amor de Deus ainda o persegue, mesmo que esse reconhecimento somente o leve a fugir ainda mais: “Para de me amar! Não quero Teu amor!”. Assim Horvat lê (artigo de 11 de novembro de 2021) uma recente eleição surpresa no estado da Virgínia, pela qual os republicanos de direita arrasaram nas três eleições estaduais e surpreendentemente recuperaram a Câmara dos Representantes das mãos dos democratas de esquerda. Horvat diz que enquanto “republicanos moderados prometem tudo, mas não cumprem quase nada”, foram os conservadores morais (“com seu poderoso bloco de votos pró-vida”) que venceram essa eleição surpresa votando em questões morais da chamada “Guerra Cultural”: a Teoria Crítica da Raça, a educação sexual radical, a ideologia de gênero e o aborto provocado. Observe-se como essas questões morais de fato implicam e ofendem diretamente a Deus Todo-Poderoso. Horvat diz que esses temas ganham eleições porque, se forem bem apresentados, “abordam problemas profundos dentro das almas de inúmeros americanos”. Em outras palavras, a “Guerra Cultural” enquadra o debate no que toca ao que há de mais profundo e verdadeiro em nós homens, a lei natural de Deus, mesmo que Ele mesmo raramente seja mencionado. “Deus, abençoa a América” – ainda. Mas os esquerdistas estão empenhados em expulsar Deus de Sua Criação. Consequentemente, eles odeiam a “Guerra Cultural”, e querem que ela nunca seja mencionada nem que seus problemas sejam levantados. Os guerreiros culturais que fazem isso são “deploráveis” (disse Hilary Clinton), sem legitimidade dentro da esmagadora cultura liberal dos liberais. E não é preciso dizer que a grande mídia vil faz tudo o que pode para sufocar os conservadores e impedi-los de enquadrar as questões como culturais ou morais, ou seja, de modo que apontem para Deus. Eles absolutamente não podem com Ele, nem mesmo com Sua sombra. Mas o homem tomou o lugar de Deus, e nada nem ninguém pode impor-lhe nenhum bem e mal que seja objetivo. Portanto, qualquer pessoa que tente fazê-lo será desacreditada como “racista” ou “sexista”, ou “fascista” ou “antissemita”, ou por algum outro rótulo de ódio intolerante. E, no entanto, os liberais se conhecem a si mesmos tão pouco que se tornam crentes fanáticos na legislação “antiódio”! A conclusão de Horvat é inteiramente lógica, e, se levada a sério, pode salvar os Estados Unidos da ruína: “Acima de tudo, os conservadores devem confiar que Deus venha em sua ajuda. Por trás da fachada de mil escaramuças se esconde uma guerra total contra Deus e Sua ordem. Aqueles que defendem Sua causa podem esperar Sua ajuda”. O Arcebispo Viganò disse exatamente a mesma coisa. Mãe de Deus, sempre que eu rezar o teu santíssimo Rosário, por favor, deixe-me entender que não estou “somente rezando”, mas estou fazendo o melhor que posso para ajudar-te em tua tremenda batalha pela salvação dos homens e de suas nações, por meio de teu divino Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Kyrie Eleison.



