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XXV – A Oração - Eficácia da Oração


A Oração

Eficácia da Oração


II – Eficácia da Oração


1 – Santo Hilário diz que a prece faz uma doce violência ao coração de Deus, isto é, obtém tudo d'Ele: Oratio pie Deo vim infert. E a razão é esta: porque Deus é tão bom, e porque Jesus Cristo prometeu que Ele nos atenderá.


Diz o Divino Salvador: “Se um filhinho pede pão a seu pai, dar-lhe-á este uma pedra? E se lhe pede um peixe, dar-lhe-á uma serpente? E se lhe pede um ovo, dar-lhe-á um escorpião? Se vós que, afinal, sois maus não negais a vossos filhos o que estes vos pedem, quanto mais o Pai celestial, que é bom, dar-vos-á o que pedis!”. (Cfr. Lc 11, 11-13). Ouvi o que diz ainda Jesus Cristo: “Em verdade, em verdade vos digo que o que pedirdes a meu Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá”. (Jo 16, 23)


Todos aqueles que pediram graças ao Senhor, sempre as obtiveram, pois não pode falhar a Palavra de Jesus Cristo que disse também: “Quem pede recebe, e quem procura acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á: Omnis enim, qui petit, accipit: et qui quaerit invenit; et pulsante aperietur”. (Lc 11,10)


2 – Exemplos das Sagrada Escritura


A Escritura está cheia de exemplos que mostram a força extraordinária da oração. No Antigo Testamento: Moisés, na montanha orava de braços erguidos, enquanto os israelitas lutavam contra os amalecitas. Quando Moisés rezava, os israelitas venciam: mal parava ele de orar, eles perdiam (Ex 17,11). Davi triunfou do gigante Golias que era o terror de Israel. De que modo? Com uma pedra jogada nele, está bem; mas ao atirar a pedra ele orava, e já havia rezado antes (1Rs 17, 49). Judite, por Deus inspirada a fim de libertar a pátria, começou sua grande empresa com a prece; e quando estava lá na tenda de Holofernes, no ato de lhe decepar a cabeça, acompanhou o golpe com fervorosíssima oração (Jud 13, 9). Os três jovens de Babilônia, que foram metidos na fornalha, caminhavam alegremente e ilesos no meio das chamas, porque oravam a Deus (Dan 3, 23-24).


No Novo Testamento: Os cegos de Jericó – Dois cegos sentados na estrada fora de Jericó, ao ouvirem que passava Jesus, aumentaram a voz, dizendo: “Senhor, Filho de Davi, tem piedade de nós!”. O povo os repreendia, para que se calassem; no entanto, eles gritavam mais alto: “Senhor, Filho de Davi, tem piedade de nós!”. E, Jesus, parando, chamou-os e disse-lhes: “Que desejais que vos faça?”. E eles: “Senhor, que se abram os nossos olhos”. E Jesus, movido por compaixão, tocou os seus olhos, e os cegos logo enxergaram e o seguiram. (Mt 20, 30-34)


3 – O Senhor afinal ouvirá mais facilmente a prece quando se pedem graças espirituais.


A Ave Maria de dois meninos e a conversão de um pai – Faz alguns anos havia uma mulher muito boa e piedosa, que tinha dois filhinhos bons, mas tinha um marido mau, beberrão e viciado que a maltratava sempre, e deixava faltar a ela e aos filhos até o pão. Entretanto, essa mulher suportava tudo com paciência e rezava frequentemente com seus dois anjinhos. Certa noite o marido, por não encontrar seus companheiros de farra, voltou para casa mais cedo que de costume. Ao chegar perto da porta da casa, ouve a voz da mulher: “Com quem fala ela a esta hora?”, diz intimamente aquele desgraçado com o espírito cheio de suspeitas. Depois fica a escutar, e perceber que a mulher reza devotamente com os dois filhos, aos quais por fim disse ela: “E agora, meus filhinhos, falta-vos rezar por vosso pai, que amamos tanto: recitai, pois, a habitual Ave Maria, para que Nossa Senhora o conserve e assista”. O transviado do marido, ao ouvir estas palavras, comove-se: entra em casa, põe-se de joelhos também junto à mulher, e acompanha, chorando, a prece dos filhinhos. Seu espírito estava inteiramente mudado. Conheceu, então, os seus erros e pediu perdão de todos os maus tratos proporcionados àquela santa mulher. E, com sua sincera conversão, eis tornada a paz e a alegria àquela família. Vedes a eficácia da prece feita pelos inocentes?


Mas para que ela produza os seus efeitos, deve ser bem feita. A oração mal feita não se pode chamar oração, e Deus não a atende. De que modo, então, se reza bem? É o que veremos na próxima postagem deste catecismo.


(Extraído do livro A Palavra de Deus em Exemplos, G. Montarino,

Do original La Parole di Dio per la Via d’Esempi)

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