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XXXI – A Blasfêmia - Os castigos

A Blasfêmia

Os castigos da blasfêmia


Uma prova clara da enormidade da blasfêmia são os castigos com que a têm punido a justiça humana e a divina.


II – Os castigos da blasfêmia


1 – A justiça humana


a) No Antigo Testamento: o Senhor ordenara que ninguém ousasse nem pronunciar o seu nome adorável, e que os blasfemadores fossem lapidados pelo povo na praça pública: Qui blasphemaverit nomen Domini, morte moriatur: lapidibus opprimat eum monis multitudo (Lev 24,16)


Um jovem lapidado – Um jovem israelita, que havia blasfemado, foi levado perante Moisés, o qual seguindo a ordem do Senhor, mandou ao povo que o enterrasse debaixo de uma chuva de pedras.


b) Na Era vulgar: o imperador Justiniano estabelecera a pena de morte para os blasfemadores.


S. Luís IX e o blasfemador – S. Luís IX, rei de França, publicou uma lei que condenava os blasfemadores a terem furada a língua com um ferro em brasa. Ora, havendo um cidadão de Paris blasfemado publicamente, o rei fê-lo sofrer a pena estabelecida. Foi solicitada graça ao delinquente, mas o rei respondeu: “Eu perdoá-lo-ia de bom grado se ele tivesse insultado a minha pessoa; mas não perdoo a quem insulta publicamente a Majestade de Deus! Eu próprio me deixarei furar a língua com ferro em brasa, se com isso eu pudesse banir de meu reino a blasfêmia”.


2 – A justiça divina


Agora a justiça humana não pune mais a blasfêmia como antigamente, mas o delito é sempre o mesmo perante Deus, que mesmo nesta vida tem punido frequentemente e até hoje pune de modo terrível os blasfemadores. O ímpio Senaquerib blasfemara; e Deus mandou um Anjo exterminá-lo e a todo o seu exército de 185 mil homens (Rs 19, 9-35). Antíoco blasfemara, e foi por Deus punido de forma que morreu devorado por vermes (2 Mac 9). Mais tarde: os judeus blasfemaram amiúde de Jesus Cristo, e foram por Deus exterminados por intermédio de Tito. Juliano, o Apóstata, blasfemou contra Jesus Cristo, e se lhe dilaceraram as entranhas, e morreu entre convulsões atrozes. Nestório ousou blasfemar a Santíssima Virgem, e gangrenou-se-lhe a língua.


E castigos recentes não faltam!


Emudecido ao blasfemador – Num restaurante de aldeia suíça, certo João Ritter gabava-se de saber blasfemar mais do que ninguém, e apostando com um companheiro depravado, vomitava triunfalmente as mais horrendas blasfêmias. Todos os presentes tremiam horrorizados, quando de repente ninguém mais lhe escutou a voz. O infeliz gesticulava e movia os lábios sem fala, que não readquiriu mais.


3 – Os castigos públicos


Não só com castigos privados pune Deus a blasfêmia, mas muitas vezes até com castigos públicos, que atingiram famílias, lugares, províncias, reinos. Em 1846, nas montanhas de Salette (França), aparece a Santíssima Virgem a dois pastorezinhos, e, derramando lágrimas disse-lhes que Deus, indignado por tantas blasfêmias graves dos homens, mandaria grandes flagelos sobre o mundo. Enquanto dos homens subir ao céu o horrendo insulto da blasfêmia, Deus continuará a mandar descer cá os seus tremendos castigos. Dissera-o, desde os seus tempos, S. João Crisóstomo: “Por causa das blasfêmias vêm à terra as fomes, os terremotos, as pestes”.


Uma morte má e o castigo eterno – Poderá ter boa morte quem sempre blasfemou? Mas como voltar-se-á ele para Deus e Jesus Cristo, se tratou o bom Deus como um cão ou pior? E se amaldiçoou o sangue do Divino Redentor? Confiará ao menos em Maria Santíssima, a grande Mãe de misericórdia? Mas se em vida a vituperou com indignos desaforos! Se a tratou, não como augustíssima Mãe de Deus, mas como uma mulher mais vil e mais infame da terra! Ai de mim! O momento da morte será bem terrível para um blasfemador! E que mais deve esperar o celerado, senão o castigo eterno? Sim, o eterno castigo lhe estará preparado. A blasfêmia é a linguagem do demônio: portanto, o blasfemador irá com os demônios para o inferno. Lá é a sua casa.


***


Escutai a ameaça de Deus: “Ai da nação pecadora... dos filhos malvados! Blasfemaram o Santo de Israel: Vae genti peccatrici... filiis sceleratis! Blasphemaverunt Sanctum Israel” (Is 1,4). Diz ainda o Senhor que aqueles que o abençoam, serão herdeiros da terra; as aqueles que o amaldiçoaram irão à perdição (Sl 36,22). Jogados esses infelizes no báratro infernal entre aquelas chamas devoradoras blasfemarão contra Deus para sempre! Mas a blasfêmia furiosa aumentar-lhes-á o inferno! Eis o belo ganho dos blasfemadores!



(Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino,

Do original La Parole di Dio per lá Via d’Esempi)

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